segunda-feira, 9 de março de 2026

Radicais Livres

 

O que são radicais livres? Eles são Beneficos ou maléficos para o Corpo?


Os radicais livres são moléculas produzidas naturalmente pelo nosso corpo durante processos normais, como a produção de energia nas células. Eles também podem surgir devido a fatores externos, como poluição, fumaça de cigarro, radiação solar e alimentação desequilibrada.

Essas moléculas são instáveis e muito reativas. Por isso, podem interagir com partes importantes das células, como proteínas, gorduras e o DNA. Quando o organismo produz muitos radicais livres e não consegue neutralizá-los adequadamente, ocorre um processo chamado Estresse oxidativo.

O estresse oxidativo pode causar danos às células e está associado ao envelhecimento e ao desenvolvimento de algumas doenças, como Doença de Alzheimer, Diabetes tipo 2 e Doenças cardiovasculares.

Apesar disso, os radicais livres não são totalmente prejudiciais. Em pequenas quantidades, eles ajudam o corpo em funções importantes, como a defesa contra microrganismos e a comunicação entre células.

Para manter o equilíbrio, o organismo utiliza antioxidantes, substâncias que ajudam a neutralizar o excesso de radicais livres. Esses antioxidantes podem ser produzidos pelo próprio corpo ou obtidos através da alimentação, especialmente em frutas, verduras e bebidas como o chá verde feito da planta Camellia sinensis.

Em resumo: radicais livres fazem parte do funcionamento normal do organismo, mas quando estão em excesso podem causar danos às células. Uma alimentação equilibrada e um estilo de vida saudável ajudam a manter esse equilíbrio.

Por: Elizana Oliveira


Referências:

HALLIWELL, Barry. Understanding mechanisms of antioxidant action in health and disease. Nature Reviews Molecular Cell Biology, Londres, v. 25, p. 13–33, 2024.

HONG, Yuhang; BOITI, Alessandra; VALLONE, Daniela; FOULKES, Nicholas S. Reactive oxygen species signaling and oxidative stress: transcriptional regulation and evolution. Antioxidants, Basel, v. 13, n. 3, p. 312, 2024.

JIN, Soyeon; KANG, Peter M. A systematic review on advances in management of oxidative stress-associated cardiovascular diseases. Antioxidants, Basel, v. 13, n. 8, p. 923, 2024.


Chá verde Todos os Dias: O que dizem os Estudos Científicos?



O chá verde, preparado a partir da planta Camellia sinensis, é uma das bebidas mais consumidas no mundo. Além do sabor característico, ele chama atenção por seus possíveis benefícios à saúde. Diversos estudos científicos analisaram o impacto do consumo diário dessa bebida.


Mas afinal: tomar chá verde todos os dias realmente faz bem?

1. Rico em antioxidantes

Um dos principais motivos do interesse científico pelo chá verde é sua alta concentração de antioxidantes, especialmente as catequinas.

Entre elas, destaca-se o composto chamado EGCG (epigalocatequina galato), conhecido por:

  • combater radicais livres

  • reduzir processos inflamatórios

  • ajudar na proteção celular

Esses compostos são estudados por seu potencial de prevenir doenças crônicas e retardar processos relacionados ao envelhecimento.


2. Pode ajudar no metabolismo e controle de peso

Algumas pesquisas indicam que o chá verde pode ter um pequeno efeito no metabolismo.

Estudos clínicos observaram que o consumo regular pode:

  • aumentar levemente o gasto energético

  • estimular a oxidação de gordura

  • ajudar na composição corporal quando combinado com exercício físico

No entanto, especialistas ressaltam que o chá verde sozinho não provoca perda de peso significativa. Ele funciona melhor como parte de um estilo de vida saudável.


3. Benefícios para a saúde cardiovascular

Outro tema bastante estudado é a relação entre chá verde e saúde do coração.

Estudos populacionais sugerem que pessoas que consomem chá verde regularmente apresentam:

  • menor risco de doenças cardiovasculares

  • menor incidência de AVC

  • redução discreta da mortalidade geral

Esses efeitos podem estar relacionados à ação antioxidante e à melhora do perfil de colesterol.

4. Possível proteção para o cérebro

Pesquisas recentes também investigam a relação entre chá verde e saúde cerebral.

Estudos observacionais indicam que o consumo frequente pode estar associado a:

  • menor risco de declínio cognitivo

  • menor incidência de lesões cerebrais associadas à demência

Os pesquisadores acreditam que compostos antioxidantes e anti-inflamatórios podem ajudar a proteger os neurônios.


5. Quantidade recomendada nos estudos

A maioria das pesquisas analisa um consumo entre:

 3 a 5 xícaras por dia

Esse intervalo parece ser suficiente para obter compostos bioativos sem ultrapassar níveis elevados de cafeína.


6. Existem riscos?

Apesar dos potenciais benefícios, o consumo excessivo pode causar efeitos indesejados, principalmente devido à cafeína:

  • insônia

  • irritação gástrica

  • aumento da ansiedade em pessoas sensíveis

Além disso, extratos concentrados de chá verde em suplementos podem causar problemas hepáticos quando consumidos em excesso.


Conclusão

A literatura científica sugere que o consumo diário moderado de chá verde pode trazer benefícios à saúde, especialmente devido ao seu alto teor de antioxidantes.

No entanto, os efeitos observados são geralmente modestos e dependem de outros fatores, como alimentação equilibrada e prática de atividade física.

Em outras palavras: o chá verde pode ser um bom aliado para a saúde, mas não substitui hábitos de vida saudáveis.

 Inflamação e emagrecimento: qual é a relação?

A relação entre inflamação e emagrecimento é bastante estudada nas áreas da Ciência da Nutrição e da Imunologia. Estudos indicam que a inflamação crônica de baixo grau pode dificultar a perda de peso e favorecer o acúmulo de gordura corporal.



O que é inflamação de baixo grau?

É um estado inflamatório leve, porém contínuo, que ocorre no organismo. Muitas vezes está associado ao excesso de gordura corporal.

Esse processo está relacionado a condições como:

  • Obesidade

  • Diabetes tipo 2

  • Síndrome metabólica

O tecido adiposo, especialmente quando está em excesso, libera substâncias inflamatórias que afetam o metabolismo.

Como a inflamação pode dificultar o emagrecimento

Resistência à insulina

A inflamação pode levar à Resistência à insulina, o que prejudica o uso da glicose pelas células.

Consequências:

  • aumento da produção de insulina

  • maior armazenamento de gordura

  • maior dificuldade para perder peso.

Alterações nos hormônios da fome

A inflamação pode interferir em hormônios que controlam o apetite, como:

  • Leptina

  • Grelina

Isso pode causar aumento da fome e menor sensação de saciedade.

Alterações no metabolismo

Durante processos inflamatórios, o organismo libera substâncias chamadas citocinas inflamatórias, como:

  • Fator de Necrose Tumoral Alfa

  • Interleucina‑6

Essas moléculas podem alterar o metabolismo energético e favorecer o acúmulo de gordura.

Relação com a gordura visceral

A inflamação está fortemente associada ao acúmulo de Gordura visceral, que é a gordura localizada na região abdominal e ao redor dos órgãos.

Esse tipo de gordura é metabolicamente mais ativo e libera mais substâncias inflamatórias.

Alimentação, inflamação e emagrecimento 

Alguns padrões alimentares ajudam a reduzir inflamação e favorecer a perda de peso.

Um dos mais estudados é a Dieta Mediterrânea, caracterizada por:

  • alto consumo de frutas e vegetais

  • azeite de oliva como principal fonte de gordura

  • peixes e oleaginosas

  • baixo consumo de alimentos ultraprocessados.

Esse padrão alimentar está associado à redução de inflamação e melhora da saúde metabólica.

Nutrientes com efeito anti-inflamatório 

Alguns nutrientes e compostos bioativos ajudam a reduzir a inflamação no organismo:

  • Ácidos graxos ômega‑3

  • Polifenóis

  • Curcumina

  • Resveratrol

Eles atuam diminuindo marcadores inflamatórios e melhorando o metabolismo.


A inflamação crônica de baixo grau pode dificultar o emagrecimento porque interfere no metabolismo, nos hormônios e no armazenamento de gordura. Estratégias nutricionais que reduzem inflamação podem contribuir para uma perda de peso mais eficaz e sustentável.


Referências Bibliográficas 

  • Gökhan S. Inflammation and metabolic disorders. Nature, Londres, v. 444, n. 7121, p. 860–867, 2006.
  • KAHN, Barbara B.; FLIER, Jeffrey S. Obesity and insulin resistance. The Journal of Clinical Investigation, New Haven, v. 106, n. 4, p. 473–481, 2000.
  • HU, Frank B. Dietary pattern analysis: a new direction in nutritional epidemiology. Current Opinion in Lipidology, Londres, v. 13, n. 1, p. 3–9, 2002.
  • BRAY, George A.; POPKIN, Barry M. Dietary sugar and body weight: have we reached a crisis in the epidemic of obesity and diabetes? Circulation Research, Dallas, v. 121, n. 7, p. 877–888, 2017.
  • GIBNEY, Michael J. et al. Introduction to human nutrition. 2. ed. Oxford: Oxford University Press, 2013.
  • WILLETT, Walter. Nutritional epidemiology. 3. ed. Cambridge: Harvard University Press, 2012.
Por: Andréa Melo

Definição de senescência e senilidade

 

Senescência

A senescência refere-se ao processo natural de envelhecimento do organismo, caracterizado por mudanças fisiológicas progressivas que ocorrem com o avanço da idade. Essas alterações incluem redução da força muscular, diminuição da flexibilidade, alterações metabólicas e mudanças funcionais do corpo, sem necessariamente estar associadas a doenças.

Esse processo pode afetar a realização das atividades diárias e o bem-estar do idoso, tornando importante a adoção de estratégias de promoção da saúde, como a prática regular de atividade física.



Senilidade

A senilidade está relacionada ao envelhecimento patológico, ou seja, quando o envelhecimento ocorre associado a doenças ou perdas funcionais importantes. Nesse caso, o idoso pode apresentar limitações físicas, cognitivas e maior dependência para realizar atividades do dia a dia.


Relação entre senescência, senilidade e atividade física

A prática de atividade física é considerada um dos principais fatores para promover envelhecimento saudável. Exercícios físicos ajudam a melhorar a força muscular, a mobilidade, o equilíbrio e a qualidade de vida dos idosos, reduzindo os efeitos negativos do envelhecimento.

Além disso, programas de exercícios podem prevenir problemas comuns no envelhecimento, como sarcopenia (perda de massa muscular) e declínio funcional, contribuindo para maior autonomia e independência na terceira idade.

Estudos também mostram que o exercício físico pode reduzir marcadores celulares associados ao envelhecimento e ajudar na prevenção de doenças crônicas relacionadas à idade.

Por: Estágiaria Agda  Araujo


Referencia:

https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/40152943/

https://bjihs.emnuvens.com.br/bjihs/article/view/4302?utm_source=chatgpt.com


A importância da nutrição nos primeiros 1000 dias do bebê



 Os primeiros 1000 dias de vida, que vão desde a concepção até os dois anos de idade da criança, são considerados uma das fases mais importantes para o crescimento e desenvolvimento humano. Nesse período ocorre um rápido desenvolvimento do cérebro, dos órgãos e do sistema imunológico do bebê. Por isso, a nutrição materna durante a gestação e lactação exerce um papel fundamental para a saúde da criança a curto e longo prazo.

A nutrição materna durante a gestação tem papel essencial nesse processo. Uma alimentação equilibrada fornece os nutrientes necessários para o crescimento adequado do bebê e pode reduzir o risco de complicações na gravidez, além de contribuir para um peso saudável ao nascer.

Deficiências nutricionais nesse período podem prejudicar o desenvolvimento fetal e aumentar o risco de problemas de saúde ao longo da vida, como obesidade, diabetes e doenças cardiovasculares. Por isso, o acompanhamento nutricional durante a gestação é importante para garantir que a mãe receba todos os nutrientes necessários.

Após o nascimento, o aleitamento materno exclusivo até os seis meses, seguido de uma introdução alimentar adequada, continua sendo fundamental para o desenvolvimento saudável da criança.

Assim, cuidar da nutrição nos primeiros 1000 dias é uma das estratégias mais importantes para promover saúde e prevenir doenças ao longo da vida.

Por: Estagiária Sara Santos

Referências

World Health Organization. Nutrition in the first 1000 days.

Journal of Developmental Origins of Health and Disease. Maternal nutrition and fetal outcomes.

Jornal de Pediatria. The pediatrician's role in the first thousand days.

VO2 máximo na atividade física, qual a sua importância?

VO2 máximo na atividade física, qual a sua importância?

Poucas pessoas sabem ou já ouviram falar nele, mas o VO2 é o melhor marcador de performance aerobia que nós temos. Muito importante para mensurar em qual nível o atleta se encontra, o VO2 representa a nossa capacidade de consumo de oxigênio. Quanto mais pesado e intenso for a atividade, maior será a demanda de oxigênio e maior deverá ser o VO2 máximo daquele atleta. 

O VO2 máximo nada mais é do que a nossa capacidade máxima de captar, transportar e utilizar o oxigênio para gerar energia e suprir os nossos músculos esqueléticos durante uma atividade extenuante. Ele representa o máximo de oxigênio que o corpo consegue consumir por minuto por kg de peso corporal durante o exercício. Ele é medido pela seguinte equeação: (VO2 = mL de oxigênio consumido por kg por minuto).

Um exemplo de cálculo de VO2 máximo seria assim: 40 ml de O2 x 75 kg x 60 minutos de atividade. Com isso, nós teremos o resultado da ingestão total de oxigênio durante a atividade. Quanto mais oxigênio inalado, maior a degradação e liberação de gordura e carboidrato e, maior será a performance.  

O VO2 depende muito dos sistemas: Cardiovascular, Respiratório e Circulatório. Esses 3 sistemas corporais juntos determinam o limite de oxigênio que o nosso organismo consegue inalar e utilizar para degradar e oxidar os macronutrientes para gerar energia (Carboidrato e gordura). 

É sabido que para degradar apenas 1g de carboidrato estocado para liberá-lo como energia, nós precisamos inalar o equivalente a 0,85 Litros de oxigênio durante a atividade. Como a gordura é mais densa, nós precisamos inalar mais oxigênio para quebrá-la e gerar energia. Nós precisamos inalar o equivalente a 1,8 Litros de oxigênio para liberar 1g de gordura.

O VO2 representa isso, a nossa aptidão cardiorrespiratória, a eficiência do nosso metabolismo aerobio e nosso consumo máximo de oxigênio. Ter um VO2 máximo mais alto que o seu concorrente é fundamental no caso de atletas que disputem uma prova. Ele pode ser um fator que determina a vitória ou a derrota. 


Como nós podemos aumentar o nosso consumo máximo de oxigênio? 

É simples, nós devemos priorizar o treinamento HIIT. HIIT é uma sigla em inglês, e significa: High Intensity Interval Training. Ou seja, treinamento intervalado de alta intensidade. O HIIT é fundamental para quem deseja expandir o volume máximo de oxigênio consumido e capacidade aeróbia.

Esse tipo de exercício provoca algumas mudanças metabólicas e cardíacas em nosso organismo. Quando nós forçamos os nossos sistemas cardiovascular, respiratório e circulatório a trabalhar em uma intensidade acima da qual ele está habituado, ele se "obriga" a promover mudanças corporais, mais conhecidas como adaptações, que suportarão essa nova demanda de exercício mais intenso. São elas:

Adaptações cardíacas: 

- Aumento da câmara ventricular esquerda;

- Aumento da elasticidade da câmara ventricular esquerda;

- Aumento do débito cardíaco (Volume de ejeção de sangue);

- Hipertrofia do miocardio (Músculo cardíaco). 


Adaptações metabólicas: 

- Aumento do número de hemácias;

- Aumento do número de mioglobinas (Transportam o oxigênio até as mitocôndrias musculares);

- Biogênese mitocondrial (Aumento do tamanho e número das mitocôndrias).

- Aumento do número das enzimas do metabolismo aerobio;

- Angiogênese nos músculos (Criação de novos vasos sanguíneos) 


Essas adaptações são feitas para otimizar e aumentar a nossa capacidade aerobia, permitindo assim, que nós tenhamos uma melhor performance em modalidades esportivas de longa duração e que têm um maior requerimento energético e de oxigênio. 

Os exercícios HIIT são aqueles em que nós exigimos ao máximo do nosso organismo (Máximo de capacidade aerobia e consumo de oxigênio) em curtos intervalos de tempo, seguidos por pausas. Um exemplo claro de HIIT é correr na esteira em uma intensidade alta por um certo período (1 minuto por exemplo) e descansar no outro minuto. Fazendo um contraponto extremo entre esforço de máximo vigor e descanso, isso aumenta o nosso VO2 máximo e por consequência, a nossa capacidade nos exercícios. 

Portanto, para quem deseja expandir a própria capacidade e atributos físicos, deve realizar exercícios de caráter HIIT e de longa duração também, ambos aumentarão a sua eficiência no exercício. 


Por nutricionista estagiário: Pedro Paulo. 



sábado, 7 de março de 2026

Beta-alanina: o que é e para que serve?




A Beta-alanina é um aminoácido muito utilizado como suplemento esportivo, especialmente por pessoas que praticam musculação, corrida e treinos de alta intensidade. Seu principal benefício é ajudar a aumentar a resistência muscular e atrasar a fadiga durante o exercício.

O que é beta-alanina?

A beta-alanina é um aminoácido que, ao entrar no organismo, ajuda a produzir Carnosine, uma substância presente nos músculos.

A carnosina atua reduzindo a acidez muscular causada pelo esforço físico intenso. Isso significa que os músculos conseguem trabalhar por mais tempo antes de se cansarem.

Benefícios da beta-alanina

1. Aumenta a resistência muscular

A suplementação ajuda a diminuir a acidez nos músculos durante o exercício, o que pode reduzir a sensação de queimação e fadiga.

2. Melhora o desempenho nos treinos

A beta-alanina é muito usada por quem pratica:

  • Musculação

  • Corrida

  • Crossfit

  • Lutas

  • Treinos de alta intensidade

Com o uso adequado, pode ajudar a realizar mais repetições ou manter o ritmo por mais tempo.

3. Atrasa o cansaço muscular

Ao equilibrar o pH muscular, a beta-alanina permite treinos mais intensos, com mais força e resistência.

Possíveis efeitos colaterais

Um efeito comum da beta-alanina é um formigamento na pele, chamado de Paresthesia.

Esse efeito geralmente é temporário e não representa risco à saúde, mas pode causar estranhamento em algumas pessoas.

Quem costuma usar beta-alanina?

Esse suplemento é mais popular entre:

  • praticantes de musculação

  • atletas de alta intensidade

  • pessoas que querem melhorar a resistência física

Conclusão

A beta-alanina é um suplemento bastante utilizado para melhorar o desempenho esportivo e aumentar a resistência muscular. Quando usada corretamente, pode ajudar a tornar os treinos mais intensos e eficientes.

Catia Cruz

O que é perfil Lipídico e pra que serve?

 


O perfil lipídico é um exame de sangue que mede os níveis de gorduras presentes no organismo. Ele é usado principalmente para avaliar a saúde do coração e dos vasos sanguíneos.

Esse exame analisa quatro componentes principais: colesterol total, HDL (colesterol bom), LDL (colesterol ruim) e triglicerídeos. O HDL ajuda a remover o excesso de colesterol do sangue, protegendo o coração. Já o LDL, quando está em níveis altos, pode se acumular nas artérias e aumentar o risco de doenças cardiovasculares. Os triglicerídeos são um tipo de gordura usado pelo corpo como fonte de energia, mas em excesso também podem trazer riscos à saúde.

O perfil lipídico é importante porque permite identificar alterações nas gorduras do sangue antes que apareçam sintomas. Dessa forma, ele ajuda na prevenção de problemas como infarto, derrame (AVC) e aterosclerose.

Por isso, médicos costumam solicitar esse exame em consultas de rotina ou para acompanhar tratamentos relacionados ao colesterol. Manter uma alimentação equilibrada, praticar atividade física e evitar o tabagismo são medidas que ajudam a manter um perfil lipídico saudável.

✅ Em resumo, o perfil lipídico é um exame simples, mas essencial para avaliar o risco de doenças cardiovasculares e cuidar da saúde do coração.


Por: Elizana Oliveira

 Referência:

COSTA, Guilherme Kunkel da; LINDEMANN, Ivana Loraine; ACRANI, Gustavo Olszanski; FELIZARI, Giovana Bonessoni; GARZELLA, Aniela Caroline Zientarski; SIMONETTI, Amauri Braga. Perfil lipídico e fatores de risco para doenças cardiovasculares em idosos acompanhados na atenção primária à saúde. Revista Brasileira de Medicina de Família e Comunidade, v. 19, n. 46, p. 1-10, 2024. 


A Beta-alanina realmente funciona?

 A Beta-alanina realmente funciona?

Um dos suplementos tidos como favoritos dos praticantes de musculação e outros esportes é a Beta-alanina. Mas você sabe quais os efeitos dela? Para que ela serve? E, principalmente, para qual atividade ela é indicada? 

Aqui eu vou elucidar todos os efeitos e destrinchar a função da Beta-alanina no esporte. Para começar, ela é um dos suplementos considerados Padrão A, com altíssimo grau de eficiência no esporte. Recentemente fizemos uma matéria falando só sobre esses suplementos. 

A Beta-alanina é um suplemento com certa semelhança em relação a Creatina, pois ambas devem ser consumidas todos os dias, sendo considerados suplementos de efeito crônico. Para termos um impacto real dos seus benefícios, nós temos que fazer um "estoque" dela. A dose de ingestão padrão da Beta varia de 3,2g a 6,4g por dia, sempre dependendo do peso corporal do indivíduo. 

Ao ingerirmos ela, o aminoácido Alanina se junta com um outro aminoácido, chamado de Histidina, essa junção dos dois formam um componente chamado Carnosina muscular. A Carnosina é responsável pela normalização do pH no ambiente intracelular (Dentro das células musculares), pH esse, que quando em níveis mais baixos, gera um quadro conhecido como acidose muscular. Essa acidose muscular interrompe 2 processos vitais à contração muscular e a continuação do exercício. 

A acidose muscular bloqueia a ação de algumas enzimas responsáveis pela glicólise (Quebra da glicose), diminuindo o fornecimento de glicose para o músculo em atividade, contribuindo para a fadiga muscular. Outro processo que é interrompido pela acidose é o da liberação do Cálcio pelo retículo sarcoplasmático muscular - o cálcio é essencial para a contração muscular - fazendo com que não haja interação entre as proteínas musculares contráteis: Actina e Miosina. 

Então sem contração muscular e sem o substrato energético que é responsável pelo fornecimento de energia, nós temos a famosa fadiga muscular. Quem já treinou em uma intensidade muito grande sabe o que é essa sensação, de ser incapaz de continuar a realizar o exercício e sentir uma certa queimação nos músculos em trabalho. 

Aí que a Beta-alanina triunfa: Ela gera a Carnosina muscular, que por sua vez coloca em homeostase (Equilíbrio) o pH intracelular, impedindo a acidose muscular, que é o principal fator que causa a fadiga. 


Então quer dizer que a Beta-alanina reduz a fadiga muscular em TODOS os exercícios? Não é bem assim que funciona. E para entender, vou explicar o princípio do que causa a acidose muscular e assim a fadiga.

A acidose acontece quando nós temos uma maior produção e acúmulo dos íons H+ ou íons de hidrogênio. Esses íons são produzidos com a quebra do ATP, que é a nossa moeda energética (Nós gastamos ATP para TUDO em nosso organismo, sem ele a vida seria impossível). 

Em uma atividade de moderada intensidade, a quebra dos ATP's para gerar energia não é tão grande, fazendo com que taxa de produção dos íons de hidrogênio seja menor do que a taxa de remoção, ou seja, os íons de hidrogênio não se acumulam. Em contrapartida, em uma atividade de curta duração, mas de altíssima intensidade, nós temos uma maior requisição energética, necessitando uma maior quebra de ATP. Com mais ATP sendo quebrado, mais íons H+ são liberados, excedendo a taxa de remoção, o que faz com que eles se acumulem. 

Quando esses íons são acumulados, nós temos a instalação e o início da acidose muscular, que provoca a fadiga. Mas o ponto chave disso tudo é que os íons de hidrogênio têm um certo tempo para serem dissipados, mesmo com uma produção que ultrapasse a sua remoção. O tempo geralmente circula na casa dos 2 minutos, mas, dependendo da intensidade da atividade realizada, esse tempo pode ser maior, passando a casa dos 5 minutos. 

O que eu quero dizer com tudo isso é que a Beta-alanina é extremamente eficaz, porém, ela só combate a acidose muscular em casos onde o organismo não tem tempo para retirar esse acúmulo dos íons de hidrogênio. 

Em exercícios que: Possuem um grande tempo de descanso (> 2 minutos) ou que a intensidade seja baixa/moderada e em função disso a duração seja grande, a Beta não possui eficácia. Isso se deve pela lógica da natureza de como ela funciona: Fazendo o pH muscular retornar à normalidade em casos onde há a proliferação e acúmulo dos íons de hidrogênio, ou seja, casos de exercícios extremamente intensos e com pouco ou nenhum tempo de descanso, nesses casos sim, a Beta-alanina é extremamente bem vinda. 


Por nutricionista estagiário: Pedro Paulo






Monjaro e o Impacto na perda de peso


Medicamento Mounjaro (tirzepatida) e seus impactos na saúde, com base em estudos clínicos e publicações médicas. 



Falta de dados de segurança a longo prazo

Embora os ensaios clínicos mostrem resultados fortes, muitos pesquisadores apontam que:

  • a maioria dos estudos dura 1 a 3 anos

  • ainda faltam dados de uso contínuo por décadas

Especialistas destacam que medicamentos metabólicos podem apresentar efeitos tardios que não aparecem em ensaios curtos.


 Recuperação de peso após interrupção

Um dos principais pontos debatidos nos estudos SURMOUNT, (estudos clínicos de Fase 3 da Lilly Medical).

Resultados mostram que:

  • muitos pacientes recuperam parte do peso quando param o medicamento

  • isso sugere que a obesidade pode exigir tratamento contínuo

Esse efeito foi discutido em análises publicadas no The New England Journal of Medicine.


 Perda de massa muscular

Alguns estudos observaram que parte da perda de peso inclui:

  • massa muscular

  • não apenas gordura corporal

Pesquisadores alertam que isso pode aumentar risco de:

  • fraqueza

  • sarcopenia

  • redução do metabolismo

Por isso muitos médicos recomendam exercício de força durante o tratamento.


 Efeitos gastrointestinais frequentes

Nos ensaios clínicos publicados no JAMA e no The Lancet, os efeitos mais comuns foram:

  • náusea

  • vômito

  • diarreia

  • constipação

Em alguns casos os pacientes interromperam o tratamento por intolerância.

 Possível risco pancreático e biliar

Há discussão sobre possíveis associações com:

  • pancreatite

  • problemas na vesícula biliar

  • cálculos biliares

Esses eventos são raros, mas continuam sendo monitorados em farmacovigilância.

 Uso estético e não médico

Uma preocupação crescente:

  • pessoas sem obesidade usando o medicamento para emagrecimento estético

Isso pode gerar:

  • escassez do medicamento

  • uso sem supervisão médica

  • maior risco de efeitos adversos

Autoridades como a Food and Drug Administration e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária já alertaram sobre esse problema.


 Custo elevado

Outro ponto muito discutido na literatura de saúde pública.

Nos Estados Unidos, o custo anual pode ultrapassar:

  • US$ 12.000 por ano

Isso levanta debates sobre:

  • desigualdade de acesso

  • impacto nos sistemas de saúde


Debate científico atual

Na comunidade científica existe um consenso emergente:

Vantagens

  • perda de peso muito significativa

  • melhora do diabetes

  • redução de risco cardiovascular

Incertezas

  • segurança a longo prazo

  • dependência do medicamento

  • impacto econômico global


Referencia:

Revista: The New England Journal of Medicine
Revisão: publicada por especialistas do American College of Cardiology.

Por: Estágiaria Agda Araújo.

quinta-feira, 5 de março de 2026

Alimentos vs medicação




Interações entre alimentos e medicamentos: o que você precisa saber

Muitas pessoas acreditam que basta tomar o medicamento prescrito para que o tratamento funcione corretamente. No entanto, os alimentos e bebidas consumidos junto com os medicamentos podem alterar seus efeitos, tornando-os menos eficazes ou até aumentando o risco de efeitos adversos. Esse fenômeno é conhecido como interação alimento-medicamento



O que são interações entre alimentos e medicamentos?

Uma interação ocorre quando uma substância — como outro medicamento, um alimento ou suplemento — modifica a ação de um fármaco no organismo. Isso pode acontecer de várias maneiras:

  • aumentando o efeito do medicamento

  • reduzindo sua eficácia

  • provocando efeitos inesperados ou colaterais

Essas interações podem acontecer por falta de informação, uso incorreto do medicamento ou combinação inadequada com certos alimentos.

Como os alimentos podem interferir nos medicamentos?

Os alimentos podem afetar os medicamentos principalmente de três formas:

1. Alterando a absorção

Alguns nutrientes podem impedir que o medicamento seja absorvido adequadamente no organismo. Um exemplo clássico é a interação entre antibióticos como tetraciclinas e produtos lácteos, pois o cálcio pode reduzir a absorção do medicamento.

2. Modificando o metabolismo

Certos alimentos podem alterar a forma como o corpo metaboliza os medicamentos no fígado. Isso pode fazer com que o medicamento permaneça mais tempo no organismo ou seja eliminado mais rapidamente.

3. Intensificando ou reduzindo os efeitos do medicamento

Algumas combinações podem aumentar os efeitos do medicamento, elevando o risco de efeitos adversos, enquanto outras podem reduzir seu efeito terapêutico.

Exemplos de interações comuns

Algumas interações alimento-medicamento bem conhecidas incluem:

  • Produtos lácteos e alguns antibióticos: podem reduzir a absorção do medicamento.

  • Suco de grapefruit (toranja): pode aumentar a concentração de certos medicamentos no sangue.

  • Alimentos ricos em vitamina K: podem interferir na ação de anticoagulantes como a varfarina.

  • Bebidas alcoólicas: podem potencializar efeitos colaterais de vários medicamentos.

Por que essas interações são importantes?

As interações entre alimentos e medicamentos podem causar diversos problemas, como:

  • diminuição da eficácia do tratamento

  • aumento dos efeitos colaterais

  • reações adversas potencialmente graves

Por isso, seguir as orientações do médico ou farmacêutico sobre como tomar o medicamento — com ou sem alimento — é fundamental para garantir a segurança e a eficácia do tratamento


Por: Estágiaria Agda Araujo 


Referencia:
https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC3191675/





quarta-feira, 4 de março de 2026

 Glúten e Saúde Intestinal: O que Dizem os Estudos Científicos?



 

O glúten tem sido amplamente debatido nos últimos anos, especialmente em relação à saúde intestinal. Mas o que realmente mostram os estudos científicos? Abaixo está um resumo baseado em evidências publicadas em periódicos científicos revisados por pares. 


Glúten e Doença Celíaca

A doença celíaca é uma condição autoimune desencadeada pela ingestão de glúten em indivíduos geneticamente predispostos. A exposição ao glúten leva à inflamação da mucosa do intestino delgado, atrofia das vilosidades intestinais e prejuízo na absorção de nutrientes.

Estudos demonstram que:

  • A dieta estritamente sem glúten é o único tratamento eficaz.

  • A exclusão do glúten melhora sintomas clínicos e marcadores inflamatórios.

  • Entretanto, mesmo após 12 meses de dieta sem glúten, alterações na microbiota intestinal podem persistir.

Revisões publicadas na revista Nutrients destacam que pacientes celíacos frequentemente apresentam redução de bactérias benéficas, como Bifidobacterium, mesmo após adesão à dieta.

 Na doença celíaca, o glúten causa dano intestinal direto e comprovado.

 Impacto do Glúten na Microbiota Intestinal

Em indivíduos saudáveis

Um estudo publicado na Nature Communications avaliou adultos saudáveis submetidos a uma dieta com baixo teor de glúten. Os resultados mostraram:

  • Alterações na composição da microbiota intestinal.

  • Redução de algumas bactérias fermentadoras de fibras.

  • Mudanças associadas principalmente à diminuição da ingestão de fibras do trigo, e não necessariamente ao glúten isoladamente.

Isso sugere que o impacto observado pode estar mais relacionado à mudança no padrão alimentar do que ao glúten em si.


Sensibilidade ao Glúten Não Celíaca (SGNC)

Pesquisas publicadas na revista BMC Medicine analisaram indivíduos com sensibilidade ao glúten não celíaca e observaram que:

  • A ingestão de glúten por curto prazo não alterou significativamente a diversidade da microbiota fecal.

  • As alterações microbianas não se correlacionaram diretamente com os sintomas gastrointestinais.

  • Outros componentes do trigo, como os FODMAPs (especialmente frutanos), podem ser responsáveis pelos sintomas.

 Em não celíacos, os sintomas frequentemente atribuídos ao glúten podem estar relacionados a outros componentes da dieta.


 Interação entre Glúten, Microbiota e Sistema Imunológico

Estudos experimentais indicam que:

  • A microbiota intestinal modula a resposta imunológica ao glúten.

  • Alterações na composição bacteriana podem influenciar a ativação de células T envolvidas na inflamação intestinal.

  • Em modelos animais, mudanças na microbiota alteraram a resposta inflamatória à exposição ao glúten.

Esses achados reforçam que o efeito do glúten depende do contexto imunológico e genético do indivíduo.


Por: Camila Santos

Referências Bibliográficas

  1. Hansen LBS et al. (2018). A low-gluten diet induces changes in the intestinal microbiome of healthy Danish adults. Nature Communications, 9:4630. Publicado na Nature Communications.

  2. D’Argenio V & Salvatore F. (2022). The role of the gut microbiome in celiac disease and non-celiac gluten sensitivity. Nutrients, 14(10):2083. Publicado na Nutrients.

  3. Ianiro G et al. (2024). Gut microbiota changes in non-celiac gluten sensitivity: randomized clinical trial. BMC Medicine. Publicado na BMC Medicine.

  4. Lebwohl B, Sanders DS, Green PHR. (2018). Coeliac disease. The Lancet, 391(10115), 70–81.


Disbiose e suas Consequências

 

Nosso intestino abriga trilhões de microrganismos (bactérias, fungos e outros), que juntos formam a microbiota intestinal. Quando esse conjunto está equilibrado, ele ajuda na digestão, fortalece o sistema imunológico e protege contra doenças.

A disbiose acontece quando há um desequilíbrio nessa microbiota — ou seja, quando bactérias “boas” diminuem e bactérias potencialmente prejudiciais aumentam.

O que pode causar disbiose?

  • Alimentação rica em ultraprocessados e pobre em fibras

  • Uso frequente de antibióticos

  • Estresse crônico

  • Pouca ingestão de frutas, verduras e legumes

  • Doenças ou inflamações intestinais

Possíveis consequências da disbiose

Pesquisas científicas mostram que o desequilíbrio da microbiota pode estar associado a:

Problemas digestivos

  • Inchaço

  • Gases

  • Constipação ou diarreia

  • Síndrome do intestino irritável

Inflamação no corpo

A disbiose pode aumentar a inflamação sistêmica (inflamação “silenciosa”), que está relacionada a várias doenças crônicas.

 Alterações metabólicas

Estudos indicam associação com:

  • Obesidade

  • Resistência à insulina

  • Diabetes tipo 2

Impacto na saúde mental

Existe o chamado eixo intestino-cérebro. Alterações na microbiota podem influenciar:

  • Ansiedade

  • Depressão

  • Alterações de humor

 Influência na imunidade

Como grande parte do sistema imunológico está no intestino, a disbiose pode contribuir para:

  • Maior suscetibilidade a infecções

  • Doenças autoimunes

  • Alergias

Como cuidar da microbiota?

Algumas medidas que ajudam a manter o equilíbrio intestinal:

  • Alimentação rica em fibras (frutas, verduras, legumes, grãos integrais)

  • Consumo de alimentos fermentados (como iogurte natural e kefir)

  • Redução de ultraprocessados

  • Sono adequado

  • Controle do estresse


Por:Elizana Oliveira


Referências:

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CARDING, S.; VERBEKE, K.; VIPOND, D. T.; CORFE, B. M.; OWEN, L. J. Dysbiosis of the gut microbiota in disease. Microbial Ecology in Health and Disease, London, v. 26, p. 26191, 2015. DOI: 10.3402/mehd.v26.26191.

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CRYAN, J. F. et al. The microbiota-gut-brain axis. Physiological Reviews, Bethesda, v. 99, n. 4, p. 1877–2013, 2019. DOI: 10.1152/physrev.00018.2018.