terça-feira, 17 de março de 2026

Dietas restritivas e impacto hormonal feminino

                  

      “Comer pouco demais pode desregular seus hormônios?”


Muitas pessoas acreditam que, para emagrecer, precisam comer o mínimo possível. No entanto, estudos recentes mostram que dietas muito restritivas podem desregular os hormônios e dificultar o processo de perda de peso. Quando o corpo recebe poucas calorias, ele entra em estado de alerta e sofre adaptações hormonais importantes. Há redução da leptina (hormônio da saciedade) e aumento da grelina (hormônio da fome), o que favorece maior ingestão alimentar e dificuldade de controle da fome .

Além disso, a restrição energética pode comprometer o equilíbrio hormonal como um todo, reduzindo o metabolismo, aumentando o cortisol e afetando diretamente a saúde feminina, com alterações no ciclo menstrual e maior risco de comportamento alimentar desregulado . Estudos recentes também mostram que essas adaptações hormonais fazem parte de um mecanismo do corpo para economizar energia, o que pode dificultar a manutenção do emagrecimento a longo prazo .

Outro ponto importante é que dietas restritivas podem aumentar a produção de hormônios relacionados à fome ao longo do tempo, tornando o processo ainda mais difícil e favorecendo o efeito rebote .

Por isso, o que a ciência atual reforça é que estratégias mais equilibradas e sustentáveis são mais eficazes. Emagrecer não é apenas reduzir calorias, mas sim manter o equilíbrio hormonal e metabólico para garantir resultados duradouros e saúde a longo prazo.



Feito por: Sara Santos




Fontes (artigos científicos):

Müller MJ, Enderle J, Bosy-Westphal A. Metabolic adaptation to caloric restriction and subsequent refeeding. American Journal of Clinical Nutrition, 2015. Trexler ET et al. Metabolic adaptation to weight loss: implications for athletes. Journal of the International Society of Sports Nutrition, 2014. Loucks AB. Energy availability and reproductive function in women. Exercise and Sport Sciences Reviews, 2003. Fothergill E et al. Persistent metabolic adaptation 6 years after “The Biggest Loser” competition. Obesity Journal, 2016. Rogers PJ et al. Does low-energy dieting increase food craving? Appetite, 2017.

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