sábado, 30 de junho de 2012

SÍNDROME DOLOROSA MIOFASCIAL



A síndrome dolorosa miofascial (SDM) é uma das causas mais comuns de dor músculo-esquelética. Acomete músculos, tecido conectivo e fáscias principalmente da região cervical, cintura escapular e lombar. A dor e a incapacidade geradas pelas SDMs podem ser bastante significativas. Várias sinonímias foram utilizados para essas condições; mialgia, miosite, miofasceíte, miofibrosite, miogelose, fibrosite, reumatismo muscular ou de partes moles e tensão muscular. Apesar de a SDM ser uma das causas mais comuns de dor e incapacidade em doentes que apresentam algias de origem músculo-esquelética, muitos profissionais da área de saúde e doentes não a reconhecem, pois o diagnóstico depende exclusivamente da história clínica e dos achados do exame físico. Muitos destes doentes são tratados como bursite, artrites, tendinites ou doenças viscerais, sem haver melhora significativa do quadro clínico.

Travell (1983) empregou termo mialgia idiopática nos primeiros artigos científicos e a descreve como sendo áreas de gatilho ou pontos gatilhos. Em 1952, Travell sugeriu a terminologia dor miofascial e síndrome dolorosa miofascial (SDM) para designar afecções de miofilamentos de contração de fibras vermelhas e brancas do músculo esquelético. Redefiniu os pontos gatilhos como sendo os pontos dolorosos profundos circunscritos, com resposta contrátil localizada ao ser pressionado ou agulhado e que quando estimulados, ocasionam dor referida.

Atualmente ainda não está claramente determinado quais os sinais e sintomas sugestivos de SDM que podem ser agrupados sob condição clínica particular. Aceita-se que as síndromes álgicas funcionais que se expressam como dor muscular devam ser classificadas como síndrome dolorosa miofascial (SDM) quando regionalizadas e como fibromialgia, quando a dor é difusa.

O diagnóstico da SDM depende exclusivamente da história e do exame físico. A SDM é uma condição dolorosa muscular regional caracterizada pela ocorrência de bandas musculares tensas palpáveis, nas quais identificam-se pontos intensamente dolorosos, os pontos gatilhos (PGs), quando estimulados por palpação digital ou durante a punção localizada com agulha, ocasionam dor localmente ou referida à distância. Os PGs podem ser palpados e geralmente estão associados à presença de banda tensa ou “nódulo muscular”. Os PGs são decorrentes de sobrecargas dinâmicas (traumatismos, excesso de uso) ou estáticas (sobrecargas posturais) ocorridas durante as atividades da vida diária e ocupacionais. Pontos dolorosos adicionais ou satélites podem ocorrer na área de referência do PG original ou principal. A ocorrência de contração muscular visível e palpável localizada, ou seja, do reflexo contráctil localizada (RCL) ou twitch response, induzido pela palpação ou punção da banda muscular ou do PG, é característica da SDM. Em alguns casos, a tensão e o encurtamento muscular geram inflamação no local da inserção dos feixes musculares, tendões ou ligamentos nas articulações ou estruturas ósseas, ocasionando entesites ou entesopatias.

Os PGs podem ser ativos ou latentes. O PG ativo é um foco de hiperirritabilidade sintomático muscular situado em bandas musculares tensas (contraturadas ou enduradas no músculo ou na fáscia) em áreas onde há queixa de dor e que, quando pressionado, gera dor referida em áreas padronizadas, reprodutíveis para cada músculo. A dor é espontânea ou surge ao movimento, limita a amplitude do movimento (ADM) e pode causar sensação de fraqueza muscular.

Os PGs latentes são pontos dolorosos com características similares aos ativos, mas presentes em áreas assintomáticas; não se associam à dor durante as atividades físicas normais. Podem ser menos dolorosos à palpação e produzir menos disfunção que os PGs ativos. Diante de estressores físicos exógenos, endógenos ou emocionais, tornam-se ativos e geram síndromes dolorosas e ou incapacidade funcional.

As características da SDM são:

·      dor difusa em um músculo ou grupo de músculos;
·      dor regional em peso, queimor, ou latejamento, surtos de dor e referência de dor à distância; às vezes há queixas de parestesias (sem padrão neuropático);
·      banda muscular tensa palpável contendo PGs;
·      ausência de padrão de dor radicular ou neuropática;
·      reprodução das queixas ou alterações das sensações durante a compressão do ponto miálgico;.
·      ocorrência de RCL durante a inserção da agulha ou palpação no sentido transversal do ponto hipersensível da banda muscular;
·      alívio da dor após o estiramento do músculo ou após a infiltração do ponto sensível;
·      possível limitação da amplitude de movimento;
·      encurtamento muscular ao estiramento passivo;
·      possível redução da força muscular ao teste manual.

O diagnóstico baseia-se na identificação do ponto gatilho ou doloroso numa banda de tensão, e a reprodução da dor que são os critérios mínimos para o diagnóstico.

O programa de medicina física baseia-se na inativação dos PGs, na reabilitação muscular, cinesioterapia com relaxamento muscular e orientações posturais além da remoção de outros fatores desencadeantes e perpetuantes. Para tal, é fundamental a identificação correta dos músculos envolvidos. A atuação de equipes interprofissionais para estabelecimento do diagnóstico da dor, de suas etiologias e da gravidade do comprometimento músculo-esquelético e psicossocial e para o estabelecimento dos programas de reabilitação e reformulação das atividades dos doentes, não apenas quanto aos aspectos ergonômicos, como também emocionais e psicossociais é necessária.

A SDM pode comprometer qualquer segmento do corpo. É fonte primária da dor ou é associada a outras condições clínicas. A SDM frequentemente é mal diagnosticada, apesar de sua elevada prevalência. Avaliação criteriosa a história detalhada, e o exame físico são fundamentais para o diagnóstico e para que o tratamento adequado seja instituído além da prevenção da sensibilização central e do comprometimento de outras áreas por mecanismos reflexos. Os exames complementares, destacam outras condições ou identificam condições associadas. A SDM é tratada com eliminação das causas, uso de medicamentos e adjuvantes, relaxamento, cinesioterapia, fortalecimento muscular, e condicionamento cardiovascular. A infiltração com anestésicos locais dos PGs é realizada em casos rebeldes. Os programas de orientação previnem a recorrência da SDM.



Lin, T.Y., Kaziyama, H.H.S., Teixeira, M.J. Síndrome dolorosa miofascial. Rev. Med. (São Paulo), 80(ed. esp. pt.1):94-110, 2001.


Postado por Dr. Rogerio Nascimento.

sábado, 16 de junho de 2012

AS PRINCIPAIS LESÕES NO CICLISMO




O ciclismo (Mountain bike, BMX, Cicloturismo etc) é um dos esportes com menor índice de lesões. Na grande maioria das vezes, as lesões ocorrem por estresse de treinamento (overtraining) em ciclistas de competição. Em ciclistas que pedalam por prazer, as lesões em geral aparecem em função do mau ajuste da bicicleta e/ou uso inadequado da bike.

Em profissionais são comuns as tendinites de joelho, no Tendão de Aquiles, dores na região lombar, na cervical e dos músculos do trapézio.


Principais lesões e como evitá-las:

QUEDAS: A maior incidência de lesões no ciclismo é decorrente de quedas e acidentes. Utilizar sempre os equipamentos de segurança sendo o mais importante o capacete e observar as regras de segurança no trânsito, respeitar as leis, transitar com atenção e conduzir a bike de maneira a evitar acidentes preventivamente.

TENDINITES NO JOELHO: O movimento de pedalar é feito principalmente  pelo Quadríceps mais especificamente pelo Vasto medial. Uma pedalada com técnica errada ou pedalada com muita sobrecarga (subidas, pedaladas travadas) vai sobrecarregar esta musculatura e pode causar lesões. Escolha o tamanho de quadro correto para seu tamanho. Observe as regulagens e ajustes para seu corpo. Evite pedalar em marchas muito pesadas para não sobrecarregar os joelhos. Realizar aquecimentos antes e alongamentos depois dos exercícios.

LOMBALGIA: São as dores lombares, mais conhecidas como dores nas costas. Em geral é decorrente da posição mal ajustada do ciclista sobre a bike. Os músculos que podem ser afetados são os Paravertebrais, Multífidos, Quadrado Lombar, Glúteos, Piriforme e Isquiotibiais. O mais comum é a dor na região do músculo do quadrado lombar (fica entre a primeira vértebra lombar até a segunda vértebra sacal, conhecidas como L1 e S2). A escolha do tamanho do quadro e as regulagens corretas podem evitar as lombalgias.
Realizar alongamentos diários e após os exercícios.
Pedale por um período de tempo que não cause dores nas costas. Vá aumentando este tempo gradativamente. Cada um tem o seu limite.
Faça exercícios abdominais. Um abdomen fortalecido é fundamental para a sustentação e estabilização do corpo do ciclista sobre a bike.

LESÕES MUSCULARES: Ocorre principalmente no Tríceps sural e nos quadríceps, em geral por, overuse (excesso de uso). Alongue-se diariamente e após os exercícios.
Procure praticar musculação para promover o fortalecimento dos grupos musculares envolvidos no ciclismo.
Procure descansar depois de treinos muito árduos e de competições. O descanso deve fazer parte de seu treinamento.

PARESTESIA PENIANA: Nada mais é que a dormência e falta de sensibilidade na região entre as pernas, que vai apoiada no selim da bike. Nas mulheres ocorre a parestesia dos grandes lábios. O nervo pudendo quando submetido a uma compressão por longo período de tempo, passa a ter menor sinal de impulso nervoso, o que leva a perda de sensibilidade temporária. Não há relatos de perda de potência devido ao ciclismo. Cada um deve conhecer o limite de tempo que pode ficar sentado sobre a bike. Profissionais treinam até 9 horas por dia numa boa. Para iniciantes, apenas 20 minutos pode gerar incômodos.
Use bermuda de ciclismo com o forro feito de uma espuma de alta densidade, mesmo em aulas de ciclismo indoor.
Procure adquirir um selim vazado no centro que ajuda a aliviar a pressão nessa região.

FACIITE PLANTAR: É a sensação de queimação na planta do pé, dor na parte posterior da sola do pé ao tocar o chão. Geralmente o pior momento da dor acontece durante os primeiros passos pela manhã ou durante o início da corrida. Dentre os fatores predisponentes encontram-se a falta de alongamento e aquecimento, mais comum em pés cavos, obesidade, pronação e supinação excessivas e idade avançada.
Procure usar sapatilhas próprias para ciclismo.
Evite usar calçados com sola muito mole.


TRATAMENTO:

O mais importante é estar atento ao sinais que nosso corpo nos envia. Ao menor sinal de dor, o atleta deve procurar a ajuda de um médico competente que saberá indicar o melhor tratamento.

A fisioterapia se encarrega de cuidar e recuperar a maioria das lesões utilizando Eletrotermoterapia, Cinesioterapia, Mecanoterapia, Técnicas Manuais e etc...

O repouso com simples afastamento do ciclista da atividade esportiva, ajuda bastante na recuperação.

       Utilizar equipamentos específicos para a prática do esporte.

 Sempre procurar orientação de profisssionais capacitados e fundamentados para a prática do esporte.



Postado por: Dr. Rogerio Nascimerto

sexta-feira, 15 de junho de 2012

Um pouco mais sobre: Um legume, uma hortaliça, uma fruta e uma leguminosa






Abóbora
        É rica em vitamina A. Também possui carboidratos, vitaminas do complexo B, vitamina C, ferro, cálcio, fósforo e fibras.

Funções:
- Indispensável à visão.
- Conserva a saúde da pele.
- Auxilia o crescimento.
- Participa da formação de ossos e dentes.

        Pode ser consumida de diferentes formas, como saladas, cozidos, refogados, sopas, purê, pães, bolos e doces. As sementes podem ser torradas e consumidas como aperitivo.

Almeirão
        Possui vitaminas A, do complexo B, cálcio, fósforo, ferro, fibras e menor quantidade de potássio e vitamina C.

Funções:
- Atua na formação dos ossos, dentes e sangue.
- Alivia o cansaço.
- Bom para a visão, pele e mucosas.
- Essencial ao crescimento.

        O almeirão possui poucas calorias, da mesma forma que todos os folhosos. É uma hortaliça consumida no preparo de saladas e pratos quentes, podendo substituir a couve, o espinafre e a chicória.

Ameixa
        É rica em vitaminas do complexo B e fibras. Contém também vitaminas A e C, cálcio, sódio, potássio, fósforo e ferro.

Funções:
- Boa para a pele e cabelo.
- Essencial ao crescimento.
- Laxante (solta o intestino).

        A ameixa seca tem várias utilidades em caldas, sorvetes, pudins, bolos, tortas, refrescos e licores. Além disso, combina muito bem com pratos salgados.

Feijão
        Do grupo das leguminosas, que incluem a ervilha, lentilha, soja, grão-de-bico e amendoim, o feijão é o mais popular. Possui proteínas, ferro, fósforo, cálcio, fibras e vitaminas do complexo B.

Funções:
- Indicado para prevenir e combater a anemia.
- Ajuda a regular o trânsito intestinal.
- Atua na formação da estrutura óssea.
- Bom para o funcionamento do sistema nervoso.

        Ao comprar o feijão a granel, verificar se os grãos estão inteiros, sem mofo, umidade, caruncho, excesso de pedras e sujeiras.



Postado por Letícia Andrade e Vivian Giubine


Referência
Prefeitura de Belo Horizonte. Secretaria Municipal Adjunta de Segurança Alimentar e Nutricional. Dicionário dos Alimentos. Belo Horizonte 2012. Disponível em: . Acesso em: 15 jun 2012

quarta-feira, 13 de junho de 2012

Bananas no Exercício Físico





            As bananas são uma fonte de energia de baixo custo e comumente utilizadas por atletas de resistência por serem uma boa fonte de carboidrato e potássio. Uma banana média (aprox.118 g) contém cerca de 27 g de carboidratos, 3,1 g de fibra dietética, 105 kcal, e é uma boa fonte de potássio (422 mg) e vitamina B6 (0,43 mg). Os açúcares de uma banana são uma mistura de glicose, frutose, e sacarose.

        A fruta também possui valor antioxidante semelhante ao do kiwi e do sumo de laranja. Sendo assim, estudos demonstram que as bananas parecem ser uma mistura única de carboidratos, nutrientes e antioxidantes que podem servir de suporte a boa nutrição durante o exercício prolongado e intenso.

        Um desses estudos,  comparou o efeito da ingestão de bananas em relação a uma bebida contendo carboidratos por ciclistas. Os ciclistas profissionais consumiam, a cada 15 minutos, ou um copo de bebida com carboidrato, ou metade de uma banana, durante uma corrida de estrada de 75 km, com duração de 2,5 a 3 horas.

        Ambos os ciclistas foram capazes de completar os 75 Km, e a ingestão de banana ou bebida carboidratada não apresentou diferenças em relação a performance. Porém  as bananas forneceram antioxidantes não encontrados nas bebidas esportivas, bem como um maior impulso nutricional, incluindo potássio, fibras e vitamina B6. Além disso, os níveis de dopamina, presente na banana, foram aumentados no sangue com sua ingestão auxiliando na melhora da capacidade antioxidante, apesar das concentrações serem pequenas e sem efeitos cardiovasculares demonstráveis. 

        Portanto, em geral, a ingestão de bananas, antes e durante o exercício prolongado e intenso, é uma estratégia eficaz em termos de utilização de nutrientes e custo para apoiar o desempenho nessas atividades.

Postado por Letícia Andrade


Referência
NIEMAN, D. C. et al. Bananas as an Energy Source during Exercise: A Metabolomics Approach. Journal PLos ONE, v.7, n.5, p. 1-7, maio 2012. Disponível em: <http://www.plosone.org/article/info%3Adoi%2F10.1371%2Fjournal.pone.0037479>. Acesso em: 13 jun 2012.

terça-feira, 12 de junho de 2012

Maratona - Importância da Ingestão Hídrica e o Consumo de Carboidrato





            A corrida de maratona é uma condição extrema capaz de modificar a homeostase fisiológica (processo responsável por manter estável o ambiente interno). Em particular, há grande demanda física para adaptação da homeostase, em relação ao suprimento de combustível para a geração de energia.


Hidratação

            A ingestão de líquidos antes da competição é importante para o atleta inicie o exercício bem hidratado, deve ingerir pelo menos, 500ml de líquidos antes de dormir, na noite da competição, e pelo menos outros 500 ml pela manhã, logo ao acordar. Já durante a competição ou treino, a hidratação deve compensar tanto quanto possível a quantidade de líquidos perdida pela sudorese, recomenda-se 125/250 ml em intervalos regulares (a cada 15-20 min.). E depois do treino e competições a hidratação deve ser maior de 50% do volume de suor perdido durante a atividade.

            A bebida esportiva ideal deve ser fresca (15°C), conter carboidratos ( 45 a 65g/h), pequena quantidade de sódio (10 a 20 mmol/L), sabor agradável, não deve ser gaseificada, para melhor  aceitação da ingestão hídrica e melhorar o desempenho físico.


Carboidratos

            O consumo de arroz, pão, massa, batata e mandioca, antes da competição deve ser de 3-6 horas, para o suprimento de glicose sanguíneo. A ingestão durante é geralmente em forma de liquido sendo importante para retarda o aparecimento da fadiga muscular. E após a competição ou treino fazer reposição da energia nos músculos.
           

             
 Dicas

            Um dia antes da competição relaxe e descanse o máximo; beba água e consumia pães, massas e outros (Carboidratos) para melhorar as reservas de glicogênio; evite alimentos não familiares, pois experimentar novos alimentos ou bebidas é quase garantia para desastre competitivo.



           A ingestão de carboidratos e líquidos durante os períodos de  competição não fornece todos os nutrientes necessários para sustentar a atividade esportiva e a saúde, por isso é necessário o consumo de diferentes alimentos como a fim de proporcionar ao organismo todos os nutrientes essenciais.


Postado por Andressa Marçal Ventura e Walkiria Guerreiro


Referência Bibliográfica

BIESEK, S.; ALVES, L. A.; GUERRA, I.; Estratégias de Nutrição e Suplementação no Esporte. 2° ed. Barueri: Manole, 2010.                              

segunda-feira, 11 de junho de 2012

Conheça a Chlorella




        A Chlorella é uma alga verde do grupo das clorofíceas que cresce em águas frescas.  Contêm altas concentrações de vitaminas, minerais como o fósforo, ferro, manganês, cobre, zinco, magnésio e cálcio, além de fibras, aminoácidos, enzimas e outras substâncias como açúcar e proteínas.

        O cultivo dessa microalga tem sido realizado visando à produção de biomassa para uso no desenvolvimento de alimentos funcionais, para obtenção de compostos bioativos que tem propriedades nutricionais e farmacêuticas.   Reconhecidamente, a Chlorella tem capacidade de sintetizar compostos nutracêuticos, ácidos graxos poliinsaturados e pigmentos carotenoides, que apresentam propriedades terapêuticas.

        Além disso, sabe-se que a ingestão de clorofila, presente nessa microalga promove efeitos estimulantes no crescimento de tecidos, atuando como uma substância promotora da multiplicação de fibroblastos, células do tecido conjuntivo responsáveis pelo processo de cicatrização.

        Alguns estudos realizados com capsulas da alga também relatam que pessoas submetidas ao uso durante um período de restrição alimentar, sentem diminuir a fome e perdem o desejo por refeições desnecessárias. Por conter altas concentrações de proteínas (60%) pode parcialmente satisfazer o apetite enquanto é digerida, pois provoca a liberação de substâncias estimulam a saciedade. Dentre as proteínas, o principal aminoácido presente na alga é o Triptofano que ao ser liberado no contato com o suco gástrico, se expande como uma esponja, podendo gerar saciedade.

        Todas as espécies de Chlorella apresentam boa digestibilidade em humanos. Um de seus principais benefícios é ser estimulante do sistema imune melhorando a proteção contra infecções e é um excelente protetor contra o câncer, por sua propriedade antioxidante. Como nenhum efeito tóxico foi visto com a Chlorella, a ingestão de 3 gramas da alga por dia, pode produzir seus efeitos terapêuticos.


Postado por Letícia Almeida e Vivian Giubine

Referências

BERTOLDI, F. C.; SANT’ANNA, E.; OLIVEIRA, J. L. B. Teor de clorofila e perfil de sais minerais de Chlorella vulgaris cultivada em solução hidropônica residual. Ciência Rural, Santa Maria, v.38, n.1, p.54-58, jan/fev, 2008.

TEIXEIRA, C.; SILVA, B.; CRUZ, M.; NAVARRO, A. C. A eficácia da Chlorella como inibidor de apetite associada ao exercício físico e dieta balanceada alterando a composição corporal. Revista Brasileira de Obesidade, Nutrição e Emagrecimento, São Paulo, v.2, n. 11, p.423-433, set/out. 2008.


sábado, 9 de junho de 2012

ENTENDA O QUE SÃO AS LESÕES ESPORTIVAS




EDEMA (Inchaço)
Acúmulo excessivo e anormal de líquido em espaços existentes entre os vasos e
tecidos do organismo.

EQUIMOSE
É a mancha roxa visível superficialmente na pele causada pelo extravasamento celular decorrente de um evento traumático.

HEMATOMA
É o acúmulo sanguíneo causado por ruptura de vasos numa determinada região após um evento traumático.

DERRAME ARTICULAR
É o aumento do líquido dentro de uma articulação (Chamado Conhecido). Quando o acúmulo é de líquido sinovial é excesso do líquido presente, como consequência de lesão meniscal ou da cartilagem articular. Se o acúmulo é de sangue na articulação (Chamado Geral), este aumento do volume, associa-se a algum evento traumático como torções ou quedas que afetam o ligamento cruzado anterior ou fraturas articulares. Se dentro da articulação houver (pus), (chamado Pioartrite), causado por infecção.

CONTUSÃO (Pancada, Paulistinha, Tostão)
Lesão causada por trauma direto golpe, Pancada, choque ou queda.

FRATURA
Perda da continuidade óssea, geralmente com separação em dois ou mais fragmentos.

FRATURA POR ESTRESSE
Fratura decorrente do excesso de treinamento ou competições, devido a falha do absorver parte do impacto/sobrecarga destinado ao sistema ósseo.

SUBLUXAÇÃO
Ocorre quando as superfícies articulares são parcialmente separadas.

LUXAÇÃO
Perda completa do contato ósseo de uma articulação, onde as superfícies articulares são separadas por completo.

LESÃO MUSCULAR (Estiramento, distensão, fisgada)
É causada por um alongamento das fibras musculares, além do seu estado fisiológico, ou pode ser resultante de uma contração muscular excêntrica causando ruptura parcial das fibras normalmente associados a uma fadiga muscular por sobrecarga de treinamento ou competições.

As lesões musculares podem ser classificadas em traumáticas e atraumáticas. Entre as traumáticas, estão o estiramento, a contusão e a laceração (ou ruptura, sendo esta parcial ou total). Entre as atraumáticas, estão a cãibra e a dor muscular tardia.

São as lesões mais frequentes e são produzidas por duas razões:

·      falta de alongamento e pré-aquecimento antes da realização de exercícios;
·      sobrecarga muscular crônica.

Os tipos de lesões musculares podem ser divididos principalmente em 5 tipos:

1.     Distensão: consiste de um alongamento das fibras musculares além de sua capacidade elástica, mas sem lesão das mesmas. Provoca dor com um certo déficit funcional.

2.     Laceração: é a lesão ou ruptura de algumas fibras, mas que conserva a integridade anatômica do músculo. Pode ser total ou parcial, dependendo do número de fibras afetadas. A dor é localizada e muito intensa, além de causar um déficit funcional importante. A localização mais frequente das rupturas musculares é na região da panturrilha. Podem ocorrer em qualquer idade, no entanto, são mais comuns em pessoas de meia-idade e em adultos de mais idade, porque com o passar dos anos os músculos perdem a elasticidade e tornam-se mais suscetíveis a traumatismos.

3.     Ruptura: é a ruptura ou arrancamento do músculo em sua totalidade ou em grande parte. A dor é aguda e localizada. Ocorre incapacidade funcional importante e, às vezes, uma fratura na região afetada.

4.     Contusão: é o resultado da ação direta do agente traumática não cortante, como por exemplo, um golpe direto enquanto se pratica um esporte de contato. Produz dor e incapacidade funcional. Quando o impacto é muito forte e quando a extremidade afetada está apoiada, pode-se suspeitar de uma lesão óssea, para a qual o especialista indicará radiografia para descarta-la ou confirma-la.

5.     Contratura: seja por fadiga acumulada ou recuperação deficiente, o músculo é retesado. Por vezes, é produzida nos músculos que circundam uma lesão. A dor é difusa.

CÃIBRA
Caracterizada por espasmos intensos ou contrações musculares súbitas, involuntárias e dolorosas de caráter transitório, definido por alguns atletas como uma puxada no músculo seguido por forte dor.

INSTABILIDADE
É a perda da estabilidade de uma articulação gerando um movimento anormal da mesma, referida pelo paciente como sensação de falseio e insegurança, muito comum nas lesões ligamentares do joelho e tornozelo.

ARTRITE
É conjunto de sintomas e sinais resultantes de lesões articulares produzidas por diversas causas. Pode ser acompanhada de dor, edema, derrame articular e dificuldade para movimentação.

CANELITE
Processo inflamatório na membrana que reveste o osso da tíbia (periósteo), causando dor na região ânteromedial da perna. Pode ser confundida com fratura por estresse. É o nome popular da periostite medial da tíbia. É comum em atletas que praticam futebol, tênis, ciclismo, corrida e ginástica olímpica.

ENTORSE
É a perda momentânea da congruência articular, levando a abertura da articulação além do limite tolerável pelos ligamentos.

TENDINITE
Inflamação aguda ou crônica dos tendões em geral relacionadas à sobrecarga, gerando um processo doloroso que não apresenta alterações ósseas radiográficas.

Classificação da tendinite
·      Grau I - dor após atividade
·      Grau II - dor durante e após atividade
·      Grau III - dor antes, durante e após atividade
·      Grau IV - ruptura parcial ou total

PUBEÍTE - PUBALGIA
Processo inflamatório da articulação da sínfise púbica localizada na região anterior da bacia, causada por esforço repetitivo, geralmente tendo o desequilíbrio muscular como principal fator desencadeante.

LOMBALGIA
Dor na região lombar consequente a um processo inflamatório, contratura muscular ou compressões nervosas, dependendo do local de comprometimento. Quando há compressão do nervo ciático, a dor pode irradiar para o glúteo, coxa e perna, ocasionando o quadro conhecido como ciatalgia.

HÉRNIA DE DISCO
Entre cada vértebra da coluna existem os discos intervertebrais. Trata-se de um anel constituído por tecido cartilaginoso e elástico cuja função é evitar o atrito entre uma vértebra e outra e amortecer o impacto. A hérnia de disco aparece quando parte dessa estrutura sai de sua posição normal e comprime as raízes nervosas que emergem da coluna e se dirigem para o resto do corpo. Pode ser assintomática ou provocar dor de moderada e leve intensidade até dor muito forte e incapacitante.

FASCEÍTE OU FASCIITE PLANTAR
Refere-se a uma dor plantar, no ponto de origem da fáscia plantar, na tuberosidade do calcâneo. Caracteriza-se por uma inflamação ocasionada por microtraumatismos. As forças de tração durante o apoio levam ao processo inflamatório, que resulta em degeneração das fibras fasciais que se originam no osso. Esportes que mais provocam a fasciite plantar são: corrida e atividades de salto.

ESPORÃO DO CALCÂNEO
Calcificação anormal do osso calcâneo, na planta do pé, que causa dor e inflamação dos tendões adjacentes.

DOR DE CRESCIMENTO
Ocorre próxima a articulação do joelho, na região de crescimento dos ossos (fise), em decorrência do desequilíbrio ósseo e muscular. A dor mais comum é na região anterior da tíbia, conhecida como osteocondrite da tuberosidade, ou doença de Osgood-Schlater.

OSTEOARTROSE
Conhecido como desgaste da articulação, é um processo degenerativo causado pela idade associada ou não a sobrecarga (trabalho, sobrepeso, atividade esportiva).


 Postado por Dr. Rogerio Nascimento.

sexta-feira, 8 de junho de 2012

O Tênis de Corrida





A escolha correta do tênis de corrida é importante tanto na
prevenção como no tratamento de algumas lesões. O tênis
correto pode inclusive compensar anormalidades do pé e/ou pisada
do atleta impedindo o surgimento de lesões.


ANATOMIA  DO TÊNIS

O tênis é dividido em revestimento e solado. O revestimento
deve cobrir e segurar o pé no solado. O solado deve amortecer,
proteger e dar estabilidade.

O revestimento deve ser leve e macio, que permita transpiração.
A porção anterior deve ser profunda o suficiente para não pressionar
os dedos e deve ter revestimento externo mais resistente para
proteger os dedos.

A parte mais estreita do tênis se chama garganta e deve-se ter
atenção ao escolher o tênis para que esta região não aperte demais
o pé. As paredes laterais devem apresentar arcos de sustentação e
devem dar estabilidade ao calçado. A língua deve proteger o dorso
do pé do atrito com o cordão e deve ser de espuma elástica.

O retro pé é a região mais firme de todo o revestimento e é
responsável, graças a sua resistência e pouca flexibilidade, a
neutralização das forças torcionais que o pé recebe durante a corrida,
deve ter um desenho em U para não pressionar o tendão calcâneo.
O solado é dividido em sola externa, intermediária e palmilha.
A sola externa é responsável por tração e proteção do piso. Quanto
mais resistente for o material da sola externa menos flexível ela
também será. A sola intermediária é, sem dúvida, a mais importante.

Os investimentos da indústria de calçados esportivos está no
desenvolvimento de novos materiais para melhorar o amortecedor
e a estabilidade.

O material utilizado mais comum é o EVA (etil vinil acetato), que
possui como características ser leve, resistente e com boa capacidade
de absorção de impacto. Pode ser desenvolvido em alta, media ou
baixa densidade, por exemplo: alta densidade no retropé para ter
durabilidade e estabilidade e baixa densidade no antepé, para
aumentar o conforto e a flexibilidade.

A durabilidade de um tênis com EVA é de aproximadamente 500 Km. Outro material são as cápsulas de ar. Estas cápsulas são
colocadas dentro da sola intermediária e dependendo da pressão
do gás absorverá mais ou menos o impacto. Os tênis com cápsulas
de ar absorvem melhor o impacto, porém em contra partida são
menos estáveis. Algumas empresas utilizam dentro destas cápsulas
gel, silicone, EVA, etc.

A palmilha deve promover amortecimento e diminuir o atrito. Elas
devem ser removíveis para higienização e devem ser retiradas
quando o corredor necessitar de uma palmilha especial. Os materiais
mais comuns são: espuma de polietileno, espuma de poliuretano, espuma de neoprene e silicone.

Quanto mais curvo for o tênis na parte interna, mais flexível e
quanto mais reto, mais rígido. Como se pode observar, quanto maior
a absorção de impacto, menos estabilidade se tem. Este conhecimento
é fundamental na hora da compra do calçado. O atleta tem que ter
em mente a resposta para a primeira pergunta:


TIPOS DE TERRENO

Asfalto - tênis com maior absorção de impacto podendo inclusive ser
menos estável, visto que sendo o terreno regular a chance de um
entorse é menor.

Terra - tênis com maior estabilidade, pois o problema agora
são as torções e o desgaste articular e não o impacto.


ESCOLHA DO TENIS PARA O TIPO DE PÉ

Atletas com pés planos, muito flexíveis, devem adquirir um tênis
estável. Este deve apresentar retropé firme na região interna, sola
intermediária de alta densidade, estabilizador no revestimento medial
e de formato reto. A palmilha deve ser elevada na região medial de
modo a tentar dar mais estabilidade ao arco longitudinal e diminuir
a excessiva pronação do pé.

Pés cavos, rígidos, tem pouca capacidade de absorver o impacto.
Estes atletas devem priorizar tênis com o máximo da capacidade de
absorção de impacto e flexibilidade. Deve ter retropé com estabilidade
lateral e sola intermediária de baixa densidade. O formato deve ser
curvo, o que aumenta a flexibilidade. Pode ser associado uma
palmilha de EVA, Poliuretano, neoprene ou silicone.


A COMPRA

O atleta deve comprar o tênis à tarde ou à noite, momento em que
o pé está maior devido o inchaço que ocorre ao longo do dia.

Deve ficar de pé e caminhar um pouco pela loja.

Deve ainda estar com meias esportivas e calçar o par, visto que
nem todos tem o pé direito do mesmo tamanho que o esquerdo.

Movimente os dedos dentro tênis, eles não devem estar apertados.

Avalie o tamanho do tênis de acordo com o maior dedo do pé, e isto
é muito importante para quem tem o segundo dedo longo. Deve haver
uma pequena sobra à frente do maior dedo, pois durante a corrida
o pé aumenta de tamanho devido o edema.

O retro pé deve ser confortável e deixar o tendão calcâneo livre.

Preste atenção nos detalhes de construção do tênis com costura,
colagem, flexibilidade do solado, mesmo que você já conheça o tênis.

O mais importante é não comprar apenas pela marca, preço,
ou visual e sim pelo conforto e adequado para o cada tipo de pé e pisada.


Fonte: Dr. Maurício P. Barbosa
Artigo publicado na revista Running Brasil, em 2006


Postado por Dr. Rogerio Nascimento.