Bulking, o que é e como fazê-lo?
As palavras Bulking e Cutting tornaram-se comuns no dicionário e no cotidiano dos praticantes de academia e musculação. Muito provavelmente você ouviu ou leu em algum lugar sobre eles, mas você sabe qual é a função e o princípio de um Bulking ou de um Cutting - e mais - como eles devem ser feitos? Hoje eu vou falar sobre o Bulking apenas, mas logo logo o Cutting ganhará os holofotes.
Para começar, nós explicamos em outras matérias aqui que o nosso organismo gasta um determinado número de calorias por dia que varia muito de pessoa para pessoa, e os dois processos estão diretamente ligados à isso.
No Bulking nós devemos ingerir mais calorias do que nós gastamos, enquanto que no Cutting o processo é o inverso. Mas qual o intuito de comer mais do que se gasta, isso não nos faria ganhar peso? Quase isso, é que o Bulking é um processo controlado e feito com os indivíduos certos, não é um obeso ou diabético sedentários que farão um Bulking.
O objetivo dele é garantir que o indivíduo que possua o objetivo de ganhar massa muscular consiga, através dessa dieta de superávit calórico, obter bons ganhos de músculo, corrigir pontos fracos, ter uma maior aquisição de capacidade física e ganhar mais força. Para o praticante de musculação obter êxito nesses objetivos ele deve treinar pesado e comer à caráter disso.
Ou seja, o que permite que o indivíduo, fisiculturista ou não, ganhe músculos e consiga dar início a construção do físico, é essa folga energética proporcionada pelo Bulking. Pois assim, ele terá mais energia disponível durante os treinamentos, e também terá mais energia sobrando para construir músculos.
Como nós sabemos, contruir e reparar mais tecido muscular custa muito caro, metabolicamente falando, por isso é de suma imortância que esse esportista faça um bom uso dos carboidratos e aumente o consumo energético da dieta.
Mas não é só comer mais de qualquer forma, o Bulking não funciona assim, ele deve ser feito com cautela e deve ser muito bem planejado, calculado e seguido à risca. Em conjunto com esses dois termos, surgiu também um outro conhecido como Bulking sujo, que nada mais é do que comer alimentos altamente densos e calóricos.
Algumas pessoas fazem isso por conta da dificuldade de se comer sempre mais do que o necessário. Em atletas isso pode ser muito observado, por conta da extrema quantidade de alimentos que eles devem ingerir em dias, semanas e meses consecutivos, por um período que pode durar de 4 meses até 1 ano. Sujar a dieta é uma saída mais rápida e fácil para adquirir o máximo de calorias possível, e assim, concluir o Bulking.
O grande problema disso vem em função de uma possível piora dos marcadores metabólicos, piora do perfil lipídico, aumento da resistência à insulina, acúmulo indesejado de gordura e riscos cardiovasculares.
Por isso, estratégias devem ser tomadas para sujar o mínimo possível a dieta e equilibrar o "comer limpo" com o objetivo de conseguir manter um Bulking por um longo período de tempo, o que é bem difícil.
Apenas quem passou por isso na pele sabe qual o sentimento e a força de vontade que se tem que ter. Alguns que não conseguem ingerir toda a comida que estava plenajeda em uma refeição específica, batem no liquidificador e tomam o restante na forma de uma refeição líquida.
Esse é um exemplo um pouco mais assustador, mas que ocorre muito com atletas da elite do fisiculturismo. O Bulking em si é um processo que faz parte do quotidiano de um atleta desse tipo de modalidade, mas que não necessariamente deve ser seguido com tanta assiduidade assim por um indivíduo que apenas pratica musculação e quer obter bons ganhos na academia.
O Bulking é uma ferramenta importante, mas deve ser pensada e indicada em casos específicos, não são todos que precisam fazer um Bulking, mas quem precisa, deve se atentar às dicas de um profissional adequado e deve ter cuidado na escolha dos alimentos.
Por nutricionista estagiário: Pedro Paulo
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