O crescente interesse e participação de mulheres na prática regular de atividade física têm despertado interesses da comunidade científica acerca dos seus efeitos na saúde da praticante.
Estudos têm enfatizado que praticantes de atividade física em que há uma preocupação com a estética corporal como no ballet clássico tem desenvolvido a síndrome da Tríade da Mulher Atleta (TMA), que engloba três diferentes componentes: transtornos alimentares, amenorréia e osteoporose.
Adicionalmente, a sociedade moderna preconiza um estereótipo de beleza apresentado como padrão calcado no corpo esquálido e escultural, o que aumenta a pressão pela imagem corporal ideal.
A primeira manifestação da tríade esta associada a uma baixa ingestão de energia resultante de comportamentos alimentares inadequados. Esta atitude compromete o funcionamento correto do sistema reprodutor, alterando a secreção de GnRh, que perturba o funcionamento da hipófise na produção de FSH (hormônio folículo estimulante, estimula a espermatogênese ) e LH (hormônio luteinizante, estimula a produção de testosterona). A baixa concentração destes hormônios causa a disfunção menstrual como amenorréia, outro componente da tríade. Os reduzidos níveis de energia deprimem a secreção de estrogênio, causando aumento na taxa de reabsorção óssea conduzindo a progressiva redução na densidade mineral óssea e conseqüente desenvolvimento da osteoporose, mais um dos três componentes desta síndrome.
Não se pode negar que a tríade da mulher atleta, embora não se restrinja ao âmbito esportivo, é entre atletas que necessitam de uma imagem corporal perfeita, que são mais prevalentes
Estudos afirmam, que para melhor rendimento no ballet clássico é necessário que a praticante adolescente, apresente um reduzido percentual de gordura corporal, entre 8 e 10%, índice preconizado por instrutores, mais evidentemente das categorias profissionais.
Sabe-se que a estrutura óssea, sofre alterações no decorrer das fases da vida, e que durante a maturidade sexual um elevado percentual da massa óssea é adquirido, haja vista que nesta fase o acúmulo de cálcio é triplicado, podendo alcançar de 80 a 85% de sua massa óssea até os 18 anos de idade. O pico de massa óssea na população geral de ambos os gêneros ocorre entre 18 e 25 anos de idade. Precisamente, no sexo feminino, ocorre por volta dos 20 anos entre jovens que não apresentaram puberdade precoce (menarca anterior há 12,6 anos) e aos 16 anos entre aquelas que apresentam menarca anterior à média populacional.
É necessário, portanto, que haja a divulgação e esclarecimento dos efeitos negativos do desenvolvimento da tríade da mulher atleta, a fim de que os órgãos competentes utilizem destas informações a fim de assumir uma ação intervencionista conscientizando e tratando os grupos profissionais de risco, aqueles que supervalorizam o padrão estético, minimizando e eliminando esta síndrome da sociedade.
Postado por Heleuza Silva e Priscila Lumazini
Link: http://www.efdeportes.com/efd149/triade-da-mulher-atleta-em-bailarinas-classicas.htm
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