quinta-feira, 23 de outubro de 2014

ALIMENTAÇÃO NA ADOLESCÊNCIA



"Um Adolescente Saudável, será um Adulto Saudável"

A adolescência é o estágio da vida definido pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como o intervalo compreendido entre 10 e 19 anos de idade.
No período da adolescência, além das transformações fisiológicas, o indivíduo sofre importantes mudanças psicossociais, o que contribui para a vulnerabilidade característica desse grupo populacional. Os adolescentes podem ser considerados um grupo de risco nutricional, devido à inadequação de sua dieta decorrente do aumento das necessidades energéticas e de nutrientes para atender à demanda do crescimento.
As práticas alimentares adotadas atualmente na adolescência tem correspondido a dietas ricas em gorduras, açúcares e sódio, com pequena participação de frutas, verduras e leite e derivados; sendo comuns hábitos alimentares com o consumo excessivo de refrigerantes e lanches do tipo"fast food" .
Os grupos alimentares imprescindível para essa fase que não pode faltar são alimentos fonte de cálcio, grupo de frutas, ingestão de água e o cuidado com o  excesso de gorduras e açúcares, assim como, a ingestão habitual de alimentos industrializados.
A ingestão de água,  é importante, pois 70% do nosso corpo é composto por água. Uma boa hidratação melhora o funcionamento do organismo, elimina impurezas, facilita o trânsito intestinal e melhora a circulação sanguínea. Já a desidratação causa fadiga, cansaço, constipação, câimbras, pressão sanguínea irregular, pele seca e problemas renais. Segundo Wirth (2010) apud Oliveira et al (2011) “a excessiva ingestão de alimentos líquidos industrializados e de sabor doce, principalmente entre crianças e adolescentes, fez com que passassem a se hidratar essencialmente por meio destes alimentos, abandonando definitivamente a água”.
“É na adolescência que ocorre o aumento da retenção de cálcio para a formação óssea, período este crítico de mineralização do osso, o que poderá influenciar futuramente o aparecimento de osteoporose”. O consumo de cálcio durante a adolescência  é necessário para manter  o balanço positivo suficiente para suprir as demandas ósseas e prevenir o risco de fraturas, lembrando ainda a importância da exposição ao sol para que a Vit D seja ativada para ajudar na fixação do cálcio nos ossos.
O Programa  5 itens, é importante para a ingestão de frutas diariamente. Para obtenção de vitaminas e minerais essenciais para saúde e manutenção do corpo. Fornecendo fibras solúveis e insolúveis que ajudam na saciedade e no funcionamento intestinal. Seu consumo também previne câncer, diminui o risco de doenças e ajuda na hidratação. O Programa 5 ao dia “o baixo consumo de Frutas está entre os dez principais fatores de risco associados à ocorrência de doenças crônicas não transmissíveis. O aumento do consumo desses alimentos traz impactos positivos sobre a saúde porque: contribui para a diminuição do consumo de alimentos ricos em gordura e açúcar, fornece vitaminas, minerais e fibras necessários para o pleno funcionamento do organismo e contribui para o controle do peso.”

A quantidade de açúcar, sódio, óleo que contém nos alimentos industrializados, é extremamente exorbitante  o consumo comparado com a recomendação diária de consumo desses alimentos. Referente à OPAS (2003) o aumento do sedentarismo, excesso de ingestão de doces e gorduras, substituição de proteína vegetal por proteína animal e baixo consumo de fibras são os principais fatores ambientais responsáveis pelo aumento da obesidade.

A escolha do ambiente de grupos de adolescentes para a promoção de hábitos de vida saudáveis deve ser encorajada, por ser um local de intenso convívio social e propício para atividades educativas.
As intervenções nos hábitos de vida devem ser iniciadas o mais precocemente possível, já que na adolescência ocorrem mudanças importantes na personalidade do indivíduo e por isso é considerada uma fase favorável para a consolidação de hábitos que poderão trazer implicações diretas para a saúde na vida adulta.

Postado por: Aline Roschel e Flavio Faitarone

Fonte: COLUCCI, A.C.A. et al. Relação entre o consumo de açúcares de adição e a dequação da dieta de adolescentes residentes no município de São Paulo. Rev. Nutr. Campinas, 2011 v.24 n.2. 219-231 p.
ENES, C. C.; SLATER B. Obesidade na adolescência e seus principais fatores determinantes. Rev. Bras. Epidemiol, 2010 v.13 n.1 p.163-71




Consumo de gorduras e saúde cardiovascular

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), a Doença Cardiovascular (DCV) é a principal causa de morte no mundo, perfazendo 30% das mortes globais1, taxa praticamente idêntica à encontrada no Brasil. Mais de 80% das mortes por DCV no mundo ocorrem em países de média e de baixa rendas.
De um modo geral, a base fisiopatológica para os eventos cardiovasculares é a aterosclerose, processo que se desenvolve ao longo de décadas de maneira insidiosa, podendo os primeiros sinais ser fatais ou altamente limitantes.
A formação da placa de ateroma na parede dos vasos sanguíneos, bem como suas consequências clínicas (infarto do miocárdio e Acidente Vascular Encefálico [AVE]) associam-se intimamente com determinados fatores de risco cardiovascular, como hipercolesterolemia, hipertrigliceridemia, diminuição do HDL-c, hipertensão arterial sistêmica, diabetes mellitus e obesidade.
Além disso, a aterosclerose caracteriza-se por um processo inflamatório crônico da parede vascular, e a elevação de marcadores inflamatórios séricos, como a proteína C-reativa, tem se associado a maior risco de eventos cardiovasculares.
A base para a prevenção de eventos cardiovasculares tem sido, nas últimas décadas, o controle rigoroso dos fatores de risco cardiovascular. O controle da pressão arterial efetivamente diminui a chance de eventos cardiovasculares, sobretudo de AVE. No que diz respeito à dislipidemia, diversos estudos epidemiológicos e de intervenção, sobretudo com estatinas, demonstram inequivocamente que a redução dos níveis plasmáticos de LDL-c diminui a chance de eventos cardiovasculares, seja no caso de quem já apresentou um evento (prevenção secundária), seja no de quem nunca o apresentou (prevenção primária). De fato, a primeira meta lipídica para prevenção cardiovascular é o LDL-c.
Embora não se tenha o mesmo grau de evidência, a redução dos níveis de triglicérides e a elevação dos de HDL-c também são consideradas potencialmente benéficas para a inibição do processo aterotrombótico. Subanálises de ensaios clínicos argumentam a favor da redução da concentração sérica de triglicérides e estudos com métodos de imagem mostram ação favorável de terapias baseadas em HDL sobre a placa aterosclerótica.
Com relação ao componente inflamatório, embora não exista comprovação inequívoca que terapias dirigidas especificamente para a redução da inflamação reduzam o risco cardiovascular, pode-se aventar a hipótese de que estratégias medicamentosas ou modificações de estilo de vida que limitem o processo inflamatório limitem a progressão das placas de ateroma e/ou reduzam a sua vulnerabilidade a fenômenos de ruptura, com possíveis benefícios clínicos.
Hoje está claro que diferentes padrões dietéticos modulam diferentes aspectos do processo aterosclerótico e fatores de risco cardiovasculares, como níveis lipídicos no plasma, resistência a insulina e metabolismo glicídico, pressão arterial, fenômenos oxidativos, função endotelial e inflamação vascular. Consequentemente, o padrão alimentar interfere na chance de eventos ateroscleróticos.
O consumo de gordura saturada e trans é classicamente relacionado com elevação do LDL-c plasmático e aumento de risco cardiovascular. A substituição de gordura saturada da dieta por mono e poli-insaturada é considerada uma estratégia para o melhor controle da hipercolesterolemia e consequente redução da chance de eventos clínicos.
As repercussões da ingestão de gordura, no entanto, não se restringem ao metabolismo lipídico; o tipo de gordura ingerida pode influenciar também outros fatores de risco, como a resistência a insulina e a pressão arterial.
A importância dos carboidratos (CH) na gênese da doença cardiovascular também deve ser ressaltada. É amplamente aceito que a ingestão aumentada de CH, especialmente os de rápida absorção, favorece um desequilíbrio entre a oferta de lipídeos e os demais nutrientes, possibilitando o estabelecimento de hipercolesterolemia. Além disso, o elevado consumo de carboidratos refinados exerce efeito direto no excesso de peso e desenvolvimento da obesidade. Alterações pós-prandiais, como hiperglicemia, hiperinsulinemia e hipertrigliceridemia, também têm se associado a risco cardiovascular aumentado. Neste sentido, os CH ideais para melhorar o dismetabolismo nutricional pós-prandial incluem aqueles com menor índice glicêmico, menor densidade calórica, maiores teores de fibras e água.


Postado: Graziela Cervilla Toce

Fonte: Scielo


quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Os principais efeitos fisiológicos atribuídos à fibra alimentar



Os principais efeitos:
  • Intestinal
A fibra alimentar, particularmente a fibra insolúvel, ajuda na prevenção da obstipação intestinal, aumentando o peso das fezes e reduzindo o tempo de trânsito intestinal. Esse efeito é ainda maior se o consumo de fibra for acompanhado por um aumento da ingestão de água.
Os ácidos gordos de cadeia curta produzidos durante a fermentação da fibra, pelas bactérias intestinais, são uma grande fonte de energia para as células do cólon, podendo inibir o crescimento e proliferação de células cancerígenas a nível do intestino.
Ao melhorar a função intestinal, a fibra alimentar pode reduzir o risco de doenças e outras perturbações, tais como a doença diverticular ou hemorróidas, podendo inclusive ter um efeito protetor contra o cancro do cólon.
  • Níveis de glicose sanguíneos
A fibra solúvel pode retardar a digestão e a absorção dos hidratos de carbono, reduzindo desta forma o aumento da glicose sanguínea, que ocorre após a refeição (pós prandial), assim como a resposta da insulina. Esta situação pode ajudar pessoas diabéticas a terem um melhor controlo dos níveis de açúcar no sangue.
  • Colesterol sanguíneo
Resultados de diversos estudos epidemiológicos revelam um outro papel de fibra alimentar na prevenção da doença coronária, ao melhorar o perfil lipídico sanguíneo, e os ensaios clínicos vieram confirmar as conclusões desses estudos. A consistência viscosa das fibras, como a pectina, o farelo de arroz ou aveia, reduz os valores séricos de colesterol total e de colesterol LDL (lipoproteína de baixa densidade ou “mau” colesterol). As investigações continuam a demonstrar simultaneamente que uma dieta rica em fibra alimentar de origem mista também protege contra doença coronária.
  • Outros efeitos
Embora a prevenção da obstipação intestinal, a melhoria dos níveis de glicemia e do perfil lipídico no sangue sejam as principais vantagens de uma alimentação rica em fibra alimentar, existem outros efeitos positivos que merecem ser salientados. Por exemplo, dado que a fibra alimentar aumenta o volume da dieta, sem adicionar calorias, pode ter um efeito saciante, contribuindo para o controlo de peso.
Para beneficiar de todos os efeitos da fibra alimentar é importante variar as suas fontes de origem na dieta. A alimentação rica em frutas, legumes, lentilhas, feijão e cereais integrais não só fornecer fibra alimentar, como também nutrientes e outros componentes dos alimentos essenciais para a saúde.

Postado por: Flavio Faitarone e Aline Roschel 

Referências: revista brasileira de nutrição esportiva

O que você precisa saber sobre insuficiência renal

O que é insuficiência renal?

É a perda das funções dos rins, podendo ser aguda ou crônica.

O que é insuficiência renal aguda?

A insuficiência renal aguda é caracterizada por redução rápida da função dos rins que se mantém por períodos variáveis, resultando na inabilidade de os rins exercerem suas funções básicas. Em muitas ocasiões o paciente necessita ser mantido com tratamento por diálise até que os rins voltem a funcionar. Em outros casos, os rins não tem sua função reestabelecida e o paciente precisa ser mantido em diálise.

O que é insuficiência renal crônica?

Insuficiência renal crônica é a perda lenta, progressiva e irreversível das funções renais. Por ser lenta e progressiva, esta perda resulta em processos adaptativos que, até um certo ponto, mantêm o paciente sem sintomas da doença. Até que tenham perdido cerca de 50% de sua função renal, os pacientes permanecem quase sem sintomas. A partir daí, podem aparecer sintomas e sinais que nem sempre incomodam muito. Assim, anemia leve, pressão alta, edema (inchaço) dos olhos e pés, mudança nos hábitos de urinar (levantar diversas vezes à noite para urinar) e do aspecto da urina (urina muito clara, sangue na urina, etc). Deste ponto até que os rins estejam funcionando somente 10 a 15% da função renal normal, geralmente, pode-se tratar os pacientes com medicamentos e dieta. Quando a função renal se reduz abaixo desses valores, torna-se necessário o uso de outros métodos de tratamento da insuficiência renal: diálise (hemodiálise ou diálise peritoneal) ou transplante renal.

Quais são os sinais e sintomas que podem indicar doenças renais?

Muitos são os sinais e sintomas que aparecem quando a pessoa começa a ter problemas renais. Alguns são mais frequentes, embora não sejam necessariamente consequências de problemas renais:
  • alteração na cor da urina (torna-se parecida com coca-cola ou sanguinolenta);
  • dor ou ardor quando estiver urinando;
  • passar a urinar toda hora;
  • levantar mais de uma vez à noite para urinar;
  • inchaço dos tornozelos ou ao redor dos olhos;
  • dor lombar;
  • pressão sanguínea elevada;
  • anemia (palidez anormal);
  • fraqueza e desânimo constante;
  • náuseas e vômitos frequentes pela manhã;
Caso qualquer destes sinais ou sintomas apareça, procure imediatamente um médico de sua confiança.

Quais as causas de insuficiência renal crônica?

Diversas são as doenças que levam à insuficiência renal crônica. Tanto no Brasil como no exterior, o diabetes e a hipertensão arterial constituem as principais causas de doença renal crônica. A terceira causa em ordem de frequência, são as chamadas glomerulonefrites.

Hipertensão Arterial

Como os rins possuem um papel importante no controle da pressão arterial, quando eles não funcionam adequadamente, a pressão arterial pode se elevar anormalmente, o que por sua vez, leva à piora da disfunção renal, fechando assim um ciclo de agressão aos rins. O controle correto da pressão arterial é um dos pontos principais na prevenção da insuficiência renal.

Diabetes

A outra principal causa de doença renal crônica é o diabetes, com um número crescente de casos. Após cerca de 10-15 anos de diabetes diagnosticado e principalmente, mal tratado, alguns pacientes começam a ter problemas renais. As primeiras manifestações são a perda de proteínas na urina (proteinúria), o aparecimento de pressão arterial alta e, mais tarde, o aumento da ureia e da creatinina do sangue.

Glomerulonefrites e outras causas

Elas resultam de uma inflamação crônica dos rins. Depois de algum tempo, se a inflamação não é curada ou controlada, pode haver perda total das funções dos rins. Outras causas de insuficiência renal são: rins policísticos (grandes e numerosos cistos crescem nos rins, destruindo-os), a pielonefrite (infecções urinárias repetidas devido à presença de alterações no trato urinário, pedras, obstruções, etc.) e doenças congênitas (“de nascença”).

Postado por: Graziela Cervilla Toce

Fonte: Sociedade Brasileira de Nefrologia 

terça-feira, 21 de outubro de 2014

ÔMEGA 3 e EXERCÍCIO FÍSICO

  


Para que um atleta consiga melhorar o desempenho esportivo, é necessário que as cargas de treinamento e os períodos de recuperação sejam realizados de maneira equilibrada. Cargas de treinamento com intensidades exageradas e períodos de recuperação insuficientes não promovem os benefícios à prática de treinamento físico, havendo a possibilidade do aparecimento de lesões musculares, acredita-se que a pequena inflamação aguda e local ocasionada pelos micro-traumas possam evoluir para processo de inflamação crônica e acarretar, em seguida em uma inflamação sistêmica.


Estudos observaram uma diminuição significativa da síntese de mediadores de inflamação em ratos que tiveram uma dieta composta óleo de peixe contendo grande quantidade de (EPA) e (DHA) ômega -3. É possível supor que a suplementação com ácidos graxos ômega-3 (EPA) e (DHA) em atletas poderia atenuar os efeitos do processo inflamatório no músculo lesionado através da diminuição da síntese dos potentes mediadores químicos da inflamação e com isso a diminuição do tempo de recuperação dos atletas, além de beneficiar as resposta dos atletas aos exercícios de alta intensidade. Vários componentes naturais dos alimentos têm mostrado efeitos fisiológicos e alguns deles foram considerados úteis para promover melhora no desempenho esportivo ou na tentativa de prevenir lesões. Nos últimos anos os ácidos graxos poli-insaturados Omega-3(AGPI-n3) figura-se entre os suplementos que ganharam muita atenção por parte dos pesquisadores e vem despertando interesse das indústrias farmacêuticas e de alimentos funcionais. 

Em estudos com atletas, os AGPI-n3 têm despertado mais especificamente, grande interesse de pesquisadores na área de ciências do esporte e do exercício físico. Essa nova linha de pesquisa apoia-se no fato de que exercícios intensos podem provocar alterações no sistema imune e ocasionar a formação de substâncias inflamatórias, alem de ser um alimento funcional.  Em atletas podem atenuar os efeitos do processo inflamatório no músculo lesionado através da diminuição da síntese dos potentes mediadores químicos da inflamação e com isso a diminuição do tempo de recuperação dos mesmos, além de beneficiar as resposta dos atletas aos exercícios de alta intensidade. Outros estudos obtiveram resultados que  indicam ainda que a suplementação com AGPI-n3 reduziu a concentração plasmática da enzima Lactato Desidrogenase-LDH (marcador de lesão muscular), tanto nos animais sedentários como nos submetidos ao treinamento físico.

Atletas de esportes de alta intensidade e longa duração são acometidos também por infecções e inflamações frequentemente. Portanto, supõe-se que a suplementação com óleo de peixe reduz os índices dos problemas decorrentes da modalidade praticada.


O Ômega 3 pode ser encontrado como fonte de alimento: óleo de peixe, linhaça, canola, sardinha, castanhas e nozes, vegetais de folhas verdes escuras.

Fonte: COQUEIRO, D. P. et al. USO DA SUPLEMENTAÇÃO COM ÁCIDOS GRAXOS POLI-INSATURADOS OMEGA-3 ASSOCIADO AO EXERCÍCIO FÍSICO: UMA REVISÃO. Pensar a Prática, 2011.

Postado por: Aline Roschel e Flavio Faitarone

Sistema Imunológico e Alimentação

O sistema imunológico é formado por células e moléculas especializadas no combate a infecções, agindo contra as inúmeras substâncias estranhas presentes no ar que respiramos, nos alimentos que ingerimos e nos objetos que tocamos. Gripes, resfriados, infecções intestinais e outras doenças estimulam o sistema imunológico a exercer sua função no organismo.
      A alimentação desempenha papel muito importante na imunidade, pois o sistema imunológico necessita de energia para seu funcionamento e de vários nutrientes para a formação de células e outras substâncias envolvidas no processo de defesa.
      Os principais nutrientes que atuam fortalecendo nosso sistema imunológico são as vitaminas A, C e E, o ácido fólico, o zinco e o selênio. Logo abaixo,segue a relação de cada um deles com os mecanismos de defesa e em quais alimentos são mais encontrados.



Vitamina A - Essa vitamina apresenta um papel muito importante na manutenção e proteção das mucosas do corpo,como a boca, intestino, bexiga, etc. A sua deficiência no nosso organismo pode provocar aumento de infecções. Os alimentos considerados ricos nessa vitamina são: cenoura, abóbora, fígado, batata doce, damasco seco, brócolis e melão cantaloupe (polpa alaranjada).

Vitamina C – Essa vitamina aumenta a produção das células de defesa que têm efeito direto sobre bactérias e vírus, elevando a resistência à infecções. Acerola, frutas cítricas (limão, laranja, lima), kiwi, caju, tomates, vegetais folhosos crus, morangos, repolho e pimentão verde são boas fontes deste nutriente. 
Vitamina E - O papel principal da vitamina E é a prevenção do dano celular, visto que tem a capacidade de combater os radicais livres, que destroem as membranas celulares e causam diversos problemas,como o envelhecimento precoce, artrite, câncer, doenças cardiovasculares, entre outras. Alimentos ricos em vitamina E são o gérmen de trigo (fonte mais importante), óleos de soja, arroz, algodão, milho e girassol, amêndoas, nozes, castanha do Pará, gema, vegetais folhosos e legumes.
Ácido fólico - Essa vitamina é essencial para a formação das células do sangue, que protegem o organismo contra agentes que causam diversas doenças. Alimentos ricos em ácido fólico são fígado, feijões e vegetais folhosos verde – escuros (brócolis, couve, espinafre).
Zinco - Esse mineral atua na reparação dos tecidos e na cicatrização de ferimentos. Fontes alimentares importantes de zinco são as carnes, peixes (incluindo ostras e crustáceos), aves e leites. Cereais integrais, feijões e nozes são também boas fontes.
Selênio - Assim como a vitamina E, esse mineral possui grande capacidade antioxidante, ou seja, neutraliza a ação dos radicais livres no nosso corpo, retardando o processo de envelhecimento e evitando o desencadeamento de algumas formas de câncer. Castanha do Pará, alimentos marinhos, fígado, carnes bovinas e aves são os alimentos mais ricos em selênio.

      A alimentação balanceada, rica em frutas, vegetais e grãos, proporciona ao nosso organismo nutrientes importantes para o bom funcionamento do sistema imunológico. Seguindo uma alimentação equilibrada, é possível adquirir defesas próprias contra as mais variadas doenças, melhorando, desta forma, a qualidade de vida e longevidade.

Postado por: Graziela Cervilla Toce

Fonte: ConseaSP

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Pós Treino

Praticar exercícios é fundamental para uma vida saudável, mas cuidado, uma alimentação deficiente depois do seu treino pode levar seu organismo ao limite da saúde. A baixa ingestão de nutrientes afeta o sistema imunológico levando ao futuro desenvolvimento de doenças. A hidratação e ingestão adequada de carboidrato, proteína, gordura, vitaminas e minerais é fundamental para manter a integridade física e proporcionar melhor rendimento para continuar o exercício físico por tempo prolongado, atingindo seus objetivos.

O metabolismo de carboidratos tem papel crucial no suprimento de energia para atividade física e para o exercício físico. No exercício de alta intensidade a maioria da demanda energética é suprida pela energia da degradação dos carboidratos. Tornam-se disponíveis para o organismo através da dieta, são armazenados em forma de glicogênio, muscular e hepático e sua falta leva a fadiga (MAUGHAN et al, 2000). 

                                                     

A refeição adequada pós-exercício reabastece os músculos do atleta e esportista para o próximo treino ou competição, a ingestão de carboidratos até 30 minutos do término do exercício é fundamental para evitar a instalação da fadiga. Para total recuperação da energia muscular: coma nos primeiros 30 minutos pós-treino. 
Caso não consiga comer alimentos sólidos pós-exercício, consuma após no máximo 30 minutos uma bebida esportiva, contendo proteína de rápida absorção e carboidrato de alto índice glicêmico e coma alimentos sólidos após 2 horas e 4 horas.
Alimentos ricos em carboidratos como batatas, massas, aveia e bebidas esportivas com índice glicêmico moderado e alto são boas fontes de carboidratos para a síntese de glicogênio muscular e devem ser a primeira escolha de carboidratos nas refeições de recuperação (COYLE, 2005). 
Necessário pós treino ingerir Carboidratos de alto índice glicêmico e proteínas, alimentos pobre em lipídeos e fibras, e beber líquidos.
 Após 30 minutos:
- Bebidas esportivas
- Barras energéticas
- Frutas secas (damasco, ameixa e uva passa)
- Iogurtes desnatados.
Fonte: SILVA, A. L. et al. A INFLUÊNCIA DOS CARBOIDRATOS ANTES, DURANTE E APÓS-TREINOS DE ALTA INTENSIDADE. Rev. Bras. de Nutr. Esp. 2008. 
Postado por: Aline Roschel e Flavio Faitarone

Hipertensão, triglicérides e colesterol: uma combinação fatal

A hipertensão (pressão arterial elevada) e a dislipidemia (alteração nos lipídeos do sangue, como colesterol e triglicérides elevados) figuram entre os principais fatores de risco para as doenças cardiovasculares que, por sua vez, representam a principal causa de morte no mundo moderno. E quando falamos de doenças cardiovasculares, incluímos não somente o infarto do miocárdio, mas também outras condições como o AVC, o aneurisma de aorta e a doença arterial periférica.


E o mais agravante é que nem a hipertensão e muito menos a dislipidemia possuem sintomas aparentes. “E este é o ‘X’ da questão, apesar do mito que envolve os sintomas atribuídos, principalmente, à pressão alta (dor de cabeça, tonturas etc.), tanto a hipertensão quanto a dislipidemia são basicamente condições assintomáticas”, explica o Dr. Antonio Gabriele Laurinavicius, cardiologista do Einstein.

Ou seja: indivíduos com taxas elevadas de colesterol e/ou com níveis elevados de pressão arterial não costumam apresentar nenhuma queixa até a ocorrência do infarto ou de outras doenças cardiovasculares. “Por este motivo é um erro grave esperar sentir algo para realizar uma consulta médica que inclua a avaliação destes dois fatores de risco. E é este o motivo pelo qual avaliações de check-up são necessárias”, conta o médico.
Por que combinação fatal?

“Porque, muito frequentemente, estes fatores de risco andam juntos em um consórcio que resulta da verdadeira grande epidemia do século: a síndrome metabólica – um conjunto de achados que caracteriza os indivíduos que ingerem sistematicamente mais calorias daquelas que consomem”, explica o Dr. Laurinavicius.

Indivíduos sedentários e com dieta inadequada, geralmente, apresentam pressão alta, níveis altos de açúcar, colesterol total e triglicérides, além de outros achados, como o acúmulo de gordura no fígado (esteatose hepática), por exemplo.

“A maior preocupação neste caso é com o chamado efeito sinérgico – hipertensão e dislipidemia trabalhando em conjunto, de tal forma, que o risco cardiovascular do indivíduo acaba aumentando consideravelmente”, esclarece o cardiologista.

E se o indivíduo for obeso?

De acordo com o cardiologista, o sobrepeso e a obesidade são considerados a verdadeira causa da hipertensão arterial e de distúrbios de dislipidemia em mais de 90% dos casos. “Obviamente, existem exceções, como o caso das dislipidemias de base genética, para as quais as taxas de colesterol ou de triglicérides não são secundárias a questões de peso. Nestes casos existem déficits enzimáticos específicos que levam ao aumento dos níveis de gordura do sangue. Contudo, estes casos não representam a maioria. Da mesma forma, há indivíduos geneticamente ‘protegidos’ nos quais, apesar da obesidade, não observamos alterações da pressão ou dislipidemias”, explica o cardiologista.
Definindo as taxas-base de colesterol e de pressão arterial

Embora, entre os indivíduos, essas taxas variem um pouco, o que é considerado normal, a maior parte das pessoas saudáveis apresenta níveis de colesterol e de pressão arterial dentro de faixas específicas e bastante estreitas de valores que são considerados normais.

A definição de normalidade para estes valores é definida a partir de uma constatação epidemiológica. Ou seja, a partir de determinados níveis, o risco de problemas cardiovasculares sobe, paralelamente e de forma proporcional, a cada aumento, tanto para a pressão arterial como para o colesterol.

“Apesar de ser algo arbitrário, esta definição de normalidade é de grande utilidade prática. É importante entender que, quanto mais baixas a pressão arterial e a taxa de colesterol, melhor para o coração. Porém, é importante esclarecer que as metas de tratamento e os valores de colesterol e pressão arterial considerados adequados podem variar de um indivíduo para outro, conforme o perfil de risco cardiovascular de cada um. Em geral, quanto maior o risco cardiovascular da pessoa, menores são os valores desejados de pressão arterial e colesterol”, explica o Dr. Antonio Laurinavicius.
Diagnóstico

De acordo com o dr. Laurinavicius, considerando que estes fatores de risco são silenciosos, o diagnóstico requer uma triagem proativa de toda a população, independentemente de quaisquer sintomas. “A grande vantagem é que esta triagem é simples e barata, requerendo tão somente a medição da pressão arterial e um simples exame de sangue que avalie as taxas de colesterol total, frações e triglicérides. Obviamente esta avaliação incluirá também outros aspectos como, por exemplo, os níveis de glicemia e a indagação sobre o hábito de fumar”, afirma o médico.
Tipos de tratamento

O tratamento para indivíduos hipertensos e/ou dislipidêmicos, que também apresentam sobrepeso ou obesidade (maioria dos casos), é reestabelecer o seu equilíbrio calórico, com dieta personalizada e atividade física – o que aumenta as chances de sucesso do tratamento e até mesmo de cura, à medida que o peso e a circunferência abdominal cheguem a seus níveis ideais. Além da recomendação para uma mudança do estilo de vida, o médico também pode optar pelo tratamento a base de medicamentos.
Prevenção é o melhor tratamento

Outra forma de ficar longe das doenças cardiovasculares é tomar algumas medidas para combater as chances de aparecimento destes fatores de risco.

Uma dieta saudável e atividade física regular são os alicerces da prevenção e dependem inteiramente do próprio indivíduo. O check-up periódico, com a avaliação tanto da pressão quanto dos níveis de colesterol e triglicérides, é fundamental, considerando que a pessoa pode estar em uma situação metabólica de alto risco cardiovascular e não apresentar nenhum sintoma.

“A predisposição genética é extremamente relevante, de tal forma que pessoas com familiares de primeiro grau hipertensos ou dislipidêmicos precisam redobrar a vigilância em relação a estes fatores de risco”, finaliza o Dr. Antonio Laurinavicius.

Postado por: Graziela Cervilla Toce

Fonte: Sociedade Beneficente Israelita Brasileira 

sábado, 18 de outubro de 2014

Suplementação de bebida esportiva para jogadores de futebol

Um estudo randomizado cruzado e  duplo cego avaliou o efeito da ingestão de bebida contendo carboidrato a 6%, sódio e potássio (grupo CHO), em comparação com o placebo (grupo PL), em 10 jogadores da liga de futebol britânico, foi fornecido 500ml da bebida 90 minutos antes do jogo e 14ml/Kg de peso corporal a cada 15 minutos da partida. mediu-se glicose e lactato em repouso, antes do jogo três vezes durante o primeiro tempo (a cada 15 minutos), uma vez no intervalo e outras três vezes durante o segundo tempo.
Os resultados mostram que a ingestão de carboidrato elevou a glicemia em 30% em comparação ao repouso, no final do primeiro tempo (30-45 minutos de jogo), entretanto, ambos CHO (p=,001) e PL (p=,007) mostraram redução da glicemia durante o intervalo e a mesma se manteve similar entre os dois grupos durante o segundo tempo de jogo. A concentração de lactato sanguíneo elevou-se entre os primeiros minutos de jogo e manteve-se elevada durante o jogo em ambos os grupos.
"A eficacia desse tipo de bebida que é recomendada para esportes como o futebol deve ser aumentada com novas estrategias para aumentar a glicemia durante a partida"

Postado por: Flávio Faitarone e Aline Roschel

Fonte: Russel M, et al. J Athl Train. 2014

sexta-feira, 17 de outubro de 2014

O que é o Exame de Bioimpedância

O exame de Bioimpedância foi considerado pelo Consenso Latino Americano de Obesidade como um método apurado para avaliação da composição corporal.
Com os dados dessa avaliação, é possível fazer o correto diagnóstico de peso corporal, avaliando se a pessoa está inchado ou se é excesso de peso realmente. Com base nesse exame, o cardápio é melhor elaborado e as metas são melhores atingidas.
Vantagens
A BIA é um método não invasivo, rápido, com boa sensibilidade, indolor, usado para avaliar a composição corpórea, baseado na passagem de uma corrente elétrica de baixa amplitude (500 a 800 mA) e de alta freqüência (50 kHz), e que permite mensurar os componentes resistência (R), reatância (Xc), impedância (Z) e ângulo de fase.

O aparelho calcula:
•Real % Gordura Corporal e Peso Gordura
•% de massa magra e massa magra corporal
• Peso total
•% Água Corporal
• Taxa Metabólica Basal (TMB) – Quanto você gasta em calorias por dia.
• Índice de Massa Corporal
• Relação cintura / quadril

É um exame em que uma corrente elétrica passa pelo corpo através de dois pares de eletrodos adesivos colocados na mão e no pé direito. O exame é totalmente indolor, mas não é indicado para gestantes e portadores de marca-passo.
Quanto maior é o percentual de gordura, maior é a dificuldade para a corrente elétrica atravessar o corpo. A bioimpedância é útil para informar o percentual de gordura em sua totalidade, ou seja, mede tanto a gordura que está debaixo da pele como a gordura que está entre os órgãos. As medidas freqüentes das dobras cutâneas com um adipômetro de precisão complementam as informações da bioimpedância.
Postado por: Flavio Faitarone e Aline Roschel
Fonte: revista brasileira de nutrição esportiva

Benefícios do Açai

                                                              

O consumo de frutas tropicais aumenta ano após ano devido ao valor nutritivo e aos efeitos terapêuticos.
Inúmeros estudos realizados com compostos fenólicos, especialmente os flavonóides (antoxantinas e antocianinas), estes últimos pigmentos está presente no Açai, no qual demonstra a capacidade de captar radicais livres (atividade antioxidante) e seus efeitos na prevenção de enfermidades cardiovasculares e circulatórias.

Seus benefícios:


  • Antioxidante;
  • Reduz nível de colesterol;
  • Anti-inflamatório;
  • Reduz desenvolvimento de câncer de colón;
  • Previne hipertensão;
  • Redução de dores;
  • Melhora da amplitude de movimento e atividade física;



                                                               

O fruto do açaí é utilizado para fabricação de sorvetes, picolés, geléias, bebidas e alimentos energéticos.


Fonte: KUSKOSKI, E. M. Frutos tropicais silvestres e polpas de frutas congeladas: atividade antioxidante, polifenóis e antocianinas. Ciência Rural, 2006.
          FIGUEIREDO, A de M. Avaliação das evidencias cientificas do potencial de uso do Açai (Euterpe oleracea, Mart.) em desfechos clínicos: Análise 
com foco na ação antioxidante e anti-inflamatória. 2014.

Postado por: Aline Roschel e Flavio Faitarone

Gordura Trans: mal a ser evitado

No dia 1º de agosto de 2006 entrou em vigor a norma que obriga os fabricantes a especificarem na embalagem a quantidade de gordura trans contida nos alimentos. A medida determinada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) foi festejada por toda a comunidade médica, pois esse tipo específico de gordura faz grande mal à saúde.

Gordura trans mal a ser evitado"Ela eleva o colesterol ruim (LDL), diminui o colesterol bom (HDL), aumenta a obesidade abdominal e o processo inflamatório no organismo e há um risco maior de desenvolvimento de diabetes", alerta o cardiologista Raul Dias dos Santos Filho, consultor do Centro de Medicina Preventiva Einstein. Isso tudo pode predispor a um risco muito grande de aterosclerose, que é a formação de placas de gordura, causadoras do entupimento das artérias do coração e do cérebro. "Por isso é muito importante haver a conscientização da população para não consumir esses alimentos", completa o médico. Também há evidências na literatura científica de que o consumo excessivo de gordura trans pode estar relacionado à maior incidência de câncer de mama.

O que é

A gordura trans é um tipo específico de gordura, formado por um processo químico que pode ser:
  • natural: quando ocorre no estômago de animais;
  • industrial: quando óleos vegetais líquidos são transformados em gorduras sólidas com a adição de hidrogênio.
O nome trans é um diminutivo de transverso – ou, mais especificamente, de ácido graxo transverso. A substância é largamente utilizada pela indústria para melhorar o aspecto e a consistência dos alimentos e aumentar sua durabilidade. Mas, encontrada em pouca quantidade na natureza, não é bem digerida pelo organismo. "A verdade é que não fomos preparados para ingerir a gordura trans. Parece haver uma incapacidade do organismo em eliminá-la e ela ficará depositada no corpo", explica o dr. Raul. E não existe nenhum alimento que, quando ingerido, combata a trans ou minimize seus efeitos no organismo; portanto, o melhor é passar bem longe desse vilão.

Onde está

É de grande importância a medida adotada pela Vigilância Sanitária – pois até hoje não era possível saber que alimentos continham ou não a gordura trans. "A rotulagem serve como um alerta para que possamos identificar se esse tipo de gordura está presente nos alimentos e tentar não consumi-lo; se não for possível abolir, que seja consumido com moderação", afirma o dr. Raul. Mas, cada um de nós tem que fazer a sua parte. "Ainda falta o hábito de ler a rotulagem dos alimentos. É preciso incentivar isso", chama a atenção a nutricionista Luci Uzelin, do HIAE .
O ácido graxo transverso foi introduzido pela indústria alimentícia nas margarinas. Hoje, muitas marcas abandonaram esse ingrediente. Mas a gordura acabou sendo muito utilizada em receitas de padarias industriais, em frituras, como os salgadinhos de pacote. "Se você for a um restaurante fast-food ou comer um pastel, por exemplo, provavelmente a fritura será feita com gordura vegetal hidrogenada, que indica gordura trans", alerta o Dr. Raul.
Confira os alimentos que podem apresentar gordura trans:
  • alimentos de fast-food
  • biscoitos (todos, incluindo os tipo de água e sal)
  • margarina (as mais duras e amareladas)
  • maionese
  • pipoca de microondas
  • massas folhadas
  • bolo industrializado
  • sorvete de massa
  • batata frita e outras frituras
  • salgadinhos de pacote
  • sopas e cremes industrializados
  • pratos congelados
  • chocolate em barra e bombons
Sempre suspeite dos alimentos citados acima e preste atenção: se você encontrar, no rótulo de algum produto, a indicação de gordura hidrogenada ou parcialmente hidrogenada, óleo vegetal hidrogenado ou parcialmente hidrogenado, certamente há gordura trans em sua composição. "Quando não tem trans, o fabricante faz questão de avisar", diz o dr. Raul.

Como evitar

A Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda que a ingestão de gordura trans não ultrapasse 1% do valor calórico da dieta. Isso significa que se um adulto consome duas mil calorias diárias, sua ingestão de trans não deve ultrapassar 2g. "Nada é proibido, mas ingira com cautela os alimentos ricos nesse tipo de gordura; caso contrário, você pagará o preço com sua saúde", avisa o médico.
O melhor é que já existem substitutos para a gordura trans. "Um processo chamado 'interesterificação' solidifica os óleos vegetais, sem que eles tenham que ser hidrogenados. Porém, ainda são poucos os alimentos produzidos por esse processo", informa a dra. Luci. Alguns ácidos graxos extraídos do óleo de palma também são bons substitutos da trans.

Em casa, ao preparar alguma fritura, prefira sempre os óleos de soja, milho ou canola, muito mais saudáveis. E tome cuidado ao substituir margarina por manteiga. Apesar de ter baixa concentração de ácido graxo trans, a manteiga é riquíssima em gordura saturada e, por isso, seu consumo deve ser moderado. O melhor é procurar margarinas livres de trans.
Segundo a nutricionista, outra solução pode ser a escolha de alimentos mais naturais e preparações caseiras. "Desde que não sejam elaboradas com ingredientes que contenham a gordura trans (como algumas margarinas) ou gordura hidrogenada", avisa.
Postado por: Graziela Cervilla Toce
Fonte: Sociedade Beneficente Israelita Brasileira Albert Einsten