segunda-feira, 20 de maio de 2024

Obesidade e síndrome metabólica na infância e adolescência

A obesidade e a síndrome metabólica têm se tornado preocupações crescentes na infância e adolescência, com consequências significativas para a saúde a longo prazo.
A obesidade entre crianças e adolescentes atingiu proporções epidêmicas em muitas partes do mundo. Ela é caracterizada pelo acúmulo excessivo de gordura corporal, resultante de um desequilíbrio entre a ingestão de calorias e o gasto energético. Fatores como dieta inadequada, falta de atividade física e predisposição genética contribuem para o desenvolvimento da obesidade nessa faixa etária.
Já a síndrome metabólica é uma condição caracterizada por uma combinação de fatores de risco metabólicos, incluindo obesidade abdominal, resistência à insulina, pressão arterial elevada, níveis elevados de triglicerídeos e baixos níveis de colesterol HDL. Esses fatores aumentam o risco de desenvolvimento de doenças cardiovasculares e diabetes tipo 2. Surpreendentemente, a síndrome metabólica agora está sendo diagnosticada em crianças e adolescentes, o que é alarmante devido às suas graves consequências para a saúde a longo prazo.

A obesidade e a síndrome metabólica na juventude podem ser atribuídas a uma série de fatores. A dieta moderna, frequentemente rica em alimentos processados, açúcares adicionados e gorduras saturadas, contribui para o ganho de peso excessivo e alterações metabólicas prejudiciais. Além disso, a falta de atividade física, o aumento do tempo de tela e o estilo de vida sedentário também desempenham um papel significativo no desenvolvimento dessas condições. Fatores genéticos e ambientais também podem predispor alguns indivíduos a um maior risco de obesidade e síndrome metabólica.

A obesidade e a síndrome metabólica na infância e adolescência podem ter sérias consequências para o desenvolvimento físico, emocional e social dos jovens. Além do aumento do risco de desenvolver doenças crônicas como diabetes tipo 2 e doenças cardiovasculares, essas condições podem levar a uma série de complicações de saúde imediatas, incluindo hipertensão, esteatose hepática não alcoólica, apneia do sono e problemas ortopédicos. Além disso, a obesidade na juventude está associada a um maior risco de desenvolver distúrbios alimentares, baixa autoestima, depressão e problemas de imagem corporal, afetando negativamente a qualidade de vida e bem-estar geral dos jovens.

A nutrição desempenha um papel fundamental na prevenção e no tratamento da obesidade e da síndrome metabólica na infância e adolescência. Uma abordagem nutricional adequada pode incluir:
  • Dieta Balanceada: Promover uma dieta rica em alimentos integrais, como frutas, vegetais, grãos integrais, proteínas magras e gorduras saudáveis, pode ajudar a controlar o peso e melhorar o perfil metabólico.
  • Controle de Porções: Ensinar a moderação e o controle de porções é essencial para evitar o excesso de calorias e promover um peso saudável.
  • Redução de Alimentos Processados: Limitar o consumo de alimentos processados, ricos em açúcares adicionados, gorduras trans e aditivos, pode ajudar a melhorar a saúde metabólica e reduzir o risco de complicações associadas à obesidade e síndrome metabólica.
  • Educação Nutricional: Capacitar os jovens e suas famílias com conhecimentos sobre nutrição adequada e habilidades culinárias pode ajudar a promover escolhas alimentares saudáveis e sustentáveis a longo prazo.
  • Apoio Multidisciplinar: Trabalhar em conjunto com profissionais de saúde, como nutricionistas, médicos e psicólogos, pode fornecer uma abordagem abrangente e personalizada para o tratamento da obesidade e síndrome metabólica na juventude.
A obesidade e a síndrome metabólica representam sérios desafios de saúde pública na infância e adolescência. No entanto, com intervenções adequadas de nutrição e estilo de vida desde cedo, é possível prevenir e controlar essas condições, garantindo um futuro mais saudável para as gerações futuras. A educação nutricional e o apoio de profissionais de saúde qualificados desempenham um papel crucial nesse processo, capacitando jovens e suas famílias a fazerem escolhas alimentares e de estilo de vida saudáveis.
Referências: https://www.scielo.br/j/rn/a/NwrWXjDf5FcQNhFBNzbss6R/
https://www.e-publicacoes.uerj.br/revistahupe/article/view/19895/14443
https://www.scielo.br/j/abem/a/DJnZ8PhntzYgBrwXYqRGtqn/?lang=pt
Estagiária: Barbara Bruneli

Corrida 8km/9km

 





Corrida é um esporte que melhora nossa saúde física e mental. Ela alivia o estresse e reduz os sintomas de depressão e ansiedade. Durante a corrida, o corpo libera hormônios como endorfinas, que melhoram o humor.

Introduzir essa prática na rotina diária pode prolongar a sensação de bem-estar e melhorar a percepção de qualidade de vida, podendo trazer assim benefícios como:

-Redução do estresse da ansiedade.

-Melhora da qualidade de sono.

-Fortalece os ossos.

-Estímulo da circulação sanguínea.

-Aumento da perda de peso.

-Melhora da aptidão física.

Inicialmente o individuo deve compreender que o organismo é como uma “máquina biológica”, sendo assim antes de iniciar qualquer atividade será necessário consultar um médico que possa avaliar o estado atual, caso exista a necessidade o médico realizará os apontamentos necessários.

Os primeiros passos são os mais importantes, sendo assim será necessário avaliar alguns pontos como:

Vestimentas, dê sempre preferência a roupas leves e que facilitem a movimentação.

O calçado é extremamente importante, a grande maioria do impacto é absorvida inicialmente pelos pés e transferida ao longo do corpo, assim é necessário evitar calçados que possam promover lesões ou que sejam desconfortáveis, considere que o equipamento inadequado pode desestimular o processo de adaptação e encerrar o hábito de maneira prematura.

O local precisa ser estudado, a corrida por vias publicas é desaconselhada, já que existem riscos envolvidos, considere espaços movimentados como parques ou opte por eventos, caso tenha interesse a corrida em academias pode ser uma boa escolha já que trata-se de um ambiente monitorado com acesso restrito , promovendo assim melhor segurança.

Após avaliar bem todos os pontos inicie com alongamentos, toda e qualquer atividade física precisa de um estímulo prévio, esta prática pode evitar lesões.

Inicie com caminhadas, considere que os primeiros dias são apenas para adaptação, sendo assim não ultrapasse o limite do organismo, a fadiga em excesso pode ser um sinal para acompanhamento. Após o período de adaptação alterne em pequenos trotes, logicamente com espaços curtos, interrompa o trote e retorne para caminhada, ao decorrer dos dias observe se existe a possibilidade de estender estes trotes, até que exista um processo continuo que caracterize a corrida.

A respiração é um dos fatores mais importantes, com ela temos a troca gasosa pelos pulmões, a falta de oxigenação pode limitar o esforço podendo até causar desconfortos durante a atividade física, sendo assim acompanhe o processo de inspiração e respiração, logicamente a respiração durante a corrigida precisa ser compassada e adaptada conforme o esforço exercido.

A hidratação precisa ser continua, geralmente a indicação  é de 35ml por quilo, entretanto observe suas necessidades , caso exista a necessidade consuma bebidas que contenham água, eletrólitos e carboidratos, elas podem auxiliar na hidratação.

Consuma alimentos leves ,  alimentos riscos em fibras no dia anterior a pratica da atividade física, e horas antes consuma frutas carboidratos e proteínas, evite alimentos fritos ,folhosos , gordurosos , que possuem efeitos laxativos e álcool.

Periodicamente acompanhe os seus resultados, desde a quantidade de quilômetros percorridos e o tempo, é importante comparar os resultados atuais com os anteriores, assim caso necessário realizar correções que possam melhorar os indicadores.

Lembre-se que a prática de atividades físicas é extremamente importante, assim a proposta dos 8 km é apenas um ponta pé inicial, vale ressaltar que os organismos, culturas, condições socio econômicas são diferentes, portanto adapte a atividade a sua realidade.

Estagiaria : Francisca viturino

VORKAPIC-FERREIRA, C. et al. NASCIDOS PARA CORRER: A IMPORTÂNCIA DO EXERCÍCIO PARA A SAÚDE DO CÉREBRO. Revista Brasileira de Medicina do Esporte, v. 23, n. 6, p. 495–503, dez. 2017.

sábado, 18 de maio de 2024

Como a Nutrição pode auxiliar no tratamento da SOP?

A Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP) é uma condição hormonal comum entre mulheres em idade reprodutiva, afetando cerca de 5 a 10% delas em todo o mundo. Caracterizada por desequilíbrios hormonais, ciclos menstruais irregulares e, por vezes, dificuldades para engravidar, a SOP pode impactar significativamente a qualidade de vida das mulheres que a enfrentam. Embora a SOP não tenha cura, uma abordagem multidisciplinar que inclui mudanças na dieta e estilo de vida pode ajudar a controlar os sintomas e melhorar a qualidade de vida das pacientes.



Muitas mulheres com SOP têm dificuldades para controlar o peso corporal devido a desequilíbrios hormonais, especialmente resistência à insulina. A resistência à insulina pode levar ao ganho de peso e dificultar a perda de peso. Portanto, adotar uma dieta equilibrada e saudável, rica em fibras, proteínas magras e gorduras saudáveis, pode ajudar a controlar os níveis de açúcar no sangue e melhorar a sensibilidade à insulina. Um estudo comparou os efeitos de uma dieta mediterrânea combinada com baixo teor de carboidratos em pacientes com SOP com excesso de peso, os resultados mostraram uma diminuição significativa de peso, IMC e parâmetros bioquímicos em comparação com uma dieta com baixo teor de gordura.

Optar por alimentos de baixo índice glicêmico, como vegetais não amiláceos, grãos integrais, leguminosas e proteínas magras, pode ajudar a estabilizar os níveis de açúcar no sangue e reduzir os picos de insulina, o que é crucial para mulheres com SOP. Além disso, é importante limitar o consumo de alimentos processados, açúcares refinados e gorduras saturadas, que podem piorar os sintomas.

Certos nutrientes e suplementos podem desempenhar um papel importante no manejo da SOP. Por exemplo, a suplementação com inositol tem mostrado benefícios na melhoria da sensibilidade à insulina e na regularidade dos ciclos menstruais em mulheres com SOP. Além disso, a vitamina D também pode ser útil, pois estudos mostraram uma ligação entre deficiência de vitamina D e sintomas da SOP.

O estresse crônico pode piorar os sintomas, aumentando os níveis de cortisol, o hormônio do estresse. Portanto, é importante incorporar técnicas de gerenciamento do estresse, como meditação, ioga, exercícios de respiração e atividades relaxantes, na rotina diária. Além disso, uma dieta equilibrada e rica em nutrientes pode ajudar a apoiar a saúde mental e reduzir os efeitos negativos do estresse.

Embora a SOP possa ser uma condição desafiadora, especialmente para mulheres que desejam engravidar, uma abordagem personalizada e baseada em evidências que inclui, mudanças na dieta e estilo de vida pode oferecer benefícios significativos no controle dos sintomas. Ao adotar uma dieta equilibrada, fazer escolhas alimentares inteligentes, considerar a suplementação estratégica e gerenciar o estresse, as mulheres com SOP podem experimentar uma melhoria nos sintomas e uma melhor qualidade de vida. Em suma, a nutrição desempenha um papel crucial no manejo da SOP, oferecendo esperança para mulheres que enfrentam essa condição. É de extrema importância consultar um nutricionista e médico especializado em saúde da mulher para obter orientação personalizada e adequada ao caso de SOP.



Referências: 
MORAWSKI, Bianca Mayer; WERNER, Marina; BORGA, Rosmeri Gris Ferreira; BALESTRIN, Marina Gasser Baretta; BRUM, Ana Paula Scherer de. ESTRATÉGIAS NUTRICIONAIS NO TRATAMENTO DE MULHERES COM SÍNDROME DOS OVÁRIOS POLICÍSTICOS. Revista Ibero-Americana de Humanidades, Ciências e Educação[S. l.], v. 9, n. 2, p. 430–441, 2023. DOI: 10.51891/rease.v9i2.8510. Disponível em: https://periodicorease.pro.br/rease/article/view/8510. Acesso em: 18 maio. 2024.

Estagiária Barbara Bruneli.



quarta-feira, 15 de maio de 2024

Uso de Termogênicos e seus Efeitos no organismo

Considera-se a partir de evidências sobre o uso de termogênicos apresentam contribuições importantes. Nota-se que, na maioria das pesquisas revisadas, o uso de termogênicos evidencia uma alteração nos parâmetros composição corporal e taxas metabólicas, com diminuições significativas de peso, IMC e gordura corporal. No entanto alguns resultados foram mais evidentes em estudos que associaram a termogênicos com dieta e a prática de exercício físico regular, o que coloca que somente o uso do termogênico é menos eficaz. Tendo como base os achados descritos, pode-se constatar que estamos passando por um processo de caráter alimentar dúbio. 

A população brasileira não apresenta boas estimativas de obesidade para os próximos anos, muitas vezes podendo vincular este processo a caráter de praticidade e também caráter emocional. Ocupamo-nos com tarefas diárias e acabamos deixando o alimento saudável e feito na hora em segundo plano. Ou até mesmo buscamos alimentos mais calóricos por busca de boas sensações de recompensa alimentar. 

Tratando-se do uso de termogênicos encapsulados existem poucos estudos que falem da sua ação individualizada, mas se tratando de termogênicos como cafeína, chá verde e pimenta já sabe-se que existem bons resultados de diminuição de gordura corporal e aumento de massa magra vinculado a um programa de treinamento físico. 

Para tanto, devemos alertar referente ao uso indevido destas substâncias a toda população, pela não orientação do profissional adequado. Assim alertando os profissionais de academias de ginástica entre outros, a recomendação inadequada e sem conhecimento nutricional adequado.  

Fonte: Google Acadêmico http://sys.facos.edu.br/ojs/index.php/perspectiva/article/view/12 - Estagiária Amanda 

NUTRIÇÃO NO TRANSTORNO DE DÉFICIT DE ATENÇÃO E HIPERATIVIDADE (TDAH)

 




O que é TDAH???

O Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) é um transtorno neurobiológico, de causas genéticas, que aparece na infância e frequentemente acompanha o indivíduo por toda a sua vida. Ele se caracteriza por sintomas de desatenção, inquietude e impulsividade.

Nutrição x TDAH

Uma alimentação saudável, balanceada e com variedade de nutrientes pode ser um aliado importante para o tratamento de questões de saúde. O que parece meio óbvio quando falamos de saúde física, mas nem tanto quando o assunto é um transtorno neurobiológico como o TDAH. No entanto, estudos sugerem que ter uma alimentação saudável pode sim ajudar a manter mais consistente e sob controle o comportamento de quem tem o transtorno. A hiperatividade e impulsividade se tornariam mais sutis e a concentração poderia melhorar.

Uma boa alimentação faz toda a diferença no tratamento de TDAH (Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade). Poucas pessoas sabem, mas o cérebro consome apenas entre 20% e 25% da energia que obtemos pela alimentação. Por isso, a importância em prezar por uma alimentação de qualidade.

Melhores alimentos:

Proteína – é um macronutriente essencial que tem diversas funções no organismo. Pode prevenir picos de açúcar no sangue, que aumentam a hiperatividade. Desta forma, pode ocorrer a melhora da concentração. Exemplos de boas fontes:

Carne vermelha magra (alcatra, maminha, filé mignon, patinho, lagarto e músculo);

Carne de porco;

Aves;

Peixes;

Ovos;

Laticínios com baixo teor de gordura;

Feijão;

Nozes;

Soja.

Carboidratos complexos – a principal função é fornecer energia para o organismo. São absorvidos de forma mais lenta ao serem ingeridos, estando presentes em alimentos ricos em nutrientes e fibras. Junto com as proteínas, ajudam a prevenir picos de açúcar no sangue, que aumentam a hiperatividade. Exemplos de boas fontes:

Batata doce;

Cenoura;

Beterraba;

Inhame;

Lentilha;

Grão de bico;

Feijão preto;

Amendoim;

Castanhas;

Quinoa;

Aveia;

Centeio;

Alimentos integrais, como arroz, pães e massas;

Frutas ricas em fibras, como banana e maçã.

Ômega-3 – pode auxiliar na melhora de diversas características do TDAH, como a hiperatividade, a impulsividade e a falta de concentração. Pesquisas sugerem que crianças com TDAH têm níveis mais baixos de ômega-3 no sangue do que crianças sem TDAH. Um estudo mostrou que 25% das crianças que tomaram doses diárias tiveram uma diminuição significativa dos sintomas de TDAH após três meses. Em seis meses, quase 50% delas experimentaram uma melhoria dos sintomas. Exemplos de boas fontes:

Peixes de águas frias, como salmão, atum e sardinha;

Óleos vegetais, como de linhaça e de soja prensados a frio;

Oleaginosas, como castanhas, nozes e amêndoas;

Sementes, como linhaça e chia;

Leguminosas, como feijão, soja, grão de bico e ervilha;

Folhas verde escuro, como couve e espinafre.

Zinco e magnésio – são dois minerais que desempenham um papel importante no controle dos sintomas de TDAH. O magnésio também é usado para produzir neurotransmissores envolvidos na atenção e na concentração, e tem um efeito calmante no cérebro. Exemplos de boas fontes:

Aveia (magnésio e zinco);

Sementes de linhaça (zinco e magnésio);

Amendoim (zinco e magnésio);

Feijão (zinco);

Castanha de caju (zinco e magnésio);

Amêndoas (magnésio e zinco);

Espinafre cozido (magnésio);

Banana prata (magnésio);

Gema de ovo (zinco);

Leite integral (zinco);

Carne de boi assada (zinco);

Frango cozido (zinco);

Porco assado (zinco).

Sugestão de refeição – a recomendação dos especialistas é preparar um prato cuja primeira metade seja preenchida com vegetais. A outra metade se divide em duas: um quarto deve conter proteína e o outro quarto, carboidratos complexos. No café da manhã, por exemplo, é possível combinar alimentos como aveia e leite ou manteiga de amendoim e pão integral. Os açúcares desses carboidratos são digeridos mais lentamente, porque proteína, fibra e gordura ingeridos juntos resultam em uma liberação de açúcar no sangue mais gradual.

O que evitar???

Açúcar – diminuir a quantidade de açúcar ingerida diariamente é uma das principais medidas na alimentação para aliviar os sintomas de TDAH. Isso porque vários estudos sugerem que algumas crianças que têm TDAH são estimuladas por grandes quantidades de açúcar na alimentação. Assim, elas tendem a ficar mais inquietas e desatentas. Então, recomenda-se evitar ou reduzir o consumo de bebidas como sucos e achocolatados industrializados, bolos, tortas e outros doces.

Alimentos compostos em grande parte por carboidratos simples, como pão branco, são digeridos e processados em glicose (açúcar) de maneira rápida. Por isso, devem ser reduzidos ou evitados.

Aditivos artificiais – corantes, conservantes e emulsionantes estão presentes em diversos alimentos ultraprocessados. Então, para conseguir evitá-los é necessário estar atento aos rótulos. Vários estudos mostram que os aditivos artificiais tornam mais hiperativas mesmo as crianças que não têm TDAH, além de intensificar a característica daquelas que já são hiperativas.


Estagiária: Giovanna Tritapepe Cerutti 

Referências: https://periodicorease.pro.br/rease/article/view/6670

https://seer.unifunec.edu.br/index.php/rfcn/article/view/1630

terça-feira, 14 de maio de 2024

Como o estresse afeta o ganho de peso?

O estudo recente publicado no American Journal of Epidemiology destaca a influência do estresse no ganho de peso ao longo do tempo, trazendo à tona importantes reflexões sobre saúde emocional e hábitos alimentares. Conduzido por Jason Block, o estudo examinou 1.355 adultos dos Estados Unidos, entre 25 e 74 anos, revelando padrões distintos de ganho de peso entre homens e mulheres sob estresse. 

Para mulheres, preocupações relacionadas ao emprego, relações familiares, depressão e ansiedade estão associadas ao ganho de peso. Por outro lado, os homens são mais propensos a ganhar peso quando enfrentam questões de autoridade e desafios no mercado de trabalho. No entanto, é importante ressaltar que o estresse só contribui significativamente para o ganho de peso em pessoas que já tem uma predisposição, como evidenciado pelos participantes com índices de massa corporal no limite que relataram estresse. 

Além disso, o estudo destaca que períodos estressantes levam as pessoas a mudar seus padrões alimentares, recorrendo a alimentos ricos em  gordura saturadas, carboidratos refinados e com baixo teor de nutrientes essenciais. Essas escolhas alimentares prejudiciais, juntamente com alterações orgânicas desencadeadas pelo estresse, como aumento do cortisol e aumento da leptina, contribuem para o ganho de peso e o desenvolvimento de gordura abdominal. 

Para mitigar os efeitos negativos do estresse sobre o peso e a saúde, estratégias de redução de estresse são essenciais. No ambiente de trabalho, medidas como flexibilidade nos horários e promoção de atividades físicas podem ajudar. Além disso, buscar apoio emocional e desenvolver habilidades de enfrentamento pode ser fundamental para lidar com o estresse de forma eficaz e adotar hábitos alimentares mais equilibrados. 

Ao adotar estratégias para gerenciar o estresse e cultivar hábitos alimentares saudáveis, podemos trabalhar em direção a uma vida mais leve e vibrante. 

Estagiária: Karinne Ramos

Fonte: Biblioteca Virtual em Saúde - Artigo: Estudo mostra como o estresse engorda



Chá verde: Para que, quanto e para quem?

 




O chá-verde é feito com as folhas da planta Camellia sinensis, que é rica em polifenóis de catequinas e cafeína. O chá verde é composto por 3 tipos de catequinas, sendo a “epigalocatequina-galato(EGCG)”, a mais bioativa, e também a cafeína que completa os tais compostos fenólicos do chá verde. As catequinas são fito-nutrientes da família dos polifenóis, que tem ação antioxidante.

Há um interesse crescente pelo potencial papel do extrato de chá-verde no estresse oxidativo, e no metabolismo da gordura, bem como, sua influência sobre a saúde e o desempenho no exercício.

Vários estudos relatam que o extrato de chá verde aumenta a oxidação de gordura em repouso e durante o exercício, ao mesmo tempo em que atenua os níveis de marcadores de estresse oxidativo após o exercício.

Isso por conta dos mecanismos de ação das catequinas e cafeína, que  sugerem o aumento da oxidação da gordura durante o exercício aeróbico, e com isso, pode ter um efeito poupador de glicogênio e consequentemente resultar em uma melhor capacidade de resistência.

Além disso,  os compostos presentes no chá verde possuem propriedades antioxidantes e podem atenuar o estresse oxidativo, ajudando os atletas a se recuperarem do exercício.

Isso posto, trazemos o resultado de estudos, onde foram testados a suplementação do extrato do chá verde em vários atletas e praticantes de atividades físicas, em diferentes modalidades esportivas, com diferentes composições corporais, bem como, em diferentes doses, e em diferentes períodos de ingestão, ou seja, doses agudas (únicas, mais pontuais), e doses crônicas ( mais prolongadas por até 4 semanas).

Quanto ao desempenho esportivo: Foram analisados ciclistas, atletas amadores, velocistas, praticantes de crossfit, e homens treinados. As doses suplementadas também variaram em quantidades e tempo de ingestão.

Os resultados mostraram que a ingestão aguda do chá verde não foi efetiva para a melhoria do desempenho em atletas e praticantes de atividade física. Entretanto, o consumo do extrato encapsulado com dose específica de catequinas por dia, a partir de 15 dias, apresentou efeitos positivos na função neuromuscular em resposta a uma condição de fadiga cumulativa.

Quanto à composição corporal: o chá verde pode atuar na melhora do desempenho, por meio da adequação do % de gordura? Os estudos mostraram que em indivíduos ativos suplementados com extrato de chá verde descafeinado por 4 semanas, apresentaram redução significativa de gordura corporal. Uma quantidade específica do suplemento associado ao exercício aeróbico como Jump fit, induziu a redução da circunferência abdominal em mulheres. Contudo, vale ressaltar que o extrato de chá verde tem efeito na redução de gordura corporal em praticantes de atividade física, e carece de mais estudos para melhor avaliarem os efeitos em atletas.

Destacamos que a expressão descafeinado, é apenas para isolar o efeito das catequinas sem a interferência da cafeína, haja vista, a dúvida sobre quem seria o responsável pelos benefícios: as catequinas ou a cafeína.

Quanto ao efeito anti-inflamatório/antioxidante: As catequinas presentes no chá verde exibem atividades antioxidantes, e possuem várias propriedades biológicas importantes como antifúngicas e anti-inflamatórias. É possível que o chá verde auxilie na recuperação dos atletas.

Entretanto, os estudos mostraram que a ingestão aguda dos polifenóis do chá verde NÃO atenua o estresse oxidativo induzido pelo exercício e dano muscular, mas a infusão do chá verde pode aumentar significativamente a capacidade anti-bacteriana salivar independente da atividade física.

 Sendo assim, não se pode negar as propriedades benéficas do chá verde ao organismo humano, porém usá-lo objetivando performance esportiva, ainda é muito precoce e pouco conclusiva. Procure sempre um nutricionista ou médico capacitado para a devidas orientações em porque, para quem, quanto e quando consumir o chá verde. Caso contrário, o desperdício de recursos, tempo, bem como, a frustração estará presente em seu processo em busca do seu objetivo.

Estagiária: Christiane Gallucci


Referencias:

Daniel Rojano-Ortega, Regular, but not acute, green tea supplementation increases total antioxidant status and reduces exercise-induced oxidative stress: a systematic review, Nutrition Research, Volume 94, 2021, Pages 34-43, ISSN 0271-5317, https://doi.org/10.1016/j.nutres.2021.08.004. https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0271531721000543)

MACÊDO, A. P. A. Efeitos do chá verde no rendimento esportivo. RBNE - Revista Brasileira de Nutrição Esportiva, v. 15, n. 91, p. 173-180, 17 jul. 2021.

 https://www.rbne.com.br/index.php/rbne/article/view/1839


segunda-feira, 13 de maio de 2024

Benefícios dos Probióticos e Pré-bióticos para a Saúde Digestiva

 Os probióticos e prebióticos são componentes essenciais para a saúde digestiva, trabalhando em conjunto para promover um equilíbrio saudável da microbiota intestinal. Enquanto os probióticos são microrganismos vivos que oferecem benefícios à saúde quando consumidos em quantidades adequadas, os prebióticos são fibras não digeríveis que servem como alimento para as bactérias benéficas no  intestino.

  Os probióticos ajudam a equilibrar a flora intestinal, promovendo o crescimento de bactérias benéficas e inibindo o crescimento de bactérias patogênicas. Isso contribui para um ambiente intestinal saudável e funcional. Consumir regularmente probióticos pode ajudar a aliviar sintomas de distúrbios gastrointestinais, como constipação, diarreia e síndrome do intestino irritável (SII). Eles também podem fortalecer a barreira intestinal, reduzindo a permeabilidade intestinal e prevenindo a inflamação. Os probióticos desempenham um papel crucial na modulação da resposta imunológica do organismo. Eles estimulam a produção de anticorpos e ajudam a proteger contra infecções intestinais e outras doenças. 
  Já os prebióticos são fermentados pelas bactérias no intestino grosso, promovendo o crescimento e a atividade das bactérias benéficas, como os lactobacilos e bifidobactérias. Consumir prebióticos pode ajudar a regular o trânsito intestinal, prevenir a constipação e promover a absorção de nutrientes. Eles também têm sido associados à redução do risco de doenças intestinais, como a doença inflamatória intestinal (DII).  Alguns estudos sugerem que os prebióticos podem influenciar a sensação de saciedade e ajudar no controle do apetite, o que pode ser benéfico para o gerenciamento do peso corporal. 

  Tanto os probióticos quanto os prebióticos desempenham papéis importantes na promoção da saúde digestiva. Consumir uma dieta rica em alimentos probióticos, como iogurte, kefir e chucrute, juntamente com fontes de prebióticos, como cebola, alho e bananas, pode ajudar a manter um microbioma intestinal saudável. No entanto, é importante lembrar que mais pesquisas são necessárias para entender completamente os efeitos desses compostos sobre a saúde humana. 


Referencias: https://revistaseletronicas.pucrs.br/index.php/faenfi/article/view/8352
https://periodicos.fapam.edu.br/index.php/synthesis/article/view/23/20
https://rsdjournal.org/index.php/rsd/article/view/6101/5879

Estagiaria: Barbara Bruneli

benefícios do licopeno

  Licopeno





Você sabia que existem frutas, legumes e verduras (FLV) que ajudam a prevenir o desenvolvimento de algumas doenças? Alguns tipos de câncer inclusive o de próstata , doenças cardiovasculares, osteoporose, distúrbios da circulação, hipertensão ,essas FLV existem e são ricas em uma substância chamada licopeno. 

Para que serve o licopeno? Essa molécula é quem promove um efeito expressivo  atividade antioxidante em nosso organismo e é ela a responsável pela pigmentação vermelho-alaranjado nos alimentos.

Antes de começar, vale ressaltar que a Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgou que o consumo ideal de frutas, legumes e verduras (FLV) seria em torno de 400g/dia, e que, os brasileiros consomem apenas 33% do recomendado.licopeno é um nutriente importante com vários benefícios para a saúde.

Onde encontrar licopeno

  • Tomate cru – 2,7mg 
  • Molho de tomate caseiro – 21,8mg 
  • Tomate seco – 45,9mg 
  • Tomate enlatado – 2,7mg 
  • Goiaba – 5,2mg 
  • Melancia – 4,5mg 
  • Mamão – 1,82mg 
  • Toranja – 1,1mg 
  • Cenoura – 5mg 
  • Pimentão vermelho – 0,48mg 
  • Caqui – 0,15mg

Beterrabas: As beterrabas vermelhas também contêm licopeno, embora em quantidades menores.

Como incorporar licopeno à sua dieta:

Saladas: Adicione tomates, pimentões vermelhos e beterrabas às suas saladas.

Molhos: Use molho de tomate caseiro em suas massas e pizzas.

Smoothies: Experimente adicionar melancia fresca ou goiaba vermelha aos seus smoothies.

Pratos principais: Prepare pratos principais com tomate, como molhos de macarrão ou sopas de tomate.

Lanches: Faça lanches com tomates cereja ou melancia fresca cortada.

Incorporar uma variedade de alimentos ricos em licopeno em sua dieta pode ajudar a garantir que você obtenha os benefícios para a saúde desse importante antioxidante.

 

Bánhegyi G. A likopin--egy természetes antioxidáns [Lycopene--a natural antioxidant]. Orv Hetil. 2005 Jul 31;146(31):1621-4. Hungarian. PMID: 16158610.

estagiaria: Francisca viturino

quarta-feira, 8 de maio de 2024

Crononutrição e Cronoexercício

Crono-nutrição e crono-exercício 

O ritmo circadiano controla muitas funções fisiológicas, como alimentação, atividade motora, secreção endócrina e nervo autonômico. O padrão regular de alimentação pode acompanhar o relógio circadiano periférico, enquanto os sistemas de relógio periférico podem controlar a distribuição de absorção, metabolismo e excreção de nutrientes, sugerindo interações mútuas entre relógios circadianos e nutrição/alimentação. As interações eram chamadas de “crononutrição”, e refeições maiores no café da manhã eram boas para regular o relógio periférico e proteger a obesidade. 

Semelhante à crononutrição, o momento do exercício ("crono-exercício") é importante tanto para os sinais de arrastamento quanto para o gasto de energia. O exercício noturno e/ou a alimentação e depois o exercício foram um bom momento para proteção da obesidade. No geral, sugere-se que o momento da alimentação e dos exercícios seja agora um dos fatores-chave para a síndrome metabólica.

Fonte: Pubmed https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/24437278/ - Estagiária Amanda 

terça-feira, 7 de maio de 2024

Alimentos Funcionais

 As definições de "alimento funcional" podem variar, mas todas compartilham um princípio fundamental: esses alimentos devem ser consumidos como parte da dieta habitual, em quantidades normais, e além de suas propriedades básicas, devem ter componentes que ajudem na prevenção de doenças, devido sua composição específica.

Na literatura, são todos os alimentos que podem trazer benefícios específicos á saúde. Na legislação brasileira, um alimento pode apresentar essa alegação se desempenhar um papel metabólico ou fisiológico. 

Alguns exemplos são:

  • Prebióticos: contribui para regulação e metabolismo gastrointestinal;
        Onde encontrar : leguminosas, farelos e farinhas integrais, pães e algumas frutas como abacaxi, ameixa e banana.
  • Probióticos: contribui pra desenvolvimento da flora microbiana no intestino;
        Onde encontrar: Iogurtes, alguns queijos, leite de vaca, qualhada, entre outros. 
  • Antioxidantes: exercem um papel importante na proteção contra os radicais livres;
       Onde encontrar: Frutas, legumes, verduras, sementes e grãos. 
  • Omega 3, 6 e Ácidos graxos: propriedades como anti-inflamatório e anticoagulante; 
      Onde encontrar: Salmão, sardinha, linhaça algumas sementes, carnes vermelhas, ovos e leites. 





Estagiaria: Amanda Forni
Fontes:
https://www.embrapa.br/agencia-de-informacao-tecnologica/tematicas/tecnologia-de-alimentos/qualidade/nutricional/alimentos-funcionais#:~:text=Como%20reportado%20na%20literatura%2C%20alimentos,na%20fisiologia%20do%20organismo%20humano.

A ansiedade e como os nutrientes ajudam na nossa saúde mental

 


O que é ansiedade??

A ansiedade é um sentimento natural e está relacionada, por exemplo, com um prazo apertado ou uma tarefa urgente no trabalho. Já os transtornos de ansiedade acometem pessoas que, geralmente, se preocupam intensamente e não conseguem lidar com essa autocobrança, a ponto de comprometer sua qualidade de vida e seu bem-estar.

Nutrição x Ansiedade 

Alguns fatores podem ajudar a controlar a ansiedade, como a atividade física de rotina e a alimentação. A composição nutricional do prato pode contribuir para a redução de sintomas e o seu combate, já que o que ingerimos influencia o nosso organismo. Porém, para aliviar situações de estresse, algumas pessoas descontam frustrações na comida e acabam beliscando alimentos pobres em nutrientes, ricos em açúcares e gorduras. O que resulta em quilos a mais e, consequentemente, podem gerar problemas de saúde, como o surgimento de doenças crônicas e agravamento dos sintomas da ansiedade.

Alimentos que melhoram a ansiedade:

Consuma alimentos ricos em triptofano como banana, chocolate amargo com 70% de cacau, aveia e peixes como a sardinha, e oleaginosas;

A inclusão de fontes de vitaminas do complexo B como vegetais verde escuro, ovos, e sementes também é essencial pois ajudam na conversão;

•     Inclua alimentos ricos em ômega 3 como sardinha, atum, azeite de oliva, sementes e oleaginosas;

•    Alimentos fontes de magnésio como banana, abacate, castanhas, couve e espinafre também ajudam a minimizar os sintomas;

•   Aumente a ingestão de alimentos ricos em zinco como amendoim, castanha, carnes, ovos, leite e derivado.

•  O triptofano é um aminoácido que ajuda na produção de serotonina, que é um hormônio essencial para evitar a ansiedade, o estresse, a depressão e a insônia.
Esse aminoácido pode ser encontrado em alimentos como carnes, frango, peixes, ovos, banana, queijo, cacau, tofu, abacaxi, salmão, chocolate negro e frutos secos em geral, como castanha, nozes e amêndoas.

Práticas que podem ajudar na prevenção e nesse equilíbrio:

Aprenda a meditar e se conectar consigo e com seu espiritual;
Busque atividades físicas com as quais se identifique e crie uma rotina com elas;
Treine sua respiração, inspire e expire profundamente;
Programe e realize hobbies, distrações, passeios e viagens;
Socialize dando preferência para os encontros pessoalmente;
Organize e revise sua rotina, priorizando o autocuidado;
Cuide e tenha experiências com animais e natureza;
Priorize boas noites de sono e descanso;
Pratique hábitos de autoconhecimento, como leitura e escrita.

Lembrando que é importante o acompanhamento multiprofissional!!!

Estagiária Giovanna Tritapepe Cerutti 

Referências:
https://lume.ufrgs.br/handle/10183/23004
https://www.editorarealize.com.br/editora/anais/conbracis/2017/TRABALHO_EV071_MD1_SA6_ID1109_02052017134105.pdf
https://www.scielo.br/j/reeusp/a/VbCfRCz8XWkBF7bTnXhS44G





segunda-feira, 6 de maio de 2024

Alergias Alimentares

  As alergias alimentares são respostas imunes adversas a determinados alimentos, desencadeadas pelo sistema imunológico em indivíduos geneticamente predispostos. Essas reações podem variar desde sintomas leves, como urticária, até reações graves, como anafilaxia, colocando em risco a vida do indivíduo afetado. Uma compreensão abrangente das alergias alimentares, especialmente sob uma perspectiva nutricional, é essencial para o manejo adequado dessas condições.
 As alergias ocorrem quando o sistema imunológico interpreta incorretamente uma proteína alimentar como uma ameaça, desencadeando uma resposta inflamatória. O sistema imunológico produz imunoglobulina E (IgE) em resposta ao alérgeno alimentar, desencadeando a liberação de histamina e outros mediadores inflamatórios. Isso leva à manifestação de sintomas como prurido, inchaço, dificuldade respiratória e até mesmo choque anafilático.
 A prevalência de alergias alimentares tem aumentado significativamente nas últimas décadas, afetando cerca de 8% das crianças e 5% dos adultos em países desenvolvidos. Embora qualquer alimento possa desencadear uma alergia, oito alimentos comuns são responsáveis por cerca de 90% das reações alérgicas alimentares: leite de vaca, ovos, amendoim, nozes, trigo, soja, peixe e crustáceos.
  O diagnóstico preciso de alergias alimentares envolve uma história clínica detalhada, testes cutâneos e testes sanguíneos específicos para IgE. Uma vez diagnosticada, a abordagem principal para o manejo de alergias alimentares é a eliminação do alérgeno da dieta do paciente. Isso requer educação alimentar adequada, leitura cuidadosa de rótulos e aconselhamento nutricional para garantir que a dieta seja nutricionalmente equilibrada e segura.
  A exclusão de certos alimentos da dieta pode aumentar o risco de deficiências nutricionais, especialmente em crianças em fase de crescimento e desenvolvimento. Por isso, é crucial buscar alternativas nutricionalmente equivalentes para garantir a ingestão adequada de todos os nutrientes essenciais. Por exemplo, substituir leite de vaca por leites vegetais enriquecidos, como leite de soja ou amêndoa, pode ajudar a manter a ingestão adequada de cálcio e vitamina D.




Referencias: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/24388012/
https://pesquisa.bvsalud.org/portal/resource/pt/lil-520860

Estagiaria: Barbara Bruneli