sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Cupuaçu: uma fruta brasileira.



O cupuaçu (Theobroma grandiflorum Willd ex-Spreng Schum) da família Sterculiaceae, apresenta forma oval, casca marrom, dura e polpa branca amarelada. Apresenta sabor agradável, intenso, agridoce e considerado exótico. Pode ser consumido fresco, como suco, sorvetes, licores, compotas, geléias, tortas, néctar enlatado, bombons e biscoitos.

Tanto da polpa quanto da semente do cupuaçu vários subprodutos podem ser obtidos e estudados.

As sementes de cupuaçu, por seu alto teor de gordura, prestam-se à fabricação de chocolate que pode ser obtido a partir da moagem da torta desengordurada de cupuaçu, misturados com outros ingredientes, utilizadas para substituir as sementes de cacau.

A fruta é rica em ferro, fósforo, proteína, vitamina C, B, B1, B2, B5, taninos e fibras.

Em virtude da presença de pectina, o cupuaçu auxilia na redução da glicemia e dos níveis de colesterol do tipo LDL. Auxilia também no emagrecimento devido aos fatores que aumentam a saciedade.

Devido às substâncias antioxidantes, presentes no extrato de sua semente, o cupuaçu pode ser capaz de inibir ou diminuir a progressão de cáries. 

REFERÊNCIAS

Alimentação: dicas nutricionais [Internet]. Disponível em: <http://www.prefeitura.unicamp.br/servicos.php?servID=132>. Acesso em: 09 dez. 2011.

CARACTERÍSTICAS, VALORES NUTRICIONAIS E MEDICINAIS DAS FRUTAS [Internet]. Disponível em: <http://www.todafruta.com.br/portal/icNoticiaAberta.asp?idNoticia=7905>. Acesso em: 09 dez. 2011.

Cupuaçu (Theobroma grandiflorum) [Internet]. Disponível em: <http://www.brasilescola.com/frutas/cupuacu.htm>. Acesso em: 09 dez. 2011.

ESTELLER, M. S.; ZANCANARO JUNIOR, O.; LANNES, S. C. S. Bolo de “chocolate” produzido com pó de cupuaçu e kefir. Brazilian Journal of Pharmaceutical Sciences. São Paulo, v. 42, n. 3, p.447-454. 2006.

PORTE, A et al. Redução de aminoácidos em polpas de bacuri (Platonia insignis Mart), cupuaçu (Theobroma grandiflorum Willd ex-Spreng Schum) e murici (Byrsonima crassifolia L.) processado (aquecido e Alcalinizado. Acta Amazonica. Manaus, v. 40, n. 3, p. 573-578. 2010.

POSTADO POR: Gabriela Senedez e Wagner Junior.

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Alimentação durante a viagem

Viagens são sinônimos de sair da rotina, de comer em lugares diferentes, o que acaba modificando também a rotina de alimentação.

Principalmente se a viagem for para um lugar diferente ou outro país, a vontade de experimentar pratos e preparações típicas aumenta ainda mais, e tudo isso contribui para acabarmos fugindo também do compromisso com a balança e com a alimentação regular.

Segue algumas dicas para facilitar quando for viajar:
  • Os novos alimentos sempre têm o risco de não serem bem aceitos, causando desconforto intestinal, azia, diarréia e vômitos, por isso pense muito bem antes de consumir;
  • É desaconselhável experimentar qualquer alimento diferente durante viagens, principalmente se for uma viagem de negócios ou algum evento que não poderá perder;
  • É importante sempre colocar na mala alguma opção de alimento conhecido, para o caso de uma emergência. Desta forma, se a alimentação não for muito familiar, tem como se alimentar adequadamente e assim não fugir da dieta. São opções de alimentos que podem ser levados em viagens: Barras de cereais; Barras de proteínas; Frutas desidratadas e Frutas como maça, cookies;
  • Para não desidratar é recomendado beber água regularmente. Deve-se evitar beber água que não seja mineral, devidamente engarrafada, para não correr o risco de estar consumindo água não tratada, o que pode ocasionar uma grave intoxicação.
  • Você pode comer chocolate, mas não precisa comer uma barra por dia. 
  • Pode comer pizza, mas não precisa ser o fim-de-semana inteiro ou comer lasanha, mas não todos os dias no almoço. O problema não é o alimento e sim na quantidade que se come.
  • Peça seu lanche sem maionese e com os molhos à parte, para que você possa dosar a quantidade. Dê preferência para o pão sírio, pão francês e pão de hot-dog. Escolha entre esses ingredientes para o preparo de seu lanche: queijo branco, ricota ou cottage, presunto de peru ou frango, salsicha de peru ou frango, hambúrguer assado, alface e tomate. Escolha sucos em vez de refrigerantes.
O segredo é controlar a ansiedade e a vontade de experimentar tudo de uma única vez. Se estiver preocupado de não voltar mais aquele barzinho ou padaria que você viu um doce maravilhoso compre-o e leve para comer mais tarde, ou então, guarde a vontade como estímulo para voltar a visitar este lugar numa outra oportunidade.

Postado por Daniela Alvarenga e Elineides Silva

Referências:

URRY, J. O Olhar do turista: lazer e viagem nas sociedades contemporâneas. Tradução: Carlos Eugênio Marcondes de Moura, 3a. edição. São Paulo: Studio Nobel, SESC, 2001. Título original: The Tourist Gaze. Leisure and travel in contemporary societies.

FERNANDES, C.; MONTEIRO, S. Viagem gastronômica através do Brasil. São Paulo: Editora Estudio Sonia Robatto, 2000.

ARMESTO, F.F. Comida: Uma história. Rio de Janeiro: Record, 2001.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Conheça os benefícios das semestes



Semente de Linhaça

Esta pequena semente marrom é originária da semente de linho é rica em ácidos graxos alfa-linolênico (n-3) e linoleico (n-6) com funções antiinflamatórias. Ameniza os distúrbios causados pela tensão pré-menstrual. Rica em fibras a semente de linhaça ajuda na regulação do intestino. Para aproveitar melhor todos seus benefícios é interessante tritura as sementes antes de comer, ou mastiga-las bem. Pode ser utilizada como complemento sobre frutas ou mesmo em algumas preparações, como pães e biscoitos.

Gergelim 

Rica em proteínas, vitaminas do complexo B, fibras e minerais como o cálcio. O gergelim tem propriedades antioxidantes, são excelente fonte de energia, contem ácidos graxos poliinsaturados, alem de ter sabor bem característico.


Castanha do Pará 

A castanha do Pará é principalmente rica em selênio, um mineral com características antioxidantes, que protege as células contra os radicais livres. Além disso, preserva gorduras de boa qualidade denominadas mono e poliinsaturada; mesmo assim deve ser ingerida de forma moderada, pelo seu alto valor calórico. Pode ser usada em granolas, com frutas, em preparações como pães e bolos, além de ser consumida in natura.

Levedo de cerveja


O Levedo de cerveja é extraído da fermentação natural da cevada e normalmente apresentado na forma de um pó fino, rico em proteínas, vitaminas do complexo B e minerais. O levedo auxilia o fígado na desintoxicação do organismo, aumenta a resistência do organismo, combatendo a fadiga física e o stress. Além disso protege a flora intestinal.Pode ser consumida em sucos, com leite ou iogurte, além de ser uma fonte de energia entre as refeições. 

Farelo de trigo 

É uma fibra insolúvel; aquela que ajuda nos movimentos intestinais (motilidade intestinal). É utilizado na prevenção da constipação (prisão de ventre), obesidade, diabetes, e hemorróidas E a eliminar toxinas do organismo. 
O farelo de trigo deve ser usado sobre alimentos sólidos, podendo também ser usado com iogurte, frutas e sucos.

Gérmen de trigo


Contem proteína, minerais como o zinco e fósforo, é rico em ferro e vitaminas do complexo B, especialmente de vitamina B6. Pela presença da vitamina B6 o gérmen de trigo é caracterizado por promover vigor físico e emocional, por isso é um alimento usado principalmente por atletas e crianças. Use-o em tudo, dos assados às sopas, ensopados, saladas e pães.

Aveia integral


É um cereal muito energético por isso, muito utilizado por atletas. É rica em fibras solúveis, que ajudam a controlar o mau colesterol e o bom funcionamento intestinal. Pode ser usada em preparações salgadas e doces, em mingaus, com iogurte e frutas, em sopas, ... É utilizada crua, in natura, mas recomenda-se cozinhar, assar ou tostar para facilitar sua digestão e assimilação.

Farelo de aveia


Muitos estudos mostram a redução do MAU colesterol mediante uma ingestão diária de farelo de aveia. O farelo de aveia é composto principalmente de fibras solúveis, que forma uma solução altamente viscosa que pode se associar diretamente ao colesterol no intestino, levando-o para fora do corpo. As fibras solúveis, além disso, melhoram a tolerância à glicose (diabéticos que exigem insulina precisarão de quantidades inferiores de insulina). Pode ser usado no café da manhã com frutas e iogurte ou mesmo nas principais refeições com almoço e jantar.


Postado por Daniela Alvarenga e Elineides Silva

Referências:
  
AGUIRRE, R.; PESKE, S.T. Manual para el beneficio de semillas. 2.ed. Cáli, Colômbia : CIAT. 1992. 248p

AHRENS, D.C.; PESKE, S.T. Flutuações de umidade e qualidade de sementes de soja após a maturação fisiológica. I. Avaliação do teor de água. Revista Brasileira de Sementes, Brasília, v.161, n.2, p.107-110,1994.

VILLELA, F.A ; SILVA, W.R. Curvas de secagem de sementes de milho utilizando o método intermitente. Scientia Agricola, Piracicaba, v.49, n.1, p.145-153,1992.

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Tabagismo, Alimentação e Nutrição



Nicotiana tabacum é o nome científico do tabaco, cujas folhas secas são utilizadas para a fabricação de cigarro.  O hábito de fumar causa milhões de mortes em todo o mundo anualmente, sendo responsável por altas taxas de mortalidade e morbidade. Essa relação ocorre porque o tabagismo se tornou um grande fator de risco para outras doenças.

Esse hábito pode trazer diversos malefícios à saúde, como: desenvolvimento de doenças cardiovasculares (hipertensão arterial, acidente vascular cerebral, infarto, trombose e taquicardia), problemas no sistema respiratório (rinite, bronquite, sinusite, asma, enfisema pulmonar e produção de muco), impotência sexual nos homens, vários tipos de câncer (boca, laringe, esôfago, pâncreas, pulmão, próstata, útero, bexiga e rins), úlceras no aparelho digestivo, incidência de Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC), alterações do perfil lipídico (principalmente a redução do HDL-colesterol), osteoporose, mudanças de humor e alteração do sistema imune da pessoa (tornando-a mais vulnerável a doenças infecciosas).

Os fumantes relatam que perdem peso ao iniciar o vício, e posteriormente ganham peso quando decidem parar de fumar. A perda de peso ocorre porque a nicotina age no cérebro da pessoa inibindo o apetite, e por isso o fumante come menos. Já o ganho de peso está mais relacionado com as mudanças psicológicas sofridas ao cessar o contato do organismo com a nicotina. Os fumantes ficam mais ansiosos e estressados, e tentam compensar esses sintomas com o consumo excessivo de alimentos ricos em gordura e açúcar.

Estudos demonstram que mães as quais fumam durante a gestação podem gerar crianças com alterações neurológicas, redução do perímetro cefálico, baixo peso e baixa estatura, além de trazer riscos à mãe e aborto espontâneo. Outras pesquisas relacionaram baixa presença de alguns nutrientes (ácido fólico, vitaminas A, C e B12) na circulação sanguínea de fumantes passivos, especialmente de crianças que têm pais ou responsáveis fumantes, devido ao estresse oxidativo provocado pela exposição diária à nicotina.

Uma alimentação variada e equilibrada, aliada a prática de atividade física, podem ajudar o ex-fumante a controlar os sintomas nas crises de abstinência e também melhorar a qualidade de vida. Para orientações espefícificas, é importante procurar um profissional nutricionista.

Postado por Daniela Alvarenga e Elineides Silva

Referências: 

Ministério da Saúde. Instituto Nacional do Câncer. Incidência de câncer no Brasil [monografia na Internet]. Rio de Janeiro: Inca [acessado em 2011, para informações de 2005]. Disponível em:www.inca.gov.br/estimativa/2005/

Hardman AE. Atividade Física e Risco de Câncer. Proceedings of the Nutrition Society 2001, 60:107-113.

Stein R, Ribeiro JP. Atividade física e Saúde. Em: Duncan BB, et al. Medicina ambulatorial. São Paulo: Artes Médica, 2004. Cap. 53. p.508-515.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Dieta para Hemocromatose



A hemocromatose é um transtorno que interfere no metabolismo do ferro provocando grande acúmulo desse elemento no organismo. O controle de sua quantidade no nosso corpo é basicamente dependente da absorção intestinal, sendo que não há nenhum mecanismo fisiológico para eliminar o ferro em excesso, a não ser por conta da perda mínima do mineral decorrente da perda de células ou da perda de sangue durante a menstruação.

O excesso de ferro resulta em danos teciduais e prejuízo funcional dos órgãos envolvidos, especialmente fígado, pâncreas e coração. Alguns sinais e sintomas da hemocromatose são: dor nas articulações, fadiga, fraqueza, perda de peso, dor abdominal, problemas cardíacos e hepáticos, diabetes, entre outros.

Uma dieta restritiva em ferro parece contribuir muito pouco na redução da concentração desse mineral no organismo, além de muitas vezes ser de difícil manutenção. Sendo assim, não é necessário excluir totalmente os alimentos ricos em ferro da dieta, mas alguns cuidados podem ser tomados, como vemos a seguir:

- Cozinhar e armazenar os alimentos em utensílios de materiais não metálicos, como cerâmica ou vidro, para evitar a liberação de ferro nos alimentos;
- Evitar o consumo de bebidas alcoólicas;
- Não ingerir suplementos vitamínicos ou comprimidos que contenham ferro;
- Não consumir frutos do mar crus, pois podem conter a bactéria Vibrio vulnificus, que pode ser fatal para pessoas com excesso de ferro;
- Evitar alimentos industrializados enriquecidos com ferro;
- Reduzir o consumo de carnes e feijões (feijão, ervilha, lentilha, grão de bico, soja, etc);
- Consumir café, chás escuros (preto, mate e verde) ou leite nas refeições, pois diminuem a absorção do ferro;
- Evitar o consumo de alimentos ricos em vitamina C (morango, kiwi, acerola, laranja, limão, etc) em conjunto com alimentos ricos em ferro, pois ela auxilia na absorção do mineral;

É importante que o portador de hemocromatose desenvolva novos hábitos alimentares,  evitando combinações que proporcionem maior absorção do ferro e optando por outras que reduzam-na, pois com a alimentação adequada e as flebotomias periódicas a expectativa de sobrevida do paciente após 5 anos de tratamento sobe de 33% para 89%.

Postado por: Daniela Alvarenga e Elineides Silva

Referências:

COZZOLINO, Silvia Maria Franciscato. Biodisponibilidade de nutrientes. 2 ed. Barueri,São Paulo: Manole, 2007.

CUNHA, Daniel Ferreira da; CUNHA, Selma Freire de Carvalho. Microminerais.  Ciências nutricionais. São Paulo: Sarvier, 1998


JORGE, Stéfano Gonçalves. Hemocromatose Hereditária. Disponível em:

Koubo (Cereus sp.)



O uso de produtos derivados de drogas vegetais para diversas patologias vem se tornando crescente, inclusive como adjuvantes no tratamento da obesidade.

Geralmente, as plantas utilizadas para perda de peso agem de duas formas, ou como estimulantes do metabolismo ou como moderadores do apetite, reduzindo a ingestão  calórica.  Uma planta tem sido usada atualmente como supressora do apetite, com alegadas propriedades emagrecedoras, redutores de colesterol LDL, redutores de medidas, diuréticos, antioxidantes e lipolíticos: o Cereus sp.

O Cereus sp. é um cacto largamente utilizado na alimentação humana, em especial na região Nordeste do Brasil. Pertencente a família  Boraginaceae podendo ser encontrada do nordeste ao sul do Brasil.

Seu uso medicinal está voltado como tônico, diurético, antiinflamatório, inibidor de apetite e perda de peso.

Vale ressaltar quanto ao aumento das vendas a respeito desta planta que torna necessária um cuidado maior para não ocorrer adulteração. Não foram encontrados estudos que dêem maior embasamento as propriedades emagrecedoras a respeito da Cereus sp.

Isso reflete a necessidade de adotar outras medidas em relação às farmacológicas, tais como mudanças no comportamento alimentar, mudanças no estilo de vida e planejamento dietético individualizado.

REFERÊNCIAS

Oliveira, M. R. T. et al. Caracterização física e física-química dos frutos de palma (Opuntia monacantha , How) e mandacarú (Cereus peruvianus , Mill). Agropecuária técnica. Areia, v. 13, p. 49-53.  1992.

PELIZZA, M. C. Uso de Cereus sp. e Cordia ecalyculata Vell. como emagrecedores: uma revisão.   Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Porto Alegre, p. 1-29. 2010. Disponível em: <http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/handle/10183/26826/000758661.pdf?sequence=1>. Acesso em: 05 dez. 2011.

POSTADO POR: Gabriela Senedez e Wagner Junior.

sábado, 3 de dezembro de 2011

Prevenção da osteoporose na menopausa.



O processo de envelhecimento cronológico promove diversas modificações no organismo, tais como variáveis neuromusculares, metabólicas e antropométricas. Em relação às variáveis antropométricas, o envelhecimento é acompanhado por:

ü Aumento no peso corporal entre os 40 e 60 anos;

ü Aumento na gordura corporal;

ü Diminuição da massa muscular esquelética e óssea;

ü Diminuição da taxa metabólica e repouso.

A perda de massa óssea apresentada pelas mulheres envolve genética, estado hormonal e nível de atividade. No entanto, a principal causa para a perda óssea pelas mulheres decorre das modificações hormonais em função da menopausa, caracterizada pela redução na produção de estrógenos e progesterona.

Como consequência da redução dos hormonais femininos, a absorção e a captação de cálcio pelos ossos contribuem para o seu enfraquecimento, podendo levar à osteoporose.

A única fonte de cálcio disponível para o organismo humano se dá pela dieta, sendo importante garantir uma ingestão mínima do mineral para o completo crescimento e maturação dos ossos. O pico de aquisição de massa óssea, geneticamente determinado, se dá até os vinte anos de idade quando 90% do total é adquirido. Os outros 10% se completam até os 35 anos de idade.

Recomendações para os cuidados com a saúde dos ossos:

ü Manter uma alimentação saudável com alimento fontes de cálcio. Ex: leite, queijos, iogurte, vegetais de cor verde escura, castanhas e sardinha;

ü Praticar exercícios físicos de acordo com o seu estilo de vida por meio de orientação profissional;

ü Evitar hábitos como o fumo e bebidas alcoólicas em excesso, pois estes prejudicam a absorção de cálcio pelo organismo;

ü Realizar acompanhamentos médicos regularmente como forma de prevenir a osteoporose.

REFERÊNCIAS

COSTA, T. A. Estilo de vida de mulheres com ou sem osteoporose no município de Toledo – PR. Arq. Ciênc. Saúde Unipar. Umuarama, v. 11, n. 2, p. 123-130. 2007.

DANONE. Dicas de saúde. Disponível em: <http://www.densia.com.br/Dicas>. Acesso em: 03 dez. 2011.

LERNER, B. R. O cálcio consumido por adolescentes de escolas públicas de Osasco, São Paulo. Rev. Nutr. Campinas, v.13, n. 1, p. 57-63. 2000.

POSTADO POR: Wagner Junior.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Garcinia Cambogia: benefícios do extrato de AHC




A Garcinia cambogia é uma pequena árvore originária das florestas da região do Camboja, Sul de África e Polinésia e cultivada na Índia e em países do Extremo Oriente. Na Índia, a Garcínia ou “Tamarindo do Malabar” é incluída na preparação do caril e na conservação de alimentos, sem qualquer registro de toxicidade. As partes da planta mais utilizadas são a casca seca e polpa do fruto. 

O ácido hidroxicítrico (AHC) é o principal ácido encontrado na pele do fruto e responsável pelas propriedades saciantes da Garcínia. 

O AHC apresenta três ações para promover a perda de peso: 

1. Agente bloqueador de gorduras. Neste processo é necessária a participação de uma enzima chave, a ATP-citrato liase. O AHC liga-se a esta enzima bloqueando-a, inibindo consequentemente o armazenamento de gordura. 

2. Mais glicogênio – as calorias que não são armazenadas sob a forma de gordura vão ter outro destino. Ao bloquear a ATP-citrato liase, o AHC tem a capacidade de transferir as calorias para formar glicogênio (forma de açúcar armazenada nos músculos e no fígado). 

3. Redução do apetite – o AHC controla o apetite através de uma maior síntese de glicogênio, ou seja, quando as reservas de glicogênio estão altas, os receptores do açúcar no fígado são estimulados e enviam um sinal de saciedade ao cérebro (sem estimular o sistema nervoso central). Outro processo assenta na capacidade do AHC em estimular a libertação da serotonina, um neurotransmissor vital envolvido no controle do apetite. Trata-se também de um modo completamente natural de alterar a fisiologia do organismo e promover a perda de peso. 

O ácido hidroxicítrico, além de inibir a clivagem do citrato à enzima e a nova síntese dos ácidos graxos, também aumenta a síntese do glicogênio hepático, causando supressão do apetite e diminuição do ganho de peso. Apesar de o ácido hidroxicítrico parecer ser um agente promissor no controle do peso, estudos em humanos são limitados e os resultados contraditórios. 

A garcínia cambogia geralmente é utilizada junto com outro ingrediente, o que pode contribuir com seus possíveis efeitos na redução do peso. Outro ponto que deve ser considerado é a dosagem e o tempo de administração da erva. Os efeitos do ácido hidroxicítrico dependem do tempo de administração da erva em relação a refeição. 

É importante que a comunidade científica e os órgãos financiadores se empenhem no fornecimento de informações mais claras sobre os suplementos nutricionais existentes, e aqueles ainda em pesquisa, e sobre outras terapias alternativas utilizadas no tratamento da obesidade. 

Postado por Daniela Alvarenga e Elineides Silva

Referências:

ANGELIS, R.C., Riscos e prevenção da obesidade: fundamentos fisiológicos e nutricionais para tratamento. São Paulo: Atheneu, 2003. 

BADMAEV, V., et.al. Garcinia cambogia para perda de peso, JAMA, 1999. 

PITTLER, M.H.; ERNST, E. Terapias complementares para a redução do peso corporal: uma revisão sistemática. Int J Obes 29:1030-38, 2005. 






Lepidium meyeni (Maca peruana).




O Lepidium meyeni, mais conhecido como Maca Peruana é uma pequena planta que cresce nos Andes peurano a uma altitude de 3700-4500m e está atribuída a uma série de benefícios nutricionais e terapêuticos.

Alguns estudos vêem demonstrando seu valor nutritivo devido a alta quantidade de carboidato (59%), lipídios (2,2% - composto principalmente de ácidos graxos insaturados e uma lata concentração de ácidos graxos essenciais), proteínas (de 10 a 18% - com uma alta concentração de aminoácidos essenciais como ácido glutámico, ácido aspartíco, serina, glicina e argininas), a presença de vários minerais (como cálcio, ferro, zinco, magnésio e cobre) e vitaminas (tais como pró-vitamina A, C e do complexo B).

Sua utilização é comumente na forma de alimento cozido, porém os estudos não confirmaram qual o método de preparo é o mais correto para influenciar a biodisponibilidade dos nutrientes presentes em sua composição.

O uso da Maca como alternativa terapêutica é datado desde os tempos antigos pelos Incas por seu efeito sobre a fertilidade humana. Alguns trabalhos feitos com ratos machos demonstraram revitalização da espermatogênese, mas não sofreram alteração nos níveis hormonais.

Outro relato a respeito dos benefícios da Maca é em relação a energia e força oferecida aos povos incas durante suas batalhas contra inimigos. Atualmente, seu uso está voltado para o esporte, especialmente os de altura, com a finalidade de melhorar o desempenho físico e otimizar o uso de oxigênio, tornando-se uma medida legal para obter este benefício.

REFERÊNCIAS

CANALES, M. et al. Avaliação nutricional de Lepidium meyenii (MACA), em camundongos albinos e sua prole. ALAN. Caracas, v. 50, n. 2, p. 126-133. 2000.

RONCEROS, G. et al. Eficacia de la maca fresca (Lepidium meyenii walp) en el incremento del rendimiento físico de deportistas en altura. Na. Fac. Med. Lima, v. 66, n. 4, p. 269-273. 2005.

TANCARA, B. Q. et al. Efecto de Lepidium meyenii (Maca) sobre la espermatogénesis y la calidad espermática en sujetos diagnosticados con infertilidad:  estudio de serie de casos. BIOFARBO. La Paz, v. 18, n. 2, p. 61- 70. 2010.

POSTADO POR: Gabriela Senedez e Wagner Junior.

NUTRIGENÔMICA O FUTURO PROMISSOR DA NUTRIÇÃO


A Nutrigenômica estabelece na saúde um novo conceito em relação à dieta nutricional baseada no perfil genético de cada indivíduo. O estudo que permite cruzar a informação da genômica com a alimentação e os componentes dos alimentos tem um conceito promissor da população ao tratamento.

 A ciência permitirá adiantar-se por décadas com o bloqueio da expressão de enfermidades metabólicas como diabetes, obesidade, dislipidemias e certos tipos de câncer, para isso, a tecnologia de microarrays representa hoje uma importante ferramenta para estudos de interações gene-dieta.

O determinante genético de muitos distúrbios hereditários humanos é complexo, no sentido em que as condições são causadas por interações de formas específicas de alguns a muitos genes, todos também interagindo com o ambiente.
 O determinante genético de muitos distúrbios hereditários humanos é complexo, no sentido em que as condições são causadas por interações de formas específicas de alguns a muitos genes, todos também interagindo com o ambiente

 A genômica responsável por descobrir as informações sobre os genes, assim como a variação da estrutura das seqüências do genoma (polimorfismos, mutações, ou mudanças como repetições e inserções de nucleotídeos), deu origem à "genômica funcional", que indo além trata de descobrir, em maior detalhamento, as ações induzidas pelos genes já estudados e pelas proteínas que codificam.

A genômica nutricional surgiu com o intuito de estudar as interações entre a nutrição e o genoma. Por combinar novas tecnologias de biologia molecular aos estudos da nutrição clássica, esta abordagem integrada e multidisciplinar tem como objetivo compreender como a dieta interage com o genoma humano para influenciar a saúde e a doença e, além disso, como a variabilidade genética influencia a resposta à dieta.
Este poderoso avanço permitirá adiantar-se por décadas o bloqueio da expressão de enfermidades metabólicas como diabetes, obesidade, dislipidemias e certos tipos de câncer .
O mais importante é que a genômica nutricional permitirá cruzar a informação genômica individual com a alimentação e os componentes dos alimentos, de modo que o efeito seja muito positivo para a saúde.

Simplificando:  “Os proficionais da nutrição já sabem que e existem nutrientes e compostos bioativos presentes em alguns alimentos que, ao entrar em contato com as células, aumentam a produção de enzimas antioxidantes. Entretanto para que o organismo produza as quantidades necessárias, é fundamental conhecer o código genético do individuo. Só assim será possível indicar a quantidade ideal de tais subtâncias”. Então pode estar na nutrigenômica a resposta para aqueles mistérios que ronda os consultórios: pacientes que tem necessidades iguais que recebem dietas idênticas e os resultados são dispares.

Postado Por: Keite Lago

Referências:
AFMAN, L.; MÜLLER, M. Nutrigenomics: From Molecular Nutrition to Prevention of Disease. Journal of the AMERICAN DIETETIC ASSOCIATION. v. 106, n.4, 2006.
 Anderle, P. et al. Nutrigenomic Approach to Understanding the Mechanisms by Which Dietary Long-Chain Fatty Acids Induce Gene Signals and Control Mechanisms Involved in Carcinogenesis. Nutrition. v. 20, n. 1, 2004.


quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Ginseng: suplementação para atletas

Panax Ginseng, é um conhecido da medicina chinesa tradicional. A erva tem sido utilizada pelo homem há milhares de anos, descrita como um tônico para a restauração da força, estimulante para aumentar o metabolismo e para regular a pressão arterial e glicose no sangue. 


Recentemente, a planta tem despertado interesse ocidental, e tem sido comercializada em lojas de alimentos saudáveis, mercados e farmácias, utilizado também em fórmulas manipuladas, em uma variedade imensa de utilização e preparo. Diversos livros promovem o Ginseng como um tônico saudável, estimulante e afrodisíaco. 

Na prática esportiva, o Ginseng é utilizado para melhorar o desempenho de atletas, aumentar a força física, restaurar o QI, melhorar a saúde global, melhorar a imunidade e aumentar a vitalidade, além da atividade antioxidante. Muitas das afirmações sobre a influência em atletas baseiam-se em estudos realizados na década de 1960 e de 1970 quando a erva ganhou grande força e passou a ser consumida por atletas e praticantes de atividade física, com o propósito de melhores resultados. Especula-se, ainda, que o ginseng pode atuar na redução da lesão muscular e da inflamação após o exercício. 

Em contrapartida, estudos sugerem que o ginseng pode causar distúrbios digestivos e interagir com diversos medicamentos, insulina, digoxina e anticoagulantes. 

Consulte sempre um profissional apto a sanar dúvidas e a prescrever sua utilização de forma consciente! 

Postado por: Daniela Alvarenga e Elineides Silva 

Referências: 

Cabral de Oliveira, A.C., A.C. Perez, G. Merino, J.G. Prieto, and A.I. Alvarez. Protective effects of Panax ginseng on muscle injury and inflammation after eccentric exercise. Comp. Biochen. Physiol. C. Toxicol.. Pharmacol. 2001 

Eschbach, L.F., M.J. Webster, J.C. Boyd, P.D. McArthur, and T.K. Evetovich. The effect of Siberian ginseng (Eleutherococcus senticosus) on substrate utilization and performannce. Int. J. Sport Nutr. Exerc. Metab. 2000. 






O cereal triticale



O triticale é um cereal resultado da hibridação de duas espécies distintas, o trigo e o centeio apresentando características de rusticidade (como no centeio) e a qualidade panificável (como no trigo).

É um cereal resistente e no início do seu cultivo, tinha o objetivo de substituir o trigo na alimentação. Este alimento é muito utilizado para a alimentação de animais (suínos e aves), porém o consumo humano foi ampliado, aumentando as opções de cereais integrais para a dieta.

O grão e a farinha de triticale são utilizados mesclada com a farinha de trigo na produção de massas, pães e biscoitos, principalmente em alimentos naturais (health foods).

O destaque na sua composição são as fibras (solúvel e insolúvel) presentes no endosperma e na parede celular do grão. Consumir alimentos que possuem o triticale e outros cereais integrais em uma dieta adequada e balanceada auxilia com eficiência na redução de doenças como a síndrome metabólica, o diabetes mellitus do tipo 2, controle do metabolismo lipídico e prevenção de doenças relacionadas ao coração.  

REFERÊNCIA:  

FAGUNDES, M.H. Sementes de triticale. Conab, fev.2003 [Internet]. Disponível em: <http://www.conab.gov.br/conabweb/download/cas/especiais/triticale_semente.pdf> Acesso em: 01 dez. 2011.

Triticale IAC2 Tarasca. Boletim técnico-informativo do Instituto Agronômico. O Agronômico, v.51, n.1. 1999 [Internet]. Disponível em: <http://www.iac.sp.gov.br/OAgronomico/511/cultivaresiac/Triticale.htm>. Acesso em: 01 dez.2011.

FUJITA, A. H; FIGUEROA, M. O. R. Composição centesimal e teor de β – glucanas em cereais e derivados. Campinas, v.23, n.2, p.116-120. 2003.

Postado por: Gabriela Senedez