quinta-feira, 11 de março de 2010



Nutrição e Triathlon

César Torres
Rev Suplementação, Ano I, n°1.

O Triathlon surgiu não apenas para testar os limites das capacidades físicas do ser humano, mas também os extremos de sua resistência mental. O esporte surgiu da necessidade do ser humano em experimentar novos desafios e representa uma busca dos limites máximos.
Em relação aos aspectos nutricionais, a ingestão energética dependerá da intensidade, da duração e do tipo de treinamento.
De acordo com Hausswirth et al., o triathlon, sendo um esporte de endurance, deve considerar importante fator na determinação do desempenho, a capacidade de produção de grande quantidade de energia por um longo período. Portanto, um suprimento energético suficiente é fundamental para que o atleta alcance o máximo desempenho. O elevado número de horas gastas com o treinamento físico, associado a horas de sono e demais atividades diárias normalmente realizadas dificultam a ingestão de grandes quantidades de calorias.
Para assegurar um consumo energético adequado, o atleta deve fazer varias pequenas refeições por dia. Além disso, de nada adiantará o alcance da demanda energética se não atendermos a necessidades dos carboidratos. Devemos ainda ter atenção nos casos que o triatleta despende maior carga horária treinando e/ou intensifica seu treinamento segundo o tipo de prova a competir.
A indicação de suplementos ou recursos ergogênicos é uma importante ferramenta que em varias situações pode auxiliar no desempenho atlético e suprir planos dietéticos deficientes em nutrientes.
A desidratação é a principal causa de necessidade de assistência medica em provas de triathlon de longa duração. Associada a hiponatremia (perda de sódio), a desidratação constitui o distúrbio eletrolítico predominante, alcançando a incidência de 29% dos casos com relatos ainda superiores de 73% em provas de ultradistância.

Marília Cremonezi 
Carina Ferreira de Melo 


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