quinta-feira, 16 de setembro de 2010

ASPECTOS NUTRICIONAIS NO FUTEBOL


O futebol envolve exercícios intermitentes e a intensidade do esforço físico depende do posicionamento do atleta, qualidade do adversário e importância do jogo.
A nutrição e o treinamento são alguns aspectos fundamentais para que o jogador de futebol tenha bom desempenho. A demanda energética dos treinamentos e competições requer que os jogadores consumam uma dieta balanceada, particularmente rica em carboidratos.

Importância do carboidrato no desempenho:
A ingestão de carboidratos, nas quatro horas precedentes ao início do exercício, resulta em aumento de 15% no desempenho físico. A ingestão de carboidratos dez minutos antes do início de um jogo diminui a utilização de glicogênio muscular em 39%, aumenta a velocidade de corrida e a distância percorrida na segunda metade da partida em 30%. Os jogadores que ingerem bebidas contendo carboidratos mantêm intensidade maior de exercício durante o jogo, comparados com os que consomem somente água.
O carboidrato deve ser ingerido antes que ocorra a fadiga muscular, para assegurar que esteja disponível quando os níveis de glicogênio muscular estiverem baixos.

Reposição hídrica:
O objetivo primário da reposição de líquidos, antes e durante o exercício, é prover substrato como fonte de energia e anular os efeitos negativos da desidratação, já que se exercitar em estado de pouca hidratação leva ao aumento rápido da temperatura corporal e ao começo de agressões térmicas. Assim, a ingestão adequada de fluidos antes, durante e depois de jogos e treinos ajudaria a evitar esses sintomas.

Proteínas e aminoácidos:
As necessidades protéicas de um atleta são maiores do que as de um indivíduo sedentário por causa do reparo de lesões induzidas pelo exercício nas fibras musculares.
A proteína contribui para o pool energético durante o repouso e o exercício, sendo que durante a atividade sua oxidação contribui com cerca de 5 a 10% do fornecimento total de energia. Assim, os aminoácidos servem como fonte auxiliar de combustível durante exercícios intensos e de longa duração e, após sua oxidação, são irreversivelmente perdidos. Caso não sejam repostos, via alimentação, haverá comprometimento do processo normal de síntese protéica. Isso pode levar à perda da força muscular, diminuindo, então, o desempenho durante uma partida de futebol.

Gorduras e consumo alimentar:
Juntamente com o carboidrato, a gordura é a principal fonte de energia durante o exercício. A maior parte do substrato lipídico é proveniente dos ácidos graxos livres mobilizados do tecido adiposo. Sua mobilização é mais acentuada durante os exercícios prolongados de intensidade moderada.
Deve-se ter especial atenção com o total de lipídios consumidos, que deve ser igual ou menor que 30% do valor energético total.

Vitaminas, minerais e suplementação:
Os micronutrientes desempenham um papel importante na produção de energia, síntese de hemoglobina, manutenção da massa óssea, função imune e protegem os tecidos dos danos oxidativos. Algumas vitaminas e minerais desempenham papel importante no metabolismo energético; por isso, a inadequação de um ou mais micronutrientes pode comprometer a capacidade aeróbia e anaeróbia.
A suplementação, tanto de vitaminas quanto de minerais, pode ser útil quando há necessidade de compensar dietas deficitárias devido ao estilo de vida, assegurar demandas de certos nutrientes por causa dos exercícios extremos, corrigir alguma inadequação nutricional ou para atender às recomendações. Geralmente, a suplementação no futebol está associada à dieta inadequada e à ingestão elevada de álcool.

A educação nutricional é de fundamental importância. Portanto, a dieta de um jogador de futebol deve atender aos gastos energéticos, fornecer um balanço adequado de proteínas, lipídios e carboidratos e atingir as recomendações de micronutrientes.

Postado por: Karen Tavares e Luciana Pacheco

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