segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Koubo (Cereus sp.)



O uso de produtos derivados de drogas vegetais para diversas patologias vem se tornando crescente, inclusive como adjuvantes no tratamento da obesidade.

Geralmente, as plantas utilizadas para perda de peso agem de duas formas, ou como estimulantes do metabolismo ou como moderadores do apetite, reduzindo a ingestão  calórica.  Uma planta tem sido usada atualmente como supressora do apetite, com alegadas propriedades emagrecedoras, redutores de colesterol LDL, redutores de medidas, diuréticos, antioxidantes e lipolíticos: o Cereus sp.

O Cereus sp. é um cacto largamente utilizado na alimentação humana, em especial na região Nordeste do Brasil. Pertencente a família  Boraginaceae podendo ser encontrada do nordeste ao sul do Brasil.

Seu uso medicinal está voltado como tônico, diurético, antiinflamatório, inibidor de apetite e perda de peso.

Vale ressaltar quanto ao aumento das vendas a respeito desta planta que torna necessária um cuidado maior para não ocorrer adulteração. Não foram encontrados estudos que dêem maior embasamento as propriedades emagrecedoras a respeito da Cereus sp.

Isso reflete a necessidade de adotar outras medidas em relação às farmacológicas, tais como mudanças no comportamento alimentar, mudanças no estilo de vida e planejamento dietético individualizado.

REFERÊNCIAS

Oliveira, M. R. T. et al. Caracterização física e física-química dos frutos de palma (Opuntia monacantha , How) e mandacarú (Cereus peruvianus , Mill). Agropecuária técnica. Areia, v. 13, p. 49-53.  1992.

PELIZZA, M. C. Uso de Cereus sp. e Cordia ecalyculata Vell. como emagrecedores: uma revisão.   Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Porto Alegre, p. 1-29. 2010. Disponível em: <http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/handle/10183/26826/000758661.pdf?sequence=1>. Acesso em: 05 dez. 2011.

POSTADO POR: Gabriela Senedez e Wagner Junior.

sábado, 3 de dezembro de 2011

Prevenção da osteoporose na menopausa.



O processo de envelhecimento cronológico promove diversas modificações no organismo, tais como variáveis neuromusculares, metabólicas e antropométricas. Em relação às variáveis antropométricas, o envelhecimento é acompanhado por:

ü Aumento no peso corporal entre os 40 e 60 anos;

ü Aumento na gordura corporal;

ü Diminuição da massa muscular esquelética e óssea;

ü Diminuição da taxa metabólica e repouso.

A perda de massa óssea apresentada pelas mulheres envolve genética, estado hormonal e nível de atividade. No entanto, a principal causa para a perda óssea pelas mulheres decorre das modificações hormonais em função da menopausa, caracterizada pela redução na produção de estrógenos e progesterona.

Como consequência da redução dos hormonais femininos, a absorção e a captação de cálcio pelos ossos contribuem para o seu enfraquecimento, podendo levar à osteoporose.

A única fonte de cálcio disponível para o organismo humano se dá pela dieta, sendo importante garantir uma ingestão mínima do mineral para o completo crescimento e maturação dos ossos. O pico de aquisição de massa óssea, geneticamente determinado, se dá até os vinte anos de idade quando 90% do total é adquirido. Os outros 10% se completam até os 35 anos de idade.

Recomendações para os cuidados com a saúde dos ossos:

ü Manter uma alimentação saudável com alimento fontes de cálcio. Ex: leite, queijos, iogurte, vegetais de cor verde escura, castanhas e sardinha;

ü Praticar exercícios físicos de acordo com o seu estilo de vida por meio de orientação profissional;

ü Evitar hábitos como o fumo e bebidas alcoólicas em excesso, pois estes prejudicam a absorção de cálcio pelo organismo;

ü Realizar acompanhamentos médicos regularmente como forma de prevenir a osteoporose.

REFERÊNCIAS

COSTA, T. A. Estilo de vida de mulheres com ou sem osteoporose no município de Toledo – PR. Arq. Ciênc. Saúde Unipar. Umuarama, v. 11, n. 2, p. 123-130. 2007.

DANONE. Dicas de saúde. Disponível em: <http://www.densia.com.br/Dicas>. Acesso em: 03 dez. 2011.

LERNER, B. R. O cálcio consumido por adolescentes de escolas públicas de Osasco, São Paulo. Rev. Nutr. Campinas, v.13, n. 1, p. 57-63. 2000.

POSTADO POR: Wagner Junior.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Garcinia Cambogia: benefícios do extrato de AHC




A Garcinia cambogia é uma pequena árvore originária das florestas da região do Camboja, Sul de África e Polinésia e cultivada na Índia e em países do Extremo Oriente. Na Índia, a Garcínia ou “Tamarindo do Malabar” é incluída na preparação do caril e na conservação de alimentos, sem qualquer registro de toxicidade. As partes da planta mais utilizadas são a casca seca e polpa do fruto. 

O ácido hidroxicítrico (AHC) é o principal ácido encontrado na pele do fruto e responsável pelas propriedades saciantes da Garcínia. 

O AHC apresenta três ações para promover a perda de peso: 

1. Agente bloqueador de gorduras. Neste processo é necessária a participação de uma enzima chave, a ATP-citrato liase. O AHC liga-se a esta enzima bloqueando-a, inibindo consequentemente o armazenamento de gordura. 

2. Mais glicogênio – as calorias que não são armazenadas sob a forma de gordura vão ter outro destino. Ao bloquear a ATP-citrato liase, o AHC tem a capacidade de transferir as calorias para formar glicogênio (forma de açúcar armazenada nos músculos e no fígado). 

3. Redução do apetite – o AHC controla o apetite através de uma maior síntese de glicogênio, ou seja, quando as reservas de glicogênio estão altas, os receptores do açúcar no fígado são estimulados e enviam um sinal de saciedade ao cérebro (sem estimular o sistema nervoso central). Outro processo assenta na capacidade do AHC em estimular a libertação da serotonina, um neurotransmissor vital envolvido no controle do apetite. Trata-se também de um modo completamente natural de alterar a fisiologia do organismo e promover a perda de peso. 

O ácido hidroxicítrico, além de inibir a clivagem do citrato à enzima e a nova síntese dos ácidos graxos, também aumenta a síntese do glicogênio hepático, causando supressão do apetite e diminuição do ganho de peso. Apesar de o ácido hidroxicítrico parecer ser um agente promissor no controle do peso, estudos em humanos são limitados e os resultados contraditórios. 

A garcínia cambogia geralmente é utilizada junto com outro ingrediente, o que pode contribuir com seus possíveis efeitos na redução do peso. Outro ponto que deve ser considerado é a dosagem e o tempo de administração da erva. Os efeitos do ácido hidroxicítrico dependem do tempo de administração da erva em relação a refeição. 

É importante que a comunidade científica e os órgãos financiadores se empenhem no fornecimento de informações mais claras sobre os suplementos nutricionais existentes, e aqueles ainda em pesquisa, e sobre outras terapias alternativas utilizadas no tratamento da obesidade. 

Postado por Daniela Alvarenga e Elineides Silva

Referências:

ANGELIS, R.C., Riscos e prevenção da obesidade: fundamentos fisiológicos e nutricionais para tratamento. São Paulo: Atheneu, 2003. 

BADMAEV, V., et.al. Garcinia cambogia para perda de peso, JAMA, 1999. 

PITTLER, M.H.; ERNST, E. Terapias complementares para a redução do peso corporal: uma revisão sistemática. Int J Obes 29:1030-38, 2005. 






Lepidium meyeni (Maca peruana).




O Lepidium meyeni, mais conhecido como Maca Peruana é uma pequena planta que cresce nos Andes peurano a uma altitude de 3700-4500m e está atribuída a uma série de benefícios nutricionais e terapêuticos.

Alguns estudos vêem demonstrando seu valor nutritivo devido a alta quantidade de carboidato (59%), lipídios (2,2% - composto principalmente de ácidos graxos insaturados e uma lata concentração de ácidos graxos essenciais), proteínas (de 10 a 18% - com uma alta concentração de aminoácidos essenciais como ácido glutámico, ácido aspartíco, serina, glicina e argininas), a presença de vários minerais (como cálcio, ferro, zinco, magnésio e cobre) e vitaminas (tais como pró-vitamina A, C e do complexo B).

Sua utilização é comumente na forma de alimento cozido, porém os estudos não confirmaram qual o método de preparo é o mais correto para influenciar a biodisponibilidade dos nutrientes presentes em sua composição.

O uso da Maca como alternativa terapêutica é datado desde os tempos antigos pelos Incas por seu efeito sobre a fertilidade humana. Alguns trabalhos feitos com ratos machos demonstraram revitalização da espermatogênese, mas não sofreram alteração nos níveis hormonais.

Outro relato a respeito dos benefícios da Maca é em relação a energia e força oferecida aos povos incas durante suas batalhas contra inimigos. Atualmente, seu uso está voltado para o esporte, especialmente os de altura, com a finalidade de melhorar o desempenho físico e otimizar o uso de oxigênio, tornando-se uma medida legal para obter este benefício.

REFERÊNCIAS

CANALES, M. et al. Avaliação nutricional de Lepidium meyenii (MACA), em camundongos albinos e sua prole. ALAN. Caracas, v. 50, n. 2, p. 126-133. 2000.

RONCEROS, G. et al. Eficacia de la maca fresca (Lepidium meyenii walp) en el incremento del rendimiento físico de deportistas en altura. Na. Fac. Med. Lima, v. 66, n. 4, p. 269-273. 2005.

TANCARA, B. Q. et al. Efecto de Lepidium meyenii (Maca) sobre la espermatogénesis y la calidad espermática en sujetos diagnosticados con infertilidad:  estudio de serie de casos. BIOFARBO. La Paz, v. 18, n. 2, p. 61- 70. 2010.

POSTADO POR: Gabriela Senedez e Wagner Junior.

NUTRIGENÔMICA O FUTURO PROMISSOR DA NUTRIÇÃO


A Nutrigenômica estabelece na saúde um novo conceito em relação à dieta nutricional baseada no perfil genético de cada indivíduo. O estudo que permite cruzar a informação da genômica com a alimentação e os componentes dos alimentos tem um conceito promissor da população ao tratamento.

 A ciência permitirá adiantar-se por décadas com o bloqueio da expressão de enfermidades metabólicas como diabetes, obesidade, dislipidemias e certos tipos de câncer, para isso, a tecnologia de microarrays representa hoje uma importante ferramenta para estudos de interações gene-dieta.

O determinante genético de muitos distúrbios hereditários humanos é complexo, no sentido em que as condições são causadas por interações de formas específicas de alguns a muitos genes, todos também interagindo com o ambiente.
 O determinante genético de muitos distúrbios hereditários humanos é complexo, no sentido em que as condições são causadas por interações de formas específicas de alguns a muitos genes, todos também interagindo com o ambiente

 A genômica responsável por descobrir as informações sobre os genes, assim como a variação da estrutura das seqüências do genoma (polimorfismos, mutações, ou mudanças como repetições e inserções de nucleotídeos), deu origem à "genômica funcional", que indo além trata de descobrir, em maior detalhamento, as ações induzidas pelos genes já estudados e pelas proteínas que codificam.

A genômica nutricional surgiu com o intuito de estudar as interações entre a nutrição e o genoma. Por combinar novas tecnologias de biologia molecular aos estudos da nutrição clássica, esta abordagem integrada e multidisciplinar tem como objetivo compreender como a dieta interage com o genoma humano para influenciar a saúde e a doença e, além disso, como a variabilidade genética influencia a resposta à dieta.
Este poderoso avanço permitirá adiantar-se por décadas o bloqueio da expressão de enfermidades metabólicas como diabetes, obesidade, dislipidemias e certos tipos de câncer .
O mais importante é que a genômica nutricional permitirá cruzar a informação genômica individual com a alimentação e os componentes dos alimentos, de modo que o efeito seja muito positivo para a saúde.

Simplificando:  “Os proficionais da nutrição já sabem que e existem nutrientes e compostos bioativos presentes em alguns alimentos que, ao entrar em contato com as células, aumentam a produção de enzimas antioxidantes. Entretanto para que o organismo produza as quantidades necessárias, é fundamental conhecer o código genético do individuo. Só assim será possível indicar a quantidade ideal de tais subtâncias”. Então pode estar na nutrigenômica a resposta para aqueles mistérios que ronda os consultórios: pacientes que tem necessidades iguais que recebem dietas idênticas e os resultados são dispares.

Postado Por: Keite Lago

Referências:
AFMAN, L.; MÜLLER, M. Nutrigenomics: From Molecular Nutrition to Prevention of Disease. Journal of the AMERICAN DIETETIC ASSOCIATION. v. 106, n.4, 2006.
 Anderle, P. et al. Nutrigenomic Approach to Understanding the Mechanisms by Which Dietary Long-Chain Fatty Acids Induce Gene Signals and Control Mechanisms Involved in Carcinogenesis. Nutrition. v. 20, n. 1, 2004.


quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Ginseng: suplementação para atletas

Panax Ginseng, é um conhecido da medicina chinesa tradicional. A erva tem sido utilizada pelo homem há milhares de anos, descrita como um tônico para a restauração da força, estimulante para aumentar o metabolismo e para regular a pressão arterial e glicose no sangue. 


Recentemente, a planta tem despertado interesse ocidental, e tem sido comercializada em lojas de alimentos saudáveis, mercados e farmácias, utilizado também em fórmulas manipuladas, em uma variedade imensa de utilização e preparo. Diversos livros promovem o Ginseng como um tônico saudável, estimulante e afrodisíaco. 

Na prática esportiva, o Ginseng é utilizado para melhorar o desempenho de atletas, aumentar a força física, restaurar o QI, melhorar a saúde global, melhorar a imunidade e aumentar a vitalidade, além da atividade antioxidante. Muitas das afirmações sobre a influência em atletas baseiam-se em estudos realizados na década de 1960 e de 1970 quando a erva ganhou grande força e passou a ser consumida por atletas e praticantes de atividade física, com o propósito de melhores resultados. Especula-se, ainda, que o ginseng pode atuar na redução da lesão muscular e da inflamação após o exercício. 

Em contrapartida, estudos sugerem que o ginseng pode causar distúrbios digestivos e interagir com diversos medicamentos, insulina, digoxina e anticoagulantes. 

Consulte sempre um profissional apto a sanar dúvidas e a prescrever sua utilização de forma consciente! 

Postado por: Daniela Alvarenga e Elineides Silva 

Referências: 

Cabral de Oliveira, A.C., A.C. Perez, G. Merino, J.G. Prieto, and A.I. Alvarez. Protective effects of Panax ginseng on muscle injury and inflammation after eccentric exercise. Comp. Biochen. Physiol. C. Toxicol.. Pharmacol. 2001 

Eschbach, L.F., M.J. Webster, J.C. Boyd, P.D. McArthur, and T.K. Evetovich. The effect of Siberian ginseng (Eleutherococcus senticosus) on substrate utilization and performannce. Int. J. Sport Nutr. Exerc. Metab. 2000. 






O cereal triticale



O triticale é um cereal resultado da hibridação de duas espécies distintas, o trigo e o centeio apresentando características de rusticidade (como no centeio) e a qualidade panificável (como no trigo).

É um cereal resistente e no início do seu cultivo, tinha o objetivo de substituir o trigo na alimentação. Este alimento é muito utilizado para a alimentação de animais (suínos e aves), porém o consumo humano foi ampliado, aumentando as opções de cereais integrais para a dieta.

O grão e a farinha de triticale são utilizados mesclada com a farinha de trigo na produção de massas, pães e biscoitos, principalmente em alimentos naturais (health foods).

O destaque na sua composição são as fibras (solúvel e insolúvel) presentes no endosperma e na parede celular do grão. Consumir alimentos que possuem o triticale e outros cereais integrais em uma dieta adequada e balanceada auxilia com eficiência na redução de doenças como a síndrome metabólica, o diabetes mellitus do tipo 2, controle do metabolismo lipídico e prevenção de doenças relacionadas ao coração.  

REFERÊNCIA:  

FAGUNDES, M.H. Sementes de triticale. Conab, fev.2003 [Internet]. Disponível em: <http://www.conab.gov.br/conabweb/download/cas/especiais/triticale_semente.pdf> Acesso em: 01 dez. 2011.

Triticale IAC2 Tarasca. Boletim técnico-informativo do Instituto Agronômico. O Agronômico, v.51, n.1. 1999 [Internet]. Disponível em: <http://www.iac.sp.gov.br/OAgronomico/511/cultivaresiac/Triticale.htm>. Acesso em: 01 dez.2011.

FUJITA, A. H; FIGUEROA, M. O. R. Composição centesimal e teor de β – glucanas em cereais e derivados. Campinas, v.23, n.2, p.116-120. 2003.

Postado por: Gabriela Senedez

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Bloqueadores de Cortisol


Cortisol é um hormônio naturalmente criado no corpo, mas ele deve ser controlado. Tem crescido a preocupação com esse hormônio porque seu controle está ligado à diminuição dos níveis de gordura corporal, assim como ao maior ganho de massa muscular. 

O cortisol é muito ligado a quem pratica atividades físicas, especialmente de alta intensidade.


Quando está em níveis mais altos do que o desejado, o cortisol pode causar o acúmulo de gorduras em diferentes áreas do corpo, quebrar os músculos e diminuir o metabolismo. Portanto, controlar os níveis de cortisol deve ser uma prioridade tanto para quem quer perder gordura quanto para quem deseja ganhar massa muscular. 

Existem diversos suplementos que podem bloquear e ajudar na manutenção do cortisol, compostos de glutamina, vitamina C, testosterona e GH. Veja: 

Glutamina: A glutamina ajuda a reduzir o catabolismo gerado pelo cortisol. A glutamina é o aminoácido em maior quantidade no tecido muscular. Ela é muito importante para a síntese de proteínas e, por isso, muito importante para atletas que fazem treinamentos com pesos. 

Estudos demonstraram que a glutamina evita diretamente a degradação muscular provocada pelo cortisol. 

Vitamina C: Estudos com a vitamina C têm demonstrado que ela possui efeitos benéficos em relação aos níveis de cortisol tanto após exercícios aeróbicos quanto após exercícios com pesos. 

Esse tipo de queda nos níveis de cortisol pode levar a um aumento na hipertrofia muscular e melhorar a recuperação após os treinamentos. 

GH e Testosterona: O cortisol provoca a redução da atividade do GH e da testosterona no organismo. Por isso, para contra-atacar os efeitos negativos do cortisol nos níveis desses dois hormônios tão importantes para o ganho de músculos. Existem suplementos que, em conjunto com a prática de atividades físicas, atuam como precursores da produção natural de GH e testosterona no organismo. 

Ainda são poucos os estudos que relatam experiências in vivo com bloqueadores de cortisol e seus benefícios para praticantes de atividades físicas e atletas. 

Postado por Daniela Alvarenga e Elineides Silva

Referências: 

LAC G, BERTHON P. Changes in cortisol and testosterone leves and T/C ratio during an endurance competition and recovery. J Sports Med Phys Fitness 2000; 40:139-44

MARSIT, JL; CONLEY, MS; STONE, MH; FLECK, SJ; Effects of ascorbic acid on serum cortisol and the testosterone: cortisolratio in Junior elite weightlifters. Journal of strength and Conditioning Research. 1998

BRILLON, et al. Effect of cortisol on energy expenditure and amino acid metabolism in hmans. Am J Physiol. 1995

GH


O Hormônio de Crescimento Humano (GH) é secretado pela glândula hipófise que está localizada no centro do cérebro, com picos de produção durante a adolescência quando o crescimento é muito rápido.

É o hormônio responsável por manter a saúde física e mental e pela reparação dos tecidos, fazendo a substituição de células, força  óssea, função cerebral, produção de enzimas, integridade dos cabelos, unhas e pele.

Basicamente os efeitos orgânicos associados GH são causados através de uma substância chamada IGF-1 ("Insulin-Like Growth Factor-1 ou Fator de Crescimento Insulina Símile-1"). O fígado e outros tecidos são estimulados pelo Hormônio de Crescimento  a secretar o IGF-1 que  é a substância responsável pelo aumento da massa muscular, diminuição do percentual de gordura, crescimento dos nervos e ossos, aumento do colágeno com redução das rugas da pele, aumento da energia e das funções mentais, neurológicas e sexuais.

O treinamento físico em contrapartida, além de ser reconhecido como importante para manutenção da saúde, também atua sobre o crescimento, uma vez que o GH, bem como outros hormônios contra-regulatórios, tendem a elevar seus níveis quando as necessidades metabólicas aumentam em situações específicas como no exercício físico.

Segundo estudos realizados com ratos diabéticos e não diabéticos (com atividade física), os primeiros apresentaram síntese ou liberação de GH pela hipófise prejudicada e a ação do exercício físico e quanto aos últimos citados, resultou no aumento dos níveis de IGF-1 nos grupos treinados.

Funções metabólicas do GH:

  • Aumento dos ácidos graxos livres (AGLs) circulantes (via lipólise), os quais competem pelos sítios de ligação da glicose no músculo, inibindo a captação da glicose sérica e produzindo resistência à ação da insulina nos tecidos musculares;
  • Estímulo à formação de glicose (gliconeogênese) e inibe a atividade da glicogênio-sintetase muscular, comprometendo o aproveitamento da glicose e aumentando a resistência à ação da insulina;
  • Aumento da síntese de proteínas (via atuação IGF-1) em todos os tecidos corporais, mais especificamente no músculo esquelético;

“Sabe-se que a secreção de GH sofre claras variações relacionadas à idade que geralmente são reproduzidos por níveis de IGF-I. Secreção de GH aumenta gradualmente durante a infância, os picos durante a puberdade e, em seguida, diminui durante a vida adulta (6,13-15). Esta queda progressiva da secreção de GH está associada a alterações somáticas que ocorrem como parte do processo de envelhecimento e incluem uma perda de massa magra, diminuição da força muscular e aumento total e massa de gordura visceral.” (MICMACHER, E. et al, 2009).

REFERÊNCIAS

ALVARENGA, R. M. Mitos e Verdades sobre o Hormônio de Crescimento e o Pro-Hormônio de Crescimento em sua ação no Rejuvenescimento, Estímulo do Crescimento em Jovens e Aumento de Massa Muscular em Atletas [Internet]. Disponível em: <http://www.palavrademedico.kit.net/tema22.htm>. Acesso em: 30 nov. 2011.

COSTENARO, F. et al. DIABETES MELITO E ACROMEGALIA: INTERAÇÕES ENTRE HORMÔNIO DE CRESCIMENTO E INSULINA. Porto Alegre, v. 30, n. 4, p. 321-326. 2010.

GOMES, R. J. et al. Efeitos do treinamento físico sobre o hormônio do crescimento (GH) e fator de crescimento semelhante à insulina (IGF-1) em ratos diabéticos. R. bras. Ci. e Mo. v. Brasília, v. 11, n. 3, p. 57-62. 2003.

MICMACHER, E. et al. Growth hormone secretion in response to glucagon stimulation test in healthy middle-aged men. Arq. Bras. Endocrinol. Metab. São Paulo, v. 53, n. 7, p. 853-858. 2009.

POSTADO POR: Gabriela Senedez e Wagner Junior.

OCITOCINA DA AMAMENTAÇÃO ÀS BOAS RELAÇÕES HUMANAS



Produzido no hipotálamo, a ocitocina também é responsável pelas contrações uterinas que ocorrem durante o trabalho de parto normal. A amamentação tem duas principais funções: causa a contração de glândulas que produzem o leite, estimulando a sua liberação, e reforça o vínculo afetivo entre mãe e filho.”  As ciências biológicas desde os anos 90 , mostravam em pesquisas que a primeira hora seguinte ao parto é um período crítico no desenvolvimento de capacidade de amar. Enquanto a mãe e seu recém nascido estão próximos um do outro após o parto, eles ainda não eliminaram de seu sistema os hormônios que ambos secretaram durante o processo do parto. Estes hormônios estão envolvidos em qualquer aspecto do amor.

  Há um hormônio do amor, e também um sistema de recompensa que opera cada vez que nós, animais sexuais, fazemos alguma coisa que é necessária para sobrevivência da espécie. Agora sabemos que  ocitocina é um hormônio que está envolvido em qualquer aspecto do amor. 

Até recentemente, se pensava que a ocitocina fosse um hormônio feminino cuja única função fosse estimular as contrações do útero durante o parto e expulsão, e as contrações dos seios durante a lactação. Agora ela é vista como um hormônio feminino e masculino envolvido em todos os diferentes aspectos da vida sexual.O papel da ocitocina durante a excitação sexual vem à tona. É claro que uma liberação de ocitocina é necessária durante o parto; os obstretas já sabem disso há muito tempo. Mas até agora eles não tinham se interessado no pico de ocitocina que é liberada logo após o nascimento do bebê.Foi recentemente demonstrado que assim que a mãe ouve um sinal de seu bebê com fome, seu níveis de ocitocina aumenta. Um paralelo pode ser feito com a excitação sexual que começa antes que haja qualquer estimulação da pele.

 Em resumo diriamos que pessoas que produzem menor quantidade de ocitocinas têm dificuldade em permanecer muito tempo apaixonadas. Liderada por essas moléculas, a química sexual dura em média 2 anos. Esse é o tempo da paixão(segundo a ciência). O amor surge quando a ocitocina toma o lugar das endorfinas. O desejo dá lugar à ternura. Mas, os psicológos afirmam que a bioquímica não faz tudo sozinha. Manter a relação depende também da razão, compreensão, habilidade e até do contexto histórico. Seria a ciência a comprovar o amor eterno? 

 Assim, parece legítimo que o conceito de amor seja entendido também em suas bases neurofisiológicas. Esch e Stefano (2005) consideram o amor como um complexo neurobiológico baseado na confiança, em crenças, no prazer e na recompensa, envolvendo necessariamente o sistema límbico. Considera-se que esse processo envolva a atuação da ocitocina,. De forma geral, pode-se admitir que, basicamente, o estabelecimento de vínculos saudáveis depende de sentimentos de confiança aliados a certo grau de recompensa prazerosa. O sentimento de confiança baseado na relação com o outro a condição essencial para a sustentabilidade da vida, pelo menos na maioria dos mamíferos. Entretanto, entende-se que, sem o suporte e o desenvolvimento de substratos fisiológicos (neurotransmissores e hormônios), o ser humano não conseguiria dar conta de produzir um meio social e cultural. Quanto mais complexos são os comportamentos de uma espécie, mais dinâmico e versátil deve ser seu sistema neurotransmissor e hormonal. E, dessa maneira, conclui-se que a ocitocina se comporta também como um neuromodulador atuando em áreas centrais, participando, juntamente com outros hormônios e neurotransmissores, na modulação de comportamentos essenciais para que se produzam vínculos sociais e amorosos, bem como, posteriormente, na manutenção desses vínculos.

Postado por: Keite Lago

REFERÊNCIAS

ANDRADE JR., M. C. Aspectos evolutivos dos hormônios.
Arquivos Brasileiros de Endocrinologia e Metabologia, São
Paulo, v. 46, n. 3, p. 291-298, jun. 2002.
ARGIOLAS, A.; MELIS, M. R. The neurophysiology of the
sexual cycle. J. Endocrinol. Invest., v. 26, n. 3, p. 20-22, 2003.

terça-feira, 29 de novembro de 2011

alimentos de fim de ano...

A romã é utilizada em varias tradições e já era muito utilizada em tempos antigos como na mitologia egípcia, no antigo testamento e na Babilônia. Ela representava vida, renascimento e indissolubilidade do casamento.


Atualmente, esta fruta é estudada para obter maiores conhecimentos sobre sua ação na saúde humana. Uma delas é a sua atividade antioxidante por meio dos compostos fenólicos (antocianinas, quercitina e ácido fenólico). Essas substâncias são apresentadas em quantidades consideráveis no seu suco fermentado e no óleo da romã.

A fruta também oferece benefícios relacionados ao tratamento contra úlceras na boca e gengivas, alívio nas dores de ouvido, no tratamento da dispepsia e diarréia. Suas flores também podem ser utilizadas nos cuidados com a gengiva, prevenindo a perda dentária, possui atividade adstringente e hemostática além de auxiliar no tratamento do diabetes mellitus.

Outro alimento muito consumido são as nozes verdadeiras, e as conhecidas são: amêndoa, pecã, castanha-do-pará, castanha-de-caju, pistache, avelã, macadâmia, noz e castanha.

Contêm teores elevados de lipídeos (cerca de 40% a 60%) e de proteínas (8% a 20%) e em relação à qualidade protéica, esses alimentos apresentam, de forma geral, um perfil de aminoácidos essenciais que atende a maior parte das necessidades de escolares e de adultos, com exceção dos aminoácidos lisina e dos sulfurados (metionina e cisteína).

Este alimento é denominado funcional (possui compostos biologicamente ativos) onde há destaque para os ácidos oléico e linoléico e a relação ω-6:ω-3. Possuem alto teor de vitamina E, Selênio e em alguns casos, fibra alimentar insolúvel.

Esses nutrientes quando integrantes da dieta auxiliam na redução do risco de doenças cardiovasculares e de cânceres (próstata, esôfago, estômago, cólon e reto).

REFERÊNCIAS

PEREIRA, A. L. F.; VIDAL, T. F.; CONSTANT, P. B. L. Antioxidantes alimentares: importância química e biológica. Nutrire: Rev. Soc. Bras. Alim.  Nutr. J.  Brazilian Soc. Food Nutr. São Paulo, v. 34, n. 3,  p. 231-247. 2009.

WERKMAN, C. et al. Aplicações terapêuticas da Punica granatum L. (romã). Rev. Bras. Pl. Med. Botucatu, v. 10, n. 3, p. 104-111. 2008.

FREITAS, J. B.; NAVES, M. M. V. Composição química de nozes e sementes comestíveis e sua relação com a nutrição e saúde. Rev. Nutr. Campinas, v. 23, n. 2, p. 269-279. 2010.

POSTADO POR: Gabriela Senedez e Wagner Junior.

O interesse nos possíveis efeitos da cafeína, como recurso ergogênico nos exercícios de endurance, iniciou-se com uma série de três estudos realizados por Costill e seus colaboradores, nos Estados Unidos, no final da década de 70.
A cafeína é uma das drogas mais consumidas em todo o mundo. Presente em diversas espécies de plantas,  é encontrada em chás, café, cacau, guaraná, chocolate e nos refrigerantes.  Seu consumo, visando a efeitos estimulantes, data de muitos séculos, no entanto, sua utilização por atletas, com a intenção de melhorar a performance, tem se tornado popular nas últimas décadas, devido aos estudos sobre seus efeitos ergogênicos
 Identificaram-se,ainda, fatores que influenciaram nesse aumento da performance e que, segundo os resultados das pesquisas, estão relacionados com a liberação de catecolaminas, o aumento da lipólise, a redução de potássio no plasma, durante o exercício, a ativação do sistema nervoso central e a economia do glicogênio muscular.
A cafeína afeta quase todos os sistemas do organismo, sendo que seus efeitos mais óbvios ocorrem no sistema nervoso central (SNC). Quando consumida em baixas dosagens (2mg/kg), a cafeína provoca aumento do estado de vigília, diminuição da sonolência, alívio da fadiga,aumento da respiração, aumento na liberação   de catecolaminas, aumento da freqüência cardíaca, aumento no metabolismo e diurese. Em altas dosagens (15mg/kg) causa nervosismo, insônia, tremores e desidratação.
O aumento da força da contração muscular, induzido pela cafeína, está relacionado com o aumento na concentração intracelular de cálcio e com uma maior sensibilidade das miofibrilas (actina e miosina) ao cálcio, causada pela cafeína.
A cafeína é uma droga considerada como doping pelo COI, quando suas concentrações urinárias resultam em valores acima de 12mg/L. No entanto, ~5mg/kg de cafeína exercem benefícios ergogênicos sem atingir este valor na concentração urinária.

Postado por: Keite Lago

Referências Bibliográficas
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