quarta-feira, 4 de março de 2026

Disbiose e suas Consequências

 

Nosso intestino abriga trilhões de microrganismos (bactérias, fungos e outros), que juntos formam a microbiota intestinal. Quando esse conjunto está equilibrado, ele ajuda na digestão, fortalece o sistema imunológico e protege contra doenças.

A disbiose acontece quando há um desequilíbrio nessa microbiota — ou seja, quando bactérias “boas” diminuem e bactérias potencialmente prejudiciais aumentam.

O que pode causar disbiose?

  • Alimentação rica em ultraprocessados e pobre em fibras

  • Uso frequente de antibióticos

  • Estresse crônico

  • Pouca ingestão de frutas, verduras e legumes

  • Doenças ou inflamações intestinais

Possíveis consequências da disbiose

Pesquisas científicas mostram que o desequilíbrio da microbiota pode estar associado a:

Problemas digestivos

  • Inchaço

  • Gases

  • Constipação ou diarreia

  • Síndrome do intestino irritável

Inflamação no corpo

A disbiose pode aumentar a inflamação sistêmica (inflamação “silenciosa”), que está relacionada a várias doenças crônicas.

 Alterações metabólicas

Estudos indicam associação com:

  • Obesidade

  • Resistência à insulina

  • Diabetes tipo 2

Impacto na saúde mental

Existe o chamado eixo intestino-cérebro. Alterações na microbiota podem influenciar:

  • Ansiedade

  • Depressão

  • Alterações de humor

 Influência na imunidade

Como grande parte do sistema imunológico está no intestino, a disbiose pode contribuir para:

  • Maior suscetibilidade a infecções

  • Doenças autoimunes

  • Alergias

Como cuidar da microbiota?

Algumas medidas que ajudam a manter o equilíbrio intestinal:

  • Alimentação rica em fibras (frutas, verduras, legumes, grãos integrais)

  • Consumo de alimentos fermentados (como iogurte natural e kefir)

  • Redução de ultraprocessados

  • Sono adequado

  • Controle do estresse


Por:Elizana Oliveira


Referências:

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CRYAN, J. F. et al. The microbiota-gut-brain axis. Physiological Reviews, Bethesda, v. 99, n. 4, p. 1877–2013, 2019. DOI: 10.1152/physrev.00018.2018.

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