Se obtém ossos fortes de três maneiras: 1) atividade física regular, 2) ingestão adequada de cálcio, e 3) manutenção dos níveis hormonais.
- Para diminuir a incidência de fratura óssea deve-se, após os trinta anos, "economizar osso" e reduzir a sua reabsorção.
- Para manter a saúde dos ossos, uma boa receita é fazer exercícios diversificados e acumulativos, enfocando principalmente aqueles com peso e variando os movimentos.
- Na fase de crescimento, a ingestão adequada de cálcio promove uma diminuição nas perdas ósseas conseqüente da idade. Necessário se faz, relembrar os benefícios dos exercícios.
- As modificações hormonais, o peso corporal e a nutrição afetam a reabsorção óssea.
- São poucos os indivíduos que ingerem quantidades adequadas de cálcio ou se exercitam o suficiente, semanalmente, com o intuito de melhorar a saúde de seus ossos. Este é um dos grandes desafios para a saúde publica.
Somente há vinte anos que alguns preparadores físicos, nutricionistas e fisiologistas do exercício começaram a se preocupar com a saúde dos ossos. Isto se deve ao fato de ter sido observado que atletas, ocasionalmente, apresentavam fraturas. Também poucos eram os profissionais de educação física que trabalhavam com idosos, e poucos eram também os grupos populacionais diagnosticados como tendo osteoporose, doença que era considerada uma conseqüência inevitável da idade. Em 1984, a Dra. Bárbara Drinkwater e seus colaboradores, através de publicações, chamaram nossa atenção. Ela documentou a baixa densidade mineral óssea (BMD) em atletas jovens, do sexo feminino, que não tinham menstruado nos 3 anos e meio que precederam a determinação. A BMD média obtida no osso da espinha dorsal foi o equivalente ao de uma mulher de 51 anos de idade. A grande evolução das pesquisas, nessa área, foi obtida através do avanço tecnológico para a determinação da densidade óssea e pelos tratamentos farmacológicos, que a transformaram em uma doença tratável e previsível.
A ingestão de cálcio e a atividade física não representam tudo. Robert Heaney da Creighton University demonstrou que a saúde dos ossos está na dependência de três prováveis inter-relações: 1) sobrecarga de trabalho sobre o esqueleto, 2) ingestão adequada de cálcio e vitamina D, e 3) níveis normais dos hormônios que agem no processo de calcificação. O propósito desta breve revisão da literatura é fornecer informações aos profissionais de saúde, atletas e treinadores quais são os melhores exercícios para prevenir a osteoporose, como aumentar a ingestão de cálcio através da alimentação, e como ambos, a ingestão adequada de cálcio e os exercícios podem compensar as alterações hormonais.
Postado por: Daniela de Barba

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