O envelhecimento populacional, nos últimos anos, tem aumentado o número de mulheres que vivenciam a passagem para a menopausa, ampliando a demanda para atendimento específico a essa população, uma vez que 10% da população mundial têm mais de 50 anos.
Considera-se que, atualmente, 95% das mulheres em países desenvolvidos atingem a menopausa e 50% delas ultrapassam os 75 anos de vida.
Segundo dados da OMS, na América Latina, a média etária na qual as mulheres experimentam a menopausa é aos 50 anos, similar à média mundial. Há evidências, porém, de que mulheres mais magras e subnutridas entram na menopausa mais cedo.
Apesar de depender de outros fatores a prevalência da osteoporose em mulheres na menopausa é maior do que em mulheres na pré-menopausa Depois da menopausa a massa óssea e a massa muscular diminuem (com conseqüente aumento da massa gordurosa), de forma lenta e gradual, ocorrendo em cerca de 5 a 10% por década de vida.
A Organização Mundial de Saúde (OMS) define a menopausa como a cessação permanente da menstruação.
A intensidade desses sintomas depende da interação, não somente dos fatores biológicos, mas também psicológicos e sociais, relacionados à vida de cada mulher em particular.
Com relação às respostas biofísicas aos exercícios, entende-se que têm importante papel, principalmente para mulheres no climatério, visto que, nessa fase, elas apresentam modificações antropométricas e bioquímicas que comprometem sobremaneira a qualidade de vida dessa população.
As mudanças antropométricas incluem diminuição da massa livre de gordura, aumento da gordura corporal e redução da estatura, acarretando elevação no índice de massa corpórea (IMC). Alterações no perfil lipídico e deficiência de estrogênio são as principais mudanças bioquímicas que parecem comprometer a saúde das mulheres nessa fase de vida, estando diretamente relacionadas ao risco de doenças cardiovasculares.
Considerando-se que as mulheres vivem mais do que os homens e a importância da qualidade de vida na longevidade, intervenções para reduzir a incidência desse tipo de doença nessa população são prioritárias na área de políticas públicas.
A produção e liberação de óxido nítrico (NO) pelas células endoteliais é fundamental para a manutenção da homeostase do sistema cardiovascular por meio de sua regulação do tônus vascular e inibição da adesão e agregação de plaquetas. O NO é considerado o mais potente vasodilatador produzido pelo endotélio, e o controle de sua produção está diretamente relacionada a diversas patologias, como hipertensão arterial, aterosclerose e doença arterial coronária.
O exercício físico é um estímulo importante para o aumento do fluxo sanguíneo e, conseqüentemente, promove elevação da produção de NO.
Também é aceito que indivíduos com mais de 50 anos praticantes de exercícios físicos regulares (com freqüência, duração, volume e intensidade previamente estabelecidos e tendo como embasamentos os parâmetros fisiológicos de cada pessoa tais como: VO2 pico e freqüência cardíaca alvo), diminuíram ainda mais os escores indicativos para ansiedade e passaram da classificação de levemente deprimidos a não deprimidos. E isso poderia ser atribuído às melhoras fisiológicas e metabólicas decorrentes do exercício físico, como, por exemplo, maior liberação de alguns neurotransmissores como a noradrenalina e a serotonina, uma vez que já está estabelecido na literatura a correlação entre alterações desses neurotransmissores e as patologias avaliadas.
O envelhecimento é um processo complexo que envolve muitas variáveis como, genética, estilo de vida e presença de doenças crônicas, que interagem entre si e influenciam significativamente o modo em que alcançamos determinada idade.
A participação de mulheres no período da menopausa em atividade física regular fornece várias respostas favoráveis que contribuem para o envelhecimento saudável e influencia positivamente a auto-percepção física geral, a qual, por sua vez, afeta a auto-estima do indivíduo, resultando numa melhor qualidade de vida e bem-estar mental.
Postado por: Priscila Lumazini e Heleuza Silva
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