Vivendo bem com a Intolerância à Lactose
quarta-feira, 19 de agosto de 2026
Vivendo bem com a Intolerância à Lactose
Vivendo bem com a Intolerância à Lactose
Fome física x fome emocional: você sabe identificar a diferença? 🧠🍽️
- Beatriz Vitória Da Silva Teixeira
Fontes:
- BRASIL. Ministério da Saúde. Guia alimentar para a população brasileira. 2. ed. Brasília, DF: Ministério da Saúde, 2014.
Higiene do sono e nutrição: o que uma coisa tem a ver com a outra?
Dormir bem vai muito além de acordar descansado. O sono participa da regulação do metabolismo, do humor, da memória e de diversos processos importantes para o organismo.
E a alimentação também entra nessa história. O que, quando e como comemos pode influenciar a qualidade do sono, enquanto noites mal dormidas podem estar associadas a alterações no apetite e nas escolhas alimentares.
Um dos pontos observados em estudos é a relação entre o consumo frequente de alimentos ultraprocessados e pior qualidade do sono. Isso não significa que um alimento isolado seja responsável por uma noite ruim, mas reforça a importância de olhar para o padrão alimentar como um todo.
Pequenos hábitos fazem diferença
- Para favorecer uma boa noite de sono:
- Mantenha horários regulares para dormir e acordar;
- Evite excesso de cafeína no fim do dia;
- Prefira refeições noturnas mais leves e confortáveis;
- Reduza o uso de telas antes de dormir;
- Mantenha o quarto escuro, silencioso e agradável.
No fim das contas, cuidar do sono também é cuidar da alimentação e cuidar da alimentação também é olhar para a rotina como um todo.
Conteúdo criado por: Claudia Cryslla - Graduanda de Nutrição
Fontes científicas:
CASSEMIRO, J. M. B. F. M. et al. Revista de Nutrição, 2024. Artigo na SciELO
BARROS, M. B. A. et al. Revista de Saúde Pública, 2019. Artigo na SciELO
Suco de Beterraba com Suco de Uva Integral no Pré-Treino: compostos bioativos e seus efeitos no desempenho esportivo
Na busca por estratégias nutricionais capazes de melhorar o desempenho físico, alimentos naturalmente ricos em compostos bioativos têm despertado grande interesse na nutrição esportiva. Entre essas estratégias está a utilização do suco de beterraba associado ao suco de uva integral, combinação que reúne diferentes compostos potencialmente relacionados à circulação sanguínea, metabolismo energético, estresse oxidativo e desempenho durante o exercício.
É importante destacar que essa bebida não deve ser considerada um “pré-treino milagroso”. Seus possíveis benefícios dependem da dose, do horário de consumo, do tipo de exercício, do nível de treinamento e, principalmente, do contexto alimentar e nutricional do atleta.
Beterraba: fonte natural de nitrato
A beterraba é uma das principais fontes alimentares de nitrato inorgânico (NO₃⁻). Após a ingestão, parte desse nitrato é convertido em nitrito (NO₂⁻) e posteriormente em óxido nítrico (NO), molécula envolvida na regulação do fluxo sanguíneo, da vasodilatação e da função muscular.
Durante o exercício, o aumento da disponibilidade de óxido nítrico pode favorecer a eficiência da utilização de oxigênio e reduzir o custo energético de determinadas atividades. Esse mecanismo é uma das principais explicações para o interesse esportivo no suco de beterraba. (PubMed)
Uma revisão sistemática e meta-análise envolvendo 73 estudos e mais de 1.000 participantes observou que a suplementação com nitrato pode melhorar alguns indicadores relacionados ao desempenho de endurance, incluindo potência, tempo até a exaustão e distância percorrida. Entretanto, os efeitos não são uniformes para todos os atletas ou modalidades. (PubMed)
Uma revisão guarda-chuva publicada em 2025, reunindo 20 revisões sistemáticas e meta-análises, também encontrou efeitos positivos em algumas variáveis, como tempo até a exaustão, distância percorrida, resistência muscular e potência máxima, mas ressaltou que os resultados são heterogêneos e que a qualidade metodológica de parte das revisões ainda é limitada. (PubMed)
O papel dos polifenóis presentes na uva
O suco de uva integral, especialmente o produzido a partir de uvas roxas ou tintas, apresenta diversos compostos fenólicos. Entre eles estão antocianinas, flavonoides, ácidos fenólicos e resveratrol.
Esses compostos apresentam atividade biológica e estão relacionados à modulação do estresse oxidativo e de processos inflamatórios. As antocianinas, responsáveis por parte da coloração roxa da uva, também são estudadas por seus possíveis efeitos sobre a função vascular e o fluxo sanguíneo. (PubMed)
Na prática esportiva, isso desperta interesse porque o exercício físico, principalmente em intensidades elevadas, aumenta temporariamente a produção de espécies reativas e modifica o equilíbrio redox do organismo. Os polifenóis podem participar da modulação dessas respostas, embora não seja correto afirmar que simplesmente “eliminam os radicais livres” ou que necessariamente aceleram a recuperação em todos os atletas.
A literatura científica ainda considera insuficientes as evidências para estabelecer recomendações universais de suplementação com polifenóis para atletas. Portanto, seu uso deve ser entendido como parte de uma estratégia alimentar, e não como substituto de uma alimentação adequada. (PubMed)
O que acontece quando combinamos beterraba e uva?
A associação dos dois sucos é interessante porque fornece diferentes compostos bioativos, com mecanismos de ação potencialmente complementares.
A beterraba fornece principalmente nitrato, relacionado à via nitrato → nitrito → óxido nítrico e à regulação vascular.
A uva, por sua vez, fornece polifenóis, incluindo antocianinas e outros compostos fenólicos, além de carboidratos naturalmente presentes no suco.
Dessa forma, a bebida pode atuar em diferentes aspectos da resposta ao exercício:
Nitrato da beterraba → óxido nítrico → função vascular e eficiência do exercício
Polifenóis da uva → modulação do estresse oxidativo e função vascular
Carboidratos dos sucos → disponibilidade de substrato energético para o exercício
Entretanto, é importante deixar claro que existem evidências para os componentes isoladamente, mas ainda não há evidência robusta suficiente para afirmar que a combinação beterraba + uva produza um efeito ergogênico superior à utilização de cada alimento individualmente. Essa distinção é importante para manter uma comunicação científica responsável.
O suco de uva pode contribuir para o desempenho?
Um estudo clínico randomizado, duplo-cego e cruzado avaliou o consumo de suco de uva roxa em corredores recreacionais. Os participantes consumiram aproximadamente 10 mL/kg de suco e realizaram um teste de corrida até a exaustão.
Nesse estudo específico, o grupo que recebeu suco de uva apresentou maior tempo até a exaustão e aumento da capacidade antioxidante total após o exercício. Os autores relacionaram esses resultados à presença de compostos fenólicos presentes na uva. (PubMed Central (PMC))
Apesar desse resultado ser interessante, trata-se de um estudo com uma amostra pequena. Portanto, ele deve ser interpretado como uma evidência promissora, e não como prova de que o suco de uva necessariamente aumentará o desempenho de todos os praticantes de atividade física.
Qual seria o melhor momento para consumir?
Para estratégias que buscam aproveitar o efeito ergogênico do nitrato da beterraba, estudos e recomendações esportivas costumam utilizar a ingestão aproximadamente 2 a 3 horas antes do exercício. O Australian Institute of Sport cita como protocolo típico uma dose de aproximadamente 6–8 mmol de nitrato, equivalente a cerca de 350–500 mg, nesse período pré-exercício. (Australian Sports Commission)
Entretanto, existe uma questão importante: nem todo suco de beterraba apresenta a mesma concentração de nitrato. A quantidade pode variar conforme a matéria-prima, cultivo, processamento e produto utilizado. Por isso, simplesmente determinar “X mL de suco de beterraba” não garante que o indivíduo esteja consumindo uma dose específica de nitrato. (Australian Sports Commission)
Essa é uma das razões pelas quais os estudos com suplementação esportiva frequentemente utilizam produtos concentrados com quantidade de nitrato conhecida.
E o papel dos carboidratos?
Além dos compostos bioativos, a associação com suco de uva integral fornece carboidratos, que podem ser importantes no pré-treino, especialmente antes de sessões prolongadas ou de maior intensidade.
O carboidrato pré-exercício pode contribuir para a manutenção da disponibilidade energética e do glicogênio, dependendo da alimentação realizada anteriormente e da duração e intensidade do treinamento.
Por isso, a bebida pode ser interessante não apenas pelo nitrato e pelos polifenóis, mas também como uma fonte prática de carboidrato.
Contudo, a quantidade adequada deve ser individualizada. Um atleta que fará uma sessão curta de musculação não necessariamente terá a mesma necessidade de carboidratos de um corredor que realizará um treino longo ou uma competição.
Uma sugestão prática
Uma possibilidade de preparação é combinar:
Suco de beterraba + suco de uva integral, sem adição de açúcar.
A proporção e o volume devem ser ajustados de acordo com a tolerância gastrointestinal, necessidades de carboidratos, objetivo do treinamento e estratégia nutricional individual.
Para aproveitar especificamente o potencial ergogênico do nitrato, o planejamento deve considerar o teor de nitrato do produto utilizado, e não apenas o volume da bebida.
Outro detalhe importante é a microbiota oral. A conversão do nitrato em nitrito depende, em parte, das bactérias presentes na boca. Estudos indicam que práticas que prejudicam essa microbiota, como determinados antissépticos bucais, podem reduzir o efeito ergogênico do nitrato. (PubMed)
Para quem essa estratégia pode ser interessante?
A estratégia pode ser considerada principalmente para indivíduos que praticam exercícios nos quais a eficiência do exercício, a resistência muscular ou a capacidade de sustentar esforços intensos são importantes.
As evidências são particularmente interessantes para modalidades de endurance e exercícios de alta intensidade, embora os resultados possam variar entre indivíduos. A resposta tende a ser menos previsível em atletas altamente treinados, e o consenso de especialistas aponta que o nível de aptidão aeróbica pode influenciar a resposta ao nitrato. (PubMed)
No caso do treinamento de força, uma meta-análise encontrou efeito pequeno sobre resistência muscular e efeito muito discreto sobre força máxima. Portanto, não seria adequado divulgar o suco de beterraba como um suplemento capaz de aumentar diretamente a força ou promover hipertrofia. (PubMed)
Afinal, vale a pena utilizar?
O suco de beterraba com suco de uva integral é uma estratégia alimentar interessante porque combina nitratos, polifenóis e carboidratos em uma preparação simples.
A ciência apoia o potencial ergogênico do nitrato da beterraba, principalmente em protocolos específicos e quando a quantidade ingerida é suficiente. Também existem estudos promissores com derivados da uva e seu conteúdo de polifenóis, mas as evidências ainda são menos consistentes para estabelecer uma recomendação universal.
Assim, a melhor abordagem é enxergar essa bebida como uma ferramenta dentro da periodização nutricional, e não como uma fórmula obrigatória para melhorar o desempenho.
A alimentação diária, a hidratação, o consumo adequado de carboidratos e proteínas, o sono e a organização do treinamento continuam sendo os principais pilares para a evolução esportiva.
Em nutrição esportiva, o resultado não está apenas em um alimento isolado, mas na estratégia como um todo.
Referências científicas
Cai C, Huang P, Cheng X, Zhou J. Effectiveness of beetroot juice on aerobic and anaerobic exercise performance: systematic review and meta-analysis. Frontiers in Nutrition. 2026;13:1844096. (PubMed)
Shannon OM, et al. Dietary Inorganic Nitrate as an Ergogenic Aid: An Expert Consensus Derived via the Modified Delphi Technique. Sports Medicine. 2022. (PubMed)
McMahon NF, Leveritt MD, Pavey TG. The effect of dietary nitrate supplementation on endurance exercise performance and cardiorespiratory measures in healthy adults: a systematic review and meta-analysis. Sports Medicine. 2017. (PubMed)
Alvares TS, et al. Effect of dietary nitrate ingestion on muscular performance: a systematic review and meta-analysis of randomized controlled trials. Critical Reviews in Food Science and Nutrition. 2022;62(19):5284–5306. (PubMed)
AIS – Australian Institute of Sport. Beetroot Juice/Nitrate – Sports Supplement Framework. (Australian Sports Commission)
Cook MD, Willems MET. Dietary Anthocyanins: A Review of the Exercise Performance Effects and Related Physiological Responses. International Journal of Sport Nutrition and Exercise Metabolism. 2019;29(3):322–330. (PubMed)
de Sousa C, et al. A single dose of purple grape juice improves physical performance and antioxidant activity in runners: a randomized, crossover, double-blind, placebo study. Nutrients. 2020. (PubMed Central (PMC))
Somerville V, Bringans C, Braakhuis A. Polyphenols and Performance: A Systematic Review and Meta-Analysis. Sports Medicine. 2017;47(8):1601–1612. (PubMed)
Nota profissional: este conteúdo tem finalidade educativa e não substitui uma avaliação individualizada por nutricionista. A quantidade e o horário do pré-treino devem considerar modalidade, duração e intensidade do exercício, composição corporal, tolerância gastrointestinal, ingestão de carboidratos e demais características individuais.
Estagiárias: Sara Cristina Rodrigues & Maria Inez Candido Schiesaro
BULKING & CUTTING: DUAS FASES, UM OBJETIVO
— MELHORAR A COMPOSIÇÃO CORPORAL
Bulking e cutting são estratégias utilizadas
na nutrição esportiva para manipular o balanço energético de acordo com o
objetivo de ganho muscular ou redução de gordura.
BULKING —
GANHO DE MASSA MUSCULAR
O bulking consiste em consumir mais energia do
que o organismo gasta, associado ao treinamento de força, buscando favorecer o
aumento de massa muscular.
Superávit energético moderado: aproximadamente
10–20% acima do gasto energético.
Proteína: cerca de 1,6–2,2 g/kg/dia.
Carboidratos: importantes para sustentar o
treinamento e a reposição de glicogênio.
Ganho
de peso gradual: aproximadamente 0,25–0,5% do peso corporal por semana pode ser
uma referência para praticantes iniciantes/intermediários.
A ideia não é “comer tudo pela frente”.
Bulking eficiente é ganho muscular com controle do ganho de gordura.
CUTTING — REDUÇÃO DE GORDURA
No cutting, o objetivo é criar um déficit
energético controlado, favorecendo a redução de gordura corporal e
preservando o máximo possível de massa muscular.
Déficit energético individualizado.
Proteína adequada ou aumentada conforme o
nível de gordura corporal e o déficit.
Treinamento de força mantido para estimular a preservação da massa magra.
Carboidratos ajustados de acordo com desempenho, volume de treino e preferência
individual.
Ritmo de perda de peso moderado, evitando restrições agressivas.
Em preparação para fisiculturismo, uma
referência frequentemente utilizada é uma perda de aproximadamente 0,5–1% do
peso corporal por semana, embora a velocidade ideal dependa do indivíduo e
do estágio da preparação.
BULKING ×
CUTTING
Bulking: superávit calórico → foco
no ganho de massa muscular.
Cutting: déficit calórico → foco na redução de gordura e preservação
muscular.
Nas duas fases, o resultado depende da
combinação entre alimentação adequada + treinamento de força + recuperação +
consistência.
O mais importante: não existe uma dieta
universal para bulking ou cutting. Calorias, proteínas, carboidratos e gorduras
devem ser calculados considerando peso, composição corporal, gasto energético,
treinamento, rotina e objetivo.
REFERÊNCIAS
TEÓRICAS
Helms, E. R. et al. Evidence-based
recommendations for natural bodybuilding contest preparation: nutrition and
supplementation. Journal of the International Society of Sports
Nutrition, 2014.
Iraki, J. et al. Nutrition
Recommendations for Bodybuilders in the Off-Season: A Narrative Review.
Sports, 2019.
Morton, R. W. et al. A
systematic review, meta-analysis and meta-regression of the effect of protein
supplementation on resistance training-induced gains in muscle mass and
strength. British Journal of Sports Medicine, 2018.
Thomas, D. T.; Erdman, K.
A.; Burke, L. M. Nutrition and Athletic Performance. Journal of
the Academy of Nutrition and Dietetics, 2016.
Nutrição esportiva baseada em evidências: o
objetivo não é simplesmente pesar menos ou mais — é melhorar a composição
corporal com estratégia, desempenho e saúde.
Estagiárias: Maria Inez Candido Schiesaro & Sara Cristina Rodrigues
segunda-feira, 17 de agosto de 2026
Mounjaro e a Saúde Intestinal
O Mounjaro (tirzepatida) atua como duplo agonista dos receptores GLP-1 e GIP, reduzindo a velocidade do trânsito gastrointestinal e retardando o esvaziamento gástrico para modular o apetite e a glicemia. Essa lentificação pode ocasionar queixas comuns como náuseas, plenitude, distensão gasosa e constipação. O suporte nutricional foca em hidratação rigorosa (35–40 mL/kg), aporte fracionado de fibras solúveis, pequenas porções e preservação da massa magra via proteínas de alta biodisponibilidade.
Conteúdo Elaborado Por: Roseli Aparecida Ferreira
Referências Científicas:
JASTREBOFF, A. M. et al. Tirzepatide Once Weekly for the Treatment of Obesity (SURMOUNT-1). The New England Journal of Medicine (NEJM), v. 387, n. 3, p. 205–216, 2022. DOI: 10.1056/NEJMoa2206038.
FRÍAS, J. P. et al. Tirzepatide versus Semaglutide Once Weekly in Patients with Type 2 Diabetes (SURPASS-2). The New England Journal of Medicine (NEJM), v. 385, n. 6, p. 503–515, 2021. DOI: 10.1056/NEJMoa2107519.
KARRAR, H. R. et al. Tirzepatide-Induced Gastrointestinal Manifestations: A Systematic Review and Meta-Analysis. Cureus, v. 15, n. 9, e46091, 2023. DOI: 10.7759/cureus.46091.
FARZAM, K.; PATEL, P. Tirzepatide. StatPearls [Internet]. Treasure Island (FL): StatPearls Publishing, 2024.
O que acontece com o seu corpo quando você corta carboidratos?

A importância da higiene e segurança dos alimentos
🥗 A higiene e a segurança dos alimentos são fundamentais para garantir refeições de qualidade e proteger a saúde de quem as consome. As boas práticas estão presentes em todas as etapas: desde o recebimento e armazenamento dos alimentos até o preparo e a distribuição das refeições. A higienização correta das mãos, dos alimentos, dos utensílios e dos ambientes, além do controle adequado de temperatura e da prevenção da contaminação cruzada, são cuidados essenciais.
- Referência: Portaria CVS n° 3/2026.
- Beatriz Vitória Da Silva Teixeira
Uma alimentação equilibrada pode contribuir para reduzir o colesterol LDL (“ruim”), melhorar o perfil lipídico e proteger a saúde cardiovascular.
🥣 Aveia
Rica em fibra solúvel, especialmente beta-glucana, que pode reduzir a absorção intestinal de colesterol e contribuir para a redução do LDL.
Feijão e outras leguminosas
São fontes de fibras solúveis e proteínas vegetais. O consumo regular de leguminosas pode ajudar a reduzir o colesterol LDL e melhorar a qualidade geral da alimentação.
🐟 Peixes ricos em ômega-3
Salmão, sardinha e outros peixes gordurosos são fontes de EPA e DHA. O ômega-3 é especialmente útil para reduzir os triglicerídeos e pode contribuir para a saúde cardiovascular.
Azeite de oliva extra virgem
Fornece gorduras monoinsaturadas e compostos antioxidantes. Quando substitui gorduras saturadas, pode contribuir para um perfil de colesterol mais favorável.
🥑 Abacate
Contém gorduras monoinsaturadas e fibras. A substituição de gorduras saturadas por gorduras presentes no abacate pode ajudar a reduzir o LDL.
🌰 Castanhas e nozes
Nozes, amêndoas e outras oleaginosas fornecem gorduras insaturadas, fibras, proteínas vegetais, fitoesteróis e antioxidantes. Seu consumo está associado a melhora do perfil lipídico.
🌱 Chia e linhaça
Fornecem fibras, gorduras poli-insaturadas e compostos bioativos. A linhaça, em particular, apresenta evidências de possível redução do colesterol, especialmente quando consumida regularmente.
Frutas vermelhas
Morangos, amoras, framboesas e mirtilos são ricos em fibras e compostos antioxidantes. Podem fazer parte de um padrão alimentar cardioprotetor.
🧄 Alho
Possui compostos sulfurados que podem apresentar efeitos modestos sobre o colesterol. Entretanto, não deve substituir medicamentos prescritos ou mudanças alimentares comprovadamente eficazes.
🍵 Chá verde
Rico em catequinas, compostos antioxidantes que podem produzir uma pequena redução do colesterol LDL e do colesterol total.
🥦 Brócolis e vegetais verdes
Fornecem fibras, vitaminas, minerais e compostos bioativos. O aumento do consumo de vegetais contribui para uma alimentação favorável à saúde cardiovascular.
🌾 Grãos integrais
Aveia, cevada, arroz integral e outros cereais integrais fornecem fibras, que podem ajudar no controle do colesterol e aumentar a saciedade.
Dicas importantes
Prefira alimentos in natura ou minimamente processados.
Aumente o consumo de fibras solúveis, presentes em aveia, cevada, feijão, frutas e alguns vegetais.
Substitua manteiga, carnes gordurosas e outras fontes de gordura saturada por gorduras insaturadas, como azeite, castanhas e abacate.
Reduza o consumo de gorduras saturadas e gorduras trans.
Mantenha atividade física regular e um peso corporal saudável.
O tratamento do colesterol alto pode exigir medicamentos, dependendo do risco cardiovascular de cada pessoa. Não interrompa medicamentos sem orientação médica.
Referências
Sociedade Brasileira de Cardiologia. Atualização da Diretriz Brasileira de Dislipidemias e Prevenção da Aterosclerose – 2021. Arquivos Brasileiros de Cardiologia. 2021;117(4):1-76
ALIMENTOS CARDIOPROTETORES ❤️
Proteja seu coração através da alimentação!
O que são?
Alimentos cardioprotetores são aqueles que, quando fazem parte de uma alimentação equilibrada, fornecem nutrientes e compostos bioativos que podem contribuir para a saúde do coração e dos vasos sanguíneos.
🥑 Exemplos
- Frutas e verduras: fontes de vitaminas, minerais, fibras e antioxidantes.
- Aveia e outros cereais integrais: ricos em fibras, especialmente beta-glucanas.
- Feijão, lentilha e grão-de-bico: fornecem fibras e proteínas vegetais.
- Peixes como sardinha e salmão: fontes de ômega-3.
- Castanhas e nozes: fornecem gorduras insaturadas e outros nutrientes.
- Azeite de oliva: fonte de gorduras monoinsaturadas.
- Abacate: rico em gorduras insaturadas e fibras.
❤️ Por que são importantes?
Uma alimentação rica em alimentos in natura ou minimamente processados, fibras, frutas, verduras, leguminosas, cereais integrais e fontes de gorduras insaturadas pode ajudar a reduzir fatores de risco cardiovascular, como níveis elevados de colesterol e pressão arterial, quando integrada a um estilo de vida saudável.
💡 DICA
Varie as cores e os tipos de alimentos no prato! Quanto maior a diversidade de alimentos naturais, maior a variedade de nutrientes.
segunda-feira, 27 de julho de 2026
Um corpo Inflamado
A inflamação não é uma doença; ela é um dos principais mecanismos que o organismo possui para manter a homeostase (equilibrio de funcionamento). O problema não é a inflamação em si, mas quando ela é insuficiente, exagerada ou nunca se desliga.
Podemos pensar no corpo como uma cidade.
- O sistema imunológico é a polícia, os bombeiros e a equipe de manutenção.
- A inflamação é a resposta de emergência.
- A homeostase é a cidade funcionando normalmente.
- A doença acontece quando a resposta é inadequada ou quando a cidade precisa viver em estado permanente de emergência.
O que é a inflamação fisiologicamente?
Inflamação é uma resposta coordenada do sistema imunológico, do sistema vascular, do sistema nervoso e do sistema endócrino diante de uma ameaça.
Essa ameaça pode ser:
- vírus
- bactérias
- fungos
- trauma
- exercício intenso
- cirurgia
- queimadura
- toxinas
- excesso de gordura visceral
- morte celular
- até estresse psicológico prolongado.
O objetivo é sempre o mesmo:
- detectar o problema
- conter o dano
- eliminar a causa
- reparar o tecido
- voltar ao equilíbrio.
Ou seja, a inflamação existe para restaurar a homeostase.
Como ela começa?
Imagine um corte na pele.
As células lesionadas liberam moléculas de perigo (DAMPs).
Essas moléculas avisam:
"Tem tecido machucado aqui."
Os macrófagos e outras células de defesa reconhecem esse sinal.
Começam então a produzir mediadores inflamatórios:
- IL-1
- IL-6
- TNF-alfa
- prostaglandinas
- histamina
- quimiocinas
Essas substâncias fazem os vasos sanguíneos:
- dilatarem
- ficarem mais permeáveis
- recrutarem leucócitos
Daí surgem os sinais clássicos:
- calor
- vermelhidão
- dor
- edema
- perda temporária da função.
Esses sinais não são a doença.
São a consequência da tentativa do organismo de reparar o tecido.
O lado bom da inflamação
Sem inflamação nós morreríamos rapidamente.
Ela:
- combate infecções
- elimina células defeituosas
- remove tecido morto
- inicia cicatrização
- ajuda na regeneração muscular
- combate tumores em muitos casos.
Até o ganho de massa muscular depende de um pequeno processo inflamatório após o treino.
O exercício gera microlesões.
Essas microlesões provocam inflamação controlada.
Depois ocorre:
- regeneração
- hipertrofia
- adaptação
Sem essa resposta, praticamente não haveria evolução muscular.
O lado ruim
Agora imagine que o "botão desligar" nunca funciona.
A inflamação deixa de ser um mecanismo de defesa.
Ela passa a atacar tecidos saudáveis.
Isso gera:
- fibrose
- resistência à insulina
- desgaste articular
- lesão vascular
- envelhecimento acelerado
- doenças autoimunes
- maior risco cardiovascular.
É a chamada inflamação crônica de baixo grau.
Ela é silenciosa.
Às vezes a pessoa sente apenas:
- fadiga
- dificuldade para emagrecer
- dores difusas
- recuperação lenta
- pior desempenho físico.
Inflamação aguda × crônica
Aguda
Dura horas ou poucos dias.
Tem começo e fim.
Exemplo:
- pneumonia
- gripe
- cirurgia
- corte
- treino intenso.
O organismo resolve o problema e volta ao normal.
Crônica
Pode durar anos.
O organismo nunca consegue eliminar completamente o estímulo.
Exemplos:
- obesidade visceral
- diabetes tipo 2
- aterosclerose
- artrite reumatoide
- doença inflamatória intestinal
- adenomiose, endometriose
- algumas doenças hepáticas.
O corpo continua produzindo citocinas inflamatórias continuamente.
Diabetes
O diabetes tipo 2 é um ótimo exemplo.
Inicialmente:
- excesso de gordura visceral
- excesso calórico
- resistência à insulina
As células de gordura produzem diversas citocinas inflamatórias.
O pâncreas responde produzindo mais insulina.
Por algum tempo a glicose permanece normal.
É uma fase compensatória.
Depois:
- resistência aumenta
- o pâncreas se desgasta
- glicemia sobe
- instala-se o diabetes.
Perceba:
A doença não aparece de um dia para o outro.
Existe uma longa fase em que o organismo luta para manter a homeostase.
Adenomiose e miomas
São condições diferentes.
Adenomiose
O tecido semelhante ao endométrio invade o músculo uterino.
Isso gera:
- inflamação local
- dor
- aumento de prostaglandinas
- sangramento intenso
- alterações na contração uterina.
Miomas
São tumores benignos do músculo do útero.
Não são necessariamente inflamatórios.
Mas podem provocar:
- alterações vasculares
- sangramento
- anemia
- resposta inflamatória secundária em alguns casos.
Fígado
O fígado é um dos grandes reguladores da inflamação.
Ele produz:
- PCR (proteína C reativa)
- complemento
- proteínas de coagulação
- albumina
- hepcidina.
Quando existe inflamação sistêmica, o fígado muda completamente seu metabolismo.
Ferritina
A ferritina é muito interessante porque representa duas coisas:
Estoque de ferro
Baixa ferritina geralmente sugere redução das reservas de ferro.
Pode ocorrer por:
- sangramento
- deficiência de ingestão
- menor absorção
- maior demanda.
Consequências podem incluir:
- fadiga
- menor desempenho físico
- pior transporte de oxigênio quando evolui para deficiência de ferro importante.
Marcador inflamatório
Ferritina alta nem sempre significa excesso de ferro.
Pode aumentar em:
- infecções
- obesidade
- síndrome metabólica
- doenças hepáticas
- inflamação crônica
- algumas doenças autoimunes.
Na inflamação, o organismo aumenta a produção de hepcidina, que reduz a disponibilidade de ferro circulante. Isso ajuda a limitar o acesso de alguns microrganismos ao ferro, mas também pode contribuir para a chamada anemia da inflamação.
PCR (Proteína C Reativa)
A PCR é produzida pelo fígado em resposta principalmente à IL-6.
Ela sobe rapidamente quando existe inflamação.
Valores elevados podem ocorrer em:
- infecção
- trauma
- cirurgia
- doenças autoimunes
- obesidade
- doenças cardiovasculares.
Ela é um marcador da resposta inflamatória, mas não identifica a causa por si só.
CPK (Creatina Quinase)
A CPK é diferente.
Ela não mede inflamação diretamente.
Ela mede lesão celular, principalmente muscular.
Pode subir por:
- musculação intensa
- corrida
- trauma
- rabdomiólise
- algumas doenças musculares
- infarto (dependendo da fração e do contexto).
Um atleta pode apresentar CPK bastante elevada após um treino intenso sem que isso represente doença. A interpretação depende dos sintomas, do tipo de exercício e da evolução dos valores.
Quando a doença está "querendo aparecer"
Antes do diagnóstico, o organismo costuma compensar.
Exemplo:
Resistência à insulina:
Produz mais insulina.
Hipertensão:
Ajusta diversos mecanismos hormonais e renais para manter a perfusão.
Doença hepática:
O fígado pode manter muitas funções mesmo com perda significativa de tecido funcional.
Esse período é chamado de fase compensada.
Ainda existe homeostase.
Mas ela está sendo alcançada às custas de um enorme esforço fisiológico.
(ai que começa o corpo ficar inchado, não perde peso, a resposta metabolica não é a mesma)
Quando a doença crônica já está instalada
Depois de anos de compensação:
- aparecem sintomas
- ocorre remodelamento dos tecidos
- desenvolve-se fibrose em alguns órgãos
- surgem alterações permanentes.
O corpo ainda busca homeostase, mas agora em um "novo equilíbrio", muitas vezes menos eficiente.
O atleta de alta performance
Curiosamente, um atleta também vive em ciclos de inflamação.
Após um treino intenso:
- sobe IL-6 (com efeitos que dependem do contexto)
- aumenta CPK
- ocorre estresse oxidativo transitório
- há microlesões musculares.
Mas, com recuperação adequada (sono, nutrição, descanso e treinamento bem planejado), essa inflamação é seguida por resolução e adaptação, levando a mais força, capacidade aeróbica e resistência.
Já o excesso de treino sem recuperação (overreaching ou overtraining) pode manter uma inflamação persistente, piorar o desempenho e aumentar o risco de lesões.
A ideia central
A saúde não significa ausência completa de inflamação.
Significa a capacidade do organismo de:
- reconhecer rapidamente uma ameaça;
- gerar uma resposta inflamatória adequada;
- eliminar a causa do problema;
- reparar os tecidos;
- desligar a resposta inflamatória no momento certo;
- retornar à homeostase.
Quando esse ciclo funciona bem, a inflamação é uma aliada. Quando o estímulo persiste ou os mecanismos de resolução falham, ela pode contribuir para doenças crônicas.
o inchaço acontece durante a resposta inflamatória, e alguns mecanismos que ajudam a resolver essa inflamação podem fazer o organismo demorar um pouco para eliminar o líquido acumulado. Vamos entender isso pela fisiologia.
O que acontece durante a inflamação?
Imagine que você torceu o tornozelo ou fez um treino muito intenso.
O organismo entende que houve uma lesão e envia um "alerta". São liberadas substâncias como histamina, prostaglandinas e diversas citocinas inflamatórias.
Essas substâncias provocam:
- dilatação dos vasos sanguíneos;
- aumento da permeabilidade dos capilares;
- saída de plasma e proteínas para o tecido;
- chegada de células do sistema imunológico.
Esse líquido que sai dos vasos é o edema, ou seja, o inchaço.
O objetivo é levar oxigênio, nutrientes e células de defesa até a região lesionada.
Por que o peso pode aumentar?
Existem vários mecanismos.
1. Retenção de água
Durante uma inflamação importante, o organismo ativa sistemas hormonais para preservar a circulação, como:
- aldosterona;
- hormônio antidiurético (ADH);
- sistema renina-angiotensina.
Esses hormônios fazem os rins reterem mais sódio e água.
Resultado:
- aumento temporário do peso;
- sensação de "corpo pesado";
- inchaço.
Isso pode acontecer após uma cirurgia, uma infecção ou até depois de um treino muito intenso.
2. Glicogênio
Depois do exercício, os músculos repõem seus estoques de glicogênio.
Cada grama de glicogênio armazenado retém aproximadamente 3 a 4 gramas de água.
Por isso, uma pessoa pode ganhar 1 a 3 kg em poucos dias após voltar a treinar ou aumentar o consumo de carboidratos, sem ter ganhado gordura.
3. Reparo tecidual
Durante a cicatrização, o organismo produz:
- colágeno;
- novas proteínas;
- novos vasos sanguíneos.
Esses processos exigem maior fluxo de líquidos e nutrientes para o tecido, o que também pode contribuir para um aumento temporário de volume.
E quando a inflamação começa a diminuir?
Quando a causa da lesão é resolvida, entram em ação mecanismos de resolução da inflamação.
Macrófagos passam a remover células mortas e resíduos, e o sistema linfático começa a drenar o excesso de líquido.
Gradualmente:
- a permeabilidade dos vasos diminui;
- o edema é reabsorvido;
- os rins eliminam o excesso de água;
- o peso tende a voltar ao normal.
Por que algumas pessoas parecem "desinchar" ao usar um anti-inflamatório?
Isso depende do contexto.
Se o medicamento reduz a inflamação, há menor liberação de substâncias que aumentam a permeabilidade dos vasos, e o edema pode diminuir.
E nas doenças crônicas?
Em doenças como obesidade, diabetes tipo 2, doença hepática e algumas doenças autoimunes, existe uma inflamação persistente de baixo grau.
Essa inflamação pode alterar:
- o funcionamento dos vasos sanguíneos;
- a função dos rins;
- o equilíbrio hormonal;
- a drenagem linfática.
O resultado pode ser uma maior tendência à retenção de líquidos, embora nem todo ganho de peso nessas condições seja devido à água.
O atleta também pode "pesar mais"?
Sim.
Após um treino muito intenso é comum ocorrer:
- microlesões musculares;
- resposta inflamatória controlada;
- aumento da entrada de água nas fibras musculares;
- reposição de glicogênio.
Por isso, um atleta pode acordar 1 a 2 kg mais pesado no dia seguinte a um treino muito pesado, principalmente de pernas, e isso geralmente reflete água e glicogênio, não gordura.
A ideia central
O "inchaço" é uma estratégia fisiológica. O organismo usa água como meio de transporte para células de defesa, nutrientes e proteínas que participam da reparação do tecido. Quando a inflamação se resolve, o excesso de líquido costuma ser drenado pelo sistema linfático e eliminado pelos rins, permitindo o retorno à homeostase. Em algumas situações, porém, doenças ou medicamentos podem prolongar a retenção de líquidos.
Essa é uma das razões pelas quais o peso corporal pode variar alguns quilos ao longo de poucos dias sem que isso represente ganho ou perda de gordura corporal.
Nutricionista
Janete Neves
Referencias:
Robbins & Cotran – Patologia: Bases Patológicas das Doenças
Guyton & Hall – Tratado de Fisiologia Médica
Janeway's Immunobiology
Inflammation 2010: New Adventures of an Old Flame
Sleisenger and Fordtran's Gastrointestinal and Liver Disease
quinta-feira, 11 de junho de 2026
sinvastatina
A Sinvastatina é um medicamento da classe das estatinas, usado principalmente para:
- Reduzir o colesterol LDL ("colesterol ruim")
- Reduzir os triglicerídeos
- Aumentar modestamente o HDL ("colesterol bom")
- Diminuir o risco de infarto, AVC e outras doenças cardiovasculares
Como tomar
Geralmente é tomada uma vez ao dia, normalmente à noite, pois o fígado produz mais colesterol durante a madrugada. Siga sempre a dose prescrita pelo médico.
Efeitos colaterais comuns
- Dor muscular
- Fraqueza muscular
- Dor de cabeça
- Náusea
- Dor abdominal
Atenção
Procure orientação médica rapidamente se apresentar:
- Dor muscular intensa ou persistente
- Fraqueza muscular importante
- Urina escura
- Pele ou olhos amarelados
Interações
O consumo de toranja (grapefruit) pode aumentar os níveis de sinvastatina no sangue e elevar o risco de efeitos adversos. Alguns medicamentos também podem interagir com ela.
por lauro silva





