quinta-feira, 16 de novembro de 2017

Gelatina vegana ( ágar-ágar) de framboesa

Gelatina vegana de framboesas


E vamos aos ingredientes!


Ingredientes:
  • 1 sachê de ágar-ágar;
  • 6 copos de suco orgânico de framboesa;
  • 2 gotas de adoçante natural xilitol.


Modo de preparo:
Dissolva o ágar-ágar no suco de framboesa ainda frio. Coloque em uma panela e leve para ferver, mexendo sem parar. Quando ferver, diminua o fogo e deixe por 2 minutos. Despeje em forminhas de silicone e em seguida leve à geladeira. Após 1 hora retire das forminhas e sirva!

Pronto! Agora é só aproveitar os benefícios do ágar-ágar, conforme artigo anterior!




Escrito por: Anna Katina

AGAR AGAR : Gelatina de algas, benefícios e origem




De origem asiática, o agar-agar foi consumido durante séculos como elemento  básico nas dietas tradicionais de numerosos povos.

Na indústria alimentícia o agar agar forma uma gelatina vegetal transparente, muito rica em fibra solúvel (94,8%) e minerais, ideal para espessar e gelificar alimentos sem alterar ou adicionar qualquer sabor. O seu poder de gelificação é dez vezes superior ao da gelatina de origem animal. Por ser um produto derivado de algas marinhas ( vermelhas) é muito consumido pelos adeptos vegetarianos.

Um dos benefícios do consumo de agar agar é que previne o excesso de peso já que  sua ingestão apresenta alto poder saciante além de incluir 94,8% de fibras que permitem a regulação do trato gastro intestinal e a regeneração das paredes intestinais.
Por último diminui a absorção de gorduras e colesterol.
O agar está reconhecido  pela FDA (United States of America Food and Drug Administration) como produto GRAS (Generally.Recognized as Safe).

Confira como preparar uma deliciosa gelatina de ágar – ágar.
Ingredientes
3 xícaras (500ml) de seu suco preferido, concentrado e adoçado a gosto
2 colheres de chá de ágar-ágar (4g)
Modo de preparo: Dissolva os 4g de ágar-ágar no suco (cerca de 500ml) e leve ao fogo. Sempre mexendo, ferva por cerca de 2 minutos. Retire do fogo e coloque em recipientes adequados. Espere esfriar e leve à geladeira por trinta minutos ou até que fique em consistência de corte.

Agora você já sabe: versátil, o ágar-ágar é uma ótima opção para quem deseja regular o peso, substituir a gelatina de origem animal, ou, simplesmente, ter uma alimentação mais saudável!




Escrito por: Anna Katina



Fonte: Revista  Iberagar , FOOD INGREDIENTS BRASIL Nº 14 – 2010

           Nutridicas

terça-feira, 14 de novembro de 2017

Licopeno como antioxidante


LICOPENO COMO ANTIOXIDANTE 



O licopeno é um carotenóide sem a atividade pró-vitamina A, lipossolúvel, composto por ligações conjugadas e duas ligações duplas não conjugadas. O licopeno é tido como o carotenóide que tem a maior capacidade sequestrante do radical livre, possivelmente devido à presença das ligações duplas não conjugadas, o que lhe oferece maior reatividade . O carotenóide é predominante no plasma e nos tecidos humanos, sendo encontrado em um número limitado de alimentos de cor vermelha, como tomates e seus derivados, goiaba, melancia e mamão . Alguns estudos sugerem  uma ingestão diária de 35 mg de licopeno.

Fontes de licopeno : 


  • Tomates
  • Melancia
  • Goiaba
  • Mamão repolho roxo 
  • Manga 
  • Salsa
  • Cenoura 


O consumo de alimentos fontes de licopeno trás benefícios ao organismo , como por exemplo : ajudar a impedir várias formas de câncer, bem como prevenir e tratar muitas doenças e enfermidades, como doenças do coração, reduzindo o colesterol ruim LDL e evitando a oxidação por radicais livres. Assim, evita-se que os mesmos sejam depositados nas placas que estreitam as artérias, ajudar a prevenir osteoporose , ajudar no tratamento de infertilidade, prevenir o envelhecimento da pele , entre outros benefícios .


Fonte : Costa .P.R.F , Monteiro.A.R.G . BENEFÍCIOS DOS ANTIOXIDANTES NA ALIMENTAÇÃO . Revista Saúde e Pesquisa,  2009 .

Pular refeições e efeitos metabólicos


O ato de pular refeições tem sido comum nos dias de hoje, justificado, principalmente, pela falta de tempo e rotina estressante que muitos levam. Em consequência, este perfil pode contribuir com inadequações na qualidade nutricional, sendo um dos motivos para o consumo excessivo de calorias, concentradas em refeições pontuais – dado que pode estar associado ao aumento no risco de doenças metabólicas como obesidade e diabetes.

A partir desta suposição, um recente estudo conduzido com 17 participantes correlacionou o hábito de pular o café da manhã com aumento nas concentrações de insulina após o almoço que, em longo prazo, poderia gerar inflamação de baixo grau, prejudicando a homeostase glicídica, possivelmente pela inflexibilidade metabólica exercida nestes casos. Em contrapartida, os autores verificaram aumento no gasto calórico e beta oxidação, fatores que são sugeridos em resposta ao jejum prolongado. Sobre estes últimos efeitos, devemos considerar os impactos deste estresse induzido e da adaptação que ocorre cronicamente, que faz com que vias catabólicas sejam menos estimuladas.  

Outro estudo, conduzido com dados de recordatórios de 24 horas de 4487 crianças australianas, apontou menor prevalência de sobrepeso quando há consumo de café da manhã. Ainda, os autores reforçam que este hábito pode levar a deficiência de micronutrientes importantes – como cálcio e ácido fólico - para o desenvolvimento infantil4. Embora seja um estudo observacional, é fundamental nos atentarmos a estas possíveis deficiências, com o objetivo de adequar o consumo alimentar de acordo com as necessidades individuais dos pacientes.

Entretanto, este tema ainda é muito controverso na literatura científica. Uma análise realizada com 240 participantes diagnosticados com síndrome metabólica identificou, a partir de recordatórios de 24 horas, que o hábito de pular o café da manhã não apresentou associação direta com o ganho de peso e outros parâmetros metabólicos, não suportando esta hipótese5. É importante ressaltar que este estudo apenas mostrou uma correlação com dados obtidos em um questionário aplicado em dois momentos em 1 ano, podendo gerar vieses durante a interpretação dos dados.

Portanto, este tema ainda precisa ser estudado em longo prazo para maiores conclusões sobre seus efeitos metabólicos, sendo mais importante respeitar os hábitos já estabelecidos e a individualidade bioquímica, estabelecendo estratégias nutricionais para reduzir o risco de doenças e a inflexibilidade metabólica.




Por: Thayná Galvão




FONTES:
ZALEWSKA, M.; MACIORKOWSKA, E. Selected nutritional habits of teenagers associated with overweight and obesity. Peer J.; 5: e3681,2017.

BATISTA-JORGE, G.C.; BARCALA-JORGE, A.S.; OLIVEIRA DIAS, A.F. et al. Nutritional status associated to skipping breakfast in Brazilian health service patients. Ann Nutr Metab; 69(1): 31-40, 2016.

NAS, A.; MIRZA, N.; HAGELE, F. et al. Impact of breakfast skipping compared with dinner skipping on regulation of energy balance and metabolic risk. Am J Clin Nutr; 105(6): 1351-1361,2017.

ZHANG, L.; CORDEITO, L.S.; LIU, J. et al. The association between breakfast skipping and body weight, nutrient intake, and metabolic measures among participants with metabolic syndrome. Nutrients; 9(4):E384, 2017

FAYET-MOORE, F.; KIM, J.; SRITHARAN, N. et al. Impact of breakfast skipping and breakfast choice on the nutrient intake and body mass index of Australian children. Nutrients; 8(8): E487, 2016.

Cookie low carb de manteiga de amendoim

Que tal um cookie low carb de manteiga de amendoim para aquele encontro com a família e amigos? Nessa receita não foi adicionada gotas de chocolate, mas se quiser deixar ele melhor ainda, dá pra colocar. Lembrando que precisa ser chocolate 70% cacau ou mais.


Vamos aos ingredientes:

¾ de xícara de manteiga de amendoim
2 colheres de sopa de farinha de amêndoas ou de amendoim
1 colher de sopa de coco ralado fino
5 colheres de sopa de adoçante em pó
1 ovo
1 colher de chá de extrato de baunilha
1 colher de sopa de bicarbonato de sódio
Óleo de coco (para moldar o cookie)

Modo de preparo

- Em uma tigela, despeje a manteiga de amendoim e mexa até amaciar bem
- Acrescente o ovo e misture bem
- Acrescente a farinha de amêndoas, o coco ralado fino, o adoçante e misture bem
- Molde bolinhas, passando o óleo de coco na mão para isso e disponha numa forma
- Amasse a parte de cima com as costas de um garfo e asse em forno a 220 graus por 20 minutos

Atenção nas dicas!
- As 2 colheres de sopa de farinha de amêndoas ou de amendoim são opcional
- Usar 2  colheres de sopa de coco ralado fino se não usar a farinha de amêndoas ou amendoim




Por: Thayná Galvão




FONTE:
http://www.vidalowcarb.com.br/cookie-lowcarb/




Aposte na beterraba, ela pode impulsionar seu treino.

Todo mundo tem uma rotina pré-treino. Algumas incluem montar uma playlist perfeita, outras fazer alongamentos antes das atividades. Mas uma pesquisa recente mostrou que o suco de beterraba deveria ser incluído nessa rotina. Esse  vegetal contém diversos nutrientes e oferece benefícios ótimos para a nossa saúde. Conheça 4 dicas de como este alimento, aliado a uma alimentação equilibrada, pode melhorar os resultados dos exercícios físicos.


1. Ela pode ajudar os músculos a obter oxigênio mais rápido: O estudo publicado no American Journal of Physiology-Regulatory, Integrative and Comparative Physiology1mostra que o suco de beterraba diminui o esforço que o coração precisa fazer para levar sangue e oxigênio até os músculos durante os exercícios físicos. “Isso acontece porque a beterraba é uma excelente fonte de nitratos naturais, que o corpo converte em óxido nítrico, um composto que dilata os vasos sanguíneos e ajuda a diminuir a pressão arterial. Isso significa que pode treinar pesado por mais tempo sem sentir fadiga  



2. Pode dar uma “forcinha” a mais: Os fãs de exercícios cardiovasculares não são os únicos atletas que deveriam se aproximar da beterraba. Ao aumentar o fluxo sanguíneo dirigido para os músculos trabalhados, os nitratos da beterraba podem ajudar as pessoas que fazem musculação a conseguir o “inchaço” muscular desejado durante o treino”



3. Melhora a eficiência de sua oxigenação: Os nitratos da beterraba diminuem o volume de oxigênio necessário para realizar uma atividade física. Isso requer menos esforço do sistema cardiorrespiratório para fornecer oxigênio aos músculos durante a atividade física. Portanto, com a beterraba é possível reduzir de 1 a 2% o tempo de corrida de 5 quilômetros.



4. Pode ajudar a acelerar a recuperação no pós-treino: Os pigmentos naturais responsáveis pela cor da beterraba, chamados betacianina, têm uma poderosa atividade anti-inflamatória e antioxidante. E em 2016, um estudo publicado no European Journal of Applied Physiology4 mostrou que a beterraba ajuda a diminuir a dor muscular e acelera a recuperação de atletas após um circuito de exercícios intensos de salto.





Por: Thayná Galvão




FONTES:

Dra. Patricia Ruffo -  Nutricionista e Gerente Científico da Divisão Nutricional da Abbott no Brasil.


WYLIE LJ, Kelly J, BAILEY SJ, BLACKWELL JR, SKIBA PF, WINYARD PG, JEUKENDRUP AE, VANHATALO A, JONES AM. Journal of Applied Physiology. Beetroot juice and exercise: pharmacodynamic and dose-response relationships. [acesso em 14 de novembro de 2017]. 2013. Disponível em: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/23640589

CLIFFORD T, HOWATSON G, WEST DJ, STEVENSON EJ. Nutrients. The Potential Benefits of Red Beetroot Supplementation in Health and Disease. [acesso em 14 de novembro de 2017]. 2015. Disponível em: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC4425174/


CLIFFORD T, BELL O, WEST DJ, HOWATSON G, STEVENSON EJ. European Journal of Applied Physiology. The effects of beetroot juice supplementation on indices of muscle damage following eccentric exercise. [acesso em: 14 de novembro de 2017]. 2016. Disponível em: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/26537365

segunda-feira, 13 de novembro de 2017

Molho de tomate caseiro

Molho de tomate caseiro 

Ingredientes :

  • 2 kg de tomate maduro (débora ou italiano) cortado ao meio,sem semente
  • 6 colheres (sopa) de azeite
  • 1 cebola pequena picada
  • 2 dentes de alho amassados
  • 1 pitada de cominho
  • Folhas de manjericão a gosto
  • Sal à gosto

Modo de preparo :

Numa panela, coloque 2 kg de tomate maduro sem sementes e deixe até amolecer.Depois, passe pelo passador de legumes ou numa peneira.Leve ao fogo 6 colheres (sopa) de azeite e refogue 1 cebola pequena picada, 2 dentes de alho amassados.Junte o tomate processado e 1 pitada de cominho.Cozinhe por 15 min em fogo baixo.Acerte o sal e finalize com folhas de manjericão à gosto.


Por : Grazielli Perez

Vitamina D

Vitamina D 



O equilíbrio nutricional é indispensável para manter todos os processos biológicos. O trato digestivo é a maior via de absorção de nutrientes e não é surpresa encontrar-se significantes anormalidades no metabolismo mineral e ósseo, em pacientes com vários tipos de distúrbios digestivos que desestabilizam o complexo mecanismo de absorção, como doenças gastrintestinais disabsortivas, doenças hepatobiliares, doenças pancreáticas, doenças inflamatórias intestinais, gastrectomias e ressecções intestinais. A vitamina D, embora disponha de uma via endógena de formação (pele), tem em seu aporte exógeno um importante fator para a manutenção de níveis ideais às necessidades orgânicas. Seu metabolismo é complexo desde a fase intraluminal, em que necessita manter-se em suspensão para ser absorvida e em seguida ser hidroxilada em nível hepático e renal para tornar-se ativa. Tanto o cálcio como a vitamina D, quando ingeridos, passam por mecanismos de absorção em que interagem vários fatores. Há efetivamente uma relação entre deficiência de absorção de cálcio e/ou vitamina D e perda de massa óssea, o que leva a se considerar de muita importância o entendimento dos mecanismos de absorção e dos fatores que neles interferem.


Segue alguns benefícios que a vitamina D trás ao nosso organismo :

  • Fortalecimento os ossos
  • Protege o coração
  • Gravidez segura
  • Combate e controla o diabetes 
  • Boa para os músculos





Fonte : Grüdtner.V.S, Weingrill.P  ,Fernandes.A.L .Aspectos da absorção no metabolismo do cálcio e vitamina D .Revista Brasileira Reumatol , 1997



Quem esta amamentando pode praticar atividade física?

Estudos comprovam que é lenda quando dizem que a atividade física faz “secar” o leite. De acordo com Cary & Quinn (2001) o exercício e a amamentação são atividades compatíveis.
O ato de se exercitar não demonstra nenhum efeito prejudicial durante a lactação, não afetando sua composição, o volume, o desenvolvimento infantil, ou a saúde materna.


O que a mãe deve levar em conta
 A produção de leite consome muita energia. Uma mãe em fase de amamentação produz entre 800 e 1200 ml de leite por dia e, para cada litro de leite que produz, há um gasto de 900 calorias em média.
Nesse caso, um exercício mal orientado somado a uma alimentação inadequada pode prejudicar a produção do leite sim.
A ingestão de líquidos deve ser outra preocupação, já que os médicos recomendam que a lactante comum beba de 3 a 5 litros por dia. Portanto, se a mesma praticar exercícios regularmente é necessário um aumento de 20% dessa quantidade.

Quando e como começar

Durante o período gestacional, muitas alterações corporais ocorreram e o retorno ao exercício após essa fase deve sempre ser orientado por um profissional que entenda essas mudanças do organismo feminino.
Um especialista que entende o que acontece com a mulher vai saber diferenciar o programa e o atendimento, voltando-o para as necessidades específicas das mães, além de dosar os exercícios numa intensidade adequada.
Em geral, para as mulheres que se submeteram ao parto normal, em 30 dias é possível retomar, devagarzinho, a prática de atividades. Já para aquelas que passaram pelo procedimento de cesariana, somente em 60 dias estarão prontas para voltar à ativa.

É importante lembrar que antes de começar a suar a camisa, é preciso ter a liberação oficial do médico.
Escrito por: Anna Katina


Bolo de aveia com maçã

Vamos aos ingredientes:
4 ovos
3 bananas
1 xicara de leite de coco natural
2 xicaras de aveia em flocos
1 colher de chá de canela
2 maçãs
1 colher de sopa de fermento

Modo de preparo:
- Pré-aqueça o forno em 180ºC.
- Pegue as maçãs, corte bem rente ao miolo e descarte o miolo. Então faça fatias bem finas, vire e fatie novamente, fazendo cubinhos de maçã, o ideal é que os cubos fiquem pequenos.
- No liquidificador, adicione os ovos e bata por 30 segundos. Acrescente as bananas (sem casca) e bata por mais 30 segundos.
- Adicione o leite de coco e a aveia e bata por um minuto.
- Com o liquidificador desligado, acrescente a canela e a maçã picada e misture com uma colher. Adicione o fermento e misture novamente.
- Pegue uma forma de sua preferencia, unte com óleo de coco e polvilhe farinha de aveia.
- Leve para assar em forno pré-aquecido por 30 minutos ou até o garfo sair limpinho.

Atenção nas dicas!
- Se quiser um bolo mais doce, faça com mais bananas mas não exceda 6 unidades.
- Se quiser um sabor mais intenso de canela, adicione 1 colher de sopa.
- Rende 14 fatias e demora 40 minutinhos para ficar pronto.




Por: Thayná Galvão





FONTE: www.blog.veronicalaino.com.br

Obesidade sarcopênica: definição, causas e consequências

O envelhecimento é caracterizado por um processo contínuo durante o qual ocorrem modificações dos diversos sistemas fisiológicos e redução da capacidade funcional com consequente repercussão na qualidade de vida dos idosos. A sarcopenia é uma relevante alteração que acomete homens e mulheres, reconhecida nessa faixa etária, na qual ocorrem a perda de massa magra, particularmente, massa muscular, e uma concomitante redução de força. Porém, atualmente, o termo sarcopenia não é restritamente utilizado para se referir à redução de massa livre de gordura, mas, também, à perda de força e função muscular associadas à perda de autonomia, ao risco aumentado de quedas, à redução da densidade mineral óssea e ao declínio da capacidade funcional.

Outra alteração da composição corporal associada ao envelhecimento é o aumento da massa gorda, aumentando o risco para o desenvolvimento da obesidade, por isso, o termo obesidade sarcopênica. Denominada, pela Organização Mundial de Saúde (OMS), de excesso de tecido adiposo no organismo, a obesidade é considerada uma doença crônica e inter-relacionada direta ou indiretamente com algumas outras situações patológicas contribuintes da morbimortalidade, como as doenças cardiovasculares, osteomusculares e neoplásicas.

Um estudo prévio mostrou que a obesidade sarcopênica foi relacionada a piores funções físicas do que em situações de somente obesidade e apenas sarcopenia, assim, tem sido examinada recentemente como uma importante causa de fragilidade entre idosos. Apesar de estar sendo subdiagnosticada, a obesidade sarcopênica tem apresentado maior prevalência em mulheres, por volta do período do climatério, entre 40 a 65 anos de idade. Em um estudo, Chung et al. (2013) avaliaram que 25,8% das mulheres apresentaram obesidade sarcopênica contra apenas 18,4% dos homens. Outro estudo avaliou que mulheres com obesidade sarcopênica possuem significativamente menor força de preensão, menor força de extensão e flexão do joelho e maior tempo para sentar-se e levantar-se quando comparadas às mulheres não obesas e não sarcopênicas.    

Dentre suas consequências, destacam-se vários fatores envolvidos na patogênese da sarcopenia, como a redução de estímulos anabólicos e o aumento de estímulos catabólicos musculares devido, principalmente, à elevação das citocinas pró-inflamatórias. Suas consequências afetam diretamente a capacidade funcional dos idosos e apresentam sérias repercussões sobre a saúde, como a resistência insulínica e aterosclerose, principalmente, pelo quadro pró-inflamatório e pró-aterogênico.

É possível concluir que a obesidade sarcopênica é considerada uma ameaça, em longo prazo, para a saúde pública. Para a prevenção é necessária a elaboração de estratégias de promoção a saúde, como uma alimentação equilibrada, que pode auxiliar na prevenção da obesidade e na perda de massa muscular relacionada à idade, e prática regular de atividade física, assim, auxiliando a prevenção da morbidade e mortalidade associadas a essas condições.  




Por: Thayná Galvão




FONTES:
NETO, L. S. S. et al. Associação entre sarcopenia, obesidade sarcopênica e força muscular com variáveis relacionadas de qualidade de vida em idosas. Rev Bras Fisioter, v. 16, n. 5, p. 360-367, Abril. 2012

TAAFFE, D. R. et al. Alterações na atenuação muscular após a suspensão e retração em resistência de adultos treinados de resistência. Gerontologia, v. 55, n. 2, p. 217-223, jun. 2009.

MOREIRA, M. A. Obesidade sarcopênica, síndrome metabólica e desempenho físico em mulheres de meia-idade: um estudo transversal. 2016.

CRISOSTOMO, L. A. H. K. Prevalência e incidência de obesidade sarcopênica em coorte de idosos domiciliados no município de São Paulo. 2016. Dissertação (Mestrado em Nutrição em Saúde Pública) -- University of São Paulo, São Paulo, 2016.

PIERINE, D. T.; NICOLA, M.; OLIVEIRA, É. P. Sarcopenia: alterações metabólicas e conseqüências no envelhecimento. Revista brasileira de Ciência e Movimento, v. 17, n.3, p. 96-103, 2009.

Dietas vegetarianas para atletas

Os atletas de elite, ou mesmo os desportistas que seguem uma rotina de atividades físicas, necessitam de uma alimentação controlada para atender às suas necessidades em alta demanda e evitar a queda de desempenho. Nas dietas vegetarianas, uma das preocupações relaciona-se com a ingestão adequada de proteínas. Alguns conceitos antigos e errôneos levam ao desconhecimento das pessoas relativamente a esse fator. É necessário destacar que a proteína na alimentação, advinda de origem animal ou vegetal, configura diferentes formas de se incorporar no organismo.

A quantidade consumida de proteínas e aminoácidos deve ser suficiente para cobrir as perdas corporais diárias, atender às funções normais do organismo e, ainda, como um aporte para a síntese e recuperação musculares após a atividade física ou competição. A recomendação teórica de proteínas para a população em geral é de aproximadamente 10 a 15% do valor energético total, podendo chegar até 35%, no caso de atletas.

A crescente utilização de proteínas vegetais traz a confirmação sobre os benefícios de seu consumo em substituição às proteínas animais. Elas contribuem com todos os aminoácidos essenciais e, ainda, são encontradas em forma de suplementos esportivos. O consumo dessas proteínas corresponde a aproximadamente 65% do conteúdo proteico ingerido, sendo os cereais e as leguminosas as fontes mais comuns. Como alguns vegetais têm um menor teor de aminoácidos específicos, a combinação de diferentes alimentos que atinja a necessidade individual torna-se primordial, principalmente, para atletas cuja a demanda é duplicada.

A suplementação proteica deve ser feita após a atividade física ou competição, pois é o momento em que há maior fluxo sanguíneo para o músculo, maior absorção de nutrientes e síntese de proteínas. A grande vantagem de utilizar suplementos à base de proteínas vegetais é poder adicioná-los como ingredientes de receitas e combiná-los com outros alimentos sem prejudicar o aporte de nutrientes.




Por: Thayná Galvão




FONTES:
BAENA, R. Dieta vegetariana: riscos e benefícios. Diagn. Tratamento, v. 20, n. 2, p. 56-64, 2015.

FARDET, A. New hypotheses for the health-protective mechanisms of whole-grain cereals: what is beyond fibre? Nutr Res Rev., v. 23, n. 1, p. 65- 134, 2010.


SLYWITCH, E. Proteínas: a riqueza na dieta. In: SLYWITCH, E. Alimentação sem carne. 2. ed. São Paulo: Alaúde Editorial, 2015. cap. 9, p. 182-255.

sábado, 11 de novembro de 2017

Sorvete caseiro de banana

Sorvete caseiro de banana 



Ingredientes :
  • 12  Bananas nanicas 
  • 200 ML suco de laranja;
  • 1 colher de café de essência baunilha 

Ingredientes da cobertura:

  • Lascas de amêndoas ou uma porção pequena de uvas-passas.

Modo de preparo:
  1. Cortar as bananas pela metade e levar ao congelador;
  2. Depois que elas estiverem congeladas, bater no liquidificador. Adicionar o suco de laranja e a essência de baunilha . Bater mais uma vez até adquirir uma substância homogênea com a consistência de um sorvete.
  3. Polvilhar com a cobertura de sua preferência e servir-se. 


Por: Grazielli Perez