terça-feira, 21 de setembro de 2010
A Síndrome do comer noturno
A síndrome do comer noturno foi descrita pela primeira vez em 1955. Caracteriza-se por anorexia matutina, hiperfagia noturna e insônia, e acredita-se estar relacionada aos distúrbios do humor e ao stress.
A prevalência é pequena na população em geral (0,4-1,6%), porém é maior em indivíduos obesos (6-64%), havendo, segundo alguns autores, uma proporcionalidade direta entre o aumento da adiposidade e prevalência.
Indivíduos com a síndrome apresentam atraso no padrão circadiano da ingestão alimentar, coordenado pelo núcleo supraquiasmático do hipotálamo, no qual ocorre compulsão noturna em pequenos períodos de tempo, além de distúrbios no padrão do sono devido a recorrentes episódios de despertar durante a noite para o consumo de alimentos.
Estudos apontam decréscimo de melatonina, o qual aparenta induzir a manutenção do sono, e leptina, a qual se acredita manter o sono e suprimir o apetite, ambos no período noturno. A grelina também se apresenta diminuída à noite devido ao aumento da ingestão de alimentos neste período, suprimindo a dose dependente de grelina. Além disso, há aumento dos hormônios cortisol, durante o dia, e TSH.
Até o momento, não é considerado um transtorno alimentar ou do sono, bem como não possui critérios-diagnósticos definidos, necessitando de maiores estudos para esclarecimentos.
Postado por: Karen Tavares e Luciana Pacheco.
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