quinta-feira, 5 de março de 2026

Alimentos vs medicação




Interações entre alimentos e medicamentos: o que você precisa saber

Muitas pessoas acreditam que basta tomar o medicamento prescrito para que o tratamento funcione corretamente. No entanto, os alimentos e bebidas consumidos junto com os medicamentos podem alterar seus efeitos, tornando-os menos eficazes ou até aumentando o risco de efeitos adversos. Esse fenômeno é conhecido como interação alimento-medicamento



O que são interações entre alimentos e medicamentos?

Uma interação ocorre quando uma substância — como outro medicamento, um alimento ou suplemento — modifica a ação de um fármaco no organismo. Isso pode acontecer de várias maneiras:

  • aumentando o efeito do medicamento

  • reduzindo sua eficácia

  • provocando efeitos inesperados ou colaterais

Essas interações podem acontecer por falta de informação, uso incorreto do medicamento ou combinação inadequada com certos alimentos.

Como os alimentos podem interferir nos medicamentos?

Os alimentos podem afetar os medicamentos principalmente de três formas:

1. Alterando a absorção

Alguns nutrientes podem impedir que o medicamento seja absorvido adequadamente no organismo. Um exemplo clássico é a interação entre antibióticos como tetraciclinas e produtos lácteos, pois o cálcio pode reduzir a absorção do medicamento.

2. Modificando o metabolismo

Certos alimentos podem alterar a forma como o corpo metaboliza os medicamentos no fígado. Isso pode fazer com que o medicamento permaneça mais tempo no organismo ou seja eliminado mais rapidamente.

3. Intensificando ou reduzindo os efeitos do medicamento

Algumas combinações podem aumentar os efeitos do medicamento, elevando o risco de efeitos adversos, enquanto outras podem reduzir seu efeito terapêutico.

Exemplos de interações comuns

Algumas interações alimento-medicamento bem conhecidas incluem:

  • Produtos lácteos e alguns antibióticos: podem reduzir a absorção do medicamento.

  • Suco de grapefruit (toranja): pode aumentar a concentração de certos medicamentos no sangue.

  • Alimentos ricos em vitamina K: podem interferir na ação de anticoagulantes como a varfarina.

  • Bebidas alcoólicas: podem potencializar efeitos colaterais de vários medicamentos.

Por que essas interações são importantes?

As interações entre alimentos e medicamentos podem causar diversos problemas, como:

  • diminuição da eficácia do tratamento

  • aumento dos efeitos colaterais

  • reações adversas potencialmente graves

Por isso, seguir as orientações do médico ou farmacêutico sobre como tomar o medicamento — com ou sem alimento — é fundamental para garantir a segurança e a eficácia do tratamento


Por: Estágiaria Agda Araujo 


Referencia:
https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC3191675/





quarta-feira, 4 de março de 2026

 Glúten e Saúde Intestinal: O que Dizem os Estudos Científicos?



 

O glúten tem sido amplamente debatido nos últimos anos, especialmente em relação à saúde intestinal. Mas o que realmente mostram os estudos científicos? Abaixo está um resumo baseado em evidências publicadas em periódicos científicos revisados por pares. 


Glúten e Doença Celíaca

A doença celíaca é uma condição autoimune desencadeada pela ingestão de glúten em indivíduos geneticamente predispostos. A exposição ao glúten leva à inflamação da mucosa do intestino delgado, atrofia das vilosidades intestinais e prejuízo na absorção de nutrientes.

Estudos demonstram que:

  • A dieta estritamente sem glúten é o único tratamento eficaz.

  • A exclusão do glúten melhora sintomas clínicos e marcadores inflamatórios.

  • Entretanto, mesmo após 12 meses de dieta sem glúten, alterações na microbiota intestinal podem persistir.

Revisões publicadas na revista Nutrients destacam que pacientes celíacos frequentemente apresentam redução de bactérias benéficas, como Bifidobacterium, mesmo após adesão à dieta.

 Na doença celíaca, o glúten causa dano intestinal direto e comprovado.

 Impacto do Glúten na Microbiota Intestinal

Em indivíduos saudáveis

Um estudo publicado na Nature Communications avaliou adultos saudáveis submetidos a uma dieta com baixo teor de glúten. Os resultados mostraram:

  • Alterações na composição da microbiota intestinal.

  • Redução de algumas bactérias fermentadoras de fibras.

  • Mudanças associadas principalmente à diminuição da ingestão de fibras do trigo, e não necessariamente ao glúten isoladamente.

Isso sugere que o impacto observado pode estar mais relacionado à mudança no padrão alimentar do que ao glúten em si.


Sensibilidade ao Glúten Não Celíaca (SGNC)

Pesquisas publicadas na revista BMC Medicine analisaram indivíduos com sensibilidade ao glúten não celíaca e observaram que:

  • A ingestão de glúten por curto prazo não alterou significativamente a diversidade da microbiota fecal.

  • As alterações microbianas não se correlacionaram diretamente com os sintomas gastrointestinais.

  • Outros componentes do trigo, como os FODMAPs (especialmente frutanos), podem ser responsáveis pelos sintomas.

 Em não celíacos, os sintomas frequentemente atribuídos ao glúten podem estar relacionados a outros componentes da dieta.


 Interação entre Glúten, Microbiota e Sistema Imunológico

Estudos experimentais indicam que:

  • A microbiota intestinal modula a resposta imunológica ao glúten.

  • Alterações na composição bacteriana podem influenciar a ativação de células T envolvidas na inflamação intestinal.

  • Em modelos animais, mudanças na microbiota alteraram a resposta inflamatória à exposição ao glúten.

Esses achados reforçam que o efeito do glúten depende do contexto imunológico e genético do indivíduo.


Por: Camila Santos

Referências Bibliográficas

  1. Hansen LBS et al. (2018). A low-gluten diet induces changes in the intestinal microbiome of healthy Danish adults. Nature Communications, 9:4630. Publicado na Nature Communications.

  2. D’Argenio V & Salvatore F. (2022). The role of the gut microbiome in celiac disease and non-celiac gluten sensitivity. Nutrients, 14(10):2083. Publicado na Nutrients.

  3. Ianiro G et al. (2024). Gut microbiota changes in non-celiac gluten sensitivity: randomized clinical trial. BMC Medicine. Publicado na BMC Medicine.

  4. Lebwohl B, Sanders DS, Green PHR. (2018). Coeliac disease. The Lancet, 391(10115), 70–81.


Disbiose e suas Consequências

 

Nosso intestino abriga trilhões de microrganismos (bactérias, fungos e outros), que juntos formam a microbiota intestinal. Quando esse conjunto está equilibrado, ele ajuda na digestão, fortalece o sistema imunológico e protege contra doenças.

A disbiose acontece quando há um desequilíbrio nessa microbiota — ou seja, quando bactérias “boas” diminuem e bactérias potencialmente prejudiciais aumentam.

O que pode causar disbiose?

  • Alimentação rica em ultraprocessados e pobre em fibras

  • Uso frequente de antibióticos

  • Estresse crônico

  • Pouca ingestão de frutas, verduras e legumes

  • Doenças ou inflamações intestinais

Possíveis consequências da disbiose

Pesquisas científicas mostram que o desequilíbrio da microbiota pode estar associado a:

Problemas digestivos

  • Inchaço

  • Gases

  • Constipação ou diarreia

  • Síndrome do intestino irritável

Inflamação no corpo

A disbiose pode aumentar a inflamação sistêmica (inflamação “silenciosa”), que está relacionada a várias doenças crônicas.

 Alterações metabólicas

Estudos indicam associação com:

  • Obesidade

  • Resistência à insulina

  • Diabetes tipo 2

Impacto na saúde mental

Existe o chamado eixo intestino-cérebro. Alterações na microbiota podem influenciar:

  • Ansiedade

  • Depressão

  • Alterações de humor

 Influência na imunidade

Como grande parte do sistema imunológico está no intestino, a disbiose pode contribuir para:

  • Maior suscetibilidade a infecções

  • Doenças autoimunes

  • Alergias

Como cuidar da microbiota?

Algumas medidas que ajudam a manter o equilíbrio intestinal:

  • Alimentação rica em fibras (frutas, verduras, legumes, grãos integrais)

  • Consumo de alimentos fermentados (como iogurte natural e kefir)

  • Redução de ultraprocessados

  • Sono adequado

  • Controle do estresse


Por:Elizana Oliveira


Referências:

DE PESSIMIER, B. et al. Gut–skin axis: current knowledge of the interrelationship between microbial dysbiosis and skin conditions. Microorganisms, Basel, v. 9, n. 2, p. 353, 2021. DOI: 10.3390/microorganisms9020353.

CARDING, S.; VERBEKE, K.; VIPOND, D. T.; CORFE, B. M.; OWEN, L. J. Dysbiosis of the gut microbiota in disease. Microbial Ecology in Health and Disease, London, v. 26, p. 26191, 2015. DOI: 10.3402/mehd.v26.26191.

PETERSEN, C.; ROUNDT, J. L. Defining dysbiosis and its influence on host immunity and disease. Cellular Microbiology, Oxford, v. 16, n. 7, p. 1024–1033, 2014. DOI: 10.1111/cmi.12308.

LOZUPONE, C. A.; STOMBAUGH, J.; GORDON, J. I.; JANSSON, J. K.; KNIGHT, R. Diversity, stability and resilience of the human gut microbiota. Nature, London, v. 489, n. 7415, p. 220–230, 2012. DOI: 10.1038/nature11550.

CRYAN, J. F. et al. The microbiota-gut-brain axis. Physiological Reviews, Bethesda, v. 99, n. 4, p. 1877–2013, 2019. DOI: 10.1152/physrev.00018.2018.

 


Nutrição e Saúde Mental no Esporte


Atletas não precisam apenas de músculos fortes — precisam de atenção, tomada de decisão rápida, controle emocional e resiliência ao estresse. A nutrição influencia diretamente esses processos por meio de:

  • Produção de neurotransmissores

  • Regulação inflamatória

  • Controle glicêmico

  • Eixo intestino-cérebro

  • Qualidade do sono

Energia Cerebral e Carboidratos

O cérebro consome cerca de 20% da energia do corpo.

Baixa disponibilidade energética (muito comum em esportes estéticos ou de categoria de peso) pode levar a:

  • Irritabilidade

  • Dificuldade de concentração

  • Piora na tomada de decisão

  • Aumento da percepção de esforço

Estratégias como ingestão adequada de carboidratos antes de treinos intensos ajudam a manter desempenho cognitivo, especialmente em esportes táticos (futebol, basquete, esportes de combate).

Triptofano, Serotonina e Humor

O aminoácido triptofano é precursor da serotonina (relacionada a humor e bem-estar).

Fontes importantes:

  • Ovos

  • Leite e derivados

  • Banana

  • Oleaginosas

Dietas muito restritivas podem reduzir disponibilidade desse aminoácido, impactando humor e recuperação emocional.

Ômega-3 e Inflamação Cerebral

Os ácidos graxos EPA e DHA (presentes em peixes gordurosos como salmão e sardinha) têm papel na:

  • Modulação inflamatória

  • Função cognitiva

  • Prevenção de sintomas depressivos

Estudos sugerem que atletas submetidos a cargas elevadas de treino podem se beneficiar da adequação desses lipídios na dieta.

Microbiota Intestinal e Eixo Intestino-Cérebro

A comunicação entre intestino e cérebro é mediada por nervos, hormônios e metabólitos bacterianos.

Pesquisas recentes mostram que:

  • Alterações na microbiota podem influenciar ansiedade e humor

  • Probióticos específicos podem melhorar resposta ao estresse

Esse é um campo emergente e promissor na nutrição esportiva.

Micronutrientes Críticos

Deficiências comuns que impactam saúde mental em atletas:

  • Ferro → fadiga mental e física

  • Vitamina D → associada a sintomas depressivos

  • Magnésio → regulação do estresse e qualidade do sono

  • Vitaminas do complexo B → metabolismo energético cerebral

Mulheres atletas têm risco maior de deficiência de ferro, especialmente em esportes de endurance.

Cafeína: Foco vs. Ansiedade

A cafeína melhora:

  • Tempo de reação

  • Atenção

  • Vigilância

Mas em doses elevadas pode aumentar:

  • Ansiedade

  • Tremores

  • Alteração do sono

A individualização é essencial.

Sono: O Pilar Esquecido

Nutrição influencia diretamente o sono, que por sua vez impacta:

  • Regulação emocional

  • Memória motora

  • Recuperação muscular

Estratégias estudadas:

  • Proteína antes de dormir

  • Carboidratos noturnos em quantidades adequadas

  • Magnésio (quando há deficiência)

Tendências Atuais de Pesquisa

Os principais focos atuais incluem:

  • Psicobióticos (probióticos com efeito mental)

  • Nutrição personalizada baseada em perfil inflamatório

  • Relação entre dieta anti-inflamatória e performance cognitiva

  • Estratégias nutricionais para reduzir burnout em atletas

Aplicação Prática no Esporte

Para atletas de alto rendimento, recomenda-se:

  1. Garantir disponibilidade energética adequada

  2. Monitorar ferro, vitamina D e B12 regularmente

  3. Ajustar cafeína individualmente

  4. Incluir fontes de ômega-3

  5. Manter regularidade alimentar (evitar longos jejuns em períodos competitivos)

Por: Andréa Melo 

Referências bibliográficas 

  • ANGLIN, R. E. S.; SATTAR, N.; WALSH, D.; et al. Vitamin D deficiency and depression in adults: systematic review and meta-analysis. British Journal of Psychiatry, Cambridge, v. 202, n. 2, p. 100–107, 2013.
  • BEARD, J. L. Iron biology in immune function, muscle metabolism and neuronal functioning. The Journal of Nutrition, Rockville, v. 131, n. 2, p. 568S–580S, 2001.
  • CRYAN, J. F.; DINAN, T. G. Mind-altering microorganisms: the impact of the gut microbiota on brain and behaviour. Nature Reviews Neuroscience, London, v. 13, p. 701–712, 2012.
  • GIBSON, E. L.; GREEN, M. W. Nutritional influences on cognitive function: mechanisms of susceptibility. Nutrition Research Reviews, Cambridge, v. 15, n. 1, p. 169–206, 2002.
  • GROSSO, G.; PAJAK, A.; MARVENTANO, S.; et al. Role of omega-3 fatty acids in the treatment of depressive disorders: a comprehensive meta-analysis. PLoS ONE, San Francisco, v. 9, n. 5, e96905, 2014.
  • HOYLAND, A.; LAWTON, C. L.; DYE, L. Acute effects of macronutrient manipulations on cognitive test performance in healthy young adults: a systematic research review. Nutrition Research Reviews, Cambridge, v. 21, n. 2, p. 189–204, 2008.
  • INTERNATIONAL OLYMPIC COMMITTEE. IOC consensus statement on relative energy deficiency in sport (RED-S): 2018 update. British Journal of Sports Medicine, London, v. 52, n. 11, p. 687–697, 2018.
  • INTERNATIONAL OLYMPIC COMMITTEE. The IOC consensus statement: beyond the Female Athlete Triad – Relative Energy Deficiency in Sport (RED-S). British Journal of Sports Medicine, London, v. 48, n. 7, p. 491–497, 201

Tirzepatida: O "freio" na fome e o porquê de a Nutrição ser o volante do seu resultado

    





   Tirzepatida: O "freio" na fome e o porquê de a Nutrição ser o volante do seu resultado       

Como ela funciona? (A regra dos dois botões)

Imagine que o seu corpo tem dois botões internos que controlam a fome e a saciedade. As medicações mais antigas atuavam apertando apenas um deles (o GLP-1). A Tirzepatida é uma inovação porque ela consegue apertar dois botões ao mesmo tempo (GLP-1 e GIP).

O resultado: Você sente menos fome, o estômago esvazia mais devagar e o seu cérebro entende mais rápido que você já está satisfeito.

O perigo de "emagrecer rápido, mas errado"

Aqui entra o ponto principal do nosso acompanhamento aqui na clínica: perder peso é diferente de perder gordura. Quando você usa uma medicação que tira muito a sua fome, o risco de comer pouco demais é real. Se você não ingerir a quantidade certa de proteínas e nutrientes, o seu corpo não vai queimar apenas a gordura: ele vai buscar energia nos seus músculos.

- Sem acompanhamento nutricional: Você perde peso, mas pode ficar com flacidez, cansaço extremo e ver seu metabolismo "travar" — o famoso efeito sanfona que acontece quando a musculatura vai embora.

- Com Nutrição Esportiva: Nós ajustamos a sua dieta para que o remédio queime a gordura, enquanto a alimentação estratégica e o treino de força protegem os seus músculos.


3 Dicas para quem está em tratamento:

1-Priorize a Proteína: Como você vai comer menos volume, cada garfada conta. Frango, ovo, peixe, carnes magras ou whey devem ser os protagonistas do seu prato.

2- Não esqueça as Fibras: Esses medicamentos podem deixar o intestino mais lento. Frutas com casca, aveia e vegetais folhosos são indispensáveis.

3- Hidratação é Regra: A sede é frequentemente confundida com fome. Além disso, uma boa hidratação ajuda a reduzir possíveis enjoos, um efeito colateral comum no início do tratamento.


Conclusão: O remédio é o empurrão, a nutrição é o volante

A Tirzepatida silencia aquele "ruído mental" constante da fome, mas é a Nutrição Esportiva que garante que você chegará ao seu objetivo com um corpo forte, definido e, acima de tudo, saudável.


Referências Científicas Para quem gosta de ler a ciência por trás do tratamento:

 Estudo sobre a eficácia da Tirzepatida: Jastreboff, A. M., et al. (2022). "Tirzepatide Once Weekly for the Treatment of Obesity". New England Journal of Medicine. 

Clique aqui para ler o estudo completo (em inglês) Estudo sobre a importância da manutenção do tratamento e mudança de estilo de vida: Aronne, L. J., et al. (2024). "Continued Treatment With Tirzepatide for Maintenance of Weight Reduction in Adults With Obesity". JAMA. Clique aqui para ler o estudo completo (em inglês)

Por: Sara Santos

Tratamento vacunterapia para atletas

 Efeitos da terapia de ventosas (cupping therapy) no tratamento da dor musculoesquelética crônica. 


 

Objetivo

O Que Isso Significa na Prática?

A ventosaterapia pode ser útil como:

✔ Estratégia complementar para controle da dor
✔ Parte de um plano terapêutico multidisciplinar
✔ Recurso temporário em fases mais dolorosas

Mas não deve ser vista como tratamento único ou definitivo, principalmente em casos de dor crônica complexa.

O principal objetivo foi descobrir se a ventosaterapia era eficaz para:

  • Reduzir a dor crônica nos músculos e articulações

  • Melhorar a função física

  • Impactar a saúde mental e qualidade de vida em pessoas com dor musculosquelética crônica. 



Principais Resultados

Alívio da dor:
O estudo encontrou evidências de que a terapia de ventosas pode ser eficaz para reduzir a intensidade da dor em pessoas com dor musculoesquelética crônica no curto prazo.

Função física e saúde mental:
Entretanto, não houve melhora significativa na capacidade funcional (como mobilidade ou desempenho de atividades diárias) nem em aspectos de saúde mental relacionados à dor. 

O que isso significa?

Ou seja, embora a terapia de ventosas possa ajudar a aliviar a dor no momento ou logo após o tratamento, ela não parece transformar significativamente a capacidade da pessoa de realizar tarefas físicas ou melhorar o bem-estar psicológico quando comparada aos grupos de controle nos estudos analisados.

Conclusão

Se você está pensando em ventosaterapia para alívio de dor crônica, este estudo sugere que pode haver benefícios no controle da dor, mas não substitui tratamentos que visam recuperação funcional ou saúde mental. É importante discutir com um profissional de saúde antes de iniciar essa terapia.

Referencia:

https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/40441767/

Por:  Estagiaria em nutrição Agda Araujo 





Os efeitos do Endurance no seu corpo

Quais os efeitos que o Endurance exerce em seu organismo?


Tem se tornado cada vez mais comum a prática de exercícios de longa duração aqui no Brasil. É uma moda que caiu de vez no gosto dos brasileiros, e tende a crescer cada vez mais. Todos os anos são organizadas milhares de corridas de rua pelo país todo. Corridas essas que juntam atletas e pessoas comuns para usufruírem de todo o sabor que o esporte pode proporcionar. O suprassumo (Em graun de dficuldade) dessas atividades acaba sendo as Ultramaratonas e o Ironman, que têm atraído cada vez mais participantes e os recordes são superados a cada ano. 

Aqui eu vou comentar os efeitos benéficos que o exercício de endurance causa no nosso corpo. Uma daz adaptações mais importantes que ocorrem em nosso organismo é a chamada biogênese mitocondrial. A mitocôndria é a organela responsável pela nossa geração de energia através da oxidação de carboidrato, gordura e se necessário, proteína. 

A biogênese é quando a mitocôndria sofre uma hipertrofia (Aumento de volume) e uma hiperplasia (Multiplicação), o que aumenta a nossa capacidade de consumo de oxigênio e degradação dos macronutrientes da nossa dieta. Isso quer dizer que o nosso organismo fica muito mais eficiente em degradar a gordura por exemplo. Por esse (E outros motivos) os atletas de endurance são quase esqueléticos, com pouco músculo e também pouca gordura subcutânea. 

Esse é um dos melhores efeitos que nós podemos obter para quem está em um processo de emagrecimento, pois com uma maior densidade mitocondrial, maior a oxidação de gordura e carboidrato.

Outro efeito positivo que o endurance tem é o de aumentar a sensibilidade do tecido adiposo (Gordura estocada) com os hormônios e enzimas lipolíticas que promovem a degradação dessa gordura. O endurance também promove uma maior produção de Albumina e Carnitina, que são proteínas que transportam a gordura pela circulação até as mitocôndrias dos músculos. 

Para quem possui um quadro de dislipidemia, com muita gordura no sangue (Hipercolesterolemia e Hipertrigliceridemia) e/ou hiperglicemia e hiperinsulinemia o exercício de longa duração ajuda muito a retirar a gordura e "açúcares" circulantes além de aumentar a sensibilidade á Insulina. Pois o músculo em atividade, está ávido para receber qualquer substrato energético que tiver disponível para ele se contrair, relaxar e permitir a continuidade do exercício. Então como o indivíduo possui muita gordura e "açúcar" no sangue, os músculos ajudam a retirar esses componentes da circulação e assim, retornar os valores de volta à normalidade. 

Praticar esportes de QUALQUER modalidade é extremamente importante para a saúde mental, pois eles são antidepressivos naturais. Os exercícios (O endurance está incluído) promovem a liberação de Endorfina, Seretonina, Dopamina, esses neurotransmissores agem como agentes químicos no nosso sistema nervoso. Nos fornecendo sensações como prazer, satisfação, motivação, recompensa, alívio do estresse, bem-estar emocional etc. 

Um outro efeito que não está recluso apenas ao endurance, é o da liberação das chamadas Exercinas pelo tecido muscular. As Exercinas são moléculas sinalizadoras que agem em diversos tecidos e sistemas corporais sempre com funções benéficas. 

Existem as Miocinas que são liberadas pelos músculos em geral, sem a necessidade de estar em atividade. E existem também as Exercinas, que são Miocinas liberadas apenas durante o treinamento (Qualquer que seja). Ambas são ótimas e promovem diversas adaptações metabólicas e que garantem um melhor funcionamento corporal.

A prática de qualquer esporte te que ser incentivada, desde que o indivíduo não possua nenhum problema cardíaco ou de saúde, as atividades devem ser praticadas. Elas não são só uma questão de estética, mas sim de saúde. A prática do esporte deve ser cada vez mais incentivada e perpetuada. 


Por estagiário: Pedro Paulo




terça-feira, 3 de março de 2026

Estresse Oxidativo X Aterosclesore

 

Entendendo a aterosclerose e o estresse oxidativo

A aterosclerose acontece quando gorduras como o LDL (“mau colesterol”) se oxidam e se acumulam na parede das artérias, formando placas que estreitam os vasos e dificultam o fluxo sanguíneo. Esse processo está fortemente ligado ao estresse oxidativo — um desequilíbrio entre substâncias danosas chamadas radicais livres e os defensores do corpo chamados antioxidantes.

O que a ciência diz sobre alimentação e proteção das artérias

 Dietas ricas em antioxidantes podem reduzir a progressão da aterosclerose

Um estudo recente observou que maior ingestão de antioxidantes obtidos a partir da dieta (como em frutas, legumes e outros alimentos ricos em compostos protetores) está associada a uma redução na espessura da parede das artérias — um sinal de que as placas podem estar “andando menos rápido”.

Isso sugere que alimentos antioxidantes não só protegem as células contra o dano causado pelos radicais livres, mas também podem ajudar a retardar a formação de placas de gordura.

 Antioxidantes podem diminuir o estresse oxidativo em pessoas com doença arterial coronariana

Uma revisão científica examinou vários ensaios clínicos e encontrou que antioxidantes, tanto presentes na dieta quanto suplementados em doses específicas, foram eficazes para reduzir marcadores de estresse oxidativo em pacientes com doença arterial coronariana.

Embora os estudos sejam variados e com metodologias diferentes, a conclusão geral é que alimentação antioxidante pode ajudar a proteger as artérias.

Antioxidantes naturais atuam diretamente sobre o LDL e inflamação arterial

Pesquisas anteriores (embora não tão novas, mas ainda relevantes cientificamente) mostram que antioxidantes alimentares podem reduzir a oxidação do LDL, um passo crucial na formação das placas.

Isso acontece porque antioxidantes:

  • Inibem a modificação do LDL em formas mais prejudiciais.

  • Reduzem a peroxidação lipídica, um tipo de dano causado pelos radicais livres.

  • Podem manter enzimas protetoras (como paraoxonases) mais ativas no sangue.

Quais alimentos são melhores para proteger as artérias?

Pesquisas científicas e especialistas em nutrição destacam que alimentos antivirais e antioxidantes naturais ajudam a manter a saúde vascular. Alguns exemplos:

Alimentos ricos em antioxidantes:

  • Frutas vermelhas, uvas, blueberries — ricos em flavonoides e polifenóis, que ajudam a neutralizar radicais livres.

  • Tomate e derivados — fonte de licopeno, associado à proteção cardiovascular.

  • Nozes e oleaginosas — contêm antioxidantes e gorduras “boas” que ajudam a reduzir oxidação do LDL.

  • Vegetais crucíferos (como brócolis e couve-de-bruxelas) — ricos em quercetina e compostos que combatem inflamação e estresse oxidativo

Alimentos e componentes que ajudam além dos antioxidantes

Além dos antioxidantes, outros nutrientes e compostos da alimentação também influenciam positivamente:

 Gorduras anti-inflamatórias

Ômega-3 (presente em peixes como salmão, sardinha) reduz inflamação vascular e melhora perfil lipídico.

 Compostos bioativos

Substâncias como resveratrol (encontrado em uvas e vinho tinto) têm sido estudadas por seu impacto protetor nas paredes das artérias.

 Resumo: o impacto da nutrição na aterosclerose

✔️ Dietas ricas em antioxidantes naturais podem ajudar a reduzir o estresse oxidativo nas artérias.
✔️ Isso está associado a menor progressão de placas de gordura e melhor saúde cardiovascular.
✔️ Alimentos ricos em antioxidantes e compostos anti-inflamatórios locais (frutas, legumes, peixes e nozes) são os mais recomendados.

Por: Elizana Oliveira


Referências:

STOCKER, R.; KEANEY JR., J. F. Role of oxidative modifications in atherosclerosis. Physiological Reviews, Bethesda, v. 84, n. 4, p. 1381-1478, 2004. DOI: 10.1152/physrev.00047.2003.

LIBBY, P. Inflammation in atherosclerosis. Nature, Londres, v. 420, n. 6917, p. 868-874, 2002. DOI: 10.1038/nature01323.

MADAMANCHI, N. R.; VENDROV, A.; RUNGE, M. S. Oxidative stress and vascular disease. Arteriosclerosis, Thrombosis, and Vascular Biology, Dallas, v. 25, n. 1, p. 29-38, 2005. DOI: 10.1161/01.ATV.0000150649.39934.13.

SCHWINGSHAKL, L. et al. Adherence to Mediterranean diet and risk of cardiovascular disease: systematic review and meta-analysis. The BMJ, Londres, v. 357, j1344, 2017. DOI: 10.1136/bmj.j1344.

SOFI, F. et al. Accruing evidence on benefits of adherence to the Mediterranean diet on health: an updated systematic review and meta-analysis. The American Journal of Clinical Nutrition, Bethesda, v. 92, n. 5, p. 1189-1196, 2010. DOI: 10.3945/ajcn.2010.29673.

CALDER, P. C. Omega-3 fatty acids and inflammatory processes: from molecules to man. Biochemical Society Transactions, Londres, v. 45, n. 5, p. 1105-1115, 2017. DOI: 10.1042/BST20160474.


Uso de Suplementos Vitamínicos sem Acompanhamento: Risco ou Necessidade?




O consumo de suplementos vitamínicos cresceu significativamente nos últimos anos. Muitas pessoas utilizam multivitamínicos ou megadoses de vitaminas com a ideia de “prevenir doenças” ou “fortalecer a imunidade”. No entanto, a suplementação sem avaliação profissional pode não trazer benefícios — e, em alguns casos, representar riscos à saúde.

Quando a suplementação é realmente necessária?

Vitaminas são micronutrientes essenciais, mas a maior parte da população saudável consegue atingir as recomendações por meio de uma alimentação equilibrada.

A suplementação é indicada principalmente quando há:

  • Deficiência comprovada por exames laboratoriais

  • Condições clínicas específicas (como anemia ferropriva ou osteopenia)

  • Necessidades aumentadas (gestação, idosos, atletas)

  • Restrições alimentares (ex.: deficiência de B12 em vegetarianos estritos)

A Organização Mundial da Saúde reforça que intervenções nutricionais devem ser direcionadas a grupos de risco e baseadas em evidências.

Quais são os riscos do uso indiscriminado?

1. Toxicidade (Hipervitaminose)

Vitaminas lipossolúveis (A, D, E e K) se acumulam no organismo. O excesso pode causar efeitos adversos como alterações hepáticas, calcificações e distúrbios metabólicos.

2. Interações medicamentosas

Altas doses de vitamina K podem interferir com anticoagulantes. A vitamina E, em excesso, pode aumentar risco de sangramento.

3. Ausência de benefício comprovado

Grandes estudos publicados em periódicos como o The New England Journal of Medicine e o JAMA mostram que, para indivíduos sem deficiência diagnosticada, o uso de multivitamínicos não reduz significativamente mortalidade ou risco cardiovascular.

4. Substituição de hábitos saudáveis

Suplementos não compensam alimentação inadequada, sedentarismo ou privação de sono.

Alimentação ou suplemento?

Nutrientes provenientes dos alimentos vêm acompanhados de fibras, fitoquímicos e compostos bioativos que atuam de forma sinérgica — algo que cápsulas isoladas não conseguem reproduzir completamente.

Suplementos vitamínicos não são vilões, mas também não são solução universal. O uso deve ser individualizado, baseado em avaliação clínica e laboratorial, preferencialmente com acompanhamento de nutricionista.

Cuidar da alimentação continua sendo a estratégia mais segura e eficaz para promover saúde a longo prazo.

Referências Bibliográficas

  • BAILEY, R. L. et al. Why US adults use dietary supplements. JAMA Internal Medicine, v. 173, n. 5, p. 355-361, 2013.
  • FORTMANN, S. P. et al. Vitamin and mineral supplements in the primary prevention of cardiovascular disease and cancer: an updated systematic evidence review. Annals of Internal Medicine, v. 159, n. 12, p. 824-834, 2013.
  • GARLETTI, M. et al. Dietary supplements and risk of chronic disease. The New England Journal of Medicine, v. 367, n. 17, p. 1638-1646, 2012.
  • GUALLAR, E. et al. Enough is enough: stop wasting money on vitamin and mineral supplements. Annals of Internal Medicine, v. 159, n. 12, p. 850-851, 2013.
  • MASON, J. B. Vitamins, trace minerals, and other micronutrients. In: GOLDMAN, L.; SCHAFER, A. I. (eds.). Goldman-Cecil Medicine. 26. ed. Philadelphia: Elsevier, 2020.
  • WORLD HEALTH ORGANIZATION (WHO). Guideline: Vitamin and mineral supplementation in adults. Geneva: WHO, 2019.

Por : Andréa Melo (estagiária em nutrição)


 Como a ansiedade Influencia no Emagrecimento?



Você sabia que a ansiedade pode tanto atrapalhar quanto “acelerar” o emagrecimento? A relação não é simples — e envolve fatores biológicos e comportamentais.

O que a ciência mostra:

A ansiedade ativa o eixo hipotálamo-hipófise-adrenal (HHA), aumentando a liberação de cortisol. A ativação crônica do estresse pode:

Hormônios do estresse
A ansiedade ativa o cortisol e o sistema nervoso simpático. Em algumas pessoas isso reduz o apetite; em outras, aumenta a vontade de comer — especialmente alimentos calóricos.

Metabolismo alterado :

Alterar regulação do apetite:

• Favorecer acúmulo de gordura visceral
• Modificar sensibilidade à insulina
• Influenciar gasto energético


 Ansiedade e Comportamento Alimentar

Estudos observacionais indicam associação entre sintomas de ansiedade e:

• Compulsão alimentar
• Alimentação emocional
• Padrões alimentares irregulares
• Maior ingestão de alimentos ultraprocessado

Por fim a ansiedade pode tanto reduzir quanto dificultar o emagrecimento, dependendo da resposta individual ao estresse. A literatura reforça a importância da avaliação psicológica integrada em programas de controle de peso.

Referências Bibliográficas:


  1. Ulrich-Lai YM, Ryan KK. Neuroendocrine circuits governing energy balance and stress regulation. Nature Reviews Endocrinology.

  2. Gariepy G et al. The association between obesity and anxiety disorders: a systematic review and meta-analysis. Int J Obes.

  3. Dawes AJ et al. Mental health conditions and weight loss after bariatric surgery. JAMA Surgery.

  4. Konttinen H. Emotional eating and obesity. Current Opinion in Behavioral Sciences.

Camila Santos

Como acalmar caimbras segundo os artigos cientificos

 

Como reduzir o tempo das câimbras


Caimbra em ação 

Ingredientes que ativam receptores TRP (como vinagre, canela, pimenta e mostarda) são teoricamente capazes de influenciar a função neural que causa câimbras. Ele também cita o estudo que demonstrou que suco de picles reduziu o tempo de câimbra em comparação com água, possivelmente por um reflexo neural, e diz que evidências sobre mostarda são mais anedóticas do que robustas, mas o mecanismo parece similar. 

Artigos que explicam sobre os receptores responsaveis:

  • Receptores TRPV1 e TRPA1, ativados por sabores fortes (acidez, picância), são encontrados na boca e garganta.

  • A ativação desses receptores pode alterar a atividade dos neurônios motores, reduzindo a hiperexcitabilidade que causa as câimbras.

  • Mostarda contém compostos que podem ativar TRPA1 — por isso, teoricamente, poderia funcionar como o suco de picles.

Esse tipo de explicação aparece em artigos de fisiologia e nutrição esportiva que lidam com mecanismos neuromusculares subjacentes às câimbras.

Principais Características e Diferenças de receptores:
  • TRPV1 (Receptor de Potencial Transitório Vaniloide 1):
    • Função: Sensor de calor nocivo (termonocicepção), dor inflamatória e pH baixo.
    • Ativadores: Capsaicina, calor (>43°C), prótons (
      ), endocanabinoides (anandamida).
    • Expressão: Neurônios sensoriais (nociceptores), sistema nervoso central, tecidos vasculares.
    • Papel: Dor aguda/crônica e neuroinflamação.
  • TRPA1 (Receptor de Potencial Transitório Anquirina 1):
    • Função: Sensor de irritantes químicos e, controversamente, frio.
    • Ativadores: Isotiocianato de alila (mostarda), alicina (alho), poluentes ambientais e bradicinina (inflamação).
    • Papel: Nocicepção (dor) e mediação de processos inflamatórios.
Atenção: 

A mostarda pode ajudar algumas pessoas, possivelmente por um mecanismo neurológico rápido, mas não substitui hidratação com eletrolitos antes e depois dos treinos, treino adequado e nutrição balanceada


Referencias:

https://www.ausport.gov.au/ais/nutrition/supplements/group_b/tastants/transient-receptor-potential-channel-agonists?utm_source=chatgpt.com

 https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC8775277/?utm_source=chatgpt.com

https://www.ncbi.nlm.nih.gov/books/NBK476120/#:~:text=De%20acordo%20com%20dados%20eletrofisiol%C3%B3gicos,et%20al.%2C%202008%20).


Treinar em jejum emagrece mais?

                                 Treinar em jejum emagrece mais?

Treinar em jejum emagrece mais? Essa é uma das dúvidas frequente.
Muita gente acredita que treinar sem comer nada antes ajuda a “queimar mais gordura” e, por isso, emagrecer mais rápido.

 Mas será que isso é verdade?
O que acontece no corpo quando treinamos em jejum?
Quando você acorda e vai treinar sem se alimentar, seus níveis de insulina estão mais baixos. Isso facilita o uso da gordura como fonte de energia durante o exercício.

Ou sejaSim, o corpo pode usar mais gordura naquele momento.

Mas isso não significa, necessariamente, que você vai perder mais gordura corporal ao longo do tempo. E aqui está o ponto mais importante. Queimar gordura no treino é diferente de emagrecer. Alguns estudos compararam pessoas que fizeram exercício aeróbico em jejum com pessoas que treinaram após se alimentar — mantendo a mesma ingestão de calorias ao longo do dia.

O resultado? A perda de gordura corporal foi semelhante entre os grupos.
Um estudo publicado no Journal of the International Society of Sports Nutrition (Schoenfeld et al., 2014) mostrou exatamente isso: não houve diferença significativa na composição corporal entre quem treinou em jejum e quem treinou alimentado.

Outro estudo, publicado no British Journal of Nutrition (Vieira et al., 2016), reforçou que, apesar de o corpo usar mais gordura durante o treino em jejum, isso não garante maior emagrecimento ao final do dia.

O que realmente influencia a perda de gordura é o equilíbrio calórico ao longo do tempo.
E o desempenho? Pode cair?
Pode, principalmente em:  Treinos de alta intensidade, treinos de força e atividades mais longas. 

Quando o corpo está com baixa disponibilidade de energia, o rendimento pode diminuir.
 
A própria International Society of Sports Nutrition destaca que a ingestão adequada de energia é importante para manter desempenho e recuperação. Então vale a pena treinar em jejum? Depende da pessoa, pode ser uma estratégia válida para quem: Se sente bem treinando assim faz treinos leves a moderados, está com alimentação bem organizada ao longo do dia. Mas não é uma estratégia superior para emagrecimento se a pessoa passa mal, sente tontura, fraqueza ou percebe queda no rendimento, provavelmente não é a melhor escolha. 
Em resumo treinar em jejum não emagrece mais quando a alimentação diária está equilibrada. O que realmente faz diferença é: Consistência,planejamento alimentar, adequadotreino bem estruturado e sono e recuperação. 

Mais importante do que treinar em jejum é encontrar uma estratégia que seja sustentável e funcione para você.