segunda-feira, 24 de agosto de 2026

Você sabia que a cor da fruta pode revelar o que existe dentro dela?




 Vermelha, laranja, roxa, verde… As cores das frutas não estão ali por acaso!

Grande parte dessas cores vem de pigmentos naturais, como carotenoides e antocianinas. Esses compostos fazem parte do grupo de substâncias bioativas presentes nos alimentos e vêm sendo bastante estudados por seus possíveis efeitos no organismo.

Frutas amarelas e alaranjadas, como manga, mamão e laranja, podem conter carotenoides, como o betacaroteno.

Frutas vermelhas, roxas e azuladas, como morango, uva e mirtilo, podem ser fontes de antocianinas, pigmentos responsáveis por muitas dessas tonalidades.

E as verdes? Também têm seus próprios compostos bioativos, mostrando que não existe uma única “fruta mais saudável”.

E aqui está a parte mais interessante: uma revisão que reuniu 86 estudos e dados de mais de 37 milhões de pessoas encontrou evidências de que a variedade de frutas e vegetais de diferentes cores pode trazer benefícios à saúde além do simples aumento da quantidade consumida. Porém, os próprios autores destacam que a qualidade das evidências varia bastante.

Então, que tal pensar no prato como um arco-íris? 

Em vez de escolher sempre a mesma fruta, experimente variar as cores ao longo da semana. Assim, você aumenta a diversidade de nutrientes e compostos bioativos da alimentação.

Qual cor de fruta aparece mais na sua rotina? 

Post elaborado por Claudia Cryslla - Graduanda de Nutrição 

Referências científicas

  1. Williamson G, et al. Should We ‘Eat a Rainbow’? An Umbrella Review of the Health Effects of Colorful Bioactive Pigments in Fruits and Vegetables. Molecules. 2022;27(13):4061. DOI: 10.3390/molecules27134061.
  2. Park J, et al. Carotenoids from fruits and vegetables: Chemistry, analysis, occurrence, bioavailability and biological activities. Food Research International. 2015. DOI: 10.1016/j.foodres.2015.07.047.
  3. Fang J. Classification of fruits based on anthocyanin types and relevance to their health effects. Nutrition. 2015;31(11-12):1301-1306. DOI: 10.1016/j.nut.2015.04.015.

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