segunda-feira, 5 de novembro de 2018

Colesterol: Benefícios dos exercícios físicos



A hipertensão arterial sistêmica e doenças associadas a altos índices de colesterol têm sido consideradas as mais preocupantes. Os sintomas causados pelos índices elevados de LDL, na grande parte dos casos, estão relacionados aos hábitos de vida sedentários e má alimentação. O colesterol tem sido o principal vilão para doenças do coração, em associação, vem a hipertensão arterial, mas é importante mencionar que esta substancia pode estimular a boa saúde ou auxiliar no desenvolvimento de doenças.
As complicações se mostram como uma obstrução da camada interna das paredes arteriais, que nutrem o coração. É um processo que ocorre gradativamente através do deposito continuo de lipídeos e cálcio nas paredes das artérias, resultando na diminuição da luz arterial, desta forma, há maior resistência na passagem de sangue, ocorrendo a hipertensão arterial e redução do suprimento de sangue ao miocárdio.
Algumas enzimas mantem em equilíbrio os níveis de colesterol e triglicerídeos do nosso organismo. Estas enzimas podem ser alteradas por remédios, pela quantidade de gordura corporal e massa muscular, além da pratica de atividades físicas.
Esta enzima fica localizada nas paredes dos vasos sanguíneos e no coração, nos depósitos de gordura e nos músculos, destruindo os triglicerídeos.
Desta forma, os níveis baixos desta enzima estão ligados ao aumento de doenças cardiovasculares.
A prática de atividades físicas podem equilibrar os níveis de gordura do nosso sangue, ocorre aumento dos níveis de colesterol HDL, além disto, a perda de gordura corporal irá aumentar pela ação da enzima que realiza a destruição dos triglicerídeos.
Entretanto, por causa do fator hereditário, nem todos tem a mesma resposta em frente aos valores das frações do colesterol com o exercício.
Desde 1970, quando os pesquisadores de Stanford (Califórnia- EUA) descobriram que o perfil lipídico dos corredores era melhor do que os sedentários, realizaram uma série de estudos na tentativa de compreender o fato.
A conclusão de todos esses estudos foi que o exercício pode diminuir o colesterol total (que é a soma do colesterol HDL com o colesterol LDL) em uma média de 10mg/dl e os triglicérides em média de 16 mg/dl. Porém o mais importante é o fato de que o nível de colesterol LDL diminuiu e o HDL aumentou, ou seja, apesar da diminuição do total ser de 10mg/dl, o corpo ganhou mais HDL e menos LDL, uma ótima notícia!
Em geral, é necessária uma grande quantidade de exercícios para melhorar o nível de colesterol e triglicerídeos. Se for uma pessoa sedentária, você precisará praticar o equivalente a uma corrida ou caminhadas aceleradas semanais de 13 a 16 km (4 km/dia em 4 dias numa semana de 7 dias). Quantos mais quilômetros por semana, maior a queda do colesterol. O efeito do exercício pode ocorrer entre doze semanas e seis meses, ou seja, é um caminho longo, mas muito mais que um tratamento é um novo estilo de vida, muito mais saudável, pois além de diminuir o colesterol a atividade física melhora em muito a saúde.

Tipo de exercício

Ginástica aeróbica ou levantamento de pesos
A ginástica aeróbia é mais eficaz para aumentar o HDL.
A musculação é mais eficaz para reduzir o LDL.
Intensidade

Entre 75% a 85% da freqüência cardíaca máxima ou do nível 3 e 4 (entre 10) na escala subjetiva de esforço (escala de Borg), para a ginástica aeróbica.
Frequência

Pelo menos quatro vezes por semana para os aeróbios.
Pelo menos três vezes por semana para os anaeróbios (musculação).
Lembrando que a medicina do esporte estuda a adaptação do corpo humano e sua saúde aos exercícios físicos, mas é o professor de educação física o único profissional capacitado a avaliar, organizar e acompanhar a evolução de uma pessoa frente a qualquer tipo de treinamento.

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