sexta-feira, 8 de junho de 2012

O Tênis de Corrida





A escolha correta do tênis de corrida é importante tanto na
prevenção como no tratamento de algumas lesões. O tênis
correto pode inclusive compensar anormalidades do pé e/ou pisada
do atleta impedindo o surgimento de lesões.


ANATOMIA  DO TÊNIS

O tênis é dividido em revestimento e solado. O revestimento
deve cobrir e segurar o pé no solado. O solado deve amortecer,
proteger e dar estabilidade.

O revestimento deve ser leve e macio, que permita transpiração.
A porção anterior deve ser profunda o suficiente para não pressionar
os dedos e deve ter revestimento externo mais resistente para
proteger os dedos.

A parte mais estreita do tênis se chama garganta e deve-se ter
atenção ao escolher o tênis para que esta região não aperte demais
o pé. As paredes laterais devem apresentar arcos de sustentação e
devem dar estabilidade ao calçado. A língua deve proteger o dorso
do pé do atrito com o cordão e deve ser de espuma elástica.

O retro pé é a região mais firme de todo o revestimento e é
responsável, graças a sua resistência e pouca flexibilidade, a
neutralização das forças torcionais que o pé recebe durante a corrida,
deve ter um desenho em U para não pressionar o tendão calcâneo.
O solado é dividido em sola externa, intermediária e palmilha.
A sola externa é responsável por tração e proteção do piso. Quanto
mais resistente for o material da sola externa menos flexível ela
também será. A sola intermediária é, sem dúvida, a mais importante.

Os investimentos da indústria de calçados esportivos está no
desenvolvimento de novos materiais para melhorar o amortecedor
e a estabilidade.

O material utilizado mais comum é o EVA (etil vinil acetato), que
possui como características ser leve, resistente e com boa capacidade
de absorção de impacto. Pode ser desenvolvido em alta, media ou
baixa densidade, por exemplo: alta densidade no retropé para ter
durabilidade e estabilidade e baixa densidade no antepé, para
aumentar o conforto e a flexibilidade.

A durabilidade de um tênis com EVA é de aproximadamente 500 Km. Outro material são as cápsulas de ar. Estas cápsulas são
colocadas dentro da sola intermediária e dependendo da pressão
do gás absorverá mais ou menos o impacto. Os tênis com cápsulas
de ar absorvem melhor o impacto, porém em contra partida são
menos estáveis. Algumas empresas utilizam dentro destas cápsulas
gel, silicone, EVA, etc.

A palmilha deve promover amortecimento e diminuir o atrito. Elas
devem ser removíveis para higienização e devem ser retiradas
quando o corredor necessitar de uma palmilha especial. Os materiais
mais comuns são: espuma de polietileno, espuma de poliuretano, espuma de neoprene e silicone.

Quanto mais curvo for o tênis na parte interna, mais flexível e
quanto mais reto, mais rígido. Como se pode observar, quanto maior
a absorção de impacto, menos estabilidade se tem. Este conhecimento
é fundamental na hora da compra do calçado. O atleta tem que ter
em mente a resposta para a primeira pergunta:


TIPOS DE TERRENO

Asfalto - tênis com maior absorção de impacto podendo inclusive ser
menos estável, visto que sendo o terreno regular a chance de um
entorse é menor.

Terra - tênis com maior estabilidade, pois o problema agora
são as torções e o desgaste articular e não o impacto.


ESCOLHA DO TENIS PARA O TIPO DE PÉ

Atletas com pés planos, muito flexíveis, devem adquirir um tênis
estável. Este deve apresentar retropé firme na região interna, sola
intermediária de alta densidade, estabilizador no revestimento medial
e de formato reto. A palmilha deve ser elevada na região medial de
modo a tentar dar mais estabilidade ao arco longitudinal e diminuir
a excessiva pronação do pé.

Pés cavos, rígidos, tem pouca capacidade de absorver o impacto.
Estes atletas devem priorizar tênis com o máximo da capacidade de
absorção de impacto e flexibilidade. Deve ter retropé com estabilidade
lateral e sola intermediária de baixa densidade. O formato deve ser
curvo, o que aumenta a flexibilidade. Pode ser associado uma
palmilha de EVA, Poliuretano, neoprene ou silicone.


A COMPRA

O atleta deve comprar o tênis à tarde ou à noite, momento em que
o pé está maior devido o inchaço que ocorre ao longo do dia.

Deve ficar de pé e caminhar um pouco pela loja.

Deve ainda estar com meias esportivas e calçar o par, visto que
nem todos tem o pé direito do mesmo tamanho que o esquerdo.

Movimente os dedos dentro tênis, eles não devem estar apertados.

Avalie o tamanho do tênis de acordo com o maior dedo do pé, e isto
é muito importante para quem tem o segundo dedo longo. Deve haver
uma pequena sobra à frente do maior dedo, pois durante a corrida
o pé aumenta de tamanho devido o edema.

O retro pé deve ser confortável e deixar o tendão calcâneo livre.

Preste atenção nos detalhes de construção do tênis com costura,
colagem, flexibilidade do solado, mesmo que você já conheça o tênis.

O mais importante é não comprar apenas pela marca, preço,
ou visual e sim pelo conforto e adequado para o cada tipo de pé e pisada.


Fonte: Dr. Maurício P. Barbosa
Artigo publicado na revista Running Brasil, em 2006


Postado por Dr. Rogerio Nascimento.


Vigorexia






        Hoje em dia é grande a pressão sobre qual deve ser a estrutura corporal de indivíduos de ambos os sexos, observa-se que o indivíduo só é aceito em sociedade ao estar de acordo com os padrões do grupo.

        Enquanto para mulheres o corpo magro é considerado ideal e representa sua aceitação na sociedade, para homens este padrão corresponde a músculos cada vez mais desenvolvidos, muitas vezes alcançados somente com o uso de substâncias como os esteroides anabolizantes.

      A imposição, pela mídia, sociedade e meio esportivo, de um padrão corporal considerado o ideal, ao qual associam o sucesso e a felicidade podendo causar alterações da percepção da imagem corporal.       No caso dos homens, além de Transtornos Alimentares (TA), também podem sofrer de um novo quadro denominado Vigorexia ou Dismorfia Muscular.

        Os indivíduos acometidos por este TA se preocupam de maneira anormal com sua massa muscular, o que pode levar ao excesso de levantamento de peso, prática de dietas hiperprotéicas, hiperglicídicas e hipolipídicas, e uso indiscriminado de suplementos protéicos, além do consumo de esteróides anabolizantes, o que pode ocasionar muitos transtornos metabólicos aos indivíduos, afetando especialmente os rins, a taxa de glicemia e o colesterol do indivíduo.

         A prevalência da Vigorexia é entre os homens entre 18 e 35 anos, mas pode também ser  Observada em mulheres, sendo expressa por fatores socioeconômicos, emocionais, fisiológicos, cognitivos e comportamentais.

        Não há descrição do tratamento para a Vigorexia, em sua maior parte, práticas são "emprestadas" do tratamento de quadros parecidos e não devem ser entendidas como definitivas. Da mesma forma que indivíduos com TA's, os indivíduos com Vigorexia dificilmente procuram tratamento, pois através dos métodos propostos geralmente acarretarão perda da massa muscular.

       Treinadores, técnicos e a equipe profissional devem ser sensibilizados em relação aos problemas que podem ser desenvolvidos em relação à saúde física e psicológica de atletas e desportistas, buscando identificar possíveis distorções comportamentais, a fim de evitar ou minimizar a ocorrência da Vigorexia.


Postado por Andressa Ventura e Vivian Giubine


Referência

CAMARGO, Tatiana Pimentel Pires de et al . Vigorexia: revisão dos aspectos atuais deste distúrbio de imagem corporal. Rev. bras. psicol. esporte,  São Paulo,  v. 2,  n. 1, jun.  2008 .   Disponível em . Acesso em  08  jun.  2012.

quarta-feira, 6 de junho de 2012

Entorse de Tornozelo




Todo mundo está sujeito a torcer o pé. Pode acontecer durante uma caminhada normal, basta ter um buraco na calçada, a pessoa pisa torto, força o tornozelo e... pronto! A região fica inchada, dolorida, e os ligamentos sofrem lesões que podem ficar para sempre.

A torção é um movimento anormal dos ossos que provocam a lesão do ligamento. É menos grave que a luxação, na luxação, o ligamento se rompe e a articulação sai totalmente do lugar. É preciso um médico para reposicionar a articulação, muitas vezes com a anestesia.
As torções podem vir a provocar também fraturas, que são lesões do tecido ósseo. Quando ocorre uma fratura, o osso literalmente é quebrado. Isto acontece por que uma força muito grande age sobre ele – o que pode acontecer em uma torção.

A primeira atitude a ser tomada após uma torção de tornozelo é retirar o calçado para afrouxar a área. A região vai ficar inchada e avermelhada, e a melhor maneira de reduzir o inchaço é com gelo. Com o frio, os vasos sanguíneos ficam mais estreitos (Vasoconstrição), o que reduz o sangramento interno do ferimento e, portanto, o inchaço.
O ideal é colocar compressas de gelo, por 20 minutos de 3 a 4 vezes ao dia. É importante respeitar este intervalo para proteger a pele e as articulações. Para a pele, aliás, também é bom envolver o gelo em algum tecido. Compressas quentes são péssimas, pois pioram o inchaço.
Estes são apenas os primeiros socorros, pois é necessário seguir logo para uma consulta médica. A região machucada deve ser bem protegida no processo. No caso do tornozelo, não se deve pôr o pé no chão.
O Médico vai avaliar o inchaço para ver se o ligamento pode estar lesionado ou se houve fratura. Em muitos casos, ele vai pedir exames de radiografia – para verificar os ossos – e ressonância magnética – que mostra se os ligamentos estão bem.
A recuperação dos ligamentos é lenta e depende do tipo de lesão. Primeiro, a área fica inflamada, o que em média demora três dias. Depois, o ligamento começa a reconstruir as fibras, alinhando-as corretamente. Nesta fase, que pode durar até um mês e meio, é importante manter a articulação imobilizada. Por fim, o ligamento leva até um ano para voltar ao que era antes da contusão.
É importante respeitar os prazos de recuperação para que o tornozelo fique forte. Quando os ligamentos não cicatrizam direito, pode ocorrer um quadro conhecido como instabilidade crônica, que provoca novas torções ao longo do tempo.

Alguns exercícios podem deixar o pé mais "inteligente" e prevenido contra as torções. Os pés precisam de estímulo. Uma pessoa sedentária, que não tem o costume de andar em terrenos acidentados, terá mais chances de torcer o pé do que alguém que está acostumado a pisar na areia ou praticar esporte.
Os exercícios de alongamento são importantes porque garantem a elasticidade dos músculos, tendões e ligamentos, de forma que sua resposta se torna mais sincronizada e segura. Quando ocorre torção, as estruturas alongadas e saudáveis estão mais capacitadas para se adaptar às condições extremas. Por isso, tem maiores chances de evitar lesões do que as estruturas "fora de forma".

Exercicios Básicos:

·      Bate o pé: sentado, o movimento é de levantar e abaixar a ponta do pé como se estivesse batendo a parte da frente do pé. Este exercício trabalha principalmente o músculo tibial anterior, que fica na canela e é um dos responsáveis pela formação do arco plantar e pelo movimento de elevação da parte anterior do pé.
·      Fortalecimento de eversores: sentado ao lado da parede com uma bola, o pé fará um movimento como se estivesse “dando tchau". O objetivo é empurrar a bola contra a parede com a parte lateral do pé. Este exercício fortalece os músculos eversores do tornozelo, gerando maior estabilidade e tentando evitar a torção.
·      Andar na linha: caminhar em cima de uma linha com um pé na frente do outro. O objetivo deste exercício é melhorar o equilíbrio.
·      Andar com a ponta do pé para cima: caminhar com a ponta do pé para cima em linha reta. O objetivo deste exercício é melhorar o equilíbrio associado à contração isométrica do músculo tibial anterior.
·      Andar no colchão: caminhar em um colchão espesso, pode ser o de uma cama. O objetivo deste exercício é caminhar em um solo instável para gerar mais estabilidade para o tornozelo e melhorar o equilíbrio.


Fonte: G1 Dr. Caio Nery

Postado por Dr. Rogerio Nascimento

Os enigmas do café


           

          O café é a bebida mais consumida no Brasil e no mundo ocidental. O fato de ser uma bebida tão popular, explica o interesse por estudos sobre as substâncias presentes e a relação de muitas delas com a saúde.

         Existem diferentes maneiras de se preparar a bebida café, que variam conforme a tradição de cada país. No Brasil, as formas de preparo mais comuns são: café fervido ou estilo escandinavo (sem filtração do pó), filtrado (filtro de papel), café à brasileira (filtro de pano) e café expresso, além do uso do café instantâneo ou solúvel.

         Estudos investigam que os compostos encontrados no café, como a cafeína e os diterpenos cafestol e kahweol estão relacionados com Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS), inflamação endotelial, Infarto Agudo do Miocárdio (IAM), Doença Arterial Coronariana (DAC), arritmias cardíacas, acidente vascular cerebral e dislipidemias. Algumas dessas relações estão listadas abaixo:


Café e hipertensão arterial
         A cafeína é a substância do café mais estreitamente relacionada com a Pressão Arterial (PA). No sistema cardiovascular, ela produz aumento agudo do débito cardíaco, vasoconstrição e aumento da resistência vascular periférica. Contrariamente a estes efeitos indesejáveis, alguns estudos têm demonstrado atividade antioxidante da cafeína o que a tornaria um protetor em potencial contra os efeitos citados no sistema cardiovascular.

Café e dislipidemias
         Os diterpenos cafestol e kahweol, por sua vez, apresentam potenciais efeitos no aumento dos lipídeos, especialmente sobre a elevação do colesterol no sangue. O teor de cafestol e kahweol na bebida varia em função do modo de preparo, ou seja, da técnica culinária de preparação da bebida. O café turco e o fervido, por exemplo, contêm níveis relativamente altos, enquanto o filtrado e o instantâneo contêm níveis baixos.

Efeito protetor dos antioxidantes do café
         O café ainda é uma importante fonte de ácidos fenólicos e outros compostos responsáveis pelo aroma, que tornam a bebida uma das maiores fontes de antioxidantes da dieta. E, além disso, a cafeína e os diterpenos também possuem reconhecida atividade antioxidante, que fazem com que os resultados dos estudos com a bebida sejam conflitantes devido à presença dessas substâncias com efeitos contrários, ou seja, ao mesmo tempo que antioxidantes, também tem potencial para a elevação do colesterol e para o aumento agudo da pressão arterial sistêmica.

         Portanto, apesar da dificuldade em se estabelecer uma associação mais conclusiva entre consumo de café e doenças cardiovasculares, provavelmente em função desses efeitos contraditórios, das diferentes formas de preparo da bebida e da quantidade consumida diariamente, o consumo moderado pode até mesmo ser recomendável, em virtude de um efeito inócuo ou modesto sobre o risco cardiovascular, senão protetor, traduzindo-se em uma prática benéfica para a saúde humana.

Postado por Letícia Andrade e Vivian Giubine

Referências

LIMA, F. A et al. Café e saúde humana: um enfoque nas substâncias presentes na bebida relacionadas às doenças cardiovasculares. Rev. Nutr., Campinas, v. 23,n. 6, p.1063-1073, nov/dez, 2010



Orégano - antimicrobiano natural


    

     Orégano (Origanum vulgare L.) é uma planta herbácea, perene, ereta, aromática, de hastes algumas vezes arroxeadas, de 30 a 50 cm de altura, nativa de regiões montanhosas e pedregosas do sul da Europa e amplamente cultivada nas regiões sul e sudeste do Brasil para uso culinário.

        Geralmente é usado como tempero na forma da folha seca, com finalidade de dar aroma e sabor aos alimentos, sendo muito utilizado na culinária italiana nas preparações de sopas, saladas, carnes, risotos, massas, molhos e etc.

        Na sua composição química em sua folhas e inflorescências, destaca-se a presença de até 1% de óleo essencial, com cerca de 40 a 70% de carvacrol, acompanhados de borneol, cineol, terpineol, terpineno e timol.

      O óleo essencial é utilizado na composição de aromatizantes de alimentos e de perfumes. Tem sido considerados como preservativos naturais e podem ser utilizados como método adicional de controlar o crescimento e a sobrevivência de microorganismos patógenos ou deteriorantes em alimentos, ou seja melhora o tempo de prateleira dos alimentos.


      O carvacrol é um composto fenólico, apresenta-se como o componente majoritário do óleo essencial de orégano e pode ser o principal responsável pela intensa atividade antimicrobiana, pois atua impedindo a multiplicação dos micoorganismos.

        

        As suas folhas secas são usados medicinalmente por vários séculos em diferentes partes do mundo, por ter efeito na saúde humana devido à presença de compostos antioxidantes. 


Postado por Andressa Ventura e Walkiria Guerreiro


Referências Bibliográficas

Dolinsky, M. Nutrição Funcional. 1°ed. São Paulo: Roca, 2009.

Santurio, J.M; et al. Atividade antimicrobiana dos óleos essenciais de orégano, tomilho e canela frente a sorovares de Salmonella enteria de origem avícola. Ciência Rural, Santa Maria, v. 37, n.3, p. 803-808. Mai/Jun, 2007.


terça-feira, 5 de junho de 2012

Pilates praticado por Surfistas.




Hoje muitos atletas de alto rendimento e amadores vêm buscando o Pilates como complemento dos treinos, e os surfistas não poderiam ficar fora dessa!

Muitos surfistas apresentam dor principalmente na região lombar e cervical devido o posicionamento na prancha durante longos períodos de treino, isso é decorrente talvez de desvios posturais ou mesmo da fraqueza da musculatura.

Veja o que a prática do Pilates pode fazer pelo surfista:

·      Melhora da Respiração: o método resgata a importância da respiração correta para a prática. Devido à vida agitada, as pessoas passaram a respirar mais rápido e de forma incompleta, ou seja, o ar não chega a atingir a parte inferior do pulmão, região onde a troca gasosa é mais eficiente, por isso o trabalho da respiração tridimensional no Pilates é fundamental para os surfistas também;

·      Melhora da concentração: alguns exercícios tem papel fundamental na prevenção de dores através de movimentos funcionais, aliviando assim qualquer desconforto, melhorando a postura e consciência corporal;

·      Melhora da mobilidade articular, focando principalmente nos exercícios de força excêntrica.

·      Fortalecimento do centro, (Oblíquos, Transverso do Abdômen, Assoalho Pélvico e Multífidos), podendo assim evitar futuras lesões na região Lombo Pélvica;

·      Melhora do equilíbrio, trabalhando em superfícies instáveis, para desafiá-lo em diversas posições;

A prática também proporciona uma coluna mais saudável de modo a aumentar o equilíbrio corporal. O que podemos concluir que o Pilates trará muitos benefícios, principalmente por serem exercícios dinâmicos onde sempre buscaremos o alinhamento ideal dentro do movimento, assim poderá evitar as temidas dores nas costas e na cervical.

Fonte: Revista Pilates

Postado por Dr. Rogerio Nascimento.

5 pontos-chave para uma alimentação segura






         O Ministério da Saúde indica que a maior parte das doenças transmitidas por alimentos (DTA) ocorre nas residências e está relacionada ao incorreto manuseio e conservação dos alimentos nesse ambiente. 

         As DTAs são causadas pela ingestão de alimentos ou bebidas contaminados. Existem mais de 250 tipos de DTAs e a maioria são infecções causadas por bactérias e suas toxinas, vírus e parasitas. Outras doenças são envenenamentos causados por toxinas naturais (ex. cogumelos venenosos, toxinas de algas e peixes) ou por produtos químicos prejudiciais que contaminaram o alimento (ex. chumbo, agrotóxicos).


         Segue abaixo, um material desenvolvido pela ANVISA sugere 5 pontos-chave para uma alimentação segura:

1- Mantenha a higiene 
         A desinfecção dos utensílios deve ser tão cuidadosa quanto à lavagem das mãos, tendo especial atenção com as condições de higiene e conservação da esponja, pano de pia e pano de prato que devem ser trocados frequentemente. As bancadas de cozinhas e as tábuas de corte devem ser mantidas, sem rachaduras, trincas e outros defeitos que favoreçam o acúmulo de líquido e sujidades, onde proliferam os micróbios.

2- Separe os alimentos crus dos cozidos 
         Os alimentos crus podem ser uma importante fonte de contaminação de outros alimentos prontos para o consumo. Essa contaminação, conhecida como contaminação cruzada, pode ocorrer por meio das mãos dos manipuladores ou pelo uso de utensílios – como facas e tábuas de corte – sujos. Um exemplo desse tipo de contaminação é cortar frango cru e usar a mesma tábua, sem lavar, para cortar a alface.
         Portanto, é importante fazer o corte dos alimentos para a montagem dos pratos com as mãos e utensílios bem lavados.

3- Cozinhe muito bem os alimentos 
         Segundo os dados do Ministério da Saúde, os ovos crus e mal cozidos e as carnes vermelhas responsáveis por 34,5% dos surtos de DTA que ocorrem no Brasil.
      Para maior segurança no consumo desses alimentos, mantenha-os refrigerados ou congelados ( no caso das carnes) e edscongele somente no refrigerador ou no microondas. Mantenha o produto cru separado dos outros alimentos e consuma somente após cozido, frito ou assado completamente.

4-  Mantenha os alimentos em temperaturas seguras
         Quando as condições do alimento são ideais para os micróbios, uma única bactéria pode se multiplicar em 130.000 em apenas 6 horas.
         Portanto mantenha a geladeira, o congelador e o freezer nas temperaturas adequadas. A temperatura da geladeira deve ser inferior a 5ºC e não deve ficar muito cheia de alimentos e as prateleiras não devem ser cobertas por panos ou toalhas, dificultando que o ar frio circule.
         Abra a geladeira somente quando necessário e armazene adequadamente os alimentos na geladeira não os guardando por muito tempo. Não descongele os alimentos a temperatura ambiente e nunca os utilize após a data de validade

5- Use água tratada e alimentos seguros
         Siga a ordem correta de compra dos alimentos: primeiro, os produtos não comestíveis, segundo, os alimentos não perecíveis e depois os perecíveis
(carnes e outros produtos conservados sob refrigeração). Organize-se para que o tempo entre a compra dos alimentos perecíveis e seu armazenamento no domicílio não ultrapasse duas horas.
         A água utilizada para a preparação de alimentos deve ser tratada ou de abastecimento público. Nesse último caso, deve-se estar atento às condições de limpeza da caixa d’água.

Postado por Letícia Andrade e Vivian Giubine

Referência
ANVISA.  5 pontos-chave para uma alimentação segura. Disponível em: <http://www.anvisa.gov.br/hotsite/cinco_pontos/index.htm>. Acesso em 05 jun 2012



segunda-feira, 4 de junho de 2012

Alergia Alimentar




        A alergia alimentar (AA) é denominada qualquer reação anormal à ingestão de alimentos ou aditivos alimentares que envolvam mecanismos imunológicos, resultando em diferentes manifestações clínicas, tais como: urticária, bronco espasmo, manifestações gastrointestinais e anafilaxia (reação alérgica sistêmica).

        A AA é mais comum em crianças. Estima-se que a prevalência seja aproximadamente de 6% em menores de três anos e de 3,5% em adultos e estes valores parecem estar aumentando.

        O tipo de alimento responsável pelas alergias é um fator variável. Dieta, cultura e modo de preparo do alimento são alguns dos fatores que tornam o alimento mais alergênico. Apesar da relevância de diferentes dietas e culturas, estudos vêm demonstrando que um grupo de 8 alimentos é responsável por 80 a 90% das reações alérgicas: leite, ovo, trigo, soja, amendoim, castanhas, peixes e frutos do mar.

        A alergia alimentar por leite de vaca, ovo, trigo e soja desaparecem, geralmente, na infância ao contrário da alergia a amendoim, nozes e frutos do mar que podem ser mais duradouras e algumas vezes por toda a vida.

        Há muitos fatores que dificultam o diagnóstico de alergia alimentar. Os antígenos alimentares podem ser alterados com cozimento ou fervura e podem estar presentes em uma parte do alimento. Pode ainda ocorrer reação não imunológica aos aditivos alimentares que podem confundir o diagnóstico.

        Alergia aos aditivos alimentares são raras (abaixo de 1%). Os aditivos mais implicados em reações alérgicas são os sulfitos que podem causar asma, e o glutamato monossódico e a tartrazina que podem causar urticária.

        Três modalidades são geralmente empregadas no tramento e/ou profilaxia das alergias: eliminar e evitar alérgenos, tratamentos medicamentosos e medidas preventivas. A Sociedade Brasileira de Pediatria reconhece a importância do aleitamento materno exclusivo até o sexto mês e total até dois anos ou mais como forma eficaz de prevenção da alergia alimentar.

         Uma vez estabelecido o diagnóstico definitivo de alergia alimentar, o tratamento consiste na exclusão do(s) alimento(os) responsável(veis) pela reação, o que é de extrema importância. Isso nem sempre é fácil, especialmente se o alimento é encontrado em qualquer lugar e, portanto, difícil de ser evitado.

        Dessa forma, o acompanhamento nutricional, de qualquer pessoa com restrição alimentar é fundamental para avaliação de seu aporte nutricional, fazendo o possível para assegurar que suas necessidades nutricionais sejam atendidas.


Postado por Letícia Andrade e Vivian Giubine

Referências

SOCIEDADE BRASILEIRA DE PEDIATRIA E ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE ALERGIA E IMUNOPATOLOGIA. Consenso Brasileiro sobre Alergia Alimentar: 2007. Rev. bras. alerg. imunopatol., v. 31, n. 2,p. 64-89, mar/abr, 2008.

GAZOLA, H. B. Alergia alimentar em crianças. Revista Nutrição em Pauta, ano 16, n. 90, p. 16-20, maio/jun 2008.

sábado, 2 de junho de 2012

ESCOLIOSE IDIOPÁTICA




Escoliose Idiopática

A palavra escoliose tem origem no grego e significa curvatura. É o desvio lateral da coluna vertebral, não fisiológica, a qual é acompanhada por uma rotação dos corpos vertebrais para o lado convexo da curvatura. Ela é uma afecção de crescimento e provém sempre de um desequilíbrio segmentar, que a fisiologia estática deve compensar. A escoliose idiopática não tem cura e sim controle, ou seja, é necessário um tratamento precoce para ela.
A escoliose gera sequelas posturais, psíquicas, neurovegetativas e o mais importante, piora a qualidade de vida do paciente. Ela pode apresentar em forma de “C”, em forma “S”, podendo ou não ter curvatura secundária ou compensatória. Uma maneira prática de conseguirmos verificar se uma escoliose está compensada ou não é se o fio de prumo passa pela base do occipital e o sacro.


Etiologia e Classificação:

Escoliose Não Estrutural: é uma deformidade da coluna vertebral onde não ocorrem alterações estruturadas de seus elementos, como vértebra, ligamentos e discos intervertebrais. Em geral não é progressivo e a coluna mantém uma flexibilidade normal tanto clínica quanto radiológica por longos períodos. Ela é secundária a uma doença de base como encurtamento do membro inferior, irritação de raiz nervosa, doenças inflamatórias. Ou infecciosas, tumores, etc. Em geral regride com o tratamento da doença de base.

Escoliose Estrutural: é uma deformidade da coluna vertebral em que ocorrem alterações estruturadas de seus elementos. Basicamente três fatores contribuem para que isso ocorra. Primeiro, uma deformidade rotatória complexa do corpo vertebral, com alteração de sua forma no plano axial. Segundo, um encunhamento dos corpos vertebrais e discos intervertebrais. Terceiro, retração dos tecidos moles do lado côncavo da curva. Frequentemente é progressiva e não se corrige com manobras de inclinação lateral do tronco, tanto do ponto de vista clínico quanto radiológico. Clinicamente, caracteriza-se pela presença de gibosidade costal ou lombar do lado convexo da curva, que é causada pela rotação da coluna vertebral.


                                                              Classificação por idade

·      Idiopática Infantil: de 0 a 3 anos.
·      Idiopática Juvenil: de 3 a 10 anos.
·      Idiopática Adolescente: acima de 10 anos.


Medida da curvatura pelo método de John Cobb

Traça-se uma linha paralela à borda superior da vértebra mais superior, mais inclinada para a concavidade e outra paralela também na borda inferior da vértebra mais inferior, onde ocorra a maior inclinação para a concavidade da curvatura. O ângulo formado pelo encontro dessas linhas é o ângulo da curvatura da escoliose


TRATAMENTO

Até 20º observação e fisioterapia

20 a 40º tto conservador, Indicação:

·      ângulo de até 40º
·      flexibilidade lateral de mais de 40%
·      potencial de crescimento com máximo Risser III


Acima de 40º tto cirúrgico, Indicação:

·      ângulo acima de 40º
·      curvas rígidas com  flexibilidade menor de 40%
·      potencial de crescimento Risser IV ou V

Tratamento conservador:

Colete de Milwaukee:  usa até para o crescimento,  23h/dia,  não corrige a curva,  impede a progressão.

Fisioterapia:  Técnicas de Reeducação Postural, Fortalecimentos, Alongamentos e etc.

Tratamento Cirúrgico: Artrodese
Curva flexível: vai direto para cirurgia
Curva Rígida: tração halo-femoral prévia
Cirurgia via anterior (discectomia)
Cirurgia via posterior (artrodese com osteossíntese)

Pós –operatório: colete (4/6 sem)
Após 2 meses: alongar isquiotibiais, flexores quadril e para vertebrais, fortalece abdômen.
Após 6 meses: exercício mais intenso para tronco.
Após 1 ano: liberação para esportes.

Complicações: quebra/solta da haste, infecções, pseudoartrose, lesões neurológicas.


Postado por Dr. Rogerio Nascimento.


sexta-feira, 1 de junho de 2012

Tendinopatia Patelar







Também conhecida como “joelho do saltador” por ser comum em praticantes de esportes de salto. Acomete o tendão patelar causando dor, principalmente no pólo inferior da patela. Ocorre devido sobrecarga por esforço repetitivo nas atividades de salto e corrida.

A dor aparece de forma insidiosa e gradual relacionada com o aumento da atividade física (quantidade e intensidade). Inicialmente a dor surge somente após as atividades físicas podendo evoluir para dor durante as atividades físicas.

Usamos a Classificação de Blazina na tendinopatia patelar. Essa classificação divide a dor em quatro graus:

- grau I – dor leve após atividade física
- grau II – dor no início da atividade física, melhora após o aquecimento, piora no final do exercício, sem diminuição do rendimento
- grau III – dor durante e após a atividade física com piora importante do rendimento do atleta
- grau IV – ruptura parcial ou total do tendão.

Para o diagnóstico podem ser solicitadas radiografias para avaliar lesões ósseas associadas e calcificações intratendíneas. Os exames para visualização do tendão patelar são a ultra-sonografia e a Ressonância Magnética.

O tratamento inicial para a tendinopatia patelar engloba: repouso relativo, medicamentos, crioterapia, fisioterapia e ondas de choque.

Fisioterapia:

A Fisioterapia consiste basicamente de um programa de fortalecimento e alongamento da musculatura anterior e posterior da coxa e da perna. A utilização de uma faixa sub patelar poderá ser útil.

·      CRIOTERAPIA;
·      ELETROTERMOTERAPIA;
·      EXERCÍCIOS DE FORTALECIMENTO MUSCULAR;
·      EXERCÍCIOS DE ALONGAMENTO;
·      EXERCÍCIOS POSTURAIS;
·      CALÇADO ADEQUADO;
·      ORIENTAÇÕES PARA AQUECIMENTO ANTES DA PRÁTICA ESPORTIVA E ALONGAMENTO PÓS ATIVIDADE FÍSICA.


Postado por. Dr. Rogerio Nascimento

Alimentação para jogadores de futebol: dicas na pré-competição







As refeições oferecidas antes dos treinos e jogos têm como objetivo:

- Abastecer os estoques de glicogênio muscular e restaurar os estoques de glicogênio hepático;

- Assegurar que o jogador esteja bem hidratado;

- Prevenir a fome e também o desconforto gastrintestinal;

- Incluir alimentos importantes para o psicológico do jogador;

- Fornecer energia para o exercício;


        As grandes refeições (café da manhã, almoço e jantar) devem ser realizadas pelo menos 3 horas antes da competição. Já as pequenas refeições, como lanches devem ser realizadas no mínimo 1 hora antes da competição.

        Nessas refeições não é indicado que se consuma preparações muito gordurosas, e ricas em fibras alimentares, já que estas proporcionam um tempo de saciedade grande e podem causar algum desconforto durante o jogo.

    Também recomenda-se que se consuma alimentos ricos em carboidratos como maçã, leite e iogurte. Os alimentos proteicos não devem ser ricos em gordura como carnes gordas e queijos muitos gordurosos.

        As refeições quando realizadas quatro horas antes do evento devem fornecer ao jogador um total de aproximadamente 5 g de carboidrato/kg de peso corporal. Por exemplo: para um jogador de 70 kg isso representa um consumo de 350g de carboidratos.

        Na hora do jogo, recomenda-se que o estômago esteja quase vazio, já que o processo de digestão competirá com os músculos por um adequado fornecimento sanguíneo.


Postado por Letícia Andrade e Vivian Giubine


Referência

GUERRA, I. Futebol. In: BIEZEK, S.; ALVEZ, L. A.; GUERRA, I. Estratégias de nutrição e suplementação no esporte. Barueri: Manole, 2005. cap. 13, p. 376-377.



Planejamento Alimentar em Viagens



        A nutrição do atleta não se restringe somente a um planejamento  alimentar individualizado, mas ao acompanhamento das refeições servidas sempre que possível. É sempre  uma preocupação muito grande a alimentação do atleta fora  do pais, seja por motivo de treino, seja por competição. O que torna  o desafio maior é a peculiaridade culinária dos países, que  se diferencia da alimentação habitual.

       Uma má alimentação pode comprometer toda a preparação. Para minimizar qualquer risco, a equipe de  nutrição utiliza cardápios ou cartilhas informativas de acordo com a região em que os atletas estão hospedados, elaborarando folders com orientações para viagens e campeonatos e,  quando necessário,  envia orientações para elaboração de um cardápio dentro de hotéis ou clubes. Folder contendo informações e orientações sobre  alimentos e suplementos que poderão ser levados para complementar uma alimentação deficiente. 

        É importante atenção com a relação das quantidades e horários do consumo de alimentos. Evite experimentar alimentos novos durante as viagens e semanas de competição.  Como não se conhece o alimento, não se sabe qual tipo de reação o organismo terá, podendo ocasionar transtornos gastrintestinais, como náuseas, vômitos, diarréia, entre outros, atrapalhando o desempenho do atleta.


Opções de carboidratos para reserva do glicogênio muscular:


  • Barra de cereais;
  • Frutas desidratadas;
  • Sachês de Carboidratos;
  • Maltodextrina, entre outros.


Postado por: Andressa Ventura e Walkiria Guerreiro


Referência Bibliográfica


BIESEK, S; ALVES L. A; GUERRA, I. Estratégias de Nutrição e Suplementação no Esporte. 2ª ed. São Paulo: Manole, 2010.