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sábado, 9 de junho de 2012

ENTENDA O QUE SÃO AS LESÕES ESPORTIVAS




EDEMA (Inchaço)
Acúmulo excessivo e anormal de líquido em espaços existentes entre os vasos e
tecidos do organismo.

EQUIMOSE
É a mancha roxa visível superficialmente na pele causada pelo extravasamento celular decorrente de um evento traumático.

HEMATOMA
É o acúmulo sanguíneo causado por ruptura de vasos numa determinada região após um evento traumático.

DERRAME ARTICULAR
É o aumento do líquido dentro de uma articulação (Chamado Conhecido). Quando o acúmulo é de líquido sinovial é excesso do líquido presente, como consequência de lesão meniscal ou da cartilagem articular. Se o acúmulo é de sangue na articulação (Chamado Geral), este aumento do volume, associa-se a algum evento traumático como torções ou quedas que afetam o ligamento cruzado anterior ou fraturas articulares. Se dentro da articulação houver (pus), (chamado Pioartrite), causado por infecção.

CONTUSÃO (Pancada, Paulistinha, Tostão)
Lesão causada por trauma direto golpe, Pancada, choque ou queda.

FRATURA
Perda da continuidade óssea, geralmente com separação em dois ou mais fragmentos.

FRATURA POR ESTRESSE
Fratura decorrente do excesso de treinamento ou competições, devido a falha do absorver parte do impacto/sobrecarga destinado ao sistema ósseo.

SUBLUXAÇÃO
Ocorre quando as superfícies articulares são parcialmente separadas.

LUXAÇÃO
Perda completa do contato ósseo de uma articulação, onde as superfícies articulares são separadas por completo.

LESÃO MUSCULAR (Estiramento, distensão, fisgada)
É causada por um alongamento das fibras musculares, além do seu estado fisiológico, ou pode ser resultante de uma contração muscular excêntrica causando ruptura parcial das fibras normalmente associados a uma fadiga muscular por sobrecarga de treinamento ou competições.

As lesões musculares podem ser classificadas em traumáticas e atraumáticas. Entre as traumáticas, estão o estiramento, a contusão e a laceração (ou ruptura, sendo esta parcial ou total). Entre as atraumáticas, estão a cãibra e a dor muscular tardia.

São as lesões mais frequentes e são produzidas por duas razões:

·      falta de alongamento e pré-aquecimento antes da realização de exercícios;
·      sobrecarga muscular crônica.

Os tipos de lesões musculares podem ser divididos principalmente em 5 tipos:

1.     Distensão: consiste de um alongamento das fibras musculares além de sua capacidade elástica, mas sem lesão das mesmas. Provoca dor com um certo déficit funcional.

2.     Laceração: é a lesão ou ruptura de algumas fibras, mas que conserva a integridade anatômica do músculo. Pode ser total ou parcial, dependendo do número de fibras afetadas. A dor é localizada e muito intensa, além de causar um déficit funcional importante. A localização mais frequente das rupturas musculares é na região da panturrilha. Podem ocorrer em qualquer idade, no entanto, são mais comuns em pessoas de meia-idade e em adultos de mais idade, porque com o passar dos anos os músculos perdem a elasticidade e tornam-se mais suscetíveis a traumatismos.

3.     Ruptura: é a ruptura ou arrancamento do músculo em sua totalidade ou em grande parte. A dor é aguda e localizada. Ocorre incapacidade funcional importante e, às vezes, uma fratura na região afetada.

4.     Contusão: é o resultado da ação direta do agente traumática não cortante, como por exemplo, um golpe direto enquanto se pratica um esporte de contato. Produz dor e incapacidade funcional. Quando o impacto é muito forte e quando a extremidade afetada está apoiada, pode-se suspeitar de uma lesão óssea, para a qual o especialista indicará radiografia para descarta-la ou confirma-la.

5.     Contratura: seja por fadiga acumulada ou recuperação deficiente, o músculo é retesado. Por vezes, é produzida nos músculos que circundam uma lesão. A dor é difusa.

CÃIBRA
Caracterizada por espasmos intensos ou contrações musculares súbitas, involuntárias e dolorosas de caráter transitório, definido por alguns atletas como uma puxada no músculo seguido por forte dor.

INSTABILIDADE
É a perda da estabilidade de uma articulação gerando um movimento anormal da mesma, referida pelo paciente como sensação de falseio e insegurança, muito comum nas lesões ligamentares do joelho e tornozelo.

ARTRITE
É conjunto de sintomas e sinais resultantes de lesões articulares produzidas por diversas causas. Pode ser acompanhada de dor, edema, derrame articular e dificuldade para movimentação.

CANELITE
Processo inflamatório na membrana que reveste o osso da tíbia (periósteo), causando dor na região ânteromedial da perna. Pode ser confundida com fratura por estresse. É o nome popular da periostite medial da tíbia. É comum em atletas que praticam futebol, tênis, ciclismo, corrida e ginástica olímpica.

ENTORSE
É a perda momentânea da congruência articular, levando a abertura da articulação além do limite tolerável pelos ligamentos.

TENDINITE
Inflamação aguda ou crônica dos tendões em geral relacionadas à sobrecarga, gerando um processo doloroso que não apresenta alterações ósseas radiográficas.

Classificação da tendinite
·      Grau I - dor após atividade
·      Grau II - dor durante e após atividade
·      Grau III - dor antes, durante e após atividade
·      Grau IV - ruptura parcial ou total

PUBEÍTE - PUBALGIA
Processo inflamatório da articulação da sínfise púbica localizada na região anterior da bacia, causada por esforço repetitivo, geralmente tendo o desequilíbrio muscular como principal fator desencadeante.

LOMBALGIA
Dor na região lombar consequente a um processo inflamatório, contratura muscular ou compressões nervosas, dependendo do local de comprometimento. Quando há compressão do nervo ciático, a dor pode irradiar para o glúteo, coxa e perna, ocasionando o quadro conhecido como ciatalgia.

HÉRNIA DE DISCO
Entre cada vértebra da coluna existem os discos intervertebrais. Trata-se de um anel constituído por tecido cartilaginoso e elástico cuja função é evitar o atrito entre uma vértebra e outra e amortecer o impacto. A hérnia de disco aparece quando parte dessa estrutura sai de sua posição normal e comprime as raízes nervosas que emergem da coluna e se dirigem para o resto do corpo. Pode ser assintomática ou provocar dor de moderada e leve intensidade até dor muito forte e incapacitante.

FASCEÍTE OU FASCIITE PLANTAR
Refere-se a uma dor plantar, no ponto de origem da fáscia plantar, na tuberosidade do calcâneo. Caracteriza-se por uma inflamação ocasionada por microtraumatismos. As forças de tração durante o apoio levam ao processo inflamatório, que resulta em degeneração das fibras fasciais que se originam no osso. Esportes que mais provocam a fasciite plantar são: corrida e atividades de salto.

ESPORÃO DO CALCÂNEO
Calcificação anormal do osso calcâneo, na planta do pé, que causa dor e inflamação dos tendões adjacentes.

DOR DE CRESCIMENTO
Ocorre próxima a articulação do joelho, na região de crescimento dos ossos (fise), em decorrência do desequilíbrio ósseo e muscular. A dor mais comum é na região anterior da tíbia, conhecida como osteocondrite da tuberosidade, ou doença de Osgood-Schlater.

OSTEOARTROSE
Conhecido como desgaste da articulação, é um processo degenerativo causado pela idade associada ou não a sobrecarga (trabalho, sobrepeso, atividade esportiva).


 Postado por Dr. Rogerio Nascimento.

sábado, 2 de junho de 2012

ESCOLIOSE IDIOPÁTICA




Escoliose Idiopática

A palavra escoliose tem origem no grego e significa curvatura. É o desvio lateral da coluna vertebral, não fisiológica, a qual é acompanhada por uma rotação dos corpos vertebrais para o lado convexo da curvatura. Ela é uma afecção de crescimento e provém sempre de um desequilíbrio segmentar, que a fisiologia estática deve compensar. A escoliose idiopática não tem cura e sim controle, ou seja, é necessário um tratamento precoce para ela.
A escoliose gera sequelas posturais, psíquicas, neurovegetativas e o mais importante, piora a qualidade de vida do paciente. Ela pode apresentar em forma de “C”, em forma “S”, podendo ou não ter curvatura secundária ou compensatória. Uma maneira prática de conseguirmos verificar se uma escoliose está compensada ou não é se o fio de prumo passa pela base do occipital e o sacro.


Etiologia e Classificação:

Escoliose Não Estrutural: é uma deformidade da coluna vertebral onde não ocorrem alterações estruturadas de seus elementos, como vértebra, ligamentos e discos intervertebrais. Em geral não é progressivo e a coluna mantém uma flexibilidade normal tanto clínica quanto radiológica por longos períodos. Ela é secundária a uma doença de base como encurtamento do membro inferior, irritação de raiz nervosa, doenças inflamatórias. Ou infecciosas, tumores, etc. Em geral regride com o tratamento da doença de base.

Escoliose Estrutural: é uma deformidade da coluna vertebral em que ocorrem alterações estruturadas de seus elementos. Basicamente três fatores contribuem para que isso ocorra. Primeiro, uma deformidade rotatória complexa do corpo vertebral, com alteração de sua forma no plano axial. Segundo, um encunhamento dos corpos vertebrais e discos intervertebrais. Terceiro, retração dos tecidos moles do lado côncavo da curva. Frequentemente é progressiva e não se corrige com manobras de inclinação lateral do tronco, tanto do ponto de vista clínico quanto radiológico. Clinicamente, caracteriza-se pela presença de gibosidade costal ou lombar do lado convexo da curva, que é causada pela rotação da coluna vertebral.


                                                              Classificação por idade

·      Idiopática Infantil: de 0 a 3 anos.
·      Idiopática Juvenil: de 3 a 10 anos.
·      Idiopática Adolescente: acima de 10 anos.


Medida da curvatura pelo método de John Cobb

Traça-se uma linha paralela à borda superior da vértebra mais superior, mais inclinada para a concavidade e outra paralela também na borda inferior da vértebra mais inferior, onde ocorra a maior inclinação para a concavidade da curvatura. O ângulo formado pelo encontro dessas linhas é o ângulo da curvatura da escoliose


TRATAMENTO

Até 20º observação e fisioterapia

20 a 40º tto conservador, Indicação:

·      ângulo de até 40º
·      flexibilidade lateral de mais de 40%
·      potencial de crescimento com máximo Risser III


Acima de 40º tto cirúrgico, Indicação:

·      ângulo acima de 40º
·      curvas rígidas com  flexibilidade menor de 40%
·      potencial de crescimento Risser IV ou V

Tratamento conservador:

Colete de Milwaukee:  usa até para o crescimento,  23h/dia,  não corrige a curva,  impede a progressão.

Fisioterapia:  Técnicas de Reeducação Postural, Fortalecimentos, Alongamentos e etc.

Tratamento Cirúrgico: Artrodese
Curva flexível: vai direto para cirurgia
Curva Rígida: tração halo-femoral prévia
Cirurgia via anterior (discectomia)
Cirurgia via posterior (artrodese com osteossíntese)

Pós –operatório: colete (4/6 sem)
Após 2 meses: alongar isquiotibiais, flexores quadril e para vertebrais, fortalece abdômen.
Após 6 meses: exercício mais intenso para tronco.
Após 1 ano: liberação para esportes.

Complicações: quebra/solta da haste, infecções, pseudoartrose, lesões neurológicas.


Postado por Dr. Rogerio Nascimento.


sexta-feira, 1 de junho de 2012

Tendinopatia Patelar







Também conhecida como “joelho do saltador” por ser comum em praticantes de esportes de salto. Acomete o tendão patelar causando dor, principalmente no pólo inferior da patela. Ocorre devido sobrecarga por esforço repetitivo nas atividades de salto e corrida.

A dor aparece de forma insidiosa e gradual relacionada com o aumento da atividade física (quantidade e intensidade). Inicialmente a dor surge somente após as atividades físicas podendo evoluir para dor durante as atividades físicas.

Usamos a Classificação de Blazina na tendinopatia patelar. Essa classificação divide a dor em quatro graus:

- grau I – dor leve após atividade física
- grau II – dor no início da atividade física, melhora após o aquecimento, piora no final do exercício, sem diminuição do rendimento
- grau III – dor durante e após a atividade física com piora importante do rendimento do atleta
- grau IV – ruptura parcial ou total do tendão.

Para o diagnóstico podem ser solicitadas radiografias para avaliar lesões ósseas associadas e calcificações intratendíneas. Os exames para visualização do tendão patelar são a ultra-sonografia e a Ressonância Magnética.

O tratamento inicial para a tendinopatia patelar engloba: repouso relativo, medicamentos, crioterapia, fisioterapia e ondas de choque.

Fisioterapia:

A Fisioterapia consiste basicamente de um programa de fortalecimento e alongamento da musculatura anterior e posterior da coxa e da perna. A utilização de uma faixa sub patelar poderá ser útil.

·      CRIOTERAPIA;
·      ELETROTERMOTERAPIA;
·      EXERCÍCIOS DE FORTALECIMENTO MUSCULAR;
·      EXERCÍCIOS DE ALONGAMENTO;
·      EXERCÍCIOS POSTURAIS;
·      CALÇADO ADEQUADO;
·      ORIENTAÇÕES PARA AQUECIMENTO ANTES DA PRÁTICA ESPORTIVA E ALONGAMENTO PÓS ATIVIDADE FÍSICA.


Postado por. Dr. Rogerio Nascimento

sábado, 26 de maio de 2012

Condromalácia patelar ou síndrome patelo-femoral




 A condromalácia patelar ou síndrome patelo-femural é uma lesão degenerativa da cartilagem articular da patela , é uma deficiência comum que afeta um em cada quatro indivíduos da população em geral.

As causas da condromalácia envolvem alterações de alinhamento da patela, que excursiona fora do local adequado, ocasionando atrito entre sua superfície articular e a superfície articular do fêmur, desse modo provocando “desgaste”. Tais alterações de alinhamento muitas vezes estão relacionadas à desequilíbrios da musculatura do quadríceps como atrofias, hipotrofias e encurtamentos musculares; variações anatômicas tanto do fêmur como da patela (rotação interna femural, tróclea rasa, patela alta,...). Também estão correlacionados microtraumatismos de repetição, bastante comuns em esportes de impacto (futebol, vôlei, basquete, ...). Deve ainda ser citada a chamada causa idiopática, quando não são identificadas alterações anatômicas que justifiquem o desenvolvimento da doença.

A dor é um fator significante desde que ela ira alterar as funções e inibir as atividades musculares.

Os principais sintomas podem são :

·       DOR na região anterior do joelho (atrás da patela) ao subir e descer escadas ou mesmo ladeiras, aos exercícios físicos, ao levantar de uma cadeira, ao agachar-se e até mesmo ao manter o joelho flexionado por períodos prolongados;
·       CREPITAÇÃO E ESTALIDOS atrás da patela ao flexionar e extender o joelho, por vezes audíveis;
·       EDEMA E DERRAME ARTICULAR que são ocasionados pelo acúmulo excessivo de líquido sinovial formado no processo inflamatório.


É utilizada uma classificação que divide em 4 (quatro) diferentes graus (Outerbridge):

Ø  GRAU I : amolecimento da cartilagem
Ø  GRAU II : fragmentação e/ou fissura da cartilagem em uma área menor ou igual à aproximadamente 1,5 cm (1/2 inch)
Ø  GRAU III: fragmentação e fissura da cartilagem em uma área maior ou igual à aproximadamente 1,5 cm (1/2 inch)
Ø  GRAU IV: erosão ou perda da cartilagem com exposição do osso subcondral


Anatomia e Biomecânica:


A articulação do joelho é a maior articulação do corpo e é classificada como uma articulação sinovial em dobradiça, gínglimo. Os movimentos possíveis do joelho são flexão e extensão. A Parti de 0˙̊ de extensão existe aproximadamente 120˙̊ a 135̊ de flexão.

A articulação entre o fêmur e a patela é chamada “femoro-patelar”. A face posterior da patela é lisa e desliza sobre face patelar do fêmur. As principais funções da patela são aumentar a vantagem mecânica do músculo quadríceps e proteger a articulação do joelho. O aumento da vantagem mecânica é conseguir o aumento do braço de alavanca, que é a distancia perpendicular entre a linha de ação do músculo e o centro da articulação. Colocando a patela entre o tendão do músculo quadríceps. Por esta razão o braço do momento é aumentado, o que permite ao músculo ter maior força angular. Sem a patela, o braço de movimento seria menor e muito da força do músculo seria direcionada para trás, para a articulação “força de estabilização”.

A função do mecanismo da articulação patelo femoral é influenciada vigorosamente por estabilizadores tanto dinâmicos quanto estáticos. A estabilidade baseia-se nas contenções ligamentares, retinaculares e musculares.

Um estabilizador dinâmico, o quadríceps, é constituído por quatro músculos são: vasto lateral, vasto intermédio, vasto medial e reto femoral. O alinhamento dos músculos determina sua função na articulação do joelho. O vasto lateral, vasto intermédio, vasto medial lateral e o reto femoral, produzem um torque em extensão de joelho. O vasto medial oblíquo é incapaz de produzir qualquer extensão de joelho, mas exerce função extrema, importante no sentido de conferir a esta articulação uma contenção dinâmica contra as orças que poderiam deslocar a patela lateralmente. O grupo muscular da pata de ganso e o bíceps femoral também afetam dinamicamente a estabilidade patelar, pois controlam a R.I e R.E da tíbia, que pode influenciar de maneira significativa o deslocamento patelar.

Os estabilizadores estáticos da articulação patelo femoral incluem a parte lateral projetada mais anteriormente do sulco femoral; o retináculo extensor (com os ligamentos patelo-femoral e patelo tibial associados), o trato ílio tibial, o tendão quadríceps e patelar. O retináculo lateral e os tratos ílio tibiais proporcionam estabilidade contra as forças responsáveis pelo deslocamento medial, ao passo que o retináculo medial e parte lateral do sulco femoral proporcionam estabilidade contra as forças responsáveis pelo deslocamento lateral.


Tratamento:


O tratamento se dá com medicamentos anti-inflamatórios, atualmente é comum a utlização de medicamentos denominados condroprotetores, além da viscossuplementação intra-articular (que atuam na cartilagem articular), meios físicos e cinesioterapia e a evolução costuma ser favorável. 

Inicialmente, o tratamento é conservador, utilização da eletroterapia para analgesia e diminuição do processo inflamatório e com fortalecimento do músculo quadríceps, principalmente do vasto medial oblíquo e alongamento dos isquiotibiais. Perda de peso é recomendada para diminuir o estresse sobre a articulação patelo femural. Órteses podem ser benéficas, bem como o uso de medicações antiinflamatórias.

Em seguida iniciam-se exercícios de hipertrofia do quadríceps através de exercícios isotônicos assistidos

A reabilitação da disfunção patelo femoral, deverá concentrar-se no recrutamento do vasto medial oblíquo, na normalização da mobilidade patelar e no aumento da flexibilidade geral e do controle muscular de toda extremidade inferior. Mas não existem exercícios específicos que se tenha revelado capazes de isolar o vasto medial oblíquo a extensão do joelho com rotação tibial interna, a adução do quadril com contração de quadríceps e a rotação externa do quadril com contração do quadríceps foram propostas com a intenção de isolar o vasto medial obliquo, porém não existe nenhuma prova de sua eficácia.

Considerando que a dor patelo femoral é produzida tipicamente com atividades que são associadas com maior força de contato patelo femoral, parece que um programa de exercícios deveria ser projetado para aumentar o fortalecimento do quadríceps, isto é particularmente importante durante a fase aguda da dor quando os seus sintomas são exacerbados.

Durante exercícios de cadeia cinética aberta a quantidade da força exigida do quadríceps para estender o joelho aumenta com o movimento de extensão do joelho. Estudos feitos por Lieb e Perry demonstram que a força do quadríceps aumenta em 60% nos últimos 15º de extensão do joelho, além deste aumento de força também foi constatada que a área de contato patelo femoral era diminuída. Esta combinação do quadríceps aumentando a força e diminuindo a área de contato durante a extensão do joelho resulta em um maior estresse de contato patelo femoral comparados com maiores ângulos de flexão do joelho onde a força do quadríceps não é grande, mas a área de contato é maior. Já durante exercícios de cadeia cinética fechada a força do quadríceps é relativamente mínima quando o joelho esta estendido.

As atividades de fortalecimento em cadeia aberta para o quadríceps são mais seguras de 50° a 90° e de O a 10° ao passo que atividades em cadeia cinética fechada são mais seguras se forem feitas de 0° a 50° porque acima desse valor o contato fêmuro-patelar é muito excessivo.

Exercícios com resistência mecânica são usados para aumentar a força muscular, potência ou resistência física na reabilitação ou programa de condicionamento, para melhorar a função muscular, o músculo precisa ser progressivamente carregado aumentando a resistência ou o número de repetições que o exercício é realizado. 

Postado por Dr. Rogerio Nascimento.