quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Hibisco



O chá é uma das bebidas mais populares do mundo, pois oferece aroma e sabor agradáveis e também benefícios sobre a saúde.

A composição química dos chás sofre variação quanto a espécie, estação, idade das folhas, clima (umidade, temperatura, latitude) e condições de cultivo (solo, minerais, água, fertilizantes, entre outros).

O hibisco (Hibiscus sabdarifa) é uma flor avermelhada que possui um sabor semelhante do morango e possui efeito laxante, melhora a digestão, aumenta a diurese e calmante.

É uma planta rica em vitamina A, B e C, além de conter em sua composição o ferro e o fósforo.

Outro uso desta planta atualmente esta relacionado à perda de peso, ocorrido (provavelmente) por estimular a queima de gordura corporal devido a presença de enzimas e mucilagens (um tipo de fibra que aumenta o bolo fecal, promovendo um bom funcionamento do intestino) diminuindo a absorção de carboidratos, gorduras e a retenção de líquidos.

O chá de hibisco pode ser encontrado na forma desidratada e em cápsulas. Pode ser consumido quente ou frio.

REFERÊNCIAS

ALVES, A. B.; BRAGAGNOLO, N. Determinação simultânea de teobromina, teofilina e cafeína em chás por cromatografia líquida de alta eficiência. Revista Brasileira de Ciências Farmacêuticas. Campinas, v. 38, n. 2, p. 237-243. 2002.

MACHADO, F. P.; RÊGO, M. M. C. Diversidade de visitantes florais de Hibiscus sabdariffa L. (Malvaceae). Universidade Federal do Maranhão, Maranhão. Disponível em: <http://www.seb-ecologia.org.br/viiceb/resumos/295a.pdf>. Acesso em: 24 nov. 2011.

REZENDE, A. O poder das ervas: vida natural. IBRASA. São Paulo, ed. 1, 2006.

Postado por: Gabriela Senedez e Wagner Junior.

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Indol-3-Carbinol


Vegetais crucíferos são ricas fontes de enxofre contendo compostos conhecidos como glicosinolatos. Dietas ricas em vegetais crucíferos são associadas com menor risco de vários tipos de câncer, pela ação de compostos glucosinolatos. Entre estes compostos o indol-3-carbinol (I3C) é um composto derivado da hidrólise enzimática (quebra) de um glucosinolatos indólicos, vulgarmente conhecido como glucobrassicin. 


Na classe dos vegetais crucíferos encontramos no brócolis, couve de bruxelas, repolho, couve-flor, couve, couve-rábano, mostarda, rabanete, nabo. São boas fontes de glucobrassicin-o glucosinolatos precursor de I3C. No ambiente ácido do estômago, as moléculas de I3C pode combinar uns com os outros para formar uma mistura complexa de compostos biologicamente ativos, conhecidos coletivamente como produtos de condensação de ácido. 



Indol-3-Carbinol modula vários fatores de transição nuclear, resultando em uma variedade de efeitos biológicos e bioquímicos. Funciona como um forte antioxidante, protegendo o DNA e as estruturas de outra célula. 

I3C foi encontrado para inibir o desenvolvimento de câncer em animais, quando administrado antes ou ao mesmo tempo com uma substância cancerígena. Embora a suplementação I3C provoca redução da síntese de estrógeno, aumento urinário especialmente em mulheres, os efeitos da I3C no risco de câncer de mama não são conhecidas. 

Resultados de pequenos estudos preliminares em seres humanos sugerem que a suplementação I3C pode ajudar a tratar condições relacionadas com o vírus do papiloma humano (HPV), como neoplasia intra-epitelial cervical (NIC) e papilomatose respiratória recorrente (RRP). No entanto, estudos randomizados controlados são necessários para determinar se a suplementação I3C é benéfica. 

Contra – indicações
O Indol-3-Carbinol (I3C) é contra-indicado para pacientes hipersensíveis a esta substância. 

Interações medicamentosas
- Antiácidos, bloqueadores H2, inibidores da bomba prótons: estes agentes podem inibir a conversão do Indol-3-Carbinol(I3C) para diindolmetano (DIM) e Indol carbazol (ICZ), uma vez que para que esta conversão ocorra é necessário um pH estomacal ácido. 

- Tamoxifeno: O I3C pode apresentar efeito sinérgico com o tamoxifeno na proteção contra o câncer de mama. 

Postado por Daniela Alvarenga e Elineides Silva

Referências:

Aggarwal BB, Ichikawa H: Molecular targets and anticancer potential of indole-3-carbinol and its derivatives. Cell Cycle, 4:1201-1215; 2005. 

Escrito em Julho de 2005 por: Jane Higdon, Ph.D. Instituto Linus Pauling Oregon State University. 

H. Leon Bradlow, Daniel W. Sepkovic, Nitin T. Telang, Michael P. Osborne. Indole-3-carbinol, A Novel Approach to Breast Cancer Prevention, Article first published online: 17 DEC 2006.

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Vamos a la playa...


Alimentos contaminados por bactérias patogênicas podem levar indivíduos a complicações como desidratação, crises de hipoglicemia e intoxicação alimentar, diarréia, náuseas, vômitos, dores de estômago e até febre.

As condições higiênicas do local em que são produzidos e manipulados os alimentos interferem diretamente na sua qualidade microbiológica, podendo disseminar agentes patológicos. A falta de cuidados no preparo de lanches ao ar livre, bem como a alta temperatura e a umidade em regiões litorâneas favorecem a proliferação de bactérias e vírus.

Alimentos como: queijo coalho, sanduíches, “raspadinhas”, salgadinhos, pastéis, empadas, salada de frutas, milho e camarões, são quase uma tradição nas praias lotadas durante o verão. Porém, esses alimentos requerem cuidados, que quase sempre não são seguidos pelos vendedores, o que os torna inadequados para a venda.

A respeito dos pescados, sugere-se um cuidado maior devido a sua suscetibilidade à decomposição por enzimas e bactérias, elevada atividade de água, gordura facilmente oxidável e pH próximo da neutralidade. Sendo altamente perecível, o pescado exige cuidados especiais para que as suas características microbiológicas, sensoriais, físico-quimicas e nutricionais permanecem viáveis ao consumo.

Frutos do mar como ostras e os camarões (crus ou levemente cozidos) podem transmitir doenças como a salmonelose causada pela bactéria Salmonella enteritidis.  O perigo de infecção por esta bactéria é mais suscetível em crianças, pequenas, idosos, gestantes, pessoas crônicas ou deficiências imunológicas.

O êxito no preparo de pescados e derivados está relacionado a fatores como tempo, higiene e temperatura, ou seja, rapidez na manipulação, o uso de utensílios limpos e não exposição do alimento à temperatura ambiente por tempo superior de trinta minutos. Por isso os alimentos devem ser armazenados em temperatura adequadas e preparadas próximo a hora de ser servida.

REFERÊNCIAS:

SILVA, V. H. M. O olhar do turismólogo para os riscos à saúde dos turistas: uma experiência no curso de graduação em turismo da UFF. V SeminTUR. Caxias do Sul, p.1-14. 2008.

Machado, T. M et al. Fatores que afetam a qualidade do pescado na pesca artesanal de municípios da costa sul de São Paulo, Brasil. Bol. Inst. Pesca. São Paulo, v. 36, n.3, p. 213-223. 2010.

PASSOS, E. C. et al. Provável surto de toxinfecção alimentar em funcionários de uma empresa no litoral da região sudeste do Brasil. Rev. Inst. Adolfo Lutz. São Paulo, v. 69, n. 1, p. 136-140. 2010.

Postado por: Gabriela Senedez e Wagner Junior.


QUITOSANA X EMAGRECIMENTO



A quitosana é um polímero constituído de unidades repetidas de Glicosamina, derivados da quitina (CHANDY, T et al., 1993), que pode ser obtido pela desacetilação desta. Geralmente, é difícil de se obter quitosana com elevado grau de desacetilação, pois, à medida que este aumenta, a possibilidade de degradação do polímero também aumenta (LE DUNG et al., 1994). 

A quitina é o segundo polissacarídeo mais abundante na natureza depois da celulose, sendo o principal componente do exoesqueleto de crustáceos e insetos. A Figura 1 representa as estruturas químicas parciais da quitina e quitosana.
Duas das propriedades farmacológicas da Quitosana que vem sendo bastante explorada tanto pela comunidade científica mundial é a sua capacidade de auxiliar na redução de peso corporal através da captura de gordura ingerida e a sua capacidade de redução dos níveis de colesterol LDL, sem que a mesma afete significamente os teores de colesterol HDL e outros nutrientes essenciais.

Devido ao fato da quitosana ligar-se a ácidos graxos, é possível preparar complexos utilizando determinados ácidos, como o oléico, linoléico ou palmítico. O complexo poderá ligar lipídios adicionais no intestino, provavelmente devido a sua alta característica hidrofóbica (DAMIAN, C et al., 2005).

Ao ser ingerida, a quitosana transforma-se em gel ao entrar em contato com as condições estomacais, antes das refeições. Nesse gel formado, a Quitosana apresenta uma carga global positiva distribuída por todo o polímero, em solução, tornando-a apta a atrair e ligar-se a moléculas carregadas negativamente, como os ácidos graxos e sais biliares. Quando as gorduras ingeridas na alimentação entram em contato com o gel, são logo capturadas pelas moléculas do polímero e levadas para o intestino, onde, em contato com um pH básico, a Quitosana é solidificada permanecendo como um envoltório sobre a gordura, que evita a ação das lipases impedindo desse modo a sua consequente absorção pelo organismo, sendo excretada juntamente com as fezes. Cada grama de quitosana ingerida tem capacidade de capturar e eliminar até 8 gramas de gordura ingerida (aproximadamente 80 calorias).

O uso de quitosana como hipocolesterolêmico em humanos foi primeiramente documentado por Maezaki e colaboradores (1993), onde adultos do sexo masculino foram alimentados com biscoitos à base de quitosana durante 2 semanas. Aqueles que utilizaram a dose de 3 g/dia durante 1 semana e 1,6 g/dia durante 2 apresentaram redução de 6% do colesterol total.
Em outro estudo, realizado em 28 dias de duração, com dose diária de quitosana em torno de 0,6 g/dia não houve nenhuma redução significativa do nível do colesterol. Portanto, acredita-se que o efeito da quitosana seja dose dependente (Pittler et al., 1999).

A quitosana reduziu de forma significativa o colesterol total e no subgrupo de participantes com idade superior a 60 anos, a quitosana reduziu o colesterol total e o LDL. Os autores notaram, entretanto que embora a quitosana seja segura, com poucos efeitos adversos e sem efeitos colaterais graves reportados  – a quitosana possui efeitos moderados na redução do colesterol (European Journal of Clinical Nutrition,2003. Nº57, p. 721-725). Na tabela 2 segue um resumo com os estudos em humanos.

REFERÊNCIAS

BOKURA, H.; KOBAYASHI,S. Chitosan decreases total cholesterol in women: a randomized, doubleblind, placebo-controlled trial. European Journal of Clinical Nutrition. N. 57, p. 721-725, 2003.
CHANDY, T.; SHARMA, C. P. Chitosan matrix for oral sustained delivery of ampicilin. Biomaterial, v.
12, n. 12, p. 65-70, 1993.
CHEREM, A., BRAMOSRKI, A.  Excreção de gordura fecal de ratos (Rattus norvegicus, Wistar),
submetidos a dietas hiperlipídicas e hipercolesterolêmicas suplementadas com quitosana. Brazilian
Journal of Pharmaceutical Sciences vol. 44, n. 4, out./dez., 2008.

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Whey Protein para intolerantes e alérgicos à lactose

O suplemento Whey Protein está cada vez mais em alta. Muitos esportistas tem o hábito de tomar, mas muitas pessoas não sabem como e porque utilizá-lo. 


Os suplementos alimentares tem sido cada vez mais adotados nas academias e o whey protein é um dos campeões de vendas. Esse suplemento é a proteína do soro do leite extraída durante a transformação do leite em queijo. 

Excelente fonte de aminoácidos essenciais, sem adição de gorduras, o whey protein promove maior retenção de nitrogênio (fator de crescimento muscular), é rico em antioxidantes, e fortalece o sistema imunológico reduzindo os sintomas de overtraining (fadiga pelo treinamento extensivo). 

Existem três tipos principais de Whey Protein, sendo que a diferença é o processo que vai sofrer. 

Vejamos os tipos. 

Isolada: Isolado Protéico do Soro de Leite. Esta é a forma mais pura de proteínas do soro do leite que contém entre 90 e 95% de proteínas. É uma ótima fonte para pessoas com intolerância a lactose, uma vez que se trata de um produto com quantidade muito reduzida ou até mesmo sem lactose. Os outros componentes são retirados no processo de fabricação restando apenas as proteínas. 

Hidrolisada: Hidrolisado Protéico do Soro de Leite. As longas cadeias de proteínas deste produto foram quebradas em cadeias menores (peptídeos). Isso faz com que as proteínas do soro sejam mais facilmente absorvidas pelo organismo, já que estão na forma pré-digerida, reduzindo seu potencial de reações alérgicas. A hidrólise do produto não reduz a qualidade da proteína apenas facilita sua absorção. 

Concentrada: Concentrado Protéico do Soro do Leite. A porcentagem de proteína deste produto pode variar de 34% a 80%. O restante do produto consiste de lactose (4 a 8%), minerais e umidade. Sua absorção é mais lenta comparada aos outros tipos de whey, pelo fato de conter quantidades significativas de outros nutrientes. 

Os pacientes com intolerância a lactose podem utilizar preferencialmente a proteína isolada. 
Cada indivíduo apresenta um grau de tolerância a lactose e essa deve ser respeitada evitando maiores desconfortos. A proteína isolada contém uma quantidade muito pequena de lactose ou por vezes indetectável, sendo uma boa notícia a esses pacientes. Já quem apresenta alergia à proteína do leite de vaca não deve consumir nenhum tipo de whey, pois os sintomas podem ser agravados. 

Postado por Daniela Alvarenga e Elineides Silva

Referências:

MERRIT, R. J.; CARTER, M.; HAIGHT, M.; EINSENBERG, L. D. Whey protein hydrolyzate formula for adults with gastrointestinal intolerance to cow milk and soy protein. Journal Nutrition, 11: 78-82, 1990. 

BACURAU, Reury Frank . Nutrição e Suplementação Esportiva. Guarulhos, SP: Phorte Editora, 2000 

Kunz C y Lonnerdal B. 1989. Human milk proteins: separation of whey proteins and their analysis by polyacrylamide gel electrophoresis, fast protein liquid chromatography (FPLC) gel filtration, and anion-exchange chromatography. American Journal of Clinical Nutrition 49(3): 464-470.

Os cuidados com a qualidade da água.



A prática de atividade física requer em algum momento o consumo de água in natura e/ou na reconstituição de suplementos protéicos, carboidratos (Ex.: maltodextrina) e alimentos substitutos de refeições (shakes). O fato é que a qualidade microbiológica deste líquido será importante para não servir de veiculo de doenças que possam comprometer os resultados obtidos nos treinos.

A água de consumo humano é um dos importantes veículos de enfermidades diarréicas de natureza infecciosa, o que torna primordial a avaliação de sua qualidade microbiológica.

De acordo com uma avaliação realizada no Campus I da faculdade de Medicina do Triângulo Mineiro, mostraram que todos os bebedouros apresentaram de certa forma ou em algum momento, algum tipo de contaminação por coliformes totais e fecais.

Casos como este de contaminação são os mais freqüentes em relação às violações dos padrões de potabilidade, o que é visto como um indicador de contaminação por tratamento inadequado ou inabilidade no processo de desinfecção residual em água tratada.

Tanto o governo quanto as empresas de saneamento devem assegurar tratamentos da água consumida pela população com a presença de fluoreto de ocorrência natural próximas dos teores ótimos.

O Ministério da Saúde, através da Secretaria de Vigilância em Saúde, ressalta que a água para consumo humano deve sempre ser filtrada e fervida ou adicionado hipoclorito de sódio (2 gotas – 0,08ml/ 1 litro de água) antes de beber. Essa medida elimina vírus, bactérias ou parasitas que podem causar doenças.

REFERÊNCIAS

AMARAL, L. A. do et al. Água de consumo humano como fator de risco à saúde em propriedades rurais. Rev. Saúde Pública. São Paulo, v. 37, n. 4, p. 510-514. 2003.

OLIVEIRA, A. C. S. de; TERRA, A. P. S.; Avaliação microbiológica das águas dos bebedouros do Campus I da Faculdade de Medicina do Triângulo Mineiro, em relação à presença de coliformes totais e fecais. Revista da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical. Uberaba, v. 37, n. 3, p. 285-286. 2004.

FRAZÃO, P.; PERES, M. A.; CURY, J. A. Qualidade da água para consumo humano e concentração de fluoreto. Rev. Saúde Pública. São Paulo, v. 45, n. 5, p. 964-973. 2011.

BRASIL MINISTÉRIO DA SAÚDE. Cuidados com a água para o consumo humano. Distrito Federal. Brasília. Disponível em: . Acesso em: 21 nov. 2011.

Postado por: Gabriela Senedez e Wagner Junior.

SPORTS DRINKS


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Sports drinks têm a função de maximizar a absorção de fluidos e aumentar a performance por meio do fornecimento de carboidratos e eletrólitos ao organismo.
Carboidratos:
Sports drinks foram feitos para serem usados durante os exercícios e, geralmente, contêm mais de um tipo de carboidrato. Ao conferir as informações nutricionais no rótulo, você encontrará uma combinação de carboidratos simples (sucrose, glicose e frutose) e carboidratos complexos (polímeros de glicose e maltodextrina).
O carboidrato é armazenado sob a forma de glicose no fígado e nos músculos e é a fonte de energia mais eficiente para nosso organismo, pois requer menos oxigênio para ser queimada do que proteínas ou gorduras.
Ao consumir carboidratos antes, durante e depois do exercício você evitará que o nível de açúcar no sangue diminua demais, e também ajudará a manter os estoques de glicogênio do corpo. Muitas pessoas não podem consumir alimentos antes e durante o exercício. Dessa forma, um desses sports drink será necessário para fornecer carboidratos. Além disso, as pessoas não obtêm o mesmo rendimento se estiverem se exercitando com a sensação de estômago “cheio”.
Eletrólitos:
Com relação aos eletrólitos, eles agem de três formas no organismo:
1- São minerais essenciais para o corpo.
2- Controlam as trocas de água no organismo.
3- Ajudam a manter um equilíbrio ácido-básico necessário para atividades celulares normais.
O suor contém uma variedade de eletrólitos. Ele possui em sua composição alguns componentes, como sódio, potássio, cálcio, magnésio, cloro, bicarbonato, fosfato e sulfato.
Os eletrólitos, especialmente sódio e potássio, presentes em sports drinks, são muito importantes principalmente porque proporcionam a reidratação e repõem os fluidos perdidos durante a prática de exercícios. Eles reduzem a saída de urina, possibilitam que os fluidos se esvaziem rapidamente do estômago, promovem absorção pelo intestino e estimulam a retenção de fluidos.
E por que não tomar apenas água ao se exercitar?
Beber apenas água causa a sensação de inchaço e não estimula a reidratação contínua, pois rapidamente elimina a sensação de sede. A água também estimula a saída da urina e, assim, é retida de forma ineficiente. Além disso, a água não contém carboidratos e eletrólitos tão importantes para quem está se exercitando.
Os sports drinks surgiram na década de 1960 quando o Gatorade desenvolveu seu produto usando uma combinação simples de sódio, glicose e água, que estimula a reidratação rápida. Hoje esses drinks evoluíram, com adição dos mais variados ingredientes e combinações. O objetivo principal deles é fornecer ao corpo o combustível necessário para atividades físicas intensas e prolongadas.
Então qual sports drink devo escolher?
Recomendamos que você leia os detalhes de cada produto e sua página específica. Na subcategoria Sports drinksvocê encontra todos produtos disponíveis no site, sendo das melhores marcas e registrados. Leia atentamente a página de cada produto para fazer a escolha mais inteligente de acordo com as suas necessidades.
Postado por Keite Lago e Cláudia Simionato
Referências
Principais of anaotomy and Physiologo G.J.Tortora & N.P.Anagnostakos. page 876.
The maintenance of fluid Balance during Exercise.Internacional jornal of Sport Medice. Vol.15(3).pp. 122-125, 1994.



sábado, 19 de novembro de 2011

Frutas desidratadas: tecnologia, praticidade e saúde.



Cuidar da alimentação nos dias de hoje se tornou uma grande dificuldade para muitas pessoas que possuem suas agendas completas de obrigações, e é justamente no intervalo de cada atividade que há maior risco de consumir alimentos inadequados.

Pensando nisso, as frutas desidratadas são de fácil obtenção, além de manterem as características naturais do produto e promoverem maior durabilidade ao alimento. Outro benefício está no seu transporte, embalagem e ocupação de menor área de armazenamento.

As frutas desidratadas oferecem fibras, vitaminas e minerais importantes para o organismo, além de alto teor calórico, proveniente da frutose, que combinado a uma alimentação equilibrada traz benefícios à saúde.

O método de desidratação preserva o valor nutricional dos alimentos e seu processamento é considerado mais saudável em relação aos demais produtos como doces e geléias. Atualmente, estão sendo adotadas embalagens semelhantes  as utilizadas nos salgadinhos, como forma de praticidade ao consumidor.

Estudos apontam o consumo crescente de frutas desidratadas  no Brasil, principalmente nos pólos de concentração da agricultura e de sequeiro de muitos estados nordestinos. Entre as frutas, destacam-se a maçã, a manga, a banana, o caqui, o abacaxi, o pêssego, uva, ameixa, pêra e damasco.

Segundo SONATI (2008), a substituição de alimentos doces por frutas frescas é utilizada como forma de diminuir o consumo do açúcar de adição em programas de alimentação voltados à saúde do escolar, evidenciando o cuidado e a prática por hábitos saudáveis desde a infância.

As principais influências na ingestão alimentar estão relacionadas com o ambiente familiar, tendências sociais, religião e mídia. Para as crianças é válido o fornecimento da informação nutricional por meio de um aprendizado informal e natural na busca por medidas positivas sobre os alimentos.

Seja criança ou adulto, atarefado ou não, vale a pena fazer uso da tecnologia para adoção de hábitos saudáveis sem prejudicar a dieta.

REFERÊNCIAS

BRAINER, M. S. de C. P. et al. A agroindústria de alimentos de frutas e hortaliças no nordeste e norte dos estados de minas gerais e espírito santo. Banco do Nordeste do Brasil AS. Rio Branco, p. 1-20. 2008.

MATOS, E. H. da S. F. Dossiê técnico: processamento de frutas desidrtadas. Centro de apoio ao desenvolvimento tecnológico da universidade de Brasília – CDT/UnB. p. 1-21. 2007.

SONATI, J. G. A alimentação e a saúde do escolar. Faculdade de Educação Física. Campinas, p. 31-37. 2008.

Postado por: Wagner Junior.

Flatulência como fator de atenção à alimentação

Qualquer processo de doença, especialmente flatulência, é gênese multifatorial. E flatulência, você não consegue parar de pensar e reconhece a participação de fatores tais como a motilidade intestinal alterada e aumento da sensibilidade à distensão do cólon 

Um mecanismo muito importante de formação de gás está na fermentação intestinal. Como veremos em detalhes mais adiante, as bactérias, especialmente coliformes e anaeróbios fermentar no íleo terminal e cólon os resíduos de carboidratos dos alimentos que escapam de serem digeridos e absorvidos no trato digestivo superior. 

Inicialmente deve-se avaliar a possibilidade de os flatos são causados pela deglutição excessiva de ar, má digestão, intolerância a algum nutriente.. Para tanto, deve-se evitar comer muito rápido ou conversando, mascar chiclete, tomar bebidas com gás, fumar e beber com canudo. Obstrução nasal (nariz entupido) e alterações neurológicas que atrapalhem a deglutição normal também são causas da formação de gases intestinais. 

Dieta é a palavra-chave para reduzir a produção de gases, uma vez que é impossível eliminá-la totalmente. A digestão de algumas bactérias do intestino leva a maior produção de gás do que outros. A fermentação no intestino e que leva à produção de gás, pode ser a partir da lactose (contida no leite e derivados), da frutose (contida nas frutas), de certas fibras vegetais e de carboidratos contidos no trigo, aveia, milho e batatas. Geralmente o gás derivado da fermentação de vegetais tende a ser sem cheiro, enquanto aquele resultante da digestão de carnes, mal cheiroso 

Postado por: Daniela Alvarenga e Elineides Silva

Referências:

Johns Hopkins Bayview Medical Center. JHBMC: Motility and Digestive Disorders: Statistic.

LION-BARU R. Flatulência. Rev Gastroenterol Peru 2002, 22: 234-242 

LEVITT MD, JH BOND. Volume, composição, origem e de gás intestinal. Gastroenterology 1970, 59: 921-929.

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Sulfitos em Alimentos Industrializados

Os agentes sulfitantes são classificados como aditivos alimentares e atuam na inibição da deterioração provocada por bactérias, fungos e leveduras em alimentos ácidos, e na inibição de reações de escurecimento enzimático e não enzimático durante processamento e estocagem. Adicionalmente, os sulfitos são utilizados como agentes antioxidantes e redutores em várias aplicações tecnológicas. 

Os termos “agente sulfitante” e “sulfito” referem-se ao dióxido de enxofre gasoso ou aos sais de sódio, potássio e cálcio de sulfito hidrogênio (bissulfito), dissulfito (metabissulfito) ou íons de sulfito. 

Devido às suas múltiplas funções, os sulfitos são amplamente utilizados em alimentos, bebidas e produtos farmacêuticos. No entanto, apesar da eficácia dos sulfitos, inúmeros efeitos adversos à saúde humana têm sido relacionados à sua ingestão, principalmente, crises asmáticas em indivíduos asmáticos sensíveis a sulfitos. Apresentam-se também como efeitos da utilização dos sulfitos: anafilaxia, urticária, angioedema, hipotensão, náusea, irritação gástrica local, diarréia e crise asmática em indivíduos asmáticos sensíveis a sulfitos.  Uma das principais desvantagens da utilização dos agentes sulfitantes em alimentos é a perda da atividade da vitamina B1 (tiamina). 

A ingestão de alimentos contendo sulfitos tem sido considerada como uma das principais causas de broncoespasmos em indivíduos asmáticos. No entanto, a determinação analítica de sulfitos em alimentos é dificultada em decorrência da elevada reatividade desses compostos. 

Postado por: Daniela Alvarenga e Elineides Silva 

Referências: 

ANDERSON, C.; et al. Ion chromatographic determination of sulfites in foods. Journal of the Association of Official Analytical Chemists, v. 69, p. 14-19, 1986. 

FAO/WHO. Evaluation of national assessments of intake of sulfites. World Health Organization – Food Additives Series: 42, Geneva, 1999. Disponível no site: http://www.inchem.org/documents/jecfa/jecmono/v042je25.htm. Acessado em 11 de maio de 2004. 

ISAAC, A.; et al. Electroanalytical methods for the determination of sulfite in food and beverages. Trends in Analytical Chemistry, v. 25, n. 6, p. 589-598, 2006.

Nitrosaminas - cuidados na alimentação.



As nitrosaminas são compostos orgânicos encontrados em alimentos embutidos que utilizam nitratos e/ou nitritos para sua conservação, entre eles há o destaque para os alimentos defumados, queijos e carnes curadas. Essas substâncias podem se formar em alimentos armazenados sob condições inadequadas, propiciando o crescimento de fungos capazes de reduzir o nitrato para formação de nitritos e, consequentemente formar as nitrosaminas.

A concentração destas substâncias é dependente de fatores como: processo de cocção, concentração de nitrito residual ou adicionado, concentração de precursores das nitrosaminas, condições e métodos de pré-processamento, conteúdo de umidade, presença de catalisadores e inibidores da nitrosação.

Desde 1956, estudos toxicológicos foram pesquisados e obtiveram como resultados a indução de tumores no fígado de ratos alimentados com ração contaminada por nitrosaminas. Essas substâncias mostraram-se carcinogênicas em outros animais, principalmente em mamíferos, presumindo-se que o homem também seja sensível a ação tóxica destes compostos.

A exposição humana às nitrosaminas pode ocorre devido a alguns hábitos como o tabagismo, e produtos químicos. Porém, a alimentação é a responsável pela maior exposição, dependendo da média de ingestão apresentada. “Segundo Lijinski, a estimativa de ingestão diária de nitrosaminas por pessoas encontra-se na ordem de 1 µg pessoa-dia. Contudo, este valor poderá ser próximo a zero para muitas pessoas e consideravelmente maior para outras que possuam uma dieta rica em carnes curadas”.

A formação endógena de nitrosaminas ocorre entre um agente nitrosante e aminas, amidas ou alquiluréias, ação que é favorecida em pH ácido (entre 2 e 4) e propícia à região do estômago. A presença destes compostos orgânicos induzem a tumores em diferentes órgãos.

REFERÊNCIAS:

DUTRA, C. B.; RATH. S.; REYES. F. G. R. Nitrosaminas voláteis em alimentos. Alim. Nutr. Araraquara, v. 18, n. 1, p. 111-120. 2007.

ABREU, E. de. A prevenção primária e a detecção do câncer de estômago. Cad. Saúde Públ. Rio de Janeiro, v. 13, n. 1, p. 105-108. 1997.

Postado por: Gabriela Senedez e Wagner Junior.

ÓLEO DE COCO



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        O óleo de coco contém uma boa quantidade de glicerol, que é importante a produção de ácidos graxos saturados ou insaturados, de acordo com as necessidades orgânicas. Tudo isso aliado a várias formas que pode ser consumido ,fácil armazenamento e longa durabilidade, sem necessidade de refrigeração. Pode ser consumido puro na forma de óleo , ser utilizado nas preparações culinárias (pois não sofre alterações químicas e físicas que geram altos níveis de gordura trans no procedimento culinário como os outros óleos de origem vegetal) , ou em cápsulas como suplemento

        O Óleo de Coco é denominado como extra virgem pelo fato de possuir um índice de acidez inferior a 0,5%. Além disso, o  teor de gordura saturada do óleo de coco é semelhante ao do leite humano, o que significa que ela é de fácil digestão, gerando energia rapidamente e efeito benéfico sobre o sistema imunológico.

Os ácidos graxos e micronutrientes provenientes do óleo de coco são a fonte preferida de combustível para as fibras musculares vermelhas durante o período de exercícios de moderada intensidade”(Dr. Luis Meireles ,nutricionista funcional).Sendo assim pode ser reconhecido como um alimento complementar aos praticantes de atividade física , podendo ser utilizado como suplemento, entre os treinos.
Por ser composto de ácidos graxos  de cadeia média, o óleo de coco também pode ser utilizado por atletas que competem em provas de  ultra-resistência . As competições de ultra-resistência representam um grande desafio no mundo esportivo. O gasto energético de uma prova de ultra-resistência pode variar de 5.000 a 18.000kcal por dia. Por causa dessa grande demanda, várias estratégias para melhora do desempenho têm sido desenvolvidas nos últimos anos, como a suplementação de triglicerídeos de cadeia média (TCM) em combinação com carboidratos (CBO). A suplementação de TCM visa aumentar a utilização dos ácidos graxos livres (AGL) como fonte de energia, poupando os estoques corporais de glicogênio para o final da competição. Quando comparados com os triglicerídeos de cadeia longa (TCL), os TCM são rapidamente absorvidos e transportados pelo organismo. Além disso, os TCM possuem velocidade de oxidação comparável à dos carboidratos, mas, por serem lipídios, fornecem uma quantidade de energia maior quando são oxidados. Dessa forma, os TCM parecem ser o combustível ideal para provas de longa

Curiosidades :
  -Os ácidos graxos saturados constituem 50% da membrana celular.
  -São responsáveis pela firmeza e integridade das células.
- Desempenham  importante papel no metabolismo ósseo, pois cerca de 50% das gorduras provenientes dos alimentos necessitam estar saturadas de cálcio para serem efetivamente incorporadas à estrutura esquelética.
- Os ácidos graxos saturados são responsáveis pela redução da Lp, uma substância que quando presente no sangue pode desencadear problemas cardiovasculares.
- Protegem o fígado de efeitos tóxicos de várias drogas, principalmente do álcool .
- Gorduras saturadas são necessárias para a utilização adequada dos ácidos graxos essenciais. Por exemplo, os omega-3 são melhor retidos nos tecidos quando a dieta é rica em ácidos graxos saturados.
- Os ácidos esteárico e palmítico são fundamentais para a nutrição do coração e estão presentes na capa de gorduras altamente saturadas que envolve o músculo cardíaco, sendo principalmente utilizadas em situações estressantes.
- Ácidos graxos saturados de curta e média cadeia apresentam importantes propriedades antimicrobianas,protegendo o trato digestivo da ação de germes patogênicos.
Com tudo isso o óleo de coco vem quebrando preconceitos da geração anti-gordura (“gordura também pode ser boa”), e abrindo os olhos para um alimento tropical riquíssimo e abundante no território brasileiro. Consulte seu nutricionista sobre a melhor forma de acrescentar este alimento a sua dieta.

Postado por Keite lago e Cláudia Simionato

Referências Bibliográficas:

Babayan (1987) V.K. Babayan, Medium chain triglycerides and structured lipids, Lipids 22 (1987), pp. 417–420. Full Text via CrossRef | View Record in Scopus | Cited By in Scopus (101)

Bach & Babayan (1982) A.C. Bach and V.K. Babayan, Medium-chain triglycerides—An update, American Journal of Clinical Nutrition 36 (1982), pp. 950–962. View Record in Scopus | Cited By in Scopus (300)