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quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Testosterona em Mulheres


Testosterona é um hormônio masculino produzido nos testículos e nas glândulas suprarrenais. Ele é responsável por todas as características sexuais dos homens - aparecimento dos pelos, aumento dos músculos, engrossamento da voz e utilização da gordura do corpo. Também está ligado à libido, à agressividade e à disposição. A substância também é produzida nas mulheres, nas glândulas suprarrenais e no ovário, mas em uma quantidade 30 vezes menor. 

Em homens, foi demonstrado que os níveis de Testosterona (T) aumentam por antecipação a uma competição desportiva, mantendo-se elevados nos vencedores e decrescendo para níveis basais nos derrotados. Nas mulheres a promessa é tentadora: menos gordura corporal, músculos mais volumosos e definidos, celulite praticamente inexistente, estrias atenuadas e libido nas alturas. Para isso, segundo os simpatizantes do hormônio masculino testosterona, basta tomar algumas injeções, engolir um punhado de pílulas, colocar um implante sob a pele, passar um gel ou colar um adesivo sobre ela. 

Apesar dos "benefícios", os médicos discordam em peso dessa prática. Pois sua ingestão em mulheres representa riscos e efeitos colaterais.

A lista de reações adversas provocadas no corpo feminino pelo uso sem indicação da testosterona é de meter medo. Entre elas está o aparecimento de acne, o crescimento do clitóris, a queda de cabelo, a retenção hídrica, que provoca inchaço, e as alterações no comportamento, o que costuma deixar a pessoa mais agressiva. 

Se a dose for muito elevada ou o tempo de uso prolongado, o quadro fica ainda mais complicado. Pode ocorrer o aumento da formação dos glóbulos vermelhos e de fatores de coagulação do sangue, o que eleva o risco de trombose, hepatite, aparecimento de cistos e tumores malignos no fígado, a redução do bom colesterol (HDL) e o aumento do mau (LDL). 

Por isso, os médicos alertam as usuárias que, quanto antes o organismo parar de receber a testosterona, melhor.

Postado por Daniela Alvarenga e Elineides Silva

Referências:

Sá, M.F.S.; Ferriani, R.A.; Moura, M. D.; Franco Junior, J. G.; Bregieiro, L.O.R. Modificaçoes nos níveis plasmáticos de prolactina e testoterona em mulheres atletas durante o exercício físico. Rev. bras. ginecol. obstet; Brasília, 1988 

Smilios I, Pilianidis T, Karamouzis M, Tokmakidis S. Hormonal responses after various resistance exercise protocols. Med Sci Sports Exerc 2003 

Herold DA, Fitzgerald RL. Immunoassays for testosterone in women: better than a guess? Clin Chem 2003

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Tríade da Mulher Atleta



Malhar desordenadamente ou praticar esportes sem o devido acompanhamento médico traz riscos a qualquer pessoa, mas no organismo feminino pode provocar doenças como osteoporose (enfraquecimento ósseo), amenorréia (falta de menstruação em mulheres maiores de 16 anos) e distúrbios da alimentação, como anorexia e bulimia. O conjunto desses sintomas compõe uma síndrome conhecida na medicina esportiva como Tríade da Mulher Atleta. 

A TAF é definida como sendo a combinação de: desordem alimentar, amenorréia e osteoporose. É uma desordem muitas vezes não reconhecida, e suas complicações podem ser devastadoras para a vida da atleta. Muitas atletas femininas passam despercebidas devido à natureza secreta dos distúrbios alimentares e pelo fato de muitas considerarem como uma conseqüência normal a cessação menstrual durante as atividades físicas competitivas. 

Os ricos são multifatoriais, estando geralmente associados com a pressão social de se manter um corpo perfeito e a pressão competitiva de vitória a qualquer custo. Associado a isso tem-se o isolamento social devido aos treinos ininterruptos. Dessa forma, percebe-se a grande importância dos treinadores, familiares e sociedade como um todo no direcionamento dessas atletas, que muitas vezes são ainda imaturas o suficiente para não conseguirem uma opinião própria sobre si mesmas e sobre seu futuro profissional. 

A melhor forma de se antecipar tais distúrbios é uma boa triagem no momento do exame médico inicial, realizado antes de se começar uma atividade atlética. O médico poderá também pesquisar a TAF em consultas por fraturas, contusões, mudança de peso, amenorréia, depressão e para realização do teste preventivo de câncer de colo uterino. 

A amenorréia é uma das formas mais fáceis de detecção da TAF. Estudos mostram uma íntima relação da amenorréia com a mensuração da densidade óssea. Não se deve considerar normal a amenorréia em atletas, visto que muitos médicos a consideram. 

Com base nas evidências disponíveis sobre a magnitude e a seriedade dos problemas associados com a Tríade da Atleta, é advertido que estratégias específicas sejam desenvolvidas para prevenir, reconhecer e tratar essa síndrome. Estratégias específicas para prevenção, avaliação, acompanhamento, pesquisa, medir as conseqüências para a saúde, proporcionar cuidados médicos e fornecer educação para o público em geral e os profissionais médicos devem ser desenvolvidas, implementadas e monitorizadas. 

Postado por Daniela Alvarenga e Elineides Silva

Referências

Almeida, H.F.R.; Almeida, D.C.M.; Gomes, A.C. Aspectos multidimensionais da forma desportiva: uma ótica contemporânea. Revista Treinamento Desportivo, v. 5, n. 2, p. 44 – 50 2000. 

Wolinsky, I. Nutrição no exercício e no esporte. 2 ed. São Paulo, SP: Editora Roca, 1996. 

Loucks AB, Horvath SM. Athletic amenorrhea: a review. Med Sci Sports Exerc 1985; 17:56-72.