terça-feira, 9 de setembro de 2014

Alimentos Funcionais no Esporte



Atualmente tem se disseminado muito a idéia de se utilizar “o alimento como medicamento”, contemplando dessa forma as lições de Hipócrates – o pai da medicina – proferida há 2.500 anos.
Todo aquele alimento ou ingrediente que, além das funções nutricionais básicas, produz efeitos benéficos à saúde, são denominados alimentos funcionais, os quais têm sido amplamente divulgados, na atualidade, como promotores de saúde para pessoas em geral, inclusive esportistas.
Alimentos com propriedades funcionais de importância significativa, são aqueles que possuem ação antioxidante, ou seja, diminuem a produção de radicais livres decorrentes da prática esportiva, especialmente nas atividades de longa duração.
Durante a prática esportiva ocorre um aumento de 10 a 20 vezes no consumo total de oxigênio do organismo e um aumento de 100 a 200 vezes na captação de oxigênio pelo tecido muscular, favorecendo a produção de radicais livres de oxigênio, o que contribui para a ocorrência de danos celulares, o que pode prejudicar o desempenho do atleta e ocasionar problemas à saúde.

De maneira geral, recomenda-se atender todas as necessidades de nutrientes essenciais, além de enriquecer a alimentação com fontes de alimentos funcionais. Isto pode ser obtido através de uma alimentação amplamente variada, e com a inserção de alguns dos alimentos descritos nas tabelas abaixo.

      
COMPONENTES
 ATIVOS
PROPRIEDADES
PARA A SAÚDE
ALIMENTOS
FONTES
Flavonóides
Antioxidantes que previnem o câncer, além de apresentarem atividade antiinflamatória.
Frutas cítricas, tomate, pimentão, alcachofra, cereja, salsa.
Ácidos graxos ômega-3
Redução do colesterol ruim (LDL); apresentam ação antiinflamatória.
Peixes marinhos como salmão, sardinha, atum, anchova, arenque.
Acido alfa-linolênico
Estimula o sistema imunológico e tem ação anti-inflamatória
Óleos de linhaça, soja; nozes e amêndoas.
Licopeno
Potente antioxidante que reduz o risco de certos tipos de câncer como de próstata
Alimentos vermelhos em geral: tomate e derivados, melancia, goiaba vermelha, pimentão vermelho.
Isoflavonas
Antioxidante diminui o colesterol e reduz sintomas menopausa em mulheres
Soja e derivados
Catequinas
Reduzem a incidência de certos tipos de câncer, reduzem o colesterol e estimulam o sistema imunológico.
Chá verde, cerejas, amoras, framboesas, mirtilo, uva roxa, vinho tinto.
Fibras solúveis e insolúveis
Melhora o funcionamento intestinal e com isso reduz o risco de câncer de cólon. As fibras solúveis podem ajudar no controle do colesterol e da glicemia.
Cereais integrais como aveia, centeio, cevada, farelo de trigo, etc, hortaliças e frutas.
Probióticos - Lactobacilos
Melhora o funcionamento intestinal e reduz o risco de constipação e câncer de cólon
Leites fermentados e iogurtes

Postado por: Bruna Rafaella Faria
Referência: ABNE: Associação Brasileira de Nutrição Esportiva

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

Diet x Light



A maioria das pessoas não tem conhecimento sobre as diferenças entre os conceitos de produtos diet e  light, tampouco sabem a diferença dos mesmos com o produto que é considerado o normal.
Tanto os diet quanto os light podem apresentar diferenças em seus componentes
Refrigerantes, adoçantes, sucos, pães, sobremesas lácteas e biscoitos, entre outros alimentos, podem ser encontrados na linha dietética, que tem seu consumo em alta. Entretanto, pouca gente sabe quais são suas diferenças e para quais casos são recomendados.
Engana-se quem acredita que a opção diet é direcionada para quem gostaria de perder peso, ou ainda para os diabéticos. Prova disso é o chocolate diet que apresenta pouca diferença na quantidade de calorias que os produtos normais, ou seja, não vai ajudar a emagrecer ou evitar o ganho de peso, pois com a ausência de açúcar, aumenta a quantidade de gordura para manter o sabor agradável e, por consequência, o valor calórico.
Os primeiros produtos diet surgiram com foco específico dos portadores de diabetes. E, na época, o sabor desses alimentos deixava muito a desejar. A troca do tradicional açúcar por adoçantes era imediatamente percebida pelo paladar. Felizmente com o tempo, tornaram-se mais apetitosos. Segundo definição do Ministério da Saúde, os alimentos dietéticos são produzidos com uma composição que atenda às necessidades das pessoas com exigências físicas, metabólicas, fisiológicas ou com doenças específicas, como restrição ao açúcar.
No caso dos alimentos diet, há isenção total ou presença máxima de 0,5% de determinados nutrientes. Nos produtos light é encontrada a redução de, no mínimo 25% de alguma substância em relação ao produto de mesma marca, no tipo convencional. Portanto, a composição varia entre um fabricante e outro. Tanto diet quanto light podem apresentar diferença nas quantidades de gorduras, proteínas, sódio e açúcares, entre outros.
Faz-se necessário analisar, nos produtos, os ingredientes, bem como o rótulo nutricional para ter certeza de que o escolhido é indicado para seu plano alimentar. Deve-se pedir auxílio a um médico ou nutricionista para saber exatamente quais são os objetivos com relação à dieta.
Engana-se quem acredita que a opção diet é direcionada para quem quer perder peso...

"Por lei, no rótulo, constam os ingredientes que compõe o produto e também a quantidade de cada nutriente e seu valor calórico. Cabe ao consumidor, por meio do rótulo, avaliar qual produto atende sua atual necessidade", diz Rosana Cardoso, nutricionista do Hospital Israelita Albert Einstein (HIAE).

Postado por: Bruna Rafaella Faria
Referência: http://www.einstein.br/

sábado, 6 de setembro de 2014

A Importância da Suplementação de Folato para a Gestação



O ácido fólico, também conhecido como folato e vitamina B9 (por ser uma vitamina do complexo B), possui grande importância nos processos cerebrais. Para as mulheres que pensam em engravidar, esta vitamina é essencial.

Segundo um estudo publicado em 2012 na biblioteca Cochrane, da Organização Mundial da Saúde (OMS ), o uso de ácido fólico e ferro durante a gravidez reduziu os casos de anemia e de bebês nascidos com baixo peso. A vitamina também é importante na formação do DNA e desenvolvimento fetal.

O que mais preocupa os médicos e profissionais da área de saúde em relação ao consumo de ácido fólico é na prevenção de problemas neurológicos. “A vitamina ajuda a prevenir defeitos no fechamento do tubo neural, primórdio do sistema nervoso central do feto”, explica o site da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

O uso é recomendado a partir de um mês até três meses antes de engravidar e dois meses a três meses depois da concepção. Consulte o seu ginecologista quando estiver pensando em ter um filho e siga as instruções com o uso do suplemento. No entanto, se o consumo começar após a descoberta da gestação, não há proteção do sistema nervoso central do bebê.

A quantidade a ser ingerida varia de 0,6 a 0,4 miligramas (ou 600 a 400 microgramas) ao dia, conforme orientações de estudos. Muitas mulheres desconhecem os benefícios do ácido fólico e como consumir, e a falta dele pode fazer com que seus bebês nasçam com alguma deficiência neurológica.

Estudos mais recentes associam o uso do ácido fólico com a redução de casos de autismo. Segundo o JAMA (The Journal of the American Medical Association), os riscos de desenvolvimento de distúrbios é 40% menor quando a gestante ingere diariamente a dose recomendada da vitamina.

Sabendo que o ácido fólico ajuda seu bebê a ser mais saudável, não deixe de iniciar o uso antes da gestação e continuar conforme as orientações do seu médico. A alimentação balanceada também beneficia o desenvolvimento do feto.
Na alimentação o ácido fólico pode ser encontrado em diversos alimentos:

 Vegetais de folhas verde-escuras.
 Tomate, aspargo, brócolis, lentilha e feijão.
 Fígado de boi e gema de ovo.
 Frutas cítricas, como laranja, lima, limão e tangerina.

Postado por: Flávio Faitarone

Fonte: site Fundação Oswaldo Cruz

sexta-feira, 5 de setembro de 2014

Dieta Preventiva Contra o Cancêr


Para levar uma vida saudável é preciso ter atitudes preventivas. Uma dieta balanceada, por exemplo, é fundamental já a partir da infância. Realizar check-ups regularmente, atentar para sinais do corpo, praticar atividades físicas evitar vícios como o cigarro e o álcool são cuidados que ajudam a proteger contra o surgimento de inúmeras doenças, como o câncer.

Alimentação deficiente em nutrientes e em substâncias protetoras oferece maior risco para o câncer se instalar no seu organismo, e os principais fatores que aumentam as possibilidades do aparecimento da doença são o baixo consumo de fibras e altos níveis de gorduras no organismo.

A dieta preventiva contra o câncer é feita à base de frutas, verduras, legumes e grãos com baixa quantidade de gorduras e calorias. É ideal também para quem sofre de hipertensão, colesterol alto ou diabetes.

Quer manter o câncer longe de você? Uma boa alimentação e hábitos saudáveis podem reduzir o risco de contrair muitos tipos de câncer.

Confira algumas dicas valiosas:
Os alimentos ricos em ferro (encontrado no leite materno, feijão, lentilha, folhas verde-escuras e carnes vermelhas) tornam o sangue mais forte e contribuem para prevenir a anemia. Devem ser ingeridos em associação com frutas ricas em vitamina C (laranja, limão, acerola, caju, por exemplo). Esta combinação - comer feijão e tomar uma limonada, por exemplo - é importante, porque a vitamina C fortalece o organismo e ajuda na absorção do ferro.
Cálcio + Cafeína: a cafeína (presente no café, mate e refrigerantes à base de cola) afeta a absorção do cálcio no organismo, assim como a xantina (substância contidas nos achocolatados), reduzindo o potencial desse nutriente. O mesmo não vale para leite e derivados: o cálcio que eles contêm impede que o organismo extraia o ferro dos alimentos. Assim, evite tomar leite e comer alimentos ricos em ferro na mesma refeição.

Exemplos a evitar
Bife à parmegiana (carne + queijo)
Rúcula com mussarela (hortaliça + queijo)
Pão de queijo com refrigerante de cola (cálcio + cafeína)
Café com leite (cafeína + cálcio)
Leite com achocolatado (cálcio + xantina)

Os alimentos ricos em vitamina A (os de cores verde, amarela e alaranjada) são ótimos para a visão e a pele, além de proteger contra a diarreia e alguns tipos de câncer.

Calcula-se que um em cada três casos de câncer pode ser prevenido adotando uma alimentação saudável, mantendo peso normal e fazendo atividade física ao longo da vida.

Postado por: Flávio Faitarone

Fonte: Revista Viva Saúde 

Peixe: Um rico alimento!



Não é novidade que uma dieta equilibrada deve incluir porções semanais de pescados. Segundo a American Heart Association, o ideal é consumir esse alimento ao menos duas vezes por semana, especialmente os peixes de água fria, como salmão, truta, bacalhau e arenque, porque estão associados à redução da incidência de doenças cardiovasculares.
Um estudo divulgado em agosto de 2008 pela Universidade de Pittsburgh (Estados Unidos) mostra que o alto consumo de peixes no Japão pode diminuir o número de ocorrência de doenças cardíacas, pois substitui os alimentos ricos em gordura saturada ou trans, como carnes gordurosas e laticínios integrais. Além da escolha da espécie mais nutritiva, é necessário acertar no preparo para que não se percam vitaminas e para que o alimento não ganhe gordura. O método de preparo deve evitar a utilização de gorduras saturadas e trans. O melhor é optar pelo cozimento no forno ou na grelha. Quem prefere o peixe frito pode prepará-lo de vez em quando, com pouco óleo vegetal numa frigideira, mas as melhores opções são as preparações assadas, cozidas ou grelhadas. Além do modo de preparo, existem outros cuidados a serem tomados no que se refere ao consumo de peixes. Um dos problemas é o nível de mercúrio que pode existir na carne dos pescados, esse metal pode prejudicar o sistema nervoso e o fígado.
"Alguns peixes, como peixe-espada, cavala, tubarão e cação, são mais suscetíveis à contaminação por metais pesados e toxinas." O ideal é consumir peixes que tenham escamas e barbatanas, como arenque, salmão, pintado, bacalhau e atum, entre outros, pois as escamas funcionam como barreira à absorção de toxinas, além de serem os recomendados na lei judaica.
Na hora da compra, é necessário observar alguns aspectos: a aparência do pescado deve ser boa, os olhos devem brilhar e ocupar todo o espaço da órbita e as escamas devem ser firmes e brilhantes. Vale ainda verificar se a carne está firme e se o mesmo está bem gelado.
Na hora de comprar
A indústria de alimento oferece cada vez mais opções de alimentos congelados e semiprontos. Apesar do avanço tecnológico, no que diz respeito à conservação dos alimentos, na hora de comprar peixe, a atenção com a qualidade deve ser redobrada. O peixe é um produto que se deteriora com muita facilidade.
Por isso, é importante ficar de olhos abertos e atentos a algumas características que ajudam a perceber se o peixe está fresco ou não.
Odor
Quando fresco, o peixe cheira a maresia.
Corpo
Deve ser firme e brilhante. Quando está passando do ponto, a carne fica flácida. Faça o teste: pressione o peixe com os dedos. Se não ficarem marcas, significa que o peixe é fresco.
Olhos
Devem ser salientes, a córnea transparente e a pupila negra e brilhante.
Pele
Observe se está brilhante e com as escamas bem aderidas ao corpo. A cor da pele deve ser viva, homogênea e com alguns reflexos.
Membrana
É a pele interior que cobre a barriga do peixe e que deve aderir completamente à carne. Quando o peixe não está próprio para consumo, esta membrana é separada da carne.
O ideal é comprar o peixe inteiro. Não é aconselhável comprar peixes já cortados.
Do fundo do mar ou do rio?
Engana-se quem pensa que peixe é tudo igual. Os pescados provenientes do mar, por exemplo, têm maior quantidade de sódio e de iodo – este último, importante para o bom funcionamento da glândula tireoide. Portanto, pessoas com problema de hipertensão arterial devem escolher, preferencialmente, peixes de água doce ou consumir o peixe salgado com moderação.
Confira as propriedades de alguns peixes de águas doce e salgada.
Espécies de rio
·         Truta: excelente fonte de ômega 3, que auxilia no controle do colesterol. É um peixe saboroso e muito apreciado.
·         Pacu: a carne, quase sempre sem espinhas, é saborosa, porém gorda e um pouco indigesta.
·         Pintado: carne saborosa, leve e com baixo teor de gordura. Não é muito rico em proteínas, mas é benéfico quanto à digestão.
Espécies do mar
·         Salmão: de carne rosada, rico em ácido graxo e ômega 3. Favorece o controle do colesterol.
·         Pescada: muito consumido no Brasil, por seu sabor delicado, pelas poucas espinhas e pelo baixo custo. Se a preparação for frita, o valor calórico aumenta.
·         Badejo: com pouca gordura e com baixo teor de colesterol.
·         Robalo: tem a carne branca e magra. Com isso, é leve e de fácil digestão.
·         Bacalhau: boa fonte de ômega 3. Geralmente é importado da Noruega e de Portugal; tem a carne branca e saborosa. O cuidado no preparo é a retirada do excesso de sal das postas, deixando-as de molho por pelo menos 10 horas, trocando a água a cada 1 hora. O consumo não é recomendado para pessoas com hipertensão arterial.
·         Atum: rico em proteínas, vitaminas e minerais, contribui para a formação muscular e previne doenças do coração, já que também é uma boa fonte de ômega 3.
·         Sardinha: rica em vitaminas A e D, é de fácil digestão. Sua carne, de cor azulada, contém mais nutrientes que a dos peixes de carne branca.
Mitos e verdades
Crendices populares ou hábitos regionais ditam muitas vezes o consumo de um peixe e eliminam o preparo de outros.
Enlatados ou in natura?
Em geral, o produto fresco tem qualidade nutricional superior à daquele pronto para o consumo. Nos casos do atum e da sardinha, mesmo na forma enlatada, continuam sendo fonte de ômega 3. A dica é optar pelo produto preparado em água e sal, mais saudável do que a versão em óleo.
Gestante pode comer peixe?
As gestantes devem ter cuidado redobrado na escolha do pescado, uma vez que o peixe é um alimento de fácil contaminação e que se deteriora rapidamente. O local da compra deve ser confiável, de qualidade. Outro aspecto a ser considerado pelas grávidas é evitar o consumo de peixes de couro, como o bagre e o pintado, que têm maior risco de contaminação por metais pesados, como o mercúrio. Os peixes com escamas e barbatanas são mais seguros.
Carne de corvina é prejudicial à saúde?

A corvina possui, na maioria das vezes, cheiro de iodo, o que compromete a qualidade do preparo e a vontade de saborear o pescado. Ela não é prejudicial à saúde, apenas é um peixe pouco apreciado.
Postado por: Bruna Rafaella Faria
Referência: www.einstein.br

quinta-feira, 4 de setembro de 2014

Se preparando para uma cirurgia bariátrica




Antes de realizar o procedimento, é essencial que o paciente passe por um acompanhamento médico e psicológico para que possa entender a dimensão do processo ao qual será submetido e também para avaliar suas condições fisiológicas para reduzir os problemas que podem ocorrer após a cirurgia.
Caso o paciente apresente algum caso de transtorno alimentar, como a bulimia, este deve ser tratado antes de se submeter à operação. Pacientes que sofrem de transtornos, como vontade compulsiva de comer, também devem ser tratados com um psicólogo, já que a cirurgia não altera a vontade de comer do paciente.
Além disso, devem ser realizados alguns exames laboratoriais para verificar a saúde geral do paciente, esses serão solicitados pelo médico responsável cirurgia e são essenciais antes de qualquer processo operatório.
Para quem está pensando em se submeter à cirurgia bariátrica, é necessário ter sempre em mente que esse procedimento trará mudanças radicais, e eternas, para a vida. Então, é de suma importância que, em primeiro lugar, um médico seja procurado e que todos os exames sejam feitos para que se tenha uma avaliação correta. Nem todos que querem fazer essa cirurgia, podem fazê-la.
Além disso, é importante que se comece, desde que a decisão cirúrgica seja tomada, a realizar uma mudança de hábitos alimentares, como a troca de alimentos calóricos por alimentos mais leves e saudáveis, tais como verduras, frutas e legumes.
Outro ponto a se observar, é a redução na quantidade de alimentos gordurosos a serem ingeridos. Como foi dito, a cirurgia não muda a forma de pensar, portanto, é imprescindível se acostumar desde cedo a comer menos e a ter hábitos mais saudáveis.
Vale ressaltar que a realização de uma atividade física pode ser uma grande aliada nesse processo. Dessa forma, pode-se ganhar um melhor condicionamento físico e começar a perder alguns quilinhos antes mesmo de fazer a cirurgia.
Resta dizer que a preparação psicológica é uma das mais importantes nesse caminho e deve ser feita antes e após a cirurgia. É partir do acompanhamento psicológico que o paciente aprende a ser conhecer melhor e a construir uma nova identidade, já que estará sem uma parte do corpo. A cirurgia é apenas um começo.

Postado por Flavio Faitarone

Fonte: revista brasileira de obesidade

quarta-feira, 3 de setembro de 2014

O Alho e suas propriedades funcionais




Resultado de imagem para imagens do alhoDe acordo com uma pesquisa realizada pela Universidade de Campinas (Unicamp), o alho está entre os maiores remédios naturais estudados até hoje. O alho (Allium Sativum) já é utilizado a milhares de anos, mas foi no século 19 que seus benéficos anti-sépticos ganharam fama.
O poder terapêutico do alho é reconhecido pelo Ministério da Saúde e faz parte da família Liliaceae, ele é um alimento funcional, ou seja, protege o organismo de várias doenças quando consumido regularmente.
Os benefícios à saúde propostos para o alho são numerosos, incluindo prevenção do câncer, propriedades antibióticas, anti-hipertensivas e redutoras do colesterol. A alicina e os outros compostos sulfurosos voláteis são responsáveis por suas propriedades como alimentos funcionais. O alho é considerado protetor contra as doenças cardiovasculares, por reduzir a concentração de colestrol sérico, a pressão sanguínea e inibir a agregação plaquetária.

Principais substancias do alho:

O alho é rico em zinco e selênio, metais que fortalecem o organismo.


Ele contém ajoeno, que promove ações antitrombóticas (anticoagulantes), antiinflamatórias, vasodilatadoras, hipotensoras, antibióticas e antifúngicas.

Sulfeto de alila, substância capaz de inibir o crescimento de tumores.


A alicina é uma das principais substâncias. Ela dá ao alho sabor e cheiro característicos, e é responsável por grande parte de seus benefícios.

Essas substâncias trazem os seguintes benefícios do alho:

Ação antiviral: As propriedades imunoestimulatória do alho encontradas no extrato da planta que estimulam a imunidade de maneira geral. No caso do vírus da gripe a alicina tem ação comprovada.

Radicais Livres: Devido a grande quantidade de selênio presente no alho, ele se torna um poderoso antioxidante, o selênio liga-se aos radicais livres (partículas que “enferrujam” as células) que provocam o envelhecimento precoce dos tecidos.

Diabetes: Estudos mostram que as pessoas que consomem alho regularmente, apresentam menor tendência à Diabetes. Acredita-se que algumas substâncias presentes no alho estimulam a produção de insulina em níveis significativos.

Colesterol: O consumo freqüente de alho auxilia no controle do nível do colesterol sérico total, além de prevenir a aterosclerose e doenças cardiovasculares.

Para aproveitar todos os benefícios do alho, é necessário que ele seja consumido cru, pois seu principal componente, a alicina, apresenta-se na forma de um óleo volátil que pode ser desativado pela temperatura. Muitas pessoas são gostam do sabor do alho, mas atualmente o mercado traz outras maneiras de consumi-lo aproveitando todos os seus benefícios.

Postado por: Flávio Faitarone

Fonte : Alimentos Funcionais/Guia de Nutrição 
           .

Sorvete Prático de Whey Protein

                                              

INGREDIENTES

2 gelatinas light zero sem sabor
2 copos de 200ml de água quente
12 pedras de gelo
4 scoops de whey protein de sua preferência

MODO DE PREPARO

Bata tudo no liquidificador até formar uma consistência firme. Em seguida, coloque em uma forma ou em potes individuais e deixe 30 min no congelador. Sirva.

Postado por: Bruna Rafaella Faria

terça-feira, 2 de setembro de 2014

Intolerância à lactose



Após consumir leite ou seus derivados, algumas pessoas podem sentir dor abdominal, náuseas, desconforto, diarreia e gases. Em geral, tais sintomas são percebidos como um simples mal-estar, típico de estômago sensível. Mas atenção: se o incomodo aparecer num período entre meia hora e duas horas após o consumo de laticínio, deve-se procurar auxílio médico, pois pode significar intolerância à lactose – uma rejeição do organismo ao leite e seus derivados.
Essa intolerância é resultado da falta da enzima lactase, produzida no intestino delgado, que tem a finalidade de decompor o açúcar do leite em carboidratos, para a sua melhor absorção.
Com a deficiência ou ausência dessa enzima, a digestão da lactose torna-se difícil e chega ao intestino grosso inalterada, sendo fermentada por bactérias, produzindo assim acido láctico e gases, além disso, a presença de lactose no intestino grosso aumenta a retenção de água, podendo causar diarreia e cólicas.

Existe uma grande diferença entre intolerância à lactose e alergia ao leite. A alergia é uma resposta do sistema imunológico a algum componente do alimento. A intolerância trata-se de uma reação adversa que envolve a digestão ou o metabolismo, mas não o sistema imunológico.

Como diagnosticar?

Existem três tipos de intolerância à lactose.

Deficiência congênita da enzima : é um defeito genético raro, no qual alguns recém-nascidos, principalmente prematuros, nascem sem a capacidade de produzir lactose. Nesse caso a intolerância à lactose é permanente.
Diminuição enzimática secundária a doenças intestinais: bastante comum no primeiro ano de vida. Nesse caso, a criança tem uma deficiência temporária da enzima, devido à morte das células da mucosa intestinal, produtoras da lactase, principalmente quando há diarreia persistente. Assim, o indivíduo fica com deficiência temporária até que essas células sejam repostas. Não existe um tempo exato para que isso ocorra, pois depende da resposta do organismo de cada pessoa.
Deficiência primária ou ontogenética: a mais comum na população. Com o decorrer da vida, existe a tendência natural à diminuição da produção da lactase.

O diagnóstico pode ser feito de três maneiras:

Ao perceber os sintomas (dor abdominal, náusea, gases, diarreia e cólicas) após ingerir laticínios, a pessoa deve procurar um gastroenterologista. Apesar dessa intolerância não causar riscos de vida, a sensação é de muito desconforto.
Teste de intolerância à lactose: o paciente recebe uma dose de lactose em jejum e, depois de algumas horas, são colhidas amostras de sangue que indicam os níveis de glicose.
Teste de hidrogênio na respiração: o paciente ingere uma bebida com alta quantidade de lactose e o médico analisa o hálito da pessoa em intervalos que variam de 15 a 30 minutos por meio da expiração. Se o nível de hidrogênio aumentar significa um processamento incorreto da lactose no organismo.
Teste de acidez nas fezes: o exame de fezes é realizado normalmente, pois se a pessoa ingeriu alimentos com lactose, teve os sintomas e procurou auxilio médico, é porque a lactose não foi bem digerida produzindo ácidos que podem ser detectados nas fezes.

Prevenção e tratamento

Uma vez diagnosticada a intolerância, pode-se prevenir novos sintomas excluindo leite e derivados, além de produtos ou alimentos preparados com leite. Outra forma de evitar os sintomas é experimentar os suplementos da enzima lactase, disponíveis no mercado em comprimidos ou tabletes mastigáveis. O medicamento deve ser ingerido junto com os laticínios.
Além disso, é possível adicionar gotas de enzima lactase no leite comum para pré-digerir a lactose antes de beber. Vale lembrar que as gotas devem ser colocadas 24 horas antes do consumo, tempo necessário para digerir a lactose.
Porém o não consumo de leite e derivados pode gerar falta de cálcio. E quem optar por eliminar os laticínios precisará de uma dieta especial, para suprir a necessidade do mineral essa dieta deverá ser rica em vegetais de cor verde-escura como brócolis, couve, agrião, mostarda, além de repolho, nabo e peixes de ossos moles como o salmão e sardinha, mariscos e camarão, que são os principais alimentos fontes de mineral.

Postado por: Flavio Faitarone

Fonte: Sociedade beneficente israelita brasileira 

Ortorexia nervosa

termo ortorexia nervosa foi criado por Steven Bratman, médico americano, que sugeriu esse quadro ou condição como um novo comportamento alimentar transtornado. A ortorexia nervosa é uma fixação pela saúde alimentar caracterizada por uma obsessão doentia com o alimento biologicamente puro, acarretando restrições alimentares significativas. Trata-se de indivíduos com escolhas alimentares acompanhadas de uma preocupação exagerada com a qualidade dos alimentos, a pureza da dieta (livre de herbicidas, pesticidas e outras substâncias artificiais) e o uso exclusivo de "alimentos politicamente corretos e saudáveis". O objetivo dos indivíduos com comportamento ortoréxico é ingerir alimentos que contribuam para o bom funcionamento do organismo e "libertem o corpo e a mente de impurezas" a fim de alcançarem um corpo saudável e maior qualidade de vida. O autor também associou esse comportamento com o desprezo pelos que não seguem os mesmos "padrões elevados" de alimentação, a obsessão, a solidão, o evitar a prática social das refeições, a insatisfação com a própria condição e a autoimposição para tentar esclarecer outros acerca dos alimentos "saudáveis".

O comportamento ortoréxico apresenta similaridades e diferenças quando comparado com os comportamentos alimentares característicos dos TA. À semelhança das pessoas com TA, aquelas com ortorexia nervosa também demonstram sentimentos, crenças, pensamentos e comportamentos para com os alimentos que podem ser considerados obsessivos, extremistas e restritivos. Entre eles estão: ansiedade, necessidade de controle e de seguir regras rígidas, desejo de sentir-se puro e tendência ao perfeccionismos transferidos para o ato de comer. Sobre a questão da pureza e ascetismo, é interessante observar historicamente os relatos de santas e beatas das igrejas católicas descritas como as antigas “anoréxicas” - anorexia santa -, que eram motivadas pela pureza de espírito e caráter, abnegação e negação dos prazeres terrenos e carnais. Tanto os TA quanto a ortorexia nervosa parecem ser impulsionados por pressões sociais, sendo o primeiro grupo afetado pelos padrões estéticos de beleza e pelo culto ao corpo, enquanto o segundo grupo seria influenciado pela ênfase no viver saudável - novamente em seu foco biológico.

Postado por: Bruna Rafaella Faria
Referência:http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S141552732011000200015&lang=pt

segunda-feira, 1 de setembro de 2014

A cafeína e a atividade física



   

Resultado de imagem para imagens de cafeA cafeína é uma substância encontrada em certas plantas e usada para o consumo em bebidas, tanto na forma de infusão, como em refrigerantes e bebidas energéticas. Ela também é encontrada em alimentos como o chocolate, guaraná, chá-mate e no cacau. Uma xícara de 50 ml de café contém, em média, entre 40 e 60 miligramas de cafeína. Já numa xícara de chá (150 ml) ou em um copo (200 ml) de refrigerante - à base de cola - é possível encontrar aproximadamente entre 20 e 40 miligramas da substância. 
O efeito mais conhecido da cafeína é o de ser um estimulante. De fato, essa substância atua diretamente no sistema nervoso central aumentando o estado de alerta. Com ela, o coração bate mais forte, os pulmões ficam mais abertos e é possível se sentir mais esperto, mais acordado. Efeitos como esses acabaram rendendo para a cafeína a fama de inimiga do sono, ímã para a vontade de fumar e multiplicadora de ansiedade. A ingestão excessiva pode provocar, em algumas pessoas, efeitos negativos como irritabilidade, ansiedade, agitação, dor de cabeça e insônia. O mecanismo de ação parece estar ligado ao estímulo da produção de dopamina, que é um neurotransmissor responsável pela ativação de áreas do cérebro relacionadas à atenção.
O Comitê Olímpico Internacional classifica a cafeína, atualmente, como uma droga restrita, positiva em concentrações acima de 12mg/L na urina. (TARNOPOLSKY, 1993). A possibilidade de que a cafeína possa exercer algum efeito ergogênico nos exercícios de longa duração vem sendo investigada por diversos pesquisadores desde a década de 70. No entanto, os resultados destes estudos apresentam algumas controvérsias devido a falta de padronização das metodologias (tipo de exercício; intensidade e duração dos exercícios; dosagens de cafeína; tolerância) utilizadas nos experimentos. Além disso, este tipo de estudo é complicado uma vez que a cafeína afeta quase todos os tecidos do corpo dificultando a observação de seus mecanismos de ação. (NEHLIG et al., 1994).
A possibilidade de que a cafeína possa exercer algum efeito ergogênico nos exercícios de longa duração vem sendo investigada por diversos pesquisadores, desde a década de 1970. A partir de então, abriu-se um vasto campo de investigações acerca dos possíveis benefícios causados pela cafeína na performance de endurance. Até alguns anos atrás quando seu consumo ultrapassava um valor crítico, comprovado pelos seus metabólitos dosados na urina, o usuário era considerado dopado. Atualmente, o uso da cafeína é liberado. Doses de até 420mg são permitidas no Brasil. Entre os efeitos da cafeína como suplemento ergogênico podemos destacar: 
Efeito estimulante: dependendo da resposta individual à cafeína, pequenas doses da substância podem exercer efeito estimulante. Outra característica é a diminuição da percepção do esforço, o que torna a suplementação muito relevante em períodos de treinamentos exaustivos ou de pré competição; 
Aumento da lipólise: a cafeína pode aumentar a mobilização de ácidos graxos dos estoques, aumentando a oxidação da gordura e reduzindo a utilização dos carboidratos (glicogênio). Este é o mais antigo, reportado e confirmado efeito da suplementação de cafeína no aprimoramento do desempenho, especialmente em exercícios prolongados.
 Melhoria na eficiência metabólica dos sistemas energéticos durante o esforço, o que contribui para melhoria da performance. Na presença de demais vitaminas e minerais envolvidos no metabolismo energético, o efeito ergogênico tende a ser mais significativo. 
 Efeito sobre a atividade da bomba Na+ K+, influenciando na regulação das concentrações de potássio, nos meios extra e intracelular, o que contribui para o retardamento da fadiga. 
Tais efeitos ergogênicos são demonstrados após a suplementação com doses entre 3 e 6mg/kg de peso corporal, entre 30 e 60 minutos antes da realização do exercício, visto que seu pico no plasma sanguíneo ocorre entre 30 e 120 minutos após sua ingestão. Altas dosagens podem causar fortes dores de cabeça, nervosismo, insônia, agitação e ansiedade. Efeitos que poderiam atrapalhar a perfomance ao invés de otimizá-la. Portanto, a questão não é ir atrás de comprovações científicas que atestem o uso da cafeína em práticas esportivas. O fundamental é respeitar a individualidade biológica antes de determinar quando tomar, em qual dosagem, por quanto tempo e em quais modalidades.

Postado por: Flavio Faitarone

Fonte: PAULA FILHO, U. & RODRIGUES, L.O.C.(1985). Estudo do efeito da cafeína em diferentes níveis de exercício.

O uso de leucina como recurso ergogênico

                                                  
A leucina é um aminoácido essencial que juntamente com a isoleucina e a valina formam os chamados Aminoácidos de Cadeia Ramificada, ou Branched Chain Amino Acids (BCAA). Os efeitos anabólicos observados com a suplementação de BCAA estariam em maior grau relacionados com a ação deste nutriente na redução do catabolismo e estímulo para síntese proteica.
A ingestão desse aminoácido ativa a proteína alvo da rapamicina em mamíferos (mTOR) promovendo a sinalização para inicio da síntese proteica.
Tal processo é intensificado quando a suplementação é realizada logo após uma sessão de exercícios resistidos, visto que o consumo de aminoácidos nesse momento irá estimular a hipertrofia celular e, com isso, também irá propiciar o aumento da quantidade de miofibrilas. Além disso, exerce papel anabólico indireto por gerar estímulos para a produção de insulina em pessoas normoglicêmicas.
O consumo de cerca de 10 g de aminoácidos essenciais, contendo cerca de 2,1 g de leucina, aparentemente proporciona a máxima síntese proteica miofibrilar. A dose ideal de leucina a ser utilizada como recurso ergogênico ainda carece de mais estudos, porém algumas pesquisas levantam indícios da forma a se utilizar este nutriente a fim de se obter resultados específicos.
O uso de aproximadamente 45 mg por quilograma de peso corporal no período pós-treino foi suficiente para resultar em melhora de performance, devido ao aumento na força dos atletas. O resultado ergogênico da leucina é observado quando ingerida com outros aminoácidos essenciais ou alimentos fonte destes, pois o efeito anabólico parece depender da presença de outros aminoácidos na circulação.
A suplementação de leucina também pode estar associada com melhorias da composição corporal dos indivíduos, como redução da perda de massa magra em períodos de restrição energética e aumento da massa magra em praticantes de exercícios resistidos. Outro ponto positivo no uso desse suplemento é um possível efeito no aumento da síntese proteica durante a recuperação de lesões, reduzindo o desequilíbrio entre o catabolismo e anabolismo do período.
Os achados científicos ainda são controversos. Apesar de haver relatos que a suplementação causa aumento dos BCAA circulantes e atenua os danos teciduais, a melhora no rendimento esportivo nem sempre é comprovada em estudos.

Na prática o uso de 45 mg por quilograma de peso corporal associado ao consumo de proteína de boa qualidade no período pós-treino apresenta resultados promissores na melhora da recuperação muscular de praticantes de exercício físico. Os indivíduos referem melhora da força e resistência nas próximas sessões de treinamento. Porém, ainda são necessárias mais pesquisas sobre o papel ergogênico da leucina e as doses a serem utilizadas para o melhor aproveitamento de seus efeitos em atletas e praticantes de exercício físico.

Postado por: Bruna Rafaella Faria
Referência: OLIVEIRA, A.V. O uso da suplementação de leucina como recurso ergogênicos. Associação Brasileira de nutrição esportiva.