terça-feira, 19 de março de 2019


Lasanha vegetariana de abobrinha
Ingredientes
10 folhas de lasanha
3 abobrinhas médias
300 g de provolone ralado
Um litro de molho branco bechamel (natural)
3 colheres de sopa de queijo parmesão ralado
2 colheres de sopa de azeite extra virgem de oliva
um dente de alho
sal a gosto
Corte as abobrinhas em rodelas de meio centímetro aproximadamente (não muito fina nem muito grossa) e leve-as para darem uma coradinha em uma assadeira antiaderente, faça um molho preparado de azeite misturado com o alho bem picadinho, passe em cima da abobrinha e leve ao forno até dourar. Leve as folhas de lasanha para cozinharem em água fervente e salgada e escorra.
Distribua sobre um refratário uma concha de bechamel e coloque as folhas de lasanha alternando com as abobrinhas e o provolone e o parmesão ralado. Faça outras camadas até acabarem os ingredientes e por último o molho com o parmesão por cima.
Cozinhe durante uns 20 minutos a 180 graus, até que na superfície da lasanha se forme uma camada crocante e dourada.

segunda-feira, 18 de março de 2019


Vitamina B1 (tiamina)
Beribéri: doença ligada à descoberta do complexo B
O beribéri é uma doença conhecida desde o Antigo Oriente. Relatos da história médica chinesa, filipina e japonesa mencionam certos procedimentos terapêuticos aplicados contra esta disfunção carencial. Só na Idade Contemporânea, entretanto, foi descoberta a relação entre determinado déficit alimentar e o beribéri, acontecimento que marca a descoberta das vitaminas e o progresso da ciência da nutrição.
Em 1880, Takaki, oficial da marinha japonesa, estabeleceu uma relação muito clara entre a alimentação dos marinheiros e a incidência de beribéri entre eles, que se tornara catastrófica com a adoção de alimentos refinados. Em 1897, em Java, Eijkman, físico alemão, fez uma observação interessante: numa penitenciária local, os frangos alimentados com restos de arroz polido das refeições dos prisioneiros desenvolviam disfunções similares às do beribéri.
Acrescentando farelo de arroz à ração das aves, Eijkman notou que em pouco tempo a doença era completamente curada. Esta importante descoberta, no entanto, não despertou o interesse da classe médica da época, permanecendo vários anos sem qualquer reconhecimento. Em 1911, Funk retomou os trabalhos originais e descobriu no córtex do arroz, perdido durante o polimento, uma substância vital que atuava contra o beribéri, identificada como vitamina B. Mais tarde distinguiram-se vários componentes do complexo B, entre os quais um fator antiberibéri: a vitamina B1, ou tiamina.
Vitamina B1 ou tiamina
Em 1926, Yansen e Donath obtiveram a tiamina na forma cristali¬zada; em 1926, foi sintetizada por R. Willians, tendo sido definida sua fórmula química. O prefixo tia em tiamina designa a presença de enxofre em um grupo amino da molécula.
O organismo não é capaz de armazenar bastante tiamina, devendo a dieta fornecê-la prontamente.
Funções metabólicas básicas
A tiamina encontra-se intimamente associada ao metabolismo energético. Combinada ao fósforo, forma a coenzima tiamina pirofosfato (TPP), que funciona como auxiliar de uma carboxilase. A descarboxilação oxidativa do ácido pirúvico requer o TPP para formar o acido acético e a acetilcoenzima A, principal componente do ciclo de Krebs. A síntese de pentoses, como a ribose, presente nos ácidos nucléicos, necessita também de TPP como coenzima da transcetolase.
Sintomas de carência
- O beribéri é resultado da deficiência severa de tiamina. Ocorrem vários distúrbios no sistema nervoso, como a degeneração da bainha de mielina das fibras nervosas, instalando-se a polineurite, com diminuição da resposta reflexa. Se não houver administração da vitamina em tempo hábil, o doente pode desenvolver paralisia e séria atrofia muscular, chegando à morte.
- Todo o sistema cardiovascular pode ser atingido pela deficiência de tiamina, a ponto de ocorrer falência do coração em resultado de progressiva debilitação do músculo cardíaco. Além disso, surge edema nas extremidades e vasodilatação periférica.
- Sintomas gastrintestinais, como má digestão, constipação, atonia gástrica, hipocloridria e diminuição do apetite.
Hipervitaminose
Não foram registrados efeitos tóxicos da tiamina quando ingerida através dos alimentos. Quando administrada por via parenteral (inje¬ção), entretanto, na forma de cloridrato de tiamina, pode produzir reações tóxicas quando em dose elevada, como o choque anafilático e a morte súbita.
Necessidades nutricionais
Como vimos, a necessidade de tiamina está intimamente ligada ao gasto energético do indivíduo, particularmente ao metabolismo dos carboidratos.
- Para adultos normais, a FAO/OMS recomenda 0,4 miligrama de tiamina para cada 1.000 kcal requeridas; as RDA indicam 0,5 mg/1.000 kcal.
- Na gravidez, recomendam-se 0,5 mg/1.000 kcal no primeiro trimestre, e 0,6 mg/1.000 kcal no último trimestre. Recomenda-se, simplificadamente, um aumento de 0,3 miligrama acima dos valores normais para gestantes e nutrizes.
- Os valores indicados para crianças são iguais aos dos adultos, isto é, as proporções de tiamina por calorias ingeridas.
- Os idosos devem ingerir 1 miligrama de tiamina por dia, mesmo que a ingestão calórica seja inferior a 2.000 kcal, dada a utilização menos eficiente desta vitamina.
Antivitamina B1
A tiaminase, enzima presente em alimentos como crustáceos e peixes, é capaz de destruir cerca de 50% da tiamina. A couve crua também contém esta antivitamina.
Boas fontes alimentares
Da linha lacto-ovo-vegetariano-naturista de dieta, os cereais integrais, as leguminosas, a levedura de cerveja, o germe de trigo e a gema de ovo são exemplos de boas fontes alimentares de vitamina B1. Quase todos os alimentos naturais fornecem-na em maior ou menor teor. Os laticínios não são boa fonte de tiamina.
O anticoncepcional oral prejudica o aproveitamento orgânico da vitamina B1.

sexta-feira, 15 de março de 2019

MOUSSE DE CHOCOLATE




Ingredientes

250 gramas de chocolate 70%
250 gramas de creme de leite fresco ou nata

Modo de Preparo

1. Bata o creme de leite fresco ou a nata (devem estar gelados) em velocidade média até o ponto de chantilly (ponto firme, em que o chantilly não cai da colher quando levantar);

2. Derreta o chocolate no microondas e espere esfriar um pouco;

3. Jogue o chocolate por cima do creme de leite fresco e misture devagar para não perder a aeração;

4. Coloque em um recipiente grande para servir ou em forminhas menores e acondicione na geladeira.

VANÁDIO

O vanádio pode estar estreitamente relacionado ao metabolismo dos lipídios, segundo propõem os trabalhos de Hopkins e Mohr. Animais experimentais com dietas deficientes em vanádio apresentam altos níveis séricos de colesterol e triglicerídios.

Ademais, é possível que o vanádio atue como elemento auxiliar em processos de oxirredução. Sugeriu-se como adequada a ingestão de 2 mg/dia para uma pessoa de 75 quilos.

Pouco se sabe a respeito de sua distribuição pelos alimentos; não obstante, uma dieta refinada e beneficiada é pobre não só em vanádio como também em outros elementos-traços.

quinta-feira, 14 de março de 2019

A dieta Low Carb



Ao contrário do que muito se ouve por aí, a ciência já demonstra a algum tempo que a redução do carboidrato na alimentação é muito mais eficiente do que a redução de gorduras ou de caloria quando o objetivo é perder peso e/ou melhorar a saúde. Por esse motivo a dieta “low carb” vem ganhando espaço entre os profissionais de saúde mais atualizados e entre os estudos científicos que já evidenciam seus diversos benefícios:

1. Aumenta a saciedade e reduz automaticamente o apetite;

2. Reduz níveis de glicose e insulina no sangue, o que desfavorece o acúmulo de gordura e o desenvolvimento de diabetes tipo 2;

3. Baixa o nível de triglicerídeos no sangue;

4. Melhora os níveis do HDL (“colesterol bom”).

Quanto de carboidrato devemos consumir por dia?
A quantidade exata de carboidrato a ser consumida diariamente depende de uma série de fatores como objetivos de perda de peso, estado de saúde e níveis de atividade física. O ideal é procurar um nutricionista para te auxiliar a definir com precisão o seu cardápio. Mas é possível ter uma idéia geral, com base no guia de perfis abaixo. Veja em qual perfil você se encaixa melhor:

100 a 150g por dia
 Faixa de consumo moderada que não chega a ser low carb, mas pode ser adequada para pessoas ativas e saudáveis que querem secar sem perder massa muscular.

 50 a 100g por dia
 Faixa ótima para perder peso, mantendo ainda um pouco de carboidrato. Opção também para quem quer manter o peso, mas engorda facilmente com carboidrato.

25 a 50g por dia
Faixa para quem sofre de obesidade, diabetes ou precisa perder peso rapidamente.


Aleitamento
 O que as mães precisam saber
Muitas mães ainda não conhecem as pesquisas sobre o aleitamento materno. Número preocupante delas deixa de amamentar seu filho alegando problemas que, quase sempre, vêm da falta de esclarecimento. Há procedimentos aparentemente inocentes que trazem prejuízos permanentes à saúde da criança. Aqui falaremos dos problemas mais comuns que as mães enfrentam em relação ao aleitamento.
“Leite fraco”
“Meu leite é fraco!” Esta é uma queixa muito comum entre as lactantes. Gostaríamos de discuti-la à luz dos conhecimentos mais atuais.
Uma análise da composição do leite de mães desnutridas, que viviam em regiões assoladas pela fome, mostrou que, apesar de magras e mal alimentadas, seu leite não perdia o valor nutritivo. O organismo materno prioriza a nutrição da criança, chegando a ponto de espoliar dos tecidos os elementos necessários à síntese láctea. Como resultado, a mãe fica cada vez mais fraca, mas o leite mantém-se forte.
Não raro, as mães pensam que seu leite é fraco porque a criança não demora a ter fome depois de uma “mamada”. Quando toma a mamadeira, permanece várias horas sem reclamar alimento, dormindo tranquilamente. O leite materno é nutricionalmente perfeito, sendo de fácil e rápida digestão e assimilação, motivo por que a criança logo volta a sentir fome. No caso do leite de vaca e leite sintético, como a digestão é mais difícil, o bebê fica “empanturrado” por várias horas. Surge, portanto, a falsa impressão de que este tipo de alimentação é “mais forte”.
“Pouco leite”
As mães têm razão em se preocupar com a quantidade de leite que passam ao lactente, se é ou não suficiente à boa nutrição. Mas há alguns aspectos vitais que elas precisam conhecer:
Para que o leite seja produzido em quantidade suficiente é preciso haver estímulo fisiológico adequado, que é desencadeado através da sucção do neném. Se por algum motivo ele não suga com a necessária força, a secreção de leite tende a diminuir.
Que pode causar a diminuição da força de sucção do bebê? A mamadeira é uma das causas principais, pois, sendo usada inoportunamente, às vezes adoçada com açúcar refinado e/ou concentrada com farinhas especiais, toma o lugar do seio, isto é, tira a fome da criança para mamar.
E se o bebê suga pouco, a consequência inevitável é a queda na produção de leite. Outros alimentos e preparações, como sucos de frutas, papinhas, chazinhos, sopinhas etc., dados fora do tempo certo, também prejudicam a amamen­tação.
O excesso de ansiedade e a alta tensão nervosa podem diminuir a secreção de leite. É imperioso, portanto, guardar-se contra as injúrias emocionais especialmente nesta fase.
Bebê gordo X bebê sadio
Algumas mães acreditam que a mamadeira é “mais forte que o peito” porque faz a criança “engordar mais”.
Quando a alimentação por mamadeira é concentrada, o que geralmente acontece, a criança costuma ficar “mais gordinha”, mas isso não significa que ela esteja mais sadia.
Está provado que o excesso de peso na primeira infância não é bom, assim como a falta de peso. Muitos processos crônicos graves da vida adulta podem começar na obesidade infantil. O bebê que se nutre adequadamente com leite materno, via de regra, não é muito gordo, mas saudavelmente forte e corado. Seu organis­mo resiste melhor às doenças e seu desenvolvimento psicomotor é naturalmente proporcionado.
Leite materno, o melhor para o bebê
Não resta a menor dúvida de que o leite materno é, em todos os aspectos, superior ao leite de vaca ou leite maternizado para a nutrição na primeira infância. As evidentes vantagens da lactação natural vêm sendo comprovadas por pesquisas médicas e hoje constituem consenso médico-nutrológico em âmbito internacional.
A fórmula natural designada pelo Criador para o homem em sua primeira etapa de vida é, indiscutivelmente, conveniente à saúde e ao desenvolvimento físico. Mas esta verdade axiomática já esteve sob o desprezo de pretensões científicas espúrias, quando fórmulas artificiais eram petulantemente aclamadas como nutricional­mente melhores, superiores, mais fortes.
Este é apenas um entre muitos exemplos de jogadas comerciais que manipulam astutamente certos argumentos científicos para influenciar a opinião pública. Engodos da publicidade, que rendem bilhões de dólares para um pequeno grupo de ricos empresá­rios, e outro tanto de prejuízos para uma população pobre, espoliada por gastos desnecessários e desastrosas consequências para a saúde.

Vantagens nutricionais do aleitamento materno
O leite materno ajusta-se como luva, quantitativa e qualitativamente, às necessidades da criança nos primeiros meses de vida, o que não acontece om outras fórmulas, que sempre apresentam deficiências mais ou menos sutis.
A proteína do leite humano é bem diferente da fornecida pelo leite de vaca. Esta última contém cerca de sete vezes mais caseína, que, durante a digestão, forma coágulos prejudiciais ao proces­samento. O leite materno contém 60% de albumina e 40% de caseína, sendo de fácil e rápida digestão.
O valor biológico do principal componente da proteína do leite humano (albumina) é maior que o da caseína do leite de vaca. O aproveitamento da proteína do leite materno é, por conseguinte, melhor, o que promove desenvolvimento mais sadio.
A probabilidade de ocorrer alergia ou rejeição em relação à proteína do leite de vaca e leites sintéticos é consideravelmente maior.
O recém-nascido precisa de cistina, um aminoácido, para a boa nutrição, o que lhe é adequadamente ofertado pela proteína do leite materno. O leite de vaca e as fórmulas industrializadas, entretanto, contêm muita metionina e pouca cistina. Tendo em vista que a enzima catalisadora da reação que converte, no fígado, metionina em cisti­na, apresenta baixa atividade no recém-nascido, podem ocorrer problemas nutricionais se a alimentação exclui o leite materno.
Os aminoácidos aromáticos não são adequadamente metabolizados pelo recém-nascido, podendo haver desordens neurológicas quando em excesso no organismo (hiperaminoacidemia). Este inconveniente o leite materno não oferece. Os leites sintéticos, contudo, apresentam maior teor desta classe de aminoácidos.
A gordura do leite humano é mais facilmente absorvida, além de conter maior proporção de ácidos graxos essenciais.
A gordura do leite de vaca encerra maior quantidade de ácido palmítico, um ácido graxo que prejudica a assimilação de cálcio pela formação de palmitato de cálcio.
As características nutricionais do glicídio do leite humano são mais compatíveis com a higidez intestinal e a nutrição geral.
O uso de açúcar desde a tenra infância, na forma de adoçante da mamadeira, predispõe a criança a futuras desordens médico-nutricionais, além da cárie dentária.
A concentração osmolar da alimentação não natural (preparações ricas em adições, como farinhas e açúcar, “fortes”) pode levar à desidratação hiper­tônica, e a alta densidade calórica à obesidade. Além disso, pode ocorrer constipação intestinal (prisão de ventre).
Os sais minerais do leite humano apresentam excelente assimilação, a saber, cerca de 75%, contra os 25% correspondentes ao leite de vaca. Entre os minerais mais bem aproveitados encontra-se o ferro do leite humano.
A relação cálcio/fósforo é mais apropriada no leite humano (2:1). O leite de vaca contém, em proporção ao cálcio, muito fósforo, podendo favorecer a hiperfosfatemia e a hipocalcemia neonatal.
A criança que não mama ao peito apresenta maior tendência à acroder­matite enteropática, provavelmente por deficiência de zinco.
Vantagens imunitárias
O organismo da criança alimentada ao seio defende-se melhor contra as doenças, pois o leite humano oferece vários fatores que fortalecem a resistência imunológica.
O fator bifidus, fornecido pelo leite materno, favorece o crescimento de flora intestinal hígida, o que protege a criança contra infecções e outros distúrbios gastrintestinais e, consequentemente, contra a desidratação.
Outros fatores imunológicos são fornecidos, com diferentes ações protetoras contra os germes causadores de doenças, entre os quais: fator antiesta­filococo, imunoglobulinas IgA, IgC, IgM, complementos C3 e C4, lisozima, lactoferrina e lactoperoxidase. É extremamente importante, para o bom aporte imunológico, que a criança tome o leite colostral, de cor amarelada, secretado nos primeiros dias após o parto.
Outras vantagens
O leite humano está livre de contaminações se é oferecido diretamente através do aleitamento materno. As outras formas de alimentação, que requerem diversas manipulações, oferecem maiores riscos.
O laço afetivo mãe-filho é saudavelmente fortalecido no aleitamento, o que é muito bom para ambos, tanto no aspecto psíquico como físico.
Do ponto de vista econômico o aleitamento natural sai mais barato, até porque a criança adoece menos, evitando-se gastos médicos.
As pesquisas sobre nutrição infantil apontam de modo conclusivo à superioridade do aleitamento materno.

Alimentos e chás tradicionalmente indicados para “aumentar o leite”
Certos alimentos, como milho, laticínios e aveia podem, segundo conceito tradicional muito disseminado, aumentar a secreção de leite. Não havendo contra indicações para procedimentos como estes, e sendo apropriada sua inserção na dieta da mãe, não vemos razões para descartá-los. São válidos, até porque constituem bom reforço psicológico. Ensina-se também que o uso regular dos chás de anis e hortelã ajuda a aumentar a secreção de leite.
Alimentos contra a acne
Você sabia?
Hortelã (Mentha piperita)
É tradicionalmente indicada para combater cólicas menstruais, gases intestinais, má digestão e verminoses.
Modo de usar: Infuso da planta. Derramar 350ml de água fervente sobre 2 colheres, das de sopa, da planta picada. Tomar 1 a 2 xícaras de chá ao dia.

quarta-feira, 13 de março de 2019

Hambúrguer Caseiro



Um hambúrguer bem feito pode ser uma refeição tão saborosa quanto um prato de restaurante. Mas para isso, é preciso abandonar a conveniência de fast food e dos bifes de hambúrguer congelados - para um hambúrguer realmente gostoso, você precisa fazer o seu bife.

Para fazer o hambúrguer caseiro, usaremos os seguintes ingredientes:

500 gramas de carne moída ou guisado de primeira ou de uma carne magra como patinho
200 gramas de carne moída ou guisado de segunda ou de uma carne com mais gordura
1 cebola branca grande
2 dentes de alho
Sal a gosto
Pimenta do reino a gosto

O preparo é relativamente simples: o primeiro passo é picar a cebola e o alho finamente, bem pequeno mesmo. Depois, em uma tigela grande, misture os dois tipos de carne, a cebola picada e os dentes de alho picados com as mãos.
Misture bem mesmo! Tempere com sal e pimenta do reino a gosto e misture novamente.
Agora basta pegar a carne e modelar em formato de bife de hambúrguer. Para facilitar, nós temos um truque: separe outra tigela pequena e após pegar uma "mãozada" de carne, faça uma bola e atire dentro dessa tigela.
É para atirar mesmo, então deixe em uma superfície que não vá quebrar ou cair. Isso irá ajudar a compactar o hambúrguer para que ele não se quebre em pedaços.
Modele os seus bifes de hambúrguer conforme o seu desejo. Com essa quantidade de carne, você pode fazer até 10 bifes de 100 gramas mais ou menos grossos, mas também é possível fazer mais ou menos, isso só depende de você.
Caso queira, você também pode congelar esses bifes de hambúrguer por semanas no freezer - e não é necessário descongelar cada um deles antes de levar ao forno ou à panela para fritar, tire do freezer e leve diretamente ao fogo. Para congelar os bifes de hambúrguer, após modelar, enrole com filme-plástico com cuidado para que nenhuma parte fique descoberta.
Para assar, leve ao forno bem quente em uma forma com um pingo de óleo por cerca de 20 minutos - ajuste de acordo com o ponto de carne desejado. Você também pode fritá-lo: para isso, utilize uma panela antiaderente, deixe-a bem quente, coloque o óleo e frite um ou dois bifes por vez.
Agora é só você montar o hambúrguer completo da sua maneira. Para algo bem clássico e simples, recomendamos começar com pão, maionese, alface, hambúrguer, tomate, cebola roxa, e queijo derretido!


Acrodermatite Enteropática
 Que é e como se manifesta?
Doença provavelmente causada por defeito congênito raro do metabolismo, que produz má absorção de zinco.
Ocorre geralmente em crianças pequenas, encontrando-se associada à má nutrição e à baixa resistência imunitária.
Manifestam-se através de lesões descamativas graves na pele, que se recusam a cicatrizar, diarreia rebelde, sintomas neurológicos os mais estranhos e queda de resistência global. Se não for tratada a tempo, leva à morte.
Tratamento
Na década de 70 a revista Lancet publicou um trabalho do Dr. Moynahan que relacionava conclusivamente essa síndrome à falta de zinco no metabolismo. A partir de então os pacientes dessa grave enfermidade começaram a encontrar cura. O tratamento consistia na adição de complementos de zinco à dieta.
 A dose é de pelo menos 35mg diários, podendo ser aumentada para 150mg/dia de sulfato ou gluconato de zinco, conforme o caso. Outrossim, em alguns casos, é administrada dieta exclusiva de leite humano, o que, por si só, é capaz de suprimir os sintomas dessa doença. Acreditam os pesquisadores que as crianças com acrodermatite enteropática exibem certa deficiência enzi­mática que impede o aproveitamento de uma proteína da dieta, ainda não identificada. Essa proteína, mal digerida, dificultaria a absorção de zinco, criando­ a carência. No leite materno não existe essa proteína, e por isso a acrodermatite nunca se desenvolve em crianças durante a amamentação.
Recomenda-se, além da complementação com zinco, dieta saudável, nutritiva e bem balanceada.
A conduta em cada caso deverá ser estabelecida por médico especialista.

terça-feira, 12 de março de 2019

A Importância do Zinco para o corpo



INTRODUÇÃO
Como um componente estrutural e/ou funcional de várias metaloenzimas e metalopro-teínas, o zinco participa de muitas reações do metabolismo celular, incluindo processos fisiológicos, tais como função imune, defesa antioxidante, crescimento e desenvolvimento.
O entendimento das funções do zinco no metabolismo teve início em 1869 com Raulin, que descobriu sua essencialidade para Aspergillus niger. Quarenta anos mais tarde, Mazé descreveu problemas no cultivo de milho pela falta de zinco. Todd, Evehjem e Hart, em 1934, descobriram sua essencialidade para ratos, e, mais tarde, em 1955, Tucker e Salmon descobriram problemas na pele do ser humano, decorrentes da deficiência de zinco. Em 1960, O'Dell observou que este mineral era essencial para crianças. Vários estudos se seguiram demonstrando que a deficiência de zinco era revertida pela suplementação.

Recomendações Nutricionais e Fontes
A recomendação deste nutriente para a população sadia, foi modificada recentemente para 8mg/dia para mulheres e 11mg/dia para homens.
Os alimentos diferem no seu conteúdo de Zn, variando de 0,002mg/100g de clara de ovo, 1mg/100g de frango até 75mg/100g de ostras. Mariscos, ostras, carnes vermelhas, fígado, miúdos e ovos são consideradas as melhores fontes de zinco. Nozes e leguminosas são fontes relativamente boas de zinco. O consumo de zinco é influenciado pela fonte protéica da dieta, assim, dietas constituídas de ovos, leite, frango e peixe têm menor razão Zn:Proteína do que aquelas de mariscos, ostras e carnes vermelhas.

Metabolismo
Partindo do princípio que a simples presença do nutriente na dieta não garante sua utilização pelo organismo, devemos abordar alguns fatores que podem afetar a biodisponibilidade do zinco na dieta.
As boas fontes de zinco não contém constituintes químicos que inibem a absorção do zinco, e, além disto, a presença de alguns aminoácidos, como cisteína e histidina melhoram a sua solubilidade.
O conteúdo de fitato presente nos alimentos reduz a biodisponibilidade de Zn. A razão molar fitato:Zn de 20 já pode produzir efeito negativo, pois o fitato é carregado negativamente; logo, tem um forte potencial para ligar cátions bivalentes, tais como o zinco, impedindo assim sua absorção.
Existem fatores intraluminais facilitadores da absorção de zinco como: aminoácidos (histidina e metionina), fosfatos, ácidos orgânicos e algumas prostaglandinas. A quantidade de proteína da refeição tem efeito positivo na absorção do zinco, porém proteínas específicas como a caseína tem efeito inibitório na absorção.
Outros componentes de alimentos como fibras, taninos e cafeína parecem não afetar a utilização de zinco pelo organismo, porém Dyck et al., estudando in vitro a disponibilidade de Fe, Ca e Zn de uma refeição contendo 4 componentes alimentares diferentes (café, vitamina C, farinha de trigo e pectina), observaram que com exceção da vitamina C, todos os demais componentes tiveram efeitos negativos na disponibilidade desses minerais, sendo que o maior efeito foi da farinha de trigo, e o Zn foi o elemento traço que sofreu maior interferência. O ferro, se fornecido junto com Zn através de suplemento pode ter efeito negativo na absorção do Zn.
Lee et al. (1989), demonstraram, em um estudo realizado com 21 indivíduos, que a absorção de zinco é dependente de sua concentração no lúmen, e que o jejuno foi a porção intestinal onde ocorreu maior absorção.
A captação de zinco pela superfície da borda em escova é regulada homeostaticamente por mecanismos de difusão e processos mediados por carreadores. Em situações de baixa ingestão ocorre aumento da capacidade de transporte por carreadores, e diante da alta ingestão alimentar, torna-se proeminente um mecanismo de difusão passiva sem saturação.
O zinco presente em altas concentrações nas células pode interferir com outros processos metalo-dependentes ou inibir proteínas. Assim, a tioneína (T) se acopla ao zinco e age como marcador bioquímico que controla a concentração do zinco. Um aumento na concentração de zinco disponível, induz a síntese de tioneína, por meio da ação do zinco sobre os fatores de transcrição zinco-dependentes, formando a metalotioneína (MT). Na presença de baixas concentrações de zinco na célula, o zinco é liberado da MT.
A metalotioneína é uma proteína que contém 60 a 68 aminoácidos, dos quais 20 são cisteínas. Todos os 7 átomos de zinco presentes na proteína, estão ligados nestas moléculas de cisteínas, distribuídos em 2 domínios da proteína.
Outra proteína presente na mucosa intestinal, constituída de 77 aminoácidos em sua cadeia, com 7 resíduos de cisteína, é a CRIP (proteína intestinal rica em cisteína), que se liga ao zinco na função de carreador intracelular, aumentando a velocidade de absorção.
Após a absorção, o zinco é liberado pela célula intestinal, passa para os capilares mesentéricos e é transportado no sangue portal, sendo captado pelo fígado e subseqüentemente distribuído para os demais tecidos.
O zinco é perdido do organismo por meio dos rins, da pele e do intestino. As perdas endógenas intestinais podem variar de 0,5 a 3,0mg/dia. Sob condições normais, 95% do zinco da fração filtrável do plasma é reabsorvido na parte distal do túbulo renal. As perdas urinárias variam de 300-600mg/dia, influenciadas por mecanismos de secreção no túbulo proximal do néfron.
Os genes envolvidos no transporte deste mineral estão começando a ser clonados, e todos codificam proteínas na membrana celular, muitos apresentando um domínio intracelular rico em histidina. O gene do transportador ZnT-1 foi o primeiro a ser clonado, tendo sido descoberto em 1995 por Palmiter & Findley. Está associado com o efluxo de zinco, sendo encontrado em vários tecidos, incluindo intestino, rins e fígado. A expressão do gene para este transportador no intestino é bem maior no duodeno e jejuno. Existem ainda o ZnT-2 presente no intestino, rins e testículos, ZnT-3 presente nos testículos e cérebro e grandes quantidades de ZnT-4 nas glândulas mamárias, podendo estar envolvido na secreção de zinco no leite.
Liuzzi et al., observaram que com suplementação de zinco, a expressão do RNAm para ZnT-1 e ZnT-2 foi elevada no intestino, fígado e rim, mostrando que a expressão desses transportadores ocorre em resposta às condições fisiológicas relativas ao zinco.
A mutação no gene ZnT-4 provocou uma diminuição do transporte do zinco ao leite durante a lactação. Além disso, Michalczyk et al. detectaram a expressão de dois outros membros da família do ZnT-4, nas células epiteliais das mamas, que estão envolvidos no transporte do zinco para o leite materno.
Sekler et al. (2002) mostraram que no córtex cerebral e cerebelo, há uma elevada expressão do gene para ZnT-1, promovendo assim a homeostasia do zinco, evitando um influxo excessivo de zinco nos neurônios, o que pode causar morte neuronal.

Funções
Diversas enzimas e proteínas contendo zinco participam do metabolismo de proteínas, carboidratos, lipídeos e ácidos nucléicos, e, junto com informações geradas nas áreas de nutrição, fisiologia, medicina e bioquímica, tem-se consolidado o conhecimento do metabolismo do zinco e de suas funções. Nas enzimas, o zinco pode ter função catalítica ou estrutural. Dentre as aproximadamente 300 enzimas das quais o zinco faz parte estão, a anidrase carbônica, que foi a primeira a ser descoberta, fosfatase alcalina, carboxipeptidases, álcool desidrogenase, superóxido dismutase, proteína C quinase, ácido ribonucléico polimerase e transcritase reversa.
O zinco está envolvido na estabilização de membranas estruturais e na proteção celular, prevenindo a peroxidação lipídica. O papel fisiológico do zinco como antioxidante é evidenciado por 2 mecanismos: proteção de grupos sulfidrilas contra oxidação, como ocorre com a enzima d-ácido aminolevulínico desidratase e na inibição da produção de espécies reativas de oxigênio por metais de transição como ferro e cobre. O zinco participa da estrutura da superóxido dismutase (SOD), sendo a atividade desta enzima reduzida pela deficiência deste mineral.
O zinco é um mineral que desempenha papel na organização polimérica de macromo-léculas como DNA e RNA, e é indispensável para atividade de enzimas envolvidas diretamente com a síntese de DNA e RNA, como por exemplo a RNA polimerase. Além disso, influencia a divisão celular, por meio da atividade da dioxitimidina quinase e adenosina (5') tetrafosfato (5')-adeno-sina. Defeitos na síntese ou prejuízo da função do RNA mensageiro parecem ser induzidos pela deficiência de zinco.
A concentração do hormônio de crescimento (IGF-I) também diminui na deficiência de Zn.
Outra ação atribuída ao zinco, refere-se ao estímulo pós-receptor, que aumenta a translocação dos transportadores de glicose dos seus sítios intracelulares para a membrana plasmática.
Pacientes diabéticos apresentam hiperzincúria, o que pode levar à deficiência de zinco. No entanto, o metabolismo do zinco na diabetes ainda não foi totalmente elucidado. Pesquisas têm sido realizadas no sentido de verificar os benefícios da suplementação com Zn nestes pacientes.
A deficiência de zinco na insuficiência renal crônica também tem sido pesquisada nos últimos anos. Mafra & Cozzolino observaram reduzida concentração de zinco no plasma nos pacientes urêmicos, e uma concentração eritrocitária de zinco elevada, sugerindo distribuição anormal do zinco e não deficiência verdadeira.
Numa revisão Mafra & Cozzolino mostraram que durante a deficiência de ferro ou intoxicação por chumbo, o zinco é incorporado na protoporfirina durante a eritropoiese, formando assim a zinco protoporfirina (ZPP) ao invés do heme. Vários trabalhos têm mostrado que a concentração deste composto está elevada no sangue de pacientes com deficiência de ferro, sendo um parâmetro de alta especificidade e sensibilidade para o diagnóstico da anemia. Assim, também tem sido visto por alguns trabalhos uma correlação entre anemia e elevadas concentrações de ZPP em pacientes com insuficiência renal crônica, podendo ser uma das causas da distribuição anormal de zinco entre plasma e eritrócitos nestes pacientes.
Considera-se que a relação entre zinco e sinais de membrana na regulação hormonal, melhora a interação entre os hormônios e seus receptores, como observado no hormônio de crescimento e prolactina. A timulina é um hormônio importante para maturação e diferenciação de linfócitos T, cuja atividade biológica depende do zinco, e já existem trabalhos mostrando o papel do zinco relacionado com timulina e diferenciação da linhagem de células T no combate à infecções oportunistas.
O zinco está relacionado com as células do sistema imune, incluindo atividade das células T-Helper, desenvolvimento de linfócitos T-citotóxicos, hipersensibilidade retardada, proliferação de linfócitos T, produção de interleucina-2 e morte programada de células de origem mielóide e linfóide. A presença de 5'NT (ecto-5'-nucleotidase) na membrana necessita de zinco, visto que esta enzima está presente nas subclasses de linfócitos T e B com maior expressão nos linfócitos B CD8+.
A diminuída produção de citocinas e interferon-a pelos leucócitos está relacionada a deficiência de zinco. O zinco induz monócitos a produzirem interleucina-1, interleucina-6 e inibir a produção de fator de necrose tumoral, que está implicado na fisiopatologia da caquexia na Síndrome da Imunodeficiência Adquirida.
Há evidências de que a suplementação com Zn reduz o impacto de muitas doenças, pois promove melhora do sistema imune. Mocchegiani & Muzzioli mostraram que a suplementação com 45mg Zn/dia associada com administração de AZT, diminuiu a recidiva de infecções oportunistas em pacientes HIV positivo.
Existem no sistema nervoso central, neurônios que apresentam vesículas sinápticas com elevadas concentrações de zinco, sendo estes neurônios conhecidos como uma subclasse de neurônios glutaminérgicos. Apesar do seu papel no córtex cerebral ainda ser desconhecido, o fato do zinco estar presente nos botões sinápticos, implica num papel vital do zinco neste sistema. Além disso, o zinco está envolvido com o desenvolvimento cognitivo e, apesar do mecanismo exato não ser claro, parece que o zinco é essencial na neurogênese, migração neuronal e sinapses, e sua deficiência pode afetar o desenvolvimento cognitivo em crianças.
O zinco participa do processo de adaptação da visão noturna, fazendo parte da estrutura de enzimas como a desidrogenase do retinol, a-manosidase (enzima lisossomal do epitélio retinal), anidrase carbônica, colagenase corneal e leucina aminopeptidase. Vários trabalhos relatam que o zinco pode ter um papel terapêutico na prevenção e tratamento da degeneração macular. O zinco está envolvido com a síntese da proteína ligadora de retinol, onde promove a ligação de fatores de transcrição ao DNA para síntese desta proteína. Crianças desnutridas em resposta à suplementação de zinco, apresentaram um aumento nas concentrações plasmáticas de vitamina A e de proteína ligadora de retinol.
Estudos têm sido desenvolvidos com relação à enzima conversora de angiotensina (ECA), que é uma metaloenzima contendo dois átomos de zinco, encontrada no endotélio vascular, que tem como função primária regular a pressão sangüínea pela conversão da angiotensina I em II, que é vasoconstritora.
A ECA também é encontrada nos testículos, porém neste caso, possui somente um átomo de zinco e não atua na regulação da pressão sangüínea. Os efeitos da deficiência de zinco, resultando na redução da atividade desta enzima, têm sido bastante explorados com relação à maturação testicular e fertilidade em geral. Estudos têm mostrado que ratos com dietas deficientes em zinco têm uma menor atividade da ECA nos testículos, onde expressam uma menor concentração de RNAm para esta enzima.
Assim, o zinco está envolvido com o sistema reprodutivo e sua presença no testículo é fundamental à espermatogênese.

Deficiência de Zinco
A primeira manifestação da deficiência de zinco, clinicamente identificada, foi a acroder-matite enteropática, uma desordem congênita que surge na infância e é caracterizada por alopécia, diarréia, lesões de pele e imunodeficiência celular.
A deficiência de zinco ocasiona primeiro uma mobilização das reservas funcionais e, com a deficiência prolongada, podem ocorrer, anorexia, pelo aumento dos níveis de norepinefrina e alterações no hipotálamo; retardo no crescimento e defeito no crescimento fetal; cicatrização lenta; intolerância à glicose pela diminuição de produção de insulina; hipogonadismo, impotência sexual e atrofia testicular; atraso na maturação sexual e esquelética; restrição da utilização de vitamina A; fragilidade osmótica dos eritrócitos; diminuição da atividade da interleucina-2; disfunções imunológicas, ocorrendo infecções intercorrentes; hipogeusia (o Zn é componente da gustina, uma proteína envolvida com o paladar); desordens de comportamento, aprendizado e memória; diarréia, dermatite e alopecia.
A deficiência de zinco moderada, além da grave, tem sido cada vez mais detectada, principalmente nos países em desenvolvimento, onde estudos bem delineados têm mostrado a importância clínica deste estado de deficiência, onde se observa: retardo no crescimento, diarréia, pneumonia, malária e prejudicado desenvolvimento cerebral.
Os índices do estado nutricional referente ao zinco, como sua concentração no plasma, células sangüíneas, cabelo e excreção urinária, diminuem na deficiência grave. Na deficiência de zinco ocorre também diminuição da atividade de enzimas como anidrase carbônica, fosfatase alcalina e carboxipeptidases.
Estudos recentes mostram que na deficiência de Zn, ocorre um aumento do RNAm para uroguanilina no intestino, um hormônio natriurético, que se liga a guanilato ciclase C, causando diarréia secretória.
Trabalhos têm mostrado que crianças suplementadas com zinco têm menor incidência de diarréia, pneumonia e malária, quando comparadas com crianças que não recebem zinco.
Durante a deficiência de zinco podem ocorrer alterações nas respostas do nervo tímpano corda, responsável pelo paladar, levando assim à hipogeusia, ocorre também linfopenia e atrofia tímica, fato que se deve ao aumento das perdas das células T e B na medula óssea, além disso, a deficiência de zinco pode induzir apoptose mediada por glicocorticóides o que diminui a linfopoiese.
Os fatores que podem levar à deficiência de zinco são: consumo inadequado de zinco; deficiência de zinco pela nutrição parenteral total, consumo de fitatos e fibras que diminuem a biodisponibilidade de zinco; desnutrição energético-protéica (DEP); má-absorção; insuficiência renal crônica e outras doenças.


Inúmeras descobertas sobre as funções do zinco têm sido objetos de estudo como: transportadores de membrana, seu envolvimento com a apoptose, mecanismos de defesa antioxidante e seu papel nos botões sinápticos e desenvolvimento cognitivo. Várias pesquisas mostram os resultados promissores da suplementação com zinco no tratamento da diarréia, na melhora de infecções oportunistas em aidéticos, nas alterações do paladar, na melhora do hipogonodismo. O zinco tem um papel fundamental no metabolismo orgânico, porém, verifica-se que ainda há ainda muitas questões a serem respondidas sobre funções, homeostasia, danos causados pela deficiência, bem como, suplementação do zinco em várias situações. Assim, sugere-se que muitas pesquisas devem ser realizadas com este mineral, no sentido de mostrar cada vez mais a importância deste para a nutrição humana.


Alcoolismo
 Chaga social
30 a 40% dos acidentes de trânsito são resultado da ingestão de álcool. Inúmeros crimes acontecem sob seu efeito. Em muitos países, o alcoolismo é a terceira causa de morte, depois das doenças do coração e do câncer. Estatísticas acusam que cerca de oito em cada cem seres humanos são dependentes da bebida.
Isto quer dizer que há cerca de 500 milhões de seres humanos escravizados ao álcool, e, o que é pior, várias centenas de milhões de pessoas que não usam álcool, mas acabam sendo inevitavelmente afetadas, em maior ou menor grau. E é isto que torna o alcoolismo o pior problema médico-social do planeta: cada alcoólatra cria numerosas vítimas ao seu redor.
França é um país em que se verifica alarmante número de alcoólatras, vindo de lá dramáticas estatísticas: nos serviços de atendimento psiquiátrico a crianças, 50% dos casos são filhos de pais alcoólatras. 32% dos crimes de agressão com ferimentos, 35% dos crimes de atentado ao pudor e estupro, e 34% dos casos de incendiários são devidos ao alcoolismo!
Segundo a Organização Mundial de Saúde, alcoolismo é doença de profundos envolvimentos psíquicos, físicos e sociais, e pode ser definido como a ingestão abusiva ou prolongada de bebidas alcoólicas a ponto de criar um vício.
Sintomas
O alcoolismo produz sintomas diversos, como:
1. Anorexia. O álcool libera 7Kcal por grama, quase o dobro dos açúcares e proteínas. Produz, então, falsa sensação de saciedade. O alcoólatra perde o apetite e desenvolve quadro de desnutrição.
2. O alcoólatra crônico apresenta rosto congestionado e inchado, pele e olhos avermelhados, hálito característico, inchações nos pés e membros inferiores. Transpira copiosamente. A voz é rouca. As mãos tremem. Parece distante e sonolento. Reclama de diferentes mal-estares, que parecem ceder ao uso da bebida.
3. Alterações extremas de comportamento. O doente transforma-se completamente, a ponto de exibir estranhos traços para sua personalidade. Pessoas naturalmente inibidas podem, em determinados momentos, esbanjar extro­versão. Há os que se tornam ciumentos, estúpidos, emotivos, desconfiados. Alguns deprimem-se facilmente. Em casos extremos pode ocorrer suicídio. A capacidade intelectual diminui dia a dia e o raciocínio se brutaliza.
O viciado atravessa frequentemente fases de aparente remorso, com crises de choro e reiteradas promessas de que “vai deixar a bebida”.
Acorda geralmente mal-humorado, deprimido, trêmulo e só se sente melhor depois do primeiro copo, o que caracteriza a dependência.
Dentre os sintomas psíquicos destacam-se: alucinações, delírios, euforia, depressão, agitação, perda de memória, confusão mental, instabilidade emocional e diferentes neuroses.
4. A longo prazo o alcoolismo pode produzir ou favorecer o aparecimento de psicoses (loucura), desnutrição grave (como carências polivitamínicas do grupo B, destacando-se a pelagra), neurites, epilepsia por lesões cerebrais precipitadas pelo álcool, atrofias e dores musculares, alterações dos reflexos, doenças do fígado (como a hepatite alcoólica e a cirrose) e pâncreas, tuberculose, peri­car­dite, taquicardia, hipertrofia do coração e hipertensão, gastrite, úlcera pép­tica, câncer gástrico e do tubo faríngeo-esofágico, gota, edemas (inchações), hipotireoidismo, atrofia das gônadas e impotência, para citar apenas alguns estragos.
É interessante observar que um dependente de álcool nem sempre o ingere a ponto de embriagar-se. Sente a necessidade de ingeri-lo em doses que mantenham estável o nível de álcool circulante. Essas doses variam de um viciado para outro, mas os danos à saúde não são por isso menores.
Desnutrição induzida pelo álcool
Em apenas 600ml de bebida forte, como aguardente ou cachaça, o bebedor habitual ingere cerca de 1.600 calorias, o que corresponde a mais da metade ou até dois terços de toda a sua necessidade calórica. Mas a inges­tão de vitaminas, minerais, proteínas e lipídios provenientes desta fonte é zero. Isto tem significado dramático: enquanto é aparentemente satisfeita a necessidade energética, o organismo vai sendo privado de nutrientes essenciais. O alcoólatra morre aos poucos de má nutrição, imaginando achar-se “energi­zado” ou “superabastecido”.
Fases “macaco”, “leão” e “porco”.
Depois de “boa dose” a sensação dominante é de euforia, auto-superação e mesmo superdotação. A mente desvaira por curto lapso num mundo irreal e fantasioso. Na primeira fase da embriaguez, denominada “macaco”, há intensa agitação mental. Tudo é bom, tudo está bem, tudo é fácil. O bebedor perde o domínio de si mesmo — fala descontroladamente e age também sem freio, excedendo-se.
Como o macaco, fica extremamente “alegre”. Na fase seguinte, a do “leão”, torna-se violento, exaltado, causando as maiores confusões, brigando por motivos fúteis. Perde a coordenação motora, deixa cair as coisas, tropeça e cai à toa. Se chega em casa nessa fase, inferniza a vida da esposa e filhos. Na rua, pode ser atropelado. Ao volante, é quando provoca acidentes graves.
A fase do “porco” é quando o vicia­do está completamente “entregue” às mazelas do álcool. Passa mal, vomita, urina, deita-se em qualquer lugar. Seu hálito cheira a vapor de destilaria.
Mas há o bêbado que, em vez de sentir-se eufórico, contenta-se em fugir um pouco da realidade. Submerge, entretanto, rapidamente na melancolia. Sente-se finalmente abandonado em sua depressão e miséria. A realidade aflui em toda aspereza e desencanto. Incapaz de enfrentá-la, apela novamente ao gole alienador, apressando o processo que o levará ao suicídio ou a outra morte brutal.
Álcool, alteração de comportamento e crime
O álcool pode desencadear ações de consequências imprevisíveis. A princípio produz apagamento do senso moral. A consciência se embota, tornando-se nublada a distinção entre o que é certo e errado, decente e indecente. Ocorrem respostas emocionais exageradas. A qualquer irritação ou restrição podem surgir acessos de fúria que levam a atos de violência. Não é incomum acontecer quebradeira ou agressão a quem tente intervir. Numerosos crimes são cometidos em tais situações, deixando no criminoso, quando muito, vaga lembrança. Há quem não se lembre de quase nada do que aconteceu quando sob efeito do álcool.
Fim doloroso
O fim que aguarda o alcoólatra incorrigível é sempre catastrófico. Sem computar as terríveis mazelas sociais, fami­liares, morais e espirituais, os passos finais do viciado crônico tomam tropegamente o rumo do definhamento. Quando não acontece uma tragédia, o alívio da morte vem na forma de cirrose.
Destruição do fígado
Cirrose é o estágio último e mais grave de degeneração do fígado. As células hepáticas funcionais são pouco a pouco substituídas por tecido conjuntivo fibroso inativo, sofrendo também infiltração gordurosa de longa duração. Pode ocorrer o processo intermediário chamado hepatite alcoólica, marcado pela morte de células e consequente inflamação necrótica. É uma doença irreversível e comumente fatal.
O álcool afeta de modo direto e profundo o metabolismo hepático. No decurso de reações a que a vítima é submetido, deixa rastro de resíduos tóxicos, como o acetaldeído. O funcionamento do fígado, vital, que deveria ser mantido intocável durante toda a vida, é perturbado ao extremo. Inicialmente pode aparecer a esteatose hepática, fase em que há vestígio de degeneração gordurosa.
Entre os sintomas da cirrose destacam-se: edema (inchação), ascite (acúmulo de líquido no abdome), varizes rotas, tendência ao sangramento e coma hepático.
Degeneração global
Além do fígado, o álcool prejudica a função do cérebro, músculos e coração. Frequentemente ocorrem transtornos no metabolismo do ácido úrico, resultando em gota. Até o rim pode sofrer disfunção secundária. Mas certamente a extensão de danos é maior que a enunciada até então pela pesquisa médica. A degeneração é extensiva ao organismo todo, abalando ademais o caráter, a personalidade e o destino.
Com frequência dolorosa o fim chega às vias da imprudência e do crime, quando a loucura do álcool consuma seu holocausto. A embriaguez transforma o motorista num assassino, o chefe de família num demônio e o transeunte num louco. Significativa parte dos acidentes de trânsito e crimes bárbaros não têm outra causa. Ao redor dos afeiçoados ao álcool surgem vítimas inocentes, que nada têm a ver com a desgraça. Não há trabalho estatístico que negue esta realidade vexatória.
O álcool é uma arma mortífera com a qual o homem que se diz civilizado jamais poderia brincar. “Beber socialmente” é o primeiro passo que muitos inadvertidamente dão rumo à dependência grave.
Bebida alcalinizante
É indicada para ajudar a amenizar os efeitos do alcoolismo, juntamente com as demais providências. Tomar todos os dias, em jejum, meia hora antes da primeira refeição e entre as refeições.
Como preparar: Deixar de molho, durante a noite, em meio litro de água, 1 colher, das de sopa, de linhaça e 2 colheres, das de sopa, de farelo de trigo. De manhã, bem cedo, escolher um ou mais legumes (pode-se variar). Dar preferência a legumes sem agrotóxicos. Por exemplo, batata, beterraba, aipo, nabo, cenoura (com a casca, muito bem lavados). Cozinhar, por uns vinte minutos, em 700ml de água, com a casca (lavar e escovar bem esses vegetais crus). Podem-se usar uma batata média, uma cenoura e um nabo, bem picados. Ou uma cenoura, um aipo e uma beterraba. Variar conforme a disponibilidade. Separar apenas o líquido. Os legumes cozidos podem ser guardados na geladeira, para uso de quem não estiver em tratamento, no almoço. Misturar os dois líquidos, coados (o cozimento dos vegetais com o líquido contendo a linhaça e o farelo de trigo, filtrado). Se for tempo do frio aquecer levemente (de preferência em “banho-maria”) e tomar, vagarosamente, 250ml dessa bebida, em jejum.
Reforço espiritual
A força de vontade que Deus dá liberalmente a todo homem precisa ser exercitada. Muitos deixam-na enferrujar pelo desuso. Outros são moralmente fracos, sentindo-se incapazes de enfrentar a vida e resistir à tentação. Em vez de pensarem para agir, agem para depois pensar. Não medem conseqüências. Lamentam tardiamente os resultados de sua insensatez. A bebida e as drogas, mesmo as drogas legais, não passam de frágeis muletas.
A solução para todos os problemas reside numa consciência em paz com Deus, na certeza do dever cumprido e da divina aprovação. Deus cumpre Suas promessas e ajuda o homem. O homem é que não se coloca onde possa ser ajudado por Deus. Se fizermos nossa parte, Deus com certeza fará a Sua. Ajudará os que se esforçam decididamente pela libertação. A Ele pertence o poder de libertar. Ao diabo o de escravizar. Ao homem pertence escolher a quem se entregará.
Quem não conhece pelo menos uma vítima de morte súbita e brutal resultante do pernicioso vício do alcoolismo? Quem já não ouviu de lares desfeitos e famílias desgraçadas por causa dessa praga universal?
Tratamento
As associações de alcoólatras anônimos (AAA) vêm realizando obra digna de nota, orientando e auxiliando os viciados no caminho da reabilitação.
O tratamento convencional suspende completamente o álcool e instala terapia de desintoxicação, que requer internamento em clínica especializada. Utilizam-se medicamentos para o fígado, vitaminas do complexo B, ansiolíticos, antidepressivos e outros meios. Embora haja conduta rotineira, para cada caso é preciso estabelecer terapia personalizada, conduzida por profissional experiente.
A suspensão abrupta do álcool sem o devido acompanhamento médico produz forte síndrome de abstinência e, em alguns casos, pode precipitar alterações graves de comportamento, além dos sintomas orgânicos e irresistível compulsão à bebida. Alguns pacientes desenvolvem o delirium tremens, que é o estado de delírio acompanhado por medo constante, insônia, alteração de movimentos e outros transtornos orgânicos e neurológicos.
Sugestões naturais
Os tratamentos naturais, associados aos recursos médicos atuais, são de grande valia na recuperação do alcoólatra e abrangem:
Alimentação natural e balanceada. Os naturopatas aconselham substituir pelo menos uma refeição, como o desjejum, durante algumas semanas, por suco de fruta, para apressar a desintoxicação. Nos intervalos devem-se usar chás com suco de limão. Duas a três vezes ao dia, tomar uns 50ml de suco do talo da couve.
Esta simples providência (suco de couve) vem ajudando muitos alcoólatras a se libertarem. Antes do almoço e do jantar recomenda-se usar um pouco de água com levedura de cerveja em pó. As refeições devem ser acompanhadas de amêndoas, umas 12 por vez, que ajudarão a repor as proteínas e lipídios, sem sobrecarregar o organismo. Devem-se evitar alimentos como açúcar, café, frituras, chá-preto, carnes e lanches ligeiros. No caso de alguma complicação orgânica como cirrose, a alimentação deverá ser reajustada.
Banhos genitais e vitais. Pelo menos um banho genital e um vital ao dia. Fricções com água fria ao acordar, seguidas de fricção com toalha seca, para estimular a circulação. Ver página 105.
Aplicações abdominais de argila (uma ou duas ao dia, por 3 horas cada). Ver à página 114.
Chás depurativos, calmantes e hepáticos associados, como cavalinha, chapéu-de-couro, boldo-do-chile, losna, carqueja, camomila, alfazema, espinheira-santa, mil-em-rama, sucupira, pau-pereira e taiuiá. Sugere-se misturá-los com limão.
Modo de preparo e dose tradicional: Uma colher, das de sopa, das ervas picadas para meio litro de água. Ferver por três minutos. Coar. Duas a três xícaras por dia.
Após algumas semanas de desintoxicação é boa praxe utilizar reforços imunitários, como unha-de-gato, cogumelo agaricus e geléia real.