terça-feira, 19 de outubro de 2010

NOVAS IDÉIAS PARA A REIDRATAÇÃO DURANTE E APÓS OS EXERCÍCIOS NO CALOR

Os fatores mais importantes na redução da tolerância ao calor e no desempenho durante o exercício em altas temperaturas são aqueles seguidos de desidratação progressiva. Em condições quentes, a perda de água pela pele e das superfícies respiratórias pode ultrapassar dois litros por hora. A reposição dos líquidos perdidos e uma boa hidratação é essencial para um melhor desempenho
A reidratação adequada durante e após os exercícios depende da manutenção da pressão osmótica para absorver líquidos e da manutenção de uma baixa eliminação de urina. A reidratação só a base de água dilui o sangue rapidamente, extinguindo a sede e estimulando um aumento na produção de urina. A reidratação se dará mais rapidamente se o sódio, principal eletrólito perdido através da transpiração, for consumido com os líquidos.
Durante a atividade física uma quantidade significativa de calor é gerada como um subproduto do metabolismo energético que mantém os processos de contração e relaxamento dos músculos em atividade. A taxa de calor produzida pelos músculos ativos pode chegar a até 100 vezes a produzida pelos músculos inativos. Se o organismo armazenasse esse calor em vez de dissipa-lo, a temperatura interna se elevaria à razão de 1° C (1,8° F) a cada 5 a 8 minutos (durante exercícios moderados), resultando em hipertermia (superaquecimento) e colapso em 15 a 20 minutos. É claro que isto não costuma acontecer, uma vez que o organismo possui um sistema muito sofisticado que indica um aumento na temperatura interna e consequentemente ativa os reflexos associados à perda de calor. Um desses reflexos é a dilatação dos vasos sangüíneos da pele que aumenta o fluxo sangüíneo para a pele, transferindo o calor do interior do organismo à superfície cutânea. Esse aumento no fluxo sangüíneo da pele eleva a temperatura cutânea, permitindo que o calor seja transferido da pele ao ambiente por radiação e convecção.
Outro reflexo relacionado à perda de calor é a ativação das glândulas sudoríparas que secretam suor na superfície cutânea, permitindo que este evapore. A evaporação de um grama de água na superfície cutânea elimina aproximadamente 0,6 quilocaloria. Como as glândulas sudoríparas podem produzir até 30g de suor por minuto, praticamente todo o calor produzido através de exercícios intensos pode ser dissipado através da evaporação do suor sob condições ideais. Em temperaturas baixas, muito do calor gerado durante os exercícios é liberado do organismo por radiação e convecção da pele exposta, tornando o risco de desidratação relativamente baixo.
Em temperaturas moderadas, a menor diferença de temperatura entre a pele e o ambiente resulta em uma taxa inferior de transmissão de calor por radiação e convecção. Assim, durante exercícios praticados em climas quentes, o organismo também depende da evaporação do suor para dissipar calor. Em temperaturas muito elevadas, quando as temperaturas cutânea e ambiental são praticamente as mesmas, a transferência de calor por radiação e convecção não ocorre e a evaporação do suor consiste no único meio de dissipação da carga de calor.
Uma taxa muito elevada de evaporação realmente resfria o organismo, permitindo exercitar-se no calor por mais tempo. Entretanto, a incapacidade de compensar a perda de líquidos do organismo através da transpiração pode reduzir a prática de exercícios a períodos bem curtos.
Conseqüentemente, o grande desafio durante a prática de exercícios em climas quentes consiste em minimizar a desidratação e o risco de hipertermia excessiva a ingestão de líquidos a intervalos freqüentes.

Postado por: Daniela de Barba

http://www.gssi.com.br/artigo/38/sse-7-novas-ideias-para-a-reidratacao-durante-e-apos-os-exercicios-no-calor

Nenhum comentário:

Postar um comentário