quarta-feira, 1 de abril de 2026

A importância do acompanhamento com nutricionista no uso de canetas emagrecedoras


 
A importância do acompanhamento com nutricionista no uso de 
canetas emagrecedoras



O uso de medicamentos injetáveis para emagrecimento — como os à base de semaglutida e tirzepatida — tem crescido rapidamente por sua eficácia na redução do peso corporal e até de riscos cardiovasculares. Estudos mostram que esses tratamentos podem levar à perda significativa de peso e até reduzir eventos como infarto e AVC.
No entanto, as evidências científicas mais recentes reforçam que o medicamento sozinho não é suficiente — e pode até trazer riscos se usado sem acompanhamento adequado.

Por que o nutricionista é essencial?

1. Evita efeitos colaterais e deficiências nutricionais
Esses medicamentos reduzem o apetite, o que pode levar a uma ingestão insuficiente de nutrientes. Sem orientação, há maior risco de fraqueza, perda de massa muscular e outros efeitos indesejados.

 

2. Garante emagrecimento saudável (não só perda de peso)
O nutricionista ajusta a alimentação para preservar massa muscular, melhorar a composição corporal e promover saúde — não apenas reduzir números na balança.

3. Ajuda a manter os resultados a longo prazo
Estudos mostram que, ao interromper o uso das canetas, muitas pessoas recuperam o peso rapidamente — podendo voltar ao peso inicial em cerca de 1 a 2 anos .
 O acompanhamento nutricional cria hábitos alimentares sustentáveis, fundamentais para manter o emagrecimento.

4. Reduz riscos associados ao uso inadequado
Dados de farmacovigilância indicam alta taxa de eventos adversos, especialmente quando há uso fora das indicações ou sem acompanhamento profissional

5. Personaliza o tratamento
Cada pessoa responde de forma diferente ao medicamento. O nutricionista adapta a dieta conforme sintomas, rotina, objetivos e necessidades específicas — aumentando a segurança e a eficácia do tratamento.


O uso de canetas emagrecedoras pode ser uma ferramenta eficaz no tratamento da obesidade, mas não substitui mudanças no estilo de vida.

 O acompanhamento com nutricionista é fundamental para:

  • garantir segurança
  • evitar efeitos colaterais
  • promover emagrecimento saudável
  • manter os resultados a longo prazo

Em resumo: o medicamento ajuda — mas é a reeducação alimentar que sustenta o resultado.

Por Elizana Oliveira


Referências:

Souza, S. J. S.; Fernandes, C. S. E.; Marini, D. C. (2026).Avaliação de utilização da semaglutida para o emagrecimento e seu uso indiscriminado.Brazilian Journal of Implantology and Health Sciences.

Nascimento et al.; Knudsen & Lau (2019); revisão integrativa (2024).

Lima, B. M. C. et al. (2024).

Arlota et al. (2024).

Dados clínicos e regulatórios (FDA / revisões).

terça-feira, 31 de março de 2026

 Nutrição na menopausa: como a alimentação pode aliviar sintomas e proteger sua saúde


A menopausa é uma fase natural da vida da mulher, marcada pela redução dos níveis de estrogênio. Essa mudança hormonal pode trazer sintomas como ondas de calor, alterações de humor, ganho de peso e maior risco de problemas ósseos e cardiovasculares. A boa notícia é que a alimentação pode ser uma grande aliada para atravessar esse período com mais equilíbrio e qualidade de vida.

O impacto da alimentação na menopausa

Durante a menopausa, o metabolismo tende a ficar mais lento, enquanto o corpo passa por mudanças na distribuição de gordura e na densidade óssea. Por isso, manter uma dieta equilibrada não é apenas uma questão estética, mas também de saúde. Uma nutrição adequada ajuda a controlar sintomas, prevenir doenças e melhorar o bem-estar geral.

Alimentos que ajudam no equilíbrio hormonal

Alguns alimentos são ricos em fitoestrógenos, compostos naturais que têm uma leve ação semelhante ao estrogênio no organismo. Eles podem contribuir para reduzir sintomas como ondas de calor e suores noturnos.

Entre os principais estão:

  • Soja e derivados (como tofu e leite de soja)
  • Linhaça e chia
  • Leguminosas, como feijão, lentilha e grão-de-bico

Incluir esses alimentos no dia a dia pode ajudar a suavizar os efeitos da queda hormonal.

Saúde óssea: um cuidado essencial

A diminuição do estrogênio está diretamente ligada ao aumento do risco de osteoporose, condição que enfraquece os ossos e aumenta a chance de fraturas.

Para proteger a saúde óssea, é importante garantir:

  • Boa ingestão de cálcio (leite, iogurte, queijo, vegetais verde-escuros)
  • Vitamina D (peixes, ovos e exposição ao sol)
  • Magnésio (castanhas e sementes)

Esses nutrientes trabalham juntos para manter os ossos fortes e saudáveis.

Controle do peso e saúde cardiovascular

O ganho de peso é comum na menopausa, especialmente na região abdominal. Além disso, o risco de doenças cardíacas aumenta.

Para evitar esses problemas, priorize:

  • Gorduras boas, como azeite de oliva, abacate e oleaginosas
  • Alimentos ricos em fibras, como aveia, frutas e vegetais
  • Fontes de ômega-3, como sardinha e salmão

Esses alimentos ajudam a controlar o colesterol, melhorar a saciedade e proteger o coração.

Alimentação e bem-estar emocional

As oscilações hormonais também podem afetar o humor e o sono. Alguns alimentos contribuem para a produção de serotonina, neurotransmissor ligado à sensação de bem-estar.

Inclua na rotina:

  • Banana, aveia e cacau (ricos em triptofano)
  • Iogurte natural e kefir (fontes de probióticos)
  • Chás calmantes, como camomila e erva-doce

Essas escolhas podem ajudar a reduzir a ansiedade e melhorar a qualidade do sono.

O que evitar durante a menopausa

Alguns hábitos alimentares podem intensificar os sintomas e prejudicar a saúde:

  • Excesso de açúcar e alimentos ultraprocessados
  • Consumo elevado de cafeína
  • Ingestão frequente de álcool
  • Excesso de sal

Reduzir esses itens contribui para o equilíbrio hormonal e melhora a qualidade de vida.

Dicas práticas para o dia a dia

Manter uma alimentação equilibrada na menopausa não precisa ser complicado. Algumas estratégias simples fazem diferença:

  • Monte pratos com proteínas, fibras e gorduras boas
  • Beba bastante água ao longo do dia
  • Pratique atividade física regularmente, especialmente exercícios de força
  • Busque acompanhamento profissional, se possível

Conclusão

A menopausa não precisa ser um período de desconforto constante. Com escolhas alimentares adequadas, é possível reduzir sintomas, prevenir doenças e manter o corpo saudável. A nutrição, aliada a um estilo de vida ativo, é uma ferramenta poderosa para viver essa fase com mais leveza, energia e bem-estar.

Por: Andréa Melo

 

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 

  • BRASIL. Ministério da Saúde. Manual de Atenção à Mulher no Climatério/Menopausa. Brasília: Editora MS, 2008.
  • CASTRO, Claudine Barreto Rabelo de; SILVA, Daniella Miranda da. Nutrição e saúde da mulher: evidências científicas sobre o alívio dos sintomas do climatério e menopausa. Maiêutica - Atividades Físicas, Saúde e Bem Estar, v. 8, n. 1, 2025.
  • MACHADO, Thayná Serra et al. Fitoestrógenos no climatério: proposição de um cardápio rico em fitoestrógenos para mulheres climatéricas. Estudos Interdisciplinares sobre o Envelhecimento, 2021.
  • DAMÁZIO, Louyse Sulzbach et al. Fitoestrogênios na saúde da mulher. Inova Saúde, 2016.
  • COSTA MONTEIRO, Aline Fernanda Pereira et al. Avaliação da influência dos fitoesteróis no climatério: regulação hormonal feminina – uma revisão integrativa. 2024.
  • FERRIGO, Ariane et al. Efeitos do uso de fitoterápicos nos sintomas da menopausa. Revista Perspectiva: Ciência & Saúde, 2024.
  • REGO, Maria Clara do et al. Fitoterapia como opção terapêutica na menopausa: uma revisão integrativa. Enfermagem Brasil, 2025.



 Ferro Baixo e Glicemia Alta: Qual é a Relação?



Você sabia que níveis baixos de ferro no organismo podem influenciar diretamente o controle da glicose no sangue? Embora muita gente associe o ferro apenas à anemia, pesquisas recentes mostram que ele também desempenha um papel importante no metabolismo glicêmico — inclusive podendo interferir em exames como a hemoglobina glicada (HbA1c).


O que acontece quando o ferro está baixo?

A deficiência de ferro, especialmente quando evolui para anemia ferropriva, provoca alterações que vão além da redução da hemoglobina. O ferro é essencial para várias funções metabólicas, incluindo:

  • Produção de energia nas células (ATP)
  • Funcionamento adequado das mitocôndrias
  • Metabolismo de glicose
  • Produção e liberação de insulina

Quando o ferro está baixo, o corpo precisa se adaptar — e isso pode afetar diretamente o equilíbrio da glicose no sangue.


O que dizem os estudos?

Pesquisas científicas mostram que:

  • Pessoas com anemia ferropriva apresentam níveis mais altos de HbA1c
  • Após reposição de ferro, esses níveis tendem a diminuir
  • Modelos experimentais mostram associação com hiperglicemia e hiperinsulinemia

A relação entre ferro e glicose é considerada bidirecional:

Ferro baixo pode piorar o controle glicêmico
Diabetes pode contribuir para deficiência de ferro

Como essa relação acontece no corpo?

🔹 Menor produção de energia celular
🔹 Alteração na função do pâncreas
🔹 Maior uso de glicose pelo corpo
🔹 Estresse metabólico

 Relação Dupla:

Ferro baixo piora a glicemia
Glicemia alterada pode piorar o ferro


O que isso significa na prática?

Se você apresenta:

  • Ferritina baixa
  • Anemia
  • Alterações na glicemia ou HbA1c

É importante considerar que esses fatores podem estar interligados.

 Avaliar ferro (principalmente ferritina) é essencial
Interpretar HbA1c com cautela em pacientes anêmicos

A deficiência de ferro não afeta apenas o sangue — ela também impacta o metabolismo da glicose de forma significativa. 

Corrigir deficiência de ferro melhora o metabolismo.

Por : Camila Santos


Referências:

SOLIMAN, A. T. et al. Iron deficiency anemia and glucose metabolism. Acta Biomedica, Parma, v. 88, n. 1, p. 112–118, 2017.

LIU, J. et al. Iron metabolism and type 2 diabetes mellitus: a meta-analysis. Journal of Diabetes Investigation, v. 11, n. 4, p. 946–955, 2020.

TEIXEIRA, A. L. G. et al. Anemia ferropriva: aspectos clínicos, diagnósticos e terapêuticos. Revista de Medicina, São Paulo, v. 103, n. 1, p. 1–10, 2024.

FENG, Y. et al. Iron metabolism and insulin resistance in gestational diabetes mellitus. Nutrition & Diabetes, v. 10, n. 1, p. 1–9, 2020.

RESEARCH, SOCIETY AND DEVELOPMENT. Correlação da anemia ferropriva e fatores associados. Research, Society and Development, v. 10, n. 14, 2021.

Nutrição e Saúde Mental

 

A relação entre alimentação e saúde mental tem sido cada vez mais estudada pela ciência, e os resultados mostram que aquilo que comemos influencia não apenas o corpo, mas também o funcionamento do cérebro, o humor e o bem-estar emocional. Pesquisas recentes indicam que a alimentação pode ter um papel importante tanto na prevenção quanto no agravamento de transtornos como ansiedade e depressão.

Padrões alimentares saudáveis, como a dieta mediterrânea, estão associados a menores índices de depressão e melhor qualidade de vida. Esse tipo de alimentação é rico em frutas, verduras, grãos integrais, peixes, azeite de oliva e oleaginosas, alimentos que fornecem nutrientes essenciais para o funcionamento do cérebro, como vitaminas, minerais e gorduras saudáveis. Esses nutrientes participam da produção de neurotransmissores, substâncias responsáveis pela regulação do humor, como a serotonina.

Por outro lado, dietas ricas em alimentos ultraprocessados, como fast food, refrigerantes e produtos industrializados, estão associadas a um maior risco de problemas de saúde mental. Esses alimentos costumam ter altos níveis de açúcar, gorduras ruins e aditivos químicos, que podem contribuir para processos inflamatórios no organismo e afetar negativamente o cérebro.

Outro ponto importante destacado pelos estudos é a conexão entre o intestino e o cérebro, conhecida como eixo intestino-cérebro. O intestino abriga trilhões de bactérias que influenciam diversas funções do organismo, incluindo o humor e o comportamento. Uma alimentação equilibrada, rica em fibras e alimentos naturais, contribui para uma microbiota intestinal saudável, o que pode favorecer a saúde mental.

Além disso, a qualidade da alimentação é mais importante do que simplesmente a quantidade de comida ingerida. Dietas muito restritivas ou desequilibradas podem levar a deficiências nutricionais e, consequentemente, prejudicar o bem-estar emocional, aumentando sintomas como irritabilidade, ansiedade e tristeza.

De modo geral, os estudos mostram que a alimentação é um fator importante e modificável na saúde mental. Manter uma dieta equilibrada pode ajudar a melhorar o humor, aumentar a disposição e reduzir o risco de transtornos mentais. No entanto, é importante destacar que a alimentação não substitui tratamentos médicos ou psicológicos, mas deve ser vista como uma estratégia complementar no cuidado com a saúde mental.


Por: Elizana Oliveira

Referências:

FERNÁNDEZ-DEMENEGHI, R. et al.
Mindful eating as the next therapeutic frontier in nutritional psychiatry.
Frontiers in Nutrition, v. 13, 2026.
DOI: 10.3389/fnut.2026.1726847

FERNÁNDEZ-DEMENEGHI, R. et al.
Positioning berries in nutritional psychiatry: potential for prevention and co-therapy in mental health.
Frontiers in Behavioral Neuroscience, v. 19, 2025.
DOI: 10.3389/fnbeh.2025.1622242

MANI, S.; WASNIK, S.; SINGH, M.
Editorial: Nutrition and mood disorders.
Frontiers in Nutrition, v. 12, 2025.
DOI: 10.3389/fnut.2025.1744366

Ferritina, ferro e transferrina marcador de inflamação

 

A ferritina e a transferrina são duas proteínas fundamentais para o funcionamento do nosso organismo, especialmente quando o assunto é o ferro no corpo.


A ferritina é responsável por armazenar o ferro, funcionando como uma espécie de “reserva”. Já a transferrina tem o papel de transportar esse ferro pelo sangue, levando-o para diferentes partes do corpo onde ele é necessário, como na produção de hemoglobina.

Quando a ferritina está baixa, isso geralmente indica falta de ferro, podendo causar anemia. Os sintomas mais comuns incluem cansaço, fraqueza, palidez e queda de cabelo. Por outro lado, níveis elevados de ferritina podem estar associados a inflamações, infecções, doenças do fígado ou até excesso de ferro.

A transferrina também traz informações importantes. Quando está alta, pode indicar que o organismo está tentando compensar a falta de ferro. Já níveis baixos podem estar relacionados a inflamações, problemas no fígado ou desnutrição.

Por isso, os exames de ferritina e transferrina são frequentemente solicitados juntos, pois oferecem uma visão mais completa sobre os níveis e o funcionamento do ferro no organismo.

Manter o equilíbrio do ferro é essencial para a saúde. Em caso de alterações nos exames, é sempre importante buscar orientação de um profissional de saúde para uma avaliação adequada.

Por: Estágiaria Agda Araujo


Referencia:

https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S2531137924003468?via%3Dihub


Estratégias para sentir saciedade

Estratégias para sentir saciedade


Muitas pessoas têm procurado profissionais da saúde para buscar os seus objetivos estéticos ou para melhorar os exames de sangue ou para qualquer outro objetivo pertinente à saúde. A grande maioria busca o emagrecimento, sendo requisitado em pelo menos 90% das consultas nutricionais, com esse sendo o maior e mais desejado objetivo.

Eu vou falar aqui sobre algumas estratégias que podem ser usadas para facilitar o emagrecimento, sendo de forma saudável e sem sofrimento. Para começarmos, vou explicar como que funciona, fisiologicamente falando, o processo de emagrecimento. 

O nosso corpo precisa de calorias para se manter vivo, e essas calorias são obtidas através dos alimentos. Simples, não? Com isso em mente, nós sabemos que para emagrecer, nós devemos comer menos calorias do que gastamos - se for o contrário, nós ganharemos peso - e esse é o princípio básico da nutrição. 

Então digamos que um indivíduo gaste 2000 kcal por dia, ele precisa ingerir menos kcal do que isso para emagrecer. E aí é que muitas pessoas erram, seja no cálculo para saber quantas calorias se deve ingerir, ou erram por não conseguirem seguir o planejamento à risca e realizam diversas refeições fora do planejamento. 

Muitas vezes, as pessoas não conseguem seguir por sentirem muita fome nos intervalos das refeições, ou ao longo do dia como um todo. Então, uma das maiores queixas de quem possui esse objetivo é o de sentir muita fome.


Aqui eu vou listar as principais estratégias para sentir saciedade. Mas para isso, temos que entender o que causa a saciedade. Existem alguns neuropeptídeos, que são hormônios que sinalizam a saciedade ao cérebro. 

Um grande exemplo disso é o GLP-1. As canetas emagrecedoras (Ozempic e Mounjaro) são produzidas a partir dele, então esse poder saciatório vem desses neuropeptídeos. E a secreção deles é causada pela ingestão dos alimentos, que fazem um certo volume no estômago, aumentando a liberação desses neuropeptídeos, prolongando a sensação de saciedade.


Ou seja, quanto mais tempo a digestão durar, maior será a sensação de saciedade, e quanto menos tempo durar, mais rápido o indivíduo sentirá fomo de novo. Portanto, refeições com apenas carboidrato (Massas, pães, bolachas, açaí, bolos, doces etc) tendem a ter uma digestão ultrarrápida, diminuindo o tempo de saciedade, ao mesmo tempo que oferecem muitas calorias. 

Em contrapartida, a ingestão de gordura e proteína lentifica muito a digestão, retardando o esvaziamento gástrico, isso auxilia na liberação dos neuropeptídeos (GLP-1, CCK, PYY e Leptina) que sinalizam ao cérebro a saciedade, e eles continuam sendo liberados até a digestão ser concluída. 

As proteínas e gorduras ajudam muito a conferir a saciedade, mas junto deles tem um composto que ajuda tanto quanto, e melhor ainda, não possuem calorias. Estamos falando das fibras alimentares. 

Você muito provavelmente já ouviu falar delas, elas são encontradas em abundância em vegetais, frutas e verduras. O grande truque das fibras, é ingerir água junto com elas, pois elas são hidrofílicas - isso quer dizer que elas absorvem água - ou seja, elas ganham volume com essa água, ocupando mais espaço no estômago, fazendo o papel de um alimento.

Esse volume a mais no estômago causa a secreção dos neuropeptídeos da saciedade e cessa a produção da grelina - que sinaliza a fome. Então o grande trunfo de um emagrecimento saudável e possível de ser feito gira em torno de lentificar a digestão, ao mesmo tempo que sem aumentar a ingestão calórica para não ingerir mais calorias do que se gasta, pois assim, o efeito seria o de ganhar peso. 

Portanto, ingerir mais proteínas, fibras e gorduras auxilia muito no processo de perda de peso. Mas deve-se sempre salientar, o excesso não ajuda, muito pelo contrário, devemos utilizar boas fontes de gordura e tomar cuidado com as dietas hiperproteicas pois esse excesso atrapalha nesse objetivo. 

E lembrando, o que manda é o déficit calórico. Se eu gasto 2000 kcal, e eu ingiro 2500 kcal, fatalmente eu vou ganhar peso. Caso eu ingira 1500 kcal, eu vou conseguir perder peso, porém é difícil fazer uma dieta de restrição, pois a fome tende a aumentar, e com isso, as estratégias que eu citei aqui caem como uma luva.

Eu sempre costumo dizer que emagrecimento não é sofrimento, é estratégia, e essa estratégia deve ser muito bem montada e elucidada. 


Por nutricionista estagiário: Pedro Paulo.






segunda-feira, 30 de março de 2026

Cafeína

 

A cafeína é uma das substâncias ergogênicas mais estudadas e utilizadas no contexto esportivo. Seu principal mecanismo de ação ocorre no sistema nervoso central, onde bloqueia os receptores de adenosina, reduzindo a sensação de fadiga e aumentando o estado de alerta. Isso faz com que o indivíduo consiga sustentar esforços físicos por mais tempo e com maior intensidade.

Em relação ao desempenho, a literatura científica mostra de forma consistente que a cafeína melhora tanto exercícios de resistência quanto de força. Em atividades aeróbicas, como corrida e ciclismo, ela aumenta o tempo até a fadiga e pode melhorar o desempenho em cerca de 1% a 8%. Já em exercícios de musculação, há evidências de aumento na força máxima, potência e resistência muscular, permitindo realizar mais repetições ou levantar cargas maiores. Além disso, a cafeína reduz a percepção de esforço, fazendo com que o treino pareça menos cansativo, mesmo em intensidades elevadas.

Outro benefício relevante está na melhora do foco, atenção e tempo de reação, o que pode ser especialmente útil em treinos técnicos ou esportes que exigem tomada de decisão rápida. No entanto, a resposta à cafeína varia bastante entre indivíduos, sendo influenciada por fatores como genética, nível de treinamento e hábito de consumo.

As evidências indicam que a dose mais eficaz para melhorar o desempenho está entre 3 e 6 mg por quilo de peso corporal, ingerida aproximadamente 30 a 60 minutos antes do exercício. Doses maiores não necessariamente aumentam os benefícios e tendem a elevar o risco de efeitos colaterais.

Entre os possíveis efeitos adversos estão ansiedade, insônia, tremores, aumento da frequência cardíaca e desconforto gastrointestinal, especialmente em doses elevadas ou em pessoas mais sensíveis à substância. Por isso, é importante testar a tolerância individual.

De forma geral, a cafeína é considerada um dos suplementos com maior nível de evidência científica para melhora do desempenho físico, sendo eficaz para diferentes tipos de treino quando utilizada de forma adequada e individualizada.


Por Elizana Oliveira

Referências:

Southward et al., 2018 – Sports Medicine
The Effect of Acute Caffeine Ingestion on Endurance Performance

Grgic et al., 2020 – British Journal of Sports Medicine
Umbrella review (21 meta-análises)

Grgic, 2018 – European Journal of Sport Science
Caffeine ingestion enhances Wingate performance

Guest et al., 2022 – Nutrition (meta-análise)
Minimum ergogenic dose of caffeine

 Nutrição Funcional: muito além de “comer saudável”



A nutrição funcional é uma abordagem que vai além da simples prescrição de dietas, buscando compreender como os alimentos interagem com o organismo de maneira individualizada. Diferente dos modelos tradicionais, ela considera a chamada individualidade bioquímica, ou seja, o fato de que cada pessoa responde de forma distinta aos nutrientes, influenciada por fatores genéticos, ambientais e metabólicos. Dessa forma, o foco não está apenas na ingestão calórica, mas na qualidade dos alimentos e em seus efeitos sobre processos fisiológicos como inflamação, imunidade, metabolismo e equilíbrio hormonal.

Dentro dessa perspectiva, o organismo é entendido como um sistema integrado, em que diferentes órgãos e funções estão interligados. O intestino, por exemplo, ocupa papel central, sendo frequentemente chamado de “segundo cérebro”, devido à sua influência sobre o sistema imunológico, a absorção de nutrientes e até mesmo o humor. Alterações na microbiota intestinal podem impactar diretamente o estado inflamatório do corpo e a biodisponibilidade de vitaminas e minerais, o que reforça a importância de uma alimentação equilibrada e rica em alimentos naturais.

A nutrição funcional também utiliza exames bioquímicos como ferramenta fundamental de avaliação, porém com uma interpretação ampliada. Os resultados laboratoriais não são analisados de forma isolada, mas sim dentro de um contexto clínico e metabólico. Por exemplo, níveis elevados de homocisteína podem indicar risco cardiovascular e estão frequentemente associados à deficiência de vitaminas do complexo B, como B6, B9 (ácido fólico) e B12. Da mesma forma, a vitamina D, além de sua função clássica no metabolismo ósseo, é avaliada por seu papel na imunidade e na regulação inflamatória, sendo tanto sua deficiência quanto seu excesso relevantes na interpretação clínica.

Nesse contexto, a suplementação vitamínica é utilizada de forma estratégica, com base em sintomas, exames laboratoriais e necessidades individuais. As vitaminas do complexo B desempenham papel essencial no metabolismo energético e na função neurológica, enquanto as vitaminas lipossolúveis — A, D, E e K — estão relacionadas a funções como imunidade, ação antioxidante e coagulação sanguínea. No entanto, o uso inadequado ou excessivo dessas substâncias pode interferir diretamente nos exames bioquímicos. A biotina (vitamina B7), por exemplo, pode causar interferências significativas em imunoensaios laboratoriais, alterando resultados de hormônios tireoidianos e marcadores cardíacos. Já a vitamina D pode elevar os níveis de cálcio sérico, enquanto a vitamina A pode impactar enzimas hepáticas como TGO e TGP. A vitamina K, por sua vez, influencia diretamente testes de coagulação, como o tempo de protrombina (TP/INR).

Essas interferências podem levar a interpretações equivocadas, como diagnósticos incorretos ou mascaramento de doenças, especialmente quando o uso de suplementos não é informado ao profissional de saúde ou ao laboratório. Por isso, a nutrição funcional enfatiza a importância de correlacionar dados clínicos, alimentares e laboratoriais, evitando análises isoladas e promovendo uma visão mais completa do estado de saúde do indivíduo.

Em síntese, a nutrição funcional propõe uma abordagem integrativa e personalizada, na qual a alimentação é utilizada como ferramenta terapêutica para promover equilíbrio e prevenir doenças. Ao considerar a interação entre nutrientes, metabolismo e exames bioquímicos, essa área reforça a necessidade de uma prática clínica mais criteriosa, baseada não apenas em resultados laboratoriais, mas na compreensão global do paciente.

Por: Andréa Melo

Referências Bibliográficas 

  • MULLIN, G. E.; MATARESE, L. E. Nutrition and integrative medicine: a primer for clinicians. Totowa: Humana Press, 2010.
  • GROPPER, S. S.; SMITH, J. L.; CARR, T. P. Advanced nutrition and human metabolism. 7. ed. Boston: Cengage Learning, 2018.
  • MAHAN, L. K.; RAYMOND, J. L. Krause: alimentos, nutrição e dietoterapia. 14. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2018.
  • SOUZA, R. G. M. et al. Nutrição funcional: princípios e aplicações clínicas. Revista de Nutrição, Campinas, v. 29, n. 4, p. 617–628, 2016.
  • BRASIL. Ministério da Saúde. Guia alimentar para a população brasileira. 2. ed. Brasília: Ministério da Saúde, 2014.
  • ORDOVAS, J. M.; CORELLA, D. Nutritional genomics. Annual Review of Genomics and Human Genetics, v. 5, p. 71–118, 2004.
  • LORDAN, R.; TSAO, R.; LIU, R. H. Potential role of plant-based foods in promoting health and preventing chronic disease. Journal of Food Bioactives, v. 2, p. 1–19, 2018.



Como as Vitaminas  Alteram os Exames Bioquímicos 




As vitaminas são essenciais para o funcionamento do organismo, mas seu uso — especialmente em suplementação — pode interferir diretamente nos exames laboratoriais, gerando resultados falsamente elevados ou reduzidos. Esse fenômeno é cada vez mais relevante na prática clínica e laboratorial.


O que são vitaminas hidrossolúveis e lipossolúveis?

  • Hidrossolúveis: complexo B e vitamina C
  • Lipossolúveis: vitaminas A, D, E e K

As vitaminas são classificadas conforme sua solubilidade:

As hidrossolúveis não são armazenadas em grandes quantidades, enquanto as lipossolúveis podem se acumular no organismo, aumentando o risco de interferências e toxicidade.

 

VitaminaExame afetado  Tipo de interferênciaRisco clínico
B12 / B9HemogramaNormaliza anemiaMascara doença
B6/B9/B12HomocisteínaReduz níveisFalso baixo risco
B7 (Biotina) TSH, troponinaInterferência analíticaDiagnóstico errado
Vitamina DCálcio, PTHAumentoFalsa hipercalcemia
Vitamina ATGO/TGPElevaçãoFalso dano hepático
Vitamina ECoagulaçãoAlteração indiretaInterpretação errada
Vitamina KTP/INRRedução tempoImpacto em anticoagulação


O GRANDE PROBLEMA NA PRÁTICA

 A maioria dos pacientes não informa uso de suplementos
 Muitos profissionais não investigam isso antes do exame
Resultado:

  •  Diagnóstico errado
  •  Exames repetidos desnecessariamente
  •  Condutas inadequadas

  

COMO EVITAR INTERFERÊNCIAS

✔ Suspender biotina 48–72h antes de exames
✔ Evitar altas doses de vitaminas antes da coleta
✔ Sempre informar suplementação ao laboratório

✔ Interpretar exames junto com histórico clínico.

 Por : Camila Santos

Referências Bibliográficas (ABNT)

RUBERT, A. et al. Vitaminas do complexo B: uma breve revisão. Revista Jovens Pesquisadores, Santa Cruz do Sul, v. 7, n. 1, p. 30–45, 2017.

PEREIRA, W. F. et al. Alterações em exames laboratoriais ocasionadas pela utilização de vitaminas. 2020. Disponível em: https://agris.fao.org/search/en/providers/122192/records/6798b018d6a63682f044cc97. Acesso em: 30 mar. 2026.

APOLINÁRIO, J. M. S. et al. Interferências correlacionadas ao uso de medicamentos nos exames bioquímicos. Revista Multidisciplinar em Saúde, v. 2, n. 4, p. 1–10, 2021.

ELSTON, M. S. et al. Biotin interference in immunoassays: a cause for concern. Clinical Biochemistry, v. 49, n. 18, p. 1441–1443, 2016.

HOLICK, M. F. Vitamin D deficiency. New England Journal of Medicine, Boston, v. 357, n. 3, p. 266–281, 2007.

LABOLACE. Incompatibilidade entre vitaminas e exames laboratoriais. Disponível em: https://labolace.com.br/dicas/incompatibilidade-entre-vitaminas-e-exames-laboratoriais. Acesso em: 30 mar. 2026.

LABORATÓRIO HOFFMANN. Vitaminas e exames laboratoriais. Disponível em: https://laboratoriohoffmann.com.br/servicos/vitaminas/. Acesso em: 30 mar. 2026 

 

sábado, 28 de março de 2026

Disfagia: 20 Março, dia nacional de atenção á disfagia

 

A disfagia é a dificuldade para engolir alimentos, líquidos ou até saliva. Embora muitas vezes seja vista como algo simples, ela pode indicar problemas de saúde importantes, especialmente doenças neurológicas (como AVC ou Parkinson) ou alterações na garganta e no esôfago. É mais comum em idosos, mas pode afetar pessoas de qualquer idade.

Nos últimos anos, estudos têm reforçado que a disfagia precisa de atenção precoce, porque pode levar a complicações como engasgos, desnutrição, desidratação e até infecções pulmonares. Por isso, identificar sinais como tosse ao comer, sensação de alimento “parado” na garganta ou dificuldade para engolir é fundamental para buscar avaliação profissional.

O tratamento costuma envolver uma equipe multidisciplinar, com destaque para o trabalho do fonoaudiólogo, além de adaptações na alimentação — como שינוי na textura dos alimentos e líquidos — para tornar a deglutição mais segura. Pesquisas recentes também apontam avanços em tecnologias que ajudam a diagnosticar a condição de forma mais rápida e menos invasiva.

Além do cuidado clínico, é importante lembrar que março é um mês de conscientização: o Dia Nacional de Atenção à Disfagia, celebrado em 20 de março, tem como objetivo informar a população sobre os riscos da disfagia e a importância do diagnóstico precoce. A campanha busca alertar que dificuldade para engolir não deve ser ignorada — é um sinal de que o corpo precisa de atenção.

Em resumo, a disfagia é uma condição que pode impactar seriamente a saúde e a qualidade de vida, mas que, com informação, diagnóstico adequado e acompanhamento profissional, pode ser controlada e tratada com segurança.


Por: Elizana Oliveira


Referências:

REIS, Ramon Arêas da Silva; NUNES, Eveline de Lima. Atuação fonoaudiológica na disfagia orofaríngea em pacientes com esclerose múltipla. Research, Society and Development, v. 14, n. 2, e2514248179, 2025. Disponível em: https://www.rsdjournal.org/rsd/article/download/48179/37891/494953. Acesso em: 28 mar. 2026.

PASTANA, I. C. Estratégias de intervenção para melhorar a deglutição em pacientes com disfagia. Revista Contemporânea, 2025. Disponível em: https://ojs.revistacontemporanea.com/ojs/index.php/home/article/view/9064. Acesso em: 28 mar. 2026.

MATOS, J. et al. Terapia de estimulação tátil, térmica e gustativa na disfagia orofaríngea pós-AVC: revisão de escopo. CoDAS, 2025. Disponível em: https://www.scielo.br/j/codas/a/MkgJp4GpDtPzXRjmNpg7Zrc/. Acesso em: 28 mar. 2026.

BARCELOS, Wanessa Conceição de Oliveira; SANCHES, Luiz Miguel Picelli. O papel da fonoaudiologia baseada em evidências: a correlação entre demência e disfagia. ARACÊ, v. 7, n. 11, p. e10357, 2025. Disponível em: https://periodicos.newsciencepubl.com/arace/article/view/10357. Acesso em: 28 mar. 2026.

Obesidade infantil: 4 pontos para entender os impactos da condição na saúde

 A obesidade infantil é uma condição crônica, que está associada a impactos físicos, emocionais e sociais capazes de comprometer a saúde da criança tanto na infância quanto posteriormente.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a doença vem crescendo de forma alarmante: em 2024, estima-se que 35 milhões crianças com menos do que 5 anos estavam acima do peso. Outros 390 milhões de jovens com idades entre 5 e 19 anos viviam com sobrepeso em 2022 – 160 milhões deles, inclusive, já eram diagnosticados com obesidade.

Entenda, a seguir, quatro pontos relacionados ao problema:

🧩 1. Diversas causas da obesidade infantil


A obesidade infantil geralmente não tem uma única causa. Na maioria dos casos, ela está relacionada a fatores externos (exógenos), como:


  • Alimentação rica em ultraprocessados (açúcar, gordura e calorias em excesso)
  • Baixo consumo de alimentos naturais (frutas, verduras, fibras)
  • Sedentarismo, com pouca atividade física
  • Uso excessivo de telas (celular, tablet, TV)
  • Fatores genéticos e hormonais também podem contribuir, mas são menos comuns.

  • 📊 2. Diagnóstico complexo




    O diagnóstico não é apenas “olhar e julgar”. Ele envolve critérios técnicos:

  • Uso do IMC (Índice de Massa Corporal) ajustado por idade e sexo
  • Comparação com curvas de crescimento da OMS
  • Avaliação de outros fatores:
    • Circunferência da cintura
    • Histórico familiar
    • Exames laboratoriais
    • Padrão de crescimento
    • Isso permite identificar o problema precocemente e agir antes que ele se agrave.


  • ❤️ 3. Impactos físicos, emocionais e sociais


    A obesidade infantil pode afetar várias áreas da vida:

    🩺 Físicos

  • Diabetes tipo 2
  • Doenças cardiovasculares
  • Problemas nas articulações
  • Apneia do sono
  • Alterações hormonais


  • 🧠 Emocionais e sociais

  • Baixa autoestima
  • Ansiedade e depressão
  • Dificuldades de socialização (bullying, preconceito)


  • 🥗 4. Mudanças no estilo de vida (prevenção e tratamento)





    A boa notícia é que a obesidade infantil pode ser prevenida e tratada com mudanças consistentes:

    • Incentivar alimentação saudável desde cedo
    • Reduzir consumo de açúcar e ultraprocessados
    • Estimular atividade física regular
    • Limitar tempo de tela
    • Manter uma rotina de sono adequada
    • Envolver toda a família no processo

    Resumo geral:
    A obesidade infantil é um problema multifatorial e crescente, mas pode ser combatido com diagnóstico correto e mudanças no estilo de vida, principalmente dentro do ambiente familiar.


     Por:  Catia Cruz 



    📚 Referências

    Doença Celíaca com bases científicas

     

    A doença celíaca é uma condição autoimune desencadeada pelo consumo de glúten (presente no trigo, cevada e centeio). O controle é totalmente baseado na alimentação e no acompanhamento médico. Abaixo vai um guia claro e prático, com base em evidências científicas.



    O que é a doença celíaca?

    É uma reação do sistema imunológico ao glúten que causa inflamação e danos no intestino delgado, prejudicando a absorção de nutrientes.

    Como controlar a doença celíaca

     Dieta 100% sem glúten (principal tratamento)

    A única forma eficaz de controle é eliminar totalmente o glúten da dieta.

    Evitar:

    • Trigo (pão, bolo, macarrão)
    • Cevada (cerveja, malte)
    • Centeio

    Alimentos permitidos naturalmente:

    • Arroz, milho, batata
    • Feijão, lentilha
    • Carnes, ovos
    • Frutas e vegetais

    Evitar contaminação cruzada

    Mesmo pequenas quantidades de glúten podem causar danos.

    Cuidados importantes:

    • Usar utensílios separados (torradeira, colher, tábua)
    • Evitar alimentos preparados no mesmo local de produtos com glúten
    • Ler rótulos (no Brasil é obrigatório informar “contém glúten”)

     Acompanhamento médico e nutricionista

    Procure profissionais para monitorar a saúde:

    • Gastroenterologista
    • Nutricionista especializado

    Eles podem avaliar:

    • Deficiências nutricionais (ferro, cálcio, vitamina D)
    • Recuperação intestinal

     Reposição de nutrientes

    Muitas pessoas com doença celíaca apresentam deficiência de:

    • Ferro → anemia
    • Cálcio → ossos fracos
    • Vitaminas do complexo B

    Suplementação pode ser necessária, com orientação médica.


    Atenção a sintomas e evolução

    Após iniciar a dieta:

    • Sintomas costumam melhorar em semanas.
    • O intestino pode levar meses para se recuperar totalmente.

    O que NÃO funciona

    • “Reduzir” glúten → não é suficiente
    • Dietas alternativas sem base científica
    • Medicamentos substituindo a dieta (ainda não existem eficazes)

    Por: Estágiario Agda Araujo.


  • Organização: World Gastroenterology Organisation
    • Diretrizes globais sobre doença celíaca
  • Organização: Sociedade Brasileira de Gastroenterologia
    • Recomendações clínicas no Brasil
  • Artigo:
    • “Celiac disease” – publicado na revista The Lancet
  • Organização: National Institute of Diabetes and Digestive and Kidney Diseases
    • Informações detalhadas sobre diagnóstico e tratamento