sábado, 28 de março de 2026

Disfagia: 20 Março, dia nacional de atenção á disfagia

 

A disfagia é a dificuldade para engolir alimentos, líquidos ou até saliva. Embora muitas vezes seja vista como algo simples, ela pode indicar problemas de saúde importantes, especialmente doenças neurológicas (como AVC ou Parkinson) ou alterações na garganta e no esôfago. É mais comum em idosos, mas pode afetar pessoas de qualquer idade.

Nos últimos anos, estudos têm reforçado que a disfagia precisa de atenção precoce, porque pode levar a complicações como engasgos, desnutrição, desidratação e até infecções pulmonares. Por isso, identificar sinais como tosse ao comer, sensação de alimento “parado” na garganta ou dificuldade para engolir é fundamental para buscar avaliação profissional.

O tratamento costuma envolver uma equipe multidisciplinar, com destaque para o trabalho do fonoaudiólogo, além de adaptações na alimentação — como שינוי na textura dos alimentos e líquidos — para tornar a deglutição mais segura. Pesquisas recentes também apontam avanços em tecnologias que ajudam a diagnosticar a condição de forma mais rápida e menos invasiva.

Além do cuidado clínico, é importante lembrar que março é um mês de conscientização: o Dia Nacional de Atenção à Disfagia, celebrado em 20 de março, tem como objetivo informar a população sobre os riscos da disfagia e a importância do diagnóstico precoce. A campanha busca alertar que dificuldade para engolir não deve ser ignorada — é um sinal de que o corpo precisa de atenção.

Em resumo, a disfagia é uma condição que pode impactar seriamente a saúde e a qualidade de vida, mas que, com informação, diagnóstico adequado e acompanhamento profissional, pode ser controlada e tratada com segurança.


Por: Elizana Oliveira


Referências:

REIS, Ramon Arêas da Silva; NUNES, Eveline de Lima. Atuação fonoaudiológica na disfagia orofaríngea em pacientes com esclerose múltipla. Research, Society and Development, v. 14, n. 2, e2514248179, 2025. Disponível em: https://www.rsdjournal.org/rsd/article/download/48179/37891/494953. Acesso em: 28 mar. 2026.

PASTANA, I. C. Estratégias de intervenção para melhorar a deglutição em pacientes com disfagia. Revista Contemporânea, 2025. Disponível em: https://ojs.revistacontemporanea.com/ojs/index.php/home/article/view/9064. Acesso em: 28 mar. 2026.

MATOS, J. et al. Terapia de estimulação tátil, térmica e gustativa na disfagia orofaríngea pós-AVC: revisão de escopo. CoDAS, 2025. Disponível em: https://www.scielo.br/j/codas/a/MkgJp4GpDtPzXRjmNpg7Zrc/. Acesso em: 28 mar. 2026.

BARCELOS, Wanessa Conceição de Oliveira; SANCHES, Luiz Miguel Picelli. O papel da fonoaudiologia baseada em evidências: a correlação entre demência e disfagia. ARACÊ, v. 7, n. 11, p. e10357, 2025. Disponível em: https://periodicos.newsciencepubl.com/arace/article/view/10357. Acesso em: 28 mar. 2026.

Obesidade infantil: 4 pontos para entender os impactos da condição na saúde

 A obesidade infantil é uma condição crônica, que está associada a impactos físicos, emocionais e sociais capazes de comprometer a saúde da criança tanto na infância quanto posteriormente.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a doença vem crescendo de forma alarmante: em 2024, estima-se que 35 milhões crianças com menos do que 5 anos estavam acima do peso. Outros 390 milhões de jovens com idades entre 5 e 19 anos viviam com sobrepeso em 2022 – 160 milhões deles, inclusive, já eram diagnosticados com obesidade.

Entenda, a seguir, quatro pontos relacionados ao problema:

🧩 1. Diversas causas da obesidade infantil


A obesidade infantil geralmente não tem uma única causa. Na maioria dos casos, ela está relacionada a fatores externos (exógenos), como:


  • Alimentação rica em ultraprocessados (açúcar, gordura e calorias em excesso)
  • Baixo consumo de alimentos naturais (frutas, verduras, fibras)
  • Sedentarismo, com pouca atividade física
  • Uso excessivo de telas (celular, tablet, TV)
  • Fatores genéticos e hormonais também podem contribuir, mas são menos comuns.

  • 📊 2. Diagnóstico complexo




    O diagnóstico não é apenas “olhar e julgar”. Ele envolve critérios técnicos:

  • Uso do IMC (Índice de Massa Corporal) ajustado por idade e sexo
  • Comparação com curvas de crescimento da OMS
  • Avaliação de outros fatores:
    • Circunferência da cintura
    • Histórico familiar
    • Exames laboratoriais
    • Padrão de crescimento
    • Isso permite identificar o problema precocemente e agir antes que ele se agrave.


  • ❤️ 3. Impactos físicos, emocionais e sociais


    A obesidade infantil pode afetar várias áreas da vida:

    🩺 Físicos

  • Diabetes tipo 2
  • Doenças cardiovasculares
  • Problemas nas articulações
  • Apneia do sono
  • Alterações hormonais


  • 🧠 Emocionais e sociais

  • Baixa autoestima
  • Ansiedade e depressão
  • Dificuldades de socialização (bullying, preconceito)


  • 🥗 4. Mudanças no estilo de vida (prevenção e tratamento)





    A boa notícia é que a obesidade infantil pode ser prevenida e tratada com mudanças consistentes:

    • Incentivar alimentação saudável desde cedo
    • Reduzir consumo de açúcar e ultraprocessados
    • Estimular atividade física regular
    • Limitar tempo de tela
    • Manter uma rotina de sono adequada
    • Envolver toda a família no processo

    Resumo geral:
    A obesidade infantil é um problema multifatorial e crescente, mas pode ser combatido com diagnóstico correto e mudanças no estilo de vida, principalmente dentro do ambiente familiar.


     Por:  Catia Cruz 



    📚 Referências

    Doença Celíaca com bases científicas

     

    A doença celíaca é uma condição autoimune desencadeada pelo consumo de glúten (presente no trigo, cevada e centeio). O controle é totalmente baseado na alimentação e no acompanhamento médico. Abaixo vai um guia claro e prático, com base em evidências científicas.



    O que é a doença celíaca?

    É uma reação do sistema imunológico ao glúten que causa inflamação e danos no intestino delgado, prejudicando a absorção de nutrientes.

    Como controlar a doença celíaca

     Dieta 100% sem glúten (principal tratamento)

    A única forma eficaz de controle é eliminar totalmente o glúten da dieta.

    Evitar:

    • Trigo (pão, bolo, macarrão)
    • Cevada (cerveja, malte)
    • Centeio

    Alimentos permitidos naturalmente:

    • Arroz, milho, batata
    • Feijão, lentilha
    • Carnes, ovos
    • Frutas e vegetais

    Evitar contaminação cruzada

    Mesmo pequenas quantidades de glúten podem causar danos.

    Cuidados importantes:

    • Usar utensílios separados (torradeira, colher, tábua)
    • Evitar alimentos preparados no mesmo local de produtos com glúten
    • Ler rótulos (no Brasil é obrigatório informar “contém glúten”)

     Acompanhamento médico e nutricionista

    Procure profissionais para monitorar a saúde:

    • Gastroenterologista
    • Nutricionista especializado

    Eles podem avaliar:

    • Deficiências nutricionais (ferro, cálcio, vitamina D)
    • Recuperação intestinal

     Reposição de nutrientes

    Muitas pessoas com doença celíaca apresentam deficiência de:

    • Ferro → anemia
    • Cálcio → ossos fracos
    • Vitaminas do complexo B

    Suplementação pode ser necessária, com orientação médica.


    Atenção a sintomas e evolução

    Após iniciar a dieta:

    • Sintomas costumam melhorar em semanas.
    • O intestino pode levar meses para se recuperar totalmente.

    O que NÃO funciona

    • “Reduzir” glúten → não é suficiente
    • Dietas alternativas sem base científica
    • Medicamentos substituindo a dieta (ainda não existem eficazes)

    Por: Estágiario Agda Araujo.


  • Organização: World Gastroenterology Organisation
    • Diretrizes globais sobre doença celíaca
  • Organização: Sociedade Brasileira de Gastroenterologia
    • Recomendações clínicas no Brasil
  • Artigo:
    • “Celiac disease” – publicado na revista The Lancet
  • Organização: National Institute of Diabetes and Digestive and Kidney Diseases
    • Informações detalhadas sobre diagnóstico e tratamento
  • Arroz com feijão: a dupla perfeita da nutrição brasileira


     






    O arroz com feijão, presente diariamente na mesa dos brasileiros, vai muito além de um costume cultural, sendo reconhecido cientificamente como uma combinação nutricionalmente completa e equilibrada. O arroz é uma importante fonte de carboidratos, responsável por fornecer energia para as atividades do dia a dia, enquanto o feijão se destaca pelo seu teor de proteínas vegetais, fibras, ferro e vitaminas do complexo B. Quando consumidos juntos, esses alimentos apresentam um diferencial importante: a complementação de aminoácidos essenciais. Isso significa que a combinação forma uma proteína de melhor qualidade biológica, semelhante às de origem animal, o que é especialmente relevante para pessoa
    que consomem pouca carne.
    Além disso, estudos apontam que o consumo regular de arroz com feijão está associado a benefícios para a saúde, como melhor controle do peso corporal e menor risco de desenvolvimento de doenças crônicas, incluindo diabetes tipo 2 e doenças cardiovasculares. Pesquisas realizadas no Brasil também mostram que indivíduos que mantêm esse padrão alimentar tradicional tendem a apresentar menor percentual de gordura corporal quando comparados àqueles que consomem mais alimentos ultraprocessados. Outro ponto positivo é que essa combinação contribui para maior saciedade, devido à presença de fibras, auxiliando no controle da ingestão alimentar ao longo do dia.
    Por ser uma refeição acessível, nutritiva e composta por alimentos minimamente processados, o arroz com feijão é amplamente recomendado pelo Guia Alimentar para a População Brasileira como base de uma alimentação saudável. Dessa forma, valorizar esse padrão alimentar tradicional é uma estratégia simples e eficaz para promover saúde, qualidade de vida e prevenção de doenças, reforçando que, muitas vezes, o básico bem feito é o que traz os melhores resultados

     
    Escrito por: Sara Santos

    • Referências (formato simples para adaptar em ABNT)
    • BRASIL. Ministério da Saúde. Guia alimentar para a população brasileira
    • EMBRAPA. Importância nutricional do arroz e do feijão, 2021.
    • Revista Saúde (2025). Arroz e feijão: o segredo poderoso do prato do brasileiro.
    • ELSA-Brasil (2025). Estudo sobre alimentação e composição corporal.
    • International Journal of Environmental Research and Public Health (2025)..






    Como interpretar exames de colesterol?

    Como interpretar exames de colesterol?


    Um dos marcadores mais pedidos e observados para mensurar a saúde geral de uma pessoa são o colesterol total e as suas frações. Mas você sabe como interpretar esse exame e sabe a diferença do colesterol bom e mau e por que chamam eles assim? 

    Para começar, não existe colesterol bom ou ruim, o colesterol é uma molécula gordurosa que exerce funções importantes no organismo, como produzuir os hormônios sexuais. Ele deve ser consumido diariamente, porém, em pequenas quantidades. Quando falamos em colesterol bom, nós estamos fazendo referência a fração denominada de HDL, que é uma liporproteína.

    As frações do colesterol, todas são lipoproteínas, que é a junção de uma molécula de proteína com uma molécula de gordura. O HDL quer dizer High Density Lipoprotein, ou lipoproteína de alta densidade. O seu irmão LDL, que é tido como o colesterol ruim, é uma lipoproteína de baixa densidade, ou no inglês, Low Density Lipoprotein. 

    Existe também uma outra fração do colesterol que conta, mas não é tão utilizada assim, que é o VLDL, uma lipoproteína de muito baixa densidade: Very Low Density Lipoprotein. O colesterol total dos exames de sangue, é a soma de todas as frações do colesterol: HDL + VLDL + LDL. 


    Com isso em mente nós podemos interpretar os exames de sangue, principalmente o perfil lipídico, que é a parte que o colesterol e suas frações fazem parte, juntamente com os triglicérides. Então quando olhamos o valor de colesterol total, o valor de referência dele para indicar uma boa saúde deve ficar em qualquer valor menor que 190 mg/dL. Mas esse valor pode ser maior, e isso não necessariamente quer dizer que a pessoa tenha um perfil lipídico ruim. 

    Existe um medidor chamado índice de Castelli, que faz menção à quantidade de HDL e LDL de forma comparativa. Nós devemos dividir o LDL pelo HDL para obtermos o índice de Castelli (Por exemplo: 120 mg/dL de LDL e 60 mg/dL de HDL, 120/60 = 2). Um índice de Castelli saudável fica até 2,5, caso a pessoa seja obesa, um valor de até 3,6 é aceitável - mas lembrem-se, não é porque é aceitável, que não pode ser melhorado. 

    Um exemplo um pouco mais audacioso. Digamos que um indivíduo tenha 130 mg/dL de LDL com 80 mg/dL de HDL, se somarmos os dois, ficaríamos com 210 mg de colesterol total, fora o VLDL, que deve entrar no cálculo para mensurar a quantidade de colesterol total. Nesse caso, facilmente o paciente pode passar dos 240mg de colesterol, sinalizando um nível total relativamente alto, mas e o índice de Castelli? Nesse caso ele fica em torno de 1,6, revelando um bom perfil lipídico e um baixo risco cardiovascular. 

    Outro exemplo, mais ousado ainda, um indivíduo com 170 mg de LDL com 90 mg de HDL, apenas os dois somados, totalizam 260 mg de colesterol, fora o VLDL, podendo chegar até 300 mg de colesterol total. Mas o índice de Castelli é de 1,8. É claro, não quer dizer que esse valor não pode ser melhorado, nós podemos manter o HDL alto e focarmos em baixar o LDL.

    O HDL possui a função de transportar a gordura que está circulando no sangue para o fígado para ser metabolizada e excretada. O LDL é praticamente o contrário, ele mantém a gordura circulando pelos vasos sanguíneos sem ir ao fígado para ser excretada, fazendo o nível de gorduras circulantes aumentar (Triglicérides). Isso aumenta em muito a chance de desenvolver um quadro de aterosclerose, que é a formação de placas de gordura nas paredes dos vasos sanguíneos, aumentando a chance de um AVC, infarto agudo do miocardio e entupimento de outras artérias importantes. 

    Então nós sempre devemos ficar de olho no perfil lipídico, e juntamente com esse marcador do colesterol, nós devemos olhar a homocisteína, que representa a chance de risco cardiovascular por revelar uma possível lesão no endotélio (Parede dos vasos sanguíneos). 

    Olhar apenas o valor de colesterol total é muito vago, deve ser feita uma análise um pouco mais minuciosa das frações desse colesterol, para que assim, seja estimada de forma mais precisa como é a saúde cardíaca do indivíduo e qual intervenção pode ou deve ser tomada. 


    Por nutricionista estagiário: Pedro Paulo.


    quarta-feira, 25 de março de 2026

    Pré treino e Pós treino, oque consumir ?

     

    A nutrição em torno do treino é um dos fatores mais importantes para o desempenho e a recuperação muscular. De forma geral, a literatura científica mostra que o pré-treino tem como principal objetivo fornecer energia, enquanto o pós-treino é focado na recuperação e na construção muscular. Os dois nutrientes mais importantes nesse contexto são os carboidratos e as proteínas.

    No pré-treino, a prioridade é o consumo de carboidratos, pois eles são a principal fonte de energia durante o exercício. A ingestão adequada ajuda a evitar fadiga precoce e queda de desempenho. Pode-se incluir também uma pequena quantidade de proteína, mas o foco principal deve ser energético. Alimentos comuns incluem banana, aveia, pão integral, frutas e iogurte. A ingestão deve ocorrer entre uma e três horas antes do treino para refeições maiores, ou entre 30 e 60 minutos antes no caso de lanches leves. A cafeína também pode ser utilizada, pois há evidências de melhora no desempenho físico.

    Já no pós-treino, o foco muda para recuperação muscular e reposição de energia. Nesse momento, é essencial consumir proteínas, que auxiliam na síntese muscular, combinadas com carboidratos, que ajudam a repor o glicogênio muscular. Estudos indicam que cerca de 20 a 25 gramas de proteína já são suficientes para estimular a recuperação. Exemplos de refeições incluem frango com arroz, ovos com batata doce, iogurte proteico com frutas ou whey protein com alguma fonte de carboidrato. O ideal é consumir essa refeição logo após o treino, preferencialmente dentro de até uma hora.

    Em relação aos suplementos, como whey protein, creatina e cafeína, eles são bastante utilizados e podem ajudar, mas não são essenciais. A maioria dos benefícios pode ser obtida por meio de uma alimentação equilibrada. O principal problema identificado em estudos é que muitas pessoas não consomem quantidades adequadas de nutrientes, especialmente no pós-treino.

    Em resumo, consumir carboidratos antes do treino melhora o desempenho, enquanto ingerir proteínas junto com carboidratos após o treino favorece a recuperação e o crescimento muscular. A consistência na alimentação é mais importante do que o uso de suplementos.


    Por: Elizana Oliveira


    Referências:

    Consumo no pós-treino (carboidrato e proteína)
    MORAIS, A. C. L.; SILVA, L. L. M.; MACÊDO, E. M. C.
    Avaliação do consumo de carboidratos e proteínas no pós-treino em praticantes de musculação.
    Revista Brasileira de Nutrição Esportiva, 2014.

    LINS, T. C. L.; SOUZA, L. P. V.
    Dieta pré e pós treino em praticantes de CrossFit®.
    Revista Brasileira de Nutrição Esportiva, 2020.

    SILVA, P. D.
    Consumo alimentar dos praticantes de musculação no pré e pós-treino.
    Revista Científica Multidisciplinar Núcleo do Conhecimento, 2018.

    MELO, K. N. P.; SILVA, A. J.; COELHO, R. G.
    Suplementação prévia de carboidrato e desempenho no treinamento de força.
    Revista Ciência Atual, 2016.

     Diabetes tipo 2 e estilo de vida: como seus hábitos impactam sua saúde


    O diabetes tipo 2 é uma das doenças crônicas mais comuns no mundo atual e está diretamente ligado ao estilo de vida. Diferente do diabetes tipo 1, que tem origem genética e autoimune, o tipo 2 se desenvolve, na maioria dos casos, a partir de hábitos cotidianos que podem ser modificados.

    Essa condição ocorre quando o organismo não consegue usar corretamente a insulina — hormônio responsável por controlar a glicose no sangue — ou quando sua produção é insuficiente. Como resultado, os níveis de açúcar no sangue aumentam, podendo causar diversos problemas de saúde ao longo do tempo.

    Um dos principais fatores relacionados ao surgimento do diabetes tipo 2 é o sedentarismo. A falta de atividade física contribui para o ganho de peso e reduz a sensibilidade do corpo à insulina. Da mesma forma, uma alimentação rica em açúcares, gorduras e alimentos ultraprocessados favorece o acúmulo de gordura corporal e o descontrole da glicemia.

    Por outro lado, hábitos saudáveis têm um papel fundamental tanto na prevenção quanto no controle da doença. Uma alimentação equilibrada, rica em verduras, legumes, frutas, grãos integrais e proteínas magras, ajuda a manter os níveis de glicose estáveis. Além disso, a prática regular de exercícios físicos melhora a ação da insulina, auxilia na perda de peso e contribui para o bem-estar geral.

    Outro ponto importante é a qualidade do sono e o controle do estresse. Dormir mal e viver sob estresse constante podem afetar hormônios que interferem diretamente na glicemia, aumentando o risco de desenvolver diabetes.

    Os sintomas do diabetes tipo 2 podem incluir sede excessiva, vontade frequente de urinar, cansaço, fome constante e visão embaçada. No entanto, muitas pessoas podem não apresentar sintomas no início, o que torna essencial a realização de exames de rotina.

    Quando não controlado, o diabetes pode levar a complicações graves, como doenças cardiovasculares, problemas renais, danos nos nervos e perda de visão. Por isso, o diagnóstico precoce e o tratamento adequado são fundamentais.

    O tratamento do diabetes tipo 2 envolve principalmente mudanças no estilo de vida, como alimentação saudável e prática de exercícios. Em alguns casos, também pode ser necessário o uso de medicamentos ou insulina, sempre com acompanhamento médico.

    Em resumo, o diabetes tipo 2 é uma doença fortemente influenciada pelas escolhas do dia a dia. Pequenas mudanças nos hábitos podem fazer uma grande diferença na prevenção e no controle da doença, promovendo mais saúde e qualidade de vida.

    Por: Andréa Melo

    REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

    • BRASIL. Ministério da Saúde. Diabetes mellitus. Brasília, 2023. Disponível em: https://www.gov.br/saude. Acesso em: 25 mar. 2026.
    • SOCIEDADE BRASILEIRA DE DIABETES. Diretrizes da Sociedade Brasileira de Diabetes 2023-2024. São Paulo: SBD, 2023.
    • AMERICAN DIABETES ASSOCIATION. Standards of Medical Care in Diabetes – 2024. Diabetes Care, v. 47, supl. 1, 2024.
    • WORLD HEALTH ORGANIZATION (WHO). Diabetes. Genebra, 2023. Disponível em: https://www.who.int. Acesso em: 25 mar. 2026.
    • INTERNATIONAL DIABETES FEDERATION (IDF). IDF Diabetes Atlas. 10. ed. Bruxelas, 2021.
    • MALERBI, D. A.; FRANCO, L. J. Multicenter study of the prevalence of diabetes mellitus and impaired glucose tolerance in the urban Brazilian population. Diabetes Care, 1992.




     Deficiência de Magnésio: Causas, Sintomas e Impactos na Saúde






    A deficiência de magnésio, também chamada de hipomagnesemia, é uma condição caracterizada pela redução dos níveis desse mineral essencial no organismo. O magnésio participa de mais de 300 reações enzimáticas, sendo fundamental para músculos, sistema nervoso e metabolismo energético.

    O que é o magnésio e por que ele é importante?

    • Contração e relaxamento muscular
    • Funcionamento do sistema nervoso
    • Produção de energia
    • Regulação da pressão arterial
    • Síntese de proteínas e DNA
    Principais causas da deficiência de magnésio
    • Dieta pobre em alimentos ricos em magnésio
    • Consumo excessivo de álcool
    • Uso de medicamentos (diuréticos, antiácidos)
    • Doenças gastrointestinais (ex: má absorção, diarreia crônica)
    • Diabetes e doenças renais
    • Envelhecimento

    Sintomas da deficiência de magnésio

      Sintomas gerais:
    • Arritmias cardíacas
    • Pressão alta
    • Alterações na circulação
    • Fadiga e fraqueza
    • Perda de apetite
    • Náuseas
    • Baixa imunidade

    O corpo humano contém cerca de 21 a 28 gramas de magnésio, sendo a maior parte armazenada nos ossos e tecidos.

    Ele atua em funções como:

    • A deficiência pode ocorrer por baixa ingestão ou por perdas excessivas no organismo. Entre as causas mais comuns:

      Esses fatores podem reduzir a absorção ou aumentar a excreção do mineral.

      Os sintomas variam de leves a graves, dependendo do nível da deficiência.

    • Irritabilidade

    • AnsiedadeInsônia

    • Depressão


    Em casos graves:
  • Convulsões
  • Alterações neurológicas importantes


  • Diagnóstico e desafios:

    O diagnóstico não é simples, pois:

    • Apenas 1% do magnésio está no sangue
    • O exame sérico pode não refletir o nível real no corpo

    Por isso, a avaliação clínica e exames complementares são necessários.

    Prevenção e tratamento:

    A principal forma de prevenção é a alimentação equilibrada.

    Alimentos ricos em magnésio:

    • Vegetais verdes escuros
    • Oleaginosas (castanhas, amêndoas)
    • Leguminosas
    • Grãos integrais
    • Chocolate amargo

    A suplementação só é indicada em casos diagnosticados.

  • A deficiência de magnésio pode afetar diversos sistemas do corpo, desde músculos até o cérebro e o coração. Embora nem sempre seja facilmente detectada, seus sintomas podem impactar significativamente a qualidade de vida.

    Manter uma alimentação equilibrada é a estratégia mais eficaz para prevenir essa condição.

  • Por: Camila Santos

  • Referências :

    BMJ BEST PRACTICE. Deficiência de magnésio. Londres: BMJ Publishing Group, 2024. Disponível em: https://bestpractice.bmj.com/topics/pt-br/1137. Acesso em: 25 mar. 2026.
    BMJ BEST PRACTICE. Diagnóstico da hipomagnesemia. Londres: BMJ Publishing Group, 2024. Disponível em: https://bestpractice.bmj.com/topics/pt-br/1137. Acesso em: 25 mar. 2026.
    BELLUCI, M. M. Efeito da deficiência de magnésio sobre o metabolismo ósseo. 2012. Dissertação (Mestrado) – Universidade Estadual Paulista (UNESP), Araraquara, 2012. Disponível em: https://repositorio.unesp.br/handle/11449/104728. Acesso em: 25 mar. 2026.
    SEVERIANO, A. C. C. et al. Magnésio e depressão: uma revisão integrativa. Revista Eletrônica Acervo Saúde, 2024. Disponível em: https://periodicorease.pro.br/rease/article/view/13068. Acesso em: 25 mar. 2026.
    TUA SAÚDE. Magnésio baixo: sintomas, causas e tratamento. 2025. Disponível em: https://www.tuasaude.com/sintomas-de-falta-de-magnesio/. Acesso em: 25 mar. 2026.
    O GLOBO. Falta de magnésio: sinais que indicam a carência da substância no organismo. 2025. Disponível em: https://oglobo.globo.com/saude/noticia/2025/03/04/falta-de-magnesio-3-sinais-que-indicam-a-carencia-da-substancia-no-organismo.ghtml. Acesso em: 25 mar. 2026.
    PAIVA, F. G. et al. Magnésio e sua importância para a saúde humana. Global Academic Nursing, 2023. Disponível em: https://www.globalacademicnursing.com/index.php/globacadnurs/article/view/510. Acesso em: 25 mar. 2026.
  • Quais os efeitos da cafeína?

    Quais os efeitos da Cafeína?

    A Cafeína é um dos compostos mais consumidos do mundo, quase que sempre na forma de café. Ela também pode ser achada no cacau e no fruto do guaraná, mas em uma quantidade menos expressiva. A Cafeína merece um artigo à parte pois ela gera inúmeros debates por conta de seus efeitos, se ela pode ser consumida por todos e em qual a quantidade segura para ser tomada. Tudo isso, nós traremos aqui.

    A Cafeína possui uma função muito simples: Ela atua no sistema nervoso, inibindo os receptores de adenosina, que são moléculas geradas a partir da quebra do ATP (Nossa moeda energética), ou seja, o acúmulo dessas moléculas sinaliza o cansaço ao cérebro. Não só o estresse físico, mas mental também, gera gasto de ATP e consequentemente, liberação de mais moléculas de adenosina, que vão se juntando e acumulando-se em uma região específica do sistema nervoso. 

    Então a Cafeína entra nesses locais e os preenche, inibindo o acúmulo dessas adenosinas, inibindo assim, a sensação de cansaço, tanto físico como principalmente mental. Por conta desse efeito, a Cafeína é muito requisitada para ocasiões onde o indivíduo apresenta uma certa privação de sono ou que necessite de uma maior disposição mental.


    Por isso a Cafeína é muito utilizada nos pré-treinos e energéticos, ela ajuda nessa percepção de diminuição do cansaço e nos ajuda a sentir um vigor maior para realizar as atividades físicas. A Cafeína como suplemento é muito segura e indicada - ela é um dos 6 suplementos com o maior efeito ergogênico (Que aumenta a performance) - sendo utilizada tanto por praticantes de musculação, como crossfit, endurance, tênis entre outros. 

    O que poucos sabem a respeito da Cafeína é que fatores genéticos ou adaptações metabólicas induzidas pelo consumo em excesso podem afetar significativamente a sua função. Existe uma enzima no fígado chamada CYP1A2, que é responsável pela metabolismo da Cafeína. Pessoas com uma maior expressão dessa enzima possuem uma maior responsividade à Cafeína, enquanto que pessoas com menor expressão dessa enzima - seja por genética ou por um consumo excessivo - tendem a sentir menos os efeitos da Cafeína, necessitando de doses maiores dela. 

    Por isso é muito comum vermos pessoas que, ao ingerir qualquer quantidade de café ou Cafeína, sentem imediatamente o seu efeito e podem até apresentar dificuldades para dormir. O outro lado também ocorre, é super normal vermos pessoas que consomem muito café ou Cafeína que nem sentem mais os seus benefícios, mesmo consumindo-a em grandes quantidades. A quantidade ideal de Cafeína a ser consumida, fica na faixa de 2 mg a 6 mg por kg corporal (Em uma pessoa de 70 kg, seriam 140 mg até 420 mg).


    Esses valores são muito utilizados no ramo da atividade física, mas podem ser usados no cotidiano também. A única ressalva é com relação a dose diária dela: Não é recomendado ingerir mais de 420 mg por dia. 

    E sobre quais os públicos que podem ingeri-la, as pessoas com qualquer tipo de problemas cardíacos e de pressão arterial, jamais devem fazer uso de Cafeína - salvo com acompanhamento médico - porquê ela impacta diretamente o sistema nervoso autônomo simpático (Aquele que te prepara para uma situação de luta ou fuga) causando assim, uma descarga grande de adrenalina e aumentando a frequência cardíaca. 

    A Cafeína, por conta desses efeitos de interação com os receptores beta-adrenérgicos, causa a secreção da adrenalina, o que auxilia na queima de gordura, aumenta também a nossa capacidade física e otimiza o raciocínio rápido. Por isso é muito comum que esses suplementos termogênicos possuam Cafeína na sua composição, juntamente com outros componentes.

    Portanto, a Cafeína é um dos melhores compostos que nós temos na alimentação, e ela deve ser usada com grande sabedoria, para não gerar nenhum efeito deletério ao organismo e nem ocasionar uma resistência à ela mesma por conta do uso em excesso. Ela é um dos suplementos com maior comprovação científica e pode tanto ser usada na atividade física como no dia a dia para facilitar as nossas atividades corriqueiras. 


    Por Nutricionista estagiário: Pedro Paulo


    terça-feira, 24 de março de 2026

    "Agonorexia"

     

    Agonorexia 

    • O que é:
      Termo recente (ainda não oficial) que descreve um comportamento alimentar semelhante à anorexia, associado ao uso de medicamentos que reduzem o apetite (como agonistas de GLP-1).

    • Como surge:
      Começa com a supressão farmacológica da fome, mas pode evoluir para uma dependência psicológica de não sentir fome.

    • Principais características:
      • Medo de voltar a sentir fome
      • Associação entre “não comer” e controle/resultado
      •  Redução extrema da ingestão alimentar
    • Riscos:
      • Desnutrição e perda muscular
      • Deficiências nutricionais
      • Relação disfuncional com a comida
    • Importante:
      Não é um diagnóstico oficial, mas já é vista como um fenômeno emergente dentro do espectro dos transtornos alimentares.
    Por: Elizana Oliveira

    Referências:
    • AVALCANTE, M. B. A.; CAVALCANTE, G. Á.
      Volta dos transtornos alimentares com o uso de agonistas do receptor de GLP-1: uma revisão narrativa.
      Revista ARACÊ, 2025.
      ➤ Analisa como o uso de medicamentos GLP-1 pode estar associado ao aumento ou agravamento de transtornos alimentares.

    • ALVES, K. M. et al.
      Agonistas do receptor de GLP-1 para perda de peso em transtornos psiquiátricos: revisão sistemática e metanálise.
      Universidade Federal do Rio Grande do Sul, 2025.
      ➤ Mostra eficácia dos GLP-1 na perda de peso e discute impactos em populações com transtornos mentais.

    • SANTOS, D. C.; SILVEIRA, G. D.; SOARES, V.
      Efeitos dos agonistas do GLP-1 sobre a perda de peso em adultos: revisão sistemática.
      Revista Educação em Saúde, 2024.
      ➤ Explica o mecanismo: redução do apetite e aumento da saciedade.

    • SOARES, C. L. F. et al.
      Transtorno de compulsão alimentar e terapia com GLP-1: revisão das evidências científicas.
      Bioethics Archives, 2025.
      ➤ Discute a relação entre GLP-1 e comportamento alimentar.

    Chiclete Sem Açúcar Todos os Dias: Faz bem ou faz Mal?





     

    O hábito de mascar chiclete sem açúcar é comum no mundo todo — seja para refrescar o hálito, aliviar o estresse ou até controlar a fome. Mas afinal, consumir chiclete sem açúcar diariamente é saudável? Neste artigo, reunimos um resumo baseado em estudos científicos e publicações confiáveis para te dar uma visão clara e equilibrada.

    Chicletes sem açúcar — especialmente os que contêm xilitol — estimulam a produção de saliva. Isso ajuda a:

    • Neutralizar ácidos na boca
    • Reduzir bactérias causadoras de cáries
    • Proteger o esmalte dentário

    Por isso, muitos dentistas recomendam o uso após refeições, quando não é possível escovar os dentes. 

    esquisas sugerem que mascar chiclete pode:

    • Reduzir o consumo de alimentos açucarados
    • Diminuir a vontade de beliscar entre refeições
    • Reduzir a ingestão calórica em pequenas quantidades

     Um estudo da Universidade Tufts observou associação entre o uso de chiclete sem açúcar e hábitos alimentares mais controlados.

    lguns estudos indicam que o ato de mastigar pode:

    • Melhorar a concentração
    • Reduzir níveis de estresse leve
    • Aumentar o estado de alerta

    Os efeitos são modestos, mas consistentes em vários estudos experimentais.

    Riscos do consumo excessivo

  • Dor na mandíbula
  • Estalos ao abrir a boca
  • Dores de cabeça
  •  Problemas digestivos
  • Azia e refluxo
  • Sensação de inchaço
  • Desconforto abdominal
  • Os adoçantes como sorbitol podem ter efeito laxativo em algumas pessoa.


    Por fim  consumo de chiclete sem açúcar pode ser seguro e até benéfico, desde que feito com moderação.

    Seguro e potencialmente útil:

    • 1 a 2 chicletes por dia
    • Uso após refeições
    Evite:
    • Mascar por horas seguidas
    • Consumir grandes quantidades diariamente

    Como em muitos hábitos alimentares, o equilíbrio é a chave.


    Por : Camila Santos


    Referências bibliográficas

    • Azagba, S., & Sharaf, M. F. (2011). The effect of sugar-free gum on snacking behavior. Appetite.
    • American Dental Association (ADA). (2020). Oral Health Topics: Chewing Gum.
    • Moynihan, P. (2005). The role of diet and nutrition in the etiology and prevention of oral diseases. Bulletin of the WHO.
    • University of Tufts. (2015). Chewing gum and dietary behavior study.
    • Porciani, M., et al. (2019). Temporomandibular disorders and chewing habits. Journal of Oral Rehabilitation.
    • de Baat, C., et al. (2013). The influence of chewing gum on gastrointestinal function.
    • UCLA (2024–2025). Microplastics released from chewing gum study.
    • Revista Saúde (Editora Abril). Chicletes fazem bem aos dentes?
    • Veja Saúde / Veja SP. Mascar chiclete faz mal?