quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Exercícios físicos na doença de Parkison







A Doença de Parkison (DP) é uma doença neurodegenerativa onde há o comprometimento dos neurônios dopaminérgicos da substância negra do cérebro, causando o déficit de dopamina no corpo estriado. Essa alteração nas estruturas do Sistema Nervoso Central causam alterações nos movimentos, como rigidez, acinésias, tremores e instabilidades posturais.  A Doença de Parkison  tem incidência nos idosos, e ainda não está esclarecido sua etiologia, existem diversas teorias para seu desenvolvimento como o estresse oxidativo , genética e exposição a ambientes tóxicos e/ou infecciosos além de outros fatores.
Devido a progressão da DP, foi feito uma classificação em estágios, representando o grau de dificuldade que o paciente apresenta, indo estágio I á V: 
Estágio I: sinais e sintomas em um lado do corpo, sintomas leves, mas não desabilitantes, usual presença de tremor em um dos membros superiores;
Estágio II: sintomas bilaterais, disfunção mínima, comprometimento da postura e marcha; 
Estágio III: lentidão significativa dos movimentos corporais, disfunção do equilíbrio da marcha e ortostático bem como disfunção generalizada moderadamente grave;
Estágio IV e V: sintomas graves, locomoção limitada, rigidez e bradicinesia, perda total da independência, respostas imprecisas à levodopa e doenças neuropsiquiátricas.
Apesar da DP não ter cura é possível retardar seus sintomas, uma dessas formas seriam através da educação física que ajuda amenizar os sintomas. Na fase inicial da DP a atividade física pode reduzir a degeneração de neurônios dopaminérgicos, bem como o desenvolvimento dos sintomas da doença. 
 Estudos relatão que o treino de marcha com suporte parcial da massa corporal, esse tipo de atividade tem um efeito duradouro na marcha dos portadores da DP, agindo principalmente sobre o arrastar dos pés característico dos parkisonianos, e no número de passos.
Estudos afirmam que o treinamento da marcha em esteira rolante é uma terapia promissora para a reabilitação de portadores de anomalias na marcha, e recentemente utilizado em portadores da DP, resultando em melhoras nos parâmetros da marcha, sendo mais eficaz que em terapias convencionais.
Observou-se os efeitos positivos nos treinos dos portadores com DP, como a diminuição das quedas, maior estabilidade e equilíbrio. Portanto exercícios de baixa ou moderada intensidade podem auxiliar nos sintomas além de auxiliar na reintegração social.
Bruna Sousa Albino
Fonte:http://www.efdeportes.com/efd149/exercicios-fisicos-na-doenca-de-parkinson.htm

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