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sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Lesões ligamentares do tornozelo




As lesões ligamentares agudas do tornozelo são comuns. A maioria delas ocorre durante a atividade esportiva entre 15 e 35 anos. Apesar da preferência dessas lesões, os protocolos de diagnósticos e tratamentos apresentam grande variação. As lesões do complexo ligamentar lateral são, de longe, as mais comuns do tornozelo.

A lesão ligamentar lateral ocorre, tipicamente, durante a flexão plantar e inversão, que é a posição de máximo estresse no ligamento talofibular anterior (LTFA). Por essa razão, o LTFA é mais comumente lesado durante o traumatismo e inversão. Em lesões por inversão de maior gravidade os ligamentos calcaneofibular (LCF), o talofibular posterior (LTFP) e o subtalar também podem ser lesados.

A maioria das lesões ligamentares laterais do tornozelo resolve-se espontaneamente com tratamento conservador. O programa denominado “tratamento funcional” inclui a aplicação do princípio RICE (Rest – repouso, Ice – gelo, Compression – compressão e Elevation – elevação) imediatamente após a lesão, um curto período de imobilização e proteção com bandagens elásticas ou inelásticas e exercícios de mobilização precoce seguidos de carga precoce e treinamento neuromuscular precoce. Treinamento de propriocepção com pranchas de inclinação é iniciado assim que possível, usualmente
após três a quatro semanas. Seu objetivo é melhorar o equilíbrio e controle neuromuscular do tornozelo.

As sequelas após lesões ligamentares do tornozelo são muito comuns. Cerca de 10% a 30% dos pacientes com lesões ligamentares laterais apresentam sintomas crônicos. Os sintomas geralmente incluem sinovite ou tendinite persistente, rigidez do tornozelo, edema e dor, fraqueza muscular e frequentes falseios.

Um programa de fisioterapia bem estruturado com fortalecimento e treinamento proprioceptivo, alongamento e imobilização funcional pode aliviar os problemas em muitos pacientes. Para casos de instabilidade crônica que são refratários, o tratamento cirúrgico pode ser considerado. Se a instabilidade crônica está associada à instabilidade subtalar refratária às medidas conservadoras, o tratamento cirúrgico deve considerer também a articulação subtalar.

A lesão e instabilidade ligamentar subtalar são provavelmente mais comuns do que o observado. Entretanto, a definição e diagnóstico dessa entidade são difíceis. Felizmente, parece que a cicatrização da maioria das lesões agudas ocorre com o mesmo programa de reabilitação das lesões ligamentares laterais do tornozelo.

Nas instabilidades subtalares crônicas uma tentativa inicial de reabilitação com treinamento proprioceptivo do tornozelo deve ser feita. Se esse programa falhar, reparação primária ou reconstrução podem ser benéficas. Os procedimentos de reconstrução devem contemplar a articulação subtalar.

Instabilidade subtalar ocorre geralmente em associação com a instabilidade tibiotársica; dessa forma, o diagnostico cuidadoso é crítico em qualquer pessoa com instabilidade crônica do tornozelo. Se ambos não são contemplados, o paciente persistirá tendo problemas.

As lesões do ligamento deltóide ocorrem, mais frequentemente, associadas a fraturas do tornozelo. Elas são raras como lesão isolada. Se nenhuma fratura é evidenciada nas radiografias, particular atenção deve ser dada à sindesmose para assegurar que não há associação com ruptura desta. Lesões isoladas verdadeiras do deltóide parecem evoluir bem com tratamento conservador, a exemplo de lesões ligamentares laterais do tornozelo. As rupturas do deltóide associadas a fraturas do tornozelo parecem cicatrizar bem; tratam-se as outras lesões, deixando que o deltóide cicatrize espontaneamente. É vital que se corrija qualquer lesão da sindesmose e que se obtenha alinhamento ósseo correto.

As lesões de sindesmose podem ser incapacitantes se não tratadas adequadamente. Exame físico cuidadoso e interpretação de radiografias são necessários para obter um diagnostico correto. Lesões parciais parecem evoluir bem com a reabilitação. Entretanto, lesões complexas, se o alargamento não for corrigido, podem conduzir à dor e altera-ções degenerativas. O alargamento da sindesmose com rupture do ligamento tibiofibular inferior é indicação para cirurgia com a colocação de um parafuso de sindesmose para redução de pinça maleolar. Carga com proteção é necessária por cerca de seis semanas após a cirurgia, quando então o parafuso deve ser removido. Um programa de reabilitação pode ser iniciado.

Lesões agudas do tornozelo são lesões comuns na prática esportiva e o tempo de incapacidade devido a elas é significativo. Felizmente, o tratamento conservador tem dado bons resultados na maioria dos casos e o tempo de inatividade tem sido minimizado.

A maior área potencial de problemas de incapacitação são as lesões da sindesmose não identificadas e não tratadas, com ou sem lesão do ligamento deltóide. Muito cuidado tem que ser tomado para avaliar cuidadosamente a sindesmose em todas as lesões de tornozelo.

Problemas potenciais posteriores são o desenvolvimento de instabilidade dos ligamentos laterais do tornozelo e/ou ligamentos subtalares. A maioria deles pode ser bem tratada com treinamento proprioceptivo e funcional com órtese ou imobilização com bandagens, ou com reparação cirúrgica tardia nos casos refratários.


Postado por: Dr. Rogerio Nascimento

sábado, 16 de junho de 2012

AS PRINCIPAIS LESÕES NO CICLISMO




O ciclismo (Mountain bike, BMX, Cicloturismo etc) é um dos esportes com menor índice de lesões. Na grande maioria das vezes, as lesões ocorrem por estresse de treinamento (overtraining) em ciclistas de competição. Em ciclistas que pedalam por prazer, as lesões em geral aparecem em função do mau ajuste da bicicleta e/ou uso inadequado da bike.

Em profissionais são comuns as tendinites de joelho, no Tendão de Aquiles, dores na região lombar, na cervical e dos músculos do trapézio.


Principais lesões e como evitá-las:

QUEDAS: A maior incidência de lesões no ciclismo é decorrente de quedas e acidentes. Utilizar sempre os equipamentos de segurança sendo o mais importante o capacete e observar as regras de segurança no trânsito, respeitar as leis, transitar com atenção e conduzir a bike de maneira a evitar acidentes preventivamente.

TENDINITES NO JOELHO: O movimento de pedalar é feito principalmente  pelo Quadríceps mais especificamente pelo Vasto medial. Uma pedalada com técnica errada ou pedalada com muita sobrecarga (subidas, pedaladas travadas) vai sobrecarregar esta musculatura e pode causar lesões. Escolha o tamanho de quadro correto para seu tamanho. Observe as regulagens e ajustes para seu corpo. Evite pedalar em marchas muito pesadas para não sobrecarregar os joelhos. Realizar aquecimentos antes e alongamentos depois dos exercícios.

LOMBALGIA: São as dores lombares, mais conhecidas como dores nas costas. Em geral é decorrente da posição mal ajustada do ciclista sobre a bike. Os músculos que podem ser afetados são os Paravertebrais, Multífidos, Quadrado Lombar, Glúteos, Piriforme e Isquiotibiais. O mais comum é a dor na região do músculo do quadrado lombar (fica entre a primeira vértebra lombar até a segunda vértebra sacal, conhecidas como L1 e S2). A escolha do tamanho do quadro e as regulagens corretas podem evitar as lombalgias.
Realizar alongamentos diários e após os exercícios.
Pedale por um período de tempo que não cause dores nas costas. Vá aumentando este tempo gradativamente. Cada um tem o seu limite.
Faça exercícios abdominais. Um abdomen fortalecido é fundamental para a sustentação e estabilização do corpo do ciclista sobre a bike.

LESÕES MUSCULARES: Ocorre principalmente no Tríceps sural e nos quadríceps, em geral por, overuse (excesso de uso). Alongue-se diariamente e após os exercícios.
Procure praticar musculação para promover o fortalecimento dos grupos musculares envolvidos no ciclismo.
Procure descansar depois de treinos muito árduos e de competições. O descanso deve fazer parte de seu treinamento.

PARESTESIA PENIANA: Nada mais é que a dormência e falta de sensibilidade na região entre as pernas, que vai apoiada no selim da bike. Nas mulheres ocorre a parestesia dos grandes lábios. O nervo pudendo quando submetido a uma compressão por longo período de tempo, passa a ter menor sinal de impulso nervoso, o que leva a perda de sensibilidade temporária. Não há relatos de perda de potência devido ao ciclismo. Cada um deve conhecer o limite de tempo que pode ficar sentado sobre a bike. Profissionais treinam até 9 horas por dia numa boa. Para iniciantes, apenas 20 minutos pode gerar incômodos.
Use bermuda de ciclismo com o forro feito de uma espuma de alta densidade, mesmo em aulas de ciclismo indoor.
Procure adquirir um selim vazado no centro que ajuda a aliviar a pressão nessa região.

FACIITE PLANTAR: É a sensação de queimação na planta do pé, dor na parte posterior da sola do pé ao tocar o chão. Geralmente o pior momento da dor acontece durante os primeiros passos pela manhã ou durante o início da corrida. Dentre os fatores predisponentes encontram-se a falta de alongamento e aquecimento, mais comum em pés cavos, obesidade, pronação e supinação excessivas e idade avançada.
Procure usar sapatilhas próprias para ciclismo.
Evite usar calçados com sola muito mole.


TRATAMENTO:

O mais importante é estar atento ao sinais que nosso corpo nos envia. Ao menor sinal de dor, o atleta deve procurar a ajuda de um médico competente que saberá indicar o melhor tratamento.

A fisioterapia se encarrega de cuidar e recuperar a maioria das lesões utilizando Eletrotermoterapia, Cinesioterapia, Mecanoterapia, Técnicas Manuais e etc...

O repouso com simples afastamento do ciclista da atividade esportiva, ajuda bastante na recuperação.

       Utilizar equipamentos específicos para a prática do esporte.

 Sempre procurar orientação de profisssionais capacitados e fundamentados para a prática do esporte.



Postado por: Dr. Rogerio Nascimerto