segunda-feira, 23 de abril de 2012

Laranja: Um Alimento Funcional?





         Entre as frutas mais consumidas pela população brasileira está a laranja. O Brasil é o maior produtor mundial de laranja. Suas partes comestíveis são: casca, suco e albedo (bagaço). Entre seus nutrientes estão a vitamina C, os flavonoides (naringenina e hesperidina) e a fibra pectina.

         Alimentos funcionais são todos aqueles alimentos integrais, fortificados, enriquecidos ou modificados que forneçam benefícios à saúde além da oferta essencial de nutrientes (por exemplo, vitaminas e minerais), quando consumidos regularmente em quantidades adequadas como parte de uma dieta variada.

         Dentro desse conceito, atualmente alguns estudos vêm demonstrando que propriedades benéficas da laranja lhe atribuem características de um alimento funcional.

CASCA
         A casca de frutas cítricas, como a laranja contém quantidades importantes de flavonoides (naringenina e hesperidina). O consumo diário desses componentes foi associado, em estudos, à diminuição do risco de doenças cerebrovasculares tanto para homens e mulheres.   

         Além dos flavonoides, a pectina, uma fibra presente na casca, tem propriedades que reduzem o colesterol e está relacionada também, ao aumento do número de bactérias naturais do intestino, sugerindo um efeito prebiótico.

         A parte externa da casca da laranja utilizada em estudos apresentou propriedades anticancerígenas em relação ao tumor intestinal.

SUCO
         O efeito antioxidante e anti-inamatório do suco de laranja, foi comprovado por diminuição dos índices de radicais livres e outros marcadores inamatórios apresentados no sangue após o seu consumo juntamente com a refeição. Os pesquisadores atribuíram este efeito à presença da naringenina e hesperidina no suco. Além disso, um estudo demonstrou que o consumo de 750ml de suco de laranja diariamente por 4 semanas é capaz de aumentar o colesterol bom (HDL) .

         Outro nutriente presente é a vitamina C, no qual as frutas cítricas, em especial a laranja e seu suco, são ótimas fontes. A vitamina C (ácido ascórbico) é um dos nutrientes com função antioxidante (removedor de radicais livres, nutrindo e protegendo as células), além de apresentar efeito hipotensivo (diminuição da pressão) aumentando a dilatação dos vasos sanguíneos.

ALBEDO
         No albedo da laranja (bagaço), foi encontrado o maior teor de hesperidina em relação às outras partes da fruta.  Alguns achados indicam que a hesperidina diminui o colesterol total e os níveis de triglicerídeos. Além de provocar mudanças no perfil lipídico, esse flavonoide também possui ação antioxidante.

         Portanto, evidências comprovam que todas as partes comestíveis da laranja fornecem benefícios à saúde, além de fornecer nutrientes essenciais. Logo, a laranja se enquadra SIM na definição de alimento funcional.

         Então o consumo de todas as suas partes é sugerido sempre que possível, que levaria a uma ingestão muito maior de flavonoides e fibras quando comparado ao consumo somente da polpa da fruta.


Postado por Letícia Andrade e Vivian Giubine

Referências

RAMÍREZ. E. J. A.; HÜBSCHER. G. H. Laranja: em defesa de seu uso como alimento funcional. Nutrire: rev. Soc. Bras. Alim. Nutr.= J. Brazilian Soc. Food Nutr., São Paulo, SP, v. 36, n. 3, p. 79-91, dez. 2011.

Obesidade Infantil e Fatores Preventivos




        

        A obesidade é uma síndrome multifatorial que consiste em alterações fisiológicas,  bioquímicas, metabólicas, anatômicas, além de alterações psicológicas e socioeconômicas.                      Estudos indicam que um terço dos obesos pré – escolares e metade dos obesos da escola primária serão obesos na idade adulta.  


Fatores que influenciam a obesidade:

  • Desmame precoce;
  • Introdução inadequada de alimentos;
  • Distúrbios do  comportamento alimentar ;
  • Hábito alimentar da família;
  • Períodos de aceleração no crescimento;
  • Mídia;
  • Atitude de amigos.


Recomendações Nutricionais

Prefira
Evite
Assados, grelhados ou cozidos
Frituras e alimentos industrializados
Sucos naturais e água
Refrigerantes
Frutas legumes e verduras
Doces e salgadinhos


Outras recomendações

       Praticar  atividades  físicas,  participação da família nas refeições e educação nutricional, não se alimentar assistindo televisão,  escolher ambiente tranquilo para as refeições,  mastigar bem os alimentos e fazer 6 refeições ao dia de 3 em 3 horas.

Postado por: Andressa Ventura e Walkiria Guerreiro

 Referências Bibliográficas

GIUGLIANO, R; CARNEIRO, E. C. Fatores associados á obesidade em escolares. Jornal de Pediatria. v. 80, n. 1, p. 17- 22.Rio de Janeiro, 2004.

SIMON, V. G.N, et al. Prevalência de sobrepeso e obesidade em crianças de 2 a 6 anos matriculados em escolas particulares no Município de São Paulo. Revista Brasileira de Crescimento e Desenvolvimento humano. V.19, n.2, p. 211- 218. São Paulo, 2009

sexta-feira, 20 de abril de 2012

Amamentação: A Importância e alguns Mitos e Crenças









         O leite materno é o alimento ideal para o bebê, isto é explicado pelo fato de existir em sua composição, propriedades nutricionais e imunológicas que protegem o recém-nascido de infecções, diarreia e doenças respiratórias, além disso, o leite materno permite que o bebê cresca e se desenvolva com saúde, fortalecendo o vínculo mãe-filho e reduzindo o índice de mortalidade infantil.
         A amamentação exerce um efeito protetor contra doenças no início da vida do bebê, além disso, estudos dizem que ela pode ajudar a reduzir o risco de doenças crônicas, como a doença celíaca, doença de Crohn, colite ulcerativa, linfoma, diabetes mellitus e alergia alimentar, entre outras.
        No que se refere à família, as vantagens da amamentação estão relacionadas com o custo, praticidade e o estímulo ao vínculo do da mãe com o filho.


-A CRENÇA DO LEITE FRACO

            Muitas mães alegam que seu leite é fraco,  e hoje em dia, é uma das principais causas da complementação com alimentos precoce, isto se deve principalmente ao fato da comparação feita entre o leite de vaca e o leite materno.
            A aparência aguada do leite materno, principalmente do colostro, faz com que a mãe considere seu leite inferior, acreditando que não serve para alimentar seu filho.

Esta crença é FALSA

            É muito importante lembrar que o leite humano contém todos os nutrientes que a criança necessita, além disso a digestão dele é fácil, e seu aspecto mais aguado é uma característica normal, portanto o leite materno está sempre em boas condições para o consumo da criança.



-O MITO “O LEITE MATERNO NÃO MATA A SEDE DO BEBÊ”

     É muito observado hoje em dia que as mães introduzem água, sucos e/ou chás precocemente na alimentação do bebê, antes dos seis meses de idade.

     
Este mito é FALSO

            O leite materno contém a quantidade exata de água que uma criança necessita, mesmo que o dia esteja quente, não é necessário ofertar outro líquido ao bebê.


          É MUITO IMPORTANTE SABER que o leite materno é a primeira alimentação humana e também é fonte de muitos nutrientes para as funções do organismo do bebê, por isso é considerado o melhor alimento para os bebês.


Postado por Vivian Giubine


Referências

MARQUES, E. S.; COTTA,R. M. M.; PRIORE, S. E. Mitos e crenças sobre o aleitamento materno. Ciência & Saúde Coletiva, 16(5):2461-2468, 2011
         
MORGANO, M. A. et al. Composição mineral do leite materno de bancos de leite. Ciênc. Tecnol. Aliment., Campinas, 25(4): 819-824, out.-dez. 2005

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Dopagem no Esporte: Definição, Um pouco de História e Algumas Substâncias





        O uso de substâncias químicas para melhorar artificialmente o desempenho em atividades físicas caracteriza a dopagem. Essa conduta é comum em diversos meios da sociedade e por isso tem se tornado cada vez mais comum entre os esportistas, apesar dos esforços pelo contrário.
  
        Existem alguns fatos que contribuem para essa situação como a supervalorização dos eventos esportivos e à consequente vontade dos atletas em vencer a qualquer custo, utilizando para isso qualquer recurso, seja ele ético ou não.

        Infelizmente, o uso de substâncias químicas para tentar obter benefícios físicos não é um acontecimento recente. Talvez a primeira morte relacionada ao uso de drogas no esporte que se têm notícia seja a de um ciclista em 1896, cujo treinador foi acusado de oferecer estricnina (substância altamente tóxica) na tentativa de melhorar seu rendimento.

        O controle antidoping tem sido a forma mais consciente de tentar minimizar este grave problema, e tem por base a identificação de qualquer substancia considerada doping em amostras biológicas (sangue e urina, por exemplo) fornecidas pelos atletas em competição ou durante a fase de treinamento. Nos regulamentos elaborados pelos responsáveis pelo controle antidoping consta uma lista de substâncias e métodos proibidos.

        Atualmente as classes das substâncias são:

        Estimulantes: agem promovendo um aumento do estado de alerta diminuindo a sensação de cansaço. Exemplos incluem a cafeína, anfetaminas e a cocaína.

        Narcóticos: substâncias derivadas do ópio (suco extraído dos frutos da papoula) ou seus substitutos. Estão relacionados ao objetivo de mascarar a dor, possibilitando a participação em uma competição mesmo com uma lesão física. Dentre alguns deles estão a heroína e a morfina.

        Agentes anabólicos: utilizados para aumentar o desempenho. Os esteroides endógenos, como a testosterona, são os preferidos devido a dificuldade na detecção de seu uso.

     Diuréticos: têm por finalidades alterar as concentrações de substancias proibidas na urina para “mascarar” sua presença e a redução de peso rápida passageira, possibilitando a colocação do atleta em categoria inferior e assim competir em condições vantajosas sobre os outros.

        Além dessas substâncias, com o desenvolvimento da tecnologia capaz de produzir hormônios sintéticos têm se verificado uso acentuado destes por atletas com a finalidade de dopagem. Entre os proibidos, está a classe dos “Hormônios Pepíticos, Miméticos e Análogos”, que incluem alguns exemplos como: gonadotrofina coriônica (hCG), hormônio luteinizante (LH), hormônio do crescimento (GH) e insulina.

        Por fim, o uso de qualquer recurso com a finalidade do doping contraria os fundamentos da filosofia desportiva como disciplina, dedicação e lealdade e competitividade. Além disso, e principalmente, a dopagem representa um risco para a saúde de quem faz uso dela, pois a probabilidade de efeitos tóxicos é muito grande.

        Com certeza, o controle antidoping é a base para a redução de seu uso no esporte, entretanto, é necessário desenvolver outras ações, como esclarecimentos sobre a utilização excessiva de substâncias químicas para prevenção dessa prática.


Postado por: Letícia Andrade

Referências

YONAMINE, M.; SILVA, O. A. Dopagem no Esporte. In: TIRAPEGUI, J. Nutrição, metabolismo e suplementação na atividade física. São Paulo: Editora Atheneu, 2005, cap. 17, p. 189-197.

AQUINO NETO, F R. O papel do atleta na sociedade e o controle de dopagem no esporte. Rev Bras Med Esporte,  Niterói,  v. 7,  n. 4, ago. 2001.

            

Ômega 3





            Há grande interesse dos atletas pelo Ômega-3 (ácidos graxos poliinsaturados ), principalmente pelos ácidos   EPA ( ácido eicosaoentaenóico) e DHA  (ácido docosa-hexaenóico) derivados do ácido alfa – linolênico.
            Os ácidos graxos poliinsaturados necessitam estar no organismo em uma proporção adequada para apresentar efeitos benéficos. A relação dietética de Ômega 6 e Ômega 3 deve estar entre 3:1 a 5:1.
            Possuem efeitos hiperlipidêmicos,antitrombóticos e antiinflamatórios.
            Atletas competitivos treinam exaustivamente e essa rotina de exercícios leva o organismo a um alto desgaste, principalmente se for associada à inadequada ingestão alimentar. Estudos mostram que a suplementação  com  cápsulas de óleo de peixe (2,5 g/ dia) é eficaz.

Fontes de Origem Animal

 Melhores fontes
  • Atum;
  • Bacalhau;
  •  Truta.

 Outras fontes

  • Corvina;
  • Lambari;
  • Manjubinha;
  • Sardinha em conserva;
  • Sardinha frita;
  • Tilápia;
  • Fígado.

  
Fontes de Origem Vegetal

  • Couve manteiga;
  • Taioba;
  • Espinafre;
  • Almeirão;
  • Abacate;
  • Feijão;
  • Linhaça;
  • Soja;
  • Óleo de dendê;
  • Óleo de canola;
  • Óleo de girassol;
  • Óleo de milho;
  • Óleo de soja.


        O ômega-3 participa como auxílio terapêutico e na prevenção de doenças como: câncer de colón, doença cardiovascular, distúrbios psiquiátricos, doenças hepáticas, doenças inflamatórias e imunidade.

Postado por Andressa Ventura e Walkiria Guerreiro


Referências Bibliográficas

ANDRADE, P. M. M; et al. Suplementação de Ácidos Graxos Ômega 3 em Atletas de Competição: Impacto nos mediadores bioquímicos relacionados com o metabolismo lipídico. Revista Brasileira de Medicina no Esporte. v.12, n.6, p. 339-344. Rio de Janeiro. Novembro/ Dezembro. 2006.

DOLINSKY, M. Nutrição Funcional. Roca. 1ª ed. São Paulo. 2009.

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Benefícios da Atividade Física em Idosos


                                                                                                              



       A população idosa vem aumentando consideravelmente, devido a maior expectativa e qualidade de vida. Isso gera necessidades de mudanças na estrutura social para promoção da saúde.

       O envelhecimento é um fenômeno fisiológico, caracterizado pela perda de capacidade ao longo da vida, influenciado por diferentes variáveis, como genética, estilo de vida, alterações psico - emocionais.

       Baixos níveis de saúde na terceira idade  tem relação com depressão e angústia, baixos níveis de satisfação, qualidade de vida e bem estar.
       As dificuldades do idoso em realizar as atividades da vida diária, por problemas físicos, ocasionam dificuldades nas relações sociais, perda de autonomia, prejudicando a saúde emocional.

      O conceito de envelhecimento com sucesso inclui:

  • Evitar doenças e incapacidades
  • Manter uma alta função física e cognitiva
  • Participação em atividades sociais e produtivas.


        A atividade física é um importante meio de prevenção a doenças e possui inúmeros benefícios como:

  • Vigor e energia;
  • Redução da pressão arterial e dos níveis de colesterol;
  • Queima de calorias
  • Resistência cardiovascular;
  • Fortalecimento muscular e ósseo
  • Melhora da capacidade pulmonar
  • Flexibilidade e agilidade
  • Manutenção da postura e equilíbrio;
  • Diminui dores articulares;
  • Diminuição do uso de medicamentos
  • Alívio da  depressão, e ansiedade, aumento da auto - confiança e auto- estima.


Recomendação

        Siga sempre orientação de um profissional da saúde antes de iniciar atividade física.


        Postado por Walkiria Guerreiro e Andressa Ventura


Referências Bibliográficas

FRANCHINI, K. M. B; JUNIOR, R. M. M. Atividade física: uma necessidade para a boa saúde na Terceira idade - Perspectivas e controvérsias. Revista Brasileira em Promoção da saúde. v. 18, n.003, p.152- 156. Fortaleza. 2005.

Ministério da Saúde. Disponível em: http://dtr2001.saude.gov.br/pratique_saude/dicas.htm Acesso em: 18/4/2012.

terça-feira, 17 de abril de 2012

Exercício Físico e Diabetes Tipo 1





            O exercício físico traz uma serie de problemas que devem ser controlados. Durante a atividade física o risco de hipoglicemia (ausência de açúcar no sangue) e hiperglicemia (excesso de açúcar no sangue) aumenta consideravelmente. 
           
          É perigoso iniciar o exercício quando os níveis de glicose no sangue estão elevados e as cetonas estão presentes na urina, pois aumenta o risco de cetoacidose diabética (CAD) que pode causar desidratação, levar ao coma e até mesmo a morte.
                       

            Os fatores que afetam a resposta do açúcar sanguíneo no exercício são:

  • Tipo, horário e intensidade do exercício;
  • Tipo de insulina, doses e local de aplicação;
  • Horário das refeições;
  • Alimentos consumidos;
  • Temperatura do ambiente;
  • Doenças;
  • Ciclo menstrual;
  • Gravidez;
  • Nível de hidratação.

          É essencial começar as atividades com depósito adequado de glicogênio muscular para evitar fadiga.


 Recomendações Nutricionais

Dieta variada com abundância de frutas , verduras e legumes, pão, cereais, quantidades moderadas de peixe, carne, aves, ovos, e laticínios. E pequena quantidade de alimentos ricos em açúcar, gordura e álcool.

 Incluir alimentos com baixo índice glicêmico como:
  •  Frutas frescas: maçã, banana verde, pêra  e uva;
  •  Pão de frutas ou bolo de frutas;
  • Pão multigrãos;
  • Mingau de cereais;
  • Iogurte com baixo teor de gordura;
  • Feijões.

Antes do treino e competições: Comer 1 a 3 horas antes do exercício.

Durante treino e competições: Comer de 30 a 60 g de carboidrato dependendo da intensidade. Exemplos: ingerir bebidas esportivas, hidrato de carbono em gel, frutas e barras esportivas. Se não comer durante o exercício dispor de insulina extra.

Após treino e competições: comer após exercícios.


Postado por Andressa Ventura e Walkiria Guerreiro


Referências Bibliográficas

ABNE- Associação Brasileira de Nutrição Esportiva. Disponível em: http://www.ausport.gov.au/ais/nutrition/factsheets/special_diets2/diabetes_and_sports_nutrition. Acesso em: 17/04/2012.

COLBERG, S. Atividade Física e Diabetes. Manole. 1° ed. São Paulo. 2003.


SILVA, S. A. P; SANTANA, E. A. Educação Física Escolar  para alunos  com Diabetes Mellitus tipo 1. Revista de Educação Física. UNESP. v.15, n.3. São Paulo, 2009.

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Vitaminas e Atividade física





      As vitaminas são compostos orgânicos essenciais para o funcionamento adequado do nosso corpo. Esses nutrientes são conhecidos por desempenhar inúmeras funções no metabolismo, e dentre elas, a regulação de diversas reações.

             As vitaminas podem ser classificadas como:
  • Vitaminas lipossolúveis: A, D, E e K
  • Vitaminas hidrossolúveis: C e Complexo B


        Foram realizados diversos estudos com o objetivo de investigar possíveis relações entre suas funções e suplementação e a prática de atividade física. Nessa relação destacam-se as vitaminas do Complexo B, a vitamina E e a vitamina C.

            Complexo B: participação no metabolismo energético, transmissão do impulso nervoso ao músculo, manutenção das células nervosas, produção de hormônios esteroides. Presente em alimentos como: Leite, cereais integrais, feijões, vegetais verdes, frutas, legumes e alimentos fonte de proteína.

          Vitamina E: atividade antioxidante (proteção das membranas das células contra a produção aumentada dos radicais livres durante a atividade física). É encontrada nos óleos vegetais, germe de trigo, amêndoas e avelãs, e alimentos de origem animal como ovos e manteiga.

         Vitamina C: atuação na prevenção de lesões musculares, função antioxidante, participação na melhora da performance. Está amplamente distribuída em alimentos de origem vegetal e animal. Vale ressaltar que as frutas cítricas representam fontes substanciais dessa vitamina, além de serem ingeridas cruas, já que na cocção do alimento ocorre a diminuição de sua concentração.

          Estudos relatam que a deficiência destas vitaminas podem resultar em diminuição do desempenho físico. Porém a suplementação é apenas segura quando há uma evidencia concreta de deficiência.

          A suplementação vitamínica é geralmente desnecessária em atletas que consomem dietas bem balanceadas. Somente atletas engajados em treinamentos exaustivos podem necessitar de um monitoramento de seu estado de vitamina corporal, ainda que consumam a quantidade recomendada de ingestão diária.

     É importante ressaltar que a ingestão excessiva de vitaminas, especialmente das lipossolúveis, pode promover seu acúmulo no organismo em quantidades consideradas tóxicas.

É sempre preferível a escolha adequada de alimentos à suplementação.


Postado por Letícia Andrade e Vivian Giubine


Referências:

ROGERO, M. M. et al. Vitaminas e Atividade Física. In: TIRAPEGUI, J. Nutrição, metabolismo e suplementação na atividade física. São Paulo: Editora Atheneu, cap. 5, p. 51-71, 2005.





Probióticos e Prebióticos







    Os alimentos funcionais se caracterizam por oferecer vários benefícios a saúde, além do valor nutritivo, inerente a sua composição química, podendo desempenhar um papel potencialmente benéfico na redução do risco de doenças crônicas não transmissíveis.

    Os probióticos são microrganismos vivos, administrados em quantidades adequadas, que conferem benefícios á saúde do hospedeiro. A influência benéfica dos probióticos sobre a microbiota intestinal humana aumenta a resistência contra patógenos estimulando a multiplicação de bactérias benéficas, reforçando a defesa do hospedeiro. Fontes: leite fermentado com bactérias láticas e bifidobactérias.

  Os prebióticos são Componentes alimentares não digeríveis, estimulam a proliferação de bactérias desejáveis no cólon e inibem a multiplicação de patógenos. Estão presentes nas fibras e Oligossacarídeos (FOS, Inulina). Fontes: Trigo, frutas e vegetais, principalmente na cebola, chicória, alho, alcachofras, batata yacon, aspargos , beterraba, banana e tomate.

  Os simbióticos são a combinação de um probiótico e um prebiótico. Sua interação pode ser favorecida por uma adaptação do probiótico ao substrato prebiótico anterior ao consumo.   

    Os probióticos e prebióticos são indicados para melhorar o funcionamento intestinal e reduzir o risco de constipação e câncer de cólon e manutenção da microbiota intestinal saudável.

Postado por: Andressa Ventura e  Walkiria Guerreiro 

Referências Bibliográficas

DOLINSKY, M. Nutrição Funcional. Roca. 1ª ed. São Paulo, 2009.

MARTA, S; SAAD, I. Probióticos e Prebióticos: O estado da arte. Revista Brasileira de Ciências Farmacêuticas . v. 42, n. 1, Janeiro/Março, 2006.

MAGNONI, D; et al.  Manual Prático em terapia Nutricional.  Sarvier. 1ª ed. São Paulo, 2010.



sábado, 14 de abril de 2012

Recursos Ergogênicos Nutricionais: Cafeína






         A cafeína é um dos ingredientes mais antigos e consumidos em todo mundo, pode ser encontrada em vários alimentos populares, bebidas e refrigerantes e como suplemento têm ganhado expressiva dedicação por parte de muitos pesquisadores da área de nutrição e medicina esportiva com o objetivo de verificar sua relação ao desempenho esportivo. Desde dezembro de 2010, suplementos de cafeína para atletas são permitidos e previstos na legislação brasileira.

         Embora ainda que estudos não mostram o mecanismo exato da cafeína sobre os supostos efeitos ergogênicos, hipóteses para sua ação durante o exercício físico incluem: aumentar a oxidação lipídica, elevando as taxas de ácidos graxos livres no sangue e/ou de triglicerídeos  intramuscular e, consequentemente, poupar os estoques de glicogênio muscular, permitindo exercícios por tempo mais prolongado. Pode também favorecer mudanças no Sistema Nervoso Central, afetando a percepção de esforço, aumentando o estado de alerta, estimulando a circulação sanguínea e o funcionamento cardíaco. A cafeína também pode estar associada à liberação de cálcio dos seus locais de armazenamento no músculo, estimulando a contração muscular.

         Efeitos colaterais também estão associados ao alto consumo como: insônia, nervosismo, irritabilidade, ansiedade, náuseas, desconforto gastrointestinal, arritmias cardíacas e diurese

         Pesquisas atuais mostram que efeitos prejudiciais do uso desse suplemento está relacionado em dosagens iguais ou superiores a 9mg/Kg/dia. Por esse motivo seu consumo deve ser sempre uma exceção e com orientação de um nutricionista ou médico da área esportiva.


Postado por: Juliana Leal



Referências Bibliográficas:

GOSTON, J. Recursos ergogênicos nutricionais: Atualização sobre a cafeína no esporte. Revista Nutrição em pauta, nov/ dez, 2011.

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Saúde dos olhos no envelhecimento!







        Para alguns o envelhecimento pode começar com um toque acinzentado nos cabelos, para outros pode ser pequena rigidez nas articulações, e para muitos, a visão não é o que costumava ser o mais importante. O que podemos fazer para ajudar a preservar nossa visão e evitar os problemas devido ao envelhecimento?

        Boa saúde e cuidados com os olhos são essenciais para proteger a visão, evitando problemas comuns relacionados à perda de visão e tratando os problemas oculares antecipadamente.  Entre os problemas que podem ocorrer à medida que envelhecemos, estão a catarata e glaucoma.

        É muito importante que a população eleja como prioridade o exame rotineiro dos olhos e estabeleça bons hábitos alimentares no dia a dia, já que uma boa alimentação também pode ter impactos positivos sobre a visão.
        Antioxidantes podem ajudar a proteger os olhos contra danos decorrentes ao envelhecimento. Ao absorver a luz nos olhos, ocorre uma ativação de oxigênios que podem desencadear reações de radicais livres, provocando danos aos mesmos.

        Estudos relatam que a vitamina E, vitamina C, e beta-caroteno apresentam ação antioxidante para proteção contra o desenvolvimento de degeneração macular relacionada à idade, também mostram que pessoas com catarata apresentam níveis mais baixos de vitaminas C, E, e carotenóides.

        Seguem algumas recomendações manter a saúde dos olhos:
- Tenha uma dieta saudável, rica em frutas e vegetais;
- Os vegetais da família da couve, incluindo a couve-flor, a couve de Bruxelas e os brócolis são muito benéficos.
- A luteína e a zeaxantina são encontradas em alta quantidade nas gemas de ovo, milho e espinafres.
- Utilize óculos de sol com lentes apropriadas, para proteger os seus olhos dos raios ultravioletas.
- Fique em alerta com outras doenças que aumentem o risco de degeneração visual, como a pressão arterial elevada.
- Não fume.
- Realize sempre um check-up regular.


Postado por: Juliana Leal


Referência Bibliográfica:

CHAUDHARI, R. Estabelecendo visões sobre o mercado de saúde ocular. Fortitech, ed. Insumos, jun/2011.