quinta-feira, 10 de maio de 2012

Chá Verde




        O chá verde (Camélia sinensis) surgiu na China em 2375 a. C, durante o império de Sheng Nung. Diz a lenda que deitado a sombra de um arbusto, o imperador acabou adormecendo antes de beber uma taça de água fervida (o imperador mandava ferver toda água que bebia com medo dos microrganismos). Uma brisa fez uma folha cair na taça com a  água  ainda quente, resultando em chá. A diferença entre o chá verde e o chá preto está no tratamento das folhas.

        Possui catequinas e pigallocatequinas gallato (EGCG) capazes de promover a diminuição do peso corporal e tratamento de obesidade e doenças associadas como diabetes cardiovasculares e dislipidemias.

       Os flavonóides e catequinas são os principais componentes químicos da Caméllia sinensis, sendo potenciais antioxidantes, sequestradores de radicais livres, quelantes de metais, inibidores da lipoperoxidação.


Efeitos Benéficos

  • Melhora a função vascular;
  • Reduz risco de desenvolver hipertensão;       
  • Inibe desenvolvimento de câncer de próstata, mama e pele;
  • Redução no desenvolvimento de doenças coronarianas;
  • Reduz o “colesterol ruim” (LDL);
  • Diminui a gordura corporal;             
  • Diminui triglicérides.
  • Antiinflamatório
  • Hipoglicemiante ( diminui a glicemia).



Efeitos Colaterais

Segundo estudo o consumo durante 5 anos, pode levar disfução hepática , problemas gastrointestinais, como constipação e irritação gástrica, diminui o apetite, hiperatividade, nervosismo, hipertensão e aumento dos batimentos cardíacos.
Pesquisas ainda completam que altas doses podem causar efeitos adversos significantes pelo conteúdo de cafeína, especificamente palpitações, dor de cabeça e vertigem.


Recomendações

4 a 6 xícaras de chá por dia


Postado por: Andressa Ventura e Walkiria Guerreiro


Referências Bibliográficas

DOLINSKY, M. Nutrição Funcional. São Paulo: Roca, 2009. 45 p.

FREITAS, H. C. P; NAVARRO, F. O chá verde induz o emagrecimento e auxilia no tratamento da obesidade e suas comorbidades. Revista Brasileira de Obesidade, Nutrição e Emagrecimento, São Paulo. v. 1, n. 2, p. 16- 23. Março; Abril, 2007.

SCHMITZ, W; et al. O chá verde e suas ações como quimioprotetor. Ciências biológicas de saúde, Londrina. v. 26, n. 2, p. 119- 130.Julho/ Dezembro, 2005.

SENGER, A. E. V; SCHWANKE, C. H. A; GOTTILIEB, M. G. V. Chá verde (Camélia sinensis) e suas propriedades funcionais nas doenças crônicas não transmissíveis.  Ciências Médicas. v. 20, n. 4, p. 292- 300. Porto Alegre, 2010.

quarta-feira, 9 de maio de 2012

Mitos e Verdades da Nutrição







         Mito significa fábula, ideia falsa, sem correspondente na realidade e este conceito tem acompanhado muito a área de alimentação. Então analisaremos agora algumas questões sobre os mitos, as fantasias e as incertezas na nutrição.

Alimentos e nutrientes são a mesma coisa ?
         Não, alimentos são produtos de origem animal, vegetal ou sintética (por exemplo: carne arroz, leite). Já os nutrientes são as unidades estruturais que compõe os alimentos, e fornecem a energia necessária para nosso organismo (por exemplo: carboidratos, lipídeos, proteínas e minerais)    

Todos os nutrientes são essenciais?
         Não, o nutriente só é essencial quando o organismo não pode produzi-lo e, portanto, precisa ser ingerido por meio da alimentação.

Tomar complexos vitamínicos faz bem à saúde?
         Não, complexo vitamínico é um conjunto de várias vitaminas num mesmo comprimido. As vitaminas são nutrientes que não são produzidas pelo nosso organismo e que, portanto precisão ser ingeridas pela alimentação. Uma pessoa que tem uma alimentação balanceada terá as vitaminas necessárias para uma nutrição adequada, tornando dispensável a ingestão desses complexos.

O consumo de fibras é benéfico à saúde?
         Sim, são carboidratos que não são aproveitados pelo organismo mas são reguladores do bom funcionamento do intestino, portanto são parte de uma alimentação balanceada, apesar de não fornecerem energia. Estão relacionadas com a redução de doenças crônicas como doenças cardiovasculares, diabetes, obesidade, câncer e constipação.

O valor nutricional do arroz integral é superior ao do arroz polido?
         Não, são iguais. Mesmo com maior quantidade de nutrientes o arroz integral tem um alto conteúdo de fibras que pode prejudicar a absorção desses nutrientes, não aumentando o valor nutricional em relação ao arroz polido.

Comer gelatina diariamente reduz o problema da flacidez?
         Não, cientificamente nenhum alimento específico reduz o problema da flacidez. A gelatina é uma proteína animal de baixo valor nutricional e assim que sofre a digestão se transforma em aminoácidos e é absorvido. Todos os alimentos proteicos tem o mesmo processo digestivo e fornecem aminoácidos à célula, portanto, a produção de proteínas que reduzem a flacidez será a partir de todos os aminoácidos ingeridos e não somente o da gelatina.


Postado por Letícia Andrade e Vivian Giubine

Referência

TIRAPEGUI, J. Mitos e verdades sobre nutrição e atividade física. In: TIRAPEGUI, J. Nutrição, metabolismo e suplementação na atividade física. São Paulo: Editora Atheneu, 2005. p. 329-335.

A Influência da Alimentação da Doença de Alzheimer




        Trata- se de uma doença degenerativa que acomete o cérebro, comprometendo funções como memória, pensamento, linguagem e julgamento crítico. A evolução da doença de Alzheimer acontece diferentemente em cada indivíduo.

        A doença de Alzheimer é a causa mais frequente de demência ocorrida em população com idade superior a 65 anos, respondendo por cerca de 50 % dos casos de demência, constituindo assim um dos maiores problemas de saúde atual. O risco de desenvolver a doença de Alzheimer é de 12 a 19 % para as mulheres com idade superior a 65 anos e de 6 a 10 % para homens da mesma idade. O risco de desenvolver a doença de Alzheimer é aumentado para indivíduos afro-americanos e alguns grupos hispânicos.


Fatores de Risco

  • Idade;
  • História familiar positiva;
  • Síndrome de Down;
  • Depressão;
  • Tabagismo;
  • Derrame cerebral;
  • Perda de peso e caquexia no idoso.



Estado Nutricional

        Os efeitos da alimentação inadequada tanto por excesso como deficiência de nutrientes e expressiva  representação, o que reflete um quadro latente da má nutrição em maior ou menor grau.

        A desnutrição predispõem a infecção, deficiência de cicatrização de feridas, falência respiratória, insuficiência cardíaca, diminuição de proteínas hepáticas e produção do suco gástrico.

        A doença de Alzheimer pode estar associada a uma disfunção na regulação do peso corporal, sendo que o risco de perda de peso tende aumentar a gravidade da progressão da doença, enquanto o ganho de peso,  pode ter efeito protetor.


  Orientação Nutricional

        Quando ocorre risco de desnutrição é sugerido o aumento da densidade energética,  da dieta, a utilização de suplementação de nutrientes específicos, a adequação do volume e do fracionamento da dieta e se houver necessidade utilizar suporte nutricional.

        A baixa ingestão de gorduras hidrogenada e saturadas, alta ingestão de ácidos graxos poliinsaturados ômega 3, derivados de peixe ou vegetais , podem diminuir o risco de desenvolvimento da doença cardiovascular e da doença de Alzheimer . As altas ingestão de gorduras saturadas e hidrogenadas estão relacionadas á resistência insulínica e hiperinsulinemia,  aumentando o risco de desenvolvimento da doença.

        Estudos sugerem que a alta ingestão de vitamina C, E, B6, B12, Folato e ácidos graxos insaturados associam - se ao baixo risco de desenvolver a doença.

Postado por Andressa Ventura e Walkiria Guerreiro


Referência Bibliográfica

MACHADO, J.S; FRANK, A.A; SOARES, E. A. Fatores dietéticos relacionados á doença de Alzheimer.Revista Brasileira de Nutrição Clínica. v.21, n. 3, p. 252- 257. Rio de Janeiro, Maio, 2006.






terça-feira, 8 de maio de 2012

Proteína de soja na atividade física: SEM PRECONCEITO!






        Já sabemos que as necessidades nutricionais de atletas e de praticantes de atividades físicas são aumentadas em relação aos que não praticam. Porém, esta necessidade aumentada pode ser totalmente suprida por meio dos alimentos, desde que o atleta faça refeições balanceadas e variadas, ingerindo todos os alimentos necessários em quantidade e qualidade de acordo com a demanda física. 

        Em geral a carne, o ovo e o leite são muito mais valorizados na composição do cardápio do que a proteína vegetal, como a da soja. Essa preferência pelas proteínas de origem animal se reflete também na dieta dos praticantes de exercícios.

        Mitos populares associam a soja principalmente como um alimento antioxidante do que como uma excelente fonte de proteínas. Fazendo o conceito de que a proteína da soja não é eficaz na síntese muscular.

        Estudos que compararam o consumo de leite desnatado com uma bebida à base de proteína de soja, após o exercício de levantamento de peso, observaram que ambas promovem resultados equivalentes em longo prazo no ganho de massa muscular.

        Isso demonstra mais uma vez que qualidade da proteína da soja não é inferior a uma proteína animal, dentro desse contexto. Ou seja, a soja contribui também para o ganho de massa magra.

        A proteína de soja provê todos os nove aminoácidos essenciais, constituindo uma proteína completa. Além disso, na nutrição esportiva, a soja exerce papel importante, pois contêm maiores quantidades de aminoácidos, quando comparada a outras proteínas de origem vegetal, além de apresentar grandes quantidades de aminoácidos de cadeia ramificada. 

        Assim, é possível observar o importante papel da soja e de alimentos à base de soja na alimentação habitual de praticantes de atividades físicas, sejam elas esportivas ou não. 

Postado por Letícia Andrade


Referências

BRAGGION, G. F. Papel da soja na dieta do atleta e do praticante de exercício físico. Nutrição no Esporte Nutrição Profissional, São Paulo, ano 5, n.30, p.48-54, jul./ago./set./2010.

CANDOW, D. G. et al. Effect of whey and soy protein supplementation combined with resistance training in young adults. Int J Sport Nutr Exerc Metab, Canadá, v.16, n.3, p.233-244, jun./2006.



Óleo de Abacate





         O abacate (Persea americana) é um fruto comum no Brasil,  de consumo discriminado pelo seu alto valor energético e gorduroso, por isso foi considerado por muito tempo um “vilão”.

        Estudos comprovam que possuem valor nutricional semelhante ao do óleo de oliva por isso foi desenvolvido o óleo de abacate, que pode substituir o óleo de soja e ser utilizado juntamente com o azeite de oliva nos óleos mistos ou compostos. Oferecendo ao consumidor brasileiro um produto de qualidade superior e com menor custo.


Propriedades do Abacate

  • Ácido graxo monoinsaturado Oléico;
  • Mais proteínas que outras frutas;
  • Fonte de fibras;
  • Antioxidades;
  • Vitamina E.



Como é feito o óleo

        A polpa fresca da fruta é  seca,  depois moída  e transformada em farelo para extração do óleo.


Efeitos Benéficos

Diabetes: diminui o nível glicemia;
Controle da dislipidemia: diminui o colesterol, triglicérides e aumenta o “colesterol bom” (HDL);
Previne doenças cardiovasculares;

Postado por Andressa Ventura e Walkiria Guerreiro


Referências Bibliográficas

SALGADO, J. M; et al. Óleo de abacate ( Persea americana Mill) como matéria – prima para a indústria alimentícia. Ciências de tecnologiam em alimentos, Campinas. v. 28, p. 20 – 26. Dezembro, 2008.

SOARES, H. F; ITO, M. K. O ácido graxo monoinsaturado do abacate no controle das dislipidemias. Revista de Ciência Médica, Campinas. v. 9, n. 2, p. 47- 51. Maio/ Agosto, 2000.

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Leite com chocolate no pós-exercício






         Estudos recentes apresentados no American College of Sports Medicine mostraram que o leite com chocolate pode ser uma bebida de recuperação depois do exercício que vale a pena!

         Nestes estudos foram feitos testes com oito corredores, durante duas semanas com uma dieta balanceada de acordo às suas necessidades calóricas individuais. Após cada corrida, os participantes, separados em dois grupos, bebiam leite sem gordura com chocolate ou a mesma quantidade de uma bebida contendo somente carboidratos.

         Após a análise de amostras colhidas durante o período de recuperação da corrida (três horas após o exercício), foi descoberto que os corredores que ingeriram leite sem gordura com chocolate apresentaram maior reparação dos músculos em comparação aos que ingeriram a bebida com carboidrato.

         Os pesquisadores afirmam que é sempre útil aprender opções adicionais de bebidas para recuperação após o exercício. O leite com chocolate pode ser relativamente barato em comparação às bebidas de recuperação disponíveis no mercado e é fácil de fazer em casa, tornando-se uma opção viável e gostosa para muitas pessoas.

         Um segundo teste com os mesmos corredores mostrou que o leite com chocolate também contribui para reabastecer os estoques de glicogênio nos músculos, uma fonte de energia utilizada durante o exercício prolongado. Os níveis de glicogênio muscular foram testados 30 e 60 minutos após a ingestão de leite com chocolate ou a bebida de carboidratos.

         O conteúdo de glicogênio muscular foi maior para os consumidores de leite com chocolate nos dois momentos, concluindo que o uso da bebida pode ser uma estratégia de recuperação nutricional.

         É importante lembrar que é preciso analisar cada caso antes de consumir o leite com chocolate. Deve-se atentar que existem pessoas com restrição aos componentes da bebida, como açúcar e lactose, devendo, na prática de atividade física ser consumida sob recomendação, para também adequar as necessidades calóricas individuais.



Postado por Letícia Andrade e Vivian Giubine

Referência

AMERICAN COLLEGE OF SPORTS MEDICINE. Chocolate Milk May Help Repair Muscles, Restore Glycogen After Exercise. ACSM In The News, Ago/2011. Disponível em: <http://www.acsm.org/about-acsm/media-room/acsm-in-the-news/2011/08/01/chocolate-milk-may-help-repair-muscles-restore-glycogen-after-exercise>. Acesso em: 7 Maio 2012.

 

Óleo de Coco



        
     É um suplemento muito utilizado nas dietas para emagrecer. Fonte de ácido graxo monoinsaturado, estimula o metabolismo  e a queima de gordura,  por possuir o ácido láurico (triglicerídeos de cadeia média).
        No mercado são ofertados opções de óleo extra virgem ou cápsulas.


Recomendação nutricional

        Consumo de uma a duas colheres de sopa no almoço e no jantar, substituindo o óleo das preparações. É importante o uso moderado para não exceder a quantidade de gordura recomendada no dia.  Deve ser aliado a dieta balanceada, equilibrada e prática de atividade física par melhor eficácia.


Benefícios na ingestão da quantidade adequada

  • Previne doenças cardiovasculares, reduzindo colesterol ruim (LDL) e aumentando o colesterol bom (HDL);
  • Reduz o Colesterol total e triglicérides;
  • Reduz o peso corporal.



Efeitos colaterais

        O consumo em excesso aumenta a gordura corporal levando a risco de doenças cardio vasculares, por ser um produto calórico.


       Atenção: É preciso procurar orientação de um profissional da saúde antes de começar a dieta.


Postado por: Andressa Ventura e Walkiria Guereiro


Referências Bibliográficas

Ministério da Saúde. Disponível em:  http://portalsaude.saude.go.br/portalsaude/impressao/4777/dieta-com-oleo-de-coco.br. Acesso em: 7 Maio. 2012.

SILVA, R. S. M;  FORTES, R. C; SOARES, H. F. Efeitos da Suplementação Dietética com óleo de coco no perfil lipídico e cardiovascular de indivíduos dislipidêmicos. BSBM. Brasilia médica. Brasilia, v. 48, n. 1, p. 42- 49. 2011.

sexta-feira, 4 de maio de 2012

Quinoa: complementação proteica na atividade física





                 A quinoa é um pseudocereal, e tem essa definição por assemelhar-se a cereais como arroz, milho, trigo, aveia, cevada, centeio e painço. Tem sua origem na cordilheira dos Andes, e recentemente foi introduzido no Brasil. Existem muitos estudos que demonstram relação do seu consumo com seus possíveis benefícios para a nutrição humana.

            A quinoa tem mostrado benefícios ao complementar a alimentação de praticantes de atividade física, por ser um cereal nutricionalmente superior aos demais comumente utilizados na alimentação humana, como o milho, o arroz e o trigo, possuindo aminoácidos que quase não são encontrados na maioria deles. Um desses aminoácidos é o triptofano, precursor de um neurotransmissor (serotonina), cuja deficiência está relacionada a sintomas de depressão e insônia.

         Na prática esportiva, a presença do triptofano pode ser utilizado para minimizar dores oriundas de exercícios físicos e ainda prevenir fadiga mental.

            Outro aminoácido presente é a Lisina, que está relacionada com a adequada produção de carnitina, colágeno e elastina, dentre outros fatores que auxiliam na elasticidade e recuperação muscular.

      O valor protéico da quinoa é determinado não somente pela composição de todos aminoácidos essenciais, mas também pelo bom aproveitamento deles pelo organismo.

        Sendo assim, a quinoa é considerada um alimento de alto valor biológico, o que pode atrair a atenção dos praticantes de atividade física, pois esses necessitam de uma maior quantidade de proteína que indivíduos sedentários. Para indivíduos que praticam exercício de força, por exemplo, uma ingestão de aminoácidos de alto valor biológico logo após o exercício pode ter ótimos benefícios, auxiliando na habilidade do músculo em reconstruir e remodelar danos musculares, ajudando também na ressíntese de proteínas.

        A quinoa, portanto, sendo consumida diariamente como complemento de uma dieta saudável e equilibrada, pode ser benéfica à saúde e ter efeitos bastante positivos na recuperação muscular de praticantes de atividade física. Sua utilização em flocos adicionada a vitaminas ou cereais matinais é uma excelente forma de se complementar a dieta com proteínas de alto valor biológico.


Postado por Letícia Andrade e Vivian Giubine


Referências

TEIXEIRA, R. M. Quinoa: um complemento proteico vegetal para praticantes de atividade física. Revista Brasileira de Nutrição Esportiva, São Paulo.  v. 6. n. 31. p. 44-49. Janeiro/Fevereiro. 2012. ISSN 1981-9927

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Nutrição e a Saúde da Mente




         A saúde mental não é considerada especialmente dentro da Nutrição. Porém, recentemente estudos apontam a importância de alguns nutrientes em uma dieta adequada para o cuidado de várias doenças relacionadas.

         Para alguns pesquisadores a nutrição é apontada como o futuro para melhorar a saúde mental. Alguns tópicos que podem ser discutidos são: os nutrientes necessários para a saúde do cérebro, as doenças do sistema nervoso que se beneficiam com o cuidado nutricional, os transtornos alimentares, a obesidade e entre outros.

         Dentre os nutrientes com papel específico para o sistema nervoso, estão as vitaminas do complexo B, principalmente a B1 e o ácido fólico. Na deficiência de B1, pode haver confusão mental, fraqueza muscular, paralisia, dor nas panturrilhas, fadiga muscular, irritabilidade, perda de apetite e até mesmo lesões do sistema nervoso.

         Em relação ao ácido fólico, na sua deficiência aparece a anemia, e do ponto de vista neurológico as consequências são retardo mental em crianças, falta de coordenação dos músculos, esquecimento, insônia, depressão e demência.

         Pesquisadores sugerem que a deficiência de ácido fólico também aumenta o risco para Alzheimer e Parkinson. O ácido fólico age protegendo os vasos cerebrais e prevenindo o dano nos neurônios causado pelos radicais livres.

         Estudos sustentam que uma ingestão baixa de ômega-3 pode aumentar o risco de depressão. Por isso o óleo de peixe (rico em ômega-3) e suplementos de ácido fólico tem sido utilizados para tratar a depressão, sendo associados com a melhora do humor. O potencial do ômega-3 também é discutido na prevenção da demência e deficiência visual.

         Dentre as doenças do sistema nervoso que merecem cuidados nutricionais, destacam-se a enxaqueca, a epilepsia e a esclerose múltipla. No caso de esclerose múltipla, a boa nutrição e exercícios físicos devem ser estimulados. O consumo de antioxidantes (vitaminas A, E, C e selênio), ácidos graxos insaturados e uma dieta pobre em gorduras saturadas tem o potencial de diminuir os sintomas e ajudar na recuperação.

         O objetivo do cuidado nutricional é principalmente minimizar o avanço da doença e prevenir complicações. Embora atualmente o impacto da dieta na saúde mental não seja amplamente aceito, existem maiores pesquisas em andamento que podem promover um entendimento mais claro sobre a relação entre ingestão de nutrientes e o estado de saúde da mente.


Postado por Letícia Andrade

Referência

ALVARENGA, M. S. Saúde Mental e Nutrição. Revista Nutrição em Pauta. São Paulo, ano 17, n.26, p.16-22, maio/jun. 2009.

Diet e Light






Diet

        Pode ser utilizado nos alimentos especialmente formulados para grupos da população que apresentem condições fisiológicas específicas: Alimentos para dietas com restrição de um ou mais nutrientes (carboidrato, gorduras, proteínas, sódio, glúten e outros). Apresentam na sua composição quantidades insignificantes ou são totalmente isentos deste nutriente específico, que deve ser evidenciado no rótulo.


Light

        Pode ser utilizado nos alimentos que apresentam valor energético ou nutriente reduzido  em relação a um produto convencional.


        Tanto alimentos diet quanto light não tem necessariamente o conteúdo de açúcares ou energia reduzida, uma vez que podem ser alteradas as quantidades de gordura, proteínas, sódio, glúten e outros. Por isso a importância da leitura dos rótulos para informações nutricionais.


Para portadores de algumas doenças


Diabetes Mellitus

        Restrição de carboidrato, gordura, açúcares (monossacarídeo ou dissacarídeo- glicose/ frutose ou sacarose).


Pressão Alta

       Restrição de sacarina, ciclamato de sódio, embora sejam adoçantes, são substancias que contém sódio.


Colesterol Alto

        Os produtos diet podem conter,  0, 5 g de gordura em 100 g do produto. Já os produtos light pode apresentar no máximo 200 mg de colesterol em sólidos e 10 mg em líquidos, em 100 g ou 100 ml do produto.


Triglicerídeos

       Os alimentos diet e light devem ser consumidos com moderação, pois o diet apesar de ser isento  de açúcar podem conter grande quantidade de gordura, e o light possui redução mas não a isenção de gordura. 


Doença Celíaca

        Atenção com alimentos que contém glúten como trigo, aveia, cevada, centeio e derivados. Nos  rótulos devem conter  advertência: “Contém  glúten”.


Fenilcetonúria

       Prefira alimentos que sejam isentos de fenilalanina.

        
        As informações contidas nos rótulos podem ser muito úteis na escolha de alimentos mais saudáveis.


Postado por: Andressa Ventura e Walkiria Guerreiro


Referências Bibliográficas


ANVISA- Manual de Orientação aos consumidores. Disponível em: http://www.anvisa.gov.br/alimentos/rotulos/manual_consumidor.pdf. Acesso em 3/4/2012.

MAGNONI, D;et al.  Manual Prático em Terapia Nutricional. Sarvier. 1ª ed. São Paulo, 2010.

quarta-feira, 2 de maio de 2012

As propriedades da Graviola





            A graviola pertence a um importante grupo de plantas frutíferas, presente no reino vegetal da espécie Annona muricata. É uma árvore regular que chega a atingir até 10 metros de altura. A gravioleira é cultivada nos países Venezuela, Porto Rico, Costa Rica e no Brasil, principalmente, na região nordeste, sendo seus frutos utilizados na fabricação de suco, sorvetes, compotas, geleias e doces.

         Os extratos de graviola apresentam um papel importante na área medicinal sendo utilizados como um remédio natural para uma variedade de doenças. Vários estudos realizados por diferentes pesquisadores demonstraram que a casca, e as folhas têm atividade anti-hipertensiva, relaxante do músculo liso e cardiodepressora (diminuição do ritmo cardíaco).

         Outras propriedades e ações incluem a sua utilização como antidiabetes, antibacteriana, antifúngica; antimalária, antiparasitários, antirreumáticas, adstringentes, efeitos antileishmaniose, protetor celular, emético (provoca o vomito), anticonvulsivante, sedativo, inseticida e estimulante uterino.

         Acredita-se também ser um estimulante digestivo, antiviral, febrífugo (cura a febre), vermífugo e analgésico. Alguns estudos ainda confirmam a atividade antiviral de extratos de A. muricata também contra o vírus da Herpes. 

          Apesar de poucos estudos feitos sobre os efeitos da Annona muricata. em seres humanos, pesquisadores acreditam que a graviola pode ser, também, um medicamento eficaz no controle de células tumorais.  

         Considerando as características alimentares da graviola, sabor e aroma agradáveis, esta uma fruta típica da industrialização, onde pode ser processada na forma de suco natural, concentrado e néctar. A polpa congelada conservase bem em câmaras frias e pode, dessa forma, ser embalada e exportada. A polpa da fruta é boa fonte de vitaminas C e do complexo B, além de fibras e minerais como potássio, fósforo, cálcio e ferro.


Postado por Letícia Andrade e Vivian Giubine


Referências

TEIXEIRA, C.K.B.; NEVES, E.C.A.; PENA, R.S. Study of the pasteurization process of graviola’s pulp. Alim. Nutr., Araraquara, v.17, n.3, p.251-257, jul./set, 2006.

SILVA, M.L.; NEPUMUCENO, J. C. Efeito modulador da polpa da graviola (Annona muricata) sobre a carcinogenicidade da mitomicina C, avaliado por meio do teste  para detecção de clones de tumor (warts)  em Drosophila melanogaster. PERQUIRERE Revista do Núcleo Interdisciplinar de Pesquisa e Extensão, Patos de Minas: UNIPAM, n. 8, vol. 1, jul. 2011, p. 8094.

ADEYEMI, D. O. et al. Effects Of Annona Muricata (Linn) On The Morphology Of Pancreatic Islet Cells Of Experimentally-Induced Diabetic Wistar Rats. The Internet Journal of Alternative Medicine, v.5, n.2, 2008. Disponível em: <http://www.ispub.com/journal/the-internet-journal-of-alternative-medicine/volume-5-number-2/effects-of-annona-muricata-linn-on-the-morphology-of-pancreatic-islet-cells-of-experimentally-induced-diabetic-wistar-rats.html>. Acesso em: 2 maio 2012.



Whey Protein




            É uma proteína do leite, extraída durante o processo de fabricação do queijo, possui alto valor nutricional, contem aminoácidos essenciais. Apresenta alto teor de cálcio e peptídeos bioativos do soro. Estudos demonstram que a  proteína do soro é absorvida mais rapidamente que outras.

            WP está presente em todos os tipos de leite, a proteína do leite bovino contém cerca de 80% de caseína e 20 % de proteína do soro do leite, o percentual que pode variar em função da raça do gado, e da ração fornecida e do pais de origem. No leite humano o percentual da proteína no soro do leite é modificado ao longo da amamentação, sendo que o colostro representa 80% e na sequência esse percentual diminui para 50%.

            Durante décadas esta parte do leite era dispensada pela indústria de alimentos. Somente a partir de década de 70 passaram a estudar as propriedades nutricionais dessas proteínas.


Benefícios

  • Antimicrobiano;
  • Anti-hipertensivo;
  • Melhora o sistema função imunológica;
  • Favorece o crescimento;
  • Reduz gordura corporal;
  • Melhora o desempenho físico;
  • Aumento da musculatura corporal;
  • Antioxidante;
  • Melhora rendimento físico;
  • Aumenta absorção do zinco;
  • Melhora humor;
  • Aumenta o desempenho cognitivo;
  • Diminui o colesterol. 


Postado por:  Andressa Ventura e Walkiria Guerreiro


Referências Bibliográficas


HARAGUCHI, F. K; et al. Proteinas do Soro de Leite: Composição, Propriedades nutricionais, Aplicação no esporte e benéficos para a saúde humana. Revista  de Nutrição. Campinas. v. 19, n. 4, p.479- 488. Julho/Agosto, 2006.