segunda-feira, 21 de maio de 2012

Gengibre - Propriedades Funcionais



   
     O gengibre  é um tubérculo de uma planta chamada Zingiber officinale, originária  do sul da Ásia, atualmente espalhada pelo mundo usado para realçar o sabor dos alimentos, diminuindo a necessidade da utilização do sal.

    Incluído no grupo de especiarias, representa atualmente o 3º lugar das plantas medicinais aromáticas e condimentares  mais produzidas no Paraná.

     As partes utilizadas do gengibre são os caules subterrâneos denominados rizomas e o óleo. O rizoma (raiz) contém  os componentes ativos denominados óleos voláteis, que são o gingerol e o shogaol. Este último é produto da quebra  do gingerol  seu mais importante princípio ativo, produzido durante a secagem. Dessa forma, a quantidade  de shogaol no gengibre seco é duas vezes mais intensa que a de gingerol contida no gengibre fresco.

     É utilizado como matéria prima  para fabricação de geleias, bebidas, pães, bolos, entre outros.

    No Brasil é utilizado para preparo do quentão nas festas juninas e  na culinária em pratos regionais.


 Propriedades Funcionais

  • Antinflamatória
  • Antiemética
  • Antinauseante e antivômito - previne  náuseas e vômitos
  • Antibacteriana
  • Inibi agregação plaquetária
  • Hipoglicêmica- diminui a glicemia
  • A estimulem o fluxo de saliva
  • Antiúlcera



 Recomendações

    Um estudo realizado na Dinamarca constatou que a administração diária de 1g de gengibre foi eficaz no alívio de náuseas e vômitos em gestantes por conter como agente o gingerol. 

    Para que o gengibre  tenha efeitos antiemético e antinauseante, recomenda- se mastigá-ló cru em pequenos pedaços ou ingerir o chá do gengibre.

     A quantidade recomendada para promover um estado ótimo de saúde é de 15 g/ dia de gengibre cru ou 40 g/dia de gengibre cozido.

Seu grande aliado  no Inverno!


Postado por Andressa Ventura e Walkiria Guerreiro


Referências Bibliográficas

DOLINSKY, M. Nutrição Funcional. 1ªed. São Paulo: Roca, 2009.     
        
JÚNIOR, H. P. de. L. Gengibre. Diagnóstico e Tratamento. V. 15, n. 4, p. 174- 178. São Paulo, 2010.

NEGRELLE, R.R.B; ELPO, E.R.S; RÜCKER, N.G.A. Análise prospectiva do agronegócio gengibre no estado do Paraná. Horticultura Brasileira, Brasília, v.23, n.4, p.1022-1028, Out/Dez 2005.

sexta-feira, 18 de maio de 2012

A Ortorexia Nervosa





         A preocupação com uma vida mais saudável tem gerado um grande interesse pelo alcance de uma alimentação saudável. Um novo quadro surpreendente relacionado à alimentação é denominado Ortorexia Nervosa (do grego, orthos significa correto e orexis, apetite), que é um comportamento obsessivo doentio, que caracteriza-se pela fixação por saúde alimentar, qualidade dos alimentos e pureza da dieta, acarretando restrições alimentares significativas.

As principais características da ortorexia nervosa (ON) são:

- Fixação em alimentação saudável, com mais de três horas ao dia de dedicação em torno da sua dieta.

- Preocupação exagerada com a qualidade dos alimentos, a pureza da dieta (livre de herbicidas, pesticidas, aditivos e outras substâncias artificiais) e o uso exclusivo de “alimentos politicamente corretos e saudáveis”.

- Sensação de segurança, conforto e tranquilidade vinculada à alimentação orgânica e funcional.

- Desejo de ser puro e natural, mesmo que a custo de perder o prazer na alimentação.

- Inicia-se com o desejo de melhorar a saúde ou perder peso, e finalmente a dieta passa a ocupar lugar central na vida.

- Atinge pessoas de personalidade meticulosa, ordenada e perfeccionista, com exagerada necessidade de autocuidado.

- É preferível ficar em jejum a comer o que se considera impuro ou perigoso à saúde.

- O cotidiano se torna extremamente limitado devido ao padrão restritivo de alimentação, gerando uma diminuição da qualidade de vida, conforme aumenta a “qualidade” da alimentação.

- Isolamento social devido à diferença da alimentação comum aos demais da sociedade.

- Tentativas insistentes de esclarecer para os outros sobre “alimentação saudável”

         Além disso, as pessoas com ON são excessivamente preocupadas com alguns aspectos como: a qualidade e o frescor dos vegetais, a ponto de cultivá-los para uso próprio; a contagem da mastigação a cada colherada de alimento; o local de alimentação e a quantidade de comida.

         Estudos sugerem que estudantes e profissionais da área de saúde, tais como estudantes de medicina, nutricionistas e médicos, podem ter maior predisposição ao desenvolvimento da ON.

         Contudo ainda são necessários mais estudos para descrever de modo mais completo o comportamento ortoréxico, sua etiologia, possível diagnóstico, tratamento, grupos e/ou populações vulneráveis.
Pois na busca da “pureza alimentar”, essas pessoas podem se tornar muito seletivas em relação aos alimentos que escolhem, optando por condutas alimentares cada vez mais restritivas que podem levar à carência de determinados nutrientes, colocando em risco a própria saúde.


Postado por: Letícia Andrade e Vivian Giubine

Referência

 MARTINS, M. C. T. Ortorexia nervosa: reflexões sobre um novo conceito. Rev. Nutr., Campinas, v. 24,n. 2, p. 345-357, mar./abr., 2011

Alimentos Orgânicos


   
       Os alimentos orgânicos surgiram através de alguns “movimentos rebeldes”,  nos anos sessenta. Na agricultura predominante foram encontrados resíduos de agrotóxicos na água, no solo e nos alimentos, tornando se mais evidentes em diversos países, assim fortalecendo o movimento ambientalista, que passaram a ser designadas como “agricultura alternativa”.

O que são Alimentos Orgânicos?
  Alimentos livres de agrotóxicos, fertilizantes químicos, sementes geneticamente modificadas, cultivados com adubos orgânicos.

Valores Nutritivos e Benefícios
  • Vitalidade comprovada cientificamente;
  • Maior concentração de nutrientes, vitaminas, sais e proteínas (ex: vitamina C e outros antioxidantes, além de compostos fenólicos);
  • Possibilitam uma menor necessidade de calorias;
  • Maior vida de prateleira;
  • Redução de contaminações ambientais, animais e humanas;
  • Redução das doenças degenerativas;
  • Impacto positivo na alma humana;
  • Preservação da Biodiversidade;
  • Evita o aquecimento global;
  • Preserva os recursos hídricos;
  • Evita contaminação do ambiente;
  • Possibilita maior uso de energias sustentáveis;
  • Desenvolvimento da agricultura familiar - 70% dos alimentos dos brasileiros é produzido pela agricultura familiar;
  • Preservação da diversidade cultural;
  • Melhor saúde para produtores e consumidores;
  • Possibilita o desenvolvimento local e ao mesmo tempo a inserção global.


    Nos dias de hoje as pessoas estão muito mais preocupadas com sua saúde e preservação do meio ambiente, por isso vem aumentando o cosumo de alimentos orgânicos no Brasil.

    Os custos dos alimentos orgânicos são mais elevados que os convencionais, mas quem consome sabe que está investindo na sua saúde, por  serem livres de agrotóxicos, fertilizantes químicos e possuir maior valor nutricional.


Postado por: Andressa Ventura e Walkiria Guerreiro


Referências Bibliográficas

BrasilBio- Associação Brasileira de Orgânicos. Disponivel em: http://www.brasilbio.com.br/pt/organicos/vantagens/. Acesso em 18 maio, 2012.


ARCHANJO, R. L; BRITO; W.F.K; SAUERBECK, S. Alimentos Orgânicos em Curitiba: consumo e significado. Revista de Debate, Campinas, v.7, p. 1-6, 2001.

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Nutrição em Para - Atletlismo




  
     O esporte direcionada a portadores e deficiências físicas teve seu início ao final da segunda guerra mundial, entre 1944 e 1952, quando os soldados voltaram para os seu países de origem com mutilações e outras deficiências físicas. Indivíduos com lesão medular ou amputações de membros inferiores começaram a praticar jogos esportivos em um hospital Stoke Mandeville na Inglaterra. Nos estados Unidos, por iniciativa da Paralyzed Veterano of América (PVA), surgiram as primeiras equipes de basquetebol em cadeira de rodas e as primeiras competições de atletismo e natação para portadores de deficiências físicas. A partir desses eventos iniciais, esses esportes continuaram sendo divulgados, desde 1960 ocorreram os Jogos Paraolímpicos, sempre alguns dias após os Jogos Olímpicos convencionais.

     No Brasil, o esporte adaptado surgiu em 1958, vem tendo resultados bastante animadores nas Paraolimpiadas de Sydiney em 2000,  Atenas em 2004, Nova York em 2003 e 2004,  e no Brasil  o Para-panamericano realizado no Rio de Janeiro 2007.

    Os maiores riscos para estes indivíduos são obesidade e desnutrição, por isso avaliação nutricional é uma importante ferramenta para controle de dessas modificações físicas e metabólicas.


A recomendação nutricional

    Deve se ter maior atenção quando as necessidades nutricionais como  vitamina C e D ferro, cálcio, zinco e água , devido as complicações associadas como anemia, úlceras de pressão, cálculos renais e constipação.


    O engajamento de um portador de deficiência em um programa de atividade física possibilita a redução dos fatores de risco relacionados a várias doenças, melhora no aspecto físico, na auto-estima, independência, rompimento de barreiras sociais e aumento no tempo de sobrevida.


Postado por: Andressa Ventura e Walkiria Guerreiro


Referências Bibliográficas

TIRAPEGUI, J. Nutrição, Metabolismo e Suplementação na Atividade Física. São Paulo: Atheneu. 2005.
HIRSCHBRUCH, M. D; CARVALHO, J. R. de. Nutrição Esportiva. 2° ed. São Paulo: Manole. 2008.

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Açaí: o fruto poderoso!




         O açaí (Euterpe oleraceae Martius) é um fruto tipicamente brasileiro de cor púrpura quase preta. O Brasil se posiciona como o maior produtor, consumidor e exportador desse produto. Hoje sua expansão econômica, já atinge novos mercados no sudeste do país e alguns países da Europa, Estados Unidos, Japão e China o que gerou, por parte das empresas alimentícias, novas formas de comercialização deste fruto como, por exemplo, polpa, suco, cápsulas e pó instantâneo.

         É um fruto arredondado que pesa cerca de dois gramas. Somente 17% dele são comestíveis (polpa com casca), sendo necessários cerca de 2kg de frutos para produzir um litro de suco. O restante representa o caroço.

         Na polpa de açaí encontra-se um alto conteúdo de gorduras.  Em 100g de peso seco, 2,5g são gorduras totais (saturadas e insaturadas). Dessas gorduras totais, 74% estão representadas por gorduras insaturadas. A importância do consumo de gorduras insaturadas se deve pela promoção da redução dos níveis de colesterol total e colesterol “ruim” (LDL) na circulação.

         O açaí também contém quantidades importantes de fitosteróis e fibras alimentares. Ambos ajudam na regulação dos níveis de colesterol e, consequentemente, reduzem o risco de desenvolvimento de doenças cardiovasculares.

         A presença de flavonoides também contribui com a bioatividade do açaí, principalmente as antocianinas. As antocianinas tornaram-se conhecidas por suas diversas propriedades, incluindo anticancerígena, anti-inflamatória e antimicrobiana, antioxidante.

         Além de tudo, o fruto contém aproximadamente 13g de proteína/100g, é fonte de minerais como, potássio, magnésio, cálcio, fósforo e sódio, além das vitaminas E e B. Assim é possível afirmar que a composição do açaí tem alto potencial como alimento funcional.

         Diante disso é clara a importante função do açaí na promoção da saúde. O consumo da polpa, rica em lipídeos essenciais e de boa qualidade nutricional, e em certos minerais podem contribuir para garantir o crescimento e bom funcionamento do corpo, uma vez que esses nutrientes participam de varias reações importantes no organismo.


Postado por: Letícia Andrade e Vivian Giubine

Referências

SOUZA, M. O.; SANTOS, R. C.; SILVA, M. E.; PEDROSA, M. L. Açaí (Euterpe oleraceae Martius): composição química e bioatividades. Nutrire: rev. Soc. Bras. Alim. Nutr.= J. Brazilian Soc. Food Nutr., São Paulo, SP, v. 36, n. 2, p. 161-169, ago. 2011.

MENEZES, E. M. S; TORRES, A. T.; SRUR, A. U. S. Valor nutricional da polpa de açaí (Euterpe oleracea Martius) liofilizada. Acta Amaz., Manaus, v. 38, n. 2, p. 311-316, 2008.

terça-feira, 15 de maio de 2012

Café da Manhã x Controle do Peso







         O café da manhã é uma das três principais refeições do dia, sendo a primeira refeição consumida pela manhã. A palavra desjejum é um sinônimo para a expressão "café da manhã", que significa o rompimento do jejum involuntário mantido durante o sono.

         O estilo de vida da sociedade atual tem modificado os hábitos alimentares da população. Em estudos sobre alimentação, há evidências da diminuição do consumo de café da manhã como uma modificação importante no hábito alimentar. As razões mais comuns para não se realizar o desjejum incluem a falta de tempo para preparar e ingerir os alimentos e a preocupação em relação ao excesso de peso corporal.

         Porém, muitas hipóteses que têm relacionado o Índice de Massa Corporal (IMC) com o consumo do desjejum verificaram que os indivíduos que consomem o desjejum tendem a ter um IMC menor, comparados com os que não realizam esta refeição. Além disso, pessoas obesas tendem a não realizar o desjejum ou acabam consumindo poucas calorias nesta refeição.

         O que acontece é que um fracionamento inadequado da dieta pode causar problemas decorrentes do jejum prolongado, como maior probabilidade desenvolver gastrite ou realização de refeições muito volumosas e excessivamente calóricas para “compensar” o jejum matinal, podendo associar-se com o ganho de peso.

         O organismo necessita da elevação de energia para realizar as atividades matinais, porém, não consumir o desjejum inviabiliza este processo, além de favorecer uma possível deficiência de alguns nutrientes, como o cálcio, uma vez que os alimentos fontes desse mineral são geralmente consumidos durante esta refeição.

         A importância do consumo de um desjejum saudável também é relacionada com o aumento da ingestão de vitaminas e minerais e redução da ingestão das calorias totais do dia, pois o consumo cereais nessa refeição está associado a uma diminuição da ingestão de alimentos gordurosos.

      Portanto, o costume de não realizar o desjejum tende a favorecer o aumento do IMC, não sendo um hábito efetivo para as pessoas que procuram um estilo de vida saudável e que pretendem perder peso.


Postado por Letícia Andrade e Vivian Giubine


Referências

SOUZA, S. M. et al. Relação entre o índice de massa corporal e o tipo de desjejum de pacientes de um consultório de nutrição. Revista Brasileira de Obesidade, Nutrição e Emagrecimento, São Paulo, v. 1, n. 3, p. 79-84, mai./jun., 2007.

TRANCOSO, S. C.; CAVALLI, S. B.; PROENCA, R. P. C. Café da manhã: caracterização, consumo e importância para a saúde. Rev. Nutr.,  Campinas,  v. 23,  n. 5, out., 2010.

Cacau






    O cacau é particularmente rico em polifenóis (flavonóides e flavonóis), cada semente de cacau contém uma quantidade apreciável de gordura de 40 a 50% sob forma de manteiga de cacau e os polifenóis de até 10% do peso seco sem semente (concentração de epicatequina em sementes recém colhidas de origem genética comum variada de 21,89 a 43,27 mg/g, de amostra seca desengordurada).


    É importante distinguir especificamente o cacau como produto natural do alimento processado que é o chocolate.


    O chocolate é uma combinação entre o solido de cacau, açúcar, aditivos e eventualmente leite.




Efeitos benéficos

  • Diminui o risco de doenças coronarianas;
  • Diminui Acidente Vascular Cerebral (AVC);
  • Diminui o risco cardiovascular;
  • Melhora perfil lipídico, diminuindo o “colesterol ruim” (LDL), aumenta o “colesterol bom” (HDL);
  • Diminui a pressão arterial.



Recomendação



    Estudo recomenda ingestão de 16g a 100 g/dia de chocolate amargo (50%).


Atenção: O consumo em excesso pode induzir o ganho de peso.


Postado por: Andressa Ventura e Walkiria Guerreiro


 Referências Bibliográficas

SANTOS, A. Cacau, Chocolate e Risco Cardiovascular. Revista Fatores de Risco, Porto, n. 21, p. 12-17, Abr./Jun. 2011.

RODRIGUES, U. T. M. Revisão sistemática sobre ação do chocolate, chá, vinho tinto e café na saúde cardiovascular. Revista Brasileira de Obesidade, Nutrição e Emagrecimento, São Paulo, v.1, n.2, p.36-46, Ma./Abr., 2007.

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Relação entre Anemia e Obesidade






         A anemia por deficiência de ferro (anemia ferropriva) é considerada, desde a década de 50, um problema de saúde pública. E ainda hoje, a doença tem ocorrência elevada e encontra-se entre as mais graves deficiências nutricionais no mundo.

         As práticas alimentares exercem um importante papel no desenvolvimento da doença, como: consumo insuficiente de ferro, consumo inadequado de vitaminas que auxiliam na absorção, e consumo simultâneo com ferro de substâncias que diminuem sua absorção, como o cálcio e ácido fítico.

         Uma dieta desequilibrada por um longo prazo pode tanto favorecer o aparecimento da anemia ferropriva quanto de outras doenças, como a obesidade, possibilitando a existência das duas ao mesmo tempo, sendo conhecida como “dupla carga de problemas nutricionais”. Entretanto, descobertas recentes relataram que a obesidade propriamente dita, e não só a dieta, poderia ser o fator que levaria ao desenvolvimento da anemia ferropriva.

         No início da década de 2000, foi descoberta a hepcidina, uma pequena proteína sintetizada principalmente nas células do fígado, importante para o equilíbrio do ferro. A hepcidina regula a saída de ferro dos macrófagos (célula de defesa) e das células do intestino. Durante infecções e inflamações, ocorre o aumento dessa proteína, que gera um acúmulo de ferro dentro dessas células, reduzindo a concentração de ferro circulante.

         Uma vez que a obesidade leva ao constante aumento da atividade inflamatória do organismo, é possível que a adiposidade em excesso possa predispor ao aparecimento da anemia, conhecida neste caso, como “Anemia da Doença Crônica”.

         É importante considerar que a presença da anemia ferropriva em obesos, além de trazer os prejuízos próprios da doença, pode favorecer o agravamento da própria obesidade. Isso porque a baixa concentração de ferro no sangue dimunui a produção de hemoglobina (proteína transportadora de oxigênio), levando à redução da resistência aos esforços físicos e a prejuízos na função muscular. Consequentemente, o indivíduo com anemia, torna-se menos ativo, favorecendo o sedentarismo.

         Ao longo dos últimos anos, tem sido evidente que a relação entre a anemia e a obesidade é bem mais complexa do que se poderia imaginar. A obesidade tanto pode favorecer o aparecimento da anemia ferropriva, quanto pode ser causada por ela, sendo a alimentação saudável capaz de prevenir, tanto as doenças causadas por deficiências nutricionais quanto aquelas causadas por excessos.


Postado por Letícia Andrade e Vivian Giubine


Referência

BAGNI, U. V.; VEIGA, G. V. Anemia ferropriva e obesidade: novos olhares para antigos problemas. Nutrire: rev. Soc. Bras. Alim. Nutr. J. Brazilian Soc. Food Nutr., São Paulo, SP, v. 36, n. 1, p. 177-188, abr. 2011.

A importância do cálcio para o esporte e prevenção da osteoporose




        O osso é um tecido que se adapta e se desenvolve estrutural e funcionalmente em resposta às forças mecânicas e às demandas metabólicas. É considerado reserva de cálcio, contendo 99% de todo cálcio do organismo.

        O modelamento e remodelamento de ossos são regulados principalmente pela interação entre fatores genéticos, influências bioquímicas e hábitos de vida, como a nutrição, que interfere  no crescimento e manutenção do sistema esquelético.

        Os ossos assim como os músculos, sofrem alterações com o treinamento, no entanto, a capacidade de adaptação óssea, de ligamentos e tendões quando comparada com a capacidade de adaptação da musculatura, ocorre de forma mais lenta.

        O treinamento realizado com cargas de alta intensidade, sem um período adequado para adaptação óssea, pode ocasionar uma redução no seu conteúdo mineral, o que leva ao risco de lesões. Contudo, um treinamento de força realizado com o aumento da carga de forma progressiva e no período adequado, apresenta um efeito positivo na densidade mineral óssea, o que contribui na formação de ossos fortes e resistentes, prevenindo a osteoporose. 

      Estudos mostraram que  atletas engajados em esportes que produzem altos valores de tensão em movimentos versáteis (em especial o squash) tinham valores mais altos de densidade mineral óssea nos locais que receberam potencialmente mais tensão;

       Mulheres após a menopausa, em conjunto coma reposição hormonal, podem realizar o treinamento de força para manter a integridade óssea, aumentar a força e o equilíbrio muscular. Segundo estudo  não existe nenhuma evidência de que o exercício sozinho possa reduzir a perda óssea associada à redução dos hormônios reprodutivos, ocorrência característica da menopausa;

        O treinamento de força também mostrou um efeito benéfico em indivíduos da terceira idade, tanto na redução da perda óssea, quanto no aumento da massa óssea;

        O pico de massa óssea geralmente não é alcançado antes de 30 anos e o estilo de vida é um importante determinante da probabilidade de desenvolver mais tarde osteoporose, e a  deficiência de cálcio contribui para seu surgimento.

       Três fatores merecem atenção especial na profilaxia da osteoporose:  maximização do pico de massa óssea na adolescência e no início da fase adulta, ingestão adequada de cálcio e  atividade física praticada regularmente. 

        Uma dieta apropriada de cálcio é importante para manutenção da massa óssea. O cálcio é essencial para todas células do corpo, incluindo coração, nervos e músculos. Assim, é importante que a necessidade de cálcio pelo corpo não seja maior do que a quantidade oferecida na dieta alimentar diária. Mantido esse equilíbrio, o organismo não precisa retirar a reserva de cálcio dos ossos.

        A alimentação equilibrada pode ajudar na prevenção de doenças ósseas, como a osteoporose. Além disso, a subnutrição aumenta o risco de quedas, as quais podem gerar fraturas, principalmente em ossos mais frágeis.


Recomendações Nutricionais


A ingestão recomendada de cálcio dietético pelas (DRIs, 1997)
Adolescência necessidade aumentada para crescimento e desenvolvimento (1.300 mg/dia)
Adultos Homens e mulheres  1000mg/dia;
Na pós-menopausa, a necessidade de cálcio novamente se eleva (1.200 a 1.300 mg/dia).
Durante a gestação e lactação, a demanda aumenta de 200 a 300 mg de cálcio por dia.


Fontes alimentares de cálcio:

  • Leite integral ou desnatado e seus derivados  (iogurte e queijo fresco e outros)  
  • Verduras verde-escuras como brócolis e couve;
  • Sardinha assada;
  • Feijão rosinha cozido;
  • Requeijão cremoso;
  • Laranja lima;
  • Tofu;
  • Bebidas a base de soja;


Fatores que interferem na absorção do cálcio nos ossos


Ajuda na absorção
Atrapalha na absorção

Ingestão de vitamina D  e exposição a  á raios solares facilitam a absorção de cálcio


Excesso  de álcool, sal, cafeína e proteína animal, aumenta a excreção urinária de cálcio.

Excesso de fibras na alimentação, aumenta a eliminação do cálcio  nas fezes.




Postado por: Walkiria Guerreiro e Andressa Ventura


Referências Bibliográficas


BARBOSA, M.G; et al. Micronutrientes na atividade física: Um enfoque nos minerais. N, 145. Junho, 2010.

CARVALHO, Daniela CL et al. Tratamentos não farmacológicos na estimulação da osteogênese. Revista de Saúde Pública. vol.36, n.5, p. 647-654. 2002.

LANZILLOTTI, HAYDÉE, S; et al. Osteoporose em mulheres na pós-menopausa, cálcio dietético e outros fatores de risco. Revista  de Nutrição. vol.16, n.2, p. 181-193. 2003.

PANZA, Vilma Pereira et al. Consumo alimentar de atletas: reflexões sobre recomendações nutricionais, hábitos alimentares e métodos para avaliação do gasto e consumo energéticos. Revista de nutrição. vol.20, n.6, p. 681-692. 2007.

PEREIRA, G. A;et al. Cálcio dietético: estratégias para otimizar o consumo. Revista Brasileira de Reumatologia. vol.49, n.2, p. 164-171. 2009.

sexta-feira, 11 de maio de 2012

A importância do Zinco na Síndrome de Down




        É uma doença cromossômica, caracterizada pela presença e expressão de três cópias de genes, localizados no cromossomo 21, que constitui uma das causas mais frequentes de deficiência mental, comprometendo cerca de 18% do total dos deficientes mentais em instituições especializadas.


Patologias Associadas

    A síndrome de Down pode ser associada com uma variedade de complicações e comprometimento do coração, sistema nervoso, visão, medula, glândula tireoide, arcada dentária, pulmões, fígado, estômago, pâncreas, rins, glândula suprarrenal, vesícula biliar, intestino delgado e grosso, articulações do joelho, quadril, entre outros.

        Estudos realizados mostraram que o estado nutricional relativo ao zinco está inadequado,  com alterações no sistema antioxidante, imunológico e no metabolismo dos hormônios da  tireoide, evidenciados  pela reduzida concentração desse mineral no plasma e na urina de portadores de Síndrome de Down.

       O zinco participa como cofator da enzima deiodinase tipo II na conversão periférica da Tiroxina em Triiodotironina, essa reação está diminuída,  que contribui para a manifestação de distúrbios, como hipotireoidismo subclínico.
Esses indivíduos, portanto apresentam características metabólicas que os tornam mais vulneráveis ao aparecimento de doenças relacionadas principalmente ao seu estado nutricional.


Beneficio do Zinco na Alimentação

     Estudos mostram que a suplementação de zinco melhora o metabolismo dos hormônios tireoidianos e na função imune.

    Existem fatores que podem promover ou dificultar sua absorção, que ocorre em todo intestino delgado. A presença de aminoácidos, como cisteína e a histidina, melhoram sua biodisponibilidade. Por outro lado, o fitato presente nos alimentos (farelo, cereais de grãos integrais e leguminosas) dificulta essa disponibilidade.

Alimentos fontes de Zinco: Frutos do mar , sendo a ostra maior fonte; carnes, fígado e aves; nozes verdadeiras como amêndoas, avelãs, castanhas de caju , castanhas do Brasil, macadâmias.


Atividade Física na Síndrome de Down

    Os portadores da síndrome de down compõem um grupo específico onde se observam prevalências de sobrepeso e obesidade superiores ás verificadas em populações adultas.

    A musculação apresenta efeito favorável, promovendo a redução na gordura corporal e aumento da musculatura.


Postado por Andressa Ventura e Walkiria Guerreiro


 Referências Bibliográficas

FREITAS, J. B; NAVES, M. M. V. Composição Química de nozes e sementes comestíveis e sua relação com a nutrição e saúde. Revista de Nutrição, Campinas.v. 23, n. 2, p. 269- 279. Março/ Abril, 2010.

MARQUES, R. C; MARREIRO, D. N. Aspectos metabólicos e funcionais do zinco na síndrome de down. Revista de Nutrição, Campinas. v. 19, n. 4, p. 501- 510. Julho/ Agosto, 2006.

PRADO, N. D; et al. Acompanhamento nutricional de pacientes com síndrome de down atendidos em um consultório pediátrico. O mundo da saúde, São Paulo. v. 33, n. 3, p. 335- 346. 2009.

quinta-feira, 10 de maio de 2012

Mitos e Verdades da Nutrição - Parte 2




         Como as incertezas na área da alimentação são muitas atualmente, preparamos uma segunda parte para os Mitos e Verdades da Nutrição.

A ingestão de proteína em excesso aumenta a massa do indivíduo?
         Não, a necessidade de proteína para sedentário tem um limite de 1g por quilo de peso corporal. Portanto o organismo utilizará apenas essa quantidade, acima disso a proteína será utilizada como fonte de energia e será eliminada pela urina. Praticantes de atividade física ou atletas necessitam de uma quantidade maior em função do aumento da “queima” de proteína para gerar energia durante o exercício e reparar as lesões musculares. O aumento da massa está relacionado a exercícios localizados, e não a ingestão em excesso que pode danificar os rins.

Os atletas necessitam de uma alimentação diferenciada em relação a um indivíduo sedentário?
         Sim, as recomendações de energia para os sedentários ou praticantes de atividade física moderada são insuficientes para atletas. O gasto energético dos atletas pode ser até 4 vezes maior que o de um indivíduo sedentário ou moderadamente ativo, contudo não basta oferecer mais energia, é preciso oferecer energia com qualidade, por meio de alimentos variados em quantidades adequadas.

As bebidas energéticas repõem energia?
         Não, a quantidade de energia oferecida por elas equivalem a de um refrigerante comum. Essas bebidas possuem como um de seus ingredientes a cafeína, que provoca um aumento da atividade mental. Porém seu consumo tem sido comumente associado com o álcool, assim os efeitos de euforia, ânimo e suposta energia se deve muito mais ao álcool do que ao energético.

O guaraná em pó misturado com algum tipo de suco ou água é um alimento energético?
         Não, o guaraná em pó encontrado em cápsulas no supermercado não é um alimento energético, mas como e rico em cafeína produz efeitos estimula o sistema nervoso central. Embora atribuam poderes curativos ao guaraná não, há evidencias científicas que comprovem isso.

A dieta vegetariana é mais saudável?
         Não, essa afirmação geralmente é feita por pessoas que tem esse tipo de alimentação, que não ingere nenhum tipo de alimento de origem animal.  Embora contenha colesterol, a carne é melhor fonte de ferro, portanto ela deve ser consumida com moderação. A falta de alimentos de origem animal pode acarretar em algumas deficiências nutricionais. Porém a dieta vegetariana for bem planejada e tiver suplementação não acarretará problemas nos adultos, mas não é recomendada para crianças, gestantes e mulheres que amamentam.


Postado por Letícia Andrade e Vivian Giubine

Referência

TIRAPEGUI, J. Mitos e verdades sobre nutrição e atividade física. In: TIRAPEGUI, J. Nutrição, metabolismo e suplementação na atividade física. São Paulo: Editora Atheneu, 2005. p. 329-335.