terça-feira, 26 de outubro de 2010

Relação entre atividade física e densidade mineral óssea/osteoporose: uma revisão da literatura nacional

A osteoporose é uma das doenças crônico-degenerativas mais comuns no envelhecimento. Esse distúrbio osteometabólico é caracterizado pela diminuição da densidade mineral óssea (DMO), com deterioração da microarquitetura óssea, levando a um aumento da fragilidade esquelética e do risco de fraturas.



Ao longo do tempo vem se utilizando de diversos tratamentos com o objetivo de atenuar a perda de massa óssea, como a terapia hormonal e exercícios físicos.


Mais especificamente com relação à prática de atividade física, a força mecânica, que ocorre durante o exercício físico tem sido considerada como importante estímulo para a osteogênese.


A prática de atividade física ao longo de diferentes fases da vida tem sido sugerida como fator de proteção de osteoporose. Estudos mostram que a prática de exercícios físicos na infância e na fase adulta aumenta a densidade de massa óssea.


Tem sido demonstrado que os aumentos da DMO com o treinamento físico podem ser influenciados pelo estilo de vida da amostra estudada, assim estudos em populações com características sócio-culturais diferentes, e, consequentemente, estilos de vida e hábitos alimentares diferentes, podem influenciar para que estudos tenham diferentes resultados.


Um estudo onde foi feito uma revisão bibliográfica de estudos nacionais sobre a prática de exercícios físicos, a densidade de massa óssea e osteoporose, dos estudos revisados os resultados são controversos sobre a relação entre a prática de atividade física e a DMO e osteoporose. Essa controvérsia foi observada tanto na relação da atividade física/exercício físico praticado na infância e na adolescência, como na atividade física atual e a DMO ou osteoporose. Essa controvérsia pode ser por se tratarem de diferentes amostras e da forma de como o estudo foi aplicado.


Estudos disponíveis na literatura internacional que analisaram a associação entre a prática de atividade física na infância e a DMO e que analisaram os dados com estatística multivariada evidenciaram que o maior nível de atividade física na infância está associado à maior DMO na idade adulta.


A maioria dos estudos nacionais que investigaram a associação entre a prática de atividade física/exercício físico atual e a DMO sugere que o maior nível de atividade física/exercício físico atual está associado à maior DMO em mulheres de diferentes níveis maturacionais.


A associação entre a prática de atividade física e maior DMO foi observada em crianças, adolescentes, jovens e idosas que realizaram diferentes modalidades, o que está em linha com estudos internacionais sobre esse assunto.


Os resultados destes estudos, embora apresentem algumas controvérsias, sugerem, em sua maioria, impacto positivo da atividade física para aumentar a DMO e diminuir a prevalência de osteoporose.
Conclui-se que devido haver poucos estudos sobre a prática de exercícios físicos e a DMO, e os estudos existentes serem controversos, há necessidade de estudos em escala nacional.


Bruna Sousa Albino
Fonte: http://www.periodicos.rc.biblioteca.unesp.br/index.php/motriz/article/view/2890/3212

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