sexta-feira, 16 de maio de 2014

Receitas de sopa light!!


Sopa de legumes:

4 dentes de alho;
1/2 cebola picada;
1 colher de azeite;
2 tomates sem pele e sem semente;
1/2 berinjela;
1 chuchu;
2 cenouras;
1/2 abobrinha;
1/2 couve-flor;
1/2 repolho roxo;
Tempero a gosto ( orégano, cominho, pimenta, sal etc...)

Modo de preparo:

Corte todos os legumes em pedaços pequenos.Refogue na panela de pressão a cebola no azeite, depois acrescente o alho e deixe dourar, acrescente os legumes picados, depois coloque água até cobri-las;
Acrescente os temperos restantes, deixe ferver por 30 minutos, se quiser bater no liquidificador depois de pronta fica como um creme.

Sopa emagrecedora:

2 chuchus descascados e picados;
1 fatia de tomate picado;
1/2 cebola picada;
2 dentes de alho picado;
1/2 berinjela picada;
1 talo de salsão picado;
1 colher de sopa de salsinha picada;
2 e 1/2 copo de água (500 ml)
1/2 colher de pimenta calabresa seca;
1 colher de chá de sal light;
1 prato de escarola picada;
3 ovos 
2 claras.

Modo de Preparo:

Coloque o chuchu, o tomate, a cebola, o alho, a berinjela, o salsão e a salsinha em uma panela, junte a água, a pimenta e o sal. Deixe cozinhar até que tudo esteja macio. Desligue o fogo e bata no liquidificador, até formar uma mistura homogênea. Volte para a panela, acrescente a escarola picadinha em tiras finas e os ovos batidos com as claras e deixe cozinhar mais um pouco. Desligue o fogo e sirva.

Sopa Detox:

1 colher de café de gengibre ralado;
2 dentes de alho amassado;
1 cebola picada;
1 colher de sopa de óleo de coco extravirgem;
1 pires de nabo ralado;
1 pires de repolho roxo ralado;
2 ramos de salsão com talo picado;
1 pires de salsinha picada;
2 folhas de couve picada;
1 pires de couve-flor picada;
1 pires de brócolis picado;
1 abobrinha picada;
1 chuchu picado;
2 colheres de sopa de banana verde orgânica;
2 litros de chá verde pronto coado;
Sal e pimenta a gosto;

Modo de preparo:

Colocar em uma panela o óleo de coco com a cebola, o alho e o gengibre. Deixe fritar ligeiramente. Coloque o restante dos ingredientes, refogue e adicione o chá verde pronto coado. Deixe cozinhar por 20 minutos. 


Postado por: Carolina Barsotti



















quinta-feira, 15 de maio de 2014

Tirando duvidas sobre colesterol.


O que é colesterol?

Como se fossem guarda-costas, as lipoproteínas se encarregam de transportar o colesterol com segurança e impedir que seja facilmente dissolvido. Afinal, trata-se de um tipo de álcool. Sem o colesterol, simplesmente não sobreviveríamos. Ele é uma de nossas grandes reservas de energia e ainda faz parte das membranas de todas as células. 
Imprescindível, o colesterol forma o tecido do cérebro e ajuda na fabricação da bile, essencial no processo digestivo. O organismo não depende apenas da alimentação para obtê-lo. Ao contrário, só 25% do colesterol vem das carnes e dos derivados do leite, por exemplo - o fígado se encarrega de produzir os outros 75%. 
A fama de vilão se deve em grande parte ao excesso de LDL no sangue, capaz de aumentar o risco de um infarto ou de um derrame. Isso porque ele vai se depositando nas artérias, o que estreita os vasos a ponto de impedir a passagem do sangue.

O que é HDL?

A lipoproteína de alta densidade funciona como uma faxineira: ela recolhe o colesterol que o LDL deixou escapar no sangue e leva o excesso para ser absorvido no fígado. Por isso carrega a fama de bom colesterol.

O que é LDL?

Proteína de baixa densidade, é o famoso vilão. Essa lipoproteína tem na sua composição 45% de puro colesterol. No seu trajeto pelo organismo, pode deixar parte dele no caminho. É assim que essa molécula vai se depositando na parede das artérias.

Como o colesterol é formado?

Ele está presente nos alimentos de origem animal, como carne, gema do ovo, frios, embutidos, leite integral, manteiga e queijos.
Espécie de veículo transportador, a molécula quilomícron leva o colesterol e outros alimentos ingeridos do intestino até o fígado. Lá forma as VLDL, moléculas cheias de colesterol e proteínas.
No sangue, a enzima lipase quebra as tais VLDL. Dessa reação surge o LDL. O restante forma o HDL, que tem o papel de recolher o LDL em circulação, levando-o de volta ao fígado para ser eliminado. O HDL não consegue transportar quantidades gigantes de LDL. Por isso o excesso do mau colesterol, seja por causa de uma dieta inadequada ou de um desequilíbrio orgânico, vai se acumulando na parede das artérias.

Riscos do colesterol alto?

O colesterol em excesso vai se depositando na parede dos vasos e oxidando. Esse acúmulo altera o endotélio, que é a camada que recobre internamente as artérias, facilitando o depósito de outras substâncias, como cálcio e fibrina. O resultado é a temida placa ou ateroma, recheada de gordura por dentro. A pressão exercida sobre ela é tão grande que pode provocar uma inflamação e até o seu rompimento. 
Nos dois casos há perigo de infarto ou derrame à vista: seja pelo próprio aumento da placa ou pelo coágulo que surge de um rompimento, a passagem do sangue pode ficar completamente obstruída.

Taxa ideal do colesterol:

Abaixo 200 mg/dl.

Como se alimentar?

Aumente o consumo de fibras solúveis (aveia, arroz integral, frutas), pois elas reduzem a absorção do colesterol.
Reduza o consumo de gorduras saturadas e trans (frituras, bolos,biscoitos, sorvetes, carnes gordas).
Aumente o consumo de alimentos antioxidantes (frutas e verduras), pois as moléculas de colesterol são altamente vulneráveis aos danos causados pelos radicais livres.
Reduza o consumo de açúcares e álcool, pois estimulam o fígado a produzir ainda mais colesterol.
Inclua na alimentação gorduras boas (castanhas, nozes, linhaça, azeite de oliva e peixes), pois aumentam o HDL (colesterol bom) e reduzem o LDL (colesterol ruim).
Aumente o consumo de alho e cebola, pois ajudam a reduzir o colesterol e triglicerídeos.
Acrescente temperos nas refeições como: pimenta, manjericão, alecrim e orégano, pois eles são ricos em antioxidantes, que previnem a oxidação do colesterol.
Reduza o consumo de café, pois a cafeína torna esse colesterol circulante, podendo contribuir para a oxidação do colesterol.
Postado por: Carolina Barsotti
Referencia bibliográfica: www.sonutricao.com.br/conteudo/artigos/colesterol/

quarta-feira, 14 de maio de 2014

Alimentos que não podem faltar para afastar o diabetes.


O diabetes é quando ocorre o aumento de açúcar no sangue, no tipo 2 é quando o pâncreas não consegui fabricar a insulina suficiente ou as células não conseguem aproveita-las da forma correta o que é chamada de resistência a insulina.
A diabetes acaba acarretando o excesso de glicose na circulação desencadeando várias complicações.
Depois de vários estudos, especialistas concluem que o aparecimento do diabetes tipo 2 tem relação com o cardápio do nosso dia a dia, sendo eles para o bem ou para o mal da nossa saúde, portanto sendo muito importante capricharmos na variedade dos grupos alimentares.
Segundo os cientistas, o que colocamos em nosso prato interfere diretamente nos níveis de insulina, o hormônio que introduz o açúcar para dentro das nossas células.
Por um lado existem alimentos que ajudam a deixar toda a célula em ordem, sem nenhum açúcar na circulação sanguínea, no entanto outros só atrapalham este processo, com isso prejudicando todo o nosso equilíbrio fazendo com que seja o estopim para a doença.
Existem os aliados na alimentação e os vilões. A baixo uma lista dos dois:

O que jamais pode faltar em cardápio:

Cereais integrais - contém nutrientes como a vitamina E, vitamina do complexo B e minerais como o selênio, zinco, cobre, ferro, magnésio e fósforo. Sendo ricos em carboidratos complexos e fibras apresentando um baixo teor de gorduras, ocorrendo o baixo níveis de glicose e consequentemente menor resposta da insulina. 
Hortaliças - Ricas em fibras, que ajuda na redução da absorção de glicose sanguínea. 
Frutas - Contém frutose, o açúcar natural das frutas, mais em porções menores e se alimentando daquela que tem um beneficio melhor a saúde.
Oleaginosas - ou melhor, a turma das castanhas e nozes, diminuindo os níveis de mau colesterol e aumenta o controle do açúcar no sangue.
Laticínios desnatados - baixo teor de gordura.

O que deve ser evitado:


Alimentos à base de farinha refinada, ou seja, pães, biscoitos e outros, além de laticínios com alto teor de gordura e carne vermelha gorda.


Postado por: Carolina Barsotti 
Referencia bibliográfica: http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/handle/10183/21036/000621848.pdf?sequence=1

terça-feira, 13 de maio de 2014

Relação de ômega 6 para ômega 3.


O ômega 3 tem importante função na formação, desenvolvimento e funcionamento do cérebro e da retina, sendo predominante na maioria das membranas celulares desses órgãos. Na retina, encontra-se ligado aos fosfolipídios   que estão associados à rodopsina, uma proteína que interage no processo de absorção da luz. Seu mecanismo de ação possivelmente está relacionado com aumento na eficiência do processo de transdução da luz e com regeneração da rodopsina. A diminuição dos níveis desse ácido graxo nos tecidos da retina tem sido associada, em recém nascidos com anormalidades no desenvolvimento do sistema visual, e em adultos com a diminuição da acuidade visual.
Por ser altamente insaturado, o ADH atua influenciando as propriedades físicas das membranas cerebrais, as características dos seus receptores, as interações celulares e a atividade enzimática. Com o envelhecimento do indivíduo, há um aumento do estresse oxidativo, que atua reduzindo os níveis do ADH e do AA no cérebro. Esse processo resulta em um aumento na proporção de colesterol no cérebro e ocorre em maior intensidade nas doenças de Alzheimer, Parkinson e na esclerose lateral amiotrófica. 
Observa-se que as dietas deficientes em ácidos graxos w-3 provocam o declínio da concentração de ADH nos tecidos do cérebro e da retina, elevando a quantidade de ADP. Esses resultados evidenciam que um alto grau de insaturação é requerido no cérebro, pois, na ausência do ADH e de seus precursores, ocorre a síntese do AGPI-CL mais semelhante ao ADP.
O AA está fortemente relacionado com o desenvolvimento do cérebro e da retina durante o período gestacional e os primeiros anos de vida. Embora seja encontrado no cérebro em quantidades menores que o ADH, os fosfolipídios associados aos neurônios são altamente enriquecidos com esse ácido graxo, o que tem sugerido o seu envolvimento na transmissão sináptica. Pela ação das fosfolipases, estimuladas por neurotransmissores e neuromoduladores, o AA é obtido na forma de ácido graxo livre.Nessa forma, o AA permanece por um curto espaço de tempo, podendo alterar a atividade dos canais iônicos e das proteínas quinases. 
Tanto os prostanóides como os leucotrienos agem de forma autócrina e parácrina, influenciando inúmeras funções  celulares que controlam mecanismos fisiológicos e patológicos no organismo. Entre os prostanóides, a maior afinidade dos AA pelo ciclo oxigenase resulta em uma maior probabilidade de obtenção das prostaglandinas e tromboxanos, as prostaglandinas que participam de inúmeros processos inflamatórios no organismo. Por isso o w 3 possui propriedades anti- inflamatórias. Em função dessas diferenças fisiológicas tem se proposto que a produção excessiva de prostanóides está relacionada com a desordem imunológica, doenças cardiovasculares e inflamatórias , sendo recomendado aumentar a ingestão de ácido graxo w-3 para elevar a produção de prostanóides.

A razão entre ácido graxo w3 e w6 

Os ácidos graxos da família w6 e w3 competem pelas enzimas envolvidas nas reações de dessaturação e alongamento da cadeia. Embora essas enzimas tenham maior afinidade pelos ácidos da família w3 a conversão do ácido alfa- linolênico em AGPI-CL é fortemente influenciada pelos níveis de ácido linoléico na dieta. Assim a razão entre a ingestão diária de alimentos fontes de ácidos graxos w6 e w3 assumi grande importância na nutrição humana, resultando em várias recomendações.
Estima-se que antigamente antes da industrialização a razão de w6/w3 estava em torno de 1:1 2:1, devido ao consumo abundante de vegetais e de peixes contendo ácidos graxos w3. Com a industrialização ocorre um aumento progressivo dessa razão, devido a produção de óleos refinados com alto teor de AL e a diminuição da ingestão das frutas e verduras resultando em dietas com quantidades inadequadas de w3. 
A necessidade de diminuir a razão de w6/w3 nas dietas modernas também tem sido sugerida, pois destaca a diminuição de 70% na taxa de mortalidade em pacientes com doença cardiovascular, quando a razão AL/AAL foi de 4:1 a redução das inflamações das artrites.
Embora o organismo humano seja capaz de produzir ácidos graxos de cadeia muito longa (AGPI-CML), a partir dos ácidos linoléico (AL) e alfa-linolênico (AAL) a sua síntese é afetada por diversos fatores, que podem tornar a ingestão desses ácidos graxos essencial para a manutenção de uma condição saudável. A razão n-6/n-3 da dieta tem grande influência sobre a produção de AGPI-CML da família n-3, sendo que razões elevadas resultam na diminuição da produção do ácido eicosapentaenóico (AEP), condição que
contribui para o desenvolvimento de doenças alérgicas, inflamatórias e cardiovasculares. Assim, é preciso efetuar estudos que permitam estimar a razão n-6/n-3 na dieta da população brasileira. O crescente estudo sobre os processos metabólicos, que resultam na produção de inúmeros derivados dos AGPI-CML, ampliará a compreensão das funções desses ácidos graxos no organismo, intensificando o conceito da sua
essencialidade. Nos próximos anos, certamente, estará disponível para o consumidor um número cada vez maior de alimentos contendo AGPI-CML.
Para os alimentos de origem vegetal, isso poderá ser alcançado por meio de alterações genéticas em espécies oleaginosas, que resultarão na biossíntese desses ácidos graxos. Além disso, é preciso diminuir a ingestão diária de AL para possibilitar o aumento da produção de AGPI-CML w-3 no organismo, pois o excesso de AGPI-CML w-6 aumenta a formação de prostanóides da série, condição, que é desfavorável ao organismo. 

Postado por: Carolina Barsotti
Referencia Bibliográfica: http://www.scielo.br/pdf/rn/v19n6/10.pdf
  

segunda-feira, 12 de maio de 2014

Frutas do outono.


Apesar das tentações calóricas que combinam com o friozinho, quem está de dieta sabe que as próximas estações são cruciais para conquistar o corpo ideal até que as temperaturas subam novamente. Por isso, é fundamental continuar investindo em legumes, verduras e, é claro, frutas, aproveitando as variedades para não cair na monotonia. No caso das frutas, portanto, é mais do que recomendado aproveitar as opções da estação.
Nesta estação, a natureza oferece uma grande variedade de frutas, por isso, ele é conhecido como a estação das frutas. Escolher alimentos de época é sempre interessante, pois eles são mais baratos, saborosos, frescos e nutritivos.
Mas não é só para ajudar no emagrecimento que as frutas são bem-vindas, elas são alimentos essenciais para o bom funcionamento do organismo. Fontes de vitaminas, fibras e minerais, elas deveriam ser consumidas todos os dias em pelo menos três porções. Listamos as frutas, legumes e verduras  típicas do outono, explicando seus principais nutrientes e benefícios.

Goiaba

A cor avermelhada da goiaba denuncia seu alto teor de licopeno, nutriente que muitos acreditam existir apenas no tomate. Pertencente à família dos carotenoides, a substância tem alto poder antioxidante. Prefira comer a fruta com a casca, que contém pectina, fibra que promove a saciedade, diminuindo os picos de insulina no sangue, uma vez que ela faz com que a glicose seja absorvida mais lentamente. A vitamina que ganha destaque, neste caso, é a vitamina C. 

Pinha

A pinha é fonte de gordura mono e poli-insaturada, consideradas boas, já que diminuem os níveis de colesterol LDL no organismo. Por conter vitamina C, é incentivado o consumo da fruta com alimentos ricos em ferro, já que o nutriente favorece a absorção do mineral pelo organismo. Outros nutrientes nela encontrados são selênio, que atua no fortalecimento do sistema imunológico, e o zinco, que combate radicais livres, prevenindo o envelhecimento precoce e o desenvolvimento de doenças degenerativas. Não exagere no consumo, pois a fruta apresenta índice glicêmico  médio, termo que indica a rapidez com que o alimento eleva os níveis de açúcar no sangue, o organismo sofre com picos de insulina e logo fica com fome. 

Maracujá

Além de ser fonte de vitamina C, o maracujá apresenta grande quantidade de fibras em sua casca. O problema é que ela geralmente é desprezada no consumo in natura ou como suco. Para aproveitá-la, deve higienizar a fruta, separar a casca até que ela fique bem seca e depois moê-la. Os pedacinhos podem ser usados nas refeições para aumentar a saciedade. Neste sentido, o poder da fruta é tão grande que alguns lugares fornecem a farinha de maracujá pronta. Vale acrescentar ainda que substâncias presentes na fruta promovem efeito calmante no consumidor.

Caqui

Outra fonte de licopeno, o caqui apresenta índice glicêmico relativamente alto, o que pode ser perigoso para quem deseja emagrecer ou tem diabetes. Para aproveitar as vitaminas C e E presentes na fruta, recomenda-se a ingestão in natura ou imediata após o preparo de um suco. O caqui também contém fibras, que ajudam a regular o funcionamento do intestino. 

Abacate

O abacate contém gordura monoinsaturada, a mesma encontrada no azeite e apontada como benéfica para a saúde cardiovascular. Ele também é fonte de zinco, selênio e vitamina E, que combate radicais livres. O grande destaque da fruta, entretanto, é o antioxidante glutationa, que protege as células contra a oxidação. Embora seja produzido pelo organismo por meio de reações bioquímicas, o nutriente pronto é encontrado exclusivamente no abacate. O único alerta se dá em relação às calorias do abacate. 

Figo

Com a ressalva do alto índice glicêmico, o figo é um alimento nutricionalmente importante para a dieta. Além de ser fonte de zinco e fibras, ele contém uma substância chamada antocianidina, responsável por sua coloração arroxeada. A antocianidina é um forte antioxidante, que atua tanto na estética, evitando a queda de cabelo e fortalecendo as unhas, quanto na saúde, neutralizando radicais livres, que podem favorecer o combate de doenças crônicas como o diabetes. 

Melão

Composto praticamente de água, o melão atua como um ótimo diurético graças à presença de potássio, que compete com o sódio no equilíbrio hídrico do corpo, diminuindo a pressão arterial. Desta maneira, ele estimula o funcionamento renal. A fruta ainda é composta de magnésio, que previne infecções, e caroteno, precursor da vitamina A, que favorece a integridade da visão.

Tangerina

A vitamina C, que previne e atenua os sintomas da gripe e do resfriado, além de combater o estresse, é o principal destaque da tangerina. Ela recomenda não dispensar o bagaço, que é excelente fonte de fibras. A cor alaranjada da fruta mostra ainda que ela oferece o precursor da vitamina A, o caroteno. 

Uva

O nutriente mais significativo da uva é o resveratrol, potente antioxidante. Ele retarda o envelhecimento, diminui o risco de doenças cardiovasculares. Para obtê-lo, entretanto, o ideal é ingerir a casca da uva, onde ele se encontra em maior concentração. 

Coco

 É fonte de gordura monoinsaturada e um tipo de gordura chamado triglicerídio de cadeira média, que foi o nutriente responsável pelo grande sucesso do óleo de coco. Ao contrário das outras gorduras que ingerimos que, se não usadas para gerar energia, são estocadas como fonte reserva, essa gordura não é acumulada no corpo. Se não for utilizada, portanto, ela é eliminada, evitando, assim, o aumento da gordura corporal. Outros nutrientes importantes da fruta são potássio e magnésio. 
Banana
Conhecida por ser rica em potássio e combater as câimbras musculares, a banana 
possui também taxas elevadas de ferro, cálcio e vitamina A, B6,B12 e C. Ainda 
protege contra doenças cardíacas, pois mantém o equilíbrio de líquidos e evita o 
acúmulo de placas nas artérias. age também como antiácido, podendo ser consumida
em caso de azias ou úlceras.
Postado por: Carolina Barsotti
Referencia Bibliográfica: MS Guia Alimentar para a população brasileira, promovendo a alimentação saudável, Brasilia 2005. 

sábado, 10 de maio de 2014

Anorexia o que é, e como tratar?


A primeira manifestação desta afecção é uma restrição dietética auto-imposta e insidiosa, acompanhada de exercícios físicos planejados para redução do peso e quase sempre despercebidos pelos familiares. Normalmente, inicia-se na adolescência, pelo fato das transformações corporais e o medo exagerado de engordar, exigindo uma adaptação à imagem corporal. Embora exista uma grande controvérsia na
definição dos sintomas desta patologia alimentar, os critérios estabelecidos são os mais utilizados por investigadores clínicos e apresentam como as características diagnósticas principais da AN: recusa em manter o peso corporal acima do peso mínimo normal para altura e idade; perda de peso abaixo dos 85% do peso esperado para altura e idade; recusa em ganhar o peso esperado durante o período de crescimento, conduzindo a uma perda de peso corporal abaixo dos 85% daquele esperado; medo intenso de engordar ou aumentar o peso, mesmo com peso inferior ao normal; distúrbio da imagem corporal; excessiva dependência do peso ou tamanho do corpo para a auto-imagem; negação da doença; amenorreia, no caso das mulheres, ou ainda perda de pelo menos três ciclos menstruais consecutivos. Ainda se descreve dois subtipos de anorexia nervosa: anorexia nervosa restritiva, a qual ocorre quando o emagrecimento acontece em virtude de dietas, jejuns ou exercícios em excesso; anorexia nervosa compulsiva periódica purgativa ou bulímica, advinda do fato do indivíduo dedicar-se regularmente a purgações que incluem vômitos auto-induzidos, abuso de laxantes ou diuréticos durante o episódio atual de anorexia nervosa.
A hospitalização é frequentemente indicada quando ocorre uma perda de peso severa e rápida ou ainda quando uma depressão importante apresenta-se concomitantemente. As queixas apresentadas anteriormente à hospitalização geralmente são vagas e os pacientes frequentemente demonstram falta de preocupação
em virtude da sua perda de peso. Vários são os achados físicos e laboratoriais referentes à presença de AN tais como unhas quebradiças, penugem facial rala, redução do volume capilar, carotenodermia, redução no número de células CD4 e CD8, anemia, leucopenia, redução da taxa de sedimentação dos eritrócitos, bradicardia, hipotensão, hipoglicemia, hipercolesterolemia, hipocalemia, diabetes insipidus, dentre outros.
Nota-se, portanto, que esta doença conduz a uma significante morbidez biológica, psicológica e social, que pode até mesmo ser fatal. À medida que o quadro se instala, o corpo é constantemente negado, a tal
ponto que se exime de ser um corpo vivo e desejante.
Os portadores da AN, mesmo acometidos por diversas alterações orgânicas, utilizam os exercícios físicos como um comportamento compensatório, no intuito de queimar gorduras ou calorias provenientes da ingestão de comida ou bebida . Tipicamente, os indivíduos acometidos por tal patologia elegem a prática de
exercícios aeróbios, de moderados a vigorosos, o que gera uma alta morbidade em virtude da sua associação com regimes alimentares anormais. A primeira conseqüência deletéria derivada da associação entre a redução de peso excessiva e prática de exercício físico, em estado de má nutrição, é a perda de massa muscular e, por conseguinte, a debilidade física. A segunda conseqüência do baixo peso corporal seria a amenorreia derivada da redução do estrogênio, a qual pode levar ao enfraquecimento ósseo, mesmo com a reposição hormonal.
Os efeitos da nutrição empobrecida no sistema cardio circulatório representam também um grave risco aos pacientes portadores da AN que se submetem a exercícios físicos, pois o coração destes indivíduos diminui de tamanho e torna-se mais fraco. A hipotensão é um fator importante neste processo, por ser mais um aspecto que contribui com a dificuldade do fornecimento de oxigênio aos tecidos durante a prática do exercício. A associação entre a hipotrofia cardíaca e baixa pressão sanguínea pode culminar no
prolapso da valva mitral e em arritmias, potencialmente fatais. Por sua vez, os vômitos freqüentes produzem desequilíbrio eletrolítico, podendo levar à câimbra, em virtude da redução do trifosfato de adenosina (ATP) ou dos níveis séricos de potássio, ataques epilépticos, anormalidades severas no ritmo cardíaco, até
mesmo paralisia respiratória e morte.
 A desnutrição aguda e os desequilíbrios hidroeletrolíticos facilitam e consolidam as alterações psíquicas oriundas de tal patologia.

 Tratamento

O tratamento compulsório da AN é claramente indicado quando o paciente é incapaz de aceita-lo, o que na maioria dos países significa a detenção hospitalar citação. Todavia, a responsabilidade legal se torna menos clara quando o perigo eminente de morte ou deterioração irreversível desaparece. A principal meta do tratamento da anorexia nervosa é o ganho de peso até o índice de massa corporal (IMC) acima de 19. Apesar da escassez de estudo na área apontam que 50% das pacientes se "recuperam totalmente" e isto significa o restabelecimento do peso, a normalização dos comportamentos alimentares e o retorno da
menstruação regular. Outros 30% tem uma recuperação parcial caracterizada por algum tipo de resíduo ou distúrbio no comportamento alimentar e pela falta de habilidade para manter o peso normal. E, finalmente, nos 20% restantes, a doença assume uma forma crônica, não apresentando qualquer sinal de remissão.
Outro estudo demonstra que em mais de 30% dos casos não há recuperação. Em média, é necessário de cinco a seis anos desde o diagnóstico à recuperação deste pacientes.
Uma das formas de tratamento utilizada em pacientes anoréxicos é a psicoterapia, embasada em diferentes correntes teóricas, as quais visam, em geral, a reorganização da maneira pela qual os pacientes percebem a própria realidade. O enfoque construtivista afirma que o desenvolvimento humano é contínuo e dá-se a partir da contínua reorganização do sistema. Para o construtivismo a anorexia nervosa é um episódio agudo ou crônico de desorganização. Assim, os transtornos alimentares são decorrentes de uma desorganização na maneira como as pacientes constroem a realidade, ou seja, como processam suas experiências e seu processamento vivencial de modo a torná-la um sistema em equilíbrio, mantendo coerentes sua percepção do mundo, do outro e do seu próprio eu.
O modelo cognitivista entende que há entre o mundo e o indivíduo uma intermediação da atividade do pensamento, ou seja, o modo como as pessoas se sentem e conseqüentemente se comportam é o resultado de uma atividade cognitiva contínua, atribuidora de significados aos eventos do mundo externo. Sendo assim, uma abordagem que contemple o modelo cognitivo-construtivista levanta a questão da superioridade do pensar sobre o sentir e agir e propõe um sentido inverso, segundo o qual nossas construções cognitivas são fruto de uma organização emocional. A psicoterapia tem justamente o intuito de refazer tal construção
da realidade, ou seja, desenvolver gradualmente, por parte do cliente, habilidades para responder às
pressões ambientais desafiadoras e a modificação de padrões emocionais para sua compreensão e regulação.
Outra abordagem psicoterapêutica que abre novas perspectivas no tratamento de pacientes com transtornos alimentares é a psicoterapia familiar, a qual afirma que a dinâmica familiar possui uma função de grande importância no tratamento de tais indivíduos. Esta forma terapêutica é fundamental para unir família-paciente para que, juntos, possam encontrar maneiras e alternativas variadas de reconstruir e resinificar suas vivências, pois esses pacientes usam o corpo para cenário de suas necessidades, desejos, proibições e condenações. A esta abordagem terapêutica, caberia transformar todo este cenário vivido pelo anoréxico em palavras e se libertar para relacionamentos mais adequados, sociais, trabalhando em conjunto com uma equipe multidisciplinar, abordando vários aspectos e considerando o caráter multifatorial do transtorno.
Existem vários modelos de tratamento familiar, entre eles, pode-se citar o Modelo Tradicional, o de Terapia Familiar Estrutural, o de Terapia Familiar Estratégica, o de Terapia Familiar Sistêmica e o Modelo Milão e Pós-Milão. Essas formas de tratamento estão centrados em Entrevistas individuais com as famílias, com o
objetivo de oferecer aos familiares um espaço que possibilite acolher sentimentos conflitantes como
culpa, raiva, hostilidade, assim como exercer uma função de suporte à angustia e à sensação de impotência presentes na maioria das famílias nos primeiros encontros. As sessões possibilitam, também, um espaço para perguntas, dúvidas e questionamentos, oferecendo esclarecimentos centrados na conscientização da família sobre a doença, seus riscos, o tratamento e a necessidade e importância da equipe multidisciplinar.
 Compete à psicoterapia desconstruir as histórias de restrição que o transtorno alimentar lhe impôs, desenvolvendo um sentido de confiança para que possam compartilhar as possíveis crises que irão surgindo ao longo dos encontros e manter ativa a luta pela mudança. Em alguns casos de AN, que apresentam comorbidade psiquiátrica, é necessária a abordagem psicofarmacológica. Os antidepressivos são bastante utilizados para tratar os sintomas depressivos, mas apresentam sucesso limitado. Os benefícios dos inibidores seletivos da recaptação de serotonina na prevenção da recaída após o ganho de peso ainda
são incertos.

Postado por: Carolina Barsotti
Referencia bibliográficas:  http://linux.alfamaweb.com.br/sgw/downloads/161_065245_1.pdf

sexta-feira, 9 de maio de 2014

Atividade física melhora o aprendizado de crianças.


HABILIDADES MOTORAS FUNDAMENTAIS E NÍVEIS DE ATIVIDADE FÍSICA 

A competência motora é fundamental para o envolvimento em atividades ativas. Crianças pouco competentes não se envolvem em atividades de alta intensidade, correndo maiores riscos de doenças associadas ao sedentarismo. A competência motora pode ser um importante meio para diminuir a obesidade, uma vez que ela está associada a altos níveis de atividade física que, por sua vez, estão
relacionados a maior dispêndio de energia e menor massa corporal. Diversos estudos investigaram a relação entre essas duas variáveis para crianças de diversas idades e a maioria dos estudos verificou que as crianças mais competentes realmente eram as mais ativas.
Alguns autores aprofundam estas investigações e analisam essas relações referentes ao sexo. 
Os autores encontraram associações significativas, fracas e positivas entre competência motora e níveis de atividade física ao longo do dia somente para meninos. Para as meninas, os autores não encontraram 
associações significativas. Esses resultados são contraditórios na literatura, embora em crianças mais velhas (9 a 12 anos) encontraram associações positivas, significativas e fracas para ambos os sexos.
Os resultados reportados pelos estudos evidenciam a importância do desenvolvimento das habilidades motoras para elevar os níveis de atividade física de crianças nas diferentes faixas-etárias. Tantos estudos que investigaram os níveis de atividade física na vida diária quanto os que investigaram em aulas de educação 
física reportam resultados semelhantes. Assim, ressalta-se a importância da competência motora para a manutenção de um estilo de vida ativo.

HABILIDADES MOTORAS FUNDAMENTAIS E ESTADO NUTRICIONAL 
 
Crianças obesas muitas vezes são excluídas de práticas ativas ou recebem papéis secundários nas tarefas, uma vez que o excesso de peso tem sido associado a menor habilidade motora. Crianças com excesso de peso são mais expostas a exclusões sociais de modo geral e também das práticas motoras, podendo 
resultar em diferenças de competência motora em relação a crianças de peso normal. Embora este seja um consenso entre pesquisadores, estudos que analisaram essas duas variáveis associadas divergem a respeito dessa relação. Ao analisarem crianças  de 9 a 11 anos verificaram que meninos e meninas com excesso de peso eram em geral menos competentes motoramente do que crianças com peso normal. Do mesmo modo,  ao investigarem criança na mesma faixa etária reportaram que crianças com sobrepeso eram menos competentes em habilidades de locomoção. No entanto, não verificaram diferenças em grupos com diferentes estados nutricionais na competência motora e em habilidades que envolvem o controle de objeto.
Outras pesquisas que analisaram as associações entre as duas variáveis também encontram resultados contraditórios, reportam associações fracas, significativas e positivas entre as habilidades motoras fundamentais e o índice de massa corporal  crianças de 9 a 12 anos. Entretanto, analisaram crianças de 6 a 8 anos e verificaram associação negativa e significativa entre o percentual de gordura corporal e a 
competência motora tanto para meninos quanto para meninas, não encontraram associações significativas entre o índice de massa corporal e as habilidades motoras de crianças de 3 a 5 anos, que também não encontraram diferenças na competência motora em relação ao índice de massa corporal para crianças de 4 a 7 anos. 

Postado por: Carolina Barsotti
Referencia Bibliográfica: http://revista.ulbrajp.edu.br/ojs/index.php/actabrasileira/article/viewFile/2187/657

quinta-feira, 8 de maio de 2014

O que é Vigorexia?

Vigorexia

Também conhecida como Dismorfia Muscular e Anorexia Nervosa Reversa, a Vigorexia foi recentemente descrita como uma variação da desordem dismórfica corporal e enquadra-se entre os transtornos dismórficos corporais.
A Dismorfia Muscular envolve uma preocupação de não ser suficientemente forte e musculoso em todas as partes do corpo, ao contrário dos TDC's típicos, que a principal preocupação é com áreas específicas.
Assim como a Ortorexia, quadro no qual o indivíduo se preocupa excessivamente com a pureza dos alimentos consumidos, a Vigorexia ainda não foi reconhecida como doença.
Os indivíduos acometidos pela Vigorexia frequentemente se descrevem como "fracos e pequenos", quando na verdade apresentam musculatura desenvolvida em níveis acima da média da população masculina, caracterizando uma distorção da imagem corporal. Estes se preocupam de maneira anormal com sua massa muscular, o que pode levar ao excesso de levantamento de peso, prática de dietas hiperprotéicas, hiperglicídicas e hipolipídicas, e uso indiscriminado de suplementos proteicos, além do consumo de esteroides anabolizantes.
Além disto, em relação aos exercícios físicos, observa-se que indivíduos com Vigorexia não praticam atividades aeróbicas, pois temem perder massa muscular. Estas pessoas evitam exposição de seus corpos em público, pois sentem vergonha, e utilizam diversas camadas de roupa, mesmo no calor, com intuito de evitar esta exposição.


Influência

A sociedade atual vem produzindo a manifestação do que é estético e, principalmente, do que deve ser almejado, exibindo um padrão extremamente rígido quanto ao corpo ideal e não se dá conta da produção de um sintoma coletivo que circula por todos os ambientes. Assuntos relacionados à dietas, aparência física, cirurgias plásticas e a prática de exercícios físicos estão em toda parte: no trabalho, na escola e em festas.
Na atualidade, observa-se que o indivíduo só é aceito em sociedade ao estar de acordo com os padrões do grupo. Logo, pessoas não atraentes são discriminadas e não recebem tanto suporte em seu desenvolvimento quanto os sujeitos reconhecidos como atraentes, chegando mesmo a ser rejeitada. Isto pode dificultar o desenvolvimento de habilidades sociais e da auto estima.

Grupos de Risco

A prevalência da Vigorexia afeta com maior frequência homens entre 18 e 35 anos, mas pode também ser observada em mulheres, sendo expressa por fatores socioeconômicos, emocionais, fisiológicos, cognitivos e comportamentais. O nível sócio econômico destes pacientes é variado, mas geralmente é mais frequente na classe média baixa.
A prática de atividade física contínua característica desta desordem pode ser comparada a um fanatismo religioso, colocando à prova constantemente a forma física do indivíduo, que não se importa com as consequências que podem ocorrer em seu organismo.
Falhas nos corpos destes indivíduos que, normalmente, passariam despercebidas para outros, são reais para estes pacientes, conduzindo os mesmos à depressão ou ansiedade, problemas no trabalho e relações sociais. Como resultado, correm o risco de perder o emprego e apresentar problemas de relacionamento.
Fatores cognitivos, comportamentais, o ambiente que o indivíduo se encontra, o estado emocional e psicológico, podem determinar o surgimento do quadro de Vigorexia, frequentadores assíduos de academia que realizam exercício físico em excesso na busca de um corpo perfeito, fazem parte do grupo de pessoas que sofrem de Vigorexia. Essas pessoas se tornam perfeccionistas consigo mesmas e obsessivas pelo exercício, passando horas dentro das academias. Estes complexos podem ser agravados pela busca inconstante da beleza física, acompanhadas de ansiedade, depressão, fobias, atitudes compulsivas e repetitivas - como olhadas seguidas no espelho.
Alguns estudos mostrou que indivíduos que utilizam esteroides anabolizantes diferem pouco dos que não utilizam em relação à auto estima, imagem corporal e comportamentos alimentares, porém apresentam mais sintomas relacionados à Dismorfia Muscular, também constataram que os que usam anabolizantes há um longo período apresentam significativas diferenças em relação aos não usuários em se tratando de sintomas da Vigorexia.
Os treinadores normalmente expressam preocupações sobre alguns de seus atletas, principalmente em relação àqueles que necessitam de baixo peso corporal como corredoras, ginastas, lutadores e atletas do peso leve.
No fisiculturismo as categorias são divididas por peso corporal, levando estes atletas a utilizar diversos recursos para a manutenção ou redução de seu peso. Além disto, participantes desta modalidade esportiva são julgados por sua aparência e não por sua performance.
Com o objetivo de atingir a forma física adequada ao esporte, fisiculturistas manipulam a ingestão calórica, a quantidade de sal da dieta e em alguns casos, utilizam medicamentos diuréticos ou até mesmo suspendem a ingestão hídrica pré-competição. O uso de suplementos alimentares e agentes ergogênicos, incluindo esteroides anabolizantes, é comum no treinamento tanto de fisiculturistas quanto de levantadores de peso. Porém, é importante salientar que tais recursos devem ser utilizados com cautela e recomendados por um profissional especializado, já que podem acarretar diversos danos à saúde do atleta.

Vigorexia e uso de esteroides anabolizantes

O primeiro registro do uso de esteroides anabolizantes foi durante a Segunda Guerra Mundial, por tropas alemãs, para aumentar sua agressividade e força. Em 1954, iniciou-se a utilização destas substâncias em atletas russos de ambos os sexos. O risco de abuso de esteroides anabolizantes, utilizados na tentativa de melhorar o rendimento físico e incrementar o volume dos músculos, por indivíduos portadores de Vigorexia é alto.
Esteroides anabolizantes são derivados sintéticos do hormônio masculino testosterona que podem exercer forte influência sobre o corpo humano e melhorar a performance de atletas. Seu uso está associado a uma série de problemas tanto físicos quanto psiquiátricos. 
A ingestão abusiva de anabolizantes pode trazer prejuízos à massa muscular em longo prazo e os estimulantes utilizados incluem vários tipos de drogas que aumentam a atividade orgânica principalmente por seus efeitos no sistema nervoso central, músculo liso e esquelético. A liberação do hormônio endorfina pode inibir a sensação de dor, cansaço extremo causado pelo exercício intenso e prolongado, podendo levar a uma dependência, pois quanto mais exercícios esses indivíduos realizam, maior a quantidade de endorfina liberada na corrente sanguínea aumentando a sensação de prazer. A consequência é que cada vez realizam mais exercício para busca do bem estar.
Além do uso de esteroides, outras consequências podem ser vistas neste transtorno. A utilização excessiva de pesos durante os exercícios sobrecarrega os ossos, tendões, músculos e articulações, principalmente dos membros inferiores.

Alterações no consumo alimentar

Desde os primeiros Jogos Olímpicos na Grécia Antiga, os quais representaram o berço da busca de relações entre nutrição e desempenho físico, os treinadores e atletas buscam estratégias alimentares capazes de melhorar o desempenho e aumentar o rendimento físico.
Apesar do crescente interesse na área nutrição esportiva, ainda existe um extremo grau de desinformação, tanto dos desportistas e atletas quanto de seus treinadores, que normalmente prescrevem e assumem responsabilidades dietéticas.
Devido ao desconhecimento em relação à dieta e às especificidades que a prática esportiva impõe, alguns atletas comprometem a própria saúde e esforçam-se para alcançar ou manter uma meta inadequada de peso corpóreo, com o mínimo de percentual de gordura corporal.
A dieta inadequada (rica em carboidratos e proteínas) e o consumo exacerbado de suplementos proteicos podem ocasionar muitos transtornos metabólicos aos indivíduos com Vigorexia, afetando especialmente os rins, a taxa de glicemia e o colesterol do indivíduo.

Tratamento

Não há descrição do tratamento para a Vigorexia, em sua maior parte, práticas são "emprestadas" do tratamento de quadro correlatos e não devem ser entendidas como definitivas. Os indivíduos com Vigorexia dificilmente procuram tratamento, pois através dos métodos propostos geralmente acarretarão perda da massa muscular. Caso o indivíduo faça uso de esteroides anabolizantes, sua interrupção deve ser sugerida imediatamente.
No tratamento psicológico incluem a identificação de padrões distorcidos de percepção da imagem corporal, identificação de aspectos positivos da aparência física, deve-se abordar e encorajar atitudes mais sadias, e enfrentar a aversão de expor o corpo.

Postado por: Carolina Barsotti
Referencias Bibliográficas: http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?pid=S1981-91452008000100003&script=sci_arttext


terça-feira, 6 de maio de 2014

Alimentação na adolescência.


A adolescência é um período de varias mudanças que ocorre entre os 10 e 20 anos de idade, marcado por transformações físicas aceleradas e características da puberdade, diferentes do crescimento e desenvolvimento que ocorrem em ritmo constante na infância. Essas alterações são influenciadas por fatores hereditários, ambientais, nutricionais e psicológicos.
Além do aspecto físico, há também mudanças sociais, quando o adolescente começa a adquirir independência e responsabilidade, e mudanças psicológicas, como o aumento da capacidade cognitiva e adaptações de personalidade, constituindo uma parte da população, com características fisiológicas e psicológicas especificas. 
Todas as transformações da adolescência têm efeito sobre o comportamento alimentar, influenciado por fatores internos, auto-imagem, necessidades fisiológicas e saúde individual, valores, preferências e desenvolvimento psicossocial; e por fatores externos, hábitos familiares, amigos, valores e regras sociais e culturais, mídia, modismos, experiências e
conhecimentos do indivíduo.
A família é a primeira instituição que tem ação sobre os hábitos do indivíduo. É responsável pela compra e preparo dos alimentos em casa, transmitindo seus hábitos alimentares às crianças. Os adolescentes tendem a viver o momento atual, não dando importância às consequências de seus hábitos alimentares, que podem ser prejudiciais. Sabe-se que hábitos alimentares inadequados na infância e adolescência podem ser fatores de risco para

doenças crônicas e obesidade.
Os adolescentes passam, gradativamente, maior tempo fora de casa, na escola e com os amigos que, também, influenciam na escolha dos alimentos e estabelecem o que é socialmente aceito. É característica da alimentação desses jovens (e da vida moderna) o consumo de lanches e fast foods, entre as refeições. Esta atitude pode ser justificada pela falta de tempo disponível para dedicar a uma refeição, preferências individuais, modismo e por ser uma refeição que pode ser feita com os amigos.
O impacto nutricional dos lanches e fast foods pode ser influenciado por alguns fatores como, a frequência de consumo e valores nutricionais dos alimentos escolhidos. Tais preparações podem ser aceitáveis, quando parte de uma dieta adequada e balanceada mas, geralmente apresentam alta quantidade de energia e baixa quantidade de ferro, cálcio, vitamina A e fibras. Muitas vezes, os adolescentes consomem refeições de modo irregular e tendem a “pular”refeições, principalmente o desjejum. Isso é mais frequente entre as meninas como forma de perder peso. Em geral, apresentam dietas inadequadas em relação a vários
nutrientes, observou baixo consumo de fibras, ferro e cálcio e alto consumo de proteínas e
colesterol nos estudantes , bem como baixa ingestão de frutas e hortaliças cruas e cozidas. Encontra-se baixa ingestão de leite, frutas e hortaliças entre a população, de 15 a 64 anos, a raça e região são os fatores sócio-demográficos que mais afetam alimentação de adolescentes que, no geral, têm baixa ingestão de vitaminas e minerais.
Estudos de alimentação, indica ocorrência de inadequação alimentar com carência de ingestão de produtos lácteos, frutas, hortaliças e excesso de açúcar e gordura, baixo consumo de alimentos fontes de vitamina C que poderiam aumentar a biodisponibilidade de ferro na dieta, uma vez que este mineral apresenta inadequado consumo entre a população.
Constatou-se que 45% dos adolescentes apresentaram desjejum segundo o padrão estabelecido sendo 44% meninos e 56% meninas, garantindo a ingestão de fontes de cálcio.
O almoço, estabelecido como padrão foi encontrado em 76% dos adolescentes, sendo 36% meninos e 64% meninas. O jantar padrão foi consumido por 53% dos estudantes, sendo 40% e 60% do sexo masculino e feminino, respectivamente.
A prática alimentar dos adolescentes estudados é inadequada já que há baixo consumo de hortaliças e frutas, principalmente no jantar, além de inadequado consumo de cálcio. Há, também, menor consumo de alimentos fonte de energia e proteína no jantar, em relação ao almoço. O almoço constituiu-se na refeição que a maior parte dos adolescentes ingeriu em
conformidade com o padrão estabelecido, ao contrário do desjejum que foi a mais negligenciada, seguida pelo jantar. É preciso conhecer o consumo alimentar entre
as três principais refeições e sua importância na dieta de adolescentes.

Postado por: Carolina Barsotti
Referência Bibliográfica: http://www.scielo.br/pdf/rn/v12n1/v12n1a05.pdf

segunda-feira, 5 de maio de 2014

Lipídios de frutos secos e sementes.


A pratica de hábitos alimentares saudáveis desempenha uma ação preponderante  na prevenção e controle da morbilidade e mortalidade. O consumo excessivo de gordura poderá estar na origem de diversas doenças crônicas, sendo por este motivo fundamental uma escolha acertada do tipo e quantidade de gorduras consumida. Desde os tempos mais remotos que os frutos secos e a sementes oleaginosas são considerados alimentos saudáveis, com elevado valor energéticos e ricos em ácidos gordos insaturados (AG).
Foi comparado o teor de gordura total e perfil de AG de sete tipos de frutos secos (amendoim torrado, amendoim com sal, caju, pistache com sal, amêndoa sem casca crua, castanha do Brasil e nozes) e cinco tipos de sementes oleaginosas (abóbora, linhaça dourada, linhaça castanha, girassol e sésamo).
O ácido linoleico (W6) é o principal AG encontrado no girassol e nas nozes. As sementes de sésamo,de abóbora e o amendoim torrado apresentam quantidades similares de ácido oleico (W9) e de ácido linoleico (W6). Nas sementes de linhaça castanha e dourada, o AG majoritário foi o ácido alfa- linolênico (W3). O caju, amêndoa, amendoim com sal e o pistache, tem um perfil de ácido graxos (AG) muito semelhante, sendo o ácido oleico.
Em relação a quantidade de ácidos gordos saturados e monoinsaturados, o teor mais elevado foi observado pelos frutos secos.
 A conclusão que temos do seguinte estudo é que os frutos secos e as sementes oleaginosas analisadas são boas fontes de AG insaturados que estão relacionados com vários benefícios para a saúde. Em Portugal, as doenças do aparelho circulatório continuam a ser a principal causa de morte. Portanto, incluir estes alimentos num plano alimentar saudável e equilibrado pode contribuir para a prevenção de várias doenças crônicas.
Postado por: Carolina Barsotti
Referencias bibliográficas:  http://repositorio.insa.pt/bitstream/10400.18/2249/1/observacoes_8_2014_artigo4.pdf
  

sábado, 3 de maio de 2014

Receitas Light!!!

Lasanha de soja e queijo minas light:

Ingredientes:
-Massa de lasanha integral;
-300 grs. de queijo minas light fatiado;
Recheio, molho de soja;
- 2 xícaras de proteína de soja média já hidratada e temperada;
-500 ml. de molho de tomate;
- Pimenta calabresa a gosto;
-Orégano a gosto;
-Folhas de manjericão a gosto;
-Azeite de oliva;
-Sal a gosto
Modo de preparo:
Molho:
Misture a proteína de soja já cozida ao molho de tomate, que pode ser pronto ou preparado em casa.
Acrescente a gosto os demais ingredientes para temperar o molho.
Montagem:
Unte um refratário com o molho de tomate;
Em um refratário médio, coloque na ordem uma camada da massa para lasanha, uma camada do molho e uma camada do queijo;
Repita a sequencia até completar o refratário;
Ao final, cubra a lasanha com fatias de queijo minas;
Leve ao forno médio para gratinar.

Nhoque de Ricota 

Ingredientes:
-1 xícara de espinafre cozido e escorrido;
-300 grs. de ricota passada na peneira;
-60 grs. de queijo parmesão ralado;
-3 colheres de sopa de farinha de trigo integral;
-1 ovo;
- Sal a gosto;
-Pimenta do reino a gosto;
Modo de preparo:
Afervente por aproximadamente 5 minutos, o espinafre com pitadas de sal, escorra e pique o bem;
Junte ao espinafre picado a ricota já peneirada, o ovo, o queijo parmesão, a farinha de trigo, o sal e a pimenta do reino;
Misture tudo e amasse com as mãos, até obter uma massa uniforme e consistente;
Faça bolinhas médias e cozinhe-as em água fervente;
Retire-as quando elas subirem à superfície da água na panela;
Sirva com molho vermelho ou de sua preferência.

Hambúrguer de Brócolis

Ingredientes:
1 maço médio de brócolis japonês cozido e picado somente as flores;
1 cebola pequena picada;
1 clara;
2 colheres sopa de aveia em flocos finos;
3 colheres de sopa de farinha de rosca;
1/2 xícara de chá de maionese light;
1/2 colher de chá de sal;
7 fatias de queijo minas light;
Modo de preparo:
Pré aqueça o forno em 180 C;
Unte e polvilhe uma assadeira média;
Reserve;
Em uma tigela média, junte os brócolis, a cebola, a clara, a aveia, a farinha de rosca, a maionese e o sal;
Misture;
Faça os moldes de hambúrguer;
Coloque por 10 minutos no forno, vire e deixe por mais 10 minutes até dourarem;
Retire do forno, cubra cada um com 1 fatia de queijo minas coloque sobre ela outra fatia de hambúrguer e leve ao forno por mais 5 minutos;
Sirva em seguida.

Postado por: Carolina Barsotti
Referencias bibliográficas: tudogostoso.com.br/receitaslight

sexta-feira, 2 de maio de 2014

Prós e contra do aeróbico no jejum.

Independente do fator motivacional para a execução da atividade física é fundamental a ingestão adequada de nutrientes para um melhor desempenho, levando-se em consideração os desgastes nutricionais e a necessidade de reposição. O carboidrato, por exemplo, quando administrado na quantia certa, melhora o desempenho físico no exercício de curta duração e o exercício de alta intensidade, como a corrida, pois retarda a fadiga devido à preservação do glicogênio.
Quando o treino é realizado na parte matutina, logo após um longo período de sono, propicia que os estoques de glicogênios hepático e muscular sejam bastante depletados, diminuições da glicemia e do estoque de glicogênio muscular são importantes fatores determinantes de uma maior ou menor proteólise na vigência de um exercício físico. Nesse sentido, uma ingestão adequada de nutrientes pela manhã, previne o indivíduo contra hipoglicemia e, consequentemente, melhora o desempenho em um treino aeróbio.
Observa-se, porém, que grande parte dos esportistas que treinam pela manhã opta por fazer em jejum por falta de apetite nesse horário, ou por questão de pouco tempo para o esvaziamento gástrico, podendo causar um refluxo no momento do treino, ou ainda por não terem tempo para esta refeição, sendo assim, esses esportistas podem estar com o desempenho e performance comprometidos, ou ainda em risco de hipoglicemia.
Os resultados mostram que apesar da média de glicemia no pós-treino com placebo estar inferior ao dia com carboidrato, o exercício no tempo e na intensidade executada não levou o grupo a reduzir sua
glicemia mesmo em jejum. Esse fato pode ser justificado pelas condições de jejum e de exercício proporcionarem estimulação das células alfa, que liberam glucagon e imediatamente depois, glicose pelo fígado na corrente sanguínea. Além disso, no estado de jejum e durante o exercício a glicemia também
pode ser elevada com a contribuição das catecolaminas e do cortisol, que são hormônios considerados hiperglicemiantes. Com isso, aumenta-se a disponibilidade de glicose para células, mantendo adequadas as
concentrações plasmáticas de glicose para satisfazer as demandas metabólicas aumentadas pelo exercício.
Sendo assim, pode-se ter havido uma preservação do glicogênio hepático e muscular com a bebida carboidratada, visto que os valores médios de glicemia foram maiores quando comparados com o placebo, mas não se pode inferir pelos resultados glicêmicos uma alteração no desempenho dos participantes com esta bebida, já que não houve redução da glicemia quando em jejum.
A disponibilidade aumentada de glicose no sangue por meio de ingestão de carboidrato está associada às taxas aumentadas de oxidação de carboidratos e retardo da fadiga, pois aumenta a oxidação desse nutriente e melhora do desempenho no endurance. Parte disso pode ocorrer devido a uma maior captação de
glicose no músculo  e ao aumento do equilíbrio energético muscular.
Estudos sugeriram que o principal mecanismo para retardar a instalação da fadiga estaria na manutenção da
glicemia e na velocidade de oxidação dos carboidratos, nos últimos estágios dos exercícios, quando a disponibilidade do glicogênio muscular estaria limitada. A ingestão de carboidratos economizaria o
glicogênio muscular, em alguns tipos de fibra, durante o ciclismo intermitente e em corridas.
A ingestão de carboidratos estimula a função cerebral e melhora a sensação de bem-estar durante os exercícios. A maioria das pessoas para de se exercitar ou apresenta baixo rendimento devido à percepção do esforço ser mais intensa. O aumento na percepção do esforço durante os exercícios prolongados, na maioria dos casos, precede a incapacidade do músculo em produzir a força e a potência adequadas. Por
outro lado, os benefícios da ingestão de carboidratos em retardar a fadiga incluem a redução na sensação de esforço, aumento da motivação, bom humor e diminuição da inibição do centro nervoso motor cerebral,
situado na região superior do cérebro. A ingestão de carboidratos durante o exercício ajude a manter a glicemia, reduza a concentração de EPI, glucagon, cortisol e GH no sangue e aumente a concentração da insulina. Portanto, a ingestão de carboidratos pode retardar a depleção de glicogênio muscular e hepático,
aumentando a captação de glicose e a oxidação nos músculos e cérebro. Assim, diminui a concentração de ácidos graxos livres e amônia, os quais contribuem para o início da fadiga central.
Conclui-se que a ingestão de carboidratos pré-treino proporcionou aumento do volume de oxigênio máximo dos participantes com melhora no desempenho e rendimento, pois permite a manutenção da glicemia e esta, por sua vez preserva o glicogênio muscular e hepático, reduz a sensação de esforço e diminui a fadiga do centro nervoso motor cerebral.

Postado por: Carolina Barsotti
Referência Bibliográfica: http://www.rbne.com.br/index.php/rbne/article/viewFile/233/231