sábado, 14 de março de 2026

Jejum intermitente atrapalha ou melhora o desempenho esportivo?

 

O jejum intermitente tem se tornado cada vez mais popular entre pessoas que buscam melhorar a saúde e a composição corporal. No entanto, quando falamos de atletas ou praticantes de atividade física intensa, surgem dúvidas sobre como essa estratégia alimentar pode impactar o desempenho esportivo.

O jejum intermitente consiste em alternar períodos de alimentação com períodos de jejum. Um dos protocolos mais utilizados é o 16:8, no qual a pessoa permanece cerca de 16 horas em jejum e concentra as refeições em uma janela alimentar de 8 horas.


Possíveis benefícios:

-Alguns estudos sugerem que o jejum intermitente pode contribuir para:
-redução da gordura corporal
-melhora da sensibilidade à insulina
-melhora de alguns marcadores metabólicos

Uma revisão científica recente analisou 25 estudos e observou que o jejum intermitente pode melhorar a composição corporal e manter a massa muscular em praticantes de atividade física.

Possíveis riscos para atletas:

Apesar dos possíveis benefícios, essa estratégia pode apresentar desafios para atletas, já que eles possuem uma maior demanda energética.
Períodos prolongados sem alimentação podem levar à baixa disponibilidade energética, o que pode causar: fadiga,queda no rendimento recuperação muscular prejudicadamaior risco de
 lesões

Estudos recentes que avaliaram atletas durante períodos de jejum mostraram que, em alguns casos, não houve diferença significativa no desempenho entre treinar em jejum ou alimentado, embora alguns protocolos tenham apresentado tendência a desempenho levemente mais lento. Outro estudo com atletas de taekwondo mostrou que o jejum intermitente pode reduzir o peso corporal sem comprometer o desempenho esportivo após algumas semanas de adaptação.

Conclusão:
O jejum intermitente pode ser uma estratégia útil para algumas pessoas, principalmente para controle de peso e melhora da composição corporal. No entanto, em atletas ou indivíduos que treinam com alta intensidade, essa abordagem deve ser avaliada com cuidado para evitar baixa ingestão energética e prejuízos no rendimento.
Por isso, a estratégia alimentar deve sempre ser individualizada e acompanhada por um nutricionista.

Por: Sara Santos 


Artigos científicos

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