Atividade física, radicais livres e antioxidante
Aline Guimarães Amorim; Julio Tirapegui
Atualmente é reconhecido que os radicais livres, além de serem um dos fatores que causam lesões no exercício físico, também exercem efeitos positivos no sistema imunológico e em funções metabólicas essenciais. Se a ação de tais radicais livres será benéfica ou deletéria para o organismo vai depender da atividade dos antioxidantes, que são substâncias que suprimem tais radicais e seus efeitos danosos. O estresse oxidativo acontece quando a ação dos radicais livres supera a atividade dos antioxidantes.
A atividade física aumenta tanto a produção de radical livre como a utilização de antioxidantes.
A alimentação é responsável pelo fornecimento dos antioxidantes, mas a deficiência dietética de antioxidantes e de outras substâncias essenciais pode causar estresse oxidativo. A deficiência dietética de magnésio, por exemplo, é positivamente correlacionada a diminuição da atividade antioxidante.
Durante o exercício físico, tanto a atividade aeróbia quanto anaeróbia podem aumentar, respectivamente, 20 e 50 vezes o consumo energético do tecido muscular. Especialmente no exercício aeróbio. O dano muscular após o exercício físico pode ser caracterizado pelo aumento das concentrações de diversas substâncias.
O magnésio é um mineral presente na maioria dos alimentos, em concentrações muito variadas; apresentando-se em altas concentrações nos vegetais escuros folhosos, bem como nas oleaginosas, nos cereais integrais e nas frutas secas. O consumo total de magnésio varia com o consumo energético, o que explica o consumo maior em jovens e homens adultos e valores menores em mulheres e em idosos.
A Recomendação Dietética (Recommended Dietary Allowances - RDA) para o magnésio é de 400 a 420 e 310 a 320mg diários para homens e mulheres adultas, respectivamente.
Até recentemente, acreditava-se que a síntese de radicais livres na atividade física tinha apenas efeitos deletérios para o organismo. Hoje, é reconhecido que baixos níveis de radicais livres presentes na musculatura em repouso podem sinalizar etapas da contração normal.
Rev. Nutr. vol.21 no.5 Campinas Sept./Oct. 2008
Ana Paula SANTOS
Carolina AGUILAR

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