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sábado, 17 de setembro de 2011

Aftas, saiba como preveni-las


Nutrição adequada é a ingestão de uma dieta equilibrada para que seu corpo possa assimilar os nutrientes necessários para uma boa saúde.

A cada dia, o corpo humano se renova, isto é, renova seus músculos, sua matéria óssea, sua pele e seu sangue.

As substâncias que você ingere são a base para a formação destes novos tecidos. Se sua dieta contiver poucos nutrientes essenciais ao corpo, sua boca estará mais vulnerável a infecções.

A afta ou úlcera aftosa é uma doença comum, que ocorre em cerca de 20% da população, é caracterizada pelo aparecimento de úlceras dolorosas principalmente na mucosa bucal podendo, raramente, aparecer nas gengivas e no céu da boca.

Frutas ácidas como o abacaxi, assim como temperos picantes – ketchup, pimenta, mostarda, molho de tomate, vinagre, entre outros – podem funcionar como fatores desencadeantes, mas somente em quem apresenta uma tendência para o problema. Muitas vezes os pacientes são alérgicos: têm aftas quando ingerem certos alimentos.

A maior parte dos componentes imunológicos do organismo não interage com o tecido epitelial de forma direta, com exceção feita aos macrófagos intra-epiteliais, também conhecidos como células de Langerhans. Quando machucamos a mucosa bucal com alimentos, instrumentos, braquetes, escovas, agulhas ou outras formas, há uma exposição direta das células epiteliais para os componentes do tecido conjuntivo subjacente, inclusive os participantes da resposta imunológica.

As aftas podem ser classificadas em três tipos, de acordo com as suas manifestações e características clínicas:

1. Aftas menores: são ulcerações muito dolorosas ou ardentes, de 1cm de diâmetro em média, e que afetam a mucosa bucal em áreas não queratinizadas. Podem ser únicas ou múltiplas, mas na maioria dos pacientes apresentam-se como lesões isoladas. Tendem à reparação, entre 5 e 10 dias, sem deixar cicatrizes.

2. Aftas maiores: são ulcerações maiores com extensões surpreendentes de até 3 a 4 cm. São necrosantes, extremamente dolorosas, incapacitando o paciente para suas atividades normais. Sua duração, em média, se alonga entre 3 e 6 meses cada uma, deixando cicatrizes fibrosas e definitivas.

3. Aftas herpetiformes: caracterizadas pela multiplicidade de diminutas e dolorosas lesões ulceradas simultâneas na mucosa bucal. Esse nome resulta de sua semelhança com as lesões da estomatite herpética.

 Embora estas desconfortáveis feridinhas apareçam por diversos fatores, como alterações hormonais, estresse, trauma, alergia a alimentos e alterações imunológicas, um dos principais agentes que levam ao surgimento de aftas é o déficit nutricional, especialmente de algumas vitaminas.

Se você sofre deste problema, ou pretende evitá-lo, a boa notícia é que este mal pode ser prevenido através da sua alimentação, algumas vitaminas chamadas riboflavinas ou vitaminas B2 são responsáveis por prevenir o aparecimento de aftas e de queiloses (fissuras nos lábios). Embora a vitamina B2 esteja presente em alguns tecidos do corpo, como fígado e rins, ela não é armazenada de forma marcante. Há também, microorganismos presentes no intestino que conseguem produzi-la, mas em quantidades insuficientes.


Para garantir que você está ingerindo esta vitamina em dose suficiente, é necessário que a sua alimentação contenha este exemplo:

Leite (fresco ou em pó);

Queijos - especialmente ricota, requeijão e cheddar;

Iogurtes, carnes magras, ovos e vegetais verdes.

Vísceras de animais, como fígado e rins, também têm boas reservas desta vitamina, mas, como são ricos em gordura saturada e colesterol, devem ser consumidos com moderação.

A vitamina C também é uma aliada. Mesmo não tendo a capacidade de curar as aftas, esta vitamina pode prevenir o aparecimento do problema, já que ela estimula o sistema imunológico e promove uma maior resistência às infecções. Além disso, ela auxilia no processo de cicatrização de feridas e sangramentos de gengivas.

Postado por Bruno Garbini

Fontes consultadas


CONSOLARO, A. e CONSOLARO, M. F. M. Aftas após instalação de aparelhos ortodônticos: porque isso ocorre e protocolo de orientações e condutas. Rev. Dent. Press Ortodon. Ortop. Facial vol.14 no.1 Maringá Jan./Feb. 2009.

http://www.tratandoalergia.com.br/2006/conteudo.asp?i=46

http://pediatriasaopaulo.usp.br/upload/html/1096/body/07.htm

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Carboidratos e Desempenho Atlético

                          


Edward F. Coyle

Embora poucos discordem de que os carboidratos sejam um componente vital na dieta dos atletas, ainda há dúvidas sobre como tirar o maior proveito deles através da dieta.

Os amidos encontrados nos vegetais e cereais são digeridos e absorvidos pela corrente sangüínea em forma de glicose, o único tipo de carboidrato utilizado diretamente pelos músculos para obtenção de energia.

A sacarose (açúcar de mesa) é desdobrada em glicose e frutose durante o processo absortivo no intestino delgado, onde todos os carboidratos são ingeridos.

Quando o glicogênio é degradado no músculo, a energia pode ser liberada em taxas capazes de permitir uma aceleração metabólica de até 150% da captação máxima de oxigênio. Em comparação, a energia obtida de gorduras não pode ser liberada de modo suficientemente rápido para permitir que uma pessoa se exercite em níveis além de 50% da captação máxima de oxigênio (corrida lenta). O principal "combustível" para o exercício intenso é o glicogênio muscular, não a gordura. Quando a concentração de glicogênio muscular é normal, a energia presente é mais do que suficiente para abastecer os treinos da maioria dos atletas e outras atividades com 90-120 min. de duração. Após 1h a 3 h de corrida contínua, ciclismo ou natação, há 65-80% da captação máxima de oxigênio, ou após sprints (80-95% ou mais da captação máxima de oxigênio), as reservas de glicogênio muscular podem ser depletadas. Aparentemente, o consumo de alimentos com carboidratos durante tais exercícios melhora o desempenho, uma vez que fornecem uma fonte adicional de energia.

A ingestão de carboidratos durante o exercício retarda a fadiga em até 30-60 min., ao permitir que os músculos em atividade dependam, basicamente, da glicemia para a obtenção de energia ao final do exercício e não poupando o glicogênio muscular. Embora os atletas possam ficar hipoglicêmicos, ou seja, apresentar um quadro de baixa glicemia, menos de 25% sofrem de sintomas, como tonturas e náuseas. A maioria dos atletas costuma apresentar, em primeiro lugar, fadiga muscular local. O consumo de carboidratos não evita a ocorrência de fadiga, apenas a retarda.



Carina Ferreira de Melo e Marília Cremonezi