terça-feira, 31 de março de 2026

Nutrição e Saúde Mental

 

A relação entre alimentação e saúde mental tem sido cada vez mais estudada pela ciência, e os resultados mostram que aquilo que comemos influencia não apenas o corpo, mas também o funcionamento do cérebro, o humor e o bem-estar emocional. Pesquisas recentes indicam que a alimentação pode ter um papel importante tanto na prevenção quanto no agravamento de transtornos como ansiedade e depressão.

Padrões alimentares saudáveis, como a dieta mediterrânea, estão associados a menores índices de depressão e melhor qualidade de vida. Esse tipo de alimentação é rico em frutas, verduras, grãos integrais, peixes, azeite de oliva e oleaginosas, alimentos que fornecem nutrientes essenciais para o funcionamento do cérebro, como vitaminas, minerais e gorduras saudáveis. Esses nutrientes participam da produção de neurotransmissores, substâncias responsáveis pela regulação do humor, como a serotonina.

Por outro lado, dietas ricas em alimentos ultraprocessados, como fast food, refrigerantes e produtos industrializados, estão associadas a um maior risco de problemas de saúde mental. Esses alimentos costumam ter altos níveis de açúcar, gorduras ruins e aditivos químicos, que podem contribuir para processos inflamatórios no organismo e afetar negativamente o cérebro.

Outro ponto importante destacado pelos estudos é a conexão entre o intestino e o cérebro, conhecida como eixo intestino-cérebro. O intestino abriga trilhões de bactérias que influenciam diversas funções do organismo, incluindo o humor e o comportamento. Uma alimentação equilibrada, rica em fibras e alimentos naturais, contribui para uma microbiota intestinal saudável, o que pode favorecer a saúde mental.

Além disso, a qualidade da alimentação é mais importante do que simplesmente a quantidade de comida ingerida. Dietas muito restritivas ou desequilibradas podem levar a deficiências nutricionais e, consequentemente, prejudicar o bem-estar emocional, aumentando sintomas como irritabilidade, ansiedade e tristeza.

De modo geral, os estudos mostram que a alimentação é um fator importante e modificável na saúde mental. Manter uma dieta equilibrada pode ajudar a melhorar o humor, aumentar a disposição e reduzir o risco de transtornos mentais. No entanto, é importante destacar que a alimentação não substitui tratamentos médicos ou psicológicos, mas deve ser vista como uma estratégia complementar no cuidado com a saúde mental.


Por: Elizana Oliveira

Referências:

FERNÁNDEZ-DEMENEGHI, R. et al.
Mindful eating as the next therapeutic frontier in nutritional psychiatry.
Frontiers in Nutrition, v. 13, 2026.
DOI: 10.3389/fnut.2026.1726847

FERNÁNDEZ-DEMENEGHI, R. et al.
Positioning berries in nutritional psychiatry: potential for prevention and co-therapy in mental health.
Frontiers in Behavioral Neuroscience, v. 19, 2025.
DOI: 10.3389/fnbeh.2025.1622242

MANI, S.; WASNIK, S.; SINGH, M.
Editorial: Nutrition and mood disorders.
Frontiers in Nutrition, v. 12, 2025.
DOI: 10.3389/fnut.2025.1744366

Ferritina, ferro e transferrina marcador de inflamação

 

A ferritina e a transferrina são duas proteínas fundamentais para o funcionamento do nosso organismo, especialmente quando o assunto é o ferro no corpo.


A ferritina é responsável por armazenar o ferro, funcionando como uma espécie de “reserva”. Já a transferrina tem o papel de transportar esse ferro pelo sangue, levando-o para diferentes partes do corpo onde ele é necessário, como na produção de hemoglobina.

Quando a ferritina está baixa, isso geralmente indica falta de ferro, podendo causar anemia. Os sintomas mais comuns incluem cansaço, fraqueza, palidez e queda de cabelo. Por outro lado, níveis elevados de ferritina podem estar associados a inflamações, infecções, doenças do fígado ou até excesso de ferro.

A transferrina também traz informações importantes. Quando está alta, pode indicar que o organismo está tentando compensar a falta de ferro. Já níveis baixos podem estar relacionados a inflamações, problemas no fígado ou desnutrição.

Por isso, os exames de ferritina e transferrina são frequentemente solicitados juntos, pois oferecem uma visão mais completa sobre os níveis e o funcionamento do ferro no organismo.

Manter o equilíbrio do ferro é essencial para a saúde. Em caso de alterações nos exames, é sempre importante buscar orientação de um profissional de saúde para uma avaliação adequada.

Por: Estágiaria Agda Araujo


Referencia:

https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S2531137924003468?via%3Dihub


Estratégias para sentir saciedade

Estratégias para sentir saciedade


Muitas pessoas têm procurado profissionais da saúde para buscar os seus objetivos estéticos ou para melhorar os exames de sangue ou para qualquer outro objetivo pertinente à saúde. A grande maioria busca o emagrecimento, sendo requisitado em pelo menos 90% das consultas nutricionais, com esse sendo o maior e mais desejado objetivo.

Eu vou falar aqui sobre algumas estratégias que podem ser usadas para facilitar o emagrecimento, sendo de forma saudável e sem sofrimento. Para começarmos, vou explicar como que funciona, fisiologicamente falando, o processo de emagrecimento. 

O nosso corpo precisa de calorias para se manter vivo, e essas calorias são obtidas através dos alimentos. Simples, não? Com isso em mente, nós sabemos que para emagrecer, nós devemos comer menos calorias do que gastamos - se for o contrário, nós ganharemos peso - e esse é o princípio básico da nutrição. 

Então digamos que um indivíduo gaste 2000 kcal por dia, ele precisa ingerir menos kcal do que isso para emagrecer. E aí é que muitas pessoas erram, seja no cálculo para saber quantas calorias se deve ingerir, ou erram por não conseguirem seguir o planejamento à risca e realizam diversas refeições fora do planejamento. 

Muitas vezes, as pessoas não conseguem seguir por sentirem muita fome nos intervalos das refeições, ou ao longo do dia como um todo. Então, uma das maiores queixas de quem possui esse objetivo é o de sentir muita fome.


Aqui eu vou listar as principais estratégias para sentir saciedade. Mas para isso, temos que entender o que causa a saciedade. Existem alguns neuropeptídeos, que são hormônios que sinalizam a saciedade ao cérebro. 

Um grande exemplo disso é o GLP-1. As canetas emagrecedoras (Ozempic e Mounjaro) são produzidas a partir dele, então esse poder saciatório vem desses neuropeptídeos. E a secreção deles é causada pela ingestão dos alimentos, que fazem um certo volume no estômago, aumentando a liberação desses neuropeptídeos, prolongando a sensação de saciedade.


Ou seja, quanto mais tempo a digestão durar, maior será a sensação de saciedade, e quanto menos tempo durar, mais rápido o indivíduo sentirá fomo de novo. Portanto, refeições com apenas carboidrato (Massas, pães, bolachas, açaí, bolos, doces etc) tendem a ter uma digestão ultrarrápida, diminuindo o tempo de saciedade, ao mesmo tempo que oferecem muitas calorias. 

Em contrapartida, a ingestão de gordura e proteína lentifica muito a digestão, retardando o esvaziamento gástrico, isso auxilia na liberação dos neuropeptídeos (GLP-1, CCK, PYY e Leptina) que sinalizam ao cérebro a saciedade, e eles continuam sendo liberados até a digestão ser concluída. 

As proteínas e gorduras ajudam muito a conferir a saciedade, mas junto deles tem um composto que ajuda tanto quanto, e melhor ainda, não possuem calorias. Estamos falando das fibras alimentares. 

Você muito provavelmente já ouviu falar delas, elas são encontradas em abundância em vegetais, frutas e verduras. O grande truque das fibras, é ingerir água junto com elas, pois elas são hidrofílicas - isso quer dizer que elas absorvem água - ou seja, elas ganham volume com essa água, ocupando mais espaço no estômago, fazendo o papel de um alimento.

Esse volume a mais no estômago causa a secreção dos neuropeptídeos da saciedade e cessa a produção da grelina - que sinaliza a fome. Então o grande trunfo de um emagrecimento saudável e possível de ser feito gira em torno de lentificar a digestão, ao mesmo tempo que sem aumentar a ingestão calórica para não ingerir mais calorias do que se gasta, pois assim, o efeito seria o de ganhar peso. 

Portanto, ingerir mais proteínas, fibras e gorduras auxilia muito no processo de perda de peso. Mas deve-se sempre salientar, o excesso não ajuda, muito pelo contrário, devemos utilizar boas fontes de gordura e tomar cuidado com as dietas hiperproteicas pois esse excesso atrapalha nesse objetivo. 

E lembrando, o que manda é o déficit calórico. Se eu gasto 2000 kcal, e eu ingiro 2500 kcal, fatalmente eu vou ganhar peso. Caso eu ingira 1500 kcal, eu vou conseguir perder peso, porém é difícil fazer uma dieta de restrição, pois a fome tende a aumentar, e com isso, as estratégias que eu citei aqui caem como uma luva.

Eu sempre costumo dizer que emagrecimento não é sofrimento, é estratégia, e essa estratégia deve ser muito bem montada e elucidada. 


Por nutricionista estagiário: Pedro Paulo.






segunda-feira, 30 de março de 2026

Cafeína

 

A cafeína é uma das substâncias ergogênicas mais estudadas e utilizadas no contexto esportivo. Seu principal mecanismo de ação ocorre no sistema nervoso central, onde bloqueia os receptores de adenosina, reduzindo a sensação de fadiga e aumentando o estado de alerta. Isso faz com que o indivíduo consiga sustentar esforços físicos por mais tempo e com maior intensidade.

Em relação ao desempenho, a literatura científica mostra de forma consistente que a cafeína melhora tanto exercícios de resistência quanto de força. Em atividades aeróbicas, como corrida e ciclismo, ela aumenta o tempo até a fadiga e pode melhorar o desempenho em cerca de 1% a 8%. Já em exercícios de musculação, há evidências de aumento na força máxima, potência e resistência muscular, permitindo realizar mais repetições ou levantar cargas maiores. Além disso, a cafeína reduz a percepção de esforço, fazendo com que o treino pareça menos cansativo, mesmo em intensidades elevadas.

Outro benefício relevante está na melhora do foco, atenção e tempo de reação, o que pode ser especialmente útil em treinos técnicos ou esportes que exigem tomada de decisão rápida. No entanto, a resposta à cafeína varia bastante entre indivíduos, sendo influenciada por fatores como genética, nível de treinamento e hábito de consumo.

As evidências indicam que a dose mais eficaz para melhorar o desempenho está entre 3 e 6 mg por quilo de peso corporal, ingerida aproximadamente 30 a 60 minutos antes do exercício. Doses maiores não necessariamente aumentam os benefícios e tendem a elevar o risco de efeitos colaterais.

Entre os possíveis efeitos adversos estão ansiedade, insônia, tremores, aumento da frequência cardíaca e desconforto gastrointestinal, especialmente em doses elevadas ou em pessoas mais sensíveis à substância. Por isso, é importante testar a tolerância individual.

De forma geral, a cafeína é considerada um dos suplementos com maior nível de evidência científica para melhora do desempenho físico, sendo eficaz para diferentes tipos de treino quando utilizada de forma adequada e individualizada.


Por Elizana Oliveira

Referências:

Southward et al., 2018 – Sports Medicine
The Effect of Acute Caffeine Ingestion on Endurance Performance

Grgic et al., 2020 – British Journal of Sports Medicine
Umbrella review (21 meta-análises)

Grgic, 2018 – European Journal of Sport Science
Caffeine ingestion enhances Wingate performance

Guest et al., 2022 – Nutrition (meta-análise)
Minimum ergogenic dose of caffeine

 Nutrição Funcional: muito além de “comer saudável”



A nutrição funcional é uma abordagem que vai além da simples prescrição de dietas, buscando compreender como os alimentos interagem com o organismo de maneira individualizada. Diferente dos modelos tradicionais, ela considera a chamada individualidade bioquímica, ou seja, o fato de que cada pessoa responde de forma distinta aos nutrientes, influenciada por fatores genéticos, ambientais e metabólicos. Dessa forma, o foco não está apenas na ingestão calórica, mas na qualidade dos alimentos e em seus efeitos sobre processos fisiológicos como inflamação, imunidade, metabolismo e equilíbrio hormonal.

Dentro dessa perspectiva, o organismo é entendido como um sistema integrado, em que diferentes órgãos e funções estão interligados. O intestino, por exemplo, ocupa papel central, sendo frequentemente chamado de “segundo cérebro”, devido à sua influência sobre o sistema imunológico, a absorção de nutrientes e até mesmo o humor. Alterações na microbiota intestinal podem impactar diretamente o estado inflamatório do corpo e a biodisponibilidade de vitaminas e minerais, o que reforça a importância de uma alimentação equilibrada e rica em alimentos naturais.

A nutrição funcional também utiliza exames bioquímicos como ferramenta fundamental de avaliação, porém com uma interpretação ampliada. Os resultados laboratoriais não são analisados de forma isolada, mas sim dentro de um contexto clínico e metabólico. Por exemplo, níveis elevados de homocisteína podem indicar risco cardiovascular e estão frequentemente associados à deficiência de vitaminas do complexo B, como B6, B9 (ácido fólico) e B12. Da mesma forma, a vitamina D, além de sua função clássica no metabolismo ósseo, é avaliada por seu papel na imunidade e na regulação inflamatória, sendo tanto sua deficiência quanto seu excesso relevantes na interpretação clínica.

Nesse contexto, a suplementação vitamínica é utilizada de forma estratégica, com base em sintomas, exames laboratoriais e necessidades individuais. As vitaminas do complexo B desempenham papel essencial no metabolismo energético e na função neurológica, enquanto as vitaminas lipossolúveis — A, D, E e K — estão relacionadas a funções como imunidade, ação antioxidante e coagulação sanguínea. No entanto, o uso inadequado ou excessivo dessas substâncias pode interferir diretamente nos exames bioquímicos. A biotina (vitamina B7), por exemplo, pode causar interferências significativas em imunoensaios laboratoriais, alterando resultados de hormônios tireoidianos e marcadores cardíacos. Já a vitamina D pode elevar os níveis de cálcio sérico, enquanto a vitamina A pode impactar enzimas hepáticas como TGO e TGP. A vitamina K, por sua vez, influencia diretamente testes de coagulação, como o tempo de protrombina (TP/INR).

Essas interferências podem levar a interpretações equivocadas, como diagnósticos incorretos ou mascaramento de doenças, especialmente quando o uso de suplementos não é informado ao profissional de saúde ou ao laboratório. Por isso, a nutrição funcional enfatiza a importância de correlacionar dados clínicos, alimentares e laboratoriais, evitando análises isoladas e promovendo uma visão mais completa do estado de saúde do indivíduo.

Em síntese, a nutrição funcional propõe uma abordagem integrativa e personalizada, na qual a alimentação é utilizada como ferramenta terapêutica para promover equilíbrio e prevenir doenças. Ao considerar a interação entre nutrientes, metabolismo e exames bioquímicos, essa área reforça a necessidade de uma prática clínica mais criteriosa, baseada não apenas em resultados laboratoriais, mas na compreensão global do paciente.

Por: Andréa Melo

Referências Bibliográficas 

  • MULLIN, G. E.; MATARESE, L. E. Nutrition and integrative medicine: a primer for clinicians. Totowa: Humana Press, 2010.
  • GROPPER, S. S.; SMITH, J. L.; CARR, T. P. Advanced nutrition and human metabolism. 7. ed. Boston: Cengage Learning, 2018.
  • MAHAN, L. K.; RAYMOND, J. L. Krause: alimentos, nutrição e dietoterapia. 14. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2018.
  • SOUZA, R. G. M. et al. Nutrição funcional: princípios e aplicações clínicas. Revista de Nutrição, Campinas, v. 29, n. 4, p. 617–628, 2016.
  • BRASIL. Ministério da Saúde. Guia alimentar para a população brasileira. 2. ed. Brasília: Ministério da Saúde, 2014.
  • ORDOVAS, J. M.; CORELLA, D. Nutritional genomics. Annual Review of Genomics and Human Genetics, v. 5, p. 71–118, 2004.
  • LORDAN, R.; TSAO, R.; LIU, R. H. Potential role of plant-based foods in promoting health and preventing chronic disease. Journal of Food Bioactives, v. 2, p. 1–19, 2018.



Como as Vitaminas  Alteram os Exames Bioquímicos 




As vitaminas são essenciais para o funcionamento do organismo, mas seu uso — especialmente em suplementação — pode interferir diretamente nos exames laboratoriais, gerando resultados falsamente elevados ou reduzidos. Esse fenômeno é cada vez mais relevante na prática clínica e laboratorial.


O que são vitaminas hidrossolúveis e lipossolúveis?

  • Hidrossolúveis: complexo B e vitamina C
  • Lipossolúveis: vitaminas A, D, E e K

As vitaminas são classificadas conforme sua solubilidade:

As hidrossolúveis não são armazenadas em grandes quantidades, enquanto as lipossolúveis podem se acumular no organismo, aumentando o risco de interferências e toxicidade.

 

VitaminaExame afetado  Tipo de interferênciaRisco clínico
B12 / B9HemogramaNormaliza anemiaMascara doença
B6/B9/B12HomocisteínaReduz níveisFalso baixo risco
B7 (Biotina) TSH, troponinaInterferência analíticaDiagnóstico errado
Vitamina DCálcio, PTHAumentoFalsa hipercalcemia
Vitamina ATGO/TGPElevaçãoFalso dano hepático
Vitamina ECoagulaçãoAlteração indiretaInterpretação errada
Vitamina KTP/INRRedução tempoImpacto em anticoagulação


O GRANDE PROBLEMA NA PRÁTICA

 A maioria dos pacientes não informa uso de suplementos
 Muitos profissionais não investigam isso antes do exame
Resultado:

  •  Diagnóstico errado
  •  Exames repetidos desnecessariamente
  •  Condutas inadequadas

  

COMO EVITAR INTERFERÊNCIAS

✔ Suspender biotina 48–72h antes de exames
✔ Evitar altas doses de vitaminas antes da coleta
✔ Sempre informar suplementação ao laboratório

✔ Interpretar exames junto com histórico clínico.

 Por : Camila Santos

Referências Bibliográficas (ABNT)

RUBERT, A. et al. Vitaminas do complexo B: uma breve revisão. Revista Jovens Pesquisadores, Santa Cruz do Sul, v. 7, n. 1, p. 30–45, 2017.

PEREIRA, W. F. et al. Alterações em exames laboratoriais ocasionadas pela utilização de vitaminas. 2020. Disponível em: https://agris.fao.org/search/en/providers/122192/records/6798b018d6a63682f044cc97. Acesso em: 30 mar. 2026.

APOLINÁRIO, J. M. S. et al. Interferências correlacionadas ao uso de medicamentos nos exames bioquímicos. Revista Multidisciplinar em Saúde, v. 2, n. 4, p. 1–10, 2021.

ELSTON, M. S. et al. Biotin interference in immunoassays: a cause for concern. Clinical Biochemistry, v. 49, n. 18, p. 1441–1443, 2016.

HOLICK, M. F. Vitamin D deficiency. New England Journal of Medicine, Boston, v. 357, n. 3, p. 266–281, 2007.

LABOLACE. Incompatibilidade entre vitaminas e exames laboratoriais. Disponível em: https://labolace.com.br/dicas/incompatibilidade-entre-vitaminas-e-exames-laboratoriais. Acesso em: 30 mar. 2026.

LABORATÓRIO HOFFMANN. Vitaminas e exames laboratoriais. Disponível em: https://laboratoriohoffmann.com.br/servicos/vitaminas/. Acesso em: 30 mar. 2026 

 

sábado, 28 de março de 2026

Disfagia: 20 Março, dia nacional de atenção á disfagia

 

A disfagia é a dificuldade para engolir alimentos, líquidos ou até saliva. Embora muitas vezes seja vista como algo simples, ela pode indicar problemas de saúde importantes, especialmente doenças neurológicas (como AVC ou Parkinson) ou alterações na garganta e no esôfago. É mais comum em idosos, mas pode afetar pessoas de qualquer idade.

Nos últimos anos, estudos têm reforçado que a disfagia precisa de atenção precoce, porque pode levar a complicações como engasgos, desnutrição, desidratação e até infecções pulmonares. Por isso, identificar sinais como tosse ao comer, sensação de alimento “parado” na garganta ou dificuldade para engolir é fundamental para buscar avaliação profissional.

O tratamento costuma envolver uma equipe multidisciplinar, com destaque para o trabalho do fonoaudiólogo, além de adaptações na alimentação — como שינוי na textura dos alimentos e líquidos — para tornar a deglutição mais segura. Pesquisas recentes também apontam avanços em tecnologias que ajudam a diagnosticar a condição de forma mais rápida e menos invasiva.

Além do cuidado clínico, é importante lembrar que março é um mês de conscientização: o Dia Nacional de Atenção à Disfagia, celebrado em 20 de março, tem como objetivo informar a população sobre os riscos da disfagia e a importância do diagnóstico precoce. A campanha busca alertar que dificuldade para engolir não deve ser ignorada — é um sinal de que o corpo precisa de atenção.

Em resumo, a disfagia é uma condição que pode impactar seriamente a saúde e a qualidade de vida, mas que, com informação, diagnóstico adequado e acompanhamento profissional, pode ser controlada e tratada com segurança.


Por: Elizana Oliveira


Referências:

REIS, Ramon Arêas da Silva; NUNES, Eveline de Lima. Atuação fonoaudiológica na disfagia orofaríngea em pacientes com esclerose múltipla. Research, Society and Development, v. 14, n. 2, e2514248179, 2025. Disponível em: https://www.rsdjournal.org/rsd/article/download/48179/37891/494953. Acesso em: 28 mar. 2026.

PASTANA, I. C. Estratégias de intervenção para melhorar a deglutição em pacientes com disfagia. Revista Contemporânea, 2025. Disponível em: https://ojs.revistacontemporanea.com/ojs/index.php/home/article/view/9064. Acesso em: 28 mar. 2026.

MATOS, J. et al. Terapia de estimulação tátil, térmica e gustativa na disfagia orofaríngea pós-AVC: revisão de escopo. CoDAS, 2025. Disponível em: https://www.scielo.br/j/codas/a/MkgJp4GpDtPzXRjmNpg7Zrc/. Acesso em: 28 mar. 2026.

BARCELOS, Wanessa Conceição de Oliveira; SANCHES, Luiz Miguel Picelli. O papel da fonoaudiologia baseada em evidências: a correlação entre demência e disfagia. ARACÊ, v. 7, n. 11, p. e10357, 2025. Disponível em: https://periodicos.newsciencepubl.com/arace/article/view/10357. Acesso em: 28 mar. 2026.

Obesidade infantil: 4 pontos para entender os impactos da condição na saúde

 A obesidade infantil é uma condição crônica, que está associada a impactos físicos, emocionais e sociais capazes de comprometer a saúde da criança tanto na infância quanto posteriormente.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a doença vem crescendo de forma alarmante: em 2024, estima-se que 35 milhões crianças com menos do que 5 anos estavam acima do peso. Outros 390 milhões de jovens com idades entre 5 e 19 anos viviam com sobrepeso em 2022 – 160 milhões deles, inclusive, já eram diagnosticados com obesidade.

Entenda, a seguir, quatro pontos relacionados ao problema:

🧩 1. Diversas causas da obesidade infantil


A obesidade infantil geralmente não tem uma única causa. Na maioria dos casos, ela está relacionada a fatores externos (exógenos), como:


  • Alimentação rica em ultraprocessados (açúcar, gordura e calorias em excesso)
  • Baixo consumo de alimentos naturais (frutas, verduras, fibras)
  • Sedentarismo, com pouca atividade física
  • Uso excessivo de telas (celular, tablet, TV)
  • Fatores genéticos e hormonais também podem contribuir, mas são menos comuns.

  • 📊 2. Diagnóstico complexo




    O diagnóstico não é apenas “olhar e julgar”. Ele envolve critérios técnicos:

  • Uso do IMC (Índice de Massa Corporal) ajustado por idade e sexo
  • Comparação com curvas de crescimento da OMS
  • Avaliação de outros fatores:
    • Circunferência da cintura
    • Histórico familiar
    • Exames laboratoriais
    • Padrão de crescimento
    • Isso permite identificar o problema precocemente e agir antes que ele se agrave.


  • ❤️ 3. Impactos físicos, emocionais e sociais


    A obesidade infantil pode afetar várias áreas da vida:

    🩺 Físicos

  • Diabetes tipo 2
  • Doenças cardiovasculares
  • Problemas nas articulações
  • Apneia do sono
  • Alterações hormonais


  • 🧠 Emocionais e sociais

  • Baixa autoestima
  • Ansiedade e depressão
  • Dificuldades de socialização (bullying, preconceito)


  • 🥗 4. Mudanças no estilo de vida (prevenção e tratamento)





    A boa notícia é que a obesidade infantil pode ser prevenida e tratada com mudanças consistentes:

    • Incentivar alimentação saudável desde cedo
    • Reduzir consumo de açúcar e ultraprocessados
    • Estimular atividade física regular
    • Limitar tempo de tela
    • Manter uma rotina de sono adequada
    • Envolver toda a família no processo

    Resumo geral:
    A obesidade infantil é um problema multifatorial e crescente, mas pode ser combatido com diagnóstico correto e mudanças no estilo de vida, principalmente dentro do ambiente familiar.


     Por:  Catia Cruz 



    📚 Referências

    Doença Celíaca com bases científicas

     

    A doença celíaca é uma condição autoimune desencadeada pelo consumo de glúten (presente no trigo, cevada e centeio). O controle é totalmente baseado na alimentação e no acompanhamento médico. Abaixo vai um guia claro e prático, com base em evidências científicas.



    O que é a doença celíaca?

    É uma reação do sistema imunológico ao glúten que causa inflamação e danos no intestino delgado, prejudicando a absorção de nutrientes.

    Como controlar a doença celíaca

     Dieta 100% sem glúten (principal tratamento)

    A única forma eficaz de controle é eliminar totalmente o glúten da dieta.

    Evitar:

    • Trigo (pão, bolo, macarrão)
    • Cevada (cerveja, malte)
    • Centeio

    Alimentos permitidos naturalmente:

    • Arroz, milho, batata
    • Feijão, lentilha
    • Carnes, ovos
    • Frutas e vegetais

    Evitar contaminação cruzada

    Mesmo pequenas quantidades de glúten podem causar danos.

    Cuidados importantes:

    • Usar utensílios separados (torradeira, colher, tábua)
    • Evitar alimentos preparados no mesmo local de produtos com glúten
    • Ler rótulos (no Brasil é obrigatório informar “contém glúten”)

     Acompanhamento médico e nutricionista

    Procure profissionais para monitorar a saúde:

    • Gastroenterologista
    • Nutricionista especializado

    Eles podem avaliar:

    • Deficiências nutricionais (ferro, cálcio, vitamina D)
    • Recuperação intestinal

     Reposição de nutrientes

    Muitas pessoas com doença celíaca apresentam deficiência de:

    • Ferro → anemia
    • Cálcio → ossos fracos
    • Vitaminas do complexo B

    Suplementação pode ser necessária, com orientação médica.


    Atenção a sintomas e evolução

    Após iniciar a dieta:

    • Sintomas costumam melhorar em semanas.
    • O intestino pode levar meses para se recuperar totalmente.

    O que NÃO funciona

    • “Reduzir” glúten → não é suficiente
    • Dietas alternativas sem base científica
    • Medicamentos substituindo a dieta (ainda não existem eficazes)

    Por: Estágiario Agda Araujo.


  • Organização: World Gastroenterology Organisation
    • Diretrizes globais sobre doença celíaca
  • Organização: Sociedade Brasileira de Gastroenterologia
    • Recomendações clínicas no Brasil
  • Artigo:
    • “Celiac disease” – publicado na revista The Lancet
  • Organização: National Institute of Diabetes and Digestive and Kidney Diseases
    • Informações detalhadas sobre diagnóstico e tratamento
  • Arroz com feijão: a dupla perfeita da nutrição brasileira


     






    O arroz com feijão, presente diariamente na mesa dos brasileiros, vai muito além de um costume cultural, sendo reconhecido cientificamente como uma combinação nutricionalmente completa e equilibrada. O arroz é uma importante fonte de carboidratos, responsável por fornecer energia para as atividades do dia a dia, enquanto o feijão se destaca pelo seu teor de proteínas vegetais, fibras, ferro e vitaminas do complexo B. Quando consumidos juntos, esses alimentos apresentam um diferencial importante: a complementação de aminoácidos essenciais. Isso significa que a combinação forma uma proteína de melhor qualidade biológica, semelhante às de origem animal, o que é especialmente relevante para pessoa
    que consomem pouca carne.
    Além disso, estudos apontam que o consumo regular de arroz com feijão está associado a benefícios para a saúde, como melhor controle do peso corporal e menor risco de desenvolvimento de doenças crônicas, incluindo diabetes tipo 2 e doenças cardiovasculares. Pesquisas realizadas no Brasil também mostram que indivíduos que mantêm esse padrão alimentar tradicional tendem a apresentar menor percentual de gordura corporal quando comparados àqueles que consomem mais alimentos ultraprocessados. Outro ponto positivo é que essa combinação contribui para maior saciedade, devido à presença de fibras, auxiliando no controle da ingestão alimentar ao longo do dia.
    Por ser uma refeição acessível, nutritiva e composta por alimentos minimamente processados, o arroz com feijão é amplamente recomendado pelo Guia Alimentar para a População Brasileira como base de uma alimentação saudável. Dessa forma, valorizar esse padrão alimentar tradicional é uma estratégia simples e eficaz para promover saúde, qualidade de vida e prevenção de doenças, reforçando que, muitas vezes, o básico bem feito é o que traz os melhores resultados

     
    Escrito por: Sara Santos

    • Referências (formato simples para adaptar em ABNT)
    • BRASIL. Ministério da Saúde. Guia alimentar para a população brasileira
    • EMBRAPA. Importância nutricional do arroz e do feijão, 2021.
    • Revista Saúde (2025). Arroz e feijão: o segredo poderoso do prato do brasileiro.
    • ELSA-Brasil (2025). Estudo sobre alimentação e composição corporal.
    • International Journal of Environmental Research and Public Health (2025)..






    Como interpretar exames de colesterol?

    Como interpretar exames de colesterol?


    Um dos marcadores mais pedidos e observados para mensurar a saúde geral de uma pessoa são o colesterol total e as suas frações. Mas você sabe como interpretar esse exame e sabe a diferença do colesterol bom e mau e por que chamam eles assim? 

    Para começar, não existe colesterol bom ou ruim, o colesterol é uma molécula gordurosa que exerce funções importantes no organismo, como produzuir os hormônios sexuais. Ele deve ser consumido diariamente, porém, em pequenas quantidades. Quando falamos em colesterol bom, nós estamos fazendo referência a fração denominada de HDL, que é uma liporproteína.

    As frações do colesterol, todas são lipoproteínas, que é a junção de uma molécula de proteína com uma molécula de gordura. O HDL quer dizer High Density Lipoprotein, ou lipoproteína de alta densidade. O seu irmão LDL, que é tido como o colesterol ruim, é uma lipoproteína de baixa densidade, ou no inglês, Low Density Lipoprotein. 

    Existe também uma outra fração do colesterol que conta, mas não é tão utilizada assim, que é o VLDL, uma lipoproteína de muito baixa densidade: Very Low Density Lipoprotein. O colesterol total dos exames de sangue, é a soma de todas as frações do colesterol: HDL + VLDL + LDL. 


    Com isso em mente nós podemos interpretar os exames de sangue, principalmente o perfil lipídico, que é a parte que o colesterol e suas frações fazem parte, juntamente com os triglicérides. Então quando olhamos o valor de colesterol total, o valor de referência dele para indicar uma boa saúde deve ficar em qualquer valor menor que 190 mg/dL. Mas esse valor pode ser maior, e isso não necessariamente quer dizer que a pessoa tenha um perfil lipídico ruim. 

    Existe um medidor chamado índice de Castelli, que faz menção à quantidade de HDL e LDL de forma comparativa. Nós devemos dividir o LDL pelo HDL para obtermos o índice de Castelli (Por exemplo: 120 mg/dL de LDL e 60 mg/dL de HDL, 120/60 = 2). Um índice de Castelli saudável fica até 2,5, caso a pessoa seja obesa, um valor de até 3,6 é aceitável - mas lembrem-se, não é porque é aceitável, que não pode ser melhorado. 

    Um exemplo um pouco mais audacioso. Digamos que um indivíduo tenha 130 mg/dL de LDL com 80 mg/dL de HDL, se somarmos os dois, ficaríamos com 210 mg de colesterol total, fora o VLDL, que deve entrar no cálculo para mensurar a quantidade de colesterol total. Nesse caso, facilmente o paciente pode passar dos 240mg de colesterol, sinalizando um nível total relativamente alto, mas e o índice de Castelli? Nesse caso ele fica em torno de 1,6, revelando um bom perfil lipídico e um baixo risco cardiovascular. 

    Outro exemplo, mais ousado ainda, um indivíduo com 170 mg de LDL com 90 mg de HDL, apenas os dois somados, totalizam 260 mg de colesterol, fora o VLDL, podendo chegar até 300 mg de colesterol total. Mas o índice de Castelli é de 1,8. É claro, não quer dizer que esse valor não pode ser melhorado, nós podemos manter o HDL alto e focarmos em baixar o LDL.

    O HDL possui a função de transportar a gordura que está circulando no sangue para o fígado para ser metabolizada e excretada. O LDL é praticamente o contrário, ele mantém a gordura circulando pelos vasos sanguíneos sem ir ao fígado para ser excretada, fazendo o nível de gorduras circulantes aumentar (Triglicérides). Isso aumenta em muito a chance de desenvolver um quadro de aterosclerose, que é a formação de placas de gordura nas paredes dos vasos sanguíneos, aumentando a chance de um AVC, infarto agudo do miocardio e entupimento de outras artérias importantes. 

    Então nós sempre devemos ficar de olho no perfil lipídico, e juntamente com esse marcador do colesterol, nós devemos olhar a homocisteína, que representa a chance de risco cardiovascular por revelar uma possível lesão no endotélio (Parede dos vasos sanguíneos). 

    Olhar apenas o valor de colesterol total é muito vago, deve ser feita uma análise um pouco mais minuciosa das frações desse colesterol, para que assim, seja estimada de forma mais precisa como é a saúde cardíaca do indivíduo e qual intervenção pode ou deve ser tomada. 


    Por nutricionista estagiário: Pedro Paulo.


    quarta-feira, 25 de março de 2026

    Pré treino e Pós treino, oque consumir ?

     

    A nutrição em torno do treino é um dos fatores mais importantes para o desempenho e a recuperação muscular. De forma geral, a literatura científica mostra que o pré-treino tem como principal objetivo fornecer energia, enquanto o pós-treino é focado na recuperação e na construção muscular. Os dois nutrientes mais importantes nesse contexto são os carboidratos e as proteínas.

    No pré-treino, a prioridade é o consumo de carboidratos, pois eles são a principal fonte de energia durante o exercício. A ingestão adequada ajuda a evitar fadiga precoce e queda de desempenho. Pode-se incluir também uma pequena quantidade de proteína, mas o foco principal deve ser energético. Alimentos comuns incluem banana, aveia, pão integral, frutas e iogurte. A ingestão deve ocorrer entre uma e três horas antes do treino para refeições maiores, ou entre 30 e 60 minutos antes no caso de lanches leves. A cafeína também pode ser utilizada, pois há evidências de melhora no desempenho físico.

    Já no pós-treino, o foco muda para recuperação muscular e reposição de energia. Nesse momento, é essencial consumir proteínas, que auxiliam na síntese muscular, combinadas com carboidratos, que ajudam a repor o glicogênio muscular. Estudos indicam que cerca de 20 a 25 gramas de proteína já são suficientes para estimular a recuperação. Exemplos de refeições incluem frango com arroz, ovos com batata doce, iogurte proteico com frutas ou whey protein com alguma fonte de carboidrato. O ideal é consumir essa refeição logo após o treino, preferencialmente dentro de até uma hora.

    Em relação aos suplementos, como whey protein, creatina e cafeína, eles são bastante utilizados e podem ajudar, mas não são essenciais. A maioria dos benefícios pode ser obtida por meio de uma alimentação equilibrada. O principal problema identificado em estudos é que muitas pessoas não consomem quantidades adequadas de nutrientes, especialmente no pós-treino.

    Em resumo, consumir carboidratos antes do treino melhora o desempenho, enquanto ingerir proteínas junto com carboidratos após o treino favorece a recuperação e o crescimento muscular. A consistência na alimentação é mais importante do que o uso de suplementos.


    Por: Elizana Oliveira


    Referências:

    Consumo no pós-treino (carboidrato e proteína)
    MORAIS, A. C. L.; SILVA, L. L. M.; MACÊDO, E. M. C.
    Avaliação do consumo de carboidratos e proteínas no pós-treino em praticantes de musculação.
    Revista Brasileira de Nutrição Esportiva, 2014.

    LINS, T. C. L.; SOUZA, L. P. V.
    Dieta pré e pós treino em praticantes de CrossFit®.
    Revista Brasileira de Nutrição Esportiva, 2020.

    SILVA, P. D.
    Consumo alimentar dos praticantes de musculação no pré e pós-treino.
    Revista Científica Multidisciplinar Núcleo do Conhecimento, 2018.

    MELO, K. N. P.; SILVA, A. J.; COELHO, R. G.
    Suplementação prévia de carboidrato e desempenho no treinamento de força.
    Revista Ciência Atual, 2016.

     Diabetes tipo 2 e estilo de vida: como seus hábitos impactam sua saúde


    O diabetes tipo 2 é uma das doenças crônicas mais comuns no mundo atual e está diretamente ligado ao estilo de vida. Diferente do diabetes tipo 1, que tem origem genética e autoimune, o tipo 2 se desenvolve, na maioria dos casos, a partir de hábitos cotidianos que podem ser modificados.

    Essa condição ocorre quando o organismo não consegue usar corretamente a insulina — hormônio responsável por controlar a glicose no sangue — ou quando sua produção é insuficiente. Como resultado, os níveis de açúcar no sangue aumentam, podendo causar diversos problemas de saúde ao longo do tempo.

    Um dos principais fatores relacionados ao surgimento do diabetes tipo 2 é o sedentarismo. A falta de atividade física contribui para o ganho de peso e reduz a sensibilidade do corpo à insulina. Da mesma forma, uma alimentação rica em açúcares, gorduras e alimentos ultraprocessados favorece o acúmulo de gordura corporal e o descontrole da glicemia.

    Por outro lado, hábitos saudáveis têm um papel fundamental tanto na prevenção quanto no controle da doença. Uma alimentação equilibrada, rica em verduras, legumes, frutas, grãos integrais e proteínas magras, ajuda a manter os níveis de glicose estáveis. Além disso, a prática regular de exercícios físicos melhora a ação da insulina, auxilia na perda de peso e contribui para o bem-estar geral.

    Outro ponto importante é a qualidade do sono e o controle do estresse. Dormir mal e viver sob estresse constante podem afetar hormônios que interferem diretamente na glicemia, aumentando o risco de desenvolver diabetes.

    Os sintomas do diabetes tipo 2 podem incluir sede excessiva, vontade frequente de urinar, cansaço, fome constante e visão embaçada. No entanto, muitas pessoas podem não apresentar sintomas no início, o que torna essencial a realização de exames de rotina.

    Quando não controlado, o diabetes pode levar a complicações graves, como doenças cardiovasculares, problemas renais, danos nos nervos e perda de visão. Por isso, o diagnóstico precoce e o tratamento adequado são fundamentais.

    O tratamento do diabetes tipo 2 envolve principalmente mudanças no estilo de vida, como alimentação saudável e prática de exercícios. Em alguns casos, também pode ser necessário o uso de medicamentos ou insulina, sempre com acompanhamento médico.

    Em resumo, o diabetes tipo 2 é uma doença fortemente influenciada pelas escolhas do dia a dia. Pequenas mudanças nos hábitos podem fazer uma grande diferença na prevenção e no controle da doença, promovendo mais saúde e qualidade de vida.

    Por: Andréa Melo

    REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

    • BRASIL. Ministério da Saúde. Diabetes mellitus. Brasília, 2023. Disponível em: https://www.gov.br/saude. Acesso em: 25 mar. 2026.
    • SOCIEDADE BRASILEIRA DE DIABETES. Diretrizes da Sociedade Brasileira de Diabetes 2023-2024. São Paulo: SBD, 2023.
    • AMERICAN DIABETES ASSOCIATION. Standards of Medical Care in Diabetes – 2024. Diabetes Care, v. 47, supl. 1, 2024.
    • WORLD HEALTH ORGANIZATION (WHO). Diabetes. Genebra, 2023. Disponível em: https://www.who.int. Acesso em: 25 mar. 2026.
    • INTERNATIONAL DIABETES FEDERATION (IDF). IDF Diabetes Atlas. 10. ed. Bruxelas, 2021.
    • MALERBI, D. A.; FRANCO, L. J. Multicenter study of the prevalence of diabetes mellitus and impaired glucose tolerance in the urban Brazilian population. Diabetes Care, 1992.