As doenças cardiovasculares (DCV) constituem a principal causa de mortalidade no mundo e o seu crescimento significativo nos países em desenvolvimento alerta para o potencial impacto nas classes menos favorecidas.
A crescente incidência das DCV no último século originou uma busca incessante pelos fatores de risco relacionados ao seu desenvolvimento. Ainda que a genética e a idade tenham grande importância nesta evolução, grande parte dos outros fatores de risco pode ser influenciada por modificações no estilo de vida, de forma a reduzir os eventos cardiovasculares e aumentar a sobrevida em pacientes portadores ou em risco de coronariopatias. A mudança de hábitos alimentares e a prática de atividade física são modificações do estilo de vida que podem melhorar de forma significativa os fatores de risco das DCV.
A nutrição adequada pode alterar a incidência e a gravidade das coronariopatias, como:
Lipídios — A redução de lipídios para no máximo 30% do valor calórico total já resulta em benefícios no controle dos FR das DCV.
Frutos oleaginosos — As castanhas, amêndoas, avelãs, pistácios e nozes, estudos vêm indicando que seu consumo freqüente está associado a risco reduzido de doenças coronarianas.
Fitosteróis — Desempenham nos vegetais funções análogas ao colesterol, competem com o colesterol no momento da absorção intestinal, reduzindo, portanto, a concentração plasmática deste.
Sal — O excesso de sódio, a carência de certos minerais como potássio, cálcio e possivelmente magnésio vem sendo associada a níveis mais altos de PA, o que reforça a necessidade de dietas que contenham quantidades adequadas de frutas, vegetais e laticínios desnatados ou com baixo teor de gordura.
Álcool — O consumo moderado de álcool vem-se mostrando benéfico na redução de risco para doenças cardíacas.
Fibras alimentares — Grande parte dos benefícios diretos nas DCV estão relacionados às fibras solúveis, como a redução nas contrações séricas da LDL-c, melhor tolerância à glicose e controle do diabetes tipo 2.
Antioxidantes — dietas ricas em substâncias antioxidantes apresentam baixa incidência de aterosclerose coronária.
Ácido fólico as vitaminas B6 e B12 — são determinantes em relação às concentrações plasmáticas de homocisteína, que são um importante preceptor do estreitamento da carótida.
O exercício físico regular atua na prevenção e controle das DCV, influenciando quase todos os seus FR, e, associada a modificações na alimentação, deveria ser meta prioritária nos programas de prevenção das DCV.
Portanto, práticas educativas implementadas por equipes multidisciplinares que conscientizem a população da importância de hábitos alimentares saudáveis e da atividade física regular devem ser componentes prioritários nas estratégias de Saúde Pública, a fim de deter o avanço das doenças cardiovasculares em nosso país.
Postado por: Karen Tavares e Luciana Pacheco

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