quinta-feira, 1 de abril de 2010


Carboidratos
Reposição no pós treino

Dr. Marcelo Ferro

Em treinamento intenso necessitamos estar com os estoques de glicogênio hepático e principalmente muscular bem abastecidos para não entrarmos em catabolismo. Ao entrar em catabolismo, o fígado inicia um processo denominado gliconeogênese , que é o recrutamento de aminoácidos para a formação de energia ocorrendo um consumo de massa muscular magra como fonte de energia. Isso leva a diminuição de tecido muscular e conseqüentemente a uma queda no metabolismo basal. Portanto, um dos fatores cruciais e não menos importante que a ingestão pré-treino é a reposição do glicogênio muscular e hepático no pós-treino.
A abordagem dos carboidratos no pós-treino está totalmente focada nos polissacarídeos como a maltodextrina ou mesmo no monossacarídeo como a dextrose. Assim, quando os músculos necessitarem de ATP, irão buscar energia nos estoques de glicogênio muscular onde a glicose está armazenada. 
Contudo, com o término de exercícios físicos, geralmente os estoques de glicogênio muscular estão escassos e a célula do tecido muscular necessita de glicose para reabastecer esses estoques. Como a glicose é a principal para produção de ATP, a reposição com maltodextrina ou dextrose seria o melhor caminho, desprezando as fontes de frutose que serviriam para forma gordura.            
            No pós treino, os glicocoticóides estão muito altos e o nível de catabolismo muscular é intenso. A glicose, sendo um bloqueador de glicorticóides, é um caminho interessante para frear a cascata de hormônios como o cortisol que é o principal vilão do tecido muscular, evitando o catabolismo muscular.
            Geralmente, atletas preferem utilizar carboidratos rápidos como a dextrose mesclados com carboidratos mais lentos como a maltodextrina no pós-treino para recuperação do glicogênio muscular, alegando ter mais êxito do que um dos carboidratos isoladamente.   

Marília Cremonezi
Carina Ferreira de Melo 

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