sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012







Entenda um pouco mais sobre o 
Refluxo Gastroesofágico



 A doença do refluxo é um dos distúrbios gastrointestinais mais comuns, sendo um dos principais sintomas a pirose (sensação de queimação da região do estômago, estendendo-se até a base do pescoço ou para a garganta).
Nas últimas décadas tem sido observado o aumento da incidência da doença e de suas complicações. As razões para isto não são plenamente conhecidas, entre elas estão: mudança na dieta, uso frequente de medicações que reduzem a pressão do esfíncter esofagiano inferior, tabagismo, etilismo, diminuição da prevalência da infecção pelo Helicobacter pylori e excesso de peso.
Existem pesquisas que demonstram que indivíduos obesos têm maior risco de desenvolver refluxos e suas complicações. Como parte importante do tratamento os pacientes são orientados a perder peso.   
 

Freqüência do Refluxo Gastroesofágico:

- Uma das situações ideais para ocorrer refluxo é quando o indivíduo faz uma refeição e logo se deita.
- Em pé, a gravidade ajuda a impedir a migração do conteúdo gástrico para o esôfago;


Fatores que podem contribuir:

- Café, álcool, refrigerantes, chocolate, suplementos de cálcio e quantidade excessiva de suplementos de Vitamina C são estimulantes de secreção de ácido gástrico;
- Alimentos ricos em gordura.
- Tabagismo, obesidade e a ingestão crônica de antiinflamatórios;
- Gravidez.


Como evitar:

- Evite comer até duas horas antes do horário de dormir;
- Evite refrigerantes com cafeína, chocolate e hortelã;
- Evite comidas apimentadas;
- Evite alimentos ácidos, como laranja, limão, abacaxi;
- Evite frituras e comida gordurosa;
- Evite leite, exceto o livre de gordura;
- Evite usar roupas apertadas, pois aumentam a pressão no abdômen;
- Evite o uso de álcool;
- Evite o uso contínuo de antiinflamatórios;
- Evite o uso de tabaco.


O diagnóstico da doença do refluxo é baseado nos sintomas do paciente, mas sempre deve ser confirmado com a realização de exames como a endoscopia digestiva alta, a pHmetria e manometria do esôfago.



Postado por: Juliana Leal e Débora de Oliveira.


Referências Bibliográficas:

MARCHESINI, J.B. Doenças do Refluxo Gastroesofásico. Atheneu, 1996.

BICCAS, B. N. EPONINA, M. O. L. Maior prevalência de obesidade na doença do refluxo gastroesofagiano erosiva. São Paulo, jan/ mar. 2009.

Alimentação e Digestão: Influência na Qualidade do treino





Recomenda-se antes dos treinos o consumo de alimentos de alta digestibilidade pois o que é ingerido antes será usado como fonte de energia pelos músculos terá grande influência no rendimento do seu treino . Para isso deve-se levar em consideração aspectos como o tempo e velocidade de digestão de cada individuo e a digestibilidade de cada nutriente. Por isso o planejamento dietético deve respeitar horários para que o desempenho de praticantes de atividade física e atletas seja otimizado.
Os carboidratos simples como massas, cereais de milho, batatas e outros são digeridos mais rapidamente,por isso são recomendados em maior quantidade antes do treino, pois disponibilizarão energia necessária para um bom treino podendo ser consumido de 30 a 40 minutos antes do treino de acordo com as condições digestivas de cada um.
Uma disponibilidade adequada de carboidratos é imprescindível para o treinamento e o sucesso do desempenho atlético. Como o gasto energético durante o exercício aumenta em 2 a 3 vezes, a distribuição de macronutrientes da dieta se modifica nos indivíduos ativos e nos atletas.
O processo de digestão permite ao sistema digestório transformar o alimento para que seus nutrientes sejam absorvidos pela corrente sanguínea e levados às células, para desempenhar suas funções. Esse sistema é composto por boca, esôfago, estômago, fígado, vesícula biliar, pâncreas e  intestinos delgado e grosso.Pessoas com problemas como refluxo, gastrite e outros problemas digestivos devem ficar atentas e procurar um acompanhamento médico e nutricional.
Os treinos devem ser programados de preferência com uma hora de intervalo depois das refeições principais como almoço e jantar, por conterem vários grupos de alimentos (proteínas,fibras,carboidratos e gorduras) são muito volumosas e o esvaziamento gástrico tende a ser lento, isso pode gerar um desconforto muito grande e mal estar dependendo da atividade praticada, pois o sangue que atua no estômago durante a digestão será desviado para os músculos.Bebidas durante essas refeições devem ser evitadas, ou serem ingeridas em pequenas quantidades, pois elas aumentam ainda mais o volume gástrico (os refrigerantes e bebidas com gás mais ainda), e  podem interferir na absorção dos nutrientes, resultando em baixo rendimento.
Proteínas, gorduras e fibras levam mais tempo para serem digeridas por conta de suas estruturas. Não é interessante o consumo de fibras em grande quantidade antes do treino, pois essas retardam ainda mais o esvaziamento gástrico, e estimulam a fermentação,ação das bactérias intestinais e aumentam movimentos peristálticos do intestino podendo causar gases e desconforto abdominal. Apesar das proteínas terem digestão lenta, dependendo da duração e intensidade do treino pode ser interessante ingerir proteínas no pré-treino como em treinos de curta duração e intensidade moderada, já em treinos de longa duração não há necessidade.

Referências:
Ana Cristina Castilho, Digestão e Atividade Física, Disponível em: http://WWW.bbel.uol.com.br/qualidade-de-vida/post/digestão-e-atividade-fisica.aspx  , acesso em 17/02/2012

Anderson Luiz da Silva et al, A influencia dos carboidratos antes, durante e após treinos de alta intensidade, Revista Brasileira de Nutrição, 2008. Disponível em: http://www.sncsalvador.com.br/artigos/influencia-carboidratos-antes-durante-e-apos-treinos-de-alta-intensidade.pdf  Acesso em: 17/02/2012 


Publicado por: Amanda Curti Aspasio e Fau Beydoun

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012




A Influência do Níquel na Alimentação


O níquel é um dos metais mais tóxicos da tabela periódica, estando relacionado a numerosos problemas de saúde.
           
Ele está presente no ar que respiramos, na água que ingerimos, no cigarro, em utensílios de cozinha (panelas, colheres, escumadeiras, etc) e até em alguns alimentos. A sensibilização ao níquel representa uma das principais causas de dermatite de contato alérgica.

Em pequenas quantidades o níquel é necessário ao organismo do ser humano. Não é um composto tóxico cumulativo, mas em grande quantidade o mesmo se torna prejudicial.

Existe um número significativo de lesões cutâneas em locais que não estão em contato direto com o metal. A dermatite ao níquel tem merecido particular atenção, pois existem alguns alimentos com alto teor do mineral que podem agravar a patologia. Segue abaixo alimentos com alto teor de níquel:

                  
Frutas

Pêra, cereja, pêssego, banana.

Leguminosas

Soja, amendoim, ervilha e feijões.

Verduras

Aspargo, salsa, cebola, alface, cogumelos, espinafre e tomate.


Produtos lácteos

Soro lácteo, queijos e margarina
Peixes

Arenque, atum, sardinha e cavala.

Crustáceos

Lagosta, camarão, caranguejo, ostras e mexilhão

Molhos para saladas

Ketchup, vinagre e soja.

Bebidas

Café, chá, cacau, sumos de fruta (sobretudo frutos ácidos), vinho e cerveja.


Fermento em pó, todos os alimentos enlatados, vegetais conservados, todos os alimentos cozidos em utensílios de níquel.


Nos alimentos de origem vegetal, o conteúdo em níquel é extremamente variável, resultando de uma grande diversidade da sua presença na composição dos diferentes solos. Os vegetais são habitualmente tolerados quando cozidos.

Estudos mais recentes mostram que o perigo de contaminação durante o processamento industrial não foi ainda completamente investigado. Contudo, os alimentos enlatados e os vegetais conservados devem ser ingeridos com moderação.



Postado por: Débora de Oliveira e Juliana Leal.




Referências Bibliográficas:

CARRAPATOSO, I. LOUREIRO, G. Dermatite endógena induzida pela ingestão de níquel. A propósito de dois casos clínicos. Revista portuguesa de imunoalergologia, 2004.


QUINTAES, K. Utensílios para alimentos e implicações nutricionais. Revista Nutri, Campinas, set/ dez, 2000.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012




Fatores Antinutricionais

Existem diversas substâncias presentes nos alimentos que podem interferir na assimilação (biodisponibilidade) de alguns nutrientes importantes para a saúde.

Um dos principais fatores antinutricionais são: o fitato e o oxalato que podem ser encontrados em diversos tipos de vegetais e grãos.

Fitato

É um composto responsável pelo estoque de energia do grão, o qual faz o armazenamento de fósforo. A energia que o fitato oferece é essencial para a germinação do grão, que na fase inicial da mesma não conseguiria realizar a fotossíntese para produzir energia.

Efeito Negativo

Em grandes quantidades o fitato pode interferir negativamente na absorção (biodisponibilidade) de minerais (zinco, ferro, cálcio), ou seja, seria como estivéssemos ingerindo menos cálcio, ferro e zinco.

Efeito Positivo

Algumas pesquisas mostram efeitos benéficos na redução de colesterol, triglicérides, controle excesso de ferro no intestino e prevenção e câncer de cólon. O fitato também consegue reduzir a toxicidade de metais pesados ingeridos como o cádmio e chumbo, já que inibe a sua absorção.

Os principais alimentos que contém fitatos são: feijões, soja, amendoim, batata, batata doce, couve, repolho e espinafre.


- Como reduzir, em casa, o teor de fitato ingerido?

·        Molho na água

O fitato se dissolve na água, podendo ser facilmente reduzido no remolho. Exemplo: feijões, soja, grão-de-bico, entre outros.

·        Alimentos ricos em vitamina C

A vitamina C consegue reduzir os efeitos de fitato.

Exemplo: o consumo de uma laranja após a refeição é suficiente para aumentar a absorção de ferro.

·        Probióticos

São os microorganismos benéficos, como o Lactobacillus e uma das suas funções é melhorar a absorção de minerais.


O uso de alimentos integrais e vegetais promovem diversos benefícios à saúde, lembrando que os mesmos podem conter fitato que reduz a absorção de minerais, mas esse feito por de ser reduzido pelos métodos descritos acima.

Afinal uma dieta equilibrada e saudável deve conter todos os grupos de alimentos, desde que combinados de forma adequada!



Postado por: Débora de Oliveira e Juliana Leal




Referência Bibliográfica:

SLYWITCH, E. Guia Prático: Alimentação sem Carne. 2 ed. São Paulo: Alaúde, mai/2010.pg. 99-103.

SILVA, M. R. SILVA A. P. Fatores antinutricionais: inibidores de proteases e lectinas. Revista. Nutri, Campinas. jan/abr/2000.

IMC : Ponto de Partida para uma Vida Saudável





O Índice de Massa Corporal (IMC) é uma fórmula que indica se uma pessoa está acima, abaixo do peso, obeso ou no peso ideal. O IMC não é aplicável para crianças. A fórmula para calcular o Índice de Massa Corporal é: IMC = peso / (altura)2

A Organização Mundial de Saúde usa um critério simples:

Condição
IMC em adultos
Baixo peso
abaixo de 18,5
Peso ideal
entre 18,5 e 25
Sobrepeso
entre 25 e 30
Obesidade
acima de 30










 
Há alguns problemas em usar o IMC para determinar se uma pessoa está acima do peso. Por exemplo, pessoas musculosas podem ter um Índice de Massa Corporal alto e não por excesso de gordura e sim pela quantidade de massa muscular. Para avaliar a condição física de pessoas com esse perfil são usados outros métodos, tais como a bioimpedância, densitometria óssea e a aferição de dobras cutâneas. Esses métodos permitem avaliar separadamente a quantidade de massa muscular, gordura, água e ossos, ou seja, uma avaliação mais específica do que o IMC que é um método rápido e superficial.. Outra questão é que além do grau de gordura, a sua distribuição regional no corpo interfere nos riscos associados ao excesso de peso. O excesso de gordura abdominal representa maior risco do que o excesso de gordura por si só. Esta situação é definida como obesidade andróide, ao passo que a distribuição mais igual e periférica é definida como distribuição ginecóide com menores implicações à saúde do individuo, outro fator não avaliado no IMC.

Mas o uso do IMC é muito importante como ponto de partida para as pessoas perceberem o próprio corpo, se preocupar e buscar um modo de vida mais saudável, uma melhor alimentação, a prática de exercícios físicos e buscar maior qualidade de vida.

Como o IMC é um método prático para mapear o perfil corporal é possível que em pouco tempo seja feito isso com um grande número de pessoas,o que ajuda muito em certos tipos de pesquisas, como as relacionadas a ocorrência da obesidade de forma epidêmica.



Referências:

MINISTÉRIO DA SAÚDE, Secretaria de Atenção Básica à saúde,  Departamento de Atenção Básica- Caderno de atenção básica, Brasília, 2007.

Índice de Massa Corporal –IMC, Peso Saudável e Ideal. Copacabana Runners, disponível em: http://www.copacabanarunners.net/imc/html, acesso em: 15/02/2012

Postado por: Amanda Curti Aspasio e Fau Beydoun

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012




Atletas x Longevidade

                
A necessidade de aumentar a longevidade dos atletas, a maior indicação terapêutica de atividade física e o próprio aumento do número de pessoas que querem aproveitar seus benefícios fazem com que os aspectos preventivos devam ser observados cada vez mais pela medicina esportiva.

Sendo assim a interação dos aspectos cognitivos, capacidades físicas e psicológicas são baseadas no desempenho esportivo de cada pessoa, onde os fatores externos associados levam à aptidão física.

A maior parte das atividades físicas levam a uma sobrecarga em um algum ponto do aparelho locomotor, mas com treinamento constante não passa ser  um processo patológico.

A atividade física intensa aumenta a formação de radicais livres e quando não são devidamente neutralizados podem prejudicar o desempenho do atleta. O consumo de alimentos antioxidantes, como:

- Vitamina C: laranja, tangerina, pitanga, acerola, entre outros;

- Vitamina E: óleos vegetais (milho, girassol, soja, etc), nozes, entre outros.

- Vitamina A: alimentos alaranjados (mamão, cenoura, manga, laranja);

- Selênio: castanha-do-pará, salmão, farinha de centeio, fígado, entre outros.


                                                          podem prevenir o envelhecimento precoce!




Postado por: Juliana Leal e Débora de Oliveira




Referências Bibliográficas:

PEDRINELLI, A. Aspectos preventivos do esporte. Texto de apoio de especialização da atividade física adaptada e saúde. Disponível em: http://www.luzimarteixeira.com.br. Acesso em: 14/02/2012.

BANCHI, M.L. ANTUNES, L. M. G. Radicais livres e os principais antioxidantes da dieta. Revista Nutri Campinas, mai/agost.1999.



Treinamento de endurance para crianças e adolescentes

Exercícios de endurance são atividades físicas aeróbicas como correr, pedalar, etc. Nesta prática esportiva ocorre a depleção de glicogênio muscular e hepático. A fase crítica para o desenvolvimento da endurance encontra-se entre 10-12 e 17-18 anos de idade, onde passam por um período de transição de características (anatômicas e funcionais).
Crianças a partir de 10 anos, possuem uma melhor coordenação dos movimentos, melhor domínio corporal, acompanhado de um aumento progressivo da capacidade de força e endurance. Além disso, a criança ainda sente a necessidade de melhorar sua habiliadade física para adquirir maior confiança.
Nessa idade, a educação motora é fundamental para a criança a aprender corretamente os movimentos, sendo assim ela encontra o momento propício para a aprendizagem.
Entre os 11-12 anos de idade, ocorre a entrada da puberdade, caracterizando crescimento acelerado.  É nessa fase que irá ocorrer um rápido ganho em peso e estatura, onde o atleta irá se ajustar às suas novas proporções corporais. Nesse início de puberdade, o nível da endurance é elevado.
Em programa de treinamento de endurance para crianças (10-11 anos de idade) é presciso considerar as diferenças fisiológicas de cada organismo durante a fase de crescimento, pois um dos principais cuidados refere-se à aplicação de cargas de orientação anaeróbias e  sistema locomotor passivo (ossos, tendões e ligamentos).
Sendo assim, nessa fase deve-se tomar cuidado com as influências dos fatores emocionais, pois é um periodo de variações constantes e afirmação da identidade, ou seja, podem ocorrer frustações  no atleta pela incapacidade de realização, onde o mesmo pode acabar desistindo do esporte, por mais que tenha talento.

Postado por:  Juliana Leal e Débora de Oliveira


Referências Bibliográficas

AUGUSTI, M. Treinamento de endurance para crianças e adolescentes. Especialização em Fisiologia do Exercício e Treinamento Desportivo  Universidade Federal de São Paulo - Escola Paulista de Medicina  (Brasil). Revista Digital, jun/2011. 


Gripes, lesões e contusões atrapalham a performance: Um lema de atleta.




O exercício físico pode aumentar ou diminuir o processo imunitário e aumentar as probabilidades de contrair infecções nas vias respiratórias superiores (IVRS) ou outras infecções. Mas, ao que parece, o fator preponderante é o nível de estresse que a atividade física pode desenvolver. A alimentação pré e pós treino também é fator determinante na manutenção do sistema imune. Atenção especial para a chamada “Janela de Oportunidades”, como é chamado o período em que o organismo está mais estimulado para realizar síntese protéica e síntese de glicogênio muscular e hepático (estoque de glicose no músculo e no fígado),mas também está mais suscetível a contrair de infecções como a gripe, pesadelo dos atletas principalmente em épocas de competição.é como se  nesse momento a “guarda baixasse”.

 O consumo adequado de proteínas de alto valor biológico imediatamente após do treino, como se sabe, viabiliza o fornecimento de aminoácidos essenciais responsáveis pela construção e fortalecimento muscular, além de favorecer a produção de enzimas específicas e estruturas celulares adaptativas. Nesse momento também,a medida certa de carboidratos de alta absorção garantem a recuperação dos estoques de glicogênio, tudo isso prepara o atleta para o treino seguinte, nunca esquecendo  que a nutrição pré e pós treino deve conter os compostos antioxidantes , que são substancias capazes de retardar ou inibir o processo oxidativo , podem agir bloqueando a formação de radicais livres , ou interagindo com eles  tornando-os inativos. Se esses radicais não são neutralizados podem iniciar um processo destrutivo nas células e tecidos, chamado de estresse oxidativo, levando a diminuição do rendimento, fadiga, estresse e queda da função imunológica.

Outro pesadelo que assombra a vida de atleta são as Lesões e Contusões,  pois são muito comuns e dependendo da gravidade pode acabar prejudicando seu desempenho nas atividades físicas ou até acabar por encerrar sua carreira.

As lesões por muitas vezes são decorrentes de despreparo pré e pós treino, esforço excessivo e contínuo, no exagero em busca da perfeição na performance sem respeitar os limites do corpo. As lesões e contusões mais comuns no esporte ocorrem nas articulações, músculos e ossos.As lesões não podem nunca serem negligenciadas, o individuo deve de pronto se encaminhar ao tratamento adequado com médicos e fisioterapeutas especializados, para que conseqüências mais graves não levem a uma situação incurável, e a volta aos treinos deve ser coordenada pelos especialistas.Quanto a nutrição , durante o período de recuperação a dieta deve ser remanejada já que o atleta não manterá o mesmo gasto calórico, porém tem de consumir nutrientes balanceados para uma melhor e mais rápida recuperação e evitar o ganho de peso durante este período.

Como podemos perceber para manter o corpo em condições adequadas para qualquer tipo de atividade física, principalmente os atletas que tem maior exigência de seu corpo. É importante para evitar esse tipo de problema é fazer alongamento, aquecimento, respeitar os limites do corpo, parar sempre que sentir qualquer tipo de dor e fazer uma alimentação balanceada para suprir todas as necessidades do corpo em energia, vitaminas e minerais.


Referências:

ELCHNER E.R. Moléstias infecto-contagiosas e Prática de Esportes. Sports Science Exchange. Gatorade Sports Science Institute , v. 8, n. 3, jan/fev/mar. 1995. Disponível em: http://www.gssi.com.br/. Acesso em 14.02.2012

LOIOLA Miriam, Janela de Oportunidades, Revista Movimento Muscular, julho 2011, disponível em:     http://www.neonutri.com.br/mostra_fiquesabendo.asp?codigonoticia=362. Acesso em: 14/02/2012

INSTITUTO DE JOELHO E OMBRO, disponível em: http://www.institutodojoelhoeombro.com.br/duvidas.htm#nutricao Acesso em 14/02/2012

Postado por : Amanda Curti Aspasio e Fau Beydoun

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Ginástica Olímpica e a Alimentação







A ginástica olímpica e a ginástica rítmica, são caracterizadas como modalidades de essência feminina, que supervalorizam a imagem corporal , tendo a estética e o baixo peso como critério na obtenção de bons resultados em competições.

Estudos realizados com atletas adolescentes entre 11 e 14 anos mostram que elas têm menor ingestão calórica do que adolescentes na mesma idade que não praticam atividade física. Isso chama atenção para uma questão importante, a má alimentação nessa fase da vida prejudica o crescimento e o desenvolvimento.

Devido ao desconhecimento em relação às especificidades que a prática esportiva impõe, algumas atletas comprometem a própria saúde e esforçam-se para alcançarem ou manterem uma meta inadequada de peso corpóreo, com um percentual de gordura tão baixo quanto possível.

Como o treinamento é sempre muito intenso, e podem ter períodos de até quatro horas seguidas de treino, muitas vezes sem intervalo , com técnicos muito rígidos , movimentos muito complicados que exigem uma prática exaustiva, em busca da perfeição, a alimentação acaba ficando para escanteio o que faz com que essas atletas tenham uma dieta desequilibrada por falta tempo suficiente para se alimentar e atingir as recomendações de ingesta diária para um atleta de intenso gasto calórico. 

Com a falta tempo a única solução para tentar suprir essas necessidades nutricionais, seria o uso de suplementos de fácil acesso durante o treino, que tenha boa biodisponibilidade e rápida absorção e não cause desconfortos para melhor performance.

Alguns exemplos desses suplementos são os carboidratos em gel, Waxi Maize, maltodextrina, dextrose, poli vitamínicos e repositores hidroeletrolíticos.



Referências Bibliográficas:

RIBEIRO, B.G., SOARES, E.A. Avaliação do estado nutricional de atletas de ginástica olímpica do Rio de Janeiro e São Paulo. Revista de Nutrição, Campinas, v.15, nº2, Maio/Agosto de 2002.

Viebig, et al. Estudo antropométrico de ginastas rítmicas adolescentes. Revista Digital - Buenos Aires - Ano 10 - N° 94 - Março de 2006

           

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Enriqueça sua Alimentação



OS TRÊS CONCEITOS PRINCIPAIS DE UMA ALIMENTAÇÃO EQUILIBRADA SÃO: 

Equilíbrio
Uma alimentação equilibrada inclui alimentos de todos os grupos, para fornecer todos os nutrientes necessários. (O número de porções por grupo depende da idade, do sexo e do nível de atividade física.) 

Variedade
Não existe um alimento único que seja capaz de fornecer todos os nutrientes necessários. Uma alimentação variada inclui alimentos de todos os grupos e assim respeitará as recomendações alimentares publicadas. 

Moderação
A seleção cuidada de alimentos ajuda no controlo de calorias, gorduras, gorduras saturadas, colesterol, sal (sódio) e açúcar. 

Enriqueça sua alimentação
  • Sempre que possível inclua porções variadas de frutas e/ou vegetais em suas refeições, aumente a variedade para aumentar a oferta de nutrientes;
  • Dê preferência, sempre que possível, para alimentos integrais como pães, arroz, granolas, mesmo que você não consuma diariamente é melhor que nada;
  • Inclua em sua refeição diária uma banana e uma laranja, são alimentos simples, de fácil acesso e que colaboram com vitaminas do complexo B e C entre outros nutrientes;
  • Procure variar entre carnes brancas e vermelhas. Lembre-se das opções de proteína texturizada de soja e dos ovos, que são boas escolhas de proteínas;
  • Sempre que possível inclua arroz e feijão em sua alimentação, é uma ótima combinação para a saúde, contribui com proteínas, ferro, fibras e vitaminas;
  • Prefira água, sucos naturais ou uma limonada (simples e rica em vitamina C, do que refrigerantes e sucos artificiais, pois eles não contribuem com nenhum outro nutriente a não ser o açúcar. Mesmo que seja light ou diet, pois não oferecem nenhum benefício, ao contrário da água e dos sucos naturais.

Postado por Daniela Alvarenga e Elineides Silva 

Referências: 

FAHRNOW, I. M., FAHRNOW, J. Os Cinco Elementos na alimentação. Editora agora, 2003 

FAO. Dietary fats and oils in human nutrition; report of an expert consultation. Rome, 1980. (FAO Food and Nutrition Series, 20). 

FUNDAÇÃO GETÚLIO VARGAS. Balanço e disponibilidade interna de gêneros alimentícios de origem vegetal. Rio de Janeiro, 1991.

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Leite e suas variações


Se acrescentarmos a importância nutricional do leite como
 alimento, estaremos diante de um dos produtos mais importantes da agropecuária brasileira. O leite é rico em uma grande quantidade de nutrientes essenciais ao crescimento e  manutenção de uma vida saudável. A indústria de laticínios tem potencializado o valor nutritivo do produto. 
Existem no mercado uma série de bebidas lácteas enriquecidas com vitaminas, minerais e ômegas (tipo essência de gordura que reduz os níveis de colesterol). 

Quanto ao seu teor nutricional, o leite pode ser: 
  • Integral: tem conteúdo em gordura igual a 3% 
  • Leite desnatado: conteúdo gorduroso inferior a 0.5% 
  • Semi-desnatado: com um conteúdo gorduroso entre 0.5 e 2,9% 
  • Saborizado: é o leite açucarado ou edulcorado à que se adicionam sabores tais como morango, cacau em pó, canela, baunilha, etc. Normalmente são desnatados o semi desnatadas. 
  • Leite em pó ou Liofilizado: leite do qual se extrai 95% de água mediante processos de atomização e evaporação. Apresenta-se num pó de cor creme. Para seu consumo, só é preciso adicionar água. 
  • Leite condensado, concentrado ou evaporado: deste leite, a água foi parcialmente extraída e ele tem aspecto mais espesso que o leite fluido normal. Pode ter açúcar, adicionado ou não. 
  • Leite enriquecido: são preparados lácteos aos quais se adiciona algum produto de valor nutritivo como vitaminas, cálcio, fósforo, omega-3 etc. 
Quanto ao processo de obtenção: 
  • Leite UHT (temperatura ultra alta) 
Seu processo não é de pasteurização e sim de esterilização onde ocorre a eliminação de todas as bactérias patogênicas, deteriorantes e inclusive os esporos. É o que se chama de processo industrial e tambem de "longa vida", pois este processo de esterilização aumenta a durabilidade deste leite. O leite é aquecido à temperatura de 130 °C a 150 °C por 2 a 4 segundos. Não há neste processo nenhuma perda de nutrientes e vitaminas. 

É o tipo mais consumido e encontrado nos supermercados.
  • Leite tipo A 
Leite in natura, é retirado pela ordenha mecânica e vai direto para um tanque, onde é aquecido até 70-75°C e depois resfriado. Esse processo denomina-se pasteurização. Em seguida, vai para a máquina embaladora. Todo o processo é feito na própria fazenda, com o mínimo de contato humano. 

Devido à qualidade do processo, o leite Tipo A tem menos contaminantes, e portanto demora mais a estragar do que os leites B e C. 
  • Leite tipo B 

Assim como no leite tipo A, a ordenha deve ser mecânica. O local de armazenamento é mais sofisticado do que o tipo C, devendo ser sempre refrigerado (a aproximadamente 4°C). O processo industrial de pasteurização, bem como o envasamento, podem ser feitos em laticínio fora da fazenda. 

A mecanização contribui para a excelência na extração do leite tipo B, possuindo assim, menos contaminantes do que o leite tipo C. Como há transporte até o laticínio, há maior exposição ao ambiente do que no caso do leite tipo A. Assim fica com maior concentração de contaminantes e tem durabilidade intermediária entre os tipos A e C. 
  • Leite tipo C 
A ordenha pode ser manual ou mecânica. O leite pode ser armazenado em tanques não refrigerados antes de seguir para o laticínio onde será pasteurizado e envasado. 
Em relação aos microrganismos antes da pasteurização não tem limites e após a refrigeração pode ter até 150.000 UFC/ml. A tolerancia de Coliformes Totais é de 0,2/ml.

Postado por: Daniela Alvarenga e Elineides Silva

Referências:

Alais, C. Ciência do leite. Cía Editorial. México, 1971. 

Mahan LK, Escott SS. Alimentos, nutrição e dietoterapia. 9ª ed. São Paulo: Roca; 1998. 

Souci SW, Fachmann W, Kraut H. Food composition 
and nutrition tables. 5th ed. Stuttgart, Germany: Medpharm Scientific Publishers; 1994. 

KROGER, M.; WEAVER, J.C. Confusion about yoghurt - compositional and otherwise. Journal of Milk and Food Technology, Orange, v.36, n.7, p.388, 1973