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terça-feira, 27 de setembro de 2011

Semana do coração



Nesta semana comemoramos a “Semana do Coração” que tem como objetivo a reflexão do cuidado que estamos tendo com o nosso.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgou um relatório no último dia 14 que mostra que 33% das mortes no Brasil são causadas por doenças cardiovasculares, que afetam o coração ou os vasos sanguíneos. Essas doenças são a principal causa de mortes no País.

A patogenia mais encontrada das doenças cardiovasculares é, indiscutivelmente, a aterosclerose coronária, que pode acometer inclusive pacientes jovens.

A aterosclerose é uma doença crônica - degenerativa que leva à obstrução das artérias (vasos que levam o sangue para os tecidos) pelo acúmulo de lipídios (principalmente colesterol) em suas paredes. A aterosclerose pode causar danos a órgãos importantes ou até mesmo levar à morte. Tem início nos primeiros anos de vida, mas sua manifestação clínica geralmente ocorre no adulto.

Geralmente a aterosclerose não produz sintomas até que as artérias sejam obstruidas. Quando isso ocorre, o sintoma irá aparecer de acordo com o órgão afetado.  Com a obstrução das artérias do coração ocorrerá dores no peito (angina ou infarto), no cérebro irá acarretar um acidente vascular cerebral (derrame), já nos membros inferiores este evento irá provocar dores na perna (trombose)

Fatores de Risco são condições que predispõem uma pessoa a maior risco de desenvolver doenças do coração e dos vasos.Existem diversos fatores de risco para doenças cardiovasculares, os quais podem ser divididos em não modificáveis ou irreversíveis e os fatores de risco modificáveis ou reversíveis.

Fatores de risco não modificáveis ou irreversíveis são:
Idade, Sexo, Hereditariedade

E fatores de risco modificáveis ou reversíveis incluem:

Sedentarismo - Ter um estilo de vida sedentário leva ao sobrepeso, que pode resultar em diabetes e na elevação da pressão arterial. Exercícios também podem abaixar os níveis de LDL e aumentar os de HDL, além de fortalecer o coração e aumentar não só sua eficiência, como a do uso de oxigênio pelo corpo.

Obesidade - De uma forma simples, a obesidade pode ser definida como uma doença na qual ocorre acúmulo excessivo ou anormal de gordura no tecido adiposo, causando prejuízo à saúde. São consideradas obesas pessoas com índice de massa corporal (IMC) acima de 30 kg/m². A circunferência abdominal é um forte indicador para doença cardíaca e diabetes, seu valor ideal é menor que 80 cm para mulheres e 94 cm para homens.

Hipetensão Arterial - A aterosclerose é duas vezes mais frequente nas pessoas hipertensas do que na população em geral, devido ao fato de que Anos de hipertensão podem danificar as paredes das artérias, fazendo com que elas fiquem rígidas e estreitas favorecendo assim o acúmulo de gordura nessas regiões.

Estresse - Envolve a tensão emocional, o nervosismo, a vida agitada e as pressões a que somos submetidos diariamente no trabalho, no trânsito ou em casa. Altos níveis de estresse podem ser fatores de risco para doenças cardíacas. O estresse provoca liberação adrenérgica forçando seu coração a trabalhar mais e, com isso, aumentar sua pressão arterial e sua pulsação.

Colesterol aumentado - O colesterol é uma substância de gordura encontrada em células de todas as partes do corpo. Quando o LDL está em excesso no sangue lesa os vasos e ainda se deposita na parede formando as placas de ateroma, já o HDL é conhecido como o “bom colesterol” porque remove o excesso de colesterol e leva ao fígado onde será eliminado. 
Triglicerídios aumentados - Aumento da gordura no sangue vinda de alimentos ricos em carboidratos (doces em geral, refrigerantes e mel), o que também contribui para o entupimento das artérias do coração.  

Diabetes - A diabetes mellitus aumenta o risco de aterosclerose, pois eleva os níveis de colesterol e para piorar, grande parte das pessoas com diabetes está acima do peso e, com isso, agravam ainda mais a sua condição e os riscos provenientes dela.

Para prevenir a aterosclerose e as suas complicações devem eliminar-se os fatores de risco controláveis,no que diz respeito a alimentação recomenda-se a realização de uma dieta, de modo a manter o peso adequado, especialmente em caso de obesidade, e para controlar os níveis de colesterol e de outros lipídios no sangue. Para concretizar este objetivo, é importante reduzir a ingestão de alimentos ricos em gorduras de origem animal como queijos gordos, gema de ovo, manteiga, carnes, vísceras e mariscos. E incluir mais legumes e vegetais. Peixes devem ser incluídos pelo menos 2 vezes por semana, principalmente os ricos em ômega-3 como o atum, o salmão e a sardinha, alimentos ricos em flavonóides como o suco de uva, pois podem ajudar a reduzir os riscos de doenças do coração, alimentos ricos em Vitamina C como o limão, acerola, caju, pimentão, Vitamina E como óleos vegetais, sementes, gérmen de trigo, etc., pois têm função antioxidante, alimentos ricos em fibras como aveia, frutas com casca, verduras, etc. ajudam a manter os níveis de colesterol em ordem. E na hora de cozinhar, prefira as preparações grelhadas, cozidas no vapor ou feitas no forno. Deixando de lado as frituras.



Postado por Danielle Loverri


Fontes consultadas:


GERBER, Z. R.S. e ZIELINSKY, P. Fatores de risco de aterosclerose na infância. Arq Bras Cardiol volume 69, (nº 4), Porto Alegre, RS. 1997







segunda-feira, 5 de setembro de 2011

De olho no colesterol


O colesterol é um tipo de gordura encontrado em todas as células do nosso corpo. Altos níveis de colesterol são um importante fator de risco para as doenças cardiovasculares, pois o acúmulo dele nas artérias (aterosclerose) pode causar o seu estreitamento. Esse processo, por sua vez, pode levar a um infarto ou a um acidente vascular cerebral (AVC). Para prevenir ou reduzir altos níveis de colesterol, indicamos algumas receitas práticas contendo ingredientes que ajudam nesta ação.


Aveia - As fibras responsáveis pela diminuição do colesterol são as beta-glucanas presentes no farelo de aveia.

Biscoito de Farelo de Aveia com Canela

Ingredientes
1 xícara (chá) de farelo de aveia
½ xícara (chá) de leite desnatado
1 colher (chá) de canela em pó
6 colheres (sopa) de azeite de oliva
2 colheres (chá) de bicarbonato
5 colheres (sopa) de açúcar mascavo
1 xícara (chá) de farinha de trigo
1 xícara (chá) de farinha de aveia

Modo de preparo: Ligue o forno à temperatura média. Misture numa tigela o farelo e a farinha de aveia, a farinha de trigo peneirada, o açúcar e o bicarbonato. Aos poucos, acrescente 5 colheres (sopa) de azeite de oliva, o leite e a canela. Sove a massa por 5 minutos. Abra a massa numa superfície lisa e enfarinhada na forma de um retângulo, de 32 cm x 34 cm. Com um cortador de massa quadrado, corte 40 biscoitos e disponha-os em 2 assadeiras untadas com o azeite de oliva restante. Leve ao forno por 20 minutos, ou até os biscoitos dourarem um pouco. Retire do forno e desenforme ainda quente.


Soja - Estudos sugerem que as isoflavonas de soja podem reduzir níveis de colesterol pelo aumento da atividade do receptor LDL (conhecido como colesterol ruim). Além disso, por ser rica em fibras, ela ajuda a retardar a absorção da glicose, reduzindo o risco de uma hiperglicemia.

Salada se soja


Ingredientes
2 xícaras (chá) de grãos de soja cozidos
3 tomates sem sementes picados 
1 pimentão verde picado
1 pimentão vermelho picado 
2 cebolas médias picadas
Cheiro verde, sal, azeite de oliva e suco de limão (a gosto).
Modo de preparo: Cozinhar os grãos conforme a receita básica; Deixar esfriar e misturá-los com todos os ingredientes; Levar à geladeira e servir quando estiver bem fria.


Salmão, Sardinha e Atum - Estudos relatam que devido as altas concentrações de ácidos graxos polinsaturados ômega-3, o consumo desses peixes, em conjunto com uma alimentação 
equilibrada, podem diminuir a concentração do colesterol sérico total e LDLcolesterol.


Salmão com crosta crocante de limão e hortelã

Ingredientes  1 limão pequeno600 gramas de salmão¾ de colher (chá) de sal½ colher (chá) de pimenta do reino6 dentes de alho1 fatia de pão multigrãos1 colher (chá) de hortelã fresca picada2 colheres (sopa) de azeite extra-virgem1 pitada de pimenta vermelha
450 gramas de espinafre

Modo de preparo: Tempere o salmão com ¼ de uma colher (chá) de sal e de pimenta do reino. Descasque o limão, corte-o em quatro pedaços e transfira as casas para um processador. Acrescente um dente de alho, a hortelã, o pão picado, ¼ de uma colher (chá) de sal e de pimenta do reino.  Depois de processados, acrescente uma colher (chá) de azeite e reserve.
Aqueça duas colheres (chá) de azeite em uma frigideira e coloque o salmão para fritar com a pele para cima. Depois de cozinhar por três minutos vire-o com uma espátula e coloque os ingredientes processados por cima. Leve ao forno pré-aquecido a 450º e asse por cinco minutos. Enquanto isso doure o alho e a pimenta vermelha com o azeite restante. Adicione o espinafre, o sal e cozinhe. Sirva com o salmão por cima e uma fatia de limão.

Frutas Oleaginosas - castanhas, nozes, avelã, amêndoas, em sua composição há um tipo de gordura saudável, ácidos graxos monoinsaturados ,que são responsáveis pelos efeitos benéficos desses alimentos como diminuição do LDL- colesterol (colesterol ruim) e pelo aumento do HDL-colesterol (colesterol bom).

Barrinha de Cereais



Ingredientes:
1 xícara de cereal de flocos de milho sem açúcar 
4 colheres (sopa) de farinha de trigo integral ou de aveia 
1 colher (sopa) de adoçante próprio para ir ao fogo 
2 colheres (sopa) de margarina light 
4 colheres (sopa) de água (ou duas de água e duas de suco de frutas como laranja ou maracujá) 
1 colher (chá) de canela em pó 
30 g de nozes trituradas (podem ser substituídas por: avelã, amêndoas, pistache, castanha do pará ou caju) 
60 g de frutas secas picadas (à sua escolha)


Modo de preparo: Junte o cereal, a farinha, metade do adoçante, a margarina, as nozes e as frutas secas. Misture, colocando água (2 colheres), aos poucos, até ficar homogênea. Reserve; Em uma panela esquente as 2 colheres de água (ou de suco), o resto do adoçante e a canela até ferver. Deixe esfriar; Despeje a massa numa assadeira e aperte bem; Regue com a calda; Cubra com papel alumínio e asse por 15 minutos; Tire o papel e deixe por mais 10 minutos; Depois de fria, corte em barrinhas e embrulhe em papel celofane; Guarde na geladeira; As barrinhas suportam bem 24h fora da geladeira. 

Além da alimentação, alguns cuidados também são importantes:

Emagrecer: Pessoas acima do peso normalmente não têm HDL (o "bom") suficiente e seus níveis de triglicerídeos são geralmente elevados. O nível do LDL (o "ruim") geralmente está muito alto também. Pessoas com excesso de gordura corporal estão mais propensas a desenvolver doenças do coração e derrame. 

Exercitar-se: Fazer atividade física diminui os níveis de LDL e aumenta os níveis de HDL. A falta de exercício provoca o efeito inverso. A prática de exercícios físicos diminui o risco de doenças do coração e melhora a saúde de forma geral. 

Parar de fumar: Fumar diminui os níveis de HDL (o "bom") e isso se reverte quando o hábito é interrompido. Além disso, a combinação de colesterol alto com o fumo aumenta o risco de doenças cardíacas e morte. 

 Às vezes algumas  mudanças na dieta e no estilo de vida são  o bastante para normalizar ou reduzir os níveis de colesterol, vale a pena consultar um Nutricionista!


Postado por Bruno Garbini e Danielle Loverri


Fontes consultadas


MIRA, G. S. et al. Visão retrospectiva em fibras alimentares com ênfase em beta-glucanas no tratamento do diabetes. Braz. J. Pharm. Sci. vol.45 no.1 São Paulo Jan./Mar. 2009.

ESTEVES, E. A. et al. Efeitos benéficos das isoflavonas de soja em doenças crônicas. Rev. Nutr., Campinas, 14(1): 43-52, jan./abr., 2009.

FORNAZZARI, I. M. et al. ÁCIDO GRAXO ÔMEGA 3 E A SAÚDE HUMANA. V Semana de Tecnologia em Alimentos v. 02, n. 01.  21 a 25 de maio, 2007 - Universidade Tecnológica Federal do Paraná - UTFPR - Campus Ponta Grossa - Paraná – Brasil.



http://mdemulher.abril.com.br/blogs/dieta-nunca-mais/2009/12/receita-light-de-salmao-com-crosta-crocante-de-limao-e-hortela/


sábado, 13 de agosto de 2011

Flavonóides e Doenças cardiovasculares




Os flavonóides são uma classe de compostos fenólicos que diferem entre si pela sua estrutura química e características particulares. Frutas, vegetais, grãos, flores, chá e vinho são exemplos de fontes destes compostos.

Várias propriedades terapêuticas dos flavonóides têm sido estudadas nas últimas décadas, destacando-se o potencial antioxidante, anticarcinogênico e seus efeitos protetores aos sistemas renal, cardiovascular e hepático.

As doenças cardiovasculares destacam-se, nos dias atuais, como a mais freqüente causa de óbito. A patogenia mais encontrada das doenças cardiovasculares é, indiscutivelmente, a aterosclerose coronária, que pode acometer inclusive pacientes jovens.

A incidência de coronariopatia é, em geral, dependente da prevalência de seus fatores de risco. Quanto maior a presença de fatores de risco para a aterosclerose, maior a probabilidade de incidir uma coronariopatia. A aterosclerose é uma doença multifatorial que se inicia na infância, entre 5 e 10 anos de idade, e se desenvolve ao longo dos anos. Dentre os fatores de risco mais freqüentes estão a hipercolesterolemia, o hábito de fumar, a hipertensão arterial (HA), a hipertrigliceridemia, o excesso de peso e a história familiar de cardiopatia isquêmica.

A uva, o vinho e os produtos derivados da uva contêm grande quantidade de componentes fenólicos que agem como antioxidantes. Eficácia dos flavonóides da uva, consumo desses flavonóides está associado ao risco reduzido de eventos coronários, e a ingestão de produtos da uva, incluindo vinho tinto e suco de uva roxa, inibe a agregação plaquetária. Em pacientes com Doença Arterial Coronariana estas bebidas mostraram um efeito antioxidante potente, pois melhoraram a função endotelial, induziram a vasodilatação dos vasos arteriais e inibiram a oxidação do colesterol LDL. Essas propriedades antioxidantes são atribuídas à presença dos polifenóis na casca e sementes da uva.

O vinho tinto tem recebido atenção especial devido a seus componentes fenólicos inibirem fortemente a oxidação do colesterol LDL in vitro. Como a oxidação deste lipídio tem papel  importante no desenvolvimento da doença cardiovascular aterosclerótica. O consumo moderado do vinho tinto foi associado à redução na incidência de eventos cardiovasculares, pois seus componentes, os flavonóides, estão implicados nos benefícios cardiovasculares devido a sua habilidade em inibir a função plaquetária.

O suco de uva também é um antioxidante poderoso, mas existem controvérsias quanto a sua eficácia. Os efeitos antioxidantes foram demonstrados in vitro, onde ocorreu redução da oxidação do colesterol LDL e melhora do fluxo médio de vasodilatação (FMD) em pacientes com Doença Arterial Coronariana.
Os flavonóides presentes no suco de uva, como a catequina, epicatequina, quercetina e antocianinas, são fontes ricas de antioxidantes, e estudos in vitro mostraram atividade eficaz na inibição do colesterol LDL

A capacidade de inibição da oxidação do colesterol LDL pela atividade antioxidante do vinho tinto e do suco de uva foi testada em um estudo randomizado in vitro com 20 homens saudáveis, com idade média de 56 anos, no qual a oxidação catalítica do colesterol LDL foi determinada na presença de vinho tinto, suco de uva e outras bebidas alcoólicas. Suco de uva e vinho tinto inibiram significativamente a oxidação do colesterol LDL in vitro. O mesmo experimento in vivo contou com a participação de 20 voluntários (8 homens e 12 mulheres) com idade média de 29 anos, que consumiram vinho tinto (300 ml), suco de uva (300 ml) em 30 a 45 minutos; amostras de sangue foram coletadas antes e depois da ingestão destas bebidas. A atividade antioxidante foi significativa na inibição da oxidação do LDL-C com vinho tinto, mas não com suco de uva, embora o conteúdo de flavonóides fosse maior nesta bebida. Os autores concluem que o efeito antioxidante do vinho tinto e do suco de uva in vitro foi associado à abundância de flavonóides destas bebidas. In vivo isto foi demonstrado com o vinho tinto, mas não com o suco de uva. Estes pesquisadores sugerem que os flavonóides do vinho tinto são melhor absorvidos no intestino do que os do suco de uva.

As organizações oficiais manifestam-se de forma cautelosa sobre o assunto. Segundo a AHA (American Heart Association, disponível em ) o consumo moderado de vinho está associado com a redução de doenças cardiovasculares, recomendando duas doses por dia para homens e uma dose por dia para mulheres. Estas recomendações equivalem a 90-120ml por dia de vinho, que deve ser consumido com uma refeição. Ressaltam que a bebida alcoólica não deve ser usada como prevenção única, pois pode desencadear outras doenças, assim recomenda-se antes de iniciar qualquer alteração a dieta, devemos consultar um profissional da saúde especializado.


Postado por: Bruno Garbini e Danielle Loverri


Fontes consultadas: 


ZOFFI R.S.G; ZIELINSKY P. Fatores de Risco de Aterosclerose na Infância. Um Estudo Epidemiológico. Porto Alegre, RS Arq Bras Cardiol, volume 69 (nº 4), 231-236, 1997


GIEH M.R. et al. Eficácia dos flavonóides da uva, vinho tinto e suco de uva tinto na prevenção e no tratamento secundário da aterosclerose. Scientia Medica, Porto Alegre, v. 17, n. 3, p. 145-155, jul./set. 2007

BEHLIN E.B. et al. FLAVONÓIDE QUERCETINA: ASPECTOS GERAIS E AÇÕES BIOLÓGICAS. Alim. Nutr., Araraquara, v. 15, n. 3, p. 285-292, 2004