quarta-feira, 20 de agosto de 2014

Os Efeitos Neuroprotetores da vitamina D



Em um editorial publicado no American Journal of Clinical Nutrition, os pesquisadores afirmam que há evidências convincentes que a deficiência de vitamina D afeta negativamente o desenvolvimento do cérebro do feto e agrava a progressão de distúrbios cerebrais em adultos.
A última década assistiu a uma onda de pesquisa que investiga o papel da vitamina D na função cerebral. A evidência empírica é constituída por:
* Uma ligação clara entre a vitamina D e função do cérebro a partir de estudos in vitro e em animais
* Resultados de estudos populacionais
* Resultados de um pequeno número de ensaios clínicos randomizados (ECR )
A partir deste conjunto de pesquisas, os autores concluem que há evidências, de que a deficiência de vitamina D no útero seja um fator causal em desordens do desenvolvimento neurológico, como a esquizofrenia. “A ausência de vitamina D priva o cérebro em desenvolvimento de um sinal esperado”.
Em contraste, a deficiência de vitamina D em adultos é pouco provável de causar uma desordem cerebral em si, mas sim agrava-la uma vez que ela comece. A esclerose múltipla, a demência e a depressão são doenças complexas provenientes de uma combinação de fatores de risco, incluindo a deficiência de vitamina D, mas depois de terem começado há evidências emergentes de que a suplementação de vitamina D possa interromper ou limitar a sua progressão.
Em conclusão, mais e mais pesquisas continuam a mostrar um efeito neuroprotetor da vitamina D no desenvolvimento e na progressão de uma variedade de desordens do cérebro. Embora a investigação nesta
área da neurologia esteja em sua infância, ela oferece ainda uma outra razão para otimizar o seu nível de vitamina D, especialmente se você estiver gravida ou diagnosticado com um distúrbio cerebral.

Fonte: Vitamin D Council

Postado por: Eliane Indena e Flavio Faitarone

Milk shake proteico

Está cansado de tomar sempre a mesma coisa e não aguenta mais o sabor de seu whey? Agora tem um milk shake delicioso para mudar um pouco o seu paladar e é super fácil de fazer!!!!


                                                         
½ manga madura
1 banana pequena congelada
150 ml de leite desnatado
120 ml de suco de laranja
2 colheres de chá de suco de limão
2 colheres de sopa cheia de sorvete de baunilha light/se não optar pelo sorvete light, adicionar 8 pedras de gelo
1 dose de whey protein de baunilha (30g)
Obs: Adoce se necessário com sucralose. Use folhas de hortelã para decoração.

Modo de preparo
Descasque a manga e separe a polpa do caroço. Coloque a polpa no liquidificador junto com a banana congelada. Acrescente o leite, o suco de laranja, o suco de limão e o sorvete (ou gelo). Bata em velocidade máxima por aproximadamente 30 segundos, ou até que esteja homogêneo e espumante. Sirva imediatamente em copos, decorando com folhas de hortelã, se desejar.

Informação nutricional: 1 porção
Calorias: 146 kcal
Carboidrato: 14 g
Proteína: 38g
Lipídios: 2g

Rendimento: 2 porções

Postado por: Bruna Rafaella Faria

terça-feira, 19 de agosto de 2014

Alimentos funcionais o que são? E quais seus benefícios.

                                              
Alimentos funcionais, são alimentos que contém componentes fisiologicamente ativos, capazes de proporcionar-lhes propriedades funcionais e promover a saúde, além dos benefícios puramente nutricional.
Esses alimentos devem fazer parte da dieta básica num nível eficaz, como recomendado pela American Dietetic Association.
Alimentos funcionais são alimentos ou ingredientes que, produzem efeitos metabólicos e/ou fisiológicos e/ou efeitos benéficos à saúde, além de suas funções nutricionais básicas. Este efeito ocorre em sua maioria quando estes são consumidos como parte de uma dieta usual, sendo seguro seu consumo com estes objetivos geralmente sem necessidade de supervisão médica como no caso de um medicamento. Lembrando que estes preceitos são válidos quando a eficácia e segurança desses alimentos já foram asseguradas por estudos científicos.
Os alimentos funcionais se caracterizam por oferecer vários benefícios à saúde, além do valor nutritivo inerente à sua composição química, podendo desempenhar um papel potencialmente benéfico na redução do risco de doenças crônicas degenerativas (NEUMANN, et al., 2000; TAIPINA, et al., 2002).
Abaixo, exemplos de compostos funcionais investigados pela ciência:
Isoflavonas- Ação estrogênica (reduz sintomas menopausa) e anti-câncer. Ex. Soja e derivados
Proteínas de soja- Redução dos níveis de colesterol.  Ex. Soja e derivados
Ácidos graxos ômega 3-Redução do LDL - colesterol; ação antiinflamatória. Indispensável para o desenvolvimento do cérebro e retina de recém nascidos.
 EX. Peixes marinhos como sardinha, salmão, atum, anchova, arenque, etc
Ácido a – linolênico- Estimula o sistema imunológico e tem ação anti-inflamatória. Ex.óleos de linhaça, colza, soja; nozes e amêndoas
Catequinas-Reduzem a incidência de certos tipos de câncer, reduzem o colesterol e estimulam o sistema imunológico. Ex.Chá verde, cerejas, amoras, framboesas, mirtilo, uva roxa, vinho tinto.
Licopeno- Antioxidante, reduz níveis de colesterol e o risco de certos tipos de câncer como de próstata. Ex Tomate e derivados, goiaba vermelha, pimentão vermelho, melancia
Indóis e Isotiocianatos- Indutores de enzimas protetoras contra o câncer, principalmente de mama. Ex.Couve- flor, repolho, brócolis, couve de bruxelas, rabanete, mostarda.
Flavonóides- Atividade anti-câncer, vasodilatadora, antiinflamatória e antioxidante. Ex Soja, frutas cítricas, tomate, pimentão, alcachofra, cereja.
Fibras solúveis e insolúveis- Reduz risco de câncer de cólon, melhora funcionamento intestinal. As solúveis podem ajudar no controle da glicemia e no tratamento da obesidade, pois dão maior saciedade. Ex. Cereais integrais como aveia, centeio, cevada, farelo de trigo, etc, leguminosas como soja, feijão, ervilha, etc, hortaliças com talos e frutas com casca.
Fonte: Sociedade Brasileira de Alimentos Funcionais.

Postado por: Eliane Indena e Flavio Faitarone

Pirâmide Alimentar: O que mudou?

A nova versão da Pirâmide dos Alimentos destaca a importância dos cereais integrais.
A Pirâmide dos Alimentos é a representação gráfica oficial do Ministério da Saúde para promover o bem estar nutricional da população.  De acordo com a Dra. Sonia Tucunduva Philippi*, pesquisadora da Universidade de São Paulo e responsável pela adaptação da Pirâmide para a população brasileira, a ferramenta pode ser utilizada como material de apoio para o desenvolvimento de outros conteúdos educativos e estratégias de intervenção nutricional.
“Nossa Pirâmide apresenta os diferentes grupos alimentares como em um prato tipicamente brasileiro, com as características naturais e do hábito da população”, explica Philippi. “Existe o estí­mu­lo ao con­su­mo dos ali­men­tos regio­nais, que valoriza a cultura local e promove a escolha de itens mais saborosos e com melhor valor nutricional”.
As recomendações da iconografia são baseadas em uma dieta de 2.000 calorias, indicada para adultos. Para consultar a Pirâmide é fundamental ficar atento aos grupos de alimentos e às quantidades de porções diárias recomendadas para cada um desses grupos: Arroz, pão, massa, batata, mandioca (6 porções/dia); - Verduras e legumes (3 porções/dia); Frutas (3 porções/dia); Carnes e ovos (1porção/dia); Leite, queijo, iogurte (3 porções/dia); Feijões (1 porção/dia); Óleos e gorduras (1 porção/dia); Açúcares e doces (1 porção/dia).

Em 2013, a Pirâmide passou por um redesenho, visando a inclusão e destaque de alimentos importantes na dieta dos brasileiros. “Os guias devem ser frequentemente avaliados e o con­teú­do adap­ta­do de acordo com os novos conhecimentos e cenário epidemiológico-nutricional existente“, afirma Philippi. “Existe a necessidade dos brasileiros aumentarem o fracionamento das refeições durante o dia, assim como, redu­zir o con­su­mo de gor­du­ras, açú­ca­res e sódio e aumentar a ingestão de fibras, vitaminas e mineras”.
A nutricionista explica, em detalhes, as mudanças que ocorreram em cada um dos grupos de alimentos da Pirâmide:
- Grupo do arroz, pão, massa, batata, mandioca: destacou-se a presença do arroz integral, pão de forma integral, pão francês integral, farinha integral, biscoito integral, aveia, além da inclusão da quinoa e do cereal tipo matinal.
- Grupo das frutas: deu-se ênfase para os itens regionais, como caju, goiaba, graviola e a inclusão de sucos e salada de frutas.
- Grupo das verduras e legumes: foram incluídas as folhas verdes escuras, repolho, abobrinha, berinjela, beterraba, brócolis, couve flor, cenoura com folhas e a salada com diferentes tipos de vegetais.
- Grupo do leite, queijo e iogurte: promoveu-se maior ênfase aos produtos desnatados e maior visibilidade ao iogurte.
- Grupo das carnes e ovos: deu-se destaque para os peixes do tipo salmão e sardinha, peixes regionais, cortes mais magros e grelhados, frango sem pele e os ovos.
- Grupo dos feijões e oleaginosas: além do feijão, incluiu-se a soja como preparação culinária; aparecem a lentilha, o grão de bico e as oleaginosas (castanha do Brasil e castanha de caju).
- Grupo dos óleos e gorduras: destacou-se o azeite de oliva.
- Grupo de açúcares e doces: foram inseridas sobremesas doces e o açúcar.
Philippi lembra que uma alimentação equilibrada também consiste em comportamentos que promovam hábitos saudáveis, como: não pular refeições e realizar café da manhã, almoço e jantar todos os dias; comer devagar, mastigando bem os alimentos; iniciar a refeição pela salada; fazer escolhas saudáveis e incluir itens de todos os grupos alimentares; utilizar ervas aromáticas e temperos naturais; ler os rótulos dos alimentos para conhecer o valor nutricional do que se vai consumir.
Editora Metha/Sonia Tucunduva Philippi
Havendo dúvida sobre sua alimentação, consulte sempre um nutricionista.

Postado por: Bruna Rafaella Faria
Referência: Pirâmide dos alimentos, saiba o que mudou. Disponível em:< www.nestle.com.br >

segunda-feira, 18 de agosto de 2014

Antes, durante e depois do treino…

ALIMENTE-SE

Muitos corredores, muitas vezes com objetivos diferentes, treinam regularmente e/ou participam em eventos de distância variada, podendo ser provas de 5-10Km até aos 21 e 42 km das meias maratonas e maratonas respetivamente. Seja qual for o objetivo do corredor, o cuidado com a alimentação e o "timing" de certos nutrientes é essencial ao cumprimento dos objetivos.
Por João Lopes



ALIMENTAÇÃO PRÉ TREINO:
Esta costuma ser a dúvida principal dos atletas no que diz respeito à alimentação. O pré treino – especialmente na corrida – pode ser separado em dois momentos: o momento imediatamente pré treino (ou pré competição) e o dia anterior ao treino (ou competição).
Assumindo os carboidratos (vulgo hidratos de carbono) como sendo o principal nutriente fornecedor de energia, o que se pretende é que o seu consumo seja um reforço das nossas reservas de glicogênio, presentes no músculo e fígado. Estas vão ser continuamente gastas durante o esforço para obtenção de energia. A reposição destas reservas demora até 8 horas e, como tal, não é a refeição imediatamente antes do treino que vai assegurar toda a energia disponível para o treino.
Um dos erros mais comuns é o consumo de carboidratos simples (vulgo açúcares ou carboidratos de absorção rápida) no pré-treino, para obtenção rápida de energia. O problema é que o consumo destes açúcares estimula a produção de insulina, transportando todo o açúcar para as células, e criando uma potencial hipoglicemia reativa (diminuição do açúcar no sangue em resposta ao consumo de açúcares simples), o que não é desejável, especialmente durante o treino. Assim, são os carboidratos complexos que queremos consumir no pré-treino.
2-3h pré-treino: alimentos como cereais integrais, pão integral, massa, arroz.
No dia anterior ao treino (ex: véspera de competição ou treino longo): durante o dia, totalizar uma média de 5-7g de carboidratos complexos por kg de peso corporal.
Evitar no pré-treino: Bebidas com gás; Alimentos Gordurosos e Proteínas; Fibras em excesso; Leite (para derivados como o iogurte, é importante testar pequenas quantidades)



DURANTE O TREINO/PROVA:
No decorrer de uma prova / treino intenso ou prolongado, também poderá ser vantajoso reforçar as nossas reservas energéticas. Neste aspeto, já poderão ser vantajosas as soluções hídricas, que são de absorção mas rápida. A título de exemplo, estas soluções (ex. Gatorade) têm em média 6% de carboidratos em solução.


PÓS-TREINO:
No pós treino deve proceder-se à recuperação das reservas de glicogênio perdidas. Aqui já é conveniente usar carboidratos de absorção média-rápida (fruta, sucos de fruta, soluções hídricas, barrinhas de cereais ou tipo power bar, géis à base de glícidos, leite achocolatado).
Após esta primeira fase de recuperação, como também são gastas algumas proteínas no decorrer da corrida (proteínas livres e musculares), podemos ingerir leite, iogurte, ovo, carne, peixe, barrinhas proteicas, proteína hidrolisada (especialmente tipo whey) e outras. Idealmente após a prova e/ou treino seria realizada uma refeição completa. Mas visto que nem sempre é possível, fica a advertência para a importância da reposição de proteína e carboidratos.

Postado Por Eliane Indena e Flávio Faitarone. Fonte:Revista Sport Life http://www.sportlife.com.pt

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Cuidados com a pele!

                                           
Há uma razão para que a pele fique um pouco diferente depois das festas do fim de semana: o que se come aparece na pele, para o bem e para o mal.
Confira abaixo os 5 alimentos que envelhecem a pele
                                                   
01 - Doces
Uma sobrecarrega de açúcar pode iniciar um processo de glicação - quando se come mais açúcar do que as células podem processar, o excesso das moléculas de açúcar se combinam às proteínas sem a atuação de uma enzima. Esse processo aleatório prejudica o funcionamento das biomoléculas, atinge o colágeno e causa o envelhecimento da pele.
                                                     
02 - Álcool
Uma pele saudável reflete um fígado saudável. Isto porque, quando o fígado trabalha bem, as toxinas que poderiam se acumular e afetar a pele são expelidas naturalmente. Quando isso não acontece, essas toxinas não são quebradas e causam uma série de problemas, como acne, rugas e rosácea. Além disso, o álcool desidrata e é ruim para o sono, dois fatores que também afetam a pele.
                                                      
03 - Carne de churrasco
O carvão do churrasco pode ter hidrocarbonetos pró-inflamatórios que podem ser um problema, já que a inflamação rompe o colágeno da pele. Não é preciso banir o churrasco, mas pelo menos limpe grade e espetos para não contaminar sua próxima refeição.
                                                       
04 - Alimentos salgados
Você pode nem usar sal para cozinhar, mas isso não garante a sua ingestão de sal é baixa, já que muitos enlatados são preservados com o sódio, assim como sucos de frutas em caixa - o que pode fazer você reter água e provocar um olhar inchado. Para uma emergência, aplique um hidratante à base de cafeína para combater a retenção de líquidos.
                                                         
05 - Carnes processadas
Linguiça, bacon e outros embutidos têm sulfitos e outros conservantes que podem desencadear a inflamação na pele e acelerar o processo de envelhecimento, além de serem ricos em sal. Se não conseguir dizer adeus para sempre, use menos carne e exagere nos vegetais.

Postado por: Bruna Rafaella Faria

sábado, 16 de agosto de 2014

Deficiências Nutricionais Após a Cirurgia Bariátrica


Atualmente, a cirurgia bariátrica vem sendo indicada como uma das opções de tratamento para a obesidade mórbida, ou seja, pessoas com índice de massa corporal (IMC) maior do que 40 Kg/m².
Porém, algumas deficiências de nutrientes têm sido relatadas em estudos após este tipo de procedimento, o que pode potencialmente reduzir os benefícios que a cirurgia pode proporcionar.
Em pacientes que fizeram a cirurgia com técnicas restritivas, as deficiências nutricionais podem estar associadas com a ingestão insuficiente de alimentos, enquanto que nas técnicas disabsortivas, as carências podem estar relacionadas com as intervenções feitas no estômago e/ou intestino, que afetam o processo de digestão e absorção dos nutrientes.
De uma forma geral, algumas deficiências que podem ser citadas são: ferro, cálcio, vitamina D, vitamina B12, ácido fólico e zinco.
A deficiência de ferro é relatada em mais de um terço dos pacientes que fizeram este tipo de cirurgia. Nestes casos, a absorção do ferro é comprometida por conta da diminuição da ingestão de alimentos fonte (carnes, por exemplo), diminuição da quantidade de ácido gástrico (o que dificulta a digestão) e pela modificação no duodeno (parte do intestino onde a maior parte do ferro é absorvida). Esta deficiência pode se manifestar tanto logo após a cirurgia quanto 7 anos após o procedimento. Por isso, é importante que os níveis de ferro sejam monitorados regularmente nestes pacientes. Alguns estudos sugerem que a suplementação de vitamina C pode ajudar na deficiência de ferro por ajudar no processo de absorção do mesmo.
Existe também as chances destes pacientes desenvolverem déficits de cálcio e vitamina D, acompanhado de problemas ósseos. Isso porque os principais locais de absorção do cálcio se encontram na parte do intestino que é modificada pela cirúrgica.
A deficiência de vitamina B12 (também conhecida como cobalamina) pode ocorrer pela diminuição da secreção de ácido gástrico no estômago, que pode ocorrer após a cirurgia. Além disso, também há uma diminuição na secreção do fator intrínseco, fator este que auxilia na digestão e absorção desta vitamina.
Baixos níveis de certos micronutrientes podem ocasionar alguns problemas. A deficiência de vitamina B12 juntamente com a deficiência de ácido fólico pode ocasionar anemia megaloblástica. A deficiência de cálcio e vitamina D pode desencadear uma desmineralização óssea. E, por fim, o ferro encontrado em baixos níveis caracteriza-se como anemia ferropriva.
Diante do exposto, o compromisso do paciente e da equipe de profissionais da saúde com o acompanhamento a longo prazo e com a administração de suplementos para compensar as deficiências é vital, assim prevenindo e tratando problemas nutricionais e metabólicos que são tão comuns neste tipo de procedimento.
Postado por Eliane Indena e Flávio Faitarone. Fonte: SCIELO

Perca peso e reduza a hipertensão com a Dieta DASH



                          
A dieta DASH (Dietary Aproaches to Stop Hipertension) é um padrão alimentar que reduz a pressão alta. Não é a dieta tradicional de redução de sal. A DASH usa alimentos ricos nos minerais, tais como cálcio,potássio e magnésio, que, quando combinados ajudam a diminuir a pressão sanguínea. É também baixa em gordura e rica em fibras, um estilo recomendado para todos.
O Padrão Alimentar saúdável (Healthy Eating Pattern) é o modelo para o padrão alimentar DASH, com a inclusão de 1/2 a 1 porção de castanhas, sementes e legumes diariamente, gorduras e óleos limitados, e uso de leite desnatado ou com baixo teor de gorduras. O padrão alimentar reduz a gordura saturada, a gordura total, o colesterol e as bebidas que contem açúcar; e proporciona as porções abundantes de frutas e vegetais. 
Embora o plano alimentar DASH tenha o teor de sal naturalmente reduzido, em função da ênfase em frutas e vegetais, todos os adultos ainda devem fazer um esforço para reduzir os alimentos industrializados e processados e os lanches ricos em sódio e usar menos ou nenhum sal à mesa.
A DASH pode ser uma excelente maneira de perder peso. A perda de peso geralmente é sugerida pelo fato de ela poder ajudar a diminuir a pressão sanguínea. Além da dieta, tente acrescentar atividades físicas diárias, como caminhada ou outro exercício. Lembre-se de consultar seu médico primeiro.

Postado por Eliane Indena e Flávio Faitarone. Fonte: National Institutes of Health, National Heart, Lung, and Blood Pressure With DASH, U.S. Department of Health and Human Services, NIH Publication, 2006.          

sexta-feira, 15 de agosto de 2014

Suplementação de ômega 3 no esporte


Quando os jogadores se machucam, querem se recuperar e voltar ao campo o mais rápido possível. Alimentos específicos no momento certo podem ajudar a fornecer energia para a reabilitação, reobter a força e garantir uma recuperação completa, saudável e mais rápida.
O estresse muscular causa inflamação, hematomas e ruptura do tecido. A não redução da inflamação pode levar a tecido de cicatrização, mobilidade ruim e retardo do tempo de recuperação.
O estágio inflamatório é afetado pelos alimentos, especialmente os tipos de gorduras consumidas na dieta. Comprovou-se que uma dieta rica em gorduras trans,gorduras saturadas e alguns óleos vegetais à base de ácidos graxos ômega 6 promove a inflamação, enquanto que uma dieta rica em gorduras monoinsaturadas e ácidos graxos ômega 3 se mostrou anti-inflamatória. Gorduras monoinsaturadas como azeite de oliva e óleos de amendoim, canola e gergelim, bem como de abacate, também inibem e reduzem a inflamação, pois interferem nos compostos pró-inflamatórios. Dietas ricas em ômega 3 parecem aumentar o depósito de colágeno e promover a cura. Novas pesquisas também sugerem que os ômega 3 podem ter impacto na cura, evitando contusões.
A suplementação de ômega 3 é recomendada durante o estágio de inflamação,especialmente quando a dieta é deficiente.     
As fontes nutricionais dos ácidos graxos ômega 3 incluem óleo de peixe e óleo de certas plantas e nozes. 

Fontes Alimentares Comuns de ômega 3 (DHA e EPA): 
Cavala, salmão, arenque, truta e sardinha, outros peixes crustáceos e moluscos, suplementos de algas marinhas.


Postado por Flávio Faitarone e Eliane Indena. Fonte: Krause Alimentos, Nutrição e Dietoterapia 

Conduta Nutricional x Celulite



Um dos inimigos da beleza feminina sem dúvida é a celulite, muitos treinos e dietas para se livrar dela!! Como já foi extensamente publicado, sempre que a mulher sofre um aumento excessivo de peso em virtude de uma alimentação hipercalórica, as áreas ginoides (região glútea, culotes, quadris e flancos) são as mais atingidas, antes de se estender  ao resto do corpo, e preferenciais ao desenvolvimento da celulite.
Uma dieta rica em gorduras e carboidratos ou, mesmo, o baixo consumo de água e o excessivo consumo de sal agravam o quadro microcirculatório. Açucares refinados, alimentos gordurosos, chocolates e refrigerantes são alimentos que agravam o quadro metabólico da celulite.
Arcangeli (2002) expressa que uma dieta equilibrada garante um organismo mais harmonioso e livre de toxinas. Um importante meio de eliminação de toxinas do corpo é o consumo de água.
Apesar de na literatura existirem poucos estudos bibliográficos, ou estudos realizados em humanos e animais, o que limita a comprovação cientifica da conduta nutricional do tratamento e prevenção da celulite, sabe-se que o excesso de açúcar e gorduras, o sal, a falta de proteína, o consumo de álcool e a baixa ingestão de água e fibras pioram o quadro, pois percebe-se na prática clinica e por meio de dados subjetivos e objetivos (perimetria e registro fotográfico) que há uma melhora considerável no quadro quando considerada a conduta:

Dieta anti-inflamatória;
Dieta desintoxicante;
Dieta com redução de sódio;
Dieta de baixa carga glicêmica e índice glicêmico     
Postado por Eliane Indena e Flávio Faitarone. Fonte: Nutrição Aplicada a Estética - Ana Paula Pujol  



A importância do cálcio no esporte



O cálcio, o principal mineral que atua na formação da massa óssea, é também essencial para a coagulação sanguínea, agregação plaquetária e ainda tem um papel especial na contração muscular. Sua absorção ocorre no intestino delgado, sendo absorvidos cerca de 20 a 30% da sua ingestão.
Este mineral desempenha importante função na liberação do sítio ativo de pontes cruzadas actina-miosina durante a contração muscular, e por isso representa um nutriente essencial na prática esportiva. Ainda, a sarcopenia, ou perda de massa magra, esta associada à osteoporose, que por sua vez, pode ser desencadeada pela baixa ingestão de cálcio. Na atividade esportiva, a diminuição da massa muscular quase nunca é desejável, e neste sentido, o cálcio teria a função de preservação e manutenção da massa magra.
Algumas considerações sobre a relação entre atletas mulheres, cálcio e densidade óssea têm sido estudadas. As baixas concentrações de estrógeno e/ou baixa ingestão dietética de cálcio associada ao alto consumo de proteínas e fibras pode ter impacto negativo na massa óssea.
A relação do cálcio e a atividade física é bastante citada na literatura pelo fato de que atletas do gênero feminino que não atingem o pico de massa óssea na infância ou adolescência têm maior chance de desenvolver uma perda da massa óssea e risco maior de osteoporose precoce. Atletas de exercícios muito intensos que desenvolvem amenorréia hipoestrogênica também tendem a apresentar também menor densidade mineral óssea.
Outro consenso sobre a relação cálcio e atividade física é sobre depleção de glicogênio em exercício de força, que está citada em estudos com ratos. Essas evidências demonstram que a depleção de glicogênio poderia resultar na incapacidade de reabsorção do cálcio pelo retículo sarcoplasmático. Esta deficiência esta relacionada à incapacidade das bombas de cálcio funcionarem corretamente, devido ao esgotamento das reservas de ATP.
A recomendação de ingestão adequada (RDA) de cálcio é igual para homens e mulheres, e equivalem a 1300 mg para mulheres e homens de 9 a 18 anos; 1000 mg para adultos de 19 a 50 anos, e 1200 mg para indivíduos a partir de 50 anos. As principais fontes alimentares deste mineral são: leite, derivados e em menor proporção, os vegetais verdes.
                                                           
A suplementação do cálcio no esporte só é necessária quando não existe uma ingestão adequada deste mineral. Os suplementos são geralmente comercializados sob forma de carbonato de cálcio, gluconato de cálcio ou citrato de cálcio. Porém devem ser administrados depois da avaliação dietética e descoberta de necessidade da suplementação.
Postado por: Bruna Rafaella Faria
Referência: ABNE – Associação Brasileira de Nutrição Esportiva

quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Bolo de coco com WHEY...hmmm

                                         
Que tal uma receita delíciosa sem sair da dieta? Isso mesmo, abaixo uma receita de um bolo com whey protein para que você não saia da sua rotina!!

Ingredientes
4 ovos
4 scoop de whey protein de baunilha
2 xícaras de chá de coco ralado
2 xícaras de chá de leite de coco
3 xícaras de chá de farelo de aveia
2 colheres de sopa de óleo de coco
4 sachês de sucralose (adoçante)
4 fatias de abacaxi
1 colher de sopa de fermento em pó

Modo de preparo
Bata as claras em neve e reserve. Bata as gemas com o whey e o óleo de coco. Acrescente o leite de coco, o farelo de aveia, o coco ralado e o adoçante. Acrescente levemente as claras em neve e o fermento. Na forma, coloque 1 medida de whey dissolvida em 100ml de leite de coco (fazendo estilo leite condensado), acrescente as 4 fatias de abacaxi picadas e jogue a massa por cima. Leve ao forno em fogo baixo por aprox. 40 minutos. Sirva

Postado por: Bruna Rafaella Faria

quarta-feira, 13 de agosto de 2014

Os Fitoquímicos: O que eles podem fazer pela sua saúde!


Os fitoquímicos são a  principal fonte de bioativos que ocorrem naturalmente nas plantas; foi constatado que muitos são benéficos á saúde. Eles podem ser nutrientes tradicionais, como as vitaminas, comprovados como essenciais à saúde ou podem ser compostos, descobertos mais recentemente, com efeitos na saúde ainda sob pesquisa, tais como o resveratrol, encontrado no vinho tinto, que traria benefícios para o coração e aumentaria a longevidade, e a luteína, presente em espinafres, que evitaria a degeneração macular do olho. Embora numerosos estudos tenham associado positivamente diversos fitoquímicos à saúde, o funcionamento deles continua indefinido. Os diversos papeis que estão emergentes incluem a proteção contra o estresse oxidativo (propriedades antioxidantes), aumento da resposta imune, proteção contra os efeitos das toxinas ambientais, promoção de uma mistura saudável de substâncias químicas no trato digestivo, entre outras.
Os fitoquímicos recebem classificações, entre os mais conhecidos são os compostos fenólicos abundantes em alimentos de origem vegetal, sobretudo frutas e legumes, que despertam interesse especial pela possível proteção que eles conferem contra doenças cardíacas e câncer.     

                                                          

Postado por Eliane Indena e Flávio Faitarone. Fonte: Krause Alimentos, Nutrição e Dietoterapia - 13a. Edição