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quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Indol-3-Carbinol


Vegetais crucíferos são ricas fontes de enxofre contendo compostos conhecidos como glicosinolatos. Dietas ricas em vegetais crucíferos são associadas com menor risco de vários tipos de câncer, pela ação de compostos glucosinolatos. Entre estes compostos o indol-3-carbinol (I3C) é um composto derivado da hidrólise enzimática (quebra) de um glucosinolatos indólicos, vulgarmente conhecido como glucobrassicin. 


Na classe dos vegetais crucíferos encontramos no brócolis, couve de bruxelas, repolho, couve-flor, couve, couve-rábano, mostarda, rabanete, nabo. São boas fontes de glucobrassicin-o glucosinolatos precursor de I3C. No ambiente ácido do estômago, as moléculas de I3C pode combinar uns com os outros para formar uma mistura complexa de compostos biologicamente ativos, conhecidos coletivamente como produtos de condensação de ácido. 



Indol-3-Carbinol modula vários fatores de transição nuclear, resultando em uma variedade de efeitos biológicos e bioquímicos. Funciona como um forte antioxidante, protegendo o DNA e as estruturas de outra célula. 

I3C foi encontrado para inibir o desenvolvimento de câncer em animais, quando administrado antes ou ao mesmo tempo com uma substância cancerígena. Embora a suplementação I3C provoca redução da síntese de estrógeno, aumento urinário especialmente em mulheres, os efeitos da I3C no risco de câncer de mama não são conhecidas. 

Resultados de pequenos estudos preliminares em seres humanos sugerem que a suplementação I3C pode ajudar a tratar condições relacionadas com o vírus do papiloma humano (HPV), como neoplasia intra-epitelial cervical (NIC) e papilomatose respiratória recorrente (RRP). No entanto, estudos randomizados controlados são necessários para determinar se a suplementação I3C é benéfica. 

Contra – indicações
O Indol-3-Carbinol (I3C) é contra-indicado para pacientes hipersensíveis a esta substância. 

Interações medicamentosas
- Antiácidos, bloqueadores H2, inibidores da bomba prótons: estes agentes podem inibir a conversão do Indol-3-Carbinol(I3C) para diindolmetano (DIM) e Indol carbazol (ICZ), uma vez que para que esta conversão ocorra é necessário um pH estomacal ácido. 

- Tamoxifeno: O I3C pode apresentar efeito sinérgico com o tamoxifeno na proteção contra o câncer de mama. 

Postado por Daniela Alvarenga e Elineides Silva

Referências:

Aggarwal BB, Ichikawa H: Molecular targets and anticancer potential of indole-3-carbinol and its derivatives. Cell Cycle, 4:1201-1215; 2005. 

Escrito em Julho de 2005 por: Jane Higdon, Ph.D. Instituto Linus Pauling Oregon State University. 

H. Leon Bradlow, Daniel W. Sepkovic, Nitin T. Telang, Michael P. Osborne. Indole-3-carbinol, A Novel Approach to Breast Cancer Prevention, Article first published online: 17 DEC 2006.

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Fitoquímicos



Pessoas que vivem em países industrializados comumente falham ao obter o mínimo de micronutrientes (vitaminas e minerais) recomendado por dia. Em vez disso, abusam de refeições altamente calóricas e de uma infinita variedade de comidas. 

No entanto, mais preocupante ainda é o caso da alimentação de subsistência presente em vários países em desenvolvimento, que falha quanto ao fornecimento de macronutrientes adequados (carboidratos, gorduras e proteínas) e também de micronutrientes necessários para uma nutrição equilibrada. 

Além dos macronutrientes, as vitaminas e os minerais essenciais à saúde humana, compostos naturais encontrados em plantas (fitoquímicos) recebem cada vez mais atenção de pesquisadores, cientistas, indústrias de alimentos e profissionais da nutrição/saúde. 

Os fitoquímicos não são iguais às vitaminas e aos minerais. Alguns fitoquímicos, como a dedaleira (extraída da erva-dedal) e a quinina, têm sido usados por centenas de anos como remédio no tratamento de algumas doenças. Apresentam, ainda, outras funções, como a de antioxidante, por exemplo, protegendo as células dos efeitos da oxidação e dos radicais livres. 

Os fitoquímicos foram reconhecidos como poderosos agentes, que podem oferecer defesa contra doenças e outras condições, de alguns tipos de cancro/câncer e do processo de envelhecimento. 

Sabemos há muito tempo que a escolha certa dos alimentos pode melhorar a saúde e diminuir os riscos de certas doenças. No caso dos vegetais, a afirmação se torna ainda mais verdadeira. O mais importante é saber utilizar estes alimentos ricos em elementos que intensificam a saúde, para que tragam maiores benefícios ao nosso corpo.

Fitoquímicos
Família
Maiores fontes de alimento
Sulfeto de alilo
Cebola, alho, alho-poró e cebolinha
Indol
Vegetais crucíferos (brócolis, couve, couve-flor e repolho)
Isoflavonas
Produtos de soja (tofú e leite de soja)
Ácido Fenólico
Tomate, frutas cítricas, cenouras, grãos integrais e amêndoas
Polifenóis
Chá verde, uva e vinho tinto
Saponinas
Feijão e legumes
Terpenos
Cereja e casca de frutas cítricas



Postado por Daniela Alvarenga e Elineides Silva.


Referências:


FERREIRA, S.H. (Org.) Medicamentos a partir de plantas medicinais no Brasil. Rio de Janeiro: Academia Brasileira de Ciências,132p. 1998.

SONAGLIO, D.; ORTEGA, G.G.; PETROVICK, P.R.; BASSANI, V.L. Desenvolvimento tecnológico e produção de fitoterápicos. In: Farmacognosia da planta ao medicamento. Florianópolis: Editora da UFSC, p.221- 258, 1999.

MATOS, F.J.A., Introdução à fitoquímica experimental. UFC Edições. p. 44-46, 1997.

BARBOSA, W.L.R. et al. Manual para Análise fitoquímica e Cromatografia de Extratos Vegetais. Edição revisada, Belém, 2001.