terça-feira, 17 de agosto de 2010
Amaranto como Alimento Funcional
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Autora: Renata Cavalieri
O interesse pelo amaranto vem crescendo, principalmente, devido seu alto valor nutritivo. O grão de amaranto possui cerca de 15% de proteína (valor superior ao do trigo e do milho) cuja qualidade biológica pode ser comparada à do leite, já que é rico em lisina, um aminoácido essencial e limitante em outros cereais. Também apresenta alto teor de fibras solúveis (4,2g em 100g) em comparação a outros cereais como o trigo (2,3g em 100g), o milho (2g em 100g) e a aveia (1,9g em 100g). Em relação às gorduras, o amaranto possui alta porcentagem de ácidos graxos insaturados, considerados essenciais.
O amaranto pode ainda ser utilizado como fonte de zinco, fósforo e cálcio, elemento pouco encontrado em vegetais além de ser uma alternativa de consumo para quem tem doença celíaca, desencadeada por uma proteína presente no trigo, já que não foi verificada nenhuma reação adversa à sua ingestão.
Pesquisas recentes, feitas pelo Laboratório de Bioquímica e Propriedades Funcionais dos Alimentos da Universidade de São Paulo (USP), também têm mostrado que o amaranto é capaz de reduzir os níveis de colesterol em animais de laboratório. Porém é importante lembrar que mais estudos precisam ser realizados para que se descubra qual é a substância do amaranto responsável pelo efeito benéfico além da necessidade de se avaliar estes efeitos em humanos.
A semente de amaranto pode ser consumida como salgadinho. O grão pode ainda ser utilizado na forma de farinha ou pré-cozido em saladas e na produção de pães, bolachas e barras de cereais.
Assinado por: Amanda Manzini e Anna Carolina Horta
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