segunda-feira, 27 de julho de 2026

Um corpo Inflamado



 A inflamação não é uma doença; ela é um dos principais mecanismos que o organismo possui para manter a homeostase (equilibrio de funcionamento). O problema não é a inflamação em si, mas quando ela é insuficiente, exagerada ou nunca se desliga.

Podemos pensar no corpo como uma cidade.

  • O sistema imunológico é a polícia, os bombeiros e a equipe de manutenção.
  • A inflamação é a resposta de emergência.
  • A homeostase é a cidade funcionando normalmente.
  • A doença acontece quando a resposta é inadequada ou quando a cidade precisa viver em estado permanente de emergência.

O que é a inflamação fisiologicamente?

Inflamação é uma resposta coordenada do sistema imunológico, do sistema vascular, do sistema nervoso e do sistema endócrino diante de uma ameaça.

Essa ameaça pode ser:

  • vírus
  • bactérias
  • fungos
  • trauma
  • exercício intenso
  • cirurgia
  • queimadura
  • toxinas
  • excesso de gordura visceral
  • morte celular
  • até estresse psicológico prolongado.

O objetivo é sempre o mesmo:

  1. detectar o problema
  2. conter o dano
  3. eliminar a causa
  4. reparar o tecido
  5. voltar ao equilíbrio.

Ou seja, a inflamação existe para restaurar a homeostase.


Como ela começa?

Imagine um corte na pele.

As células lesionadas liberam moléculas de perigo (DAMPs).

Essas moléculas avisam:

"Tem tecido machucado aqui."

Os macrófagos e outras células de defesa reconhecem esse sinal.

Começam então a produzir mediadores inflamatórios:

  • IL-1
  • IL-6
  • TNF-alfa
  • prostaglandinas
  • histamina
  • quimiocinas

Essas substâncias fazem os vasos sanguíneos:

  • dilatarem
  • ficarem mais permeáveis
  • recrutarem leucócitos

Daí surgem os sinais clássicos:

  • calor
  • vermelhidão
  • dor
  • edema
  • perda temporária da função.

Esses sinais não são a doença.

São a consequência da tentativa do organismo de reparar o tecido.

O lado bom da inflamação

Sem inflamação nós morreríamos rapidamente.

Ela:

  • combate infecções
  • elimina células defeituosas
  • remove tecido morto
  • inicia cicatrização
  • ajuda na regeneração muscular
  • combate tumores em muitos casos.

Até o ganho de massa muscular depende de um pequeno processo inflamatório após o treino.

O exercício gera microlesões.

Essas microlesões provocam inflamação controlada.

Depois ocorre:

  • regeneração
  • hipertrofia
  • adaptação

Sem essa resposta, praticamente não haveria evolução muscular.

O lado ruim

Agora imagine que o "botão desligar" nunca funciona.

A inflamação deixa de ser um mecanismo de defesa.

Ela passa a atacar tecidos saudáveis.

Isso gera:

  • fibrose
  • resistência à insulina
  • desgaste articular
  • lesão vascular
  • envelhecimento acelerado
  • doenças autoimunes
  • maior risco cardiovascular.

É a chamada inflamação crônica de baixo grau.

Ela é silenciosa.

Às vezes a pessoa sente apenas:

  • fadiga
  • dificuldade para emagrecer
  • dores difusas
  • recuperação lenta
  • pior desempenho físico.

Inflamação aguda × crônica

Aguda

Dura horas ou poucos dias.

Tem começo e fim.

Exemplo:

  • pneumonia
  • gripe
  • cirurgia
  • corte
  • treino intenso.

O organismo resolve o problema e volta ao normal.


Crônica

Pode durar anos.

O organismo nunca consegue eliminar completamente o estímulo.

Exemplos:

  • obesidade visceral
  • diabetes tipo 2
  • aterosclerose
  • artrite reumatoide
  • doença inflamatória intestinal
  • adenomiose, endometriose
  • algumas doenças hepáticas.

O corpo continua produzindo citocinas inflamatórias continuamente.

Diabetes

O diabetes tipo 2 é um ótimo exemplo.

Inicialmente:

  • excesso de gordura visceral
  • excesso calórico
  • resistência à insulina

As células de gordura produzem diversas citocinas inflamatórias.

O pâncreas responde produzindo mais insulina.

Por algum tempo a glicose permanece normal.

É uma fase compensatória.

Depois:

  • resistência aumenta
  • o pâncreas se desgasta
  • glicemia sobe
  • instala-se o diabetes.

Perceba:

A doença não aparece de um dia para o outro.

Existe uma longa fase em que o organismo luta para manter a homeostase.

Adenomiose e miomas

São condições diferentes.

Adenomiose

O tecido semelhante ao endométrio invade o músculo uterino.

Isso gera:

  • inflamação local
  • dor
  • aumento de prostaglandinas
  • sangramento intenso
  • alterações na contração uterina.

Miomas

São tumores benignos do músculo do útero.

Não são necessariamente inflamatórios.

Mas podem provocar:

  • alterações vasculares
  • sangramento
  • anemia
  • resposta inflamatória secundária em alguns casos.

Fígado

O fígado é um dos grandes reguladores da inflamação.

Ele produz:

  • PCR (proteína C reativa)
  • complemento
  • proteínas de coagulação
  • albumina
  • hepcidina.

Quando existe inflamação sistêmica, o fígado muda completamente seu metabolismo.


Ferritina

A ferritina é muito interessante porque representa duas coisas:

Estoque de ferro

Baixa ferritina geralmente sugere redução das reservas de ferro.

Pode ocorrer por:

  • sangramento
  • deficiência de ingestão
  • menor absorção
  • maior demanda.

Consequências podem incluir:

  • fadiga
  • menor desempenho físico
  • pior transporte de oxigênio quando evolui para deficiência de ferro importante.

Marcador inflamatório

Ferritina alta nem sempre significa excesso de ferro.

Pode aumentar em:

  • infecções
  • obesidade
  • síndrome metabólica
  • doenças hepáticas
  • inflamação crônica
  • algumas doenças autoimunes.

Na inflamação, o organismo aumenta a produção de hepcidina, que reduz a disponibilidade de ferro circulante. Isso ajuda a limitar o acesso de alguns microrganismos ao ferro, mas também pode contribuir para a chamada anemia da inflamação.

PCR (Proteína C Reativa)

A PCR é produzida pelo fígado em resposta principalmente à IL-6.

Ela sobe rapidamente quando existe inflamação.

Valores elevados podem ocorrer em:

  • infecção
  • trauma
  • cirurgia
  • doenças autoimunes
  • obesidade
  • doenças cardiovasculares.

Ela é um marcador da resposta inflamatória, mas não identifica a causa por si só.


CPK (Creatina Quinase)

A CPK é diferente.

Ela não mede inflamação diretamente.

Ela mede lesão celular, principalmente muscular.

Pode subir por:

  • musculação intensa
  • corrida
  • trauma
  • rabdomiólise
  • algumas doenças musculares
  • infarto (dependendo da fração e do contexto).

Um atleta pode apresentar CPK bastante elevada após um treino intenso sem que isso represente doença. A interpretação depende dos sintomas, do tipo de exercício e da evolução dos valores.

Quando a doença está "querendo aparecer"

Antes do diagnóstico, o organismo costuma compensar.

Exemplo:

Resistência à insulina:

Produz mais insulina.

Hipertensão:

Ajusta diversos mecanismos hormonais e renais para manter a perfusão.

Doença hepática:

O fígado pode manter muitas funções mesmo com perda significativa de tecido funcional.

Esse período é chamado de fase compensada.

Ainda existe homeostase.

Mas ela está sendo alcançada às custas de um enorme esforço fisiológico.

(ai que começa o corpo ficar inchado, não perde peso, a resposta metabolica não é a mesma) 


Quando a doença crônica já está instalada

Depois de anos de compensação:

  • aparecem sintomas
  • ocorre remodelamento dos tecidos
  • desenvolve-se fibrose em alguns órgãos
  • surgem alterações permanentes.

O corpo ainda busca homeostase, mas agora em um "novo equilíbrio", muitas vezes menos eficiente.

O atleta de alta performance

Curiosamente, um atleta também vive em ciclos de inflamação.

Após um treino intenso:

  • sobe IL-6 (com efeitos que dependem do contexto)
  • aumenta CPK
  • ocorre estresse oxidativo transitório
  • há microlesões musculares.

Mas, com recuperação adequada (sono, nutrição, descanso e treinamento bem planejado), essa inflamação é seguida por resolução e adaptação, levando a mais força, capacidade aeróbica e resistência.

Já o excesso de treino sem recuperação (overreaching ou overtraining) pode manter uma inflamação persistente, piorar o desempenho e aumentar o risco de lesões.

A ideia central

A saúde não significa ausência completa de inflamação.

Significa a capacidade do organismo de:

  • reconhecer rapidamente uma ameaça;
  • gerar uma resposta inflamatória adequada;
  • eliminar a causa do problema;
  • reparar os tecidos;
  • desligar a resposta inflamatória no momento certo;
  • retornar à homeostase.

Quando esse ciclo funciona bem, a inflamação é uma aliada. Quando o estímulo persiste ou os mecanismos de resolução falham, ela pode contribuir para doenças crônicas.

o inchaço acontece durante a resposta inflamatória, e alguns mecanismos que ajudam a resolver essa inflamação podem fazer o organismo demorar um pouco para eliminar o líquido acumulado. Vamos entender isso pela fisiologia.

O que acontece durante a inflamação?

Imagine que você torceu o tornozelo ou fez um treino muito intenso.

O organismo entende que houve uma lesão e envia um "alerta". São liberadas substâncias como histamina, prostaglandinas e diversas citocinas inflamatórias.

Essas substâncias provocam:

  • dilatação dos vasos sanguíneos;
  • aumento da permeabilidade dos capilares;
  • saída de plasma e proteínas para o tecido;
  • chegada de células do sistema imunológico.

Esse líquido que sai dos vasos é o edema, ou seja, o inchaço.

O objetivo é levar oxigênio, nutrientes e células de defesa até a região lesionada.


Por que o peso pode aumentar?

Existem vários mecanismos.

1. Retenção de água

Durante uma inflamação importante, o organismo ativa sistemas hormonais para preservar a circulação, como:

  • aldosterona;
  • hormônio antidiurético (ADH);
  • sistema renina-angiotensina.

Esses hormônios fazem os rins reterem mais sódio e água.

Resultado:

  • aumento temporário do peso;
  • sensação de "corpo pesado";
  • inchaço.

Isso pode acontecer após uma cirurgia, uma infecção ou até depois de um treino muito intenso.


2. Glicogênio

Depois do exercício, os músculos repõem seus estoques de glicogênio.

Cada grama de glicogênio armazenado retém aproximadamente 3 a 4 gramas de água.

Por isso, uma pessoa pode ganhar 1 a 3 kg em poucos dias após voltar a treinar ou aumentar o consumo de carboidratos, sem ter ganhado gordura.


3. Reparo tecidual

Durante a cicatrização, o organismo produz:

  • colágeno;
  • novas proteínas;
  • novos vasos sanguíneos.

Esses processos exigem maior fluxo de líquidos e nutrientes para o tecido, o que também pode contribuir para um aumento temporário de volume.


E quando a inflamação começa a diminuir?

Quando a causa da lesão é resolvida, entram em ação mecanismos de resolução da inflamação.

Macrófagos passam a remover células mortas e resíduos, e o sistema linfático começa a drenar o excesso de líquido.

Gradualmente:

  • a permeabilidade dos vasos diminui;
  • o edema é reabsorvido;
  • os rins eliminam o excesso de água;
  • o peso tende a voltar ao normal.

Por que algumas pessoas parecem "desinchar" ao usar um anti-inflamatório?

Isso depende do contexto.

Se o medicamento reduz a inflamação, há menor liberação de substâncias que aumentam a permeabilidade dos vasos, e o edema pode diminuir.

E nas doenças crônicas?

Em doenças como obesidade, diabetes tipo 2, doença hepática e algumas doenças autoimunes, existe uma inflamação persistente de baixo grau.

Essa inflamação pode alterar:

  • o funcionamento dos vasos sanguíneos;
  • a função dos rins;
  • o equilíbrio hormonal;
  • a drenagem linfática.

O resultado pode ser uma maior tendência à retenção de líquidos, embora nem todo ganho de peso nessas condições seja devido à água.


O atleta também pode "pesar mais"?

Sim.

Após um treino muito intenso é comum ocorrer:

  • microlesões musculares;
  • resposta inflamatória controlada;
  • aumento da entrada de água nas fibras musculares;
  • reposição de glicogênio.

Por isso, um atleta pode acordar 1 a 2 kg mais pesado no dia seguinte a um treino muito pesado, principalmente de pernas, e isso geralmente reflete água e glicogênio, não gordura.


A ideia central

O "inchaço" é uma estratégia fisiológica. O organismo usa água como meio de transporte para células de defesa, nutrientes e proteínas que participam da reparação do tecido. Quando a inflamação se resolve, o excesso de líquido costuma ser drenado pelo sistema linfático e eliminado pelos rins, permitindo o retorno à homeostase. Em algumas situações, porém, doenças ou medicamentos podem prolongar a retenção de líquidos.

Essa é uma das razões pelas quais o peso corporal pode variar alguns quilos ao longo de poucos dias sem que isso represente ganho ou perda de gordura corporal.

Nutricionista 

Janete Neves 

Referencias:

Robbins & Cotran – Patologia: Bases Patológicas das Doenças

Guyton & Hall – Tratado de Fisiologia Médica

Janeway's Immunobiology

Inflammation 2010: New Adventures of an Old Flame

Sleisenger and Fordtran's Gastrointestinal and Liver Disease

quinta-feira, 11 de junho de 2026

sinvastatina






 A Sinvastatina é um medicamento da classe das estatinas, usado principalmente para:

  • Reduzir o colesterol LDL ("colesterol ruim")
  • Reduzir os triglicerídeos
  • Aumentar modestamente o HDL ("colesterol bom")
  • Diminuir o risco de infarto, AVC e outras doenças cardiovasculares

Como tomar

Geralmente é tomada uma vez ao dia, normalmente à noite, pois o fígado produz mais colesterol durante a madrugada. Siga sempre a dose prescrita pelo médico.

Efeitos colaterais comuns

  • Dor muscular
  • Fraqueza muscular
  • Dor de cabeça
  • Náusea
  • Dor abdominal

Atenção

Procure orientação médica rapidamente se apresentar:

  • Dor muscular intensa ou persistente
  • Fraqueza muscular importante
  • Urina escura
  • Pele ou olhos amarelados

Interações

O consumo de toranja (grapefruit) pode aumentar os níveis de sinvastatina no sangue e elevar o risco de efeitos adversos. Alguns medicamentos também podem interagir com ela.


por lauro silva 


  • Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Bula Profissional da Sinvastatina. Brasília: ANVISA. Disponível em: ANVISA.
  • National Library of Medicine. Simvastatin. In: StatPearls. Treasure Island, FL: StatPearls Publishing, atualização contínua. Disponível em: NCBI Bookshelf.
  • American College of Cardiology; American Heart Association. Guideline on the Management of Blood Cholesterol. Disponível em: ACC Guidelines.
  • quarta-feira, 3 de junho de 2026

    pão frances no café da manhã

     



    Não necessariamente. O pão francês no café da manhã pode fazer parte de uma alimentação saudável, dependendo da quantidade e do restante da sua dieta.

    Alguns pontos:

    O que o pão francês oferece

    • É uma fonte rápida de energia por conter carboidratos.
    • Tem pouca gordura.
    • Fornece algumas vitaminas do complexo B e minerais, embora não seja muito rico em fibras.

    Possíveis desvantagens

    • Tem menos fibras do que pães integrais, o que pode gerar menos saciedade.
    • Pode elevar a glicemia mais rapidamente, especialmente se consumido sozinho.
    • Se vier acompanhado de grandes quantidades de manteiga, requeijão, embutidos ou doces, o café da manhã pode ficar mais calórico.

    Como torná-lo uma opção melhor

    Você pode combinar o pão francês com:

    • Ovos.
    • Queijos magros.
    • Iogurte natural.
    • Frutas.
    • Pasta de ricota ou cottage.

    Isso ajuda a aumentar a saciedade e equilibrar a refeição.

    Para quem deve ter mais atenção

    Pessoas com Diabetes Tipo 2, resistência à insulina ou que estejam seguindo dietas específicas para perda de peso podem se beneficiar de controlar a quantidade ou optar por versões com mais fibras.

    Em termos práticos, para a maioria das pessoas saudáveis, comer 1 pão francês no café da manhã não faz mal. O que mais influencia a saúde é o padrão alimentar ao longo do dia e das semanas, não um alimento isolado.


    por Lauro silva 


    1. Nutrição Moderna de Shils.
      Ross AC, Caballero B, Cousins RJ, Tucker KL, Ziegler TR (eds.). Modern Nutrition in Health and Disease. 11th ed. Philadelphia: Lippincott Williams & Wilkins; 2014.
    2. Tratado de Nutrição.
      Gil A. Tratado de Nutrición. 3ª ed. Madrid: Editorial Médica Panamericana; 2017.

    Guias e documentos oficiais

    1. Guia Alimentar para a População Brasileira (Ministério da Saúde)
      Brasil. Ministério da Saúde. Guia Alimentar para a População Brasileira. 2ª ed. Brasília: Ministério da Saúde; 2014.

    terça-feira, 2 de junho de 2026

    beta alanina




     Beta-alanina (β-alanina) é um aminoácido não essencial muito usado como suplemento esportivo.

    Benefícios principais

    • Aumenta os níveis de carnosina nos músculos.
    • Ajuda a reduzir a fadiga durante exercícios intensos.
    • Pode melhorar o desempenho em atividades de alta intensidade que duram entre 1 e 10 minutos (corrida, ciclismo, musculação, HIIT, esportes de combate).

    Dose comum

    • 3,2 a 6,4 g por dia, divididas em várias doses para reduzir efeitos colaterais.
    • Os benefícios costumam aparecer após 2 a 4 semanas de uso contínuo.

    Efeitos colaterais

    • Sensação de formigamento na pele (parestesia), especialmente após doses maiores.
    • O formigamento é temporário e geralmente não representa perigo.

    por lauro silva 


  • Roger C. Harris, Michael J. Tallon, M. Dunnett, et al. (2006). The absorption of orally supplied beta-alanine and its effect on muscle carnosine synthesis in human vastus lateralis. Journal of Amino Acids, 30(3), 279–289.
  • Craig Sale, Bryan Saunders, Richard C. Harris, et al. (2010). Beta-alanine supplementation for improving exercise performance: an update. Amino Acids, 39(2), 321–333.
  • Bryan Saunders, Craig Sale, Kevin D. G. De Souza, et al. (2017). Twenty-four weeks of β-alanine supplementation on carnosine content, related genes, and exercise. Medicine & Science in Sports & Exercise, 49(5), 896–906.

  • quarta-feira, 27 de maio de 2026

    Nutrição e saúde mental

     


    A relação entre alimentação e saúde mental tem sido cada vez mais estudada pela ciência, e os resultados mostram que aquilo que comemos influencia não apenas o corpo, mas também o funcionamento do cérebro, o humor e o bem-estar emocional. Pesquisas recentes indicam que a alimentação pode ter um papel importante tanto na prevenção quanto no agravamento de transtornos como ansiedade e depressão.

    Padrões alimentares saudáveis, como a dieta mediterrânea, estão associados a menores índices de depressão e melhor qualidade de vida. Esse tipo de alimentação é rico em frutas, verduras, grãos integrais, peixes, azeite de oliva e oleaginosas, alimentos que fornecem nutrientes essenciais para o funcionamento do cérebro, como vitaminas, minerais e gorduras saudáveis. Esses nutrientes participam da produção de neurotransmissores, substâncias responsáveis pela regulação do humor, como a serotonina.

    Por outro lado, dietas ricas em alimentos ultraprocessados, como fast food, refrigerantes e produtos industrializados, estão associadas a um maior risco de problemas de saúde mental. Esses alimentos costumam ter altos níveis de açúcar, gorduras ruins e aditivos químicos, que podem contribuir para processos inflamatórios no organismo e afetar negativamente o cérebro.

    Outro ponto importante destacado pelos estudos é a conexão entre o intestino e o cérebro, conhecida como eixo intestino-cérebro. O intestino abriga trilhões de bactérias que influenciam diversas funções do organismo, incluindo o humor e o comportamento. Uma alimentação equilibrada, rica em fibras e alimentos naturais, contribui para uma microbiota intestinal saudável, o que pode favorecer a saúde mental.

    Além disso, a qualidade da alimentação é mais importante do que simplesmente a quantidade de comida ingerida. Dietas muito restritivas ou desequilibradas podem levar a deficiências nutricionais e, consequentemente, prejudicar o bem-estar emocional, aumentando sintomas como irritabilidade, ansiedade e tristeza.

    De modo geral, os estudos mostram que a alimentação é um fator importante e modificável na saúde mental. Manter uma dieta equilibrada pode ajudar a melhorar o humor, aumentar a disposição e reduzir o risco de transtornos mentais. No entanto, é importante destacar que a alimentação não substitui tratamentos médicos ou psicológicos, mas deve ser vista como uma estratégia complementar no cuidado com a saúde mental.


    Por: Lauro silva 

    Referências:

    FERNÁNDEZ-DEMENEGHI, R. et al.
    Mindful eating as the next therapeutic frontier in nutritional psychiatry.
    Frontiers in Nutrition, v. 13, 2026.
    DOI: 10.3389/fnut.2026.1726847

    FERNÁNDEZ-DEMENEGHI, R. et al.
    Positioning berries in nutritional psychiatry: potential for prevention and co-therapy in mental health.
    Frontiers in Behavioral Neuroscience, v. 19, 2025.
    DOI: 10.3389/fnbeh.2025.1622242

    MANI, S.; WASNIK, S.; SINGH, M.
    Editorial: Nutrition and mood disorders.
    Frontiers in Nutrition, v. 12, 2025.
    DOI: 10.3389/fnut.2025.1744366

    segunda-feira, 25 de maio de 2026

    insulina

     



    A insulina é um hormônio produzido pelo pâncreas que ajuda a controlar a quantidade de açúcar (glicose) no sangue. Ela funciona como uma “chave”, permitindo que a glicose entre nas células para ser usada como energia.

    Quando o corpo produz pouca insulina ou não consegue usá-la corretamente, a glicose se acumula no sangue, causando diabetes.

    Principais tipos de diabetes

    • Diabetes tipo 1: o organismo praticamente não produz insulina, então a pessoa precisa usar insulina diariamente.
    • Diabetes tipo 2: o corpo ainda produz insulina, mas ela não funciona bem (resistência à insulina).

    Tipos de insulina

    Existem diferentes tipos usados no tratamento:

    • ação rápida
    • ação curta
    • ação intermediária
    • ação longa

    Cada uma tem um tempo diferente para começar e durar no organismo.

    Sintomas de açúcar alto no sangue

    • muita sede
    • urinar com frequência
    • cansaço
    • visão embaçada
    • perda de peso sem explicação

    Importante

    O uso de insulina deve ser orientado por médico. Aplicar dose errada pode causar hipoglicemia (queda perigosa do açúcar no sangue). 


    por Lauro silva 


    Sociedade Brasileira de Diabetes. Diretrizes da Sociedade Brasileira de Diabetes 2024–2025. São Paulo: SBD. Disponível em: Sociedade Brasileira de Diabetes


    Organização Mundial da Saúde. Diabetes. Geneva: WHO. Disponível em: World Health Organization – Diabetes



    quinta-feira, 21 de maio de 2026

    faz mal comer feijão todos os dias ?

     





    Não, de forma geral não faz mal comer feijão todos os dias — pelo contrário, costuma ser bem saudável 👍

    O feijão é um alimento muito nutritivo. Ele tem:

    • Proteínas vegetais
    • Fibras (ótimas para o intestino)
    • Ferro, magnésio e potássio
    • Baixo teor de gordura

    Por isso, em muitos países (como no Brasil), ele faz parte da alimentação diária sem problema nenhum.

    Quando pode ser um problema?

    Só em algumas situações específicas:

    • Gases ou desconforto intestinal (especialmente se você não está acostumado)
    • Problemas renais (em alguns casos precisa controlar potássio/fósforo)
    • Dieta muito repetitiva (falta de variedade pode faltar outros nutrientes)

    Dicas para consumir melhor

    • Deixe o feijão de molho antes de cozinhar → ajuda a reduzir gases
    • Varie os tipos (preto, carioca, branco, lentilha, grão-de-bico)
    • Combine com arroz → melhora a qualidade da proteína
    por lauro silva 
  • Ministério da Saúde. Guia Alimentar para a População Brasileira (2ª ed.). Brasília: Ministério da Saúde, 2014.
    O guia recomenda basear a alimentação em alimentos in natura ou minimamente processados e cita o padrão arroz com feijão como parte importante da alimentação saudável brasileira.
  • Organização Pan-Americana da Saúde. Alimentação Saudável.
    A orientação inclui leguminosas, como feijão e lentilha, como parte regular de uma dieta saudável. 
  • quarta-feira, 20 de maio de 2026

    abacate regula o colesterol ?

     



    O abacate é uma fonte de “gordura boa” e pode ajudar a melhorar o perfil do colesterol, especialmente quando substitui alimentos ricos em gordura saturada.

    O principal motivo é que ele é rico em gorduras monoinsaturadas, especialmente o ácido oleico (o mesmo tipo presente no azeite), além de conter fibras, que ajudam no controle do colesterol.

    Ele tende a:

    • Reduzir o LDL (“colesterol ruim”) em algumas pessoas
    • Manter ou melhorar o HDL (“colesterol bom”)
    • Ajudar no controle de triglicerídeos quando entra em uma alimentação equilibrada

    Abacate também tem potássio, vitamina E e compostos antioxidantes.

    Mas há um detalhe importante: quantidade importa, porque é uma fruta calórica. Uma porção prática costuma ser:

    • 2 a 4 colheres de sopa da polpa (cerca de ¼ de um abacate pequeno) por dia, ou
    • metade de um abacate pequeno dependendo do restante da alimentação.

    Melhores formas de consumir para colesterol:
    ✅ Com aveia ou chia
    ✅ Em saladas no lugar de molhos industrializados
    ✅ Como pasta (tipo guacamole simples) no lugar de manteiga, maionese ou embutidos

    Evite transformar o benefício em excesso de açúcar:
    ⚠️ abacate com leite condensado, muito açúcar ou sobremesas ultraprocessadas.

    Se o objetivo é regular colesterol, o efeito costuma ser melhor quando o abacate entra junto com um padrão alimentar rico em fibras (aveia, feijão, verduras, frutas, azeite, peixes) e menos frituras/ultraprocessados.


    por lauro silva 


    American Heart Association.
    Dietary fats and cardiovascular disease advisory.
    → Recomenda substituir gorduras saturadas por monoinsaturadas (como as do abacate) para melhorar o perfil lipídico.

  •  Revisão sobre composição nutricional do abacate e possíveis benefícios cardiometabólicos.
  • Sociedade Brasileira de Cardiologia.
    Diretriz Brasileira de Dislipidemias e Prevenção da Aterosclerose


  • terça-feira, 19 de maio de 2026

    taurina

     



    Taurina é um aminoácido encontrado em muitos alimentos e geralmente encontrado em bebidas energéticas. Taurina é um aminoácido que ocorre naturalmente em seu organismo e está concentrado particularmente no cérebro, olhos, coração e músculos. Diferente de muitos aminoácidos, a taurina não é utilizada para construção de proteínas, é classificada como um aminoácido condicionalmente essencial, pois seu corpo pode produzir taurina e também é encontrado em alguns alimentos como peixe, frango, peru, carne vermelha e frutos do mar.

    A taurina é um composto nitrogenado encontrado principalmente no coração, glóbulos brancos, retina, sistema nervoso central e músculos. Pesquisas mostram que a taurina traz muitos benefícios para o corpo. Um dos benefícios conhecidos deste aminoácido é que ele protege a integridade do tecido hepático dos efeitos colaterais dos tratamentos hormonais que causam hepatotoxicidade e peroxidação lipídica. Estudos sinalizam que a taurina pode ter efeitos benéficos no músculo esquelético, reduzindo o estresse oxidativo através de vários mecanismos. A taurina também ajuda na regulação do metabolismo, tem propriedades antioxidantes (o que pode impedir a evolução de doenças) e, quando consumida em conjunto com a cafeína, pode ajudar no aumento da concentração, redução da fadiga mental e percepção do cansaço.

    O suplemento de taurina é um produto desenvolvido com o propósito de auxiliar atletas e praticantes de atividade física de alto impacto tendo em vista sua capacidade antioxidante e anti-inflamatória, que contribui para a melhora do desempenho em exercícios físicos, em razão da redução do dano muscular e do estresse oxidativo.

    A taurina deve ser tomada uma dose por dia, num dos horários especificados: no início do dia, um hora antes da atividade física ou 30 minutos antes de dormir.

    por lauro silva 

    https://scholar.google.com.br/scholar?hl=pt-BR&as_sdt=0%2C5&q=benefícios+da+taurina&oq=benefícios+da+tau#d=gs_qabs&t=1700682636239&u=%23p%3DUjFGmckWSHIJ

    sábado, 16 de maio de 2026

    nutrição na menopausa

     

    Nutrição na menopausa: como a alimentação pode aliviar sintomas e proteger sua saúde

    A menopausa é uma fase natural da vida da mulher, marcada pela redução dos níveis de estrogênio. Essa mudança hormonal pode trazer sintomas como ondas de calor, alterações de humor, ganho de peso e maior risco de problemas ósseos e cardiovasculares. A boa notícia é que a alimentação pode ser uma grande aliada para atravessar esse período com mais equilíbrio e qualidade de vida.

    O impacto da alimentação na menopausa

    Durante a menopausa, o metabolismo tende a ficar mais lento, enquanto o corpo passa por mudanças na distribuição de gordura e na densidade óssea. Por isso, manter uma dieta equilibrada não é apenas uma questão estética, mas também de saúde. Uma nutrição adequada ajuda a controlar sintomas, prevenir doenças e melhorar o bem-estar geral.

    Alimentos que ajudam no equilíbrio hormonal

    Alguns alimentos são ricos em fitoestrógenos, compostos naturais que têm uma leve ação semelhante ao estrogênio no organismo. Eles podem contribuir para reduzir sintomas como ondas de calor e suores noturnos.

    Entre os principais estão:

    • Soja e derivados (como tofu e leite de soja)
    • Linhaça e chia
    • Leguminosas, como feijão, lentilha e grão-de-bico

    Incluir esses alimentos no dia a dia pode ajudar a suavizar os efeitos da queda hormonal.

    Saúde óssea: um cuidado essencial

    A diminuição do estrogênio está diretamente ligada ao aumento do risco de osteoporose, condição que enfraquece os ossos e aumenta a chance de fraturas.

    Para proteger a saúde óssea, é importante garantir:

    • Boa ingestão de cálcio (leite, iogurte, queijo, vegetais verde-escuros)
    • Vitamina D (peixes, ovos e exposição ao sol)
    • Magnésio (castanhas e sementes)

    Esses nutrientes trabalham juntos para manter os ossos fortes e saudáveis.

    Controle do peso e saúde cardiovascular

    O ganho de peso é comum na menopausa, especialmente na região abdominal. Além disso, o risco de doenças cardíacas aumenta.

    Para evitar esses problemas, priorize:

    • Gorduras boas, como azeite de oliva, abacate e oleaginosas
    • Alimentos ricos em fibras, como aveia, frutas e vegetais
    • Fontes de ômega-3, como sardinha e salmão

    Esses alimentos ajudam a controlar o colesterol, melhorar a saciedade e proteger o coração.

    Alimentação e bem-estar emocional

    As oscilações hormonais também podem afetar o humor e o sono. Alguns alimentos contribuem para a produção de serotonina, neurotransmissor ligado à sensação de bem-estar.

    Inclua na rotina:

    • Banana, aveia e cacau (ricos em triptofano)
    • Iogurte natural e kefir (fontes de probióticos)
    • Chás calmantes, como camomila e erva-doce

    Essas escolhas podem ajudar a reduzir a ansiedade e melhorar a qualidade do sono.

    O que evitar durante a menopausa

    Alguns hábitos alimentares podem intensificar os sintomas e prejudicar a saúde:

    • Excesso de açúcar e alimentos ultraprocessados
    • Consumo elevado de cafeína
    • Ingestão frequente de álcool
    • Excesso de sal

    Reduzir esses itens contribui para o equilíbrio hormonal e melhora a qualidade de vida.

    Dicas práticas para o dia a dia

    Manter uma alimentação equilibrada na menopausa não precisa ser complicado. Algumas estratégias simples fazem diferença:

    • Monte pratos com proteínas, fibras e gorduras boas
    • Beba bastante água ao longo do dia
    • Pratique atividade física regularmente, especialmente exercícios de força
    • Busque acompanhamento profissional, se possível

    Conclusão

    A menopausa não precisa ser um período de desconforto constante. Com escolhas alimentares adequadas, é possível reduzir sintomas, prevenir doenças e manter o corpo saudável. A nutrição, aliada a um estilo de vida ativo, é uma ferramenta poderosa para viver essa fase com mais leveza, energia e bem-estar.


    por lauro silva 


    📚 Referências bibliográficas

    • BRASIL. Ministério da Saúde. Manual de Atenção à Mulher no Climatério/Menopausa. Brasília: Editora MS, 2008.
    • CASTRO, Claudine Barreto Rabelo de; SILVA, Daniella Miranda da.
      Nutrição e saúde da mulher: evidências científicas sobre o alívio dos sintomas do climatério e menopausa. Maiêutica - Atividades Físicas, Saúde e Bem Estar, v. 8, n. 1, 2025.
    • MACHADO, Thayná Serra et al.

    quarta-feira, 13 de maio de 2026

    cafeína

     









    O que é?

    A cafeina é um estimulante do sistema nervoso central.

    Para que serve? 

    Inibe a fadiga e indicado para exercícios de media a longa duração.

    Qual a quantidade? 

    A recomendação de consumo varia de acordo com o nível de atividade física, peso corporal e outros fatores individuais. Por isso, é fundamental consultar um médico para avaliar se a sua saúde está em dia antes de iniciar o consumo.

    De modo geral, não é indicado ultrapassar 400 mg por dia. O ideal é consumir cerca de 200 mg por dose, distribuídas ao longo do dia.


    por lauro silva 

    1. SciELO – Eficácia ergogênica da suplementação de cafeína sobre o desempenho físico – revisão sobre mecanismos e efeitos da cafeína no exercício físico.
    2. USP – Efeitos ergogênicos da cafeína sobre o desempenho físico – revisão clássica sobre cafeína e performance esportiva.
    3. Revista Brasileira de Nutrição Esportiva – Cafeína: efeitos ergogênicos nos exercícios físicos – aborda benefícios, dosagem e possíveis efeitos adversos.

    terça-feira, 12 de maio de 2026

    jejum intermitente

     

    Jejum Intermitente: o que é, benefícios, riscos e como começar




    O jejum intermitente tem ganhado cada vez mais espaço entre as estratégias para emagrecimento, melhora da saúde metabólica e até promoção da longevidade. Mas afinal, será que ele realmente funciona? Quais são os cuidados necessários?

    Neste artigo, vou explicar de forma simples e direta tudo o que você precisa saber sobre o jejum intermitente antes de pensar em adotá-lo.


    O que é o jejum intermitente?

    O jejum intermitente não é uma dieta, mas sim um protocolo alimentar que alterna períodos de jejum com períodos de alimentação.
    Ele pode ser praticado de diferentes maneiras, mas todas têm em comum a redução da janela de tempo em que se faz refeições.

    Além de estar na moda atualmente, o jejum é uma prática milenar, presente em tradições religiosas e culturais ao redor do mundo.


    Principais protocolos de jejum intermitente

    Existem diferentes formas de praticar o jejum intermitente. As mais comuns são:

    • 16h/8h: 16 horas em jejum e 8 horas de alimentação.
    • 14h/10h: versão mais leve, ideal para iniciantes.
    • 5:2: 5 dias de alimentação habitual e 2 dias na semana com grande restrição calórica.
    • Jejum em dias alternados: alternância entre dias normais e dias de jejum ou consumo muito reduzido de calorias.

    Durante o jejum, é permitido consumir água, café sem açúcar, chá sem adoçantes ou calorias.


    Benefícios do jejum intermitente

    Estudos apontam benefícios interessantes, especialmente quando o jejum é bem orientado:

    • Controle de peso: pode ajudar na perda de gordura corporal.
    • Melhora da sensibilidade à insulina: favorecendo o controle da glicemia.
    • Redução de inflamação: alguns trabalhos mostram efeito positivo em marcadores inflamatórios.
    • Saúde cardiovascular: pode contribuir para melhora do colesterol e pressão arterial.
    • Potencial efeito na longevidade: pesquisas em animais mostram aumento da expectativa de vida, mas em humanos ainda são necessários mais estudos.

    Riscos e contraindicações

    Apesar de parecer simples, o jejum intermitente não é para todo mundo.
    Ele pode causar sintomas como dor de cabeça, irritabilidade, tontura e compulsão alimentar quando feito sem acompanhamento.

    O jejum não é indicado para:

    • Gestantes e lactantes.
    • Adolescentes.
    • Pessoas com histórico de transtornos alimentares.
    • Pessoas com condições de saúde específicas (ex.: diabetes em uso de insulina, hipotensão, entre outras).

    Dicas práticas para quem quer começar

    Se você e seu nutricionista avaliarem que o jejum pode ser uma boa estratégia, algumas dicas ajudam a ter sucesso:

    • Comece de forma gradual, não precisa iniciar já em 16 horas de jejum.
    • Foque na qualidade da alimentação durante a janela alimentar: evite ultraprocessados e priorize alimentos in natura.
    • Escute o seu corpo: respeite sinais de fome e saciedade.
    • Mantenha hidratação adequada.
    • Não copie protocolos da internet sem acompanhamento profissional.

    Conclusão

    O jejum intermitente pode ser uma estratégia interessante para emagrecimento e saúde metabólica, mas não é uma fórmula mágica nem serve para todo mundo.

    O ideal é sempre contar com o acompanhamento de um nutricionista para avaliar se essa abordagem faz sentido para você, adaptando o protocolo à sua rotina, necessidades e saúde.

    Referência científica sugerida

    • Silva AI, Direito M, Pinto-Ribeiro F, Ludovico P, Sampaio-Marques B. Effects of Intermittent Fasting on Regulation of Metabolic Homeostasis: A Systematic Review and Meta-Analysis in Health and Metabolic-Related Disorders. Journal of Clinical Medicine. 2023;12(11):3699.
      Esta revisão sistemática e meta-análise avaliou diversos protocolos de jejum intermitente (como jejum em dias alternados e ojejum com restrição de horário) em diferentes populações — incluindo pessoas com obesidade, síndrome metabólica e diabetes tipo 2. Os resultados indicaram que o jejum intermitente pode melhorar parâmetros como adiposidade, lipídios, glicemia e pressão arterial, com efeitos variando de acordo com o estado metabólico inicial dos indivíduos.


    feito por lauro silva