quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026

 

A importância de não pular refeições — especialmente o desjejum (café da manhã)


Pular refeições pode parecer inofensivo na rotina corrida, mas evidências científicas mostram que isso pode impactar negativamente o metabolismo, a saúde cardiovascular, o controle do peso e o desempenho cognitivo. O desjejum, em particular, tem sido amplamente estudado.


Regulação do metabolismo e controle glicêmico

Estudos observacionais indicam que pular o café da manhã está associado a:

  • Maior risco de resistência à insulina

  • Pior controle da glicose ao longo do dia

  • Maior risco de desenvolver diabetes tipo 2

Uma meta-análise publicada no Journal of Nutrition mostrou associação entre omissão do café da manhã e maior risco de diabetes tipo 2, especialmente em adultos com padrão alimentar irregular.

Saúde cardiovascular

Pular o café da manhã tem sido associado a:

  • Aumento do risco de doença arterial coronariana

  • Perfil lipídico menos favorável

  • Maior inflamação sistêmica

Um estudo prospectivo publicado no Journal of the American College of Cardiology encontrou maior risco de mortalidade cardiovascular em indivíduos que frequentemente não tomavam café da manhã.

Controle de peso e apetite

Pular refeições de forma desorganizada costuma estar associado a:

  • Maior fome no final do dia

  • Maior consumo calórico noturno

  • Maior ingestão de alimentos ultraprocessados

Estudos mostram que o café da manhã pode ajudar na regulação do apetite por meio de hormônios como grelina (fome) e leptina (saciedade).

Cognição e desempenho

Em crianças e adolescentes, há evidências consistentes de que o consumo do café da manhã está associado a:

  • Melhor atenção

  • Melhor memória

  • Melhor desempenho escolar

Em adultos, o desjejum pode contribuir para melhor desempenho cognitivo nas primeiras horas do dia, especialmente em tarefas que exigem atenção sustentada.

Ritmo biológico (crononutrição)

Realizar as refeições em horários regulares, especialmente no início do dia, ajuda a:

  • Regular hormônios metabólicos

  • Melhorar sensibilidade à insulina

  • Organizar o padrão energético ao longo do dia

Referências Bibliográficas

  • Cahill, L. E., Chiuve, S. E., Mekary, R. A., Jensen, M. K., Flint, A. J., Hu, F. B., & Rimm, E. B. (2013). Prospective study of breakfast eating and incident coronary heart disease in a cohort of male US health professionals. Circulation, 128(4), 337–343. https://doi.org/10.1161/CIRCULATIONAHA.113.001474
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Por: Andréa Melo



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