quarta-feira, 22 de setembro de 2010
Atletas em grandes altitudes
Parte do relevo do planeta está acima de uma altura de três mil metros, uma designação arbitrária que separa as altitudes moderada e alta. Embora o número de pessoas que realmente vivam nessa elevação seja pequeno, milhares de pessoas viajam para localidades em grandes altitudes, seja para trabalho ou lazer, expondo-se aos efeitos da pressão barométrica reduzida.
No caso do atleta, a finalidade do treinamento na altitude é de preparação específica para uma competição, ou para submeter o organismo a um estresse fisiológico adicional em um determinado ponto do macrociclo de treinamento.
Estudos mostram que os efeitos da altitude e as adaptações fisiológicas que induzem à aclimatação provocam modificações metabólicas - como a alteração da utilização de substrato, da capacidade de processamento de nutrientes - e físicas - como a perda de massa corporal. A alimentação torna-se, então, fundamental na tentativa de prevenir ou minimizar as conseqüências adversas da altitude sobre o indivíduo.
Energia e macronutrientes
Com a redução do apetite e consumo alimentar, juntamente com o aumento da taxa metabólica basal, torna-se mais difícil atingir a necessidade energética na altitude, que pode variar entre 3.800 e 6.000 kcal/dia.
Uma dieta rica em carboidratos pode ser vantajosa ao atleta, pois o carboidrato é uma fonte de energia mais, independentemente da tensão de oxigênio no ar inspirado. Foi demonstrado, também, que o consumo de carboidratos melhora a oxigenação sangüínea na altitude.
O mais recomendável, então, seria não excluir alimentos saborosos ricos em gordura, já que são fontes ricas em energia, que podem ajudar no fornecimento da necessidade energética aumentada na altitude. Queijo, peixes enlatados em óleo, chocolate, entre outros, preenchem os critérios de alimentos ricos em gordura, que são facilmente preparados para o consumo.
Outro recurso para atingir a necessidade energética é com a suplementação de carboidratos por meio do consumo de suplementos como bebidas energéticas (20% de carboidrato/ml), géis de carboidrato e barras energéticas.
Hidratação
O risco de desidratação pode, teoricamente, ser maior na altitude, devido à baixa umidade do ar, à diurese aumentada nas primeiras horas de exposição e ao aumento da ventilação pulmonar.
Recomenda-se o consumo em torno de 3 a 5 litros por dia. Uma forma prática de observar a hidratação é monitorar a urina. O organismo deve produzir urina de cor amarelo-pálida; se a urina apresentar-se concentrada e escura, é um indicativo de desidratação.
Micronutrientes
A suplementação de vitaminas com função antioxidante poderia ser desejável em grandes altitudes devido ao estresse oxidativo aumentado. Durante uma permanência prolongada na altitude, a suplementação de tais vitaminas poderia prevenir uma diminuição do desempenho físico, associada com o dano provocado pelos radicais livres aos sistemas de defesa celular.
Deste modo, se está pensando em viajar para locais de grandes altitudes, consulte um nutricionista.
Postado por: Amanda Manzini e Anna Carolina Horta
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