Quais são os tipos de fibra muscular?
Com o crescimento exponencial de pessoas buscando se exercitar e frequentar academias cada vez maior, é normal que surjam cada vez mais dúvidas e vontade de aprender mais sobre o sistema muscular e a fisiológia do exercício. É quase proporcional, porquê o número de pessoas ingressando em universidades para cursar educação física aumenta cada vez mais.
Um dos assuntos comentados apenas por profissionais especializados e curiosos do exercício é com relação às nossas fibras musculares e a sua relação com os diferentes tipos de exercício.
Para começar, vou explicar o que são as fibras musculares. Como o próprio nome diz, elas são células alongadas e cilíndricas que compõem a nossa musculatura esquelética, nos permitindo a locomoção e a execução dos mais variados exercícios. Existe mais de um tipo de fibra, e essa diferenciação permite que o indivíduo se adeque a uma determinada atividade.
Fibra Muscular do tipo I: Para começar, vamos falar da fibra do tipo I, mais conhecida como fibra vermelha ou fibra oxidativa. Ela possui uma contração mais lenta, muita capacidade de resistência em prol de uma baixa capacidade de força e também possui muitas mitocôndrias, favorecendo assim o uso de oxigênio para degradar o carboidrato e a gordura.
Fibra Muscular do tipo IIa: Essa fibra é tida como uma fibra mista ou híbrida, pois ela reúne as características das duas fibras, sendo exatamente um meio termo para tudo. Ela possui uma contração moderada, nem rápida nem lenta, possui uma quantidade moderada de mitocôndrias e uma capacidade média de força e resistência.
Fibra muscular do tipo IIx: A fibra do tipo IIx, também muito conhecida como fibra branca ou glicolítica, é justamente o contrário da fibra do tipo I, pois ela possui poucas mitocôndrias, uma contração rápida, baixa resistência, porém com muita força.
Você provavelmente deve ter visto esses conceitos nos livros de biologia da época da escola. Cada fibra possui uma especificidade e uma maior predominância em um determinado exercício. As fibras do tipo I se relacionam diretamente com exercícios de endurance, onde a resistência é o mais importante, não a capacidade de explosão.
No caso das fibras do tipo IIx, elas se relacionam com exercícios de alta intensidade, mas em detrimento de uma curta duração. Esportes como fisiculturismo, crossfit, corrida dos 100 ou 200 metros, natação de 50 metros, powerlifting etc. Ambos precisam de uma maior predominância das fibras do tipo IIx do que do tipo I na musculatura.
Nós nascemos com uma predisposição genética para uma determinada composição muscular, seja ela qual for. Mas com o exercício assíduo e longínquo, nós podemos fazer uma adaptação nas nossas fibras, o que vai determinar isso é o tipo de exercício que nós estamos nos predispondo a fazer (Curta duração e alta intensidade ou longa duração e baixa intensidade).
Dependendo da genética, nós podemos nascer com quase 100% da predominância de uma fibra muscular, seja ela qual for, e com a continuidade do exercício contrário a essa fibra, nós conseguimos ter o que chamamos de "interconversão de fibras musculares". A genética sempre será um fator a ser levado em consideração, pois mesmo com essa interconversão das fibras musculares, quem nasceu com uma predisposição genética favorável a um determinado exercício, dificilmente será vencido por outra pessoa que nasceu com uma genética desfavorável.
Modelo anatômico de fibra muscular
Por nutricionista estagiário: Pedro Paulo.




