
É imprescindível nos dias atuais, que falemos na prática de atividades físicas para o desenvolvimento e manutenção da saúde da população idosa, que muitas vezes acaba sendo esquecida. Em meio a uma população que cresce mais a cada dia, torna se de grande valia e exigência, o estudo do que nos proposto neste artigo, que é desenvolver uma breve revisão bibliográfica abordando os benefícios da atividade física para um envelhecimento saudável.
O envelhecimento humano pode ser definido como um processo gradual, universal e irreversível, que acelera na maturidade e que provoca uma perda funcional progressiva no organismo.
Segundo a Organização Mundial de Saúde, nos países desenvolvidos são considerados idosos as pessoas acima dos 65 anos de idade, e para os países em desenvolvimento, como no caso do Brasil, pessoas a partir de 60 anos. Percebe-se a relação direta desta classificação com a qualidade de vida nesses países. Considera-se idosos-jovens os indivíduos com idade entre 65 aos 74 anos e idosos-idosos os indivíduos com 75 anos ou mais. Como esta é uma consideração aos países desenvolvidos, para o Brasil classifica-se os idosos-jovens de 60 aos 69 anos.
Chegar à terceira idade com uma boa qualidade de vida nem sempre é fácil. Praticar atividade física e fazer exercícios físicos pode ser uma boa alternativa para envelhecer com mais saúde. O melhoramento das funções cardiovasculares e pulmonares, assim como a manutenção da saúde mental são alguns dos benefícios que a atividade física pode proporcionar.
Assim, para se obter essa qualidade de vida é necessária que haja um equilíbrio e um bem-estar entre o homem como ser humano, a sociedade em que se vive e as culturas existentes.
Devemos sempre estar cientes de que, uma velhice tranqüila é o somatório de tudo quanto beneficie o organismo, como por exemplo, exercícios físicos, alimentação saudável, espaço para o lazer, bom relacionamento familiar, enfim, é preciso investir numa melhor qualidade de vida.
O sedentarismo ocorre em todas as faixas etárias, mas na velhice ele pode ser mais acentuado, devido à crença popular de que com o processo de envelhecimento deve-se diminuir a intensidade e quantidade de atividades físicas, pelo receio de prejudicar a saúde. Ao contrário do que muitos pensavam, o maior risco para a saúde do idoso está justamente no comportamento sedentário e não na prática de atividades físicas moderadas. Vários estudos apontam que o treinamento físico pode imediatamente produzir uma profunda melhora das funções essenciais para aptidão física do idoso.
Acredita-se que a participação do idoso em programas de exercício físico regular poderá influenciar no processo de envelhecimento, com impacto sobre a qualidade e expectativa de vida, melhoria das funções orgânicas, garantia de maior independência pessoal e um efeito benéfico no controle, tratamento e prevenção de doenças como diabetes, enfermidades cardíacas, hipertensão, arteriosclerose, varizes, enfermidades respiratórias, artrose, distúrbios mentais, artrite e dor crônica.
Antes de iniciar qualquer tipo de exercício, considera-se importante que o idoso seja submetido a uma avaliação médica cuidadosa, constando preferencialmente de um teste de esforço para prescrição do programa, quanto a essa recomendação é importante levar em conta alguns critérios que deverão influenciar a seleção do protocolo e servem, também, para ilustrar algumas das importantes restrições impostas pelo envelhecimento quanto à realização de exercícios: a diminuição de VO2 máximo pode requerer que se opte por um teste de baixa e moderada intensidade e maior duração; usar maior período de aquecimento e pequenos incrementos nas cargas ou incremento em intervalos de tempo maior; em função da maior fadigabilidade deve ser diminuída a duração total do teste; a diminuição dos níveis de equilíbrio e força indica o uso prioritário da bicicleta (ergômetro); a redução na coordenação muscular exige, muitas vezes, a realização de mais de um teste que se chegue a um resultado confiável; outros fatores como o uso de dentaduras, a diminuição da acuidade visual e auditiva, devem ser também considerados.
O treinamento esportivo para os idosos, não como campo de realização de altas performances, mas como meio para manutenção e alcance da saúde, tem mostrado melhoras na saúde de vários idosos; outros trabalhos procuraram enfocar a capacidade de desempenho ou treinamento do idoso verificando os declínios funcionais e comparando-os aos de outros indivíduos (atletas, sedentários, pessoas jovens, etc.)
Para desenvolver programas de atividade física para idosos, é fundamental que alguns fatores sejam levados em consideração, como: tipo, freqüência, duração, intensidade e progressão do exercício. Vale ressaltar que é necessário que se faça avaliações (física, funcional, anamnese, nutricional, etc.) para que essa prescrição seja mais eficiente e adequada.
O treinamento esportivo para os idosos, não como campo de realização de altas performances, mas como meio para manutenção e alcance da saúde, tem mostrado melhoras na saúde de vários idosos; outros trabalhos procuraram enfocar a capacidade de desempenho ou treinamento do idoso verificando os declínios funcionais e comparando-os aos de outros indivíduos (atletas, sedentários, pessoas jovens, etc.)
Para desenvolver programas de atividade física para idosos, é fundamental que alguns fatores sejam levados em consideração, como: tipo, freqüência, duração, intensidade e progressão do exercício. Vale ressaltar que é necessário que se faça avaliações (física, funcional, anamnese, nutricional, etc.) para que essa prescrição seja mais eficiente e adequada.
Dessa forma, entende-se que as pessoas idosas, homens e mulheres, podem beneficiar-se de atividades físicas regulares. É importante salientar que a atividade física não precisa ser intensa para trazer benefícios à saúde. Significantes benefícios à saúde são obtidos com doses moderadas de atividade diária. Porém, mais benefícios podem ser derivados da atividade física regular se esta for de intensidade ou duração progressivamente crescente, respeitando as características individuais do idoso.
Portanto, entendemos que o objetivo principal da atividade física regular na terceira idade, é o retardamento do processo inevitável do envelhecimento funcional, através da manutenção de um estado suficientemente saudável, para que o idoso possa dispor de autonomia e independência.
Postado por: Priscila Lumazini e Heleuza Silva
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