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quarta-feira, 6 de junho de 2012

Os enigmas do café


           

          O café é a bebida mais consumida no Brasil e no mundo ocidental. O fato de ser uma bebida tão popular, explica o interesse por estudos sobre as substâncias presentes e a relação de muitas delas com a saúde.

         Existem diferentes maneiras de se preparar a bebida café, que variam conforme a tradição de cada país. No Brasil, as formas de preparo mais comuns são: café fervido ou estilo escandinavo (sem filtração do pó), filtrado (filtro de papel), café à brasileira (filtro de pano) e café expresso, além do uso do café instantâneo ou solúvel.

         Estudos investigam que os compostos encontrados no café, como a cafeína e os diterpenos cafestol e kahweol estão relacionados com Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS), inflamação endotelial, Infarto Agudo do Miocárdio (IAM), Doença Arterial Coronariana (DAC), arritmias cardíacas, acidente vascular cerebral e dislipidemias. Algumas dessas relações estão listadas abaixo:


Café e hipertensão arterial
         A cafeína é a substância do café mais estreitamente relacionada com a Pressão Arterial (PA). No sistema cardiovascular, ela produz aumento agudo do débito cardíaco, vasoconstrição e aumento da resistência vascular periférica. Contrariamente a estes efeitos indesejáveis, alguns estudos têm demonstrado atividade antioxidante da cafeína o que a tornaria um protetor em potencial contra os efeitos citados no sistema cardiovascular.

Café e dislipidemias
         Os diterpenos cafestol e kahweol, por sua vez, apresentam potenciais efeitos no aumento dos lipídeos, especialmente sobre a elevação do colesterol no sangue. O teor de cafestol e kahweol na bebida varia em função do modo de preparo, ou seja, da técnica culinária de preparação da bebida. O café turco e o fervido, por exemplo, contêm níveis relativamente altos, enquanto o filtrado e o instantâneo contêm níveis baixos.

Efeito protetor dos antioxidantes do café
         O café ainda é uma importante fonte de ácidos fenólicos e outros compostos responsáveis pelo aroma, que tornam a bebida uma das maiores fontes de antioxidantes da dieta. E, além disso, a cafeína e os diterpenos também possuem reconhecida atividade antioxidante, que fazem com que os resultados dos estudos com a bebida sejam conflitantes devido à presença dessas substâncias com efeitos contrários, ou seja, ao mesmo tempo que antioxidantes, também tem potencial para a elevação do colesterol e para o aumento agudo da pressão arterial sistêmica.

         Portanto, apesar da dificuldade em se estabelecer uma associação mais conclusiva entre consumo de café e doenças cardiovasculares, provavelmente em função desses efeitos contraditórios, das diferentes formas de preparo da bebida e da quantidade consumida diariamente, o consumo moderado pode até mesmo ser recomendável, em virtude de um efeito inócuo ou modesto sobre o risco cardiovascular, senão protetor, traduzindo-se em uma prática benéfica para a saúde humana.

Postado por Letícia Andrade e Vivian Giubine

Referências

LIMA, F. A et al. Café e saúde humana: um enfoque nas substâncias presentes na bebida relacionadas às doenças cardiovasculares. Rev. Nutr., Campinas, v. 23,n. 6, p.1063-1073, nov/dez, 2010



quarta-feira, 30 de maio de 2012

Pitaya: você conhece essa fruta?




         
         A pitaya, também conhecida como “fruta do dragão”, é originária da América e de acordo com a espécie, seus frutos podem apresentar características diversificadas, como formato, presença de espinhos, cor da casca e da polpa, refletindo em alta variabilidade genética.

         A pitaya-amarela é possivelmente originária da Colômbia ou Equador, e a vermelha é encontrada no México, Guatemala, Costa Rica e El Salvador. No Brasil é comum serem encontradas, em estágio nativo no Cerrado e Caatinga. As pitayas pertencem à família Cactaceae, e as espécies comerciais são principalmente duas: a de casca vermelha (Hylocereus undatus) e a de casca amarela (Selenicereus megalanthus).

         Devido ao seu sabor doce e suave, de polpa firme e repleta de sementes e aliado às suas propriedades nutricionais e funcionais, a pitaya é um produto de grande aceitação nos mercados consumidores. O alto valor pago pelo quilo da fruta, que pode variar de R$10,00 a R$60,00, dependendo da época do ano e da demanda, também constitui um grande atrativo para o plantio dessa fruta.

As pitayas possuem polifenóis responsáveis por ações fisiológicas relacionadas à prevenção de doenças cardiovasculares, neurodegenerativas, câncer, entre outras, principalmente em função da elevada capacidade antioxidante. Dentre os polifenóis têm-se os flavonóides amarelos e as antocianinas. As antocianinas estão presentes apenas em algumas espécies, e além de serem classificadas como um corante natural, também apresentam ação antioxidante.

         É também fonte de vitaminas A e C e pode ser consumida como fruta fresca, ou suco, polpa, sorvete ou mousse, ou como corante de doces. Também é estudada por ter valor medicinal devido a presença de captina no fruto, que é considerado um tônico cardíaco, bem como seu óleo e sementes têm suave efeito laxante, o que é eficaz no controle de gastrite e infecções dos rins. Serve também para preparo de xampu e tem efeito contra dor de cabeça.

         Devido à escassez de estudos sobre a pitaya, torna-se fundamental a ampliação do conhecimento sobre essa fruta, viabilizando aumento na produção e assim maior acessibilidade da mesma pela a população.


Postado por: Letícia Andrade e Vivian Giubine


Referências

LIMA, C. A. et al. Caracterização físico-química e de compostos funcionais em frutos de pitaya. CONGRESSO BRASILEIRO DE FRUTICULTURA, 21, 2010. Frutas: saúde, inovação e responsabilidade. Natal: SBF, 2010. Disponível em: . Acesso em: 30 maio 2012.

DONADIO, L. C. Pitaya. Rev. Bras. Frutic., Jaboticabal, v.31, n.3, set. 2009.


segunda-feira, 7 de novembro de 2011

SAIBA MAIS SOBRE O ÓLEO DE LINHAÇA



Dentre os alimentos funcionais, a linhaça (Linum usitatissimum L.) é reconhecidamente uma das maiores fontes dos ácidos graxos essenciais ômega-3 e ômega-6, possuindo ainda vários nutrientes como as fibras e os compostos fenólicos, conhecidos por exercerem atividade antioxidante.

O óleo de linhaça, ou semente de linho, é um ácido graxo essencial que oferece vários benefícios à saúde, incluindo um bom metabolismo de gordura, produção de energia, regulação de funções celulares e cicatrização de tecidos e machucados. Para tal finalidade são utilizadas técnicas específicas. A extração por solvente orgânico é a mais comumente utilizada para extrair lipídios do óleo de sementes, o que tem conquistado a industria alimentícia. Produzido sem agrotóxicos, o óleo de linhaça é rico em lignana e reconhecido como uma das fontes mais ricas da natureza em Omega 3, sendo um excelente aliado para uma alimentação saudável.

Praticantes de atividades físicas reportam que o consumo de óleo de linhaça os ajudam a se recuperar mais rapidamente depois das atividades físicas e a reduzir as dores musculares depois do treino. Pesquisadores acreditam que o óleo de linhaça pode acelerar a taxa de metabolismo do corpo e ajudar a queimar gorduras mais rapidamente, isso ocorre pois a semente de linho tem propriedades antioxidantes e anti-inflamatórias.

Muitos atletas reportam que o uso de óleo de linhaça ajuda suas torções e hematomas a melhorar mais rapidamente. De acordo com algumas descobertas, contusões menores podem demorar apenas um quarto do tempo de melhora que antes era necessário.
No entanto,  há necessidade de mais estudos sobre o óleo de linhaça, suas propriedades terapêuticas e benefícios em seu consumo.

Postado por: Daniela Alvarenga e Elineides Silva

Referências:


BERNARDO-GIL, M. G.; RIBEIRO, M. A.; ESQUÍVEL, M. M. Produção de extractos para a indústria alimentar: uso de fluidos supercríticos. Indústria Alimentar. Boletim de Biotecnologia, v. 73, p. 14-21, 2002. 

YANISHILIEVA, N. V. I.; MARINOVA, E. M. Effects of antioxidants on the stability of triacylglycerols and methyl esters of fatty acids of sunflower oil. Food Chemistry, v. 54, n. 4, p. 377-382, 1995. 

CUNNANE, SC. Nutritional Atributes of Traditional Flaxseed in Healthy Young Adults. Am J Clin Nutr, 1995 

DEPARTMENT OF HEALTH. Nutritional aspects of cardiovascular disease. Report on health and social subjects. London, 1994 

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Afaste os radicais livres comendo manga!



Agora em outubro, as mangas começam a se destacar nas feiras e supermercados, é o início da safra. Essa fruta, além de muito saborosa e sabor doce, é rica em nutrientes e também antioxidantes. Anualmente, calcula-se que oferta mundial seja de 24 toneladas da fruta, a Índia é a principal produtora, e o Brasil ocupa o nono lugar. A variedade mais cultivada é a Tommy Atkins. A fruta é rica em vitamina A, vitamina C (valores próximos ao das frutas cítricas) e potássio, além de contribuir com a ingestão de fibras.

Além dos nutrientes já citados, a manga vem sendo estudada devido ao seu grande potencial antioxidante, proveniente de compostos fenólicos. Os antioxidantes são capazes de proteger nosso organismo contra os radicais livres, reduzindo os danos celulares.

Um estudo realizado com a parte da polpa e também com a casca da manga encontrou 13 tipos de polifenóis, sendo as maiores concentrações na casca da fruta. O composto mais abundante foi a mangiferrina, classificada como xantona, um dos mais potentes antioxidantes conhecidos. Os estudos com mangiferrina mostraram atividade hepatoprotetora, redução da peroxidação lipídica, proteção contra o câncer, melhora do perfil hipercolesterolêmico e da hiperglicemia e também potencial anti-bacterianos. Um achado importante deste estudo é que a mangiferrina isolada não teve potencial antioxidante tão grande quanto quando comparada junta com os outros polifenóis presentes na fruta!

A manga pode ser consumida in natura e não é calórica: 100g possuem apenas 60 calorias. Um estudo com polpas congeladas de frutas verificou que não há perdas significativas dos nutrientes, assim você pode aproveitar os períodos de baixa safra e fazer sucos.

E mais: um estudo verificou que a casca da fruta não possui grandes concentrações de agrotóxicos e, como visto, é onde estão as maiores concentrações de antioxidantes, assim, não a descarte, é possível utilizá-la em sucos, sorvetes, pães, bolos, etc.

Rolê de Frango com Casca de Manga (fonte: Só receitas )

Ingredientes:
Peito de frango 500 g
Alho 2 dentes
Sal a gosto
Limão ½ unidade
Toucinho em fatias 100 g
Casca de manga em tiras 1 unidade

Molho: 
Casca de manga picada 1 colher (sopa)
Caldo de galinha 1 tablete
Manga picada 1 xícara (chá)
Noz moscada a gosto
água 1 xícara (chá)


Modo de Preparo:
Corte o peito de frango em filés e tempere com alho, sal e limão. Abra os filés, coloque uma fatia de toucinho sobre cada um , enrole e envolve-os com tiras de casca de manga e prenda com palito de dente. Leve ao forno para assar em um pirex untado. Sirva com o molho de manga. Para prepará-lo, junte todos os ingredientes numa panela e deixe cozinhar até formar um molho.

Postado por: Marcelle Comenale

Fontes consultadas:

MARQUES, Adriana et al . Composição centesimal e de minerais de casca e polpa de manga (Mangifera indica L.) cv. Tommy Atkins. Rev. Bras. Frutic., Jaboticabal, v. 32, n. 4, Dec. 2010 .

Masibo, M. and He, Q. (2008), Major Mango Polyphenols and Their Potential Significance to Human Health. Comprehensive Reviews in Food Science and Food Safety, 7: 309–319.

KUSKOSKI, et. al. Wild fruits and pulps of frozen fruits: antioxidant activity, polyphenols and anthocyanins. Ciência Rural, v.36, n.4, jul-ago, 2006.

EMBRAPA. Cultivo da mangueira.

USDA National Nutrient Database for Standard Reference.

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Calêndula e suas propriedades



A calêndula é uma planta originária de Europa meridional e é considerada uma planta de uso medicinal. Geralmente a parte mais utilizada são suas flores. Em suacomposição química são encontrados carotenóides, responsáveis pelo amarelo vivo das flores, e flavonóides, antioxidantes importantes.

Os estudos com a calêndula mostram uma ampla gama de efeitos biológicos:

Efeito hipoglicemiante e hipocolesterolêmico

Um estudo com ratos diabéticos e altos níveis de colesterol resultou na diminuição dos níveis séricos de glicose e do colesterol quando receberam extrato alcoólico de calêndula. A dosagem de 100mg/kg foi a que mostrou melhor efeito, onde a glicose ficou nos parâmetros normais.

Efeito anti-inflamatório, anti-bacteriano e anti-carcinogênico

Diversos estudos monstraram que os compostos da calêndula possuem efeito anti-inflamatório e bactericida. Além disso, um estudo com células humanas in vitro mostraram que o extrato de calêndula pode destruir células cancerígenas, principalmente câncer de cólon, leucemia e células de melanoma.

Efeito hepato-protetor

Um estudo com extrato alcoólico verificou aumento na produção de enzimas antioxidantes superóxido dismutase, catalase e glutationa. Neste estudo, os ratos receberam um pré-tratamento com o extrato (100 a 250mg/kg) e, após a indução de danos ao fígado e aos rins, aqueles que receberam o pré-tratamento, mostraram menores danos aos órgãos.

Como utilizar

A calêndula pode ser consumida com segurança na forma de chá (infusão das folhas) ou suas flores podem ser utilizadas em pratos como saladas ou enfeite de consumés, neste caso deve-se procurar por locais que vendam flores para fins culinários.

Apesar de poucos estudos em humanos, a composição da calêndula pode contribuir com antioxidantes e suas propriedades anti-inflamatórias podem amenizar os sintomas da gastrite. Apenas as gestantes devem evitá-la pois estudos mostram que possui efeito abortivo.

Postado por: Marcelle Comenale

Fontes bibliográficos:

ERNST, E. Herbal medicinal products during pregnancy: are they safe?. BJOG: An International Journal of Obstetrics & Gynaecology, 109: 227–235, 2002.

MULLEY, BP. Phytochemical Constituents and Pharmacological Activities of Calendula officinalis Linn (Asteraceae): A Review. Tropical Journal of Pharmaceutical Research, October 2009; 8 (5): 455-465.

PREETHI, Korengath Chandran; KUTTAN, Ramadasan. Hepato and reno protective action of Calendula officinalis L. flower extract. Indian J. Exp Bio, mar. 2009.

UKYIA et. al. Anti-Inflammatory, Anti-Tumor-Promoting, and Cytotoxic Activities of Constituents of Marigold (Calendula officinalis) Flowers [abstract]. J. Nat. Prod., 2006, 69 (12), pp 1692–1696.

VOLPATI, A. M.M. Avaliação do potencial antibacteriano de Calendula Officinalis (asteraceae) para seu emprego como fitoterápico. Tese de Pós-Graduação. Departamento de Química UFPR. 

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Lichia: poucas calorias e muitos antioxidantes.

A lichia é uma fruta de origem asiática, possui casca avermelhada e rugosa e sua polpa é branca. Com sabor suave e doce e poucas calorias, a lichia tem tudo a ver com o verão, coincidentemente a época de sua safra, que vai de outubro a janeiro. 

Pequena e poderosa, 100g da fruta (cerca de 8 a 15 unidades) fornecem: 66 calorias, 71,5 mg de vitamina C, 171 mg de potássio, 31 mg de fósforo e 10 mg de magnésio, além de contribuir com vitaminas do complexo B. 

Os motivos para consumi-la não param aí. A lichia é rica em antioxidantes (cianidinas e epicatequinas), que vem sendo alvo de estudos. Um deles verificou poder anti-cancerígeno destes compostos. Além disso, um estudo com a cianidina, realizado no Japão, mostrou efeito positivo na redução de gordura da região abdominal e outros estudos verificaram que a substância teria efeito anti-diabético, ajudando no controle da insulina. 

Outro antioxidante estudado é o Oligonol, estudo com ratos diabéticos tipo 2 verificou redução significativa de espécies reativas de oxigênio (radicais livres), na peroxidação lipídica, nos triacilgliceróis e nas concentrações de colesterol. Outro estudo, verificou que o oligonol teve efeito redutor nos marcadores inflamatórios (interleucinas e cortisol) em homens saudáveis. 

A lichia deve ser armazenada em local fresco e escuro e, para consumi-la fresca, lave bem a casca antes de retirar. Também é possível apreciá-la na forma de sucos, doces, sorvetes e até mesmo em pratos salgados. 

MANJAR DE LICHIA (Fonte: M de Mulher)

Ingredientes:
Manjar:
. 1 folha de gelatina em pedaços
. 2 copos (400 ml) de polpa de lichia
. ½ lata de leite condensado
. 2 colheres de sopa de amido de milho
Calda:
. 1 copo (200 ml) de polpa de lichia
. 2 colheres de sopa de açúcar
. Lichias inteiras à vontade
. Corante vermelho

Modo de preparo:
Corte a folha de gelatina em pequenos pedaços e dissolva-a em água por cerca de 10 minutos. Em seguida, bata todos os ingredientes no liquidificador por 1 minuto. Coloque a mistura em uma panela e leve ao fogo alto por cerca de 4 minutos. Depois, baixe o fogo e mantenha o preparo, cozinhando por mais 6 minutos, mexendo sempre. O ponto deve ser semelhante ao de um mingau grosso. Tire do fogo e leve à geladeira em fôrma única ou em taças individuais. Para fazer a calda, misture os ingredientes e cozinhe por 3 minutos, até ficar em ponto de fio. Leve à geladeira e coloque sobre o manjar para servir. Decore com lichias inteiras ou cortadas em pequenos pedaços. 

Postado por: Marcelle Comenale

Fontes consultadas:

USDA National Nutrient Database for Standard Reference
NOH, J. S.; PARK, C. H.; YOKOZAWA, T. Treatment with oligonol, a low-molecular polyphenol derived from lychee fruit, attenuates diabetes-induced hepatic damage through regulation of oxidative stress and lipid metabolism. British Journal of Nutrition

NASCIMENTO, Lúcia. Lichia para chapar a barriga. REVISTA SAÚDE.

LEE, JB. et. al. The effect of Oligonol intake on cortisol and related cytokines in healthy young men. Nutr Res Pract. 2010 June; 4(3): 203–207.

RUENROENGKLIN, N. et. al. Effects of Various Temperatures and pH Values on the Extraction Yield of Phenolics from Litchi Fruit Pericarp Tissue and the Antioxidant Activity of the Extracted Anthocyanins. Int J Mol Sci. 2008 June; 9(7): 1333–1341.

ZHAO,M. et. al. Immunomodulatory and anticancer activities of flavonoids extracted from litchi (Litchi chinensis Sonn) pericarp. Int Immunopharmacol. 2007 Feb;7(2):162-6.

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Chia, a semente da Força


Chia é uma palavra de origem maia que significa “força”. Trata-se de uma semente nativa do México que era utilizada na alimentação dos astecas, mexicanos e populações do sul do Arizona e Califórnia, tida como um superalimento.

Não é à toa, a chia não tem força apenas no nome. Um estudo mostrou que a semente é composta de 23% de proteínas, 30% de ácidos graxos, 28% de fibras e 4% de minerais. Entre os ácidos graxos encontrados, a chia é considerada a mais rica em ômega-3 quando comparada aos outros grãos. As proteínas fornecem todos os aminoácidos essenciais e em concentrações balanceadas, sendo ótima fonte vegetal. Além disso, a chia é rica em vitaminas e minerais, entre eles niacina, riboflavina, tiamina, cálcio, potássio e fósforo.

A chia possui uma fibra capaz de formar gel, tornando a digestão mais lenta e contribuindo para manter a saciedade por mais tempo, . Estudos com o grão têm mostrado que a chia pode ajudar a controlar a glicemia em pessoas com diabetes tipo 2 e reduzir a pressão arterial.

A chia também é rica em antioxidantes, entre eles flavonóides, kaempferol, quercetina e miricetina, geralmente encontrados nos vinhos. Somados, os antioxidantes e o ômega 3 são importantes na prevenção de doenças cardiovasculares, ajudando a melhorar os níveis de colesterol e triglicérides no organismo.

A chia pode ser encontrada na forma de grão, em flocos ou em óleo. O grão não contém glúten, podendo ser consumido por celíacos e é uma boa opção de fonte de proteína para os vegetarianos.

Os estudos com a chia ainda são escassos, mas esse grão promete ser um novo aliado na manutenção da saúde.

Postado por: Marcelle Comenale

Fontes consultadas:

http://www.medigraphic.com/pdfs/revsalpubnut/spn-2008/spn081e.pdf

http://www.springerlink.com/content/5448131842x8107m/

http://onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1111/j.1365-2621.1981.tb04171.x/abstract

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Pistache X Doenças Cardiovasculares



As oleaginosas são frequentemente pesquisadas devido às gorduras benéficas que possuem e aos minerais que fornecem, porém a mais famosas são as castanhas, nozes e amêndoas. 

O pistache também faz parte da família das oleaginosas e possui um perfil único de antioxidantes e ácidos graxos. Comparado com as outras, o pistache é o que fornece maior quantidade de fitoesteróis, além disso é rico em potássio, luteína, beta-caroteno e selênio. 

Os fitoesteróis são substâncias contidas em alguns vegetais (soja, oleaginosas) que possuem a estrutura química semelhante à do colesterol. Os estudos demonstram um possível efeito na redução do colesterol sérico, pois os fitoesteróis inibiriam a sua absorção pelo intestino. 

Um estudo utilizando dietas com teor reduzido de gordura (dieta controle, dieta com uma porção de 32- 63g de pistache e dieta com 63- 123g de pistache, onde o pistache representou de 10 a 20% do total calórico da dieta) resultou em redução significativa do LDL colesterol. A redução verificada foi dose dependente, ou seja, no grupo que recebeu uma porção maior de pistaches, houve maior redução dos níveis de LDL colesterol e a dieta controle não apresentou nenhuma modificação no perfil lipídico dos participantes. Outros estudos também verificaram redução no LDL colesterol, porém a dieta dos participantes não foi controlada, o que diferencia este estudo dos demais. 

Os pesquisadores também avaliaram as apolipoproteínas. As apolipoproteínas são proteínas que constituem as lipoproteínas (LDL, HDL, quilomícrons, IDL e VLDL), sendo que a apoB está diretamente relacionada ao LDL e a apoA ao HDL. Estudos sugerem que as concentrações de apoB e a relação apoB/apoA seriam melhor indicador de risco cardiovascular em comparação aos níveis de LDL. No estudo, os resultados também mostraram menor concentração de apoB nas dietas que continham o pistache. 

Um novo estudo dos mesmos autores realizado de forma similar, verificou os níveis séricos de antioxidantes e a concentração de LDL-oxidada em relação à dieta com pistache. Os resultados encontrados foram positivos, sendo que as concentrações de LDL-oxidada apresentaram-se menor e os antioxidantes apresentaram maior concentração em relação à dieta controle. 

Assim, acrescentar pistache à dieta seria uma boa maneira de reduzir as chances de doenças cardiovasculares. 

Confira abaixo a composição nutricional do pistache:

Pistache (cru)
1 porção (28 g)
Calorias
159 kcal
Carboidratos
7,8g
Proteínas
5,8g
Lipídios totais
12,9g
Gorduras saturadas
1,6g
Gorduras poli-insaturadas
3,9g
Gorduras monoinsaturadas
6,8g
Fitoesteróis
60,7mg
Cálcio
30mg
Ferro
1.1 mg
Sódio
0 mg
Potássio
291 mg
Magnésio
34mg
Fósforo
139mg
Zinco
0,6mg
Cobre
0,4mg
Manganês
0,3mg
Selênio
2mg
Vitamina E
7,3mg
Vitamina A
118mg
Vitamina C
1,6mg

Fonte: http://www.nuthealth.org/assets/Documents/191-Tree-Nuts-Special.pdf#page=10


Postado por: Marcelle Comenale

Fontes consultadas:
GEBAUER, S.K. et. al. Effects of pistachios on cardiovascular disease risk factors and potential mechanisms of action: a dose-response study. American Journal of Clinical Nutrition, Vol. 88, No. 3, 651-659, September 2008.

KAY, C. D. et al. Pistachios Increase Serum Antioxidants and Lower Serum Oxidized-LDL in Hypercholesterolemic Adults. J. Nutr. 140: 1093–1098, 2010. 

FORTI, Neusa; DIAMENT, Jayme. Apolipoproteínas B e A-I: fatores de risco cardiovascular?. Rev. Assoc. Med. Bras., São Paulo, v. 53, n. 3, June 2007.

FREITAS, Jullyana Borges; NAVES, Maria Margareth Veloso. Composição química de nozes e sementes comestíveis e sua relação com a nutrição e saúde. Rev. Nutr., Campinas, v. 23, n. 2, Apr. 2010 .

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Dor de garganta: como a alimentação pode ajudar


Inverno: tempo de baixas temperaturas e ar seco, condições que afetam a imunidade e deixam o organismo mais exposto ao ataque de vírus e bactérias, resultando em gripes, resfriados e dor de garganta.

Geralmente, a dor de garganta está associada a outros problemas nas vias aéreas, mas também pode ser causada pelos vírus Epstein-Barr (Mononucleose Infecciosa) e citomegalovírus causando mal estar intenso, febre, aumento dos gânglios, aumento do fígado e do baço, dificuldade respiratória e dificuldade na deglutição. Quando causada por bactérias, a dor de garganta apresenta presença de pus. Assim, é importante consultar um médico para verificar as causas da dor de garganta e ser medicado corretamente, pois ela pode mascarar outras doenças mais graves.

A dor de garganta ocorre devido à inflamação das amígdalas. A inflamação é a resposta do sistema imunológico ao dano celular, que pode ser causado por vírus, bactérias e traumas físicos (queimadura, por exemplo).

A alimentação pode ser uma grande aliada na melhora dos sintomas. Assim, procure incluir em sua dieta alimentos como gengibre, frutas cítricas, alho, oleaginosas, maçã e, principalmente, a água. Também é importante evitar alimentos quentes ou gelados demais, que podem irritar ainda mais a mucosa.

Água: essencial para manter a hidratação da garganta, evitando o ressecamento, pois ajuda a manter a produção do muco que protege dos micro-organismos.

Gengibre: possui substâncias que reduzem a produção das citosinas inflamatórias e dos mecanismos que atuam na dor, agindo como anti-inflamatório e analgésico. Ele pode ser consumido ralado em saladas, como tempero de carnes e peixes e na forma de chá.

Frutas cítricas: as frutas como a laranja e limão são ricas em vitamina C. A atuação do sistema imune resulta na produção de radicais livres e a vitamina C atua como poderoso antioxidante, colaborando para a melhora do organismo

Alho: a alicina, substância encontrada no alho, tem mostrado efeitos antimicrobianos, além de ser antioxidante.

Oleaginosas: são fontes de zinco, que atua na maturação dos linfócitos, assim é um mineral importante para fortalecer o sistema imunológico. Pode ser encontrado nas nozes e castanha-do-pará.

Maçã: ajuda a limpar a garganta, aliviando os sintomas.

Postado por: Marcelle Comenale

Para mais informações:

- CATANIA, Antonela Siqueira; BARROS, Camila Risso de; FERREIRA, Sandra Roberta G.. Vitaminas e minerais com propriedades antioxidantes e risco cardiometabólico: controvérsias e perspectivas. Arq Bras Endocrinol Metab,  São Paulo,  v. 53,  n. 5, July  2009 .

- SILVA, Ester Yoshie Yosino da; MORETTI, Celso Luiz; MATTOS, Leonora Mansur. Compostos funcionais presentes em bulbilhos de alhos armazenados sob refrigeração, provenientes de cultivos no Brasil e na China. Cienc. Rural,  Santa Maria,  v. 40,  n. 12, Dec.  2010 .

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Jabuticaba: uma fruta rica em antioxidantes


 

Estudos recentes têm mostrado que o vinho, consumido com moderação, possui efeitos benéficos à saúde humana. Atualmente, há um aumento nas pesquisas de componentes antioxidantes, importantes no combate dos radicais livres que, em excesso no organismo, provocam danos às células podendo levar a doenças como hipertensão, resistência à insulina e diabetes tipo 2.

Os polifenóis são o maior grupo de compostos antioxidantes encontrados nos vegetais. Eles são divididos em classes, de acordo com sua estrutura química. Entre eles estão os flavonóides, responsáveis pela coloração roxa das frutas, que também caracterizam a coloração dos vinhos, que tem ganhado maior espaço no mercado brasileiro.

Um estudo avaliou o poder antioxidante do vinho tinto de jabuticaba e do vinho de uva (tinto e branco).  Os pesquisadores utilizaram amostras de vinho branco e tinto de jabuticaba e vinhos branco e tinto de uva, realizando uma comparação com um antioxidante sintético (BHT). Nos resultados encontrados, o vinho de jabuticaba foi o que apresentou maior poder antioxidante, muito próximo ao do antioxidante sintético. O alto poder antioxidante também se mostrou superior no vinho branco de jabuticaba em relação aos vinhos de uva (branco e tinto).

Apesar dos resultados encontrados, é importante salientar que o estudo avaliou amostras de vinhos de uva obtidas no comércio local, não especificando qual a uva utilizada na fabricação dos vinhos avaliados, o que poderia levar a resultados diferentes. Assim, novos estudos são necessários para confirmar a capacidade antioxidante superior do vinho de jabuticaba em relação aos vinhos de uva.

A jabuticaba é uma fruta ainda pouco estudada e o alto poder antioxidante demonstrado neste estudo sugere a realização de mais pesquisas com esta fruta. 

Postado por: Marcelle Comenale
Fonte: BARROS, J. Â. C.; CAMPOS, R. M. M.; MOREIRA, A. V. B. Antioxidant activity in wines made from jabuticaba and grape.  Nutrire: rev. Soc. Bras. Alim. Nutr. = J. Brazilian Soc. Food Nutr., São Paulo, SP, v. 35, n. 1, p. 73-83, abr. 2010.