quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Conhecimento do exercício físico como recurso terapêutico por indivíduos diabéticos tipo 2

O Diabetes Mellitus tipo 2 (DM2) é uma doença multifatorial, tendo como principal característica a resistência à insulina e intolerância à glicose. Além disso, se constitui como doença crônico-degenerativa que está em constante crescimento no Brasil e no mundo sendo por isso considerado um grave problema de saúde pública. Segundo as Diretrizes da Sociedade Brasileira de Diabetes (2007), em 1985 estimava-se que existissem 30 milhões de adultos com DM2 no mundo; esse número cresceu para 135 milhões em 1995, atingindo 175 milhões em 2002, em projeção de chegar a 300 milhões em 2030.
    Devido às suas complicações e predisposição a outras doenças é importante que os indivíduos portadores de diabetes conheçam e dominem os conceitos e habilidades necessárias para o tratamento a longo prazo. Tais conhecimentos incluem a fisiopatologia, os níveis glicêmicos desejados, o efeito da insulina e do exercício físico, bem como o da alimentação e do estresse. Além desses também é indispensável o conhecimento do tratamento básico para que haja melhor compreensão a respeito dessa patologia.
    Os conhecimentos sobre o exercício físico devem estar ligados aos seus benefícios, à sua importância, e aos procedimentos que devem ser realizados antes, durante e depois das atividades (intensidade, duração e volume são requisitos de grande importância), pois vários são os problemas ocasionados pela prática irregular do exercício físico, a hipoglicemia é uma delas. Além disso, é preciso tomar alguns cuidados, tais como: a escolha de atividades mais adequadas; quando e onde praticá-las; quais os perigos, entre outros.
    Portanto, conhecer esses cuidados contribuirá para a obtenção de melhores resultados no tratamento da patologia e melhor adesão a essa prática, já que a construção de novos conhecimentos conduz à aquisição de comportamentos preventivos e estimula o indivíduo a compreender seus problemas e escolher a solução apropriada para o gerenciamento dos cuidados com a doença (TORRES, 2004).
Um estudo realizado com pacientes atendidos em um posto de saúde observou-se que os indivíduos relatavam como os principais fatores responsáveis pelo surgimento do DM2 estão: estresse, obesidade, sedentarismo, fatores genéticos, efeito da dieta, idade avançada e fármacos. Dentre esses os mais citados foram o estresse e os fatores genéticos com 26,6% cada um. De acordo com o Ministério da Saúde (2002) nos indivíduos com DM2, 50% dos casos novos poderiam ser prevenidos, evitando-se o excesso de peso, e outros 30%, controlando o sedentarismo.
Os pacientes relataram que 60% tiveram orientação de fazer atividade física, dentre os tipos de orientações sobre o exercício físico, o que se pôde perceber é que os profissionais ficaram restritos à prescrição do tipo de exercício, sem ampliar as informações e orientações a respeito do assunto.
 Com relação à prática de exercícios físicos, mais da metade desses indivíduos disseram não praticar nenhum tipo de exercício, apesar de terem recebido algumas informações sobre sua importância para o tratamento e controle da patologia.
Dentre os participantes desse estudo que declararam praticar o exercício físico apenas 16,6% verificam a glicemia sanguínea, 75% não verificam e 8,4% às vezes verificam sem muita freqüência. Esse dado é de grande relevância, por representar um grande risco para saúde desses indivíduos, pois exercitar-se com baixos níveis glicêmicos, por exemplo, pode levar a uma possível hipoglicemia.
Conclui-se que a maioria tinha conhecimento ou recebeu orientação sobre a atividade física auxiliar na prevenção e controle da DM2, porém nem todos praticavam. 


Bruna Sousa Albino
fonte: http://www.efdeportes.com/efd150/conhecimento-do-exercicio-fisico-por-diabeticos.htm

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