quinta-feira, 19 de março de 2026

Carboidrato, vilão ou mocinho?

Carboidrato, vilão ou mocinho?

Quando dizem que o carboidrato é a nossa fonte primária de energia, não estão mentindo, o nosso cérebro por exemplo, adora glicose (Degradação do carboidrato), ele consome cerca de 120 gramas de glicose por dia. Nossos músculos, quando estão em uma atividade também, a nossa tireoide pode precisar da glicose para fazer uma boa conversão de T4 em T3 (Hormônios tireoidianos) e nossos macrófagos e linfócitos (Células do sistema imunológico) também dependem da glicose. 

Muitas pessoas têm a certeza de que o carboidrato é o grande vilão de suas dietas e consideram-no como sendo um componente fatal para o ganho de peso e descontrole dos exames de sangue. Muito se diz sobre o consumo de carboidrato hoje em dia, novas dietas são confeccionadas sem ele - como a Cetogênica e a Carnívora - e prometem resultados milagrosos.

Mas será mesmo que o carboidrato é o vilão assim como dizem? Porquê existem muitas pessoas, atletas até, que se dão bem sem o consumo de carboidrato. Teoricamente, ele é um macronutriente "dispensável" pois não exerce as mesmas funções biológicas e matabólicas que a gordura e a proteína. Até porque a proteína e a gordura podem ser convertidas em glicose no processo conhecido como gliconeogênese. Então ele pode ser retirado da dieta sem nenhuma consequência.

Mas existem muitos mitos a respeito dele, e praticamente 99% deles são farsas, que podem ser facilmente desmitificados. Para começar, 1 grama de carboidrato tem o mesmo valor calórico que 1 grama de proteína - 4 kcal - e ele é muito menos denso energeticamente que 1 grama de gordura - 9 kcal.

O excesso no consumo de qualquer um desses macronutrientes pode te fazer ganhar peso, consumir proteína em excesso também corrobora com o ganho de peso. A diferença é que o carboidrato é mais sorrateiro, é muito fácil ingerir grandes quantidades dele sem nem perceber, portanto, se ele for mal administrado, pode ocasionar um quadro de obesidade, sendo precursor para diversas outras doenças: Hipertensão arterial sistêmica, insuficiência cardíaca, diabetes do tipo II, AVC, infarto agudo do miocardio, problemas ósseos, articulares etc.

Muitos culpam ele, pois, realmente, é muito fácil se exacerbar no seu consumo e ganhar um peso excessivo com ele, mas ele nunca foi e nunca será o culpado: Basta consumir proteína e gordura em excesso e verá a mágica do ganho de peso acontecendo da mesma maneira. A diferença está na facilidade de consumir muito carboidrato, pois os outros macronutrientes possuem um grande efeito saciatório, já o carboidrato não, pois é rapidamente digerido, fazendo com que a fome volte logo.

E no caso de pessoas que fazem dieta cetogênica e perdem muito peso muito rápido? A dieta cetogênica é aquela que restringe praticamente em 100% o carboidrato, ela realmente apresenta um ótimo efeito agudo na perda de peso, vou explicar porque: O nosso organismo armazena o carboidrato na forma de glicogênio, tanto hepático (Fígado) como muscular, esse glicogênio nada mais é do que a nossa reserva energética, sendo degradado com a prática de QUALQUER atividade física e sendo reposto com o consumo de carboidratos. Caso nós restrinjamos o consumo de carboidrato, esse glicogênio começa, aos poucos, a ser degradado a fim de manter a glicemia (Açúcar no sangue) estável, e chega uma hora que nós zeramos os nossos estoques por completo. 

E cada grama de glicogênio armazenado carrega junto de si, aproximadamente 2,7 a 3 ml de água. Ou seja, quando perdemos o nosso estoque de glicogênio, nós perdemos o nosso estoque energético e junto com ele perdemos água também. Isso quer dizer que nós perdemos muito peso logo de cara com uma dieta cetogênica, só que não é apenas de gordura, nós perdemos água e nosso estoque de carboidratos. 

Isso pode nos dar uma falsa sensação de perda de gordura corporal, porque realmente, o peso na balança cai bastante, nós perdemos peso, de forma muito rápida, mas esse peso não é só de gordura. 


Fora que para aqueles que não estão habituados, a dieta cetogênica pode ser um tanto difícil de ser realizada, e já dizia o velho ditado: "Dieta boa é a dieta que nós conseguimos fazer por mais tempo". Realmente, o corte de carboidratos a longo prazo pode promover sim, uma perda ponderal de peso até chegar nos objetivos estipulados. Mas não é necessário retirá-lo da dieta para isso, pois como eu comentei em outra postagem aqui, o que vale para a perda peso é o déficit calórico e não a ingestão ou não de determinado macronutriente. É totalmente possível emagrecer sem restringir nada da dieta. 

Eu sempre digo que essas dietas da moda, desde que não gerem danos metabólicos, podem sim ser feitas. O que importa é conseguir fazer. Tenho certeza de que grande parte das pessoas se sente confortável fazendo uso dos carboidratos. E é possível sim, perder peso consumindo-os. Mas quem se sente confortável sem os carboidratos, sem problemas também. 


Por nutricionista estagiário: Pedro Paulo. 







quarta-feira, 18 de março de 2026

Como comer carboidrato sem medo

 

Controlar a fome combinando carboidratos e legumes é uma das formas mais eficazes de manter energia estável e evitar exageros. O segredo não é cortar carboidrato, mas escolher bem e combinar corretamente.




  • Legumes → ricos em fibras → aumentam saciedade

  • Carboidratos → fornecem energia → evitam queda de açúcar no sangue

  • Juntos → digestão mais lenta → você fica satisfeito por mais tempo

         Resultado: menos fome entre refeições e menos vontade de beliscar.


Melhores carboidratos para segurar a fome

Prefira os chamados “carboidratos complexos”:

  • Arroz integral

  • Batata-doce

  • Aveia

  • Quinoa

  • Feijão, lentilha, grão-de-bico

      Eles liberam energia aos poucos (diferente de pão branco e açúcar).


Legumes que ajudam ainda mais

    
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          Brócolis - Abobrinha - Cenour - Couve - Folhas verdes

             Quanto mais fibra, melhor o controle da fome.


 Estratégias práticas no dia a dia

  • Comece a refeição pelos legumes → ajuda a reduzir o apetite

  • Evite comer carboidrato sozinho (ex: pão puro)

  • Inclua gordura boa (azeite, castanhas) → aumenta saciedade

  • Faça refeições regulares → evita picos de fome

  • Beber água


Erros comuns

  • Comer só salada → fome volta rápido

  • Cortar totalmente carboidrato → pode gerar compulsão depois

  • Exagerar em carboidratos refinados → mais fome em poucas horas




Por: Esdtágiaria Agda

Referencia:
https://saciedadeporcaloria.com.br/macronutrientes-e-saciedade/?utm_source=chatgpt.com       
  


Estresse oxidativo: o que é e por que ele importa para sua saúde?

             




              Estresse oxidativo: o que é e por que ele importa para sua saúde?


O estresse oxidativo é um processo que acontece no nosso organismo quando há um desequilíbrio entre a produção de radicais livres e a capacidade do corpo de se defender com antioxidantes. 

Mas o que isso significa na prática?

Os radicais livres são moléculas instáveis produzidas naturalmente pelo metabolismo, principalmente nas mitocôndrias durante a produção de energia. Em pequenas quantidades, eles até têm funções importantes, como ajudar na resposta imunológica. O problema surge quando são produzidos em excesso. 

O que causa o estresse oxidativo?

  1. O excesso de radicais livres pode acontecer por diversos fatores:
  2. Alimentação pobre em nutrientes
  3. Estresse emocional
  4. Poluição
  5. Tabagismo
  6. Excesso de exercício físico intenso
  7. Doenças inflamatórias
  8. Além disso, o próprio organismo pode aumentar essa produção em situações de desequilíbrio metabólico. 

Quais os efeitos no corpo?

  • Quando o estresse oxidativo se instala, ele pode causar danos às células, afetando:
  • DNA
  • Proteínas
  • Lipídios (gorduras celulares)
  • Esses danos estão associados ao desenvolvimento de várias doenças, como:
  • Doenças cardiovasculares
  • Diabetes
  • Doenças neurodegenerativas (como Parkinson)
  • Envelhecimento precoce
  • Estudos recentes mostram que o estresse oxidativo também está ligado a processos inflamatórios e à progressão de diversas doenças crônicas

 Como a alimentação pode ajudar?

A boa notícia é que a alimentação tem um papel fundamental na prevenção. Os antioxidantes são substâncias que ajudam a neutralizar os radicais livres, protegendo o organismo. Eles estão presentes em alimentos como:

Frutas (morango, laranja, uva)

Verduras e legumes (espinafre, cenoura, brócolis)

Oleaginosas

Alimentos ricos em vitamina C, vitamina E e compostos fenólicos

Uma alimentação equilibrada ajuda a manter o chamado equilíbrio redox, essencial para a

 saúde celular.

Conclusão

O estresse oxidativo é um processo natural, mas quando está em excesso pode trazer impactos importantes para a saúde. Por isso, hábitos como uma boa alimentação, controle do estresse e estilo de vida saudável são fundamentais para manter o equilíbrio do organismo.

Por: Sara Santos.


 Referências (base científica)

Barbosa et al. Estresse oxidativo: conceito e implicações

Revisões recentes sobre estresse oxidativo e doenças (2024–2026)

Revisão sobre espécies reativas e dano celular

Quais são os alimentos que engordam?

Quais são os alimentos que engordam?

Essa é uma das questões que mais assolam as pessoas que buscam o emagrecimento, pois existem alguns alimentos que possuem um consenso geral e uma sabedoria popular de que eles engordam. Alimentos como: Frituras, pizza, feijoada, carne de porco, hambúrgueres, salsicha, embutidos, ultraprocessados etc. Mas será que realmente esses alimentos engordam? 

Vou explicar para elucidar essa questão de uma vez por todas: Não existe nenhum alimento que te engorde - é isso mesmo que você leu - nenhum alimento te faz ganhar ou perder peso, o que faz com que o peso na balança mude são sempre as quantidades. Comer pizza não necessariamente te faz engordar, assim como comer saladas e frango te faz emagrecer.

Para enterdermos melhor, vou dar uma pincelada em um dos conceitos mais básicos da nutrição: O Saldo calórico. O nosso corpo gasta uma certa quantidade de energia para se manter vivo, essa energia é medida na forma de calorias e depende de alguns fatores como: Peso, altura, gênero, dieta, quantidade de massa muscular, nível de atividade física e situação fisiológica (Doenças/comorbidades). Em contrapartida, nós obtemos essa energia necessária através dos alimentos, que nos oferecem os macronutrientes, vitaminas, minerais, fibras e outros compostos. 

Então o cálculo é o seguinte: Digamos que um indivíduo gaste 2000 kcal para se manter vivo e realizar as atividades cotidianas, se ele ingerir 2500 kcal ele ganhará peso. A matemática é simples, com mais calorias ingeridas, o nosso corpo armazena o excesso na forma de glicogênio hepático, muscular (Esses dois estoques de glicogênio são limitados) e gordura.

O contrário também acontece, se esse indivíduo ingerir 1500 kcal, ele perderá peso (1500 - 2000 = -500 kcal), o nosso corpo será obrigado a degradar os estoques energéticos para suprir energeticamente todas as células.

Então vamos ao ponto principal, comer uma pizza ou qualquer outro alimento calórico em um jantar vai te fazer ganhar peso? Não. São sempre as quantidades. Se você, ao longo do dia inteiro, ingerir mais calorias do que gasta, vai ganhar peso, não importa o alimento, e sim, as quantidades. 


Nesse indivíduo das 2000 kcal, se ele comer 2500 kcal só de frango e batata doce (Alimentos saudáveis) ele irá engordar, assim como se ele comer 1500 kcal apenas de pizza ele irá perder peso. É claro, que um emagrecimento saudável e que realmente reeduque os hábitos alimentares, tem que ser feito com os alimentos certos. Mas emagrecer ou engordar pode ser feito com qualquer alimento: É possível emagrecer comendo bolacha com presunto, mas qual o valor nutricional que esses alimentos te fornecem e qual o impacto deles a longo prazo? Tudo isso deve ser levado em conta. 

Por que que muitas pessoas acham que alguns alimentos engordam? É pelo fato de eles serem alimentos extremamente densos e calóricos. Vamos pegar a pizza por exemplo: Esse indivíduo que gasta 2000 kcal por dia fez algumas refeições e chegou a 1800 kcal antes de dormir, porém, ele recebeu um convite para sair e comer uma pizza. Se ele comer 1 pedaço (Aproximadamente 200 ou 230 kcal) provavelmente manterá o seu peso, mas quem que come apenas 1 pedaço? Então digamos que ele coma 10 pedaços, ele vai ingerir aproximadamente 2000 kcal fora as 1800 kcal que ele já havia ingerido. Isso fatalmente fará ele ganhar peso. 

O que eu quero dizer com isso tudo é que não existem alimentos que te engordam, o que engorda são sempre as quantidades, que independem do alimento. É claro que um alimento muito calórico é mais fácil para ganhar peso: 2 castanhas do Pará possuem 100 kcal enquanto 100g de alface possuem 15 kcal. 

Emagrecimento é uma arte, é difícil e demorado, mas a recompensa é enorme, e podem ser usadas várias estratégias para comer os alimentos com maior potencial saciatório e que ofereçam menos calorias possíveis. 

Uma informação bônus é de que para perdermos 1 kg de gordura, nós devemos ter um déficit calórico de 7700 kcal, o que implica em 15,4 dias fazendo uma dieta em que o saldo calórico seja negativo e fique em 500 kcal por dia (Em um indivíduo que gaste 2000 kcal, ele deve comer 1500 kcal). O contrário também acontece, para engordarmos 1 kg, devemos ter um superávit de 7700 kcal, o que equivale a 15,4 dias comendo 500 kcal a mais do que é gasto.


Por nutricionista estagiário: Pedro Paulo 






terça-feira, 17 de março de 2026

 

Uso diário do óleo Essencial de Cravo:

O óleo essencial de cravo, extraído principalmente dos botões florais da planta Syzygium aromaticum, é amplamente utilizado na fitoterapia, aromaterapia e na medicina tradicional. Seu principal composto bioativo é o eugenol, responsável por grande parte de suas propriedades terapêuticas. Estudos indicam que esse óleo possui atividades antimicrobianas, antioxidantes, analgésicas e anti-inflamatórias, o que tem despertado interesse para uso cotidiano em cuidados com a saúde e bem-estar.

Principais propriedades do óleo essencial de cravo

1. Ação antimicrobiana e antifúngica

Pesquisas mostram que o óleo essencial de cravo apresenta forte atividade contra microrganismos patogênicos. O eugenol atua rompendo a parede celular de bactérias e inibindo o crescimento microbiano, sendo eficaz contra bactérias como Staphylococcus aureus e fungos como Candida albican.

Essas propriedades fazem com que o óleo seja estudado para aplicações em:

  • higiene bucal

  • conservação de alimentos

  • produtos farmacêuticos

  • tratamentos naturais para infecções superficiais

Além disso, a ação antimicrobiana pode contribuir para a redução do crescimento de bactérias associadas a inflamações e infecções cutâneas

2. Efeito analgésico e anti-inflamatório

O eugenol possui propriedades anestésicas naturais, motivo pelo qual o óleo de cravo é tradicionalmente utilizado na odontologia para alívio de dores dentárias e inflamações gengivais.

Em aplicações tópicas diluídas, o óleo também pode auxiliar em:

  • dores musculares

  • inflamações articulares

  • tensões corporais

Esses efeitos são atribuídos à capacidade do eugenol de modular mediadores inflamatórios e reduzir a percepção de dor.


3. Potente atividade antioxidante

Outro benefício amplamente documentado é sua atividade antioxidante, que ajuda a neutralizar radicais livres e reduzir o estresse oxidativo celular.

O estresse oxidativo está relacionado a diversos processos fisiológicos, como:

  • envelhecimento celular

  • inflamação crônica

  • doenças metabólicas

Assim, compostos antioxidantes presentes no óleo de cravo podem contribuir para a proteção celular e manutenção da saúde.

4. Potencial imunomodulador

Estudos também sugerem que o óleo essencial de cravo pode atuar na modulação da resposta imunológica, estimulando mecanismos de defesa do organismo e auxiliando na regulação de processos inflamatórios.

Esse efeito tem levado pesquisadores a investigarem seu uso como complemento em estratégias naturais de fortalecimento do sistema imunológico.


Possíveis usos diários do óleo essencial de cravo

Quando usado corretamente e diluído, o óleo essencial de cravo pode ser incorporado na rotina de diversas formas:

Aromaterapia

  • difusores ambientais

  • inalação aromática para foco e energia mental

Uso tópico (sempre diluído)

  • massagens musculares

  • cuidados com pele e pequenas inflamações

Higiene bucal natural

  • formulações naturais para gengivas e hálito

É importante destacar que óleos essenciais são altamente concentrados, portanto seu uso diário deve ser feito com orientação adequada.


Cuidados e contraindicações

Apesar de seus benefícios, o uso frequente requer cautela:

  • deve ser sempre diluído em óleo carreador para uso tópico

  • pode causar irritação cutânea em altas concentrações

  • não é recomendado para gestantes, crianças ou pessoas sensíveis sem orientação profissional

Além disso, a ingestão direta do óleo essencial não é indicada sem acompanhamento especializado.

O óleo essencial de cravo apresenta propriedades farmacológicas relevantes, principalmente devido ao eugenol. Estudos indicam potencial antimicrobiano, antioxidante, analgésico e anti-inflamatório, o que justifica seu uso em práticas tradicionais e em pesquisas científicas modernas.

Quando utilizado de forma responsável, pode ser incorporado na rotina de cuidados naturais e bem-estar. No entanto, o uso diário deve ser feito com cautela e preferencialmente com orientação de profissionais da área da saúde ou aromaterapia.


Referências bibliográficas

  • SILVESTRI, J. D. F. et al. Perfil da composição química e atividades antibacteriana e antioxidante do óleo essencial do cravo-da-índia (Eugenia caryophyllata). Revista Ceres, 2010.

  • MILÉO, B.; PARENTE DE SOUSA, J. Atividade antibacteriana do óleo essencial do cravo-da-Índia: uma análise literária. Anais do Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil, 2023.

  • SILVA FILHO, J. E.; RODRIGUES, S. S. F. B. Prospecção tecnológica do uso do óleo essencial de cravo-da-índia e do eugenol. Cadernos de Prospecção.

  • WELLIFE. Óleo essencial de cravo: para que serve e benefícios.

  • Dicas4Home. Benefícios e usos do óleo essencial de cravo. 


Por : Camila Santos

 Superfoods (superalimentos)



Superfoods (superalimentos) são alimentos considerados extremamente ricos em nutrientes e compostos bioativos que podem trazer diversos benefícios à saúde. Embora o termo “superfood” não seja uma classificação científica oficial, ele é amplamente utilizado na nutrição e na mídia para se referir a alimentos com alta densidade nutricional, ou seja, que oferecem grande quantidade de vitaminas, minerais, antioxidantes, fibras e gorduras saudáveis em relação ao seu valor calórico.

Esses alimentos são associados à prevenção de doenças e à promoção da saúde geral do organismo. Entre seus possíveis benefícios estão o fortalecimento do sistema imunológico, a redução de processos inflamatórios, a proteção contra o estresse oxidativo e a contribuição para a saúde cardiovascular e metabólica.

Alguns exemplos de superfoods incluem frutas vermelhas, como mirtilo, morango e framboesa, que são ricas em antioxidantes; sementes como chia e linhaça, conhecidas pelo alto teor de fibras e ômega-3; o abacate, que fornece gorduras monoinsaturadas benéficas para o coração; a cúrcuma (açafrão-da-terra), que possui propriedades anti-inflamatórias devido à presença da curcumina; e a spirulina, uma microalga rica em proteínas, vitaminas e minerais.

Apesar dos benefícios, é importante destacar que nenhum alimento isolado é capaz de garantir saúde por si só. Os superfoods devem fazer parte de uma alimentação equilibrada e variada, combinada com um estilo de vida saudável, para que seus efeitos positivos sejam realmente aproveitados.

Por: Andréa Melo 

Referências Biliográficas


O que a Ciência diz sobre Jejum Intermitente?

 

Entenda os benefícios, limitações e o que dizem os estudos mais recentes

O jejum intermitente se tornou uma das estratégias alimentares mais populares do mundo. Muitas pessoas utilizam o método para emagrecimento, melhora da saúde metabólica ou até longevidade. Mas afinal, o que a ciência realmente diz sobre o jejum?

Pesquisas recentes mostram que ele pode trazer alguns benefícios — mas também indicam que não é uma solução milagrosa.

O jejum pode ajudar na perda de peso

Diversos estudos científicos indicam que o jejum intermitente pode contribuir para o emagrecimento. Em geral, as pessoas que adotam esse método acabam consumindo menos calorias ao longo do dia.

Revisões científicas recentes mostram que o jejum pode levar a uma perda média de cerca de 3% do peso corporal. Em alguns estudos clínicos mais longos, a perda chegou a aproximadamente 7% do peso após um ano.

Porém, pesquisadores ressaltam que o resultado costuma ser semelhante ao obtido com dietas tradicionais de restrição calórica.

Ou seja, o fator principal para o emagrecimento continua sendo o equilíbrio entre calorias consumidas e gastas.

Possíveis benefícios metabólicos

Algumas pesquisas apontam que o jejum pode trazer melhorias em certos marcadores de saúde metabólica.

Entre os efeitos observados em estudos científicos estão:

  • melhora da sensibilidade à insulina

  • redução da gordura visceral

  • diminuição de triglicerídeos

  • melhora em alguns indicadores cardiovasculares

Esses efeitos podem ocorrer porque, durante períodos de jejum, o corpo passa a utilizar gordura como fonte de energia, produzindo moléculas chamadas corpos cetônicos.

E a famosa “autofagia”?

Muitas pessoas associam o jejum ao aumento da autofagia, um processo natural em que as células removem componentes danificados e se renovam.

Embora esse fenômeno tenha sido demonstrado em diversos experimentos com animais, ainda existem poucas evidências diretas em humanos mostrando que o jejum intermitente aumenta significativamente esse processo.

Por isso, muitos cientistas consideram essa área promissora, mas ainda inconclusiva.

Possíveis riscos e efeitos colaterais

Apesar dos potenciais benefícios, o jejum não é indicado para todas as pessoas.

Alguns efeitos colaterais relatados incluem:

  • dores de cabeça

  • tontura

  • irritabilidade

  • dificuldade de concentração

  • ingestão insuficiente de nutrientes

Além disso, o jejum não costuma ser recomendado para grupos específicos, como:

  • crianças e adolescentes

  • gestantes

  • pessoas com histórico de transtornos alimentares

  • indivíduos com certas condições médicas

O consenso científico atual

De modo geral, a ciência ainda está investigando os efeitos de longo prazo do jejum. O consenso atual é que ele pode ser uma estratégia alimentar válida, mas não necessariamente superior a outras abordagens saudáveis.

Em resumo:

✔ Pode ajudar na perda de peso
✔ Pode melhorar alguns indicadores metabólicos
✔ Funciona bem para algumas pessoas

Mas também:

⚠ Não é uma solução milagrosa
⚠ Não é adequado para todos
⚠ Ainda existem muitas perguntas em aberto na pesquisa científica

Conclusão

O jejum intermitente pode ser uma ferramenta útil para quem busca melhorar hábitos alimentares ou controlar o peso. No entanto, seus benefícios parecem estar ligados principalmente à redução do consumo calórico e à organização das refeições.

Como qualquer estratégia alimentar, o ideal é adaptá-la à rotina, ao estilo de vida e às necessidades individuais.

Por: Elizana Oliveira


Referências:

ANTON, Stephen D. et al. Flipping the metabolic switch: understanding and applying the health benefits of fasting. Obesity, v. 26, n. 2, p. 254–268, 2018. DOI: https://doi.org/10.1002/oby.22065.

DE CABO, Rafael; MATTSON, Mark P. Effects of intermittent fasting on health, aging, and disease. New England Journal of Medicine, v. 381, n. 26, p. 2541–2551, 2019. DOI: https://doi.org/10.1056/NEJMra1905136.

LOWE, Dana A. et al. Effects of time-restricted eating on weight loss and other metabolic parameters in women and men with overweight and obesity. JAMA Internal Medicine, v. 180, n. 11, p. 1491–1499, 2020. DOI: https://doi.org/10.1001/jamainternmed.2020.4153.

VARADY, Krista A. Intermittent fasting vs daily calorie restriction for type 2 diabetes prevention: a review of human findings. Translational Research, v. 164, n. 4, p. 302–311, 2014. DOI: https://doi.org/10.1016/j.trsl.2014.05.013.

WELTON, S. et al. Intermittent fasting and weight loss: systematic review and meta-analysis. BMJ Open, v. 10, n. 3, e033722, 2020. DOI: https://doi.org/10.1136/bmjopen-2019-033722.

ZHANG, X. et al. Associations between time-restricted eating and mortality from cardiovascular disease: prospective cohort study. American Heart Association Scientific Sessions, 2024.

LONGO, Valter D.; PANDA, Satchidananda. Fasting, circadian rhythms, and time-restricted feeding in healthy lifespan. Cell Metabolism, v. 23, n. 6, p. 1048–1059, 2016. DOI: https://doi.org/10.1016/j.cmet.2016.06.001.

Dietas restritivas e impacto hormonal feminino

                  

      “Comer pouco demais pode desregular seus hormônios?”


Muitas pessoas acreditam que, para emagrecer, precisam comer o mínimo possível. No entanto, estudos recentes mostram que dietas muito restritivas podem desregular os hormônios e dificultar o processo de perda de peso. Quando o corpo recebe poucas calorias, ele entra em estado de alerta e sofre adaptações hormonais importantes. Há redução da leptina (hormônio da saciedade) e aumento da grelina (hormônio da fome), o que favorece maior ingestão alimentar e dificuldade de controle da fome .

Além disso, a restrição energética pode comprometer o equilíbrio hormonal como um todo, reduzindo o metabolismo, aumentando o cortisol e afetando diretamente a saúde feminina, com alterações no ciclo menstrual e maior risco de comportamento alimentar desregulado . Estudos recentes também mostram que essas adaptações hormonais fazem parte de um mecanismo do corpo para economizar energia, o que pode dificultar a manutenção do emagrecimento a longo prazo .

Outro ponto importante é que dietas restritivas podem aumentar a produção de hormônios relacionados à fome ao longo do tempo, tornando o processo ainda mais difícil e favorecendo o efeito rebote .

Por isso, o que a ciência atual reforça é que estratégias mais equilibradas e sustentáveis são mais eficazes. Emagrecer não é apenas reduzir calorias, mas sim manter o equilíbrio hormonal e metabólico para garantir resultados duradouros e saúde a longo prazo.



Feito por: Sara Santos




Fontes (artigos científicos):

Müller MJ, Enderle J, Bosy-Westphal A. Metabolic adaptation to caloric restriction and subsequent refeeding. American Journal of Clinical Nutrition, 2015. Trexler ET et al. Metabolic adaptation to weight loss: implications for athletes. Journal of the International Society of Sports Nutrition, 2014. Loucks AB. Energy availability and reproductive function in women. Exercise and Sport Sciences Reviews, 2003. Fothergill E et al. Persistent metabolic adaptation 6 years after “The Biggest Loser” competition. Obesity Journal, 2016. Rogers PJ et al. Does low-energy dieting increase food craving? Appetite, 2017.

A partir de quanto tempo nós começamos a usar a gordura na atividade?

A partir de quanto tempo nós começamos a usar a gordura na atividade?

Muitas dúvidas e muitas respostas (Provavelmente erradas) surgem a partir dessa questão. Você provavelmente já ouviu por aí que o nosso organismo começa a usar a gordura como fonte de energia a partir de 20 ou 30 minutos de atividade, e que se treinarmos menos do que isso, nós não gastaremos um pingo de gordura sequer. Essa afirmação era muito comum na década de 1990 e tem se espalhado desde então. Alguns mitos são criados com base na desinformação - ou no caso de pessoas maldosas - no desejo de espalhar notícias falsas e sem fundamento científico.

Eu vou responder logo de cara que não, o nosso corpo não demora 20 longos minutos correndo na esteira para começar a degradar a gordura estocada para servir de energia. A verdade é que a partir do momento em que começamos a nos movimentar nós estamos "queimando" a nossa gordura, sem precisar "esperar" os 20 minutos ou mais. 

A resposta para isso se encontra no metabolismo energético, e seu funcionamento explica e elucida essa questão. Para começar, o nosso corpo é extremamente inteligente e possui uma grande capacidade de realizar toda e qualquer atividade física, utilizando o que há de disponível (Carboidrato, gordura e proteína), para gerar energia aos nossos músculos. 

Essa geração de enegria, se dá pelo metabolismo energético, que se divide em 3 partes mais conhecidas como vias. Essas vias têm o objetivo de recuperar o ATP que foi gasto na contração muscular e gerar mais ATP para um futuro trabalho muscular (Continuidade do exercício). 

Cada via possui uma velocidade de recuperação desse ATP, sendo a primeira via um sistema de transferência de energia imediato; a segunda via sendo um sistema de transferência de energia a curto prazo e a terceira via sendo um sistema de transferência de energia a longo prazo. Isso quer dizer que cada via possui uma predominância em um tipo específico de exercício. Por exemplo, a primeira via tem uma duração mais curta, ela contribui quase que em totalidade para exercícios intensos e de curta duração. Enquanto a terceira via é o contrário, ela fornece energia de forma mais lenta e gradual, sendo muito requisitada em exercícios de longa duração (Longa duração é mais de 1 minuto ininterrupto).

A gordura é um substrato energético importantíssimo para nós, ela possui uma carga energética extremamente grande, porém, sua entrega de energia é lenta. Ela é utilizada na terceira via, juntamente com os carboidratos também e, se precisar, até a proteína auxilia na geração de novas moléculas de ATP. 

Onde eu quero chegar com isso? As 3 vias atuam sempre juntas, o que muitas vezes as pessoas confundem é com relação a predominância, que é a palavra chave aqui. Desde o início da atividade, nos primeiros segundos, nós utlizamos muito a primeira via, que depois diminui sua contribuição dando espaço para a segunda via, e após aproximadamente 1 minuto de exercício, a terceira via entra em ação e toma a predominância para si, para não perdê-la mais até o fim do exercício. Lembrando que as vias intercalam-se até mesmo durante a atividade, elas se relacionam não só com a duração do exercício, mas também com a intensidade.

Com tudo isso, nosso metabolismo energético é inteligente e aproveita tudo que nós possuimos de substratos energéticos para gerar energia às células musculares. Ou seja, a gordura coemça a ser degradada e utilizada assim que nós começamos a nos exercitar, o que difere é: Ela só será mais utilizada, obtendo uma maior contribuição, quando o exercício passar de uma determinada faixa de tempo. Mas ela é utilizada logo de cara, junto com os outros substratos disponíveis também.

Essa história de que nós só começamos a perder gordura com quase 30 minutos de atividade é sem fundamento e falsa. Nós queimamos gordura com QUALQUER atividade física, seja lavar louça ou correr uma maratona completa. É claro, tenhamos bom senso, não será o mesmo gasto energético e nem a mesma queima de gordura, mas qualquer atividade física com qualquer intensidade e  duração é capaz de quemar gordura de forma imediata sim.  

Tendo isso em mente, saiba que qualquer exercício provoca a queima da gordura e assim, o emagrecimento. Mas para quem quer aumentar ao máximo a queima da gordura, deve optar por exercícios de altíssima duração, pois quanto mais longevo for o exercício, maior será a contribuição energética da gordura. Em exercícios como musculação, crossfit, sprints de corrida e natação curta, nosso corpo usa fontes energéticas mais rápidas (A gordura é lenta) por conta da característica desses exercícios, que são de alta intensidade e curta duração. 

Mas mesmo nessas atividades e modalidades, há gasto de gordura, porém é menor do que em uma atividade mais longa como ciclismo, natação longa, meia-maratona e maratonas. Portanto, nosso organismo é extremamente inteligente e não te deixaria 20 minutos esperando para começar a usar a gordura, sendo que os músculos adoram queimar a gordura para obter energia. 

Por nutricionista estagiário: Pedro Paulo.











Receita proteicas rápidas

                                                         Mousse Proteica de Chocolate

Ingredientes   1 pote de iogurte grego natural -  1 scoop de whey protein chocolate  -  1 colher de cacau em pó -  Adoçante ou mel (opcional)

Modo de preparo

  1. Misture tudo até ficar cremoso.

  2. Leve à geladeira por 20 minutos.

Proteína: cerca de 20g.


                                                                Sorvete Proteico de Banana



2 bananas congeladas

  • 1 scoop de whey protein

  • 2 colheres de leite

Modo de preparo

  1. Bata tudo no liquidificador ou processador.

  2. Consuma na hora como sorvete cremoso.

Dica: adicione cacau ou pasta de amendoim.



Brigadeiro Proteico


Ingredientes

  • 1 scoop de whey protein sabor chocolate

  • 1 colher de cacau em pó

  • 1 colher de pasta de amendoim

  • 2–3 colheres de leite ou bebida vegetal

Modo de preparo

  1. Misture todos os ingredientes em uma tigela.

  2. Ajuste o leite até formar uma massa.

  3. Faça bolinhas.

  4. Se quiser, passe no cacau ou coco ralado.

Proteína aproximada: 10–15g por porção.



Por: Estágiária Agda Araujo

segunda-feira, 16 de março de 2026

Prebióticos e Probióticos e seus benefícios para a saúde

 

Nos últimos anos, diversos estudos científicos têm mostrado que a saúde do intestino está diretamente ligada ao bem-estar geral do corpo. Dentro desse contexto, os prebióticos e probióticos têm recebido grande atenção por seus efeitos positivos na microbiota intestinal, que é o conjunto de microrganismos que vivem no intestino humano.

Os probióticos são microrganismos vivos, geralmente bactérias benéficas, que ajudam a manter o equilíbrio da flora intestinal quando consumidos em quantidades adequadas. Eles podem ser encontrados em alimentos fermentados, como iogurte, kefir e alguns tipos de leite fermentado. Já os prebióticos são tipos de fibras alimentares que servem de alimento para essas bactérias boas, estimulando seu crescimento e atividade no intestino. Exemplos de prebióticos estão presentes em alimentos como banana, alho, cebola, aveia e chicória.

Pesquisas recentes indicam que o consumo adequado de prebióticos e probióticos pode trazer diversos benefícios à saúde. Entre eles estão a melhora da digestão, fortalecimento do sistema imunológico, auxílio na prevenção de doenças intestinais e possível contribuição para o controle do peso corporal. Além disso, estudos recentes também investigam a relação entre a microbiota intestinal e o cérebro, sugerindo que o equilíbrio dessas bactérias pode influenciar o humor e ajudar na redução de sintomas de ansiedade.

Apesar dos resultados promissores, os pesquisadores ressaltam que os prebióticos e probióticos devem fazer parte de uma alimentação equilibrada e de hábitos de vida saudáveis. Mais estudos ainda são necessários para compreender totalmente seus efeitos e definir as melhores formas de consumo.

Assim, manter uma dieta rica em alimentos naturais e fontes de fibras pode contribuir para o equilíbrio da microbiota intestinal e para a promoção da saúde de forma geral.

Por: Elizana Oliveira

Referências:

BRITO, F. C. R.; LIMA, B. M.; MOTA, E. S.; LIRA, S. M. Relação dos efeitos dos prebióticos e dos probióticos na patogênese da ansiedade. Revista Ciência Plural, Natal, v. 10, n. 3, 2024. Disponível em: https://www.periodicos.ufrn.br/rcp/article/view/36114. Acesso em: 16 mar. 2026.

FERREIRA, A. F. et al. Microbiota intestinal e obesidade: uma revisão sobre modulação e impacto metabólico. Revista FT, 2024. Disponível em: https://revistaft.com.br/microbiota-intestinal-e-obesidade-uma-revisao-sobre-modulacao-e-impacto-metabolico. Acesso em: 16 mar. 2026.

FULLER, R. Probiotics: The Scientific Basis. London: Chapman & Hall, 1992.