De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), a má alimentação e a inatividade física são os principais fatores de risco para doenças crônicas não transmissíveis. Um levantamento a Organização Pan-americana de Saúde, mostra que 60% da população não faz pelo menos 30 minutos de atividade física.
Apesar do vasto conhecimento que a prática regular de atividade física promove no organismo, estudos recentes vêm demonstrando que as pessoas estão cada vez mais inativas fisicamente.
A inatividade física associada com a má alimentação, geram um aumento na obesidade da população, o que vai de acordo com os dados da OMS (2002), que mostra que o excesso de peso afeta mais de 1 bilhão de adultos e mais de 20 milhões de crianças.
Os mesmos autores citam que a associação entre os fatores inatividade física e má alimentação, provocaram mais de 400 mil óbitos no ano de 2000 nos Estados Unidos.
Atividade física
De acordo com Haskell et al. (2007), a atividade física quando praticada regularmente pode diminuir o risco e ou a evolução de doenças cardiovasculares, acidentes vasculares cerebrais,
problemas hipertensivos, diabetes, osteoporose, câncer, ansiedade e depressão sendo também determinante no controle do peso corporal.
Existem quatro grandes categorias de benefícios da atividade física para a saúde: 1º) efeito anti-aterogênico, onde melhora o perfil lipídico (aumento do HDL e diminuição do LDL e triglicérides), perda da gordura corporal, aumenta da sensibilidade à insulina e redução da pressão sanguínea; 2º) risco reduzido de trombose, fibrinólise, fibrogênio e menor viscosidade do sangue; 3º) redução do risco de isquemia miocárdica; e 4º) ocorrência reduzida de arritmias ventriculares letais, o que acarreta em uma redução global do risco de morte súbita.
· Atividade física na adolescência
A promoção da atividade física deve começar nos primeiros anos de vida, sendo que as recomendações para os adolescentes devem ser maiores que para os adultos. Os altos níveis de atividade física em adolescentes estão significativamente associados com menor gordura corporal e menores riscos de se ter cardiopatia. Estudos mostram que pode diminuir o risco de se ter câncer de mama, fraturas ósseas, hipertensão arterial, altos índices de gordura corporal na fase adulta, melhora a aptidão cardiorrespiratória e a auto-estima e diminui os níveis de estresse do adolescente.
Por fim, recomenda-se que os adolescentes realizem 300 minutos semanais de atividade física, podendo ser distribuídos em sessões de 60 minutos, 5 vezes semanais, com intensidade moderada.
· Atividade física para adultos
A OMS (2002) recomenda que as pessoas se mantenham suficientemente ativas em todos os ciclos da vida, sendo indicado para adultos saudáveis (18 a 65 anos) atividade fisica aeróbias, com intensidade moderada, pelo menos por 30 minutos (ou 3 vezes de 10 minutos), durante 5 ou mais vezes semanais ou, com intensidade vigorosa, 3 vezes por semana, por no mínimo 20 minutos, sendo que a combinação entre atividade física moderadas e vigorosas também pode ser feita para se alcançar esta recomendação.
· Atividade física para idosos
Para os idosos é necessária a prática de atividade física que fortaleçam a musculatura e mantenham o equilíbrio, pois elas podem reduzir os riscos de quedas, melhorando o estado funcional destas pessoas. Estudos explicam que essas proporcionam uma maior capacidade de realização das atividades da vida diária, preservando assim a independência durante o envelhecimento. O idoso deve começar o programa de AF com intensidade leve, duração breve e frequência de 2 a 3 vezes semanais.
Alimentação
A alimentação do mundo atual, principalmente a da região ocidental, é um grande problema na saúde da população, pois ela é rica em gorduras, açúcares e alimentos refinados e, pobre em carboidratos complexos.
Alguns estudos destacam a importância de uma boa alimentação baseada em fibras, frutas, legumes e alimentos que contenham ômega-3, com pouca ingestão de gorduras saturadas e carboidratos refinados para se ter uma boa saúde e evitar doenças.
· Alimentação para crianças menores de dois anos
Alimentação adequada é essencial para o crescimento e desenvolvimento das crianças, sendo considerada a base da vida, além de ser um direito humano.
Nesta fase da vida, a preocupação com a alimentação é fundamental, uma vez que a desnutrição infantil é um grande problema de saúde pública, principalmente em crianças de 6 a 24 meses de vida.
Outro problema preocupante com a alimentação das crianças é a obesidade, fator este extremamente importante, pois vem atingindo altas taxas de prevalência e incidência em todo o mundo. Ela é um fator de risco muito expressivo para diversas doenças como as cardiopatias, que atualmente são as maiores causadoras de morte no nosso país.
Para evitar esses problemas e contribuir para a saúde das crianças, não só na sua infância, mas também ao longo de suas vidas, é sugerido seguir as seguintes recomendações alimentares: amamentar exclusivamente no peito, até pelo menos 6 meses de vida, sem nenhum outro tipo de alimentação complementar (OMS, 2002), inserindo a mesma somente após o período de 6 meses de vida, de forma lenta e gradual, conforme a aceitação da criança e, se possível, continuar o aleitamento materno até os 2 primeiros anos de vida ou mais.
Após o sexto mês de vida a criança deve ter uma alimentação complementar, pois o leite não tem calorias suficientes, sendo esta alimentação complementar deve ser variada, colorida, contendo ferro, proteínas e vitamina A. Deverão ser inclusos no cardápio frutas, verduras, legumes, cereais, carnes, tubérculos, evitando açúcares, café, enlatados, frituras, refrigerantes, balas, salgadinhos e guloseimas. As crianças que são amamentadas, devem ser alimentadas 3 vezes ao dia e, as não amamentadas, devem fazer 5 refeições diárias.
· Alimentação para pessoas maiores de dois anos
Uma boa alimentação pode prevenir contra doenças crônicas não transmissíveis, deficiências nutricionais e doenças infecciosas, evidenciando assim que uma prática alimentar saudável pode ajudar na saúde das pessoas, mesmo estas já estando com idade elevada.
De acordo com o Ministério da Saúde uma alimentação saudável se baseia nos seguintes atributos: acessibilidade física e financeira, sabor, variedade, cor, harmonia e segurança sanitária. O mesmo documento recomenda que uma pessoa com mais de 2 anos de idade deve comer diariamente 6 porções de cereais, tubérculos e raízes, 3 porções de frutas, legumes, verduras, leite e derivados, uma porção de feijão, carnes, ovos, açúcares e sal, e beber 2 litros de água por dia.
Segundo a OMS (2002), para atingir uma alimentação saudável, é preciso, limitar a ingestão energética de gorduras, aumentar o consumo de frutas, legumes, verduras e cereais, limitar a ingestão de açúcares e sal, e manter o equilíbrio energético e o peso saudável.
Concluímos assim que a falta de atividade física e a má alimentação podem acarretar diversos problemas a saúde, como diabetes, câncer. A atividade física regular e uma alimentação balanceada auxiliar a manter o peso além de proteger contra diversas doenças.
Bruna Sousa Albino
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