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quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Fucoxantina, aliado ao emagrecimento?


A fucoxantina é o composto que dá à alga parda a sua cor distinta. Estudos recentes  chamaram atenção, o que foi determinado é que um extrato de alta potência da fucoxantina contida na alga parda Wakame possui um amplo potencial  para combater a obesidade e doenças associadas, como diabete tipo II.


Metabolicamente, fucoxantina parece promover a indução da UCP1 (uncoupling protein-1) proteína desacopladora mitocondrial, essa proteína de alguma forma é capaz de impedir a formação de ATP. UCP1 parece ser capaz de desempenhar um papel importante nos processos termogênicos, ou seja, aqueles processos que produzem calor na transformação metabólica, principalmente em células de gordura branca. Células de gordura branca são aquelas que se acumulam no fígado e em volta da barriga, como resultado de excesso de peso ou obesidade. Ao contrário da cafeína, efedrina e outros estimulantes, o efeito de fucoxantina é conseguido sem estimular o sistema nervoso central por isso não há nervosismo, perda de sono, ou superestimulação.

Outro benefícios de saúde da fucoxantina:
Diabete: Também foi constatado em estudos com animais que a fucoxantina reduz os níveis de insulina e glicose no sangue. Os pesquisadores formulam uma hipótese de que o efeito “antidiabete” da fucoxantina pode ser devido ao fato de a fucoxantina aparentemente promover a formação de DHA (o ácido graxo omega-3 encontrado no óleo de peixe). Pensa-se que o DHA aumenta a sensibilidade à insulina, melhora os triglicerídeos e reduz o colesterol LDL ("ruim").

Alga Marrom é uma iguaria culinária apreciada por muitas sociedades, especialmente asiáticos, há milhares de anos. Assim, não é nenhuma surpresa ouvir todos os benefícios saudáveis da alga marrom. É rico em vitaminas, minerais e gorduras e água compostos solúveis como fucoidan e fucoxantina. 

SALADA DE LEGUMES COM ALGA WAKAME



1 cenoura
3 pepinos pequenos
2 tiras de alga wakame seca
3 colheres (sopa) de molho de soja
3 colheres (sopa) de vinagre de arroz
½ colher (sopa) de açúcar

Coloque as algas secas no fundo da tigela que você vai usar para fazer a salada. Enquanto isso corte os vegetais em tiras finas e coloque-os em cima das algas - elas irão começar a absorver os líquidos a secretar dos vegetais.
Adicione o molho de soja, vinagre e açúcar, e misture. Deixe a salada descansar por cerca de 10 minutos, até que os vegetais absorvam o sabor dos molhos e as algas se tornam macias.


Postado por Bruno Garbini e Danielle Loverri


Fontes consultadas:


TEIXEIRA, J. P. L. A FUNÇÃO ENDÓCRINO-METABÓLICA DO TECIDO ADIPOSO CASTANHO E A SUA APLICABILIDADE NA PREVENÇÃO E TRATAMENTO DA OBESIDADE. Dissertação – Artigo de Revisão Bibliográfica. Mestrado Integrado em Medicina - 2009/2010.

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Férias de inverno: Pensou em esquiar? Veja algumas dicas sobre alimentação



O esqui é um esporte técnico e de velocidade que demanda uma grande capacidade aeróbica e resistência nos músculos das pernas. Por ser um esporte que depende da neve para ser realizado, é praticado durante o inverno.

Devido a elevada altitude alguns sintomas podem ocorrer, como cansaço exagerado, dores de cabeça, insônia, náuseas, palpitações e alterações no ritmo respiratório, conhecido como "mal da montanha". Então nos primeiros dias evite as pistas mais altas.
O esporte exige um grande esforço físico e por ser praticado no frio, não devemos esquecer os cuidados com o corpo e alimentação.

O exercício físico induz alterações transitórias no sistema imunológico, Assim as principais vitaminas e minerais que atuam fortalecendo nosso sistema imunológico são as vitaminas A, C, E e ácido fólico e os minerais zinco e selênio. As principais funções imunológicas de cada um desses nutrientes e em quais alimentos são mais encontrados.

Vitamina A - Essa vitamina apresenta um papel muito importante na manutenção da integridade das membranas mucosas. Por isso, a sua deficiência no nosso organismo provoca uma redução do número de linfócitos T circulantes, aumentando a probabilidade de infecções bacterianas, virais ou parasitárias. Os alimentos considerados ricos nessa vitamina são: cenoura, abóbora, fígado, batata doce, damasco seco, brócolis, melão.
Vitamina C - Essa vitamina antioxidante estimula a resistência às infecções através da atividade imunológica de leucócitos. Ela aumenta a produção dessas células de defesa, que tem efeito direto sobre bactérias e vírus, elevando a resistência a infecções. Acerola, frutas cítricas (limão, laranja, lima), kiwi, caju, tomates e vegetais folhosos crus são fontes excelentes. Morangos, repolho e pimentão verde são boas fontes. Mas não se esqueça: a vitamina C é facilmente destruída pela luz e pelo calor. Um suco de laranja com acerolas, por exemplo, deve ser consumido imediatamente após preparo para que não haja grande perda da vitamina C.
Vitamina E - Essa vitamina tem a capacidade de interagir com as vitaminas A e C e com o mineral selênio, agindo como antioxidante. Sua função primordial é proteger as membranas celulares contra substâncias tóxicas, radiação e os temerosos radicais livres que são liberados em qualquer reação química do organismo e podem causar sérios danos às estruturas das células, detonando o processo de envelhecimento e desencadeamento de algumas formas de carcinogênese. Alimentos ricos em vitamina E são o germe de trigo (fonte mais importante), óleos de soja, arroz, milho e girassol, amêndoas, nozes, castanha do Pará, gema, vegetais folhosos e legumes.
Ácido fólico - Essa vitamina é essencial para a formação dos leucócitos (glóbulos brancos) na medula óssea. Alimentos ricos em ácido fólico são fígado, feijões e vegetais folhosos verde escuros (brócolis, couve, espinafre).
Zinco - Esse mineral atua na reparação dos tecidos e na cicatrização de ferimentos. Uma deficiência de zinco resulta em diversas doenças imunológicas; a deficiência grave causa linfopenia (grande diminuição do número de linfócitos). Fontes alimentares importantes de zinco são as carnes, peixes (incluindo ostras e crustáceos), aves e leite. Cereais integrais, feijões e nozes são também boas fontes.
Selenio - Assim como a vitamina E, esse mineral possui grande capacidade antioxidante, ou seja, neutraliza a ação dos radicais livres (formados devido a ação dos raios solares, poluição, fumaça de cigarro, entre outros) no nosso corpo, retardando o processo de envelhecimento e evitando o desencadeamento de algumas formas de câncer. Castanha do pará, alimentos marinhos, fígado, carne e aves são os alimentos mais ricos em selênio.

Durante exposição ao frio, o organismo perde maior quantidade de calor para o meio ambiente e, portanto, aumenta a produção de calor além da BMR* para manter a temperatura corporal próxima a 37°C. Da mesma forma, a dieta hipercalórica leva a um aumento da termogênese facultativa** no sentido de eliminar, sob a forma de calor, o excesso de energia que de outra forma seria armazenado no organismo.

*A termogênese obrigatória - BMR (basal metabolic rate, taxa de metabolismo basal) - é a somatória de todo o calor produzido no organismo, estando este em vigília e repouso, na temperatura ambiente e em jejum de pelo menos 12h.

**A termogênese facultativa é todo o calor produzido além da BMR. A termogênese facultativa tem intensidade variável, dependendo da magnitude do estímulo desencadeador, e pode ser induzida em duas condições: (1) exposição ao frio, ou (2) durante período de alimentação com dieta hipercalórica.

Existe uma grande variedade de alimentos com propriedades termogênicas, tais como:kiwi, laranja, chá verde, pimenta-vermelha, gengibre, vinagre de maçã, mostarda, cafeína, guaraná em pó, alho, curry, vegetais fibrosos como brócolis, couve, gordura de coco, produtos derivados do cacau, alimentos fontes de ômega-3 (bacalhau, salmão, sardinha, anchova) e fontes de ácido linoléico conjugado (nutriente encontrado na carne bovina, de peru e em alguns laticínios).

Aproveite as dicas para aproveitar suas férias.

Postado por: Bruno Garbini e Danielle Loverri

Fontes consultadas:

Arq Bras Endocrinol Metab vol.44 no.4 São Paulo Aug. 2000

Revista Portuguesa de Ciências do Desporto, 2002, vol. 2, nº 5 [80–90]