segunda-feira, 29 de março de 2010


Esteróides anabolizantes: uso e abuso

Profa. Dra. Silvia Cristina Crepaldi Alves
Revista Suplementação

Da utilização de anabolizantes por indivíduos que desejam aumentar sua performance física ou simplesmente para fins estéticos tem atingido índices alarmantes nas últimas três décadas.

Os esteróides anabolizantes são hormônios produzidos no organismo pelas glândulas endócrinas sexuais. São eles que fazem com que ocorram as mudanças físicas durante a puberdade, o que torna os indivíduos capazes de se reproduzir.

O que a população em geral muitas vezes desconhece é o fato de que as glândulas endócrinas produzem quantidades muito pequenas de hormônios, o que é normal e fisiológico, enquanto as drogas comercializadas contém doses elevadíssimas de substâncias que podem ser tóxicas e danosas ao organismo.

Atualmente esses hormônios são utilizados como medicamentos no tratamento de diversas doenças, como por exemplo, quando os testículos não funcionam direito, em pessoas com osteoporose, câncer, obesidade, em situações nas quais ocorre muita perda de massa muscular, como Aids, alcoolismo, queimaduras grave e doenças musculares. Nesses casos, o uso é cuidadoso e acompanhado atentamente por médico.

Porém, preocupante é o uso dessas substâncias com finalidades estéticas e de melhora no desempenho físico, pois o acesso é fácil e as doses usadas costumam ser altas. Muitas vezes são manipuladas sem qualquer cuidado, contendo impurezas e podendo até causar doenças infecto-contagiosas.  

As conseqüências indesejáveis desse uso podem surgir a curto ou a longo prazo, dependendo da dose usada e do tempo, variando de pessoa para pessoa.

Existem relatos de vários problemas graves tais como tumores de fígado, hipertensão, doenças cardíacas e diabetes. Na adolescência, o uso indevido pode até comprometer o crescimento ósseo. Estudos recentes também demonstram alterações no funcionamento da glândula tireóide e na produção dos hormônios T3 e T4, causadas pelo uso de esteróides anabolizantes.

Podemos garantir que, visando saúde e qualidade de vida, nada melhor do que praticar exercício físico regulares, com prescrição e supervisão de profissionais habilitados, ou seja, professores de educação física, alimentar-se e dormir bem.  

Carina Ferreira de Melo
Marília Cremonezi 

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