Descobertas recentes sugerem que o consumo protéico atualmente recomendado pelo Conselho de Pesquisa Americano pode ser insuficiente para alguns atletas.
O aumento da força e volume muscular obtido através do treinamento de força utilizando pesos, pode ser incrementado com um consumo de proteína maior que a quantidade atualmente recomendada.
O consumo insuficiente de energia pode aumentar as necessidades protéicas. Portanto, a alimentação inadequada pode diminuir a eficiência de programas de treinamento de força em indivíduos que estariam consumindo uma dieta protéica adequada.
Embora existam muitos fatores nutricionais que podem potencialmente afetar o treinamento de força, a proteína é fator mais freqüentemente associado ao aumento de força muscular. Este artigo relata a influência de uma dieta protéica nas modificações da maça magra e força e também. A importância do consumo de energia alimentar nas necessidades protéicas. Há muitos anos, tem-se debatido a questão da quantidade de proteína que um atleta deve consumir. Até o início deste século, a proteína era considerada o combustível mais importante para a prática de exercícios (1). Naquela época, começaram a se acumular dados demonstrando que, na realidade, os principais combustíveis utilizados durante o exercício eram os carboidratos e as gorduras. Conseqüentemente, a opinião científica mudou, passando a acreditar que a prática do exercício pouco afetava a necessidade protéica (2). Entretanto, dados mais recentes obtidos através de novas técnicas experimentais, indicam que a prática de exercícios pode aumentar a necessidade de proteínas/aminoácidos. Esse aumento da necessidade protéica, causado pelo treinamento, pode ocorrer de forma direta, devido a mudanças no metabolismo de aminoácidos, ou indireta, como resultado do consumo insuficiente de energia.
Embora o consumo protéico de muitos atletas, especialmente os de força, como por exemplo os que treinam com pesos, exceda substancialmente o CDR (Consumo Diário Recomendado), a maior parte dos nutricionistas considera pouco vantajoso o consumo de grandes quantidades de proteína (3). Por motivos técnicos, o CDR de proteínas (0,8g de proteína/kg de peso/dia, em adultos), é aproximado e baseia-se em dados obtidos em indivíduos relativamente sedentários (4). Os estudos recentes envolvendo atletas são, portanto, de grande interesse.
Há 15 anos pesquisadores demonstraram que um consumo protéico de 125% do CDR supria as necessidades de indivíduos sedentários (5). Entretanto, apesar de um adequado consumo total de energia, essa quantidade de proteína tornou-se insuficiente no momento em que esses indivíduos iniciaram um programa de treinamento de resistência (ciclismo). Alguns relatos sobre programas moderados de exercício sugerem que esse aumento da necessidade protéica ocorre somente (6), (7), durante algumas semanas no início do treinamento. Todavia, dois estudos recentes, com exercícios de resistência mais intensos, mostraram o aumento da necessidade protéica em indivíduos treinando há vários anos (8), (9).
É possível que um consumo protéico maior que o atual CDR seja benéfico para atletas de resistência, tanto os principiantes como os experientes, mas, por diferentes motivos, como, por exemplo, a fim de minimizar a perda de proteínas no sangue, no caso dos principiantes e para suprir os aminoácidos necessários como combustível durante o exercício, ou na reparação muscular, em atletas experientes (10). Além disso, a necessidade protéica pode aumentar ainda mais (11), (12) no caso do consumo insuficiente de energia alimentar, devido ao aumento do gasto energético com o treinamento, ou no caso de uma restrição alimentar, buscando alcançar algum peso arbitrário para a prática de lutas, dança, ginástica, etc. Em qualquer um desses casos, atletas que consomem 100% do CDR de proteínas podem sofrer uma diminuição de força e massa muscular.
Postado por: Daniela de Barba
http://www.gssi.com.br/artigo/46/sse-10-influencia-da-proteina-alimentar-e-do-total-de-energia-ingerida

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