terça-feira, 24 de fevereiro de 2026

💧 Hidratação no esporte: só água é suficiente?

 


Estudos recentes mostram que, dependendo do tipo de exercício, beber apenas água pode não ser o ideal.

Pesquisas publicadas em revistas científicas como o Journal of Strength and Conditioning Research e o Nutrients indicam que:

✅ Em exercícios longos ou muito intensos, o corpo perde não só água, mas também eletrólitos, principalmente sódio, através do suor.
✅ Bebidas com eletrólitos (e às vezes carboidratos) ajudam o corpo a reter melhor os líquidos e podem melhorar a recuperação.
✅ Para treinos leves e curtos, água geralmente é suficiente.
✅ Cada pessoa sua de forma diferente — por isso a hidratação deve ser individualizada.

📌 Resumo prático:

  • Treino curto e leve → água resolve.

  • Treino longo, intenso ou no calor → considere reposição com eletrólitos.

  • Observe sinais como tontura, cansaço excessivo e queda de desempenho.

Hidratar-se bem é parte do treino — e pode fazer diferença no seu resultado! 💪💦


Referêcias:

Ly, N.Q. et al. (2023)Post-Exercise Rehydration in Athletes: Effects of Sodium and Carbohydrate in Commercial Hydration Beverages

McCubbin, A.J. (2025)Sodium intake for athletes before, during and after exercise: review and recommendations

V. Borra et al. (2025)Oral Rehydration Beverages for Treating Exercise-Associated Dehydration: A Systematic Review, Part I. Carbohydrate-Electrolyte Solutions

Sales et al. (2025)Estado de hidratação e concentração de sódio no suor de atletas adultas… (Revista Brasileira de Fisiologia do Exercício)


Por: Elizana Oliveira

Fibras Prebióticas


 


 


As fibras prebióticas são um tipo especial de fibra alimentar que não é digerida pelo organismo humano, mas serve como substrato para fermentação pelas bactérias benéficas do intestino.

 Essa fermentação produz compostos importantes, como os ácidos graxos de cadeia curta (AGCC), que desempenham, funções essenciais na saúde digestiva e sistêmica. 

 

O que são fibras prebióticas?

De acordo com a definição científica amplamente aceita, as fibras prebióticas são ingredientes fermentáveis que promovem modificações específicas na composição ou na atividade da microbiota intestinal, conferindo benefícios ao hospedeiro humano.


As principais classes de prebióticos incluem:

  • Frutooligossacarídeos (FOS)

  • Inulina

  • Galactooligossacarídeos (GOS)

  • Amidos resistentes e outros oligossacarídeos

Esses compostos são encontrados naturalmente em alimentos como alho-poró, chicória, cebola, aspargos, banana verde, trigo e beterraba.

Benefícios comprovados para a saúde

 Modulação da microbiota intestinal

O consumo de fibras prebióticas estimula o crescimento de bactérias benéficas como Bifidobacterium e Lactobacillus — microrganismos associados a melhor função imunológica, barreira intestinal mais forte e menor proliferação de bactérias patogênicas.

Produção de ácidos graxos de cadeia curta (AGCC)

A fermentação desses prebióticos no cólon gera AGCC, como butirato, acetato e propionato, que:

  • Favorecem a saúde da mucosa intestinal;

  • Possuem propriedades anti-inflamatórias;

  • Podem ajudar na regulação metabólica e imunológica.

 Redução de risco de doenças crônicas

Estudos epidemiológicos sugerem associação entre maior ingestão de fibras prebióticas e menor risco de câncer colorretal, possivelmente devido às alterações na microbiota e na produção de AGCC, que influenciam o ambiente intestinal de forma protetora.

 Melhora do metabolismo e marcadores inflamatórios

Algumas pesquisas indicam que dietas ricas em fibras prebióticas podem reduzir marcadores inflamatórios no sangue (como a proteína C-reativa) e influenciar positivamente o metabolismo em condições como síndrome metabólica e obesidade. 

Onde encontramos prebióticos?

Fontes alimentares naturais: 


Alho-poró

 Cebola
 Chicória
 Aspargos
 Banana verde
 Grãos integrais e leguminosas

Alguns alimentos industrializados podem ser enriquecidos com fibras prebióticas como inulina e oligossacarídeos, ampliando as opções dietéticas. 

Por fim incluir fibras prebióticas na rotina alimentar sustenta a saúde intestinal, melhora a composição da microbiota e está associada a efeitos sistêmicos benéficos, incluindo regulação da inflamação e potencial redução de doenças crônicas.

Uma alimentação rica em frutas, vegetais, grãos integrais e alimentos prebióticos auxilia não só o bem-estar digestivo, mas também a qualidade de vida geral.

 

Referências Bibliográficas (em formato científico)

  1. Carlson JL, Erickson JM, Lloyd BB & Slavin JL. Health Effects and Sources of Prebiotic Dietary Fiber. Current Developments in Nutrition. 2018;2(3):nzy005. doi:10.1093/cdn/nzy005.

  2. Verspreet J, Damen B, Broekaert WF, Verbeke K, Delcour JA & Courtin CM. A Critical Look at Prebiotics Within the Dietary Fiber Concept. Annual Review of Food Science and Technology. 2016;7:167-190. doi:10.1146/annurev-food-081315-032749.

  3. Fonte: Efeito das fibras na microbiota intestinal – portal FCM Unicamp.

  4. PrebiotiCa study: Associação entre ingestão de fibras prebióticas e risco de câncer colorretal. European Journal of Nutrition. 2023.

  5. Intervenção com fibras prebióticas e inflamação no MetS. British Journal of Nutrition. 2025.

  6. Circunvis BC & Souza BFB. A importância dos produtos alimentícios enriquecidos com prebióticos: uma revisão de literatura. Alimentos & Nutrição. 2022

Por: Camila Santos

Antioxidante Cúrcuma

 


O que é: A cúrcuma é um tempero obtido da planta Curcuma longa.

É um antioxidante : A curcumina, seu principal composto bioativo, atua como antioxidante e ajuda a neutralizar radicais livres no organismo.

Benefícios comprovados: Estudos clínicos indicam aumento de marcadores antioxidantes e redução de substâncias associadas ao estresse oxidativo após a ingestão de curcumina.

A cúrcuma (Curcuma longa) é reconhecida cientificamente por suas propriedades antioxidantes graças à curcumina, seu principal composto ativo. Estudos clínicos e meta-análises mostram que a curcumina pode aumentar a capacidade antioxidante total do organismo e estimular enzimas naturais que combatem os radicais livres, ajudando a reduzir o estresse oxidativo. Essas ações contribuem para a proteção das células e podem apoiar a saúde geral.

O que dizem os estudos?
Meta-análises e ensaios clínicos indicam melhora em marcadores de estresse oxidativo após suplementação com curcumina.

Lembre-se: suplementação deve ser individualizada e orientada por profissional de saúde.

#antioxidantes #curcuma #curcumina #saude #nutricao #vidasaudavel

Fonte: Jakubczyk et al., Antioxidants (2020) — meta-análise de ensaios clínicos sobre potencial antioxidante da curcumina.


Escrito por: Sara nutricionista estagiária 

Cafeína



 O que é?

A cafeina é um estimulante do sistema nervoso central.

Para que serve? 

Inibe a fadiga e indicado para exercícios de media a longa duração.

Qual a quantidade? 

A recomendação de consumo varia de acordo com o nível de atividade física, peso corporal e outros fatores individuais. Por isso, é fundamental consultar um médico para avaliar se a sua saúde está em dia antes de iniciar o consumo.

De modo geral, não é indicado ultrapassar 400 mg por dia. O ideal é consumir cerca de 200 mg por dose, distribuídas ao longo do dia.

Por: Estágiario Agda Araujo.

Proteína vegetal para ganho de massa muscular. Entenda


Nós fizemos uma postagem recente destrinchando a dose correta de proteína para ganhar massa muscular,  e nela eu comentei que a proteína vegetal possui um valor biológico menor do que a proteína animal. 

Mas afinal o que isso quer dizer? Todas as proteínas encontradas tanto no reino animal como no vegetal são compostas por aminoácidos. Esses componentes são os que formam as proteínas. Existem inúmeros aminoácidos, sendo classificados de acordo com sua essencialidade:

- Aminoácidos Essenciais: O nosso corpo não consegue produzi-los, portanto, devem ser ingeridos na alimentação. 

- Aminoácidos não essenciais: O nosso corpo pode produzi-los, sem necessidade de ingestão via dieta. 


Quando falamos em qualidade nutricional de uma proteína, nós estamos falando da capacidade dela de nos oferecer os aminoácidos essenciais que nós precisamos para exercer as mais diversas funções orgânicas. A grande questão que tem sido debatida é se os alimentos de origem vegetal conseguem nos suprir de forma eficaz igual os de origem animal.

Porquê os alimentos vegetais não possuem o mesmo perfil de aminoácidos que os alimentos de origem animal, portanto, eles são pobres nos aminoácidos essenciais. Não quer dizer que eles não os tenham, mas têm em menor quantidade que os alimentos originários dos animais. 

Em termos de musculação, crossfit, exercício físico, dano muscular e recuperação, os aminoácidos essenciais são necessários para a regeneração desse tecido muscular lesado. Isso quer dizer que os alimentos vegetais não possuem a mesma eficácia. Por isso muito se comenta se é possível ganhar músculos ingerindo apenas proteínas vegetais, como no caso de uma dieta vegana ou vegetariana restrita (Sem leite, ovos ou queijo). 

A resposta é bem simples: È possívelm sim ganhar massa muscular apenas com esses alimentos, e a explicação é a seguinte. Esses alimentos de origem vegetal possuem poucos aminoácidos essenciais, sendo mais "pobres" que os de origem animal. Mas o que poucos sabem, é que quando misturados, esses alimentos vegetais complementam-se, ao ponto que os aminoácidos que faltam em um alimento, são compensados por outro. 

Por exemplo, não podemos comparar uma carne vermelha com feijão carioca apenas. Mas se juntarmos esse feijão com arroz branco, lentilha, grão de bico, ervilha, soja, oleaginosas e outros alimentos, nós teremos uma proteína completa, tão eficaz como uma carne vermelha ou branca. 

O grande segredo - não só para ganhar massa magra, mas sim para se ter uma dieta rica e com qualidae nutricional - é mistrurar os alimentos de origem vegetal, pois juntos, eles são mais completos e te oferecerão todos os aminoácidos de que precisa para as suas funções biológicas.




Resumindo, é totalmente possível sim seguir uma dieta vegetariana ou vegana e ainda assim obter bons resultados na academia, apenas é um pouco mais trabalhoso. 


Por Estagiário Nutricionista: Pedro Paulo 


segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026

Influência da Mídia no Comportamento Alimentar

 

Como a mídia influência o que as pessoas comem?

Pesquisas mostram que a mídia — incluindo TV, Instagram, TikTok, YouTube e publicidade online — pode influenciar bastante:

  • O que escolhemos comer

  • Como enxergamos nosso corpo

  • Nossa relação emocional com a comida

Essa influência é mais forte em crianças e adolescentes, mas também afeta adultos.


 Publicidade de alimentos e escolhas alimentares

Estudos mostram que:

  • Crianças e adolescentes expostos com frequência a propagandas de fast food, refrigerantes, doces e salgadinhos tendem a consumir mais esses produtos.

  • Muitas propagandas usam personagens, influenciadores e estratégias emocionais para criar desejo.

  • Jovens ainda estão desenvolvendo senso crítico, então são mais vulneráveis à publicidade.

🔎 Resultado observado nas pesquisas:
Maior consumo de alimentos ultraprocessados e aumento do risco de obesidade e hábitos alimentares pouco saudáveis.

 Redes sociais e imagem corporal

Muitos estudos analisaram o impacto do Instagram, TikTok e outras redes sociais na forma como as pessoas enxergam o próprio corpo.

Eles mostram que:

  • A exposição constante a imagens de “corpos perfeitos” pode gerar insatisfação corporal.

  • Isso pode levar a dietas restritivas, culpa ao comer e comportamentos alimentares desordenados.

  • Quanto maior o tempo de exposição a conteúdos de “corpo ideal” ou “fitness extremo”, maior o risco de comparação negativa.

⚠️ Em adolescentes, isso pode aumentar o risco de:

  • Anorexia

  • Bulimia

  • Compulsão alimentar

  • Dietas perigosas

Comparação social

As redes sociais favorecem comparação constante:

  • Comparação de aparência

  • Comparação de peso

  • Comparação de estilo de vida

Os estudos mostram que essa comparação pode:

  • Reduzir autoestima

  • Aumentar preocupação excessiva com peso

  • Levar a comportamentos alimentares pouco saudáveis

Influência em períodos específicos (ex: pandemia)

Pesquisas feitas durante a pandemia mostraram que:

  • O aumento do uso de redes sociais intensificou preocupações com corpo e peso.

  • Muitas pessoas passaram a seguir dietas da moda divulgadas por influenciadores.

  • Houve aumento tanto de restrição alimentar quanto de episódios de compulsão em alguns grupos

A mídia pode ter efeitos positivos?

Sim, mas depende do conteúdo.

Alguns estudos indicam que a mídia pode:

  • Divulgar informações sobre alimentação saudável

  • Incentivar atividade física

  • Promover aceitação corporal (movimento body positivity)

Porém, isso depende muito do tipo de conteúdo consumido.


Por: Elizana Oliveira


Referências: 

1. Tiggemann, M., & Slater, A. (2013).
NetGirls: The Internet, Facebook, and body image concern in adolescent girls.
International Journal of Eating Disorders, 46(6), 630–633.

2. Fardouly, J., & Vartanian, L. R. (2016).
Social media and body image concerns: Current research and future directions.
Current Opinion in Psychology, 9, 1–5.

3. Holland, G., & Tiggemann, M. (2016).
A systematic review of the impact of the use of social networking sites on body image and disordered eating outcomes.
Body Image, 17, 100–110.

4. Boyland, E. J., et al. (2016).
Advertising as a cue to consume: A systematic review and meta-analysis of the effects of acute exposure to unhealthy food advertising on intake in children and adults.
American Journal of Clinical Nutrition, 103(2), 519–533.

5. World Health Organization (2016).
Tackling food marketing to children in a digital world.

6. Cairns, G., et al. (2013).
Systematic reviews of the evidence on the nature, extent and effects of food marketing to children.
Apetite, 62, 209–215.

7. Grabe, S., Ward, L. M., & Hyde, J. S. (2008).
The role of the media in body image concerns among women: A meta-analysis of experimental and correlational studies.
Psychological Bulletin, 134(3), 460–476.

 SUPLEMENTO DA ´´LONGIVIDADE´´ - COENZIMA Q10



 O que é Coenzima Q10:

É uma substância natural produzida pelo corpo essencial para a produção de energia nas células.
Atua também como antioxidante, ajudando a proteger as células contra danos causados por radicais livres.

 Benefícios  da suplementação de CoQ10

Saúde cardiovascular

Em pessoas com insuficiência cardíaca e doença cardíaca, a CoQ10 pode melhorar a função do
 coração e reduzir eventos adversos quando usada junto com tratamentos convencionais.
Um estudo robusto mostrou redução de mortalidade cardiovascular em pacientes com insuficiência cardíaca com o uso de CoQ10.

Redução de estresse oxidativo

  • Estudos com mais de 2.000 participantes relataram que CoQ10 suplementar pode:

    • Aumentar a capacidade antioxidante total do sangue

    • Reduzir substâncias que indicam dano oxidativo celular

      especialmente em pessoas com doenças como diabetes ou doença arterial coronariana.

Redução da fadiga

  • Meta-análises mostraram que pessoas que tomaram CoQ10 relataram redução significativa da sensação de fadiga, tanto em pessoas saudáveis quanto com doenças.

Sintomas musculares em usuários de estatinas

  • Suplementação pode reduzir dores musculares ligadas ao uso de estatinas em alguns estudos, embora ainda seja necessário mais pesquisa para recomendações definitivas.


Outros efeitos observados

  • CoQ10 pode ajudar a melhorar alguns marcadores metabólicos, como níveis de glicose e inflamação em pessoas com doença renal crônica.

  • Evidência em modelos de doença de Alzheimer sugere redução de estresse oxidativo no cérebro, mas resultados ainda são preliminares.


  Segurança e efeitos colaterais

  • Em geral, CoQ10 é considerada segura e bem tolerada em doses comuns de suplementos.

  • Possíveis efeitos colaterais leves: desconforto gastrointestinal, náusea ou dor de cabeça.

  • Pode interagir com alguns medicamentos (como anticoagulantes). Converse com seu médico antes de iniciar a suplementação.


Doses usadas nos estudos

  • Os estudos clínicos frequentemente utilizaram dosagens entre ~100 mg e 300 mg/dia, com alguns sugerindo efeitos mais fortes com doses nesse intervalo.

  •  Por  fim antes iniciar a suplementação é fundamental, consultar um profissional de saúde nutricionista ou médico para validar a dosagem correta do suplemento.

 Referências Blibliograficas:

Kovacic, S., Habicht, S. D., & Eckert, G. P. (2025). Effects of coenzyme Q10 supplementation on myopathy in statin-treated patients: a systematic review and meta-analysis. Journal of Nutritional Science, 14, e72. https://doi.org/10.1017/jns.2025.10043

Sadat Sangsefidi, Z., Yaghoubi, F., et al. (2020). The effect of coenzyme Q10 supplementation on oxidative stress: A systematic review and meta-analysis of randomized controlled clinical trials. Food Science & Nutrition, 8(4), 1766-1776. https://doi.org/10.1002/fsn3.1492

Suming Dai, et al. (2022). Effects of Coenzyme Q10 Supplementation on Biomarkers of Oxidative Stress in Adults. Antioxidants, 11(7), 1360.

Talebi, S., et al. (2024). Effects of coenzyme Q10 supplementation on biomarkers of exercise-induced muscle damage, physical performance, and oxidative stress: A dose-response meta-analysis. Clinical Nutrition ESPEN, 60, 122-134.

Por : Camila Santos 

O Refluxo não é apenas uma ''azia passageira''

  




Você já sentiu como se a comida estivesse voltando ou um ''fogo'' subindo pelo peito? Isso acontece quando a ''portinha'' do seu estômago (um músculo chamado esfíncter) não fecha direito, deixando ácido subir para o esôfago.  

O problema é que o esôfago não tem a '' blindagem'' que o estômago tem contra ácido. O resultado?  Uma verdadeira queimadura química que causa dor e desconforto. 

Fatores que favorecem: 

- Excesso de peso

- Gravidez

- Café, chocolate, refrigerante, álcool

- Tabagismo

- Hérnia de hiato

- Sintomas mais comuns:

- Queimação

- Dor ou queimação após comer

- Regurgitação (volta do alimento)
 
- Gosto amargo na boca 

- Tosse seca persistente 

- Rouquidão

- Sensação de bolo na garganta

Complicações (quando não tratado) :

- Esofagite (inflamação)

- Estreitamento do esôfago

- Esôfago de Barrett (alterçaõ que pode aumentar risco e câncer)

O que ajuda:

- Manter o peso saudável 
- Não deitar por 2- 3 horas após comer
- Reduzir alimentos gatilhos 
- Comer porções menores


Por: Estágiaria nutricionista Sara

Quanto de proteína devo ingerir para ganhar massa muscular?


Essa tem sido uma pergunta muito debatida e discutida atualmente por conta da busca pelo "corpo do verão". Com a febre das academias, a proteína tornou-se um componente indispensável para ganhar músculos.

 



Mas você sabe o quanto de proteína precisa ingerir?

De acordo com os insights mais recentes do American College of Sports Medicine (Referência mundial em nutrição esportiva) a dose mais indicada de proteína para ganhar massa magra figura de 1,6g a 2,2g por quilo de peso corporal. Isso significa que um indivíduo que pesa 70 quilos deve ingerir de 112g a 154g de proteína por dia (70 x 1,6g = 112g até 70 x 2,2g = 154g). 

Nos estudos, foi observado que doses muito exageradas de proteína não ofereceram nenhum ganho muscular adicional. Muitas pessoas se equivocam e consomem o máximo de proteína que puderem. Elas não terão resultados melhores, e ainda têm grandes chances de ganhar peso e gerar danos nos rins. 

Essa quantidade de 1,6g a 2,2g é mais que suficiente para te deixar em um estado hipertrófico e com total capacidade para reparar o tecido muscular lesado com a prática da musculação. 

O treino e a dieta se combinam dessa forma: Nós geramos microlesões em nossas fibras musculares com o exercício e posteriormente ingerimos proteína que é a matéria prima dos músculos. Com isso, novas fibras musculares são "colocadas" no lugar das antigas, só que essas fibras novas são maiores e mais fortes, e é assim que nós obtemos a hipertrofia muscular.


Os alimentos que possuem um maior teor proteico são os de origem animal: Carne vermelha, peixes, frango, ovo, leite e queijos. Nós também podemos obter a proteína através dos alimentos de origem vegetal, porém, eles tem um valor biológico consideravelmente menor em relação à proteína animal, portanto, uma menor eficácia (Esse é um assunto para outra matéria). 

Sempre é bom endossar que não é somente a ingestão proteica e alimentação para buscar a hipertrofia, mas ela é um dos principais pilares. Um sono adequado proporciona uma ótima recuperação e regeneração desses tecidos machucados. Somando a isso, um bom treino de musculação, com uma boa execução, séries e cargas ajustados para o seu nível atual, também são fundamentais para a hipertrofia


Por Estagiário Nutricionista: Pedro Paulo 




sábado, 21 de fevereiro de 2026

Vitamina C e colágeno e seus beneficios para quem pratica esportes

 A combinação de vitamina C + colágeno: 

pode ser muito interessante para quem pratica treinamento esportivo — especialmente se você faz musculação, corrida, cross training ou qualquer modalidade com impacto nas articulações.


 A vitamina C (ácido ascórbico) é essencial para:       


Ela ativa enzimas que formam colágeno

  • Recuperação muscular

  • Ação antioxidante (reduz dano oxidativo do treino intenso)

  • Fortalecimento do sistema imunológico

  • Melhor absorção de ferro (importante para energia e resistência)

Sem vitamina C suficiente, o corpo não consegue produzir colágeno de forma eficiente.


 O colágeno é a principal proteína estrutural do corpo (tendões, ligamentos, cartilagens, pele).

                      

Benefícios para quem treina

Fortalecimento de tendões e ligamentos   

  • Prevenção de lesões

  • Melhora da saúde articular

  • Possível redução de dores articulares

  • Auxílio na recuperação de microlesões do treino

O mais usado no esporte é o colágeno hidrolisado ou o tipo II (mais focado em articulações).

 O que a ciência mostra?

Estudos indicam que ingerir colágeno + vitamina C cerca de 30–60 minutos antes do treino pode:

  • Aumentar a síntese de colágeno nos tendões

  • Melhorar a adaptação do tecido conjuntivo ao treinamento

  • Ajudar na prevenção de lesões por sobrecarga

Essa estratégia é muito usada em atletas de alto rendimento.

 Importante

  • Não substitui proteína completa (whey, carnes, ovos).

  • Não aumenta massa muscular diretamente.

  • Atua mais em estrutura, recuperação e prevenção de lesões.


Referencia:

 https://journals.humankinetics.com/view/journals/ijsnem/32/2/article-p65.xml


Por: Estágiaria nutricionista Agda Araujo

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026


 O IMPACTO DO  CORTISOL NA SAÚDE  HUMANA 




 Como o hormônio do estresse pode influenciar seu metabolismo, peso e comportamento alimentar.

 Você já percebeu que em períodos de estresse fica mais difícil controlar a alimentação? Ou que o acúmulo de gordura abdominal parece aumentar quando a rotina está mais intensa? 

O cortisol pode estar envolvido nesse processo. Conhecido como o “hormônio do estresse”, o cortisol é essencial para a sobrevivência. O problema não é sua existência — e sim quando seus níveis permanecem elevados por tempo prolongado.


 O que o cortisol faz no seu metabolismo?


• O cortisol aumenta a produção de glicose pelo fígado (gliconeogênese).

 • Em excesso, pode favorecer resistência à insulina. 

• Estimula a quebra de proteínas para geração de energia. 

• Pode contribuir para maior acúmulo de gordura visceral

 Cortisol e comportamento alimentar

Sob estresse crônico, o organismo tende a buscar fontes rápidas de energia. Estudos mostram que níveis elevados de cortisol estão associados ao aumento da ingestão de alimentos ricos em açúcar e gordura. Isso acontece devido à interação com hormônios como grelina, insulina e dopamina.

 Ritmo biológico e alimentação

O cortisol segue um ritmo circadiano natural: mais alto pela manhã e reduzido à noite. Sono inadequado, alimentação desregulada e excesso de estresse podem alterar esse padrão, impactando negativamente o metabolismo e o controle do apetite.


Estratégias práticas para equilíbrio hormonal • Manter horários regulares para refeições. • Priorizar proteínas, fibras e gorduras boas. • Reduzir consumo excessivo de açúcar refinado


Dormir entre 7–9 horas por noite. • Incluir atividade física regular. • Adotar técnicas de manejo do estresse (respiração, meditação, pausas estratégicas). 

 

Conclusão:

 O cortisol não é o vilão da história — ele é um hormônio essencial para nossa adaptação. No entanto, quando o estresse se torna constante, seus efeitos podem impactar peso, metabolismo e comportamento alimentar. Cuidar da alimentação, do sono e da saúde emocional não é apenas uma escolha de estilo de vida, mas uma estratégia fisiológica para manter o equilíbrio hormonal e promover saúde a longo prazo.


Referências Científicas

 • Adam TC, Epel ES. Stress, eating and the reward system. Physiology & Behavior. 2007. • Kyrou I, Tsigos C. Stress hormones and metabolism. Current Opinion in Pharmacology. 2009. • Manenschijn L et al. Long-term cortisol levels and obesity. Obesity. 2011. • Fleseriu M et al. Glucocorticoid physiology and metabolic effects. Endocrinology and Metabolism Clinics. 2019.


Por: Elizana oliveira/ Camila Santos

quinta-feira, 27 de novembro de 2025

Mounjaro, Inchaço e Saúde Metabólica: O que realmente muda no corpo e por que a alimentação continua essencial

 


Nos últimos meses, Mounjaro (tirzepatida) tem chamado atenção por transformar rapidamente o corpo de muitas pessoas: redução visível do inchaço, melhora no peso e sensação geral de leveza. Mas afinal, o que está acontecendo por dentro do organismo? Por que tanta gente relata menos retenção hídrica e uma aparência menos “inflamada”? E qual é o papel da alimentação para que esses resultados sejam sustentáveis e saudáveis?

O uso de Mounjaro (tirzepatida) tem ganhado destaque por transformar rapidamente o corpo de quem luta contra resistência à insulina, inflamação e dificuldade de perder peso. Um dos efeitos mais impressionantes relatados é a diminuição visível do inchaço e da retenção hídrica. Mas afinal, por que isso acontece?

Grande parte dessa mudança se deve ao impacto do medicamento na sensibilidade à insulina. Com menos oscilação glicêmica, o corpo retém menos sódio e menos água nos tecidos, reduzindo a sensação de inchaço. Além disso, a tirzepatida diminui a inflamação sistêmica — outro fator que contribui para o acúmulo de líquidos.

O cortisol, hormônio ligado ao estresse, também se estabiliza indiretamente. Isso não ocorre porque o Mounjaro “diminui o cortisol”, mas porque melhora padrões de fome, compulsão e sono, reduzindo o estresse metabólico.

Mesmo com esses efeitos positivos, a alimentação equilibrada continua essencial. O medicamento tende a reduzir muito o apetite, e isso pode levar à perda de massa muscular se a ingestão proteica cair. Manter músculos é fundamental para a sensibilidade à insulina, para o metabolismo e para a saúde do corpo a longo prazo.
Além disso, nutrientes como gorduras boas, vitaminas e minerais são indispensáveis para a produção hormonal adequada e para a saúde óssea.

Para obter os melhores resultados, três pilares precisam caminhar juntos:
Mounjaro + alimentação equilibrada + treino de força.
Assim, você perde peso preservando músculos, estabiliza hormônios e constrói um metabolismo saudável — não apenas um número menor na balança.

1. Inchaço x Gordura: o que muda com o Mounjaro

Parte do impacto rápido que as pessoas percebem não é apenas perda de gordura, mas redução de retenção hídrica e inflamação.
A tirzepatida melhora a sensibilidade à insulina e reduz a oscilação glicêmica — dois fatores diretamente ligados à retenção líquida.

Quando a insulina cai e fica mais estável:

  • o corpo retém menos sódio;

  • há menos entrada de água no tecido subcutâneo;

  • diminui aquele inchaço típico de resistência à insulina.

Ao mesmo tempo, como o medicamento melhora a saciedade e reduz episódios de compulsão, há menos ingestão de alimentos ultraprocessados, açúcar e sódio — o que também reduz retenção.

2. Cortisol, estresse e inflamação

Muita gente acha que o Mounjaro “baixa o cortisol”, mas na prática o que ocorre é indireto:

  • comer menos impulsivamente diminui picos de cortisol;

  • noites de sono melhoram com a estabilização glicêmica;

  • menor inflamação sistêmica reduz a resposta do eixo de estresse.

Ou seja: não é que o medicamento atue diretamente no cortisol, mas ele cria um ambiente metabólico menos estressante.

3. Resistência à insulina: o ponto central

Aqui está a chave da diminuição do inchaço e da perda de peso:

  • a tirzepatida aumenta a sensibilidade à insulina;

  • reduz o armazenamento de gordura;

  • melhora o uso da glicose pelas células;

  • diminui a inflamação associada a hiperinsulinemia crônica.

Com isso, o corpo “desincha”, queima energia com mais eficiência e tende a equilibrar hormônios relacionados à fome, saciedade e metabolismo.

4. A importância crítica da alimentação (mesmo usando Mounjaro)

Apesar dos efeitos metabólicos poderosos, alimentação equilibrada continua sendo a base para:

✓ manter a produção adequada de hormônios

Gorduras boas, proteínas e micronutrientes são necessários para:

  • testosterona

  • estrogênio

  • hormônios da tireoide

  • cortisol saudável

  • GH (hormônio do crescimento)

Sem nutrientes adequados, o corpo não consegue fabricar hormônios funcionalmente.

✓ proteger a massa muscular

Como o Mounjaro reduz muito o apetite, existe risco de:

  • baixa ingestão proteica

  • perda de musculatura

  • diminuição da taxa metabólica basal

A massa muscular é essencial para:

  • sensibilidade à insulina

  • força e mobilidade

  • longevidade

  • composição corporal estética

✓ evitar efeito “flácido” após perda rápida de peso

Uma alimentação rica em proteínas, com fibras e micronutrientes, ajuda a manter:

  • tônus muscular

  • pele firme

  • metabolismo ativo

✓ garantir a saúde óssea

Déficits de cálcio, magnésio, vitamina D e proteínas podem:

  • reduzir densidade óssea

  • aumentar risco de queda e fraturas

5. O equilíbrio perfeito: medicamento + alimentação + musculação

Os melhores resultados acontecem quando três pilares andam juntos:

  1. Mounjaro → melhora a sensibilidade à insulina e regula a fome.

  2. Alimentação equilibrada → garante nutrientes, estabiliza hormônios e preserva musculatura.

  3. Treino de força → protege o esqueleto muscular e mantém o metabolismo elevado.

Esse trio não só potencializa a estética como preserva saúde metabólica de longo prazo.

Dra Janete Neves 

Nutricionista

terça-feira, 14 de outubro de 2025

 ANTOCIANINA: O QUE É E PARA QUE SERVE?

  • O QUE SÃO ANTOCIANINAS? São compostos solúveis em água que são altamente instáveis a temepraturas elevadas. Elas dão a pigmentação de algumas  plantas e frutas que variam do veremlho ao azul. A cor varia de vermelho (estado ácido) e azul ou amarelo (estado alcalino).
  •  PARA QUE SERVEM? É um importante aliado na prevenção de doenças cardiovasculares, cancêr e doenças neurodegenerativas, graças ao seu poder antioxidante contra os radicais livres, mostrando propriedades farmacológicas usadas para fins terapêuticos.
  • ALIMENTOS RICOS EM ANTOXIANINA: Uva, cereja, morango, amora, mirtilo, entre outros.
RECEITA: IOGURTE COM FRUTAS VERMELHAS
  • Ingredientes:
Iogurte natural;
Frutas vermelhas congeladas
Mel
Chia a gosto.
  •  Modo de preparo:
Bata no liquidifucador o iogurte e as frutas vermelhas, depois de batido, acrescente o mel e a chia(a gosto).




Por Julia Santos