sábado, 21 de março de 2026

 

​Apresentar um hábito intestinal adequado representa uma peça fundamental para o nosso bem-estar, além de contribuir na prevenção de doenças intestinais e desempenhar importante papel no sistema imunológico





​O que deve ser prioritário na sua alimentação?


Água



o consumo de líquidos deve ser adequado, preferencialmente água. O consumo aproximado de 1,5 litro por dia, além de hidratar o organismo, contribui com o funcionamento do intestino e eliminação de toxinas.

Incluir alimentos fontes de fibras


  • Frutas frescas: laranja, mexerica com bagaço, mamão, figo, ameixa, manga, kiwi, abacaxi, uva, entre outras.
  • Frutas secas: ameixa preta, damasco, figo seco, uva passa.
  • Cereais integrais: farelo de aveia ou de trigo, gérmen de trigo, linhaça, pão integral, arroz integral.
  • Leguminosas: feijão, lentilha, grão de bico, soja.
  • Hortaliças: berinjela, brócolis, vagem, aspargo, alcachofra e verduras, preferencialmente cruas como chicória (escarola), alface, rúcula.

Mastigação
comer devagar, mastigando bem os alimentos.

 
Fracionamento
faça pelo menos 5 refeições por dia.

Café da manhã
Programe-se para fazer essa importante refeição, que tem relação direta com o funcionamento intestinal. Após a primeira refeição do dia, o corpo emite um sinal chamado reflexo gastrocólico, que sinaliza o funcionamento do intestino logo após o café da manhã.





    Uma vida saudável passa por um intestino saudável e este depende de uma microbiota intestinal, comumente chamada de flora intestinal, é o grupo de bactérias que vivem no intestino, auxiliando em vários processos, como a digestão de alimentos e monitorando o desenvolvimento de microorganismos que causam doenças.


    Você já ouviu falar em probióticos?

    Probióticos são microorganismos vivos que, quando ingeridos em quantidade suficiente, ao alcançarem o intestino exercem efeitos benéficos sobre a flora intestinal, melhorando o hábito intestinal, entre outros benefícios. xistem no mercado inúmeros produtos como os iogurtes e leites fermentados com adição de probióticos. Os mais encontrados são os lactobacillus e as bifidubactérias.


    Sugestão de Suco Laxativo
    • ​Para 1 copo de 200 ml:
    • ¼ de mamão papaya ou 1 fatia de mamão formosa
    • ½ copo de suco de laranja ou suco de 1 un de laranja
    • 4-5 ameixas secas (sem caroço)


      Catia cruz

    Saude intestinal.Veja dicas para cuidar da saúde intestinal e entenda sua importância.

     Veja dicas para cuidar da saúde intestinal e entenda sua importância.


    A saúde intestinal é fundamental para o funcionamento do corpo humano. Afinal, o intestino, muitas vezes chamado de “segundo cérebro”, tem um papel vital na nutrição e nas defesas do organismo

    Mas você sabe como cuidar desse órgão tão importante? 


    Afinal o que é saúde do intestino?

    A saúde intestinal está diretamente ligada ao bom funcionamento do intestino, um órgão vital para a digestão, absorção de nutrientes e bem-estar geral.

    Um intestino saudável abriga uma microbiota equilibrada, ou seja, um conjunto de bactérias “boas” que auxiliam na digestão, fortalecem o sistema imunológico e protegem contra a ação de agentes nocivos, como os radicais livres, bactérias patogênicas, parasitas, entre outros.

    Qual a impotancia da microbióta para saude humana?

    Há estudos que apontam que o desequilíbrio da microbiota, conhecido como disbiose, está ligado a doenças como obesidade, diabetes tipo 2 e inflamações intestinais. 

    Além disso, o eixo intestino-cérebro mostra como a microbiota afeta o humor, o comportamento e o surgimento de distúrbios neurológicos e psiquiátricos. 

    Portanto, manter uma microbiota saudável é essencial para o bem-estar geral. Isso é possível com a adoção de alguns hábitos, como a alimentação equilibrada, o manejo do estresse e a prática de atividades físicas regulares. 


     Quais são os fatores que impactam na saúde do intestino?


    Estudos científicos apontam que esses fatores podem afetar tanto a digestão quanto a imunidade e o bem-estar. Veja os principais:

    Estudos científicos apontam que esses fatores podem afetar tanto a digestão quanto a imunidade e o bem-estar. Veja os principais:

    Má alimentação: dietas ricas em açúcar, gorduras e alimentos ultraprocessados prejudicam o equilíbrio intestinal.

    Uso indiscriminado de antibióticos: ao eliminarem tanto as bactérias benéficas quanto as patogênicas, podem causar disbiose e facilitar a colonização por microrganismos resistentes.

    Uso de medicamentos: além dos antibióticos, outros medicamentos, como os anti-inflamatórios não esteroides (AINEs), podem alterar a composição da microbiota intestinal.

    Estresse crônico: ativa o eixo hipotálamo-pituitária-adrenal, liberando hormônios que podem alterar a permeabilidade intestinal e a composição da microbiota.

    Privação ou má qualidade de sono: estão associadas a alterações na microbiota, com aumento de bactérias inflamatórias e redução da diversidade microbiana.

    Idade: com o envelhecimento, há uma diminuição na diversidade da microbiota intestinal, geralmente observada após os 65 anos. 

    Sedentarismo: indivíduos sedentários apresentam menor diversidade da microbiota.

    Como melhorar a saude intestinal?

    Procure dormir melhor

    Um sono reparador é fundamental para a saúde intestinal. Ao dormir bem, você regula os hormônios que controlam o apetite e o metabolismo, além de fortalecer o sistema imunológico

     Consuma shots matinais

    Os shots matinais são uma ótima forma de incrementar a sua saúde intestinal. Eles são ricos em nutrientes e antioxidantes, que ajudam a combater os radicais livres e fortalecer o sistema

    Mantenha uma boa hidratação

    hidratação adequada ajuda a amolecer as fezes, facilitando a passagem pelo intestino e prevenindo a constipação. Também regula a pressão arterial e a temperatura corporal, além de facilitar a absorção de nutrientes e a motilidade intestinal imunológico.

     Mantenha uma alimentação diversa em nutrientes




    Uma dieta rica em fibras, frutas, legumes e verduras alimenta as bactérias benéficas do intestino, fortalecendo o sistema imunológico e prevenindo o surgimento de condições de saúde.

     Evite o consumo de ultraprocessados e ingredientes artificiais


    Alimentos processados e ultraprocessados são prejudiciais ao intestino, pois possuem baixo valor nutricional e poucas fibras. Vale lembrar que a falta de fibras afeta a motilidade intestinal, dificultando o funcionamento adequado do intestino. 


     Pratique atividades físicas


    A prática regular de atividades físicas estimula o funcionamento do intestino, ajudando os músculos a trabalharem de forma mais eficaz.


     

     Tenha uma dieta rica em fibras alimentares






    Por fim, mas tão importante quanto qualquer uma das dicas citadas neste artigo, adotar uma dieta rica em fibras é fundamental para a saúde intestinal

    As fibras promovem uma digestão eficiente e ajudam a regular o trânsito intestinal, prevenindo a constipação.

    Alimentos como frutas, vegetais, grãos integrais e leguminosas são excelentes fontes de fibras que sustentam a microbiota intestinal e melhoram a absorção de nutrientes.



    Catia Cruz


    Referências Bibliográficas


    Macedo, L.L; Vimercati. W C; Araujo. C.S. Fruto-oligossacarídeos: aspectos nutricionais, tecnológicos e sensoriais. Braz. J. Food Technol. v. 23, p. 1-9, 2020

    Cheng X, Zheng J, Lin A,Xia H, Zhang Z,  Gao Q, LV W.  et al A review: Roles of carbohydrates in human diseases through regulation of imbalanced intestinal microbiota. Journal of Functional Foods. 2020, 74: 104197

    Ministério da Saúde. Governo Federal. Consenso sobre o Uso Racional de Antimicrobianos. Brasília, 2001.



     


    Alimentação e Metabolismo: como o que você come influencia seu corpo



    Você já ouviu alguém dizer que tem o “metabolismo lento” ou “rápido”? A verdade é que o metabolismo não é apenas algo com que você nasce, ele é fortemente influenciado pela sua alimentação e pelos seus hábitos diários.

    Neste artigo, você vai entender de forma simples como a comida afeta o funcionamento do seu corpo e o que fazer para manter um metabolismo mais eficiente.

    O que é metabolismo?

    Metabolismo é o conjunto de processos que o corpo realiza para transformar os alimentos em energia. Essa energia é usada para tudo: desde manter o coração batendo até permitir que você caminhe, pense e se exercite.

    Mesmo quando você está em repouso, seu corpo continua gastando energia, isso é chamado de metabolismo basal.

    Como a alimentação influencia o metabolismo

    A forma como você se alimenta tem impacto direto na velocidade e na eficiência do seu metabolismo. Veja os principais fatores:

    1. A importância da proteína

    Alimentos ricos em proteína, como ovos, frango, peixe e carne, exigem mais energia para serem digeridos. Isso significa que o corpo “trabalha mais”, aumentando o gasto calórico.

    Além disso, a proteína é essencial para manter e construir massa muscular.

    2. Comer pouco pode desacelerar tudo

    Dietas muito restritivas podem ter o efeito contrário do esperado. Quando você come muito pouco, o corpo entende que precisa economizar energia  e o metabolismo desacelera.

    3. Frequência das refeições

    Ficar muitas horas sem comer pode aumentar a fome e levar a exageros nas próximas refeições. Manter uma rotina com 3 a 5 refeições por dia ajuda a equilibrar energia e apetite.

    4. Hidratação faz diferença

    A água participa de praticamente todos os processos do corpo, inclusive do metabolismo. A desidratação pode diminuir a eficiência dessas funções.

    5. Carboidratos são aliados

    Ao contrário do que muita gente pensa, carboidratos não são inimigos. Alimentos como arroz, aveia e batata fornecem energia essencial para o corpo funcionar bem.

    Cortar totalmente os carboidratos pode reduzir seu desempenho e afetar o metabolismo.

    Massa muscular e metabolismo

    Um ponto fundamental: quanto mais massa muscular você tem, mais calorias seu corpo gasta, mesmo em repouso.

    Por isso, combinar uma boa alimentação com exercícios (especialmente musculação) é uma das formas mais eficazes de melhorar o metabolismo.

    Existem alimentos que aceleram o metabolismo?

    Alguns alimentos, como café, chá verde, gengibre e pimenta, podem dar um leve estímulo no metabolismo.

    No entanto, é importante entender que eles não fazem milagres. O que realmente importa é o conjunto da sua alimentação e do seu estilo de vida.

    O que pode prejudicar o metabolismo

    Alguns hábitos comuns podem atrapalhar o funcionamento do seu corpo:

    • Dormir mal
    • Viver sob estresse constante
    • Fazer dietas muito restritivas
    • Não praticar atividade física

      Conclusão

    Manter um metabolismo saudável não depende de soluções rápidas, mas sim de consistência.

    Uma alimentação equilibrada, com boas fontes de proteína, carboidratos e gorduras, aliada à hidratação e à prática de exercícios, é o caminho mais seguro para melhorar o funcionamento do seu corpo.

    No final das contas, não se trata de comer menos, mas de comer melhor.

    Por: Andréa Melo

    Referências Bibliográficas 

    • HALL, John E.; GUYTON, Arthur C. Tratado de fisiologia médica. 14. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2021.
    • MAHAN, L. Kathleen; RAYMOND, Janice L. Krause: alimentos, nutrição e dietoterapia. 14. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2018.
    • TORTORA, Gerard J.; DERRICKSON, Bryan. Princípios de anatomia e fisiologia. 15. ed. Rio de Janeiro: LTC, 2017.
    • BRASIL. Ministério da Saúde. Guia alimentar para a população brasileira. 2. ed. Brasília: Ministério da Saúde, 2014. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/guia_alimentar_populacao_brasileira_2ed.pdf. Acesso em: 21 mar. 2026.
    • WORLD HEALTH ORGANIZATION (WHO). Healthy diet. Disponível em: https://www.who.int/news-room/fact-sheets/detail/healthy-diet. Acesso em: 21 mar. 2026.
    • FOOD AND AGRICULTURE ORGANIZATION (FAO). Human energy requirements. Rome: FAO, 2004.
    • LEAN, Michael E. J. Principles of human nutrition. 2. ed. Oxford: Wiley-Blackwell, 2015.

    Podemos escolher refeições rápidas e saudaveis.

     

    Dicas rápidas

    • Prefira alimentos naturais e pouco processados
    • Sempre combine: proteína + fibra + gordura boa
    • Deixe alimentos pré-preparados (ex: legumes cortados, frango pronto)
    • Beba bastante água ao longo do dia.

  •                             50% legumes/verduras -  25% proteína - 25% carboidrato
  • Truques pra ganhar tempo

    • Cozinhe em maior quantidade e guarde porções
    • Use alimentos “coringa”: ovo, frango desfiado, atum, legumes congelados
    • Tenha sempre: ovos, frutas, aveia, arroz, feijão, folha.

    Café da manhã (prático e nutritivo)

    https://app.nutrium.com/rails/active_storage/blobs/redirect/eyJfcmFpbHMiOnsiZGF0YSI6Mjk5NDgxMSwicHVyIjoiYmxvYl9pZCJ9fQ%3D%3D--1b4de70785775165fdc4e80169ee6e42e9f57d25/Capturar.PNGhttps://static.itdg.com.br/images/640-400/53e47bf452300d58b8e741ae370eae4f/365870-original.jpg

    • Panqueca de banana (banana + ovo + aveia)
    • Pão integral com queijo branco e tomate
    • Smoothie verde (banana + espinafre + água ou leite)
    • Ovos mexidos com pão integral
    • Tapioca com ovo ou queijo

    Almoço (rápido de montar)
    https://www.receitasnestle.com.br/sites/default/files/srh_recipes/c8e30bdb49b19b59a19b7894281dd4a9.jpg

    • Macarrão integral com legumes e azeite
    • Omelete recheado com frango ou legumes
    • Arroz + feijão + ovo (simples e completo!)
    • Salada de atum com grão-de-bico
    • Carne moída com legumes (pronta em minutos)

    Lanches rápidos

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  • Sanduíche natural de frango
  • Banana com aveia e canela
  • Pão integral com pasta de amendoim
  • Barra de proteína (caseira ou pronta)
  • Mix de castanhas + frutas secas


  • Jantar leve e rápido

    • Wrap de alface com frango ou carne
    • Crepioca (ovo + tapioca) com recheio leve
    • Sopa de legumes com frango
    • Salada com ovo cozido
    • Legumes salteados com proteína


    Lista de compras básica
    • Proteínas: ovos, frango, carne moída, atum
    • Carboidratos: arroz, feijão, aveia, macarrão, batata-doce
    • Laticínios: iogurte, queijo
    • Frutas: banana, maçã (as mais baratas e práticas)
    • Legumes/verduras: cenoura, tomate, alface, abobrinha
    • Extras: pasta de amendoim, azeite, granola

    Por: Estágiaria Agda Araujo


    quinta-feira, 19 de março de 2026

    Carboidrato, vilão ou mocinho?

    Carboidrato, vilão ou mocinho?

    Quando dizem que o carboidrato é a nossa fonte primária de energia, não estão mentindo, o nosso cérebro por exemplo, adora glicose (Degradação do carboidrato), ele consome cerca de 120 gramas de glicose por dia. Nossos músculos, quando estão em uma atividade também, a nossa tireoide pode precisar da glicose para fazer uma boa conversão de T4 em T3 (Hormônios tireoidianos) e nossos macrófagos e linfócitos (Células do sistema imunológico) também dependem da glicose. 

    Muitas pessoas têm a certeza de que o carboidrato é o grande vilão de suas dietas e consideram-no como sendo um componente fatal para o ganho de peso e descontrole dos exames de sangue. Muito se diz sobre o consumo de carboidrato hoje em dia, novas dietas são confeccionadas sem ele - como a Cetogênica e a Carnívora - e prometem resultados milagrosos.

    Mas será mesmo que o carboidrato é o vilão assim como dizem? Porquê existem muitas pessoas, atletas até, que se dão bem sem o consumo de carboidrato. Teoricamente, ele é um macronutriente "dispensável" pois não exerce as mesmas funções biológicas e matabólicas que a gordura e a proteína. Até porque a proteína e a gordura podem ser convertidas em glicose no processo conhecido como gliconeogênese. Então ele pode ser retirado da dieta sem nenhuma consequência.

    Mas existem muitos mitos a respeito dele, e praticamente 99% deles são farsas, que podem ser facilmente desmitificados. Para começar, 1 grama de carboidrato tem o mesmo valor calórico que 1 grama de proteína - 4 kcal - e ele é muito menos denso energeticamente que 1 grama de gordura - 9 kcal.

    O excesso no consumo de qualquer um desses macronutrientes pode te fazer ganhar peso, consumir proteína em excesso também corrobora com o ganho de peso. A diferença é que o carboidrato é mais sorrateiro, é muito fácil ingerir grandes quantidades dele sem nem perceber, portanto, se ele for mal administrado, pode ocasionar um quadro de obesidade, sendo precursor para diversas outras doenças: Hipertensão arterial sistêmica, insuficiência cardíaca, diabetes do tipo II, AVC, infarto agudo do miocardio, problemas ósseos, articulares etc.

    Muitos culpam ele, pois, realmente, é muito fácil se exacerbar no seu consumo e ganhar um peso excessivo com ele, mas ele nunca foi e nunca será o culpado: Basta consumir proteína e gordura em excesso e verá a mágica do ganho de peso acontecendo da mesma maneira. A diferença está na facilidade de consumir muito carboidrato, pois os outros macronutrientes possuem um grande efeito saciatório, já o carboidrato não, pois é rapidamente digerido, fazendo com que a fome volte logo.

    E no caso de pessoas que fazem dieta cetogênica e perdem muito peso muito rápido? A dieta cetogênica é aquela que restringe praticamente em 100% o carboidrato, ela realmente apresenta um ótimo efeito agudo na perda de peso, vou explicar porque: O nosso organismo armazena o carboidrato na forma de glicogênio, tanto hepático (Fígado) como muscular, esse glicogênio nada mais é do que a nossa reserva energética, sendo degradado com a prática de QUALQUER atividade física e sendo reposto com o consumo de carboidratos. Caso nós restrinjamos o consumo de carboidrato, esse glicogênio começa, aos poucos, a ser degradado a fim de manter a glicemia (Açúcar no sangue) estável, e chega uma hora que nós zeramos os nossos estoques por completo. 

    E cada grama de glicogênio armazenado carrega junto de si, aproximadamente 2,7 a 3 ml de água. Ou seja, quando perdemos o nosso estoque de glicogênio, nós perdemos o nosso estoque energético e junto com ele perdemos água também. Isso quer dizer que nós perdemos muito peso logo de cara com uma dieta cetogênica, só que não é apenas de gordura, nós perdemos água e nosso estoque de carboidratos. 

    Isso pode nos dar uma falsa sensação de perda de gordura corporal, porque realmente, o peso na balança cai bastante, nós perdemos peso, de forma muito rápida, mas esse peso não é só de gordura. 


    Fora que para aqueles que não estão habituados, a dieta cetogênica pode ser um tanto difícil de ser realizada, e já dizia o velho ditado: "Dieta boa é a dieta que nós conseguimos fazer por mais tempo". Realmente, o corte de carboidratos a longo prazo pode promover sim, uma perda ponderal de peso até chegar nos objetivos estipulados. Mas não é necessário retirá-lo da dieta para isso, pois como eu comentei em outra postagem aqui, o que vale para a perda peso é o déficit calórico e não a ingestão ou não de determinado macronutriente. É totalmente possível emagrecer sem restringir nada da dieta. 

    Eu sempre digo que essas dietas da moda, desde que não gerem danos metabólicos, podem sim ser feitas. O que importa é conseguir fazer. Tenho certeza de que grande parte das pessoas se sente confortável fazendo uso dos carboidratos. E é possível sim, perder peso consumindo-os. Mas quem se sente confortável sem os carboidratos, sem problemas também. 


    Por nutricionista estagiário: Pedro Paulo. 







    quarta-feira, 18 de março de 2026

    Como comer carboidrato sem medo

     

    Controlar a fome combinando carboidratos e legumes é uma das formas mais eficazes de manter energia estável e evitar exageros. O segredo não é cortar carboidrato, mas escolher bem e combinar corretamente.




    • Legumes → ricos em fibras → aumentam saciedade

    • Carboidratos → fornecem energia → evitam queda de açúcar no sangue

    • Juntos → digestão mais lenta → você fica satisfeito por mais tempo

             Resultado: menos fome entre refeições e menos vontade de beliscar.


    Melhores carboidratos para segurar a fome

    Prefira os chamados “carboidratos complexos”:

    • Arroz integral

    • Batata-doce

    • Aveia

    • Quinoa

    • Feijão, lentilha, grão-de-bico

          Eles liberam energia aos poucos (diferente de pão branco e açúcar).


    Legumes que ajudam ainda mais

        
    https://sabores-new.s3.amazonaws.com/public/2024/11/refogado-de-abobrinha.jpghttps://s2-receitas.glbimg.com/oEMiuO0P7BUjegmeTXj47NJIzR0%3D/0x0%3A1366x768/984x0/smart/filters%3Astrip_icc%28%29/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_1f540e0b94d8437dbbc39d567a1dee68/internal_photos/bs/2023/P/P/NlSh4bRxyRjgdtsXbFLQ/brocolis-no-vapor-como-fazer.jpg  

              Brócolis - Abobrinha - Cenour - Couve - Folhas verdes

                 Quanto mais fibra, melhor o controle da fome.


     Estratégias práticas no dia a dia

    • Comece a refeição pelos legumes → ajuda a reduzir o apetite

    • Evite comer carboidrato sozinho (ex: pão puro)

    • Inclua gordura boa (azeite, castanhas) → aumenta saciedade

    • Faça refeições regulares → evita picos de fome

    • Beber água


    Erros comuns

    • Comer só salada → fome volta rápido

    • Cortar totalmente carboidrato → pode gerar compulsão depois

    • Exagerar em carboidratos refinados → mais fome em poucas horas




    Por: Esdtágiaria Agda

    Referencia:
    https://saciedadeporcaloria.com.br/macronutrientes-e-saciedade/?utm_source=chatgpt.com       
      


    Estresse oxidativo: o que é e por que ele importa para sua saúde?

                 




                  Estresse oxidativo: o que é e por que ele importa para sua saúde?


    O estresse oxidativo é um processo que acontece no nosso organismo quando há um desequilíbrio entre a produção de radicais livres e a capacidade do corpo de se defender com antioxidantes. 

    Mas o que isso significa na prática?

    Os radicais livres são moléculas instáveis produzidas naturalmente pelo metabolismo, principalmente nas mitocôndrias durante a produção de energia. Em pequenas quantidades, eles até têm funções importantes, como ajudar na resposta imunológica. O problema surge quando são produzidos em excesso. 

    O que causa o estresse oxidativo?

    1. O excesso de radicais livres pode acontecer por diversos fatores:
    2. Alimentação pobre em nutrientes
    3. Estresse emocional
    4. Poluição
    5. Tabagismo
    6. Excesso de exercício físico intenso
    7. Doenças inflamatórias
    8. Além disso, o próprio organismo pode aumentar essa produção em situações de desequilíbrio metabólico. 

    Quais os efeitos no corpo?

    • Quando o estresse oxidativo se instala, ele pode causar danos às células, afetando:
    • DNA
    • Proteínas
    • Lipídios (gorduras celulares)
    • Esses danos estão associados ao desenvolvimento de várias doenças, como:
    • Doenças cardiovasculares
    • Diabetes
    • Doenças neurodegenerativas (como Parkinson)
    • Envelhecimento precoce
    • Estudos recentes mostram que o estresse oxidativo também está ligado a processos inflamatórios e à progressão de diversas doenças crônicas

     Como a alimentação pode ajudar?

    A boa notícia é que a alimentação tem um papel fundamental na prevenção. Os antioxidantes são substâncias que ajudam a neutralizar os radicais livres, protegendo o organismo. Eles estão presentes em alimentos como:

    Frutas (morango, laranja, uva)

    Verduras e legumes (espinafre, cenoura, brócolis)

    Oleaginosas

    Alimentos ricos em vitamina C, vitamina E e compostos fenólicos

    Uma alimentação equilibrada ajuda a manter o chamado equilíbrio redox, essencial para a

     saúde celular.

    Conclusão

    O estresse oxidativo é um processo natural, mas quando está em excesso pode trazer impactos importantes para a saúde. Por isso, hábitos como uma boa alimentação, controle do estresse e estilo de vida saudável são fundamentais para manter o equilíbrio do organismo.

    Por: Sara Santos.


     Referências (base científica)

    Barbosa et al. Estresse oxidativo: conceito e implicações

    Revisões recentes sobre estresse oxidativo e doenças (2024–2026)

    Revisão sobre espécies reativas e dano celular

    Quais são os alimentos que engordam?

    Quais são os alimentos que engordam?

    Essa é uma das questões que mais assolam as pessoas que buscam o emagrecimento, pois existem alguns alimentos que possuem um consenso geral e uma sabedoria popular de que eles engordam. Alimentos como: Frituras, pizza, feijoada, carne de porco, hambúrgueres, salsicha, embutidos, ultraprocessados etc. Mas será que realmente esses alimentos engordam? 

    Vou explicar para elucidar essa questão de uma vez por todas: Não existe nenhum alimento que te engorde - é isso mesmo que você leu - nenhum alimento te faz ganhar ou perder peso, o que faz com que o peso na balança mude são sempre as quantidades. Comer pizza não necessariamente te faz engordar, assim como comer saladas e frango te faz emagrecer.

    Para enterdermos melhor, vou dar uma pincelada em um dos conceitos mais básicos da nutrição: O Saldo calórico. O nosso corpo gasta uma certa quantidade de energia para se manter vivo, essa energia é medida na forma de calorias e depende de alguns fatores como: Peso, altura, gênero, dieta, quantidade de massa muscular, nível de atividade física e situação fisiológica (Doenças/comorbidades). Em contrapartida, nós obtemos essa energia necessária através dos alimentos, que nos oferecem os macronutrientes, vitaminas, minerais, fibras e outros compostos. 

    Então o cálculo é o seguinte: Digamos que um indivíduo gaste 2000 kcal para se manter vivo e realizar as atividades cotidianas, se ele ingerir 2500 kcal ele ganhará peso. A matemática é simples, com mais calorias ingeridas, o nosso corpo armazena o excesso na forma de glicogênio hepático, muscular (Esses dois estoques de glicogênio são limitados) e gordura.

    O contrário também acontece, se esse indivíduo ingerir 1500 kcal, ele perderá peso (1500 - 2000 = -500 kcal), o nosso corpo será obrigado a degradar os estoques energéticos para suprir energeticamente todas as células.

    Então vamos ao ponto principal, comer uma pizza ou qualquer outro alimento calórico em um jantar vai te fazer ganhar peso? Não. São sempre as quantidades. Se você, ao longo do dia inteiro, ingerir mais calorias do que gasta, vai ganhar peso, não importa o alimento, e sim, as quantidades. 


    Nesse indivíduo das 2000 kcal, se ele comer 2500 kcal só de frango e batata doce (Alimentos saudáveis) ele irá engordar, assim como se ele comer 1500 kcal apenas de pizza ele irá perder peso. É claro, que um emagrecimento saudável e que realmente reeduque os hábitos alimentares, tem que ser feito com os alimentos certos. Mas emagrecer ou engordar pode ser feito com qualquer alimento: É possível emagrecer comendo bolacha com presunto, mas qual o valor nutricional que esses alimentos te fornecem e qual o impacto deles a longo prazo? Tudo isso deve ser levado em conta. 

    Por que que muitas pessoas acham que alguns alimentos engordam? É pelo fato de eles serem alimentos extremamente densos e calóricos. Vamos pegar a pizza por exemplo: Esse indivíduo que gasta 2000 kcal por dia fez algumas refeições e chegou a 1800 kcal antes de dormir, porém, ele recebeu um convite para sair e comer uma pizza. Se ele comer 1 pedaço (Aproximadamente 200 ou 230 kcal) provavelmente manterá o seu peso, mas quem que come apenas 1 pedaço? Então digamos que ele coma 10 pedaços, ele vai ingerir aproximadamente 2000 kcal fora as 1800 kcal que ele já havia ingerido. Isso fatalmente fará ele ganhar peso. 

    O que eu quero dizer com isso tudo é que não existem alimentos que te engordam, o que engorda são sempre as quantidades, que independem do alimento. É claro que um alimento muito calórico é mais fácil para ganhar peso: 2 castanhas do Pará possuem 100 kcal enquanto 100g de alface possuem 15 kcal. 

    Emagrecimento é uma arte, é difícil e demorado, mas a recompensa é enorme, e podem ser usadas várias estratégias para comer os alimentos com maior potencial saciatório e que ofereçam menos calorias possíveis. 

    Uma informação bônus é de que para perdermos 1 kg de gordura, nós devemos ter um déficit calórico de 7700 kcal, o que implica em 15,4 dias fazendo uma dieta em que o saldo calórico seja negativo e fique em 500 kcal por dia (Em um indivíduo que gaste 2000 kcal, ele deve comer 1500 kcal). O contrário também acontece, para engordarmos 1 kg, devemos ter um superávit de 7700 kcal, o que equivale a 15,4 dias comendo 500 kcal a mais do que é gasto.


    Por nutricionista estagiário: Pedro Paulo